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sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

TGW Awards: Top 50 Albums of 2O17


Vamos fingir que não passou um absurdo de tempo desde a última publicação do especial "Ghostly Walker Awards", e saltamos directamente para a penúltima lista. Se têm prestado atenção, sabem que partilhei o "TOP 10 EP's", "TOP 20 UNDERRATED SINGLES", "TOP 10 MUSIC VIDEOS" e desta vez até me aventurei por um "TOP 20 SINGLES". Para encerrar a categoria de Música em grande, literalmente, porque não um TOP 50 com os melhores álbuns que ouvi no ano passado? Sim, voltei a cometer esta loucura! Até tinha material suficiente para #100 mas, bye Felicia.

Não me canso de frisar que não passo de um mero crítico amador, como tantos de vocês, portanto não levem a peito alguma das minhas opções. Só porque uma revista da área elege determinados discos como o Santo Graal da indústria, não significa que concorde ou me deixe influenciar por isso. Esta é a principal razão pela qual não coloquei o "DAMN" do Kendrick Lamar. Como não aprecio o estilo, prefiro não considerá-lo do que julgá-lo injustamente. Infelizmente o pensamento em "comboio" é bastante frequente no que toca a este tipo de tarefas. Talvez seja por isso que aprecio tanto esta lista. Por norma é fácil distinguir quais os álbuns que consigo ouvir do início ao fim sem me cansar e aqueles que ao fim de três canções já me deixaram farto. Disto isto, é importante realçar que isso não significa que, por exemplo, um disco que se encontre em #42 seja necessariamente pior ou menos tolerável que outro em #22.

Tenho plena consciência que colocar uma Halsey a cima do Sam Smith seja uma afronta para muitos mas, independentemente de ter em consideração questões técnicas, tudo se resumo a qual disco gostei mais de ouvir. Não é um concurso de popularidade mas de gosto pessoal/qualidade. Cada pessoa tem as suas preferências e como tal, é normal que discordem de algumas classificações ou omissões.

Se o vosso favorito não se encontrar na lista, é possível que não o tenha ouvido. As minhas músicas favoritas de cada álbum estão indicadas como "MUST LISTEN".

Sem mais demoras, let the games begin!

MENÇÕES HONROSAS: SUFJAN STEVENS (...) - "PLANETARIUM" | GOLDFRAPP - "SILVER EYE" | DRAKE - "MORE LIFE" | CHARLI XCX - "POP 2" | ED SHEERAN - "DIVIDE" | SHANIA TWAIN - "NOW" | RACHEL PLATTEN - "WAVES" | SHAKIRA - "EL DORADO" | TERROR JR. "BOP CITY 2: TERRORISING" | FERGIE - "DOUBLE DUTCHESS"


#50. Pabllo Vittar  Vai Passar Mal
#49. Loreen — Ride
#48. Zara Larsson — So Good
#47. Sir Sly — Don't You Worry, Honey
#46. Bleachers — Gone Now
#45. Miley Cyrus — Younger Now
#44. Austra — Future Politics
#43. Paloma Faith — The Architect
#42. Cashmere Cat — 9
#41. Aquilo — Silhouettes

#40. Nelly Furtado — The Ride
#39. HURTS — Desire
#38. Imagine Dragons  Evolve
#37. Mac DeMarco — This Old Dog
#36. Foster The People — Sacred Hearts Club
#35. Tyler, The Creator — Flower Boy
#34. The National — Sleep Well Beast
#33. Mura Masa — Mura Masa
#32. Sam Smith — The Thrill Of It All
#31. Kehlani — SweetSexySavage

#30. Katy Perry — Witness
#29. HAIM — Something To Tell You
#28. Kelly Clarkson — Meaning Of Life
#27. Fifth Harmony — Fifth Harmony
#26. Susanne Sundför — Music For People In Trouble
#25. alt-J — Relaxer
#24. Taylor Swift — Reputation
#23. P!nk — Beautiful Trauma
#22. Sevdaliza — ISON
#21. MUNA — About U

#20. Halsey — Hopeless Fountain Kingdom
#19. Betty Who — The Valley
#18. Tove Lo — Blue Lips (Lady Wood Phase II)
#17. London Grammar — Truth Is A Beautiful Thing
#16. The XX — I See You
#15. Charli XCX — Number 1 Angel
#14. Khalid — American Teen
#13. Arca — Arca
#12. Dua Lipa — Dua Lipa
#11. Perfume Genius  No Shape

.10.. Demi Lovato  Tell Me You Love Me
MUST LISTEN: YOU DON'T DO IT FOR ME ANYMORE | TELL ME YOU LOVE ME | CRY BABY | DADDY ISSUES | RUIN FRIENDSHIP

Após anos a batalhar para conseguir o mínimo de reconhecimento pelo seu talento, chegou finalmente a altura da Demi Lovato brilhar. Tell Me You Love Me é o sexto álbum da jovem norte-americana e o melhor da sua carreira.

Neste novo projecto, ela quebra o molde estereotipado no qual estava inserida há imenso tempo, mostrando um crescimento incrível. Não só fez as pazes consigo mesma como aceitou a sua sexualidade de braços abertos. O resultado é um conjunto impecável de novas sonoridades, arranjos vocais e baladas capazes de nos deixar seriamente pensativos sobre certas escolhas nas nossas vidas.

