*Peço desculpa por estar a publicar este post pela terceira vez. A ver se é desta. Uma pessoa está literalmente a promover artistas, sem receber nada em troca, e ainda é censurada por causa de copyright. Não é como se estivesse propriamente a cometer uma ilegalidade, está tudo no youtube*
Não me canso de dizer, 2017 foi um ano do caraças para a industria musical. Pensando bem, foi mesmo um dos melhores em décadas no que toca à quantidade de lançamentos, tanto de veteranos como de novos artistas. Mas vamos ao que interessa, os chosen ones de hoje: a lista dos underdogs musicais dedicada exclusivamente aos singles que, apesar da sua qualidade e potencial, são pouco conhecidos ou não atingiram o sucesso merecido. Ou seja, não tem nada a ver com "melhores música do ano". Se bem que muitas delas poderiam perfeitamente receber esse título.
Havia tanto por onde escolher que foi um verdadeiro pesadelo conseguir filtrar mil e um singles e reunir apenas os 10 que mais ouvi no ano passado. Confesso que a vontade de colocar outros quantos era tanta que ponderei mesmo em expandir o vídeo mas depois pensei, se nem com um top "normal" vêem, o que dirá se for mais longo. Portanto, além das habituais menções honrosas, resolvi aqueles que estiveram quase lá numa espécie de pré-top.
Pormenor interessante, 99% do top 10 são trabalhos femininos. Do ponto de vista social, resta saber se isso significa que há mais mulheres a produzir música ou se ao contrário dos homens, elas não recebem os louros que mereciam. Fica o pensamento.
Aproveito para realçar que isto não é nada mais que uma selecção de cariz pessoal. Como tal, é normal que possam discordar das escolhas.
P.S.: Detesto quando os vídeos não ocupam a tela inteira, portanto tive que fazer crop em alguns, o que inevitavelmente diminui um pouco a qualidade visual dos mesmos. Caso não tenham percebido sou um perfeccionista, portanto tive que deixar aqui a nota.
Responsáveis por arrecadares milhões nas bilheteiras mundiais e de encantar miúdos e graúdos, seria de esperar que o catálogo de filmes de animação produzidos anualmente fosse enorme. Não só não é o caso como em cada cinco apostas, três não valem nada. Em 2017 isso foi mais que evidente e infelizmente reflectiu-se no top de hoje.
Por muito que desejasse enumerar apenas produções de qualidade a cima da média, é impossível. Pelo menos para meu conhecimento. Aproveito o desabafo para referir que tentei ao máximo esperar que o filme "The Breadwinner" ficasse disponível mas tal não se verificou. Tenho a certeza que se tivesse acontecido, ocuparia um lugar no pódio. Oh well!
Recapitulando o critério de selecção, é necessário que as obras tenham sido oficialmente lançadas no ano em questão. A hierarquização deve-se única e exclusivamente ao meu gosto pessoal e apreciação das questões técnicas. É certo que não sou um entendido na matéria, mas gosto de absorver todos os elementos além da narrativa. Vamos então passar à lista dos "10 Melhores Filmes de Animação de 2017".
Quando uma força obscura ameaça Ponyville e os Mane 6, o grupo de amigos embarca numa aventura até ao fim da Equestria para salvar a sua casa. Pelo caminho vão fazendo novas amizades enquanto enfrentam novos perigos.
Não fosse o facto de trabalhar com o Director de dobragem deste filme e de ele me ter arranjado bilhetes para a antestreia, provavelmente nunca o teria visto. Se a minha classificação não é o suficiente permitam-me que esclareça: é mau. Não é a pior coisa que alguma vez assisti, mas dentro do género, chega a ser doloroso. Admito que tenha uma boa mensagem para as crianças em relação à amizade e tratar bem as pessoas, MAS tudo o resto é uma espécie de quarto de horrores musicais. Sim, porque a cada piscar de olhos alguém se lembra de fazer uma de duas coisas, cantar ou gritar. O desconforto era tal que passei grande parte do tempo a tapar os ouvidos. Não estou sequer a exagerar. Nem mesmo a Sia em modo poney conseguiu salvar isto. O único motivo pelo qual inclui o My Little Poney: The Movie nesta lista, deve-se ao facto de não ter visto mais filmes de animação.
Liderados pelo Mestre Wu, Lloyd e os seus amigos ninja lego vão ter que enfrentar o seu pai, o vilão Garmadon, para libertar a cidade de Ninjago.
