Com o final de Setembro chegou mais uma playlist recheada de músicas novas. Desta feita, não poderia ser mais diversificada. Há um pouco de tudo para todos os gostos, do habitual POP e indie/alternativo, ao R&B e até Rap.
A Demi Lovato conquistou o público com Tell Me You Love Me, o melhor disco da sua carreira e que nos presenteou com a fantástica "You Don't Do It For Me Anymore". A Taylor Ssswift quebrou uma data de records com a underwhelming yet catchy "Look What You Made Me Do" e o Sam Smith voltou a partir os nossos corações com a balada "Too Goot At Goodbyes". Ainda na corrente de comebacks, uma das minhas cantoras britânicas favoritas, a Jessie Ware, estreou a genial "Selfish Love" e ainda não consegui parar de a ouvir.
Numa parceria inesperada mas certeira, o Zayn uniu forças com a Sia na viciante "Dusk Til Dawn"; a Kelly Clarkson provou ser a melhor vencedora do American Idol com a triunfante "Love So Soft", e a Lana resolveu escolher "White Mustang" como single sabe-se lá porquê. A Fergie Ferg também resolveu antecipar a prenda de Natal e divulgou um vídeo para cada canção do álbum Double Dutchess, do qual a "You Already Know", com a Nicki Minaj, foi escolhida como single.
Após décadas, finalmente cedi à Cardi B e a sua "Bodak Yellow" que não só tirou a Ssswift do #1 na Billboard Hot 100, como se tornou na primeira canção a solo de uma rapper a atingir o pódio desde 1998. Ainda na lista encontram-se autênticos underdogs como Sofi Tukker, Nadine Coyle, Mollie King, Leo Kalyan e TOTEM.
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Conheciam todas as canções? Que músicas têm ouvido ultimamente?
A quantidade de álbuns que tenho por analisar é tanta que até chega a meter medo! Sem mais demoras, vamos para o quarteto musical de hoje. A categoria do dia é: underrated.
MUST LISTEN: ⤫ 13 BEACHES ⤫ LOVE ⤫ BEAUTIFUL PEOPLE ⤫ CHERRY ⤫ SUMMER BUMMER ⤫ GROUPIE LOVE
1. Lana Del Rey ⤫Lust For Life
Passaram-se dois meses desde o lançamento do aguardado Lust For Life, da Lana Del Rey, e ainda não consegui assimilar o quão bom ele é. Neste quarto disco de estúdio vemos a cantora norte-americana a voltar às suas raízes, por assim dizer. Mais próximo da brilhante era Born To Die do que de Ultraviolence ou Honeymoon, é o seu trabalho mais longo até à data.
O conjunto de 16 faixas lida com temas bastante familiares para qualquer fã, a queda do glamour Hollywoodesco, a América, e amores terríveis. Mas, desta vez, a Lana consegue atingir uma magnitude ainda maior, ao recorrer a orquestras e melodias simplesmente impressionantes. Começando pela cinemática "Love" e passando pela etérea "13 Beaches", são muitas as concorrentes ao título de melhor canção.
Contrariamente à maioria dos colegas de profissão, a Del Rey acertou em cheio nas colaborações. A parceria com a incomparável Stevie Nicks na "Beautiful People, Beautiful Problems" (uma das minhas favoritas), é possivelmente uma das canções mais bonitas que alguma vez criou. As vozes das duas complementam-se tão bem que chega a ser chocante. O rapper A$AP Rocky aparece em "Summer Bummer" e "Groupie Love" e não desapontou.
Lust For Life não conseguiu superar o irmão mais velho, Born To Die, mas andou lá perto. De qualquer forma, é um dos melhores discos produzidos este ano.
MUST LISTEN: ⤫ I LOVE YOU ALWAYS FOREVER ⤫ YOU CAN TRY TOMORROW ⤫ HUMAN TOUCH
2. Betty Who ⤫The Valley
A extremamente underrated Betty Who, lançou um disco que não só eleva as expectativas dos ouvintes em relação às suas capacidades, como representa uma lufada de ar fresco na indústria musical.
O disco de estreia, Take Me When You Go, ofereceu-nos uma colecção de pop reflexivo, com faixas que não só incluíam a comunidade LGBT, como acabaram por se tornar em autênticos hinos de auto-aceitação. No sucessor, The Valley, vemos a jovem australiana a arriscar novos estilos e géneros sonoros. Podemos ouvir acapella, rap, spoken word, e vocais absolutamente deliciosos em faixas como "Some Kinda Wonderful" e "Human Touch". "You Can Try Tomorrow" é possivelmente uma das melhores canções que ouvi nos últimos meses e tem tudo para ser um hit.