Embora seja uma oferta mais adulta, especialmente no departamento das letras que receberam um update do caraças, os elementos sassy divertidos continuam presentes em faixas como "Sexy Dirty Love" ou numa das minhas favoritas, "Cry Baby". Seria um crime a Demetria continuar a ser ignorada pelos Grammys, mas aqui pelo blog levou um Golden Ghostly. (REVIEW COMPLETA)

..9.. Allie X  Collxtion II
MUST LISTEN: THAT'S SO US | DOWNTOWN | SIMON SAYS | VINTAGE | CASANOVA | OLD HABITS DIE HARD

Sabem quando gostam tanto de um artista underground que quase preferem nem falar muito dele para se manter "vosso" e longe do mainstream? É assim que me sinto com a Allie X. Após ocupar a 3ª posição no meu "TOP 10 EP's of 2O15com a sensacional colectânea CollXtion I, a jovem canadiana voltou com o tão aguardado segundo volume, agora em forma de álbum de estreia. Tal como o trabalho antecessor, encontramos um leque de canções sofisticadas, coesas, provocadoras, etéreas e absolutamente avassaladoras. Não fosse a competição tão forte, ocuparia uma posição no pódio.

Numa mistura sónica e visual entre Lady Gaga e Kate Bush, a Allie X é capaz de captar a nossa atenção de uma maneira brutal, deixando-nos suspensos no tempo e espaço. Além de escrever tudo, a cantora também tem créditos de produtora em praticamente todas as canções do disco. Se há coisa que aprecio é quando os artistas tomam o controlo do seu trabalho e não se deixam influenciar por barulho exterior. O resultado está à vista, uma sequência musical genial do início ("Paper Love") ao fim ("True Love Is Violent"). E tenho dito.

..8.. Miguel  War & Leisure
MUST LISTEN: BANANA CLIPPINNEAPPLE SKIES | SKY WALKER | CRIMINAL | TOLD YOU SO

O Miguel parece ser um dos poucos artistas com posição cativa no meu top 10 dos melhores do ano. Em 2015 ocupou o #10 com "Wildheart" e, dois anos depois, sobe para #8 com "War & Leisure". Com uma sonoridade mais acessível e na mesma linha do sensacional "Kaleidoscope Dream" (2012), este quarto disco é tudo aquilo que eu não sabia que precisava. Continuando com interpretações carregadinhas de sensualidade, Banana Clip é refrescante e deliciosa, Pineapple Skies é uma balada que poderia muito bem ser a prima direita da Sexual Healing. A voz do cantor neste registo é tão perfeita que torna cada faixa convidativa. O Miguel é sem dúvida um dos melhores cantores R&B da actualidade e é marginal a falta de reconhecimento que ele tem face a outros como Bruno Mars.

..7.. Jessie Ware — Glasshouse
MUST LISTEN: SELFISH LOVE | FIRST TIME | THINKING ABOUT YOUALONE | HEARTS

O amor sempre foi a principal componente dos trabalhos da Jessie Ware. Com uma sensibilidade rara nos dias que correm, a cantora e compositora britânica conseguiu criar um pequeno império de preciosidades com os discos "Devotion" (2012), "Tough Love" (2014), e o mais recente "Glasshouse". Confesso que tenho um soft spot por ela. É das poucas cantoras que me consegue comover com os seus trabalhos que além de relações, também abordam conflitos existenciais. São temas carregados do pesar da saudade, uma angústia permanente ou simples admissão de paixão. O cuidado e forma como conduz a narrativa e arranjos dos versos é algo que merece ser apreciado. Faixas como Selfish Love e First Time são pérolas que guardarei para sempre.

..6.. Lana Del Rey  Lust For Life
MUST LISTEN: 13 BEACHES | LOVE | BEAUTIFUL PEOPLE, BEAUTIFUL PROBLEMS | SUMMER BUMMER | GROUPIE LOVE

Em "Lust For Life", o quarto disco da carreira da Lana Del Rey, vemos a cantora norte-americana a voltar às suas raízes, por assim dizer. Mais próximo da brilhante era Born To Die do que de Ultraviolence ou Honeymoon, é o seu trabalho mais longo até à data. O conjunto de 16 faixas lida com temas bastante familiares para qualquer fã, a queda do glamour Hollywoodesco, a América, e amores terríveis. Mas, desta vez, a Lana consegue atingir uma magnitude ainda maior, ao recorrer a orquestras e melodias simplesmente impressionantes. Começando pela cinemática "Love" e passando pela etérea "13 Beaches"são muitas as concorrentes ao título de melhor canção.

Contrariamente à maioria dos colegas de profissão, a Del Rey acertou em cheio nas colaborações. A parceria com a incomparável Stevie Nicks na "Beautiful People, Beautiful Problems" (uma das minhas favoritas), é possivelmente uma das canções mais bonitas que alguma vez criou. As vozes das duas complementam-se tão bem que chega a ser chocante. O rapper A$AP Rocky aparece em "Summer Bummer" e "Groupie Love" e não desapontou.


