Pages

segunda-feira, 31 de julho de 2017

MUSIC ⤫ JUL'17 Playlist


As minhas preces foram ouvidas e estes últimos 31 dias foram repletos de novidades musicais ricas em qualidade e variedade. Tal como aconteceu no mês passado, a oferta foi tanta que até já comecei a preparar a playlist sucessora. Isto porque continuo fiel à minha regra de 20 canções por compilação. Por este andar não sei é se conseguirei cumprir.

Julho foi o mês da Kesha e ninguém pode dizer o contrário. Saindo lentamente debaixo dos escombros deixados pela batalha judicial com o produtor que abusou dela, surpreendeu tudo e todos com o seu melhor single até à data, "Praying". Não se ficando por aí, já lançou as buzz tracks "Woman" e a viciante e igualmente emocionante "Learn To Let Go". A corrida pelo título de álbum do ano está cada vez mais renhida e nem quero pensar na dor de cabeça que vou ter daqui a uns meses...

Quem também voltou foi a Eva Simons - dona do underrated hit "Silly Boy" (2007) - e melhor que nunca! Não é que a gravidez lhe fez bem e ela finalmente conseguiu lançar uma canção impecável? "Guaya" não é apenas uma dance song, é A dance song. Os meus adorados Sofi Tukker continuam o seu reinado pop/alternativo e não podia estar mais deliciado com a "Fuck They" - já a apelidei de hino pessoal. Por falar em hinos, até que enfim lançaram o vídeo da lacradora "Sua Cara", dos Major Lazor com a Anitta e Pablo Vittar, e que tanto tenho cantarolado nos últimos tempos.

Levou quase dois anos, mas os Clean Bandit resolveram dar aos fãs o que eles tanto queriam, a maldita colaboração com a Marina & The Diamonds. Se valeu a pena a espera? Yas. "Disconnect" é liricamente brilhante e apoiada dos vocais da antiga Electra Heart, ainda melhor. A Dua Lipa mostrou que não pretende parar tão cedo e escolheu "New Rules" como o 7º single oficial do disco de estreia; os K.A.R.D. presentearam-nos com a "Hola Hola" para o seu debut; enquanto a Kirstin, membro do grupo Pantatonix, conquistou o meu coração com o seu material a solo, em especial a impecável "Break a Little".

Uma década desde o lançamento do soberbo Como Ama Una Mujer, o seu primeiro disco em espanhol, a Jennifer Lopez está a preparar o próximo. A julgar pelo aperitivo "Ni Tú Ni Yo", promete ser bem diferente mas nem um pouco inferior. Apelidada pela media de rainha dos suspiros, a Selena Gomez divulgou a "Fetish" e o vídeo chocou o mundo... quem diria que havia pessoas tão impressionáveis por aí. Espero que siga na mesma direcção porque estou a adorar.

Ainda na playlist marcam presença os Imagine Dragons, Foster the People, Allie X, Charlotte OC, Martin Solveig com a Alma, a Bea Miller, as Sistar, e a minha mais recente descoberta, a sassy Ängie.

Para não perderem nenhuma actualização e, possivelmente, conhecerem músicas novas, já sabem, sigam a página do Ghostly Walker no Spotify!

Conheciam todas as canções? Que músicas têm ouvido ultimamente?

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Ginásio ⤫ Culto do Corpo ou da Vaidade?


Não foi só a minha alimentação que mudou. Após anos a desejar fazê-lo, finalmente ganhei coragem e inscrevi-me num ginásio. Passaram-se quase três semanas e não podia estar mais satisfeito com a decisão. Dito isto, já tenho muita coisa a comentar.

Logo na primeira ida percebi que estava a entrar numa espécie de zoológico desportista. Há pessoas de todos os tipos e feitios a pavonearem-se pelo auditório que está dividido por diferentes habitats. Temos os búfalos que parecem seguranças de discotecas; as hienas que andam sempre em duplas e só vão lá para tirar fotos para partilhar nas redes sociais que são super activas; as preguiças que se arrastam para lá mas depois ficam a engonhar enquanto estão às mensagens; as avestruzes sénior que não perdem a oportunidade de se fazerem aos jovens instrutores e claro, os porquinhos da índia recém-chegados que, como eu, não percebem nada daquilo e só querem passar despercebidos.