Apesar deste disco ser francamente mais contemporâneo que o anterior, a Betty consegue sempre arranjar uma particularidade que o faça distinguir-se do resto da alcateia. De uma maneira geral, The Valley é uma aposta coesa, e um verdadeiro pop record. É sofisticado, polido e extremamente catchy.
MUST LISTEN: ⤫ DARKEST HOUR ⤫ SHELL ⤫ WHERE IT STAYS
3. Charlotte OC ⤫Careless People
Apaixonei-me pela musicalidade da Charlotte OC no ano passado, graças à genial "Darkest Hour" — que integrou o TOP 10 UNDERRATED SINGLES OF 2016—, e desde então tenho acompanhado o seu trabalho.
Intitulado Careless People, devido a uma passagem do Great Gatsby — «They were careless people, Tom and Daisy (...)» —, o álbum de estreia não me encheu as medidas. Digamos que após o já referido single, "Darkest Hour", e o fantástico "Shell", esperava mais canções na mesma linha sónica. Felizmente a voz da O'Connor é suficiente para apagar a desilusão.
Verdade seja dita, Careless People não foi ao encontro da explicação dada pela cantora britânica numa entrevista, "There’s all this folklore about the North that’s got a lot to do with witches. Making this album, I wanted to mix the real and surreal in that way, to be as honest as possible but also bring out the mystical side of where I’m from". Pois, não vi onde. Dito isto, não é um álbum mau, nem de perto! Mas espero que o próximo tenha uma força pujante do início ao fim.
MUST LISTEN: ⤫ SLIP AWAY ⤫ WREATH ⤫ OTHERSIDE
4. Perfume Genius ⤫No Shape
Desde as gravações caseiras no disco de estreia, Learning, ao pop cheio de swagger em Too Bright, a música que Mike Hadreas como Perfume Genius é isso mesmo, genial. Cada vez melhor, maior e mais desafiadora. Para este quarto trabalho de inéditas, No Shape, o cantor continua a sua incrível streak com mais um álbum avassalador.
O Perfume Genius sempre explorou o mundo queer, especialmente os traumas que se encontram no caminho da auto-descoberta. Não é por acaso que até no seu expoente máximo de exuberância, a música permanece numa constante batalha interna. Em No Shape, essa espécie de tensão continua presente mas passou para o lugar do pendura, cedendo o volante à incrível força que o amor pode ter. Por muito lamechas que esta explicação soe, é a mais pura verdade.
Talvez por isso, este projecto tenha uma sonoridade mais festiva (não confundir com dance music) do que qualquer um dos seus antecessores. A faixa de abertura, "Otherside", é uma viagem que começa como uma balada a piano e explode de forma eufórica a meio do caminho. É brilhante! E serve de ponte para o triunfante lead single, "Slip Away", a minha canção favorita e possivelmente a melhor da sua carreira.
Muitas das letras são inspiradas em parte pelo seu namorado, Alan Wyffels, que além de colaborar com ele durante os últimos 8 anos, teve direito a uma homenagem intitulada "Alan" que encerra o disco. O amor ocupa assim uma espécie de papel central nesta epopeia lírica que se converteu numa das melhores produções de 2017.
Provavelmente no topo da lista das inúmeras características que me definem está a timidez. Vista por muitos como uma particularidade trivial ou até mesmo ternurenta, é chocante pensar na quantidade de poder que consegue exercer sobre um indivíduo.
Uma simples ida a qualquer local fora do habitual e que implique contacto externo pode revelar-se um verdadeiro desafio. Felizmente sou o tipo de pessoa que, se necessário, consegue camuflar o desconforto e fit in, mas não significa que não custe.
Muitas vezes é confundida com má vontade e isso só piora tudo. Não basta uma pessoa sentir-se mal ela batalha emocional que está a enfrentar como ainda corre o risco de ser repreendida por aqueles que lhe são mais próximos.
Acreditem, tenho noção do quão frustrante deve ser para os nossos, especialmente os parceiros amorosos, estar ao lado de alguém assim. Uma das coisas que mais chateia a minha namorada é o facto de não ser afectuoso em público. "Não queres saber de mim", costuma ser a facada recebida a cada saída, mas não é nada disso. Simplesmente morro de vergonha e é muito difícil combater isso, mesmo depois de tantos anos juntos. Não tem nada a ver com sentimentos ou falta deles.