The Lego Ninjago Movie conseguiu a proeza de esquecer o que as duas produções anteriores da mesma franquia conquistaram e fazer o oposto. Até tem momentos com alguma piada, mas só o facto de ser um filme com três realizadores e nove argumentistas, explica bem o porquê de não ter resultado. Juntem a isso um núcleo de protagonistas, que de ninjas têm pouco e mais parecem uma imitação descarada dos Power Rangers, e está o caldo entornado. Em prol de uma "moral da história" perdeu-se a irreverência que caracterizava o universo Lego.
Balthazar Bratt, um ex-actor infantil que cresceu obcecado pela personagem que interpretou nos anos 80, revela-se um dos maiores inimigos de Gru até hoje.
Após dois filmes competentes, este terceiro deixou muito a desejar. O seu principal pecado é a incapacidade de cativar o espectador. Não digo que as produções anteriores fossem o santo graal da comédia, mas este esmera-se pela negativa.As atenções centram-se numa aventura pouco promissora e liderada por um Gru que, infelizmente, pouco ou nada contribui para a acção central que é, por si só, extremamente fraca. Sinceramente penso que só não dei uma cotação inferior porque me afeiçoei às personagens, se não...
Um bebé empresarial infiltra-se numa família suburbana para impedir que o planeta comece a gostar mais de cachorrinhos do que de criancinhas.
Além da animação, os factores positivos prendem-se à componente satírica repleta de piadas que só podem ser compreendidas por quem já sofreu na pele a crueldade e cinismo do mundo empresarial. O tratamento das pessoas como se fossem meros objectos numa máquina de fazer lucro, é estranhamente familiar. Por outro lado, existem momentos no filme que apelam aos nossos sentimentos, como aquele medo e raiva iniciais que sentimos quando um irmão nasce e todas as atenções estão voltadas para eles. Ainda assim, não tem a capacidade de nos envolver completamente durante toda a acção.
Um mapa misterioso leva Smurfette, Brainy, Clumsy e Hefty numa excitante aventura através da Floresta Proibida à descoberta do maior segredo da história dos Smurfs.
Parece que à terceira é de vez. Não sendo o maior apreciador ou conhecedor sequer dos míticos Smurfs, fiquei agradavelmente surpreendido com esta Lost Village. Contrariamente a outras produções do género como, por exemplo, os Trolls, aqui existe uma noção lógica de que não devem bombardear o espectador com canções irritantes a cada cinco segundos. Ter uma cantora como a Demi Lovato como protagonista também ajuda. A premissa não é propriamente inovadora, mas a componente visual é bastante estimulante e a jornada que os protagonistas enfrentam é boa o suficiente para me manter interessado até ao fim.
Certo dia, acidentalmente, dois melhores amigos hipnotizam o director da escola, levando-o a acreditar que ele é o Capitão Cuecas, um super-herói completamente imbecil cujo traje consiste em roupa interior e uma capa.
Inspirado na saga literária criada por Dav Pilkey em 1997, Captain Underpants foi uma das grandes surpresas no campo da animação lançada no ano passado. Não tinha o mínimo de conhecimento sobre a premissa ou personagens, mas gostei. Da bonita relação de amizade dos dois protagonistas ao facto de promoverem a cultura - algo que na faixa etária deles, é praticamente escasso - é refrescante. Outro pormenor que considerei interessante foram as pequenas passagens musicais proporcionadas pelos miúdos. Ao serem cantadas de forma atroz e desafinada, deram um certo realismo que não estava à espera. Não é que goste de ouvir o equivalente a uma audição falhada do Ídolos, mas também já não aguento números insuportáveis de divas da pop de quinta.
Um touro gigante com um coração enorme é confundido com um animal perigoso, capturado e arrancado de sua casa. Determinado a voltar para a sua família, ele conta com uma equipa improvável para esta fantástica aventura.
Nunca abordei o tema aqui pelo blogue mas, sou um totalmente contra touradas. Já tive discussões acesas sobre isso portanto não vou sequer entrar por aí. De forma um pouco ligeira, Ferdinand recorre a temas modernos como o bullying e a crueldade dos matadouros, além da já referida tourada, e sem ferir susceptibilidades, consegue comover-nos e reflectir sobre as nossas escolhas. Confesso que me deixei levar pela emoção ao classificar esta produção da Blue Sky. Analisando de forma mais crítica, a verdade é que apesar do charme, existe um enorme problema no que toca à narrativa e carência de personagens secundárias marcantes (uma cabra e três ouriços não são suficientes). Ainda assim, não consegui ficar indiferente a um dos protagonistas mais queridos dos últimos tempos.