..5.. SZA  Ctrl
MUST LISTEN: THE WEEKEND | DREW BARRYMORE | LOVE GALORE | SUPERMODEL | GO GINA 

O ano passado teve várias lufadas de ar fresco em diversos géneros musicais. No campo R&B/Hip-Hop, o nome SZA é provavelmente o que mais se destaca. No disco de estreia, "CTRL", a jovem não mede meias palavras e proporciona um dos trabalhos mais honestos dos últimos tempos. O amor, a falta dele, inseguranças, experiências românticas traumáticas e lições aprendidas são alguns dos tópicos abordados ao longo de um conjunto de 14 faixas.

O título do álbum refere-se à dificuldade em nos mantermos no controlo de certas situações repetitivas e culmina num "já chega". Os temas são tão pessoais que é impossível não nos revermos em pelo menos um deles. Aliás, as letras exemplificam uma espécie de viagem sentimental, atravessando várias fases como o fim inevitável de uma relação (Supermodel), a perda de confiança nos sentimentos de outra pessoa (Garden), até à sua aceitação (Drew Barrymore).


..4.. Sabrina Claudio — About Time
MUST LISTEN: BELONG TO YOU | USED TO | WANNA KNOW | EVERLASTING LOVE | STAND STILL

Não há nada melhor que descobrir um novo talento. Por obra do acaso que é como quem diz, youtube, há uns meses tropecei na soberba Belong To You (um dos 10 "UNDERRATED SINGLES OF 2017") e o resto é história. Não sendo propriamente uma powerhouse, a Sabrina Claudio é uma estrela em ascensão, cuja confiança rivaliza com a de uma Rihanna. Num registo quase angelical, experimental, sedutor e melancólico, a jovem de 21 anos conseguiu criar um disco de estreia perfeito do início ao fim. "About Time", foi exactamente o que senti quando ouvi a colectânea. Embora ainda não tenha quebrado a barreira do mainstream até ao estatuto de super-estrela musical, as qualidades estão todas lá.

..3.. Kelela  Take Me Apart
MUST LISTEN: LMK | BETTER | TAKE ME APART | ONANON | ENOUGH

Aos 34 anos, a Kelela finalmente lançou o seu debut album, "Take Me Apart". Só prova como a idade é apenas um número e nunca devemos desistir dos nossos sonhos. Após alguns EP's, a cantora segue as pisadas da colega Solange Knowles, ao caminhar por uma paisagem de R&B contemporâneo, com traços de POP. A sua voz brilha em primeiro plano, enquanto os refrões viciantes nos atacam com uma potência capaz de nos deixar a dançar ou conquistar uma galáxia distante. Sim, leram bem. Os instrumentais electrónicos evocam diferentes cenários, desde algo alianesco a uma sessão de BDSM. Estranho mas altamente genial. "Take Me Apart" é uma versão mais polida e arrojada dos seus trabalhos anteriores, e não há nada de negativo a apontar. 

..2.. Kesha  Rainbow
MUST LISTEN: PRAYING | BOOTS | LET 'EM TALK | LEARN TO LET GO | BASTARDS | RAINBOW

Raras são as vezes que um projecto musical consegue a proeza de nos arrancar o coração e trazer-nos de volta à vida. Rainbow foi um desses casos. Cinco anos desde o lançamento do último álbum de inéditas, Warriora Kesha renasceu e abençoou-nos a todos com o melhor trabalho da sua carreira. A cantora convidou-nos a entrar no seu íntimo e a assistir de camarote a uma preview de todos os momentos bons e maus que passou na vida. "Bastards" é a escolha perfeita para abrir o disco e forma as bases do que se segue, um conjunto de faixas banhadas a ouro.

Inevitavelmente, são várias as referências à batalha judicial travada com o produtor Dr. Luke, e a respectiva editora, mas o discurso nunca é de vítima. Pelo contrário, ela aceita o passado e segue em frente. Neste contexto, nasceram autênticas pérolas como "Praying", a faixa-título e a de fecho, "Spaceships". Mas nem tudo é melancólico. Sem perder o sentido de humor que nos fez apaixonar por ela, é impossível não sorrir ao som de "Woman" e "Let 'Em Talk" ou derreter com a ternurenta "Godzilla".

Tal como alguns colegas o fizeram mas nem sempre de forma tão eficaz, Kesha apostou em combinações sonoras surpreendentes. Num registo mais indie/rock/country/pop, as colaborações com os Eagles of Death Metal e Dolly Parton são a cereja no topo do bolo multicolor que é este Rainbow. A Glitter Queen continua lá (ouçam a "Boots", uma das minhas favoritas e que me lembra imenso a "Americano" da Gaga), mas transcendeu para algo digno de adoração. Não é por acaso que os seus vocais estão mais fortes do que nunca. Sem dúvida um dos meus álbuns favoritos deste ano.

..1.. Lorde  Melodrama
MUST LISTEN: GREEN LIGHT | SOBER | LIABILITY | WRITER IN THE DARK | HOMEMADE DYNAMITE | PERFECT PLACES | THE LOUVRE

Assim que ouvi a brilhante "Green Light" pela primeira vez tive a certeza de que o álbum seria bombástico. Quando finalmente chegou, foi com enorme satisfação que pude comprovar: Melodrama é O melhor disco de 2017. 

