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sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

TGW Awards: Top 10 Music Videos of 2O17


Estamos a entrar na recta final da temporada de Ghostly Walker Awards de 2017 e chegámos a uma das minhas listas favoritas de elaborar, os "Melhores Vídeos de Música do Ano". Cada vez mais é notório o quão importante a componente visual é para complementar uma canção. Basta verem o fenómeno que aconteceu com a Dua Lipa e as suas "New Rules". Ciente deste fenómeno, seleccionar apenas 10 em 1000 é um verdadeiro crime. 

Como referi na edição anterior, saber evitar favoritismos e valorizar produtos tecnicamente merecedores é algo que teoricamente prezo imenso, mas na prática não é nada fácil. Contudo, posso afirmar que, de todos os TOP's elaborados até agora, este é o mais imparcial. Primeiramente há que entender que o que se encontra em "análise" não são as músicas mas sim os respectivos vídeos, logo, não se admirem se uma ou outra canção assim para o fraquinha se encontrar entre os escolhidos.

Já percebi que prefiro produções mais recatadas e elegantes, em vez de sessões repletas de efeitos especiais como a Taylor Swift tem vindo a lançar, por exemplo. Sim, existem casos em que se consegue conciliar um orçamento generoso e a componente criativa sem ir por caminhos ridículos ou previsíveis, mas parece que sou admirador do género artsy-fartsy. É exactamente nisso que me foqueivideoclips com uma história/mensagem, sequências de dança bem elaboradas, fotografia, jogos de luzes, que não sirvam apenas para exibir corpos desnudos, e claro, visualmente apelativos, seja devido à sua simplicidade como pelos cenários fora do comum, originalidade, etc. Arrisco-me a dizer que ninguém vai conhecer a pessoa que está em primeiro lugar, e isso é vergonhoso. Get into it!

MENÇÕES HONROSAS: ANNE MARIE - "CIAO ADIOS" | SZA - "DREW BARRYMORE" | M.I.A. - "P.O.W.A." | BJÖRK - "THE GATE" | GOLDFRAPP - "ANYMORE" | GOLDFRAPP - "EVERYTHING IS NEVER ENOUGH" | HAIM - "WANT YOU BACK" | KESHA - "PRAYING" | KESHA - "LEARN TO LET GO" | MILEY CYRUS - "YOUNGER NOW" | N.E.R.D. & RIHANNA - "LEMON" | SELENA GOMEZ - "FETISH" | SELENA GOMEZ - "BAD LIAR" | THE WEEKND - "SECRETS" | LADY GAGA - "JOHN WAYNE" | PARAMORE - "HARD TIMES"

Conheçam o TOP 10 no vídeo a baixo
(sugiro qualidade máxima)


Concordam com as posições? Qual foi o vosso vídeo musical favorito de 2017?

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

TGW Awards: Top 10 Horror Movies of 2O17


Após um início mais soft com o TOP 10 ANIMATED MOVIES, chegou a altura de engolirem em seco, vamos falar sobre filmes de terror. Comparativamente com a edição anterior, considerei 2017 um ano mais fraco neste campo. Apesar de alguns sucessos inesperados de bilheteira, o certo é que o factor "medo" pouco ou nada foi explorado, pelo menos no sentido fantasioso da palavra. Ocorreu sim, uma exploração deste sub-género cinematográfico focando-se em questões sociais e humanas.

Consciente de que nem tudo podem ser Samaras Morgan ou espíritos malignos, tive que realizar um exercício interno e expandir os meus horizontes sobre o que é um filme de terror. Por esse mesmo motivo, resolvi incluir na lista obras que, embora catalogadas como tal, e em outros anos nunca as aceitaria como produções de "terror", merecem todo o crédito.

Um pequeno à parte, como nunca cheguei a terminar a saga SAW e não vi o primeiro Creep, não coloquei as mais recentes sequelas na lista por não as ter visto. No entanto, fica a nota de que se o tivesse feito, possivelmente teriam entrado no top 10.

MENÇÕES HONROSAS: MOTHER! | ALIEN: COVENANT | LIFE 

.10.. IT COMES AT NIGHT
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

Num cenário pós-apocalíptico, uma família luta pela sobrevivência face a um vírus altamente contagioso. Quando elementos externos pedem refúgio, estranhos fenómenos começam a acontecer. Desprezado pelo grande público por considerarem que os posters e trailers prometiam algo que o realizador nunca esteve disposto a desenvolver, It Comes At Night foi marginalmente injustiçado. Não chegando ao mesmo patamar do primo The Road (2005), é um filme sobre a paranóia colectiva, o pânico que povoa os pesadelos que "aparecem à noite", as mentiras, a desconfiança, basicamente tudo o que de podre existe na sociedade. O que considero mais interessante é o facto de em momento algum recebermos qualquer tipo de explicação sobre o que está a acontecer. Simplesmente estamos a observar as acções de uma família que tenta sobreviver a todo o custo e that's it. Se preferem mais acção, esta não é de todo a melhor aposta para vocês. Se, por outro lado, preferem algo mais subjectivo, com cenas de fotografia lindíssimas e uma crescente sensação de claustrofobia, então sejam bem-vindos.