Para salvar a cidade de Gotham do Joker, o Batman vai ter que deixar o seu trabalho com vigilante solitário a aprender a trabalhar com os outros. Será que o morcego tem coração?
Nesta segunda produção do mundo de peças desmontáveis a ser levada ao grande ecrã, posso dizer que finalmente me deixei vencer. Com uma dose de humor ácido, ironia industrial e uma narrativa despretensiosa e sarcástica, senti-me em casa. A abordagem é hilariante, especialmente por se tratar de uma figura icónica como o Batman que recentemente foi destruída pelo Ben Affleck. Nesta reinvenção, somos apresentados a um protagonista que come lagosta aquecida no microondas, faz maratonas de Jerry Maguire e claro, não escapa a uma lição de que é importante confiar nas pessoas que nos rodeiam. Pelo meio temos interacções de chorar a rir com o Joker, que fica magoado quando o Batman lhe diz que ele não é o seu inimigo número um e recorre a todos os vilões existentes - do Voldemort ao Olho de Sauron e os Gremlins -, para lhe provar o contrário. A forma caótica como juntam todas essas referências faz lembrar um pouco aquilo que fazíamos quando brincávamos com os legos. Não só é o melhor filme da franquia LEGO como um dos melhores filmes do Batman ever.
A caricata história da morte do pintor holandês Vincent Van Gogh (suicidou-se alvejando-se no estômago, e caminhado pela cidade depois de o fazer), é investigada pelo filho do carteiro.
Wow, é a primeira reacção assim que percebemos que Loving Vincent é a primeira animação na História do cinema inteiramente feita com pinturas a óleo. Cartas, quadros e depoimentos de Van Gogh foram transformados em imagens animadas, culminando num film noir moderno e colorido. Um total de 125 artistas dedicaram-se, durante dois anos, à criação de mais de 62 450 telas-frame, que resultaram em 95 minutos de filme. Basicamente gravaram cenas com actores de carne e osso que depois foram pintadas à mão. Agora digam-me se isto não é simplesmente genial?! Simultaneamente existe uma atmosfera de intriga policial que se mantém até aos últimos momentos do filme, ou deverei dizer pinturas?. Há algum tempo que não ficava de boca aberta com uma produção deste género cinematográfico. Nem mesmo o Anomalisa provocou um efeito assim.
Miguel é um aspirante a músico que se alia a Hector numa extraordinária aventura para descobrir a história da sua família através da colorida terra dos mortos.
Por muito que Loving Vincent seja uma verdadeira obra-prima e cuja componente técnica marque all the boxes, não há como negar, Coco é O filme de animação do ano. Não é a primeira vez que um produto de animação aborda o tema da morte e da perda, mas aqui a balança é equilibrada com uma premissa repleta de explosões de cor, acção, comédia e música. Passado totalmente no México, explora as tradições de uma cultura específica, e vale-se de um elenco exclusivamente latino para o conseguir de forma mais fiel possível. Motivo esse pelo qual os actores escolhidos são bilingues, ou seja, as vozes da versão americana são exactamente as mesmas da versão dobrada em espanhol.
Dada a temática e actual tensão política nos EUA, são inevitáveis os apontamentos políticos, ainda que acidentais.A passagem do mundo dos mortos para o dos vivos, por exemplo, funciona como um serviço aduaneiro. Com certeza não fui o único que se recordou das medidas de Trump no controlo da imigração. Embora o filme de Lee Unkrich não tenha necessariamente um cariz político, não deixa de ser incrível quando nos apercebemos desses pequenos detalhes.
Não podia deixar de referir o título do filme. "Coco" refere-se à personagem "Mama Coco", a bisavó de Miguel. A história do filme não é sua, mas também não podia existir sem ela. Ela é uma velhota adorável, animada de forma meticulosa e extraordinária. Não obstante, toda a animação e estética visual aqui presentes são de outro mundo, literalmente. Bendita a hora que a Marta quis ir ver este filme ao cinema. A minha vontade quando terminou foi de voltar a entrar na sala e recomeçar tudo. Não só me comoveu ao máximo como partilhei um momento embaraçoso com uma menina que estava sentada ao meu lado. Sem referir spoilers, digamos que perto do final, olhamos os dois um para o outro após ouvir os respectivos soluços de choro e foi uma imagem que nunca esquecerei. Se ainda não viram o Coco, façam um favor a vocês mesmos e mudem isso. É simplesmente lindo.