O sucessor de Pure Heroin ficou em gestação durante quatro longos anos, mas valeu a pena cada segundo. Com uma produção inegável do Jack Antonoff, dos Bleachers, a Lorde passou de outsider a observadora. Normalmente existe sempre uma música que podia ter ficado de fora da lista, mas aqui isso não acontece. Do início ao fim, somos convidados a assistir a uma espécie de biopic da vida sentimental da cantora. É mais drama que melo, talvez porque o que o Frank Ocean é para o R&B, a Lorde aspira ser para o pop, isto é, uma poeta lírica. Missão cumprida.

Há muito tempo que não ficava em êxtase com álbum mas este Melodrama marcou pontos em todas as áreas. Vocalmente, o timbre continua igualmente assombroso e angélico, enquanto as letras são absolutamente geniais. As associações que a jovem cantora faz são, literalmente, fruto de uma mente incrível. Tudo isto com uma vibe à la 80's? Parece que foi feito especialmente para mim! A Lorde não é uma liability, mas pode ser um forest fire


Conheciam os álbuns todos? Qual ou quais foram os vossos favoritos de 2017?

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

I'm here

Não acredito que vou ser aquela pessoa que desaparece abruptamente e volta como se nada fosse. Não sei o que vos diga. Antes de mais sinto-me terrível por esta pausa de quase três semanas em plena Ghostly Award Season. Quem me acompanha há alguns aninhos sabe o quanto prezo esta altura do ano.

Podia enumerar mil e uma desculpas esfarrapadas para justificar o meu desaparecimento mas não o vou fazer. Tudo se resume a duas coisas: cansaço e desmotivação. Pensei que conseguiria conciliar chegar a casa todos os dias às 22h com a escrita mas tem-se revelado um valente desafio (é que nem o instagram anda activo). Precisei desligar-me totalmente para poder descansar mentalmente. Por outro lado, a fraquíssima adesão no que toca à interacção com a temática a cima referida só me deixa ainda pior. Parecendo que não, já são três anos  (desde o "renascimento", vá) e não sinto evolução nenhuma. Enfim, frustrações pessoais que ganham proporções astronómicas quando faço algo de que realmente gosto e não sinto nada em retorno. Algo com que certamente muitos de vocês se devem identificar.

Posto isto, ficaram a faltar as listas dos Melhores Álbuns e Filmes de 2017. Está tudo ouvido, visto e escolhido há algum tempo mas confesso que colocar tudo por escrito é que está quieto. No entanto, fica a promessa que nos próximos dias darei a conhecer the last chosen ones.  

Se por acaso ficaram expectantes com o desfecho dos tops, sorry e tentarei não levar duas décadas! 

domingo, 7 de janeiro de 2018

TGW Awards: Top 20 Singles of 2O17


Aconteceu, perdi oficialmente a cabeça. E não me refiro a publicar duas vezes no mesmo dia, ah!

Se há algo que sempre disse desde que me inicie no mundo dos tops de final de ano, é que nunca entraria no território das canções ditas mainstream. Se fazer uma hierarquia de séries televisivas ou filmes é complicado, o que dizer de músicas! A comparação em termos de quantidade é simplesmente incomparável. 

Face o ano estranhamente bom que a indústria musical teve em 2017, respirei fundo e consegui o impossível, escolher os meus 20 Singles favoritos do ano. Como seria de esperar, foi tudo menos fácil. Não coloquei faixas que apareceram no "Top 20 Underrated Singles" para destacar mais opções. Mas fica a nota de que qualquer uma delas poderia estar aqui presente.

A música é algo muito subjectivo e pessoal, portanto é normal que as vossas escolhas sejam bem distintas das minhas. Os nossos gostos estão em constante mutação e dependem muito da nossa disposição no momento em que estamos a ouvir algo. Não estranhem aparecer uma faixa da banda sonora do filme "The Descendants 2" à frente de uma "New Rules". Por muito embaraçoso que seja, não posso mentir, gosto genuinamente da primeira e considero-a bem mais viciante que a segunda. Quer isto dizer que a popularidade de um projecto não é factor apreciativo. A "Despacito" não foi sequer considerada por não a suportar. Se os vossos singles predilectos não forem mencionados, possivelmente não pertencem ao meu cardápio musical.


MENÇÕES HONROSAS: CAMILA CABELLO - “STAY” | LADY GAGA - “THE CURE” | SELENA GOMEZ - “BAD LIAR” | HALSEY - NOW OR NEVER” | CHARLI XCX - “BOYS” | K.A.R.D. - HOLA HOLA” | DJ KHALID -  WILD THOUGHTS” | BEBE REXHA - I GOT YOU” | P!NK - BEAUTIFUL TRAUMA” | SIA - MOVE YOUR BODY

#20. Zedd & Alessia Cara - “Stay”
#19. Zayn & Sia - “Dusk Til Dawn”
#18. Martin Garrix & Dua Lipa - “Scared To Be Lonely”
#17. Katy Perry - “Chained To The Rhythm”
#16. SZA - “The Weekend”
#15. Clean Bandit & Zara Larsson - “Symphony”
#14. Portugal, The Man - “Feel It Still”
#13. Dua Lipa - “New Rules”
#12. The Descendants 2 - “Chillin' Like a Villain”
#11. Lana Del Rey - “Love”

Descubram o TOP 10 no vídeo abaixo:
(sugiro a qualidade máxima)

All the rights are reserved to the record labels and artists featured in the video above.