..9.. HOUNDS OF LOVE
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

Vicky Maloney é sequestrada aleatoriamente, a duas ruas da sua casa, na Australia, por um casal perturbado. Enquanto refém e alvo de actos de violência física e sexual, ela observa a dinâmica entre os seus captores e rapidamente percebe que terá que criar uma divisão entre eles para conseguir sobreviver. Hounds of Love é a aposta mais pesada desta lista face a sua temática. Sem recorrer a efeitos especiais ou almas penadas, consegue mexer com o espectador de uma maneira que é impossível colocar por escrito. À primeira vista, podem cair no erro de pensar que estamos perante um exemplo de exploração, utilizando os tormentos da vítima como objectivo de chocar o público, mas não. Quando percebemos que a história não é sobre a jovem de 16 anos mas sim sobre Evelyn, uma mulher extremamente traumatizada que atende cegamente a todas as vontades do marido e serve como cúmplice nos seus crimes. Mais que a relação entre a vítima e os raptores, é o relacionamento entre o casal perturbado que move toda a trama. É um filme intimista, os diálogos são escassos, e há cenas de beleza que contrastam com outras extremamente revoltantes. A violência sexual na maioria das vezes é implícita, mas não diminui o nó que se cria no estômago. A actuação do trio de protagonistas é merecedora de todos os elogios, em especial a actriz Emma Booth, que mesmo com as suas acções deploráveis, é capaz de despertar em nós um sentimento de pena.

..8.. HAPPY DEATH DAY
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

Conheci o trailer deste filme quando fui ver o It ao cinema e inicialmente pensei que fosse uma produção juvenil da treta. WRONG. É raro fazerem obras de terror com humor como deve ser, mas aqui encontraram o balanço perfeito. Em Happy Death Day, Tree é uma universitária que, por razões desconhecidas, está presa no seu dia de aniversário, revivendo-o num loop que termina sempre com a sua morte. Enquanto espectadores, passamos exactamente pela mesma frustração que a rapariga, ao vermos a mesma história repetidamente. A evolução da protagonista até conseguir o dia perfeito é soberba, passando de uma menina pretensiosa a alguém por quem qualquer um quereria ser amigo ou algo mais. Não sendo o conceito inteiramente original, é refrescante pela sua abordagem. É uma produção que cumpre o seu propósito, reconhecendo os clichés em vez de os ignorar.


..7.. ANABELLE: CREATION
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

Se há uns anos me tivessem dito que o filme Annabelle teria uma prequela e que eu a colocaria na lista dos meus favoritos de terror, provavelmente ria-me na vossa cara. À medida do que aconteceu com outra longa-metragem do género, Ouija, o assassinato pela crítica fez com que a história fosse completamente repensada e o resultado foi positivamente chocante. Recuando às origens da maléfica boneca de porcelana, somos apresentados a uma família que perdeu a sua filha num acidente trágico. O pai, um criador de bonecas, e a sua esposa acolhem uma freira e várias meninas em sua casa, depois do orfanato ter sido destruído. A partir desse momento, todos se tornam num alvo de uma entidade. Possivelmente este é o filme com o tipo de terror que todos nós procuramos, isto é, fácil, repleto de jump scares, músicas sinistras e figuras obscuras. Resultou, saltei, gritei, engasguei-me, etc. Pode não ser necessariamente inovador, mas a maneira como se conectou com o primeiro Annabelle, deixou-me com uma sensação de satisfação pura. Nada como conseguir encontrar aquela peça que faltava para completarmos um puzzle.

..6.. A CURE FOR WELLNESS
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

Neste filme um ambicioso jovem executivo é mandado a uma clínica de spa nos Alpes suíços, onde pessoas ricas tratam dos seus problemas de saúde, para ir buscar o CEO da sua empresa. Quando lá chega, percebe que os métodos para curar os pacientes são tudo menos comuns e, guess what, enquanto descobre os mistérios da instituição, é diagnosticado com o mesmo problema. Realizado por Gore Verbinski, A Cure For Wellness, foi um dos filmes que maior curiosidade despertou em mim no ano passado, maioritariamente pelos posters publicitários aquando do seu lançamento. Se ainda não viram, peço-vos que não cliquem no trailer. Conta praticamente tudo o que acontece. Além de um trio de protagonistas competente, o que me conquistou nesta produção foi a fotografia. É de cortar a respiração, um trocadilho que mais tarde vão perceber. Admito que o desfecho deixou muito a desejar, especialmente após quase 3h de filme, mas tudo o resto é satisfatório.


..5.. GERALD'S GAME
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

Realizado por Mike Flanagan, Gerald's Game acompanha a aventura de uma mulher que fica algemada a uma cama durante uma tentativa de reacender a paixão sexual com o seu marido. O problema é que a "brincadeira" inesperadamente passa a um caso sério de sobrevivência, quando ele morre devido a um ataque cardíaco, deixando-a algemada à cama. Uma adaptação do livro homónimo de Stephen King pela Netflix que, apesar da aparente premissa tola, é tudo menos isso. Com Carla Gugino e Bruce Greenwood como protagonistas, somos atirados para uma situação onde até um local seguro como um quarto se tornar num território fatal. Está fantástico e sim, há sustos!