No meio desta selvajaria, existe um elo de ligação entre todas as espécies: os espelhos. Numa espécie de ritual religioso, parece ser impossível levantar um peso sem apreciarem o seu reflexo no processo. Sim, compreendo perfeitamente o quão útil pode ser vermos se estamos a executar correctamente os exercícios, mas aquilo que eu vejo é algo de... surreal. 

Enquanto corria pela minha vida na passadeira comecei a pensar mais a fundo sobre esta questão. Muito se fala do "culto do corpo" mas até que ponto não passa isto de pura vaidade? A busca pelo corpo perfeito atinge tanto as mulheres como os homens. Só que o exagero pode desenvolver um distúrbio psicológico conhecido como a vigorexia - insatisfação constante com o corpo, levando à prática exaustiva de exercício físico.

Como referi, isto não é mais que uma reflexão sobre algo que tenho observado diariamente. Não significa que seja o caso ou regra geral. Apenas considerei peculiar a aparente obsessão que certos indivíduos têm com o seu próprio reflexo. Quando já estão em modo armário e são incapazes de executar um único passo sem olharem para eles mesmos, roça o narcisismo. No balneário ainda compreendo porque estão a contemplar os frutos do seu trabalho, faz sentido e provavelmente se algum dia chegar à forma que pretendo, farei o mesmo. Mas tudo depende do contexto e maneira de como se faz.


 Frequentam um ginásio? Já se tinham apercebido deste fenómeno? É vaidade?

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Adeus processados, olá alimentação saudável


Uma das minhas principais características é gostar genuinamente de comer. Sim, sou daquelas pessoas que fica extremamente irritada se tiver fome e ganha um brilho nos olhos se lhe colocam à frente um prato que adora. Segundo consta, sou assim desde bebé. Bastava mostrarem-me uma colher que lá abria a boca para encher a mula. Por incrível que pareça, nunca fui propriamente "gordo", mas passei por várias fases mais roliças, vá.

Apesar de não cometer grandes excessos no que toca a doces e afins, não posso dizer que tivesse uma alimentação saudável. A minha mãe fica muito ofendida quando digo isto porque não consegue entender que não é um ataque à sua excelente perícia culinária, mas um facto. Coca-cola, batatas fritas e toneladas de pastas de atum com maionese faziam parte da minha rotina semanal, para não dizer diária. De que adianta comer peixe cozido numa refeição, se pelo meio existem pecados gastronómicos que anulam o resto?

A expressão "somos o que comemos" explica bem o porquê de nunca me ter sentido bem na minha própria pele. Foram anos a passar por um duelo interno entre "aquilo que quero ser" vs. abdicar de um dos maiores prazeres da minha vida, comida não-saudável. 

Quando vivemos com os nossos pais e são eles quem ditam as regras na cozinha, torna-se extremamente complicado contrariar o "sistema". Se digo que vou deixar de comer fritos, riem-se enquanto mandam para o ar uns quantos "até parece que comes isto todos os dias" ou "não comas não que ainda cais para o lado". Após várias tentativas falhadas ao longo dos anos, foi preciso fazer análises e descobrir que, no espaço de um ano, fiquei com colesterol para finalmente me levarem a sério e ajudarem a mudar. 

Em vez de parar de beber coca-cola como resultado de uma promessa (hey, tem que ser aquilo que nos custa mais), abandonei-a por completo. As batatas fritas de pacote deram lugar a saladas e até os malditos bróculos que sempre me recusei a comer em criança agora são presença cativa no meu prato. A refeição mais importante do dia, o pequeno-almoço, outrora ignorado por completo, é recebido com papas de aveia, sementes de girassol, nozes e outras delícias que descobri que adoro.

Se sinto falta das comidas antigas? Sem dúvida. Lamento imenso mas aquela história que as pessoas healthy dizem sobre "sentires-te muito melhor" e "não quereres outra coisa", é bs. Estou neste processo há dois meses e sinceramente não noto grandes diferenças no que toca ao meu estado de espírito. Fisicamente sim, estou mais magro, mas é muito complicado combater a tentação. Sinto-me orgulhoso por estar a conseguir cumprir um regime limpo de processados, mas não invalida a vontade que se mantém de querer comê-los. Há alturas em que só me apetece devorar uma pizza, seguida de um belo bacalhau à Brás, com direito a uma bola de Berlim bem recheada como sobremesa. Sou um eterno foodie e não há nada capaz de alterar nisso.