Conheciam as músicas? Quais são as vossas favoritas de 2017?

TGW Awards: Top 10 TV Series of 2O17


Compilar uma lista com as melhores séries do ano é sempre uma tarefa ingrata, especialmente para quem acompanha tantas como eu. A televisão conseguiu algo inédito e superou largamente o grau de produtividade e qualidade em relação ao cinema. Não é por acaso que cada vez mais ícones do grande ecrã estão a fazer a transição para o "pequeno".

Contrariamente aos últimos dois, a corrida ao título de "Melhor Série do Ano" foi bastante renhida em 2017. Posso dizer-vos que ao longo do tempo tive três opções diferentes no primeiro lugar do pódio, sendo que as restantes posições também mudaram constantemente. Das 80 que acompanho, parecia-me injusto limitar-me a um top 10. Além das menções honrosas, resolvi aumentar a lista para 20, de modo a poder expor mais produções merecedoras. Se as vossas favoritas não forem referidas ao longo desta publicação, talvez se deva ao facto de não as ter visto.

Numa análise rápida e superficial, fiquei de boca aberta com o upgrade narrativo que as segundas temporadas de várias séries receberam. "The Exorcist", "Channel Zero" e "Better Things" são apenas algumas das produções que parecem ter recebido um elixir de pujança criativa. No departamento das comédias também tivemos grande concorrentes como a recente "Glow", "Unbreakable Kimmy Schmidt", "You're The Worst" e "Younger". Ainda assim, o que realmente mexeu com o meu coração foi o tacto que algumas tiveram em lidar com a morte de personagens principais, nomeadamente "Jane The Virgin" e "Nashville". Em vez de se apoiarem na bengala temporal de "X anos depois", e ignorarem por completo o que aconteceu não. O luto foi feito de maneira prolongada, real e extremamente comovente. Confesso que chorei bastante e isso só comprova o quão convincente foi o trabalho deles. Por falar em coisas tristes, despedimos-nos de demasiadas séries boas para o meu gosto, desde "Orphan Black" e "Girls" a "Broadchurch" e "Bates Motel", nem sei o que vos diga.

Abomino escrever sinopses e pior ainda quando tenho que o fazer para séries com mais do que uma temporada, portanto dêem-me um desconto. Como nunca sei ao certo o que revelar ou não, é preferível deixar o aviso da praxe, atenção aos spoilers.

MENÇÕES HONROSAS: BLACK MIRROR | MR. ROBOT | GIRLS | BATES MOTEL | HOW TO GET AWAY WITH MURDER | NASHVILLE | TABOO | 13 REASONS WHY | FARGO | GRACE & FRANKIE | THE CROWN | 

20. Stranger Things, Season 2
19. The Exorcist, Season 2
18. Oprhan Black, Season 5
17. The Good Fight, Season 1
16. Insecure, Season 2
15. Jane The Virgin, Season 4
14. You're The Worst, Season 4
13. Glow, Season 1
12. Channel Zero, Season 2
11. Transparent, Season 4

.10.. Younger”, Season 4
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

Baseada no livro de Pamela Redmond Satran e criada por Darren Star (Sex and the City), Younger tem sido um verdadeiro caso de sucesso. Aclamada pela crítica e atraindo números gigantescos de espectadores norte-americanos quando está no ar, tornou-se num dos meus guilty pleasures. Sabem aquelas séries que nos deixam genuinamente felizes por saber que já saiu um novo episódio? É isso mesmo.

Nesta quarta temporada, continuamos a acompanhar Liza, uma mãe divorciada de 40 anos que se fez passar por uma jovem de 26 para conseguir trabalho na área dela. Com um foco maior nas personagens secundárias, em especial a Kelsey (Hilary Duff) e Diana (Miriam Shor), esta produção conseguiu diversificar o enredo e abordar diferentes relações e problemas profissionais. Não há dúvida que a história tem uma forte carga feminista, repleta de humor crítico e certeiro. Mas homens que estejam a ler isto, não se preocupem que em momento nenhum estão colocados de parte.  

..9.. Broadchurch”, Season 3
NOTA: 9/10 | TRAILER: AQUI

Três anos depois dos acontecimentos das primeiras duas temporadas encontramos Hardy e Miller a investigarem um novo crime: a violação de Trish Winterman. Embora a série pudesse cair nos mesmos clichés que tantos outros dramas-crime já cometeram, Broadchurch inverteu as expectativas ao abordar a agressão sexual com tamanha sensibilidade e consciência que nunca antes tinha visto em televisão.

Desde o início é evidente que a história não é o que estávamos à espera; Trish é uma mulher de meia-idade, recém-separada e mãe de uma filha adolescente. Não é uma vítima jovem e sexualizada, caracterizada como uma coitada que queremos vingar. Do primeiro ao último capítulo, ela é um ser humano comum, com qualidades e defeitos, representando todas as mulheres que raramente contam as suas histórias por não se encaixarem no estereótipo que a sociedade lhes propõe.