..4.. RAW
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

Vencedor do prémio da crítica no Festival de Cannes, Raw causou polémica por causar desmaios numa das sessões de visionamento no Festival de Toronto, em 2016. Tal sensacionalismo retira o mérito a uma longa-metragem francamente superior a um mero shocker. Justine é uma jovem de 16 anos, virgem e vegetariana, que vai para a Universidade de Veterinária onde a irmã também estuda. Forçada a comer fígado de coelho cru, cortesia dos veteranos, algo de animalesco acorda dentro dela. A partir do momento em que comeu carne pela primeira vez, o apetite dela vai ganhar proporções drásticas, não se restringindo à palete alimentar animal (irracional). Se passarmos a barreira do canibalismo, esta longa-metragem oferece um contexto muito maior sobre os idealismos alimentares, e o facto da sociedade renegar tudo o que foge à norma. Justine acaba por ser uma representação da fraqueza que transforma as pessoas comuns em animais irracionais. Neste aspecto a protagonista, Garance Marillier, conseguiu transmitir todo o medo e ansiedade da sua personagem através do olhar. Olhar esse que descobre o mundo através do seu instinto, da atracção sexual, do seu próprio corpo, e do seu lado mais negro.


..3.. SPLIT
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

De uma certa forma, o início deste filme faz lembrar Saw ao vermos três raparigas num quarto fechado, sem qualquer aparente opção de fuga. Rapidamente percebemos o que aconteceu, elas foram raptadas e estão reféns de um indivíduo muito... especial. Este é interpretado de maneira sublime por James McAvoy, no seu melhor papel em memória recente. Aliás, é errado utilizar o termo no singular. Enquanto Kevin, um homem com um transtorno dissociativo de identidade, o actor vive nove identidades diferentes, sendo que a mais perigosa de todas, a décima, está prestes a vir ao de cima. Acabamos então por entrar num carousel de interpretações a cima da média, sem que haja qualquer ligação entre as diferentes personalidades. Estão a ver Orphan Black? É semelhante. Se existisse justiça, o McAvoy seria nomeado a um Óscar pelo seu trabalho neste filme. A rapariga co-protagonista, Anya Taylor-Joy (a leading lady do vencedor desta lista no ano passado, The Witch), também merece reconhecimento. A forma como contracena de forma mais intensa com o James, é simplesmente mágica.

..2.. IT
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

Um dos maiores blockbusters deste ano, o improvável remake de um dos maiores clássicos de Stephen King, IT, causou um valente prejuízo aos circos. A história que conta uma série de desaparecimentos de crianças na cidade de Derry, nos Estados Unidos, e acompanha um grupo de sete adolescentes que pretendem obter respostas, foi uma das surpresas do ano. Ainda assim, não é a obra-de-arte que muitos pregaram. Embora aprecie o facto de manter os elementos assustadores da versão de 1990, sob uma lente moderna, caiu na tentação do excesso de efeitos especiais, o que sinceramente dispensava. Por vezes a subtileza causa mais impacto que algo extremamente exagerado. 

Dito isto, há que elogiar o facto de abordarem temas importantes como a pedofilia e racismo. Assuntos desenvolvidos de forma bem realista e pesada, fazendo um contraponto interessante com o antagonista. Também o elenco está de parabéns, em especial o Bill Skarsgård que viveu o vilão Pennywise de forma verdadeiramente assustadora e tão convincente quanto o original de Tim Curry. Embora seja um filme de terror, existe momentos hilariantes que nos fazem criar vínculos afectivos com os jovens actores que, diga-se de passagem, são fantásticos.


..1.. GET OUT
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

Nos dias que correm são raras as produções que conseguem fazer jus à hype, leia-se, The Girl on the Train, mas esta conseguiu triunfar onde muitas erraram. Get Out é um filme de terror psicológico com a capacidade de se tornar num clássico dos tempos modernos. Sem se limitar a recorrer aos habituais truques de luz e som para provocar sustos no público, esta longa vai construindo uma narrativa sólida com personagens fortes e bem desenvolvidos. Algo muitíssimo raro no género em questão.

Na trama acompanhamos Chris, um afro-americano, que vai visitar os pais da namorada ao misterioso subúrbio caucasiano em que residem. Jordan Peele, a mente criativa por trás do guião, escreveu uma premissa com tensões raciais mas extremamente interessante. Mas atenção, seria um verdadeiro crime caírem no erro de pensar que este é apenas "mais um filme contra racistas". Não é, é muito mais que isso, é o vencedor do Ghostly Award de Melhor Filme de Terror de 2017.


Já viram estes filmes todos? Qual foi o vosso filme de terror favorito do ano?

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

TGW Awards: Top 20 Underrated Singles of 2O17


*Peço desculpa por estar a publicar este post pela terceira vez. A ver se é desta. Uma pessoa está literalmente a promover artistas, sem receber nada em troca, e ainda é censurada por causa de copyright. Não é como se estivesse propriamente a cometer uma ilegalidade, está tudo no youtube*


Não me canso de dizer, 2017 foi um ano do caraças para a industria musical. Pensando bem, foi mesmo um dos melhores em décadas no que toca à quantidade de lançamentos, tanto de veteranos como de novos artistas. Mas vamos ao que interessa, os chosen ones de hoje: a lista dos underdogs musicais dedicada exclusivamente aos singles que, apesar da sua qualidade e potencial, são pouco conhecidos ou não atingiram o sucesso merecido. Ou seja, não tem nada a ver com "melhores música do ano". Se  bem que muitas delas poderiam perfeitamente receber esse título. 

Havia tanto por onde escolher que foi um verdadeiro pesadelo conseguir filtrar mil e um singles e reunir apenas os 10 que mais ouvi no ano passado. Confesso que a vontade de colocar outros quantos era tanta que ponderei mesmo em expandir o vídeo mas depois pensei, se nem com um top "normal" vêem, o que dirá se for mais longo. Portanto, além das habituais menções honrosas, resolvi aqueles que estiveram quase lá numa espécie de pré-top.