Já viram os filmes todos? Quais foram os vossos favoritos do ano?
Finalmente, chegámos à minha época favorita do ano: os Ghostly Walker Awards— ou The Ghostly's como gosto de lhes chamar. Antes digerirmos o facto de já estarmos em 2018, chegou a altura de celebrar o melhor que o ano passado nos proporcionou na área do entretenimento. Se são novos leitores e não estão a perceber o que está a acontecer, ao longo dos próximos dias vou partilhar convosco os meus favoritos nas categorias de Música, Cinema e Televisão.
A lista de hoje poderia ser facilmente confundida com um top 10 de underdogs musicais. À excepção de dois ou três nome mais conhecidos, os restantes artistas são relativamente novos no mercado. Por esse mesmo motivo é que nunca me canso de dizer que "popularidade não é sinónimo de qualidade".
Para quem não está familiarizado com o termo, um EP (diminutivo de extended play), é uma colecção de faixas com um número superior a um single e inferior a um álbum. Por norma não excede as 4/8 canções.
No que toca à indústria musical, 2017 foi um ano sensacional. Há muito que não acontecia um boom de lançamentos tão variados e igualmente fantásticos. Foram produções atrás de produções de faixas viciantes, alternativas e extremamente cativantes. Felizmente os ritmos tropicais perderam um pouco o gás — atenção, não confundir tropical com latino —, e nessa transição surgiram autênticas pérolas.
Nunca é de mais referir que o critério principal na selecção de trabalhos para qualquer TOP 10, provém única e exclusivamente do meu gosto pessoal, tendo em conta aquilo que ouvi. Até pode ter sido lançado um EP fenomenal de um cantor qualquer, mas se não o ouvi, é evidente que não o posso colocar na lista.
MENÇÕES HONROSAS: AMBER MARK - "3:33AM" | HALF WAIF - "FORM/A" | ALICE GLASS - "ALICE GLASS" | BECKY HILL - "EKO" | THE ACES - "PHYSICAL" | KIRSTIN - "LOVE" | SOCCER MOMMY - "COLLECTION" | ANOHNI - "PARADISE" | BEA MILLER - "CHAPTER TWO: RED" | ASTRID S - "PARTY'S OVER"
.10.. Saudin —“Before I Met You”
MUST LISTEN: SUNSET | THE ROAD | PASSANGER
Se há algo que gosto é de descobrir artistas novos e, em 2017, o Saudin foi um deles. O ex-Degrassi trocou a representação pela música e o resultado foi surpreendente. Num estilo que se aproxima de algo que um Frank Ocean lançaria, Before I Met You foi sem dúvida um dos meus EP's do ano.
Perfeito para ser ouvido quando estamos numa viagem, seja de que meio de transporte for, a sonoridade tem uma vibe verdadeiramente chill. Faixas como "The Road", "Sunset" e "Passanger" criam a atmosfera perfeita para nos perdermos nos nossos próprios pensamentos enquanto abanamos a cabeça discretamente no processo. Para um primeiro trabalho, o resultado é bastante positivo e deixa-me entusiasmado com o que ainda está por vir.
..9.. Sigrid —“Don't Kill My Vibe”
MUST LISTEN: DON'T KILL MY VIBE | PLOT TWIST | STRANGERS
Com uma imagem forte e apoiada de cores sólidas, a Sigrid entrou oficialmente para o núcleo de cantoras como MØ, Lorde e até o trio HAIM. Refiro-me a artistas alternativas, determinadas a quebrar estereótipos da música Pop contemporânea através das suas letras afiadas e personalidades fortes.
Aos 20 anos tornou-se numa das revelações de 2017 graças ao EP Don't Kill My Vibe. Sim, é inevitável não pensar no clássico do Kendrick Lamar. Composto por quatro faixas, este trabalho é um pop grandioso, recorrendo a sintetizadores electrónicos e percussões crescentes que nos lançam numa espécie de abismo do qual não queremos sair. A faixa-título é simplesmente surreal. Cansada de um relacionamento não correspondido, a jovem norueguesa não perde tempo e utiliza os versos da canção como um pedido para a deixarem em paz. Same!