Com a progressão da trama, dizem-nos constantemente que a violência sexual nunca é culpa do sobrevivente, que as mulheres quase nunca mentem sobre violação, que é algo relacionado com poder e não necessariamente sexo, que as vítimas não respondem todas da mesma maneira e que geralmente o agressor é alguém próximo. Nenhum destes pontos deveria ser novidade, mas o cuidado e forma com que estão a desmistificar ideias pré-concebidas raramente é abordada no pequeno ecrã, e é precisamente isso que a torna tão impactante. O retrato de cada fase da investigação e a jornada complicada de Trish, assim como de outras mulheres que acabam por partilhar testemunhos semelhantes, é extremamente importante. Quantas séries utilizam as suas narrativas para comunicarem mensagens de tamanha importância, ainda para mais nos tempos em que vivemos?

Nem vos consigo explicar como me senti com a notícia de que esta foi a última temporada de Broadchurch. Além de uma das minhas séries favoritas de sempre, conseguiu a proeza de ter cada uma das suas seasons no meu top 10 das melhores do ano.

..8.. Feud: Bette and Joan, Season 1
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

É oficial, o Ryan Murphy tornou-se na versão masculina da Shonda Rhimes (Grey's Anatomy, Scandal, How To Get Away With Murder). Na sua última série antológica, Feud, foca-se nas famosas rivalidades da história moderna, começando pela de Bette Davis e Joan Crawford. Uma aposta ousada que tira proveito de uma dupla soberba de actrizes, Susan Sarandon e Jessica Lange. O meu amor pela segunda senhora não é segredo, e foi com a maior alegria que a vi de volta no meu ecrã. A química entre ela a Sarandon é tal que é impossível torcer por apenas uma delas. Mas a maior conquista desta obra é como consegue elevar a sua simples premissa de "história verídica" numa análise sobre o sexismo em Hollywood, o preconceito com a idade e como os homens com poder muitas vezes manipulam as mulheres, voltando-as umas contra as outras, para lutarem pela atenção deles. Além do guarda-roupa e cenários fantásticos, Feud: Bette and Joan ainda conta com um elenco secundário de luxo (Stanley Tucci, Alfred Molina, Jackie Hoffman, Catherine Zeta-Jones e Kathy Bates.

..7.. American Gods, Season 1
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

Inspirada no livro de Neil Gaiman, American Gods acompanha Shadow Moon (Ricky Whistle), na altura em que este é libertado da prisão e vê a sua vida a mudar para sempre após conhecer o misterioso Mr. Wednesday (Ian McShane). Rapidamente ele descobre que está no meio de uma guerra entre deuses antigos e novos. Confusos? É normal. Basicamente com o passar dos anos a fé em certas figuras mitológicas vai perdendo força e abrindo espaço para o nascimento de novos deuses  sendo estes alimentados pela obsessão nacional com os media, celebridades, tecnologia, etc. Os "antigos" revoltam-se e decidem derrubar os mais "recentes".

premissa parece ser um pouco tresloucada mas garanto-vos que é um festim visual. Aliás, só o genérico é algo do outro mundo, literalmente. Está perfeito! Tem uma certa vibe "Constantine" (mas em bom) e até de "True Blood". O facto de ter sido renovada para uma segunda season antes mesmo de estrear revela as elevadas expectativas dos criadores. Não os condeno, tem todos os ingredientes necessários para a longevidade televisiva. O elenco é excepcional, os cenários meticulosamente trabalhados e os efeitos especiais são fantásticos. Se forem apreciadores dos géneros sobrenatural e acção, preparem-se para entrar numa das viagens mais alucinantes das vossas vidas.

..6.. The Sinner, Season 1
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

Em The Sinner, Jessica Biel interpreta uma mãe de família que é subitamente tomada por um acesso de "raiva" numa praia, e comete um terrível acto de violência. O mais estranho é que a jovem não sabe porque motivo cometeu tal crime. Intrigado com o mistério, um detective acaba por ficar obcecado e inicia uma investigação para compreender não o que aconteceu, mas o porquê.

Confesso que não sou o maior fã da esposa do Justin Timberlake, que aqui também é produtora executiva, mas graças ao seu magnífico desempenho enquanto Cora, a minha opinião mudou drasticamente. Adoro um bom mistério e se juntarem elementos de crime à mistura melhor ainda. Literalmente somos constantemente guiados em direcções opostas enquanto, tal como a protagonista, tentamos perceber o que raio se passou. O desfecho é algo de... têm que ver. Não posso alongar-me sem revelar spoilers. A série de 8 episódios é baseada no livro de Petra Hammesfahr e foi adaptada pelo guionista Derek Simonds (The Astronaut Wives Club), que também assina como co-produtor. 