Pormenor interessante, 99% do top 10 são trabalhos femininos. Do ponto de vista social, resta saber se isso significa que há mais mulheres a produzir música ou se ao contrário dos homens, elas não recebem os louros que mereciam. Fica o pensamento.

Aproveito para realçar que isto não é nada mais que uma selecção de cariz pessoal. Como tal, é normal que possam discordar das escolhas.

P.S.: Detesto quando os vídeos não ocupam a tela inteira, portanto tive que fazer crop em alguns, o que inevitavelmente diminui um pouco a qualidade visual dos mesmos. Caso não tenham percebido sou um perfeccionista, portanto tive que deixar aqui a nota. 

MENÇÕES HONROSAS: BANKS - UNDERDOG” | LADY GAGA - THE CURE” | JORJA SMITH - ON MY MIND” | ARCA - REVIERE” | IGGY AZALEA & ANITTA - SWITCH” | LOUISA JOHNSON - BAD BEHAVIOUR” | SUPERFRUIT - HURRY UP!” | ALLIE X - CASANOVA” | MINZY - NINANO” | RACHEL PLATTEN - BROKEN GLASS” | KWAYE - SWEATEST LIFE” | LEÓN - SURROUND ME” | MICHAEL KIWANUKA - COLD LITTLE HEART” | TINASHE - FLAME” | LAUV - EASY LOVE” | ÄNGIE - SPUNG

#20. Kirstin - “Break A Little”
#19. The Aces - “Physical”
#18. Astrid S - “Breathe”
#17. MUNA - “I Know A Place”
#16. Becky Hill - “Rude Love”
#15. Hurts - “Beautiful Ones”
#14. Alice Glass - “Without Love”
#13. Eva Simons - “Guaya”
#12. Bleachers - “Don't Take The Money”
#11. Álvaro Soler - “Animal”

Descubram o TOP 10 no vídeo abaixo:
(sugiro a qualidade 1080p)

All the rights are reserved to the record labels and artists featured in the video above.

Conheciam as músicas? Quais são as vossas favoritas?

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

TGW Awards: Top 10 Animated Movies of 2O17


Responsáveis por arrecadares milhões nas bilheteiras mundiais e de encantar miúdos e graúdos, seria de esperar que o catálogo de filmes de animação produzidos anualmente fosse enorme. Não só não é o caso como em cada cinco apostas, três não valem nada. Em 2017 isso foi mais que evidente e infelizmente reflectiu-se no top de hoje.

Por muito que desejasse enumerar apenas produções de qualidade a cima da média, é impossível. Pelo menos para meu conhecimento. Aproveito o desabafo para referir que tentei ao máximo esperar que o filme "The Breadwinner" ficasse disponível mas tal não se verificou. Tenho a certeza que se tivesse acontecido, ocuparia um lugar no pódio. Oh well!

Recapitulando o critério de selecção, é necessário que as obras tenham sido oficialmente lançadas no ano em questão. A hierarquização deve-se única e exclusivamente ao meu gosto pessoal e apreciação das questões técnicas. É certo que não sou um entendido na matéria, mas gosto de absorver todos os elementos além da narrativa. Vamos então passar à lista dos "10 Melhores Filmes de Animação de 2017".

.10.. My Little Poney: The Movie
NOTA: 4/10 | TRAILER: AQUI

Quando uma força obscura ameaça Ponyville e os Mane 6, o grupo de amigos embarca numa aventura até ao fim da Equestria para salvar a sua casa. Pelo caminho vão fazendo novas amizades enquanto enfrentam novos perigos.

Não fosse o facto de trabalhar com o Director de dobragem deste filme e de ele me ter arranjado bilhetes para a antestreia, provavelmente nunca o teria visto. Se a minha classificação não é o suficiente permitam-me que esclareça: é mau. Não é a pior coisa que alguma vez assisti, mas dentro do género, chega a ser doloroso. Admito que tenha uma boa mensagem para as crianças em relação à amizade e tratar bem as pessoas, MAS tudo o resto é uma espécie de quarto de horrores musicais. Sim, porque a cada piscar de olhos alguém se lembra de fazer uma de duas coisas, cantar ou gritar. O desconforto era tal que passei grande parte do tempo a tapar os ouvidos. Não estou sequer a exagerar. Nem mesmo a Sia em modo poney conseguiu salvar isto. O único motivo pelo qual inclui o My Little Poney: The Movie nesta lista, deve-se ao facto de não ter visto mais filmes de animação.

..9.. The Lego Ninjago Movie
NOTA: 6/10 | TRAILER: AQUI

Liderados pelo Mestre Wu, Lloyd e os seus amigos ninja lego vão ter que enfrentar o seu pai, o vilão  Garmadon, para libertar a cidade de Ninjago.

The Lego Ninjago Movie conseguiu a proeza de esquecer o que as duas produções anteriores da mesma franquia conquistaram e fazer o oposto. Até tem momentos com alguma piada, mas só o facto de ser um filme com três realizadores e nove argumentistas, explica bem o porquê de não ter resultado. Juntem a isso um núcleo de protagonistas, que de ninjas têm pouco e mais parecem uma imitação descarada dos Power Rangers, e está o caldo entornado. Em prol de uma "moral da história" perdeu-se a irreverência que caracterizava o universo Lego.

..8.. Despicable Me 3
NOTA: 6/10 | TRAILER: AQUI

Balthazar Bratt, um ex-actor infantil que cresceu obcecado pela personagem que interpretou nos anos 80, revela-se um dos maiores inimigos de Gru até hoje.