..8.. Julia Michaels —“Nervous System”
MUST LISTEN: ISSUES | WORST IN ME | PINK | DON'T WANNA TALK
Bendita a hora em que a Julia Michaels decidiu trocar os bastidores pelos holofotes. Compositora de mão cheia e responsável por vários hits de artistas como Selena Gomez, Britney Spears e Ed Sheeran, a jovem de 23 anos é uma lufada de ar fresco.
Nervous System é o primeiro EP da sua promissora carreira e se o single de estreia, "Issues", não foi indicativo suficiente, permitam-me que esclareça: salvou a música POP. O conteúdo lírico é honesto e serve como uma espécie de diário. As letras são bem elaboradas mas sem nunca perder o carácter "simples" que caracteriza a Julia. É nessa simplicidade que ela brilha e de que maneira. As baladas "Worst In Me" e "Don't Wanna Talk" são sublimes e a sua voz rivaliza com a de um anjo. Os instrumentais "despidos" de instrumentos e apoiados em sons produzidos por ela própria, são simplesmente geniais. A sério, estão à espera do quê para ouvir este trabalho?
..7..Mabel —“Bedroom”
MUST LISTEN: BEDROOM | FINDERS KEEPERS | TALK ABOUT FOREVER
Mabel é mais um nome da nova geração de cantoras que veio para dominar a indústria musical. Filha da cantora Neneh Cherry e do produtor Cameron McVey, escusado será dizer que a jovem tinha as bases necessárias para se aventurar numa carreira a solo. Se o single "Thinking of You", lançado em 2016 não foi o suficiente para captar a atenção do mundo, o EP de estreia, Bedroom, encarregou-se disso.
A colecção de quatro faixas combina estilos como R&B, Pop e electrónica, encaixando na perfeição na forma sensual e leve com que a artista interpreta o seu material. Os singles "Bedroom" e "Ride or Die" são um óptimo exemplo disso. "Finders Keepers" é, possivelmente, a música que mais se desenquadra das restantes, talvez por incluir uma pitada de reggaeteon (ainda bem altamente disfarçados entre a veia R&B da cantora).
..6..Sarah Close —“Caught Up”
MUST LISTEN: CAUGHT UP | CALL ME OUT | MAESTRO
Conheci a Sarah Close por acaso e agradeço todos os dias por isso. Confesso que desconhecia o facto de ela fazer covers no youtube há alguns anos, mas isso explica a precisão do seu primeiro EP. Caught Up tem apenas quatro faixas mas são tão boas que ficamos satisfeitos.
O single de estreia, "Call Me Out" é uma faixa energética e infecciosa, perfeita para os amantes de indie-pop. Em entrevista à Clash Magazine, a Sara explicou que queria escrever uma canção divertida sobre o processo de namoriscar com alguém e a incerteza de saber o que vai acontecer a seguir. Missão cumprida. A sério, a jovem britânica tem tudo para se tornar numa estrela e se forem fãs da Halsey, Melanie Martinez ou até mesmo da Sigrid, então vão adorar esta produção.
..5..Superfruit —“Future Friends: Part Two”
MUST LISTEN: DENY YOU | HURRY UP! | KEEP ME COMING| GUY.EXE.
Se não conhecem os Superfruit a única coisa que me ocorre perguntar-vos é, how dare you?. A dupla composta pelo Mitch Grassi e Scott Hoying, dois dos elementos do grupo Pantatonix, é adorada por milhões no youtube, e não só pela sua música. As suas personalidades divertidas, quirky e altamente relatable ultrapassam os vídeos, ajudando a criar uma ligação quase que pessoal com o duo. Para satisfação dos fãs, os dois cantores resolveram unir forças e lançaram-se a solo com dois EP's sensacionais.
Resolvi destacar Future Friends: Part Two porque é o meu favorito dos dois projectos. Além de inovador e sonicamente agradável, é interessante ouvir homens a cantar sobre amarem outras pessoas do mesmo género. Não devia de ser, mas a falta de representação em letras de canções da comunidade LGBT por parte de artistas ainda é enorme. Nesse aspecto, os Sperfruit estão a quebrar barreiras, provando que música é para ser celebrada independentemente do género ou orientação sexual.