..5.. Legion, Season 1
NOTA: 9/10 | TRAILER: AQUI

Numa altura em que os cinemas e televisões estão saturados de super-heróis - os novos vampiros do mundo do entretenimento - o factor "novidade" perdeu-se. Com Legion, a FX poderia ter optado pelo caminho fácil e limitar-se a reproduzir a banda-desenhada, mas não. O criador Noah Hawley não só conseguiu a proeza de fazer algo diferente no universo Marvel, como criou uma história consistente e inovadora. Legion apresenta-nos David Heller, um paciente esquizofrénico num instituto psiquiátrico. Mas as vozes que ele ouve talvez não se devam à sua doença. Na realidade, David pode ser um telepata que toda a vida acreditou ser apenas um doente mental. Confuso? É normal, parte da magia desta série é precisamente o facto de nos deixar às escuras durante grande parte do tempo. Nada que uma dose de paciência e concentração durante os primeiros episódios não resolvam.

No desenrolar da acção ficamos a conhecer mais mutantes além de David e é refrescante o facto de cada um deles ter direito ao seu tempo de antena. Não são meros adereços secundários, muito pelo contrário, existem momentos importantes em que o protagonista nem sequer aparece. Por falar nele, a escolha do Dan Stevens foi de mestre. O actor que também deu corpo ao monstro de Beauty and the Beast, consegue transparecer a personalidade de alguém com esquizofrenia sem exagerar ou cair em clichés. Também a Audrey Plaza merece uma ovação de pé pela fantástica interpretação enquanto Lenny.

Uma série sobre sanidade mental, lealdade, fracassos, com um enredo extremamente inteligente e visualmente brilhante.  Do set-design à fotografia, passando pela música, as cores, o guarda-roupa, os efeitos especiais, tudo é genial e tem uma razão de ser. A atenção ao detalhe é incrível e só valoriza ainda mais esta produção que embora bizarra, pode muito bem ser a melhor do género.

..4.. Better Things, Season 2
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

A segunda temporada de Better Things foi a grande surpresa de 2017. Toda a narrativa é incrivelmente humana e natural. É impossível não nos revermos em alguns momentos, seja nas discussões com as suas crias, a relação delicada com a mãe ou a dificuldade em aceitar que alguém goste genuinamente dela. A dramedy melhora a cada episódio, colocando o espectador no lugar de pendura enquanto aborda questões importantes. Pamela Adlon revelou ser uma verdadeira força da natureza ao dirigir, além de protagonizar, a totalidade desta season. Como indicam os créditos finais, a série é dedicada às suas filhas, e esse amor transparece em cada cena. Um dos maiores trunfos desta produção é precisamente a inclusão de três meninas actrizes de diferentes faixas etárias e feitios bem fincados. A escrita é divinal e o equilíbrio entre a carga dramática e cómica é simplesmente genial. Não há nada de negativo a apontar, tudo resultou nesta segunda parte da trama. Tudo. A cena final foi a cereja no topo do bolo.

..3.. Big Little Lies, Season 1
NOTA: 9/10 | TRAILER: AQUI

Adaptada do livro de Liane Moriarty, Big Little Lies explora a vida de um grupo de mulheres e mães, aparentemente com a vida perfeita,  mas que escondem segredos, medos e angústias. O que ninguém esperava é que elas também tivessem que lidar com assuntos como bullying, abuso sexual, traição e violência doméstica. Inicialmente tudo indica que a história se vai centrar num crime, na vítima e no culpado e apesar de ser esse o foco central, na big picture acaba por ser algo secundário.

Esta é uma narrativa fortíssima no feminino, assim como as actrizes que as interpretam. O grande destaque vai para Nicole Kidman, num dos melhores papéis da sua carreira. A evolução da sua personagem e a forma como lida com a violência de que é algo, é notável. Seja nas sessões com a terapeuta ou com o marido violento, estamos perante um trabalho incrível por parte da actriz australiana. A Reese Witherspoon é outro dos grandes destaques. O modo como a sua Madeleine Mackenzie leva a vida faz-nos apaixonar pela sua personagem e até mesmo perdoar algumas atitudes questionáveis. A Shailene Woodley que muitos ainda vêm como uma teen actress, provou ser muito mais que isso.

A realização de Jean-Marc Vallée é estonteante, como de resto já nos tinha mostrado em filmes como Dallas Buyers Club e WILD. Também vale a pena referir a banda-sonora irrepreensível. De Fleetmac Wood e Neil Young a Elvis Presley, ficamos totalmente submersos nas suas letras e melodias que tanto enriquecem as cenas em que entram.

..2.. Dark, Season 1
NOTA: 9/10 | TRAILER: AQUI

Ao longo de dez episódios, é-nos contada detalhadamente a história de uma pacata população alemã, onde o desaparecimento de uma ou mais crianças desencadeia uma complexa rede de estranhos acontecimentos. Muitas questões por responder, segredos guardados há décadas são revelados e ninguém escapa impune. Antes de mais, DARK é um monstro visual incrível. O clima sombrio aliado a longos planos de uma densa floresta, a chuva, as personagens carregadas com o pesos dos seus segredos, ajudam a construir uma aura misteriosa genial. Ainda que o ritmo seja lento, a narrativa está tão bem construída que isso não afecta nada a sua visualização.

É complicado falar desta produção com o cunho Netflix sem deixar escapar algum spoiler. Existem momentos tão surreais que a dada altura aceitamos como natural o rumo que a trama está a levar. Tudo até ao mais íntimo detalhe está conectado e tem uma explicação. Quando o fio começa a ser desenrolado e ganhamos respostas, é como se tivéssemos descoberto o significado da vida. O elenco é estupendo, sendo que cada um dos actores encaixa na perfeição no papel que representam. A única coisa que me incomoda é que por ter sido lançada depois de Stranger Things, e insistirem que a temática é a mesma (não é) não tenha recebido o devido mérito.