Após dois filmes competentes, este terceiro deixou muito a desejar. O seu principal pecado é a incapacidade de cativar o espectador. Não digo que as produções anteriores fossem o santo graal da comédia, mas este esmera-se pela negativa. As atenções centram-se numa aventura pouco promissora e liderada por um Gru que, infelizmente, pouco ou nada contribui para a acção central que é, por si só, extremamente fraca. Sinceramente penso que só não dei uma cotação inferior porque me afeiçoei às personagens, se não...

..7.. The Boss Baby
NOTA: 6/10 | TRAILER: AQUI

Um bebé empresarial infiltra-se numa família suburbana para impedir que o planeta comece a gostar mais de cachorrinhos do que de criancinhas.

Além da animação, os factores positivos prendem-se à componente satírica repleta de piadas que só podem ser compreendidas por quem já sofreu na pele a crueldade e cinismo do mundo empresarial. O tratamento das pessoas como se fossem meros objectos numa máquina de fazer lucro, é estranhamente familiar. Por outro lado, existem momentos no filme que apelam aos nossos sentimentos, como aquele medo e raiva iniciais que sentimos quando um irmão nasce e todas as atenções estão voltadas para eles. Ainda assim, não tem a capacidade de nos envolver completamente durante toda a acção.

..6.. Smurfs: The Lost Village
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

Um mapa misterioso leva Smurfette, Brainy, Clumsy e Hefty numa excitante aventura através da Floresta Proibida à descoberta do maior segredo da história dos Smurfs.

Parece que à terceira é de vez. Não sendo o maior apreciador ou conhecedor sequer dos míticos Smurfs, fiquei agradavelmente surpreendido com esta Lost Village. Contrariamente a outras produções do género como, por exemplo, os Trolls, aqui existe uma noção lógica de que não devem bombardear o espectador com canções irritantes a cada cinco segundos. Ter uma cantora como a Demi Lovato como protagonista também ajuda. A premissa não é propriamente inovadora, mas a componente visual é bastante estimulante e a jornada que os protagonistas enfrentam é boa o suficiente para me manter interessado até ao fim.

..5.. Captain Underpants: The Epic First Movie
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

Certo dia, acidentalmente, dois melhores amigos hipnotizam o director da escola, levando-o a acreditar que ele é o Capitão Cuecas, um super-herói completamente imbecil cujo traje consiste em roupa interior e uma capa.

Inspirado na saga literária criada por Dav Pilkey em 1997, Captain Underpants foi uma das grandes surpresas no campo da animação lançada no ano passado. Não tinha o mínimo de conhecimento sobre a premissa ou personagens, mas gostei. Da bonita relação de amizade dos dois protagonistas ao facto de promoverem a cultura - algo que na faixa etária deles, é praticamente escasso - é refrescante. Outro pormenor que considerei interessante foram as pequenas passagens musicais proporcionadas pelos miúdos. Ao serem cantadas de forma atroz e desafinada, deram um certo realismo que não estava à espera. Não é que goste de ouvir o equivalente a uma audição falhada do Ídolos, mas também já não aguento números insuportáveis de divas da pop de quinta.

..4.. Ferdinand
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

Um touro gigante com um coração enorme é confundido com um animal perigoso, capturado e arrancado de sua casa. Determinado a voltar para a sua família, ele conta com uma equipa improvável para esta fantástica aventura.

Nunca abordei o tema aqui pelo blogue mas, sou um totalmente contra touradas. Já tive discussões acesas sobre isso portanto não vou sequer entrar por aí. De forma um pouco ligeira, Ferdinand recorre a temas modernos como o bullying e a crueldade dos matadouros, além da já referida tourada, e sem ferir susceptibilidades, consegue comover-nos e reflectir sobre as nossas escolhas. Confesso que me deixei levar pela emoção ao classificar esta produção da Blue Sky. Analisando de forma mais crítica, a verdade é que apesar do charme, existe um enorme problema no que toca à narrativa e carência de personagens secundárias marcantes (uma cabra e três ouriços não são suficientes). Ainda assim, não consegui ficar indiferente a um dos protagonistas mais queridos dos últimos tempos.

..3.. The Lego Batman Movie
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

Para salvar a cidade de Gotham do Joker, o Batman vai ter que deixar o seu trabalho com vigilante solitário a aprender a trabalhar com os outros. Será que o morcego tem coração?

Nesta segunda produção do mundo de peças desmontáveis a ser levada ao grande ecrã, posso dizer que finalmente me deixei vencer. Com uma dose de humor ácido, ironia industrial e uma narrativa despretensiosa e sarcástica, senti-me em casa. A abordagem é hilariante, especialmente por se tratar de uma figura icónica como o Batman que recentemente foi destruída pelo Ben Affleck. Nesta reinvenção, somos apresentados a um protagonista que come lagosta aquecida no microondas, faz maratonas de Jerry Maguire e claro, não escapa a uma lição de que é importante confiar nas pessoas que nos rodeiam. Pelo meio temos interacções de chorar a rir com o Joker, que fica magoado quando o Batman lhe diz que ele não é o seu inimigo número um e recorre a todos os vilões existentes - do Voldemort ao Olho de Sauron e os Gremlins -, para lhe provar o contrário. A forma caótica como juntam todas essas referências faz lembrar um pouco aquilo que fazíamos quando brincávamos com os legos. Não só é o melhor filme da franquia LEGO como um dos melhores filmes do Batman ever.