..4.. MØ — “When I Was Young”
MUST LISTEN: WHEN I WAS YOUNG | ROOTS | TURN MY HEART TO STONE
Após o álbum No Mythologies to Follow (2014) e um batalhão de singles de sucesso como "Kamikaze", "Final Song" e "Nights With You", a MØ está de volta com o EP When I Was Young. O trabalho apresenta seis faixas inéditas que marcam o regresso da cantora dinamarquesa às suas raízes.
A produção é crescente e recheada de synths que nos envolvem de uma maneira que é impossível não mexerem connosco. É MØ no seu melhor e isso vê-se no resultado final. Sem esquecer as influências da parceria com Diplo e Major Lazor, a jovem arrisca ainda pelo reggaepop juntamente com a electrónica actual. When I Was Young comprova o amadurecimento enquanto compositora e as suas músicas estão cada vez melhores. Que o próximo álbum chegue rapidamente!
Nos últimos dois anos voltei a apaixonar-me pelo K-POP e agora não quero outra coisa. Se as BLACKPINKforam a minha obsessão de 2016, no seguinte, o título foi para os K.A.R.D. Serem um dos poucos grupos mistos na actualidade não é motivo que chegue para o sucesso que eles têm vindo a conquistar. O que os diferencia dos restantes colegas de profissão é a quantidade de singles geniais que lançam. Literalmente, um atrás do outro, podemos sempre contar com uma canção pronta para incendiar o Verão, mesmo que estejamos em pleno mês de Dezembro.
O primeiro EP deles, Hola Hola junta todas essas canções que já lançaram e duas extra. Mesmo que exista uma barreira linguística que nos impede de entender o que estão a dizer, é inegável o poder que as melodias têm. Se estiverem em baixo, podem sempre recorrer a faixas como a título ou "Don't Recall" para vos alegrar.
..2.. Billie Eilish —“Don't Smile At Me”
MUST LISTEN:WATCH | COPYCAT | OCEAN EYES | MY BOY
Decorem este nome: Billie Eilish. Numa altura em que o mercado está saturado de ritmos tropicais e cantores de playback, é tão refrescante quando surgem pérolas como esta jovem de 15 anos. Sim, fiquei perplexo quando descobri a idade desta legend-in-the-making.
Don't Smile At Me é o primeiro EP da Billie e sem dúvida um dos melhores de 2017. As comparações à Lorde e Melanie Martinez são inevitáveis, mas a diversidade artística da Eilish e excelente composição de letras é extraordinária, especialmente para alguém da sua idade. Cheia de atitude e ironicamente hilariante, estou rendido. Com uma voz etérea capaz de nos hipnotizar, as fundações para uma carreira de sucesso já estão criadas e agora só nos resta acompanhá-la na viagem. Bravo!
..1.. Aly & AJ —“Ten Years”
MUST LISTEN:TAKE ME OUT | I KNOW | DISTANCE
São raras as vezes em que um projecto musical preenche todos os meus requisitos. Normalmente existe sempre um ou outro ovo podre que fazem o conjunto perder o seu nível. Este não é um desses casos. Exactamente dez anos desde que lançaram o último disco de estúdio como Aly & AJ, o Insomniatic, as irmãs Michalka voltaram com tudo no EP, Ten Years.
Não é segredo que tenho uma queda gritante para a era musical dos anos 80, ainda que nem sequer fosse nascido, portanto este EP foi uma espécie de prenda criada especialmente para mim. Literalmente cada uma das quatro faixas é genial à sua própria maneira. Com melodias de synthpop e refrões que ficam presos na nossa cabeça, é uma viagem deliciosa do início ao fim. A faixa de abertura e primeiro single oficial, "Take Me", foi de longe uma das melhores do ano passado. Produzida como uma espécie de hino, as irmãs entoam de forma descarada "I know that you would want it / If I could sink my teeth into you," a canção questiona a frustrante gray area entre a atracção mutua e acção. É impossível resistir ao impulso de gritar a letra "When you gonna take me out!".
O mesmo acontece com a soberba "I Know", escrita após a morte de alguém próximo. Numa atmosfera quase de sonho, as irmãs asseguram o ouvinte, e talvez a elas mesmas, que tudo vai ficar bem. "Who’s really gonna care about tomorrow?/ It’s gonna be fine / You’re gonna be fine / We’re all gonna be fine," cantam. É incrível como passados tantos anos, elas conseguiram provar que são muito mais que simples ex-estrelas da Disney. Cresceram enquanto artistas e isso reflecte-se no material que criaram. Estou absolutamente rendido e agora resta-me esperar por um álbum completo, se possível, com uma feature da Carly Rae Jepsen.
