Há décadas que o verdadeiro significado do Natal tem vindo a perder terreno para o consumismo. Esta quadra natalícia é uma verdadeira máquina de gerar dinheiro e por incrível que seja, ninguém se parece importar com isso.
As repercussões da fatídica crise de 2007-2009 foram várias e ainda se sentem, pelo menos por aqui. De um momento para o outro a árvore luminosa perdeu a companhia que até então dávamos como garantida, as prendas. Por muito que seja sempre agradável receber um presente, foi uma chamada à realidade. Há coisas mais importantes na vida.
Felizmente fui bem educado e nunca exigi o que quer que fosse dos meus pais, mas não significa que estivesse 100% consciente da situação financeira familiar. Se pensarmos que existem milhares de sem-abrigos, só em Portugal, e que nem um tecto ou comida garantida têm, seria uma verdadeira afronta ficar chateado por não receber um presente no dia 25 de Dezembro.
Dito isto, há algum tempo que me sentia mal por receber prendas de alguns familiares e não lhes dar nada em troca. Claro que ninguém leva a mal, mas não deixa de ser embaraçoso. Quer dizer, por quanto mais tempo serve a desculpa de "Ah são miúdos"? Até aos 30? Don't think so.
Por esse motivo, pela primeira vez, não é apenas a minha namorada que vai receber um agrado. Continuo sem ter o ordenado que gostaria para lhes poder dar algo mais consistente e compensar os anos que me mimaram sem retorno, mas sempre ouvi dizer que o que conta é a intenção. Não sei, mas apesar de trivial, é uma sensação estranhamente gratificante imaginar a cara deles enquanto desembrulham tudo. Oh my, estou a ficar oficialmente velho? I can't even.
As repercussões da fatídica crise de 2007-2009 foram várias e ainda se sentem, pelo menos por aqui. De um momento para o outro a árvore luminosa perdeu a companhia que até então dávamos como garantida, as prendas. Por muito que seja sempre agradável receber um presente, foi uma chamada à realidade. Há coisas mais importantes na vida.
Felizmente fui bem educado e nunca exigi o que quer que fosse dos meus pais, mas não significa que estivesse 100% consciente da situação financeira familiar. Se pensarmos que existem milhares de sem-abrigos, só em Portugal, e que nem um tecto ou comida garantida têm, seria uma verdadeira afronta ficar chateado por não receber um presente no dia 25 de Dezembro.
Dito isto, há algum tempo que me sentia mal por receber prendas de alguns familiares e não lhes dar nada em troca. Claro que ninguém leva a mal, mas não deixa de ser embaraçoso. Quer dizer, por quanto mais tempo serve a desculpa de "Ah são miúdos"? Até aos 30? Don't think so.
Por esse motivo, pela primeira vez, não é apenas a minha namorada que vai receber um agrado. Continuo sem ter o ordenado que gostaria para lhes poder dar algo mais consistente e compensar os anos que me mimaram sem retorno, mas sempre ouvi dizer que o que conta é a intenção. Não sei, mas apesar de trivial, é uma sensação estranhamente gratificante imaginar a cara deles enquanto desembrulham tudo. Oh my, estou a ficar oficialmente velho? I can't even.
Oferecem prendas de Natal à família?
Começaram com que idade?



