..2.. Loving Vincent
NOTA: 9/10 | TRAILER: AQUI

A caricata história da morte do pintor holandês Vincent Van Gogh (suicidou-se alvejando-se no estômago, e caminhado pela cidade depois de o fazer), é investigada pelo filho do carteiro.

Wow, é a primeira reacção assim que percebemos que Loving Vincent é a primeira animação na História do cinema inteiramente feita com pinturas a óleo. Cartas, quadros e depoimentos de Van Gogh foram transformados em imagens animadas, culminando num film noir moderno e colorido. Um total de 125 artistas dedicaram-se, durante dois anos, à criação de mais de 62 450 telas-frame, que resultaram em 95 minutos de filme. Basicamente gravaram cenas com actores de carne e osso que depois foram pintadas à mão. Agora digam-me se isto não é simplesmente genial?! Simultaneamente existe uma atmosfera de intriga policial que se mantém até aos últimos momentos do filme, ou deverei dizer pinturas?. Há algum tempo que não ficava de boca aberta com uma produção deste género cinematográfico. Nem mesmo o Anomalisa provocou um efeito assim.

..1.. Coco
NOTA: 9/10 | TRAILER: AQUI

Miguel é um aspirante a músico que se alia a Hector numa extraordinária aventura para descobrir a história da sua família através da colorida terra dos mortos.

Por muito que Loving Vincent seja uma verdadeira obra-prima e cuja componente técnica marque all the boxes, não há como negar, Coco é O filme de animação do ano. Não é a primeira vez que um produto de animação aborda o tema da morte e da perda, mas aqui a balança é equilibrada com uma premissa repleta de explosões de cor, acção, comédia e música. Passado totalmente no México, explora as tradições de uma cultura específica, e vale-se de um elenco exclusivamente latino para o conseguir de forma mais fiel possível. Motivo esse pelo qual os actores escolhidos são bilingues, ou seja, as vozes da versão americana são exactamente as mesmas da versão dobrada em espanhol.

Dada a temática e actual tensão política nos EUA, são inevitáveis os apontamentos políticos, ainda que acidentais. A passagem do mundo dos mortos para o dos vivos, por exemplo, funciona como um serviço aduaneiro. Com certeza não fui o único que se recordou das medidas de Trump no controlo da imigração. Embora o filme de Lee Unkrich não tenha necessariamente um cariz político, não deixa de ser incrível quando nos apercebemos desses pequenos detalhes.

Não podia deixar de referir o título do filme. "Coco" refere-se à personagem "Mama Coco", a bisavó de Miguel. A história do filme não é sua, mas também não podia existir sem ela. Ela é uma velhota adorável, animada de forma meticulosa e extraordinária. Não obstante, toda a animação e estética visual aqui presentes são de outro mundo, literalmente. Bendita a hora que a Marta quis ir ver este filme ao cinema. A minha vontade quando terminou foi de voltar a entrar na sala e recomeçar tudo. Não só me comoveu ao máximo como partilhei um momento embaraçoso com uma menina que estava sentada ao meu lado. Sem referir spoilers, digamos que perto do final, olhamos os dois um para o outro após ouvir os respectivos soluços de choro e foi uma imagem que nunca esquecerei. Se ainda não viram o Coco, façam um favor a vocês mesmos e mudem isso. É simplesmente lindo.

Já viram os filmes todos? Quais foram os vossos favoritos do ano?

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

TGW Awards: Top 10 EP's of 2O17


Finalmente, chegámos à minha época favorita do ano: os Ghostly Walker Awards  ou The Ghostly's como gosto de lhes chamar. Antes digerirmos o facto de já estarmos em 2018, chegou a altura de celebrar o melhor que o ano passado nos proporcionou na área do entretenimento. Se são novos leitores e não estão a perceber o que está a acontecer, ao longo dos próximos dias vou partilhar convosco os meus favoritos nas categorias de Música, Cinema e Televisão.

A lista de hoje poderia ser facilmente confundida com um top 10 de underdogs musicais. À excepção de dois ou três nome mais conhecidos, os restantes artistas são relativamente novos no mercado. Por esse mesmo motivo é que nunca me canso de dizer que "popularidade não é sinónimo de qualidade".

Para quem não está familiarizado com o termo, um EP (diminutivo de extended play), é uma colecção de faixas com um número superior a um single e inferior a um álbum. Por norma não excede as 4/8 canções.

No que toca à indústria musical, 2017 foi um ano sensacional. Há muito que não acontecia um boom de lançamentos tão variados e igualmente fantásticos. Foram produções atrás de produções de faixas viciantes, alternativas e extremamente cativantes. Felizmente os ritmos tropicais perderam um pouco o gás  atenção, não confundir tropical com latino , e nessa transição surgiram autênticas pérolas.

Nunca é de mais referir que o critério principal na selecção de trabalhos para qualquer TOP 10, provém única e exclusivamente do meu gosto pessoal, tendo em conta aquilo que ouvi. Até pode ter sido lançado um EP fenomenal de um cantor qualquer, mas se não o ouvi, é evidente que não o posso colocar na lista.