É preciso sofrer deste problema para o compreender e à sua complexidade. Não falamos daquela vergonha por termos caído no meio da escola, mas sim da que nos paralisa de tal forma que até nos esquecemos do nosso nome.
Esta é uma condição que mexe com todos os campos da nossa vida. Além do social e romântico, também o campo laboral pode ser afectado. Os meus colegas ainda comentam que quando comecei a trabalhar com eles parecia um jovem assustado com o mundo. I wasn't, até porque passado uns dias já estava OK, mas lá está, quem não conhece parte logo do principio que estão perante alguma donzela com problemas de socialização.
Incomoda-me bastante pensar que graças a esta timidez aguda não tive a coragem necessária para perseguir os meus sonhos. Não tenho uma voz de rouxinol ou tão pouco a habilidade de uma Meryl Streep mas bolas, acho que tenho potencial. Quando ganho coragem e tento investir em algo minimamente relacionado com a minha área de interesse, acontece como-me algo como o fatídico episódio "Um casting desastroso" para me deixar de volta à estaca zero. Talvez seja por isso que desde muito cedo me expressei melhor escrita do que verbalmente.
Prende-se ao medo de falhar, de ser ridicularizado ou de falarem de mim pelas costas, mas isto são tudo coisas que vão sempre acontecer ao longo da vida e não há como fugir delas. Aos poucos tenho tentado sair da minha zona de conforto mas é extremamente difícil. Quem sabe se um dia ainda ganho cojones e avanço com um plano antigo de criar raízes pelo youtube. Só o tempo o dirá.
Sofrem de timidez aguda? Conhecem alguém assim/incomoda-vos?
Um dos meus principais problemas no que toca à concentração é o ambiente em que estou inserido. Desde os tempos de estudante que o quarto é o meu maior inimigo no que toca ao aproveitamento. As distracções são tantas que muitas vezes acabam por se passar horas e não fiz absolutamente nada do que queria. Curiosamente, o melhor local para inverter esta situação é... a casa-de-banho. Parece ridículo, mas já escrevi grandes obras literárias sentado naquele trono de porcelana. Sem nada que me distraia, foi a minha salvação em tempos de testes ou até mesmo de ideias para publicações.
#2. Define metas realistas
Uma das principais razões de adiarmos o que queremos fazer deve-se ao facto de, geralmente, serem metas grandes e vagas. Se forem adeptos de listas, força. Pode revelar-se uma grande ajuda ter uma noção das tarefas a cumprir e respectivo tempo para cada uma delas. Não se armem em super-heróis e queiram, por exemplo, escrever as publicações todas da semana numa assentada. Quase de certeza que o resultado vai ser o inverso e isso só vos vai deixar ainda mais frustrados.
#3. Pensa no futuro
A preguiça é lixada e se não souberem lidar com ela, podem perder-se para sempre. Dramático? Sim, mas tem o seu quê de verdade. Pessoalmente, enfrento sempre uma luta interna quando me distancio um pouco do blog. Tenho objectivos que gostaria de alcançar mas se depois estiver menos activo, é normal que não se concretizem. Fico de tal forma irritado e stressado com isso que acaba por servir de bebida energética para me mexer. Isto é tudo muito bonito quando as nossas únicas preocupações são a escola e temos horários acessíveis, mas quando entramos no mundo adulto e a sua prisão temporal, é extremamente complicado.
#4. Não penses, age
A velha máxima do "hum, faço amanhã". Quem nunca teve este pensamento uma única vez na vida que atire a primeira pedra. Aliás, se tivesse que definir o meu estado de espírito estudantil, seria exactamente assim. Sempre fui uma daquelas pessoas que deixava tudo para a última da hora. Portfolios, trabalhos de pesquisa, estudar para testes, tudo! No entanto, tinha bons resultados. Hoje em dia, ainda tenho o mesmo duelo com a balança moral. Esse é um dos motivos pelos quais estou a escrever isto de madrugada, em vez de "fazer amanhã numa pausa do trabalho". Right. Quando sentirem uma energia vinda do além, não percam tempo e arregacem as mangas! Por norma são surtos de curta duração que precisam ser aproveitados ao máximo.