Conheciam algum dos EP's? Quais são os vossos favoritos?
Lamento este afastamento repentino mas a verdade é que tenho estado completamente submerso pela próxima edição dos Ghostly Awards.Emmys who? Digamos que ver seis filmes no mesmo dia ou passar cinco horas a decidir a ordem dos álbuns musicais do ano tem consumido por completo o meu tempo. Ainda assim, não podia deixar de passar por aqui e falar um pouco sobre este ano que foi tão mau no panorama mundial (o facto de ser número ímpar também não ajuda nada), mas que ainda assim, trouxe algo de novo a nível pessoal.
Pois é, preparem-se para uma publicação super original sobre o meu ano de 2017. Boas notícias, está escrito por pontos curtos e rápidos!
1. Inscrevi-me num ginásio;
2. Pela primeira vez em décadas não chorei no meu aniversário;
3.Deixei de beber coca-cola, algo que pensava ser impossível;
4.Reconheceram-me do blog, na rua;
5.Aprendi que é OK gastar dinheiro comigo (o que explica o próximo ponto);
6. Comprei um par de sapatos no valor de três dígitos;
7. Num dos anos mais quentes de sempre em Portugal, só fui à praia duas vezes;
8. Só li um único livro até ao fim;
9. Apareceu-me um cabelo branco e estou convencido que o fim está próximo;
10. "Dez" é o número de fatias que consigo comer no buffet da Pizza Hut;
11. Vi o mesmo filme três vezes no mesmo ano. Sim, foi o La La Land;
12. Fiquei viciado na banda sonora dos The Descendants e isso incomoda-me;
13. Bebi um cocktail pela primeira vez;
14. Fui ao JNcQUOI e senti-me um pelintra que secretamente precisa daquilo na sua vida;
15. Fui ao salão de chá da Ladurée;
16. Comi chocolates da chocolataria Equador e apesar de bons, não justificam o preço;
17. Comprei prendas para a família.
Não podia deixar de vos desejar um óptimo Ano Novo e agradecer a todos os que me acompanham, independentemente de que plataforma for. Obrigado e até 2018!
Como é que este ano vos tratou? Ansiosos pelo próximo?
Olha para ele, ainda há uma publicação atrás se queixava do consumismo desmedido que existe nesta época e agora está a mostrar uma wishlist? Como dizia o outro, "uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa". É possível ter-se plena consciência do estado em que anda a sociedade e simultaneamente desejar de receber um agrado. Ora, quem é que não gosta?
Como até sou uma pessoa extremamente fácil de agradar, desde que joguem pelo seguro e apostem na sagrada trilogia - isto é, álbuns de música, dvd's de filmes/séries - tudo tranquilo. Ainda assim, há sempre qualquer coisa extra que queríamos mesmo ter mas se for possível ser debitado no cartão do senhor das barbas brancas em vez do nosso, ainda melhor.
#1 & #2 - Dois dos meus álbuns favoritos do ano: "Melodrama" da Lorde (€16,99 AQUI) e "Rainbow" da Kesha (€14,99 AQUI).
#3 - Se soubessem quantos casacos de cabedal é que já experimentei à procura do tal. Tenho um que foi comprado há alguns anos mas que sinceramente me deixa com um ar de croquete robusto e, como tal, queria investir num modelo mais... actual. Sinceramente ainda nem me decidi sobre qual comprar, mas este da H&M parece ser engraçadito. (€59,99 AQUI)
#4 -DVD Box Set completo de "Orphan Black". Ia preencher o vazio deixado pelo abandono do melhor núcleo de irmãs de sempre.
#5 - Há muito que penso em investir numa máquina fotográfica assim mais profissional, digamos. Ainda que seja apenas para uso pessoal, com certeza seria um grande upgrade em relação ao meu telemóvel. Face as todas as funções e preço, a Canon EOS 750D parece-me ser um bom negócio (no espaço de uma semana o valor aumentou imenso, mas quando vi na FNAC estava a €521.99)
#6, 7 & 8 -"Her" (€7 AQUI), "The Handmaiden" (€7 AQUI - se bem que detesto esta capa) e "Coco"(ainda indisponível), três filmes que adoro de morte e adorava juntar à minha colecção.