MENÇÕES HONROSAS: AMBER MARK - "3:33AM" | HALF WAIF - "FORM/A" |  ALICE GLASS - "ALICE GLASS" | BECKY HILL - "EKO" | THE ACES - "PHYSICAL" | KIRSTIN - "LOVE" | SOCCER MOMMY - "COLLECTION" | ANOHNI - "PARADISE" | BEA MILLER - "CHAPTER TWO: RED" | ASTRID S - "PARTY'S OVER"

.10.. Saudin  Before I Met You
MUST LISTEN: SUNSET | THE ROAD | PASSANGER

Se há algo que gosto é de descobrir artistas novos e, em 2017, o Saudin foi um deles. O ex-Degrassi trocou a representação pela música e o resultado foi surpreendente. Num estilo que se aproxima de algo que um Frank Ocean lançaria, Before I Met You foi sem dúvida um dos meus EP's do ano.

Perfeito para ser ouvido quando estamos numa viagem, seja de que meio de transporte for, a sonoridade tem uma vibe verdadeiramente chill. Faixas como "The Road", "Sunset" e "Passanger" criam a atmosfera perfeita para nos perdermos nos nossos próprios pensamentos enquanto abanamos a cabeça discretamente no processo. Para um primeiro trabalho, o resultado é bastante positivo e deixa-me entusiasmado com o que ainda está por vir.


..9.. Sigrid  Don't Kill My Vibe
MUST LISTEN: DON'T KILL MY VIBE | PLOT TWIST | STRANGERS

Com uma imagem forte e apoiada de cores sólidas, a Sigrid entrou oficialmente para o núcleo de cantoras como MØ, Lorde e até o trio HAIM. Refiro-me a artistas alternativas, determinadas a quebrar estereótipos da música Pop contemporânea através das suas letras afiadas e personalidades fortes.

Aos 20 anos tornou-se numa das revelações de 2017 graças ao EP Don't Kill My Vibe. Sim, é inevitável não pensar no clássico do Kendrick Lamar. Composto por quatro faixas, este trabalho é um pop grandioso, recorrendo a sintetizadores electrónicos e percussões crescentes que nos lançam numa espécie de abismo do qual não queremos sair. A faixa-título é simplesmente surreal. Cansada de um relacionamento não correspondido, a jovem norueguesa não perde tempo e utiliza os versos da canção como um pedido para a deixarem em paz. Same!



..8.. Julia Michaels  Nervous System
MUST LISTEN: ISSUES | WORST IN ME | PINK | DON'T WANNA TALK

Bendita a hora em que a Julia Michaels decidiu trocar os bastidores pelos holofotes. Compositora de mão cheia e responsável por vários hits de artistas como Selena Gomez, Britney Spears e Ed Sheeran, a jovem de 23 anos é uma lufada de ar fresco.

Nervous System é o primeiro EP da sua promissora carreira e se o single de estreia, "Issues", não foi indicativo suficiente, permitam-me que esclareça: salvou a música POP. O conteúdo lírico é honesto e serve como uma espécie de diário. As letras são bem elaboradas mas sem nunca perder o carácter "simples" que caracteriza a Julia. É nessa simplicidade que ela brilha e de que maneira. As baladas "Worst In Me" e "Don't Wanna Talk" são sublimes e a sua voz rivaliza com a de um anjo. Os instrumentais "despidos" de instrumentos e apoiados em sons produzidos por ela própria, são simplesmente geniais. A sério, estão à espera do quê para ouvir este trabalho?


..7.. Mabel  Bedroom
MUST LISTEN: BEDROOM | FINDERS KEEPERS | TALK ABOUT FOREVER

Mabel é mais um nome da nova geração de cantoras que veio para dominar a indústria musical. Filha da cantora Neneh Cherry e do produtor Cameron McVey, escusado será dizer que a jovem tinha as bases necessárias para se aventurar numa carreira a solo. Se o single "Thinking of You", lançado em 2016 não foi o suficiente para captar a atenção do mundo, o EP de estreia, Bedroom, encarregou-se disso.

A colecção de quatro faixas combina estilos como R&B, Pop e electrónica, encaixando na perfeição na forma sensual e leve com que a artista interpreta o seu material. Os singles "Bedroom" e "Ride or Die" são um óptimo exemplo disso. "Finders Keepers" é, possivelmente, a música que mais se desenquadra das restantes, talvez por incluir uma pitada de reggaeteon (ainda bem altamente disfarçados entre a veia R&B da cantora).


..6.. Sarah Close  Caught Up
MUST LISTEN: CAUGHT UP | CALL ME OUT | MAESTRO

Conheci a Sarah Close por acaso e agradeço todos os dias por isso. Confesso que desconhecia o facto de ela fazer covers no youtube há alguns anos, mas isso explica a precisão do seu primeiro EP. Caught Up tem apenas quatro faixas mas são tão boas que ficamos satisfeitos.

O single de estreia, "Call Me Out" é uma faixa energética e infecciosa, perfeita para os amantes de indie-pop. Em entrevista à Clash Magazine, a Sara explicou que queria escrever uma canção divertida sobre o processo de namoriscar com alguém e a incerteza de saber o que vai acontecer a seguir. Missão cumprida. A sério, a jovem britânica tem tudo para se tornar numa estrela e se forem fãs da Halsey, Melanie Martinez ou até mesmo da Sigrid, então vão adorar esta produção.


..5.. Superfruit  Future Friends: Part Two
MUST LISTEN: DENY YOU | HURRY UP! | KEEP ME COMING | GUY.EXE.

Se não conhecem os Superfruit a única coisa que me ocorre perguntar-vos é, how dare you?. A dupla composta pelo Mitch Grassi e Scott Hoying, dois dos elementos do grupo Pantatonix, é adorada por milhões no youtube, e não só pela sua música. As suas personalidades divertidas, quirky e altamente relatable ultrapassam os vídeos, ajudando a criar uma ligação quase que pessoal com o duo. Para satisfação dos fãs, os dois cantores resolveram unir forças e lançaram-se a solo com dois EP's sensacionais.