#5. Pratica técnicas de "mindfulness" e/ou relaxamento
Para quem não está familiarizado com o termo, mindfulness é um treino mental que ensina as pessoas a lidarem com os seus pensamentos e emoções. Ajuda a distinguir o pensamento útil do inútil que, em certas circunstâncias, chega a ser prejudicial. Se tivermos a consciência total de que precisamos fazer determinada tarefa, quando partirmos para a acção e a terminarmos, vamos sentir-nos extremamente satisfeitos. Extremamente lógico mas nem por isso menos importante. Pode parecer um pouco contraditório mas o relaxamento é essencial para vencerem a procrastinação. Não digo que tenham que ter os chakras alinhados, mas se não conseguirem concentrar-se, tentem meditar ou no meu caso, ver vídeos de ASMR, e garanto-vos que ficam com outro estado de espírito. Não podem é exagerar ou acabam a dormir em vez de trabalhar.
Sofrem de procrastinação? Que métodos utilizam para combatê-la?
Com Game of Thrones fora da corrida, a 69ª edição dos Emmys, que ocorreu este domingo, em Los Angeles, foi dominada pelo programa Saturday Night Live, a série The Handmaid's Tale e a mini-série Big Little Lies.
Conduzida pelo fenomenal Stephen Colbert que presenteou os espectadores com um dos melhores monólogos dos últimos anos, a cerimónia teve como principais tópicos as sátiras políticas contra o actual Presidente dos Estados Unidos, mas não só. A violência doméstica, falta de diversidade e sexismo também foram assuntos abordados.
Nomeada em 22 categorias — a par de Westworld que foi arrasada — o talk show "Saturday Night Live" levou o maior número de estatuetas para casa, nove (incluindo cinco técnicos). Entre eles estão um para Alec Baldwin e outro para Kate McKinnon, pelas suas brilhantes imitações de Trump e Hilary Clinton, respectivamente.
Quanto às séries, foi feita justiça e The Handmaid's Tale foi uma das grandes vencedoras da noite (8). Baseada na adaptação do romance homónimo de Margaret Atwood sobre uma distopia na qual as mulheres norte-americanas férteis são usadas como escravas sexuais e máquinas de reprodução, foi distinguida como "Melhor Actriz Dramática" (para fantástica Elisabeth Moss que, ao fim de sete nomeações, finalmente venceu), "Melhor Actriz Secundária" (Ann Dowd), "Melhor Actriz Convidada" (Alexis Bledel), "Melhor Realizador", e "Melhor Guião". Por se tratar de uma produção da Hulu, fez história ao se tornar na primeira produção de um serviço de streaming a levar o cobiçado troféu de "Melhor Série Dramática".
Outra das minhas grandes favoritas e que também se destacou foi Big Little Lies. Confesso que este ano a luta na categoria de "Melhor Actriz: Mini-Série" foi o equivalente a um Game of Thrones para qualquer amante de boa representação. Entre nomes de gigantes como Jessica Lange e Susan Sarandon (ambas nomeadas pelo excelente desempenho em Feud) e Felicity Huffman (American Crime), a Nicole Kidman foi a grande escolhida pelo seu desempenho transcendente enquanto Celeste Wright, uma mãe que abdicou da sua carreira devido ao marido obsessivo que lhe batia.
O discurso da australiana foi precisamente ao encontro da história de vida da sua personagem e sem dúvida importante para qualquer vítima de abuso. Num total de oito Emmys, Big Little Lies, foi considerada ainda a "Melhor Mini-Série", "Melhor Realizador", e "Melhor Actor e Actriz Secundários" (Alexander Skarsgård e Laura Dern — merecia mais a Judi Davis, "Feud" ).
O fenómeno Black Mirror venceu na categoria de "Melhor Telefilme" e "Melhor Guião" pelo episódio "San Junipero". Sterling K. Brown, o Randall da série This Is Us, ganhou o prémio de "Melhor Actor Dramático", algo que não acontecia a um actor afro-americano desde 1998. Riz Ahmed foi brindado com o título de "Melhor Actor: Mini-Série" (The Night Of).
Na área da comédia, a série "Veep" varreu a concorrência ao ser novamente considerada a "Melhor Série" e "Melhor Actriz" do género. Desta forma, a Julia Louis-Dreyfus tornou-se oficialmente na primeira pessoa a receber o maior número de Emmys pelo mesmo papel (este foi o sexto). Quanto ao "Melhor Actor" foi para Donald Glover (Atlanta).
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