Devorei a temporada inteira desta série alemã num dia e confesso-vos, o fascínio foi tal que estava em primeiro lugar desta lista. Foi com grande esforço que precisei analisar de forma crítica esta e a produção que se segue, para conseguir chegar a uma decisão. De qualquer forma, se o pódio puder ser partilhado, então DARK também leva medalha de ouro.

..1.. The Handmaid's Tale, Season 1
NOTA: 9/10 | TRAILER: AQUI

Baseada no romance do mesmo nome, de Margaret Atwood, The Handmaid's Tale é a história da vida na distópica "Gilead", uma sociedade totalitária onde costumavam ser os Estados Unidos. Enfrentando desastres ambientais e um declínio da taxa de natalidade, o governo opera sob um regime fundamentalista que trata o sexo feminino como propriedade do Estado. Enquanto uma das poucas mulheres férteis que restam, Offred é presa numa casa que força as mulheres à escravidão sexual, cujo objectivo é repovoar o planeta.

Com Elizabeth Moss, Joseph Fiennes, Alexis Bledel e Samira Wiley no elenco, a série cumpriu a promessa e mexeu com as minhas emoções a cada episódio. Tenho tolerância zero a este tipo de mentalidade em geral e em especial com as mulheres, portanto houve alturas em que precisei afastar-me do computador e arejar as ideias. É incrível e igualmente assustador com o ambiente em que a série decorre se adequa tão bem à conjuntura actual vivida nos EUA. Conseguiram captar a essência da questão de tal forma que é impossível não afectar o espectador.

Se existiam dúvidas de que o guarda-roupa influencia bastante o resultado final das produção, foram exterminadas com este projecto. O jogo de cores monocromáticas, como se de uma "casta" se tratasse, é simplesmente genial. Por falar em genialidade, a Elizabeth Moss é absolutamente soberba no papel de Offred. Criamos uma empatia tão grande com ela que por momentos custa a perceber que aquilo é apenas ficção. Quantas vezes não quis saltar para a tela e acabar com aquela fantochada. Façam um favor a vocês mesmos e vejam esta série se ainda não o fizeram. 


Acompanham algumas das séries? Quais foram as vossas favoritas de 2017?

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

TGW Awards: Top 10 Music Videos of 2O17


Estamos a entrar na recta final da temporada de Ghostly Walker Awards de 2017 e chegámos a uma das minhas listas favoritas de elaborar, os "Melhores Vídeos de Música do Ano". Cada vez mais é notório o quão importante a componente visual é para complementar uma canção. Basta verem o fenómeno que aconteceu com a Dua Lipa e as suas "New Rules". Ciente deste fenómeno, seleccionar apenas 10 em 1000 é um verdadeiro crime. 

Como referi na edição anterior, saber evitar favoritismos e valorizar produtos tecnicamente merecedores é algo que teoricamente prezo imenso, mas na prática não é nada fácil. Contudo, posso afirmar que, de todos os TOP's elaborados até agora, este é o mais imparcial. Primeiramente há que entender que o que se encontra em "análise" não são as músicas mas sim os respectivos vídeos, logo, não se admirem se uma ou outra canção assim para o fraquinha se encontrar entre os escolhidos.

Já percebi que prefiro produções mais recatadas e elegantes, em vez de sessões repletas de efeitos especiais como a Taylor Swift tem vindo a lançar, por exemplo. Sim, existem casos em que se consegue conciliar um orçamento generoso e a componente criativa sem ir por caminhos ridículos ou previsíveis, mas parece que sou admirador do género artsy-fartsy. É exactamente nisso que me foqueivideoclips com uma história/mensagem, sequências de dança bem elaboradas, fotografia, jogos de luzes, que não sirvam apenas para exibir corpos desnudos, e claro, visualmente apelativos, seja devido à sua simplicidade como pelos cenários fora do comum, originalidade, etc. Arrisco-me a dizer que ninguém vai conhecer a pessoa que está em primeiro lugar, e isso é vergonhoso. Get into it!

MENÇÕES HONROSAS: ANNE MARIE - "CIAO ADIOS" | SZA - "DREW BARRYMORE" | M.I.A. - "P.O.W.A." | BJÖRK - "THE GATE" | GOLDFRAPP - "ANYMORE" | GOLDFRAPP - "EVERYTHING IS NEVER ENOUGH" | HAIM - "WANT YOU BACK" | KESHA - "PRAYING" | KESHA - "LEARN TO LET GO" | MILEY CYRUS - "YOUNGER NOW" | N.E.R.D. & RIHANNA - "LEMON" | SELENA GOMEZ - "FETISH" | SELENA GOMEZ - "BAD LIAR" | THE WEEKND - "SECRETS" | LADY GAGA - "JOHN WAYNE" | PARAMORE - "HARD TIMES"

Conheçam o TOP 10 no vídeo a baixo
(sugiro qualidade máxima)


Concordam com as posições? Qual foi o vosso vídeo musical favorito de 2017?

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