Resolvi destacar Future Friends: Part Two porque é o meu favorito dos dois projectos. Além de inovador e sonicamente agradável, é interessante ouvir homens a cantar sobre amarem outras pessoas do mesmo género. Não devia de ser, mas a falta de representação em letras de canções da comunidade LGBT por parte de artistas ainda é enorme. Nesse aspecto, os Sperfruit estão a quebrar barreiras, provando que música é para ser celebrada independentemente do género ou orientação sexual.  


..4.. MØ — When I Was Young
MUST LISTEN: WHEN I WAS YOUNG | ROOTS | TURN MY HEART TO STONE

Após o álbum No Mythologies to Follow (2014) e um batalhão de singles de sucesso como "Kamikaze", "Final Song" e "Nights With You", a MØ está de volta com o EP When I Was Young. O trabalho apresenta seis faixas inéditas que marcam o regresso da cantora dinamarquesa às suas raízes.

A produção é crescente e recheada de synths que nos envolvem de uma maneira que é impossível não mexerem connosco. É MØ no seu melhor e isso vê-se no resultado final. Sem esquecer as influências da parceria com Diplo e Major Lazor, a jovem arrisca ainda pelo reggaepop juntamente com a electrónica actual. When I Was Young comprova o amadurecimento enquanto compositora e as suas músicas estão cada vez melhores. Que o próximo álbum chegue rapidamente!


..3.. K.A.R.D.  Hola Hola
MUST LISTEN: DON'T RECALL | OH NANA | HOLA HOLA | RUMOR 

Nos últimos dois anos voltei a apaixonar-me pelo K-POP e agora não quero outra coisa. Se as BLACKPINK foram a minha obsessão de 2016, no seguinte, o título foi para os K.A.R.D. Serem um dos poucos grupos mistos na actualidade não é motivo que chegue para o sucesso que eles têm vindo a conquistar. O que os diferencia dos restantes colegas de profissão é a quantidade de singles geniais que lançam. Literalmente, um atrás do outro, podemos sempre contar com uma canção pronta para incendiar o Verão, mesmo que estejamos em pleno mês de Dezembro.

O primeiro EP deles, Hola Hola junta todas essas canções que já lançaram e duas extra. Mesmo que exista uma barreira linguística que nos impede de entender o que estão a dizer, é inegável o poder que as melodias têm. Se estiverem em baixo, podem sempre recorrer a faixas como a título ou "Don't Recall" para vos alegrar.


..2.. Billie Eilish  Don't Smile At Me
MUST LISTEN: WATCH | COPYCAT | OCEAN EYES | MY BOY

Decorem este nome: Billie Eilish. Numa altura em que o mercado está saturado de ritmos tropicais e cantores de playback, é tão refrescante quando surgem pérolas como esta jovem de 15 anos. Sim, fiquei perplexo quando descobri a idade desta legend-in-the-making.

Don't Smile At Me é o primeiro EP da Billie e sem dúvida um dos melhores de 2017. As comparações à Lorde e Melanie Martinez são inevitáveis, mas a diversidade artística da Eilish e excelente composição de letras é extraordinária, especialmente para alguém da sua idade. Cheia de atitude e ironicamente hilariante, estou rendido. Com uma voz etérea capaz de nos hipnotizar, as fundações para uma carreira de sucesso já estão criadas e agora só nos resta acompanhá-la na viagem. Bravo!


..1.. Aly & AJ  Ten Years
MUST LISTEN: TAKE ME OUT | I KNOW | DISTANCE

São raras as vezes em que um projecto musical preenche todos os meus requisitos. Normalmente existe sempre um ou outro ovo podre que fazem o conjunto perder o seu nível. Este não é um desses casos. Exactamente dez anos desde que lançaram o último disco de estúdio como Aly & AJ, o Insomniatic, as irmãs Michalka voltaram com tudo no EP, Ten Years.

Não é segredo que tenho uma queda gritante para a era musical dos anos 80, ainda que nem sequer fosse nascido, portanto este EP foi uma espécie de prenda criada especialmente para mim. Literalmente cada uma das quatro faixas é genial à sua própria maneira. Com melodias de synthpop e refrões que ficam presos na nossa cabeça, é uma viagem deliciosa do início ao fim. A faixa de abertura e primeiro single oficial, "Take Me", foi de longe uma das melhores do ano passado. Produzida como uma espécie de hino, as irmãs entoam de forma descarada "I know that you would want it / If I could sink my teeth into you," a canção questiona a frustrante gray area entre a atracção mutua e acção. É impossível resistir ao impulso de gritar a letra "When you gonna take me out!".

O mesmo acontece com a soberba "I Know", escrita após a morte de alguém próximo. Numa atmosfera quase de sonho, as irmãs asseguram o ouvinte, e talvez a elas mesmas, que tudo vai ficar bem. "Who’s really gonna care about tomorrow?/ It’s gonna be fine / You’re gonna be fine / We’re all gonna be fine," cantam. É incrível como passados tantos anos, elas conseguiram provar que são muito mais que simples ex-estrelas da Disney. Cresceram enquanto artistas e isso reflecte-se no material que criaram. Estou absolutamente rendido e agora resta-me esperar por um álbum completo, se possível, com uma feature da Carly Rae Jepsen. 


Conheciam algum dos EP's? Quais são os vossos favoritos?

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