Para evitar a queda num abismo de gulodice e um choque no meu corpo, a minha nutricionista de serviço aka a namorada, aconselhou-me a comer algo non-healthy nem que seja uma vez por semana. O chamado dia de liberdade, se quiserem, mas sem excessos, claro. Digamos que os Sábados agora são oficialmente o meu dia favorito. 

Ainda tenho um longo caminho a percorrer, especialmente no que diz respeito a compreender ao certo aquilo que devemos comer, em que quantidades e a que horas, mas ao menos consegui dar o primeiro passo que é quebrar as correntes processadas que começavam a sufocar o meu coração.


Seguem uma alimentação saudável? Custou-vos ou foi fácil a mudança (se é que houve)? 

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Abandono Animal no Verão


Na longa lista de problemáticas que não consigo compreender, o abandono dos animais na época balnear ocupa um dos lugares cimeiros. Pois é, as férias de Verão continuam a ser sinónimo desta prática tão pouco humana que, apesar de diversas campanhas de sensibilização e alterações legislativas, parece não ter fim.

Uma das frases que mais profiro é que "odeio pessoas". A sério, a cada dia que passa perco mais a esperança na humanidade. A quantidade de atrocidades que acontecem diariamente é inacreditável, e nem os pobres animais estão livres de perigo. Sou um eterno animal lover, sem conotações de bestialidade, e incomoda-me imenso ver cães (também há gatos, mas todos sabemos que a esmagadora maioria é do primeiro tipo) a vaguear pelas ruas. Aliás, a minha cadela era uma destas vítimas de abandono e que acolhemos de braços abertos. 

Como é que existem monstros capazes de abrir a porta do carro, muitas vezes em andamento, e deitarem o seu animal de estimação porta fora, como se de um pedaço de lixo se tratasse? Muitos acabam por ser atropelados ou ficar gravemente feridos. Tudo isto porque querem ir de férias e os seus companheiros de quatro patas se tornam num estorvo? Não dá. Recuso-me a aceitar isto.

São muitos os indivíduos que ainda olham para o animal como um objecto. Na hora de o adquirirem, seja por compra ou adopção, pensam nele como uma espécie de acessório fofinho, desconsiderando por completo o facto de ele ir crescer, comer e eventualmente exigir alguns gastos extras com a sua saúde. A partir do momento em que acolhem um animal nas vossas casas, ele torna-se automaticamente um membro da família, como se de um filho vosso se tratasse. É inconcebível o tratamento que estas pobres almas recebem por parte daqueles que deveriam zelar por eles.

Está a custar-me imenso escrever este texto porque imagino o horror que os animais não devem sentir quando percebem que os donos os abandonaram e deixaram completamente sozinhos, sem lar, companhia, comida e água. Não se podem esquecer que, tal como nós, eles têm a capacidade de sentir prazer e dor, física e psicológica, de ter emoções e percepções de bem e mal-estar. São seres puros que nos oferecem o seu amor incondicional e é esta a paga que recebem? Não!

As leis podem existir mas enquanto as mentalidades não mudarem, vai ficar tudo na mesma. Sim, porque o abandono dos animais por aqueles que têm o dever de cuidar deles, é punido com pena de prisão até 6 meses ou multas que podem ir dos 500 aos 3.740 euros. 

Não sei o que os criminosos que cometem estes actos têm na cabeça, mas sei perfeitamente o que lhes fazia.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

5 Passos para não deixares o teu blog morrer


#1. Agenda publicações

Se tal como eu não fores um blogger a full time, as chances de não conseguires escrever publicações todos os dias são mais que muitas. Criar um blog nas férias de Verão é muito bonito, mantê-lo quando as obrigações voltam é que nem tanto. Ao acordar todos os dias às 7h da manhã e chegar a casa às 20h da noite, rapidamente percebi que precisava planear melhor a minha agenda. Na maioria das vezes o cansaço é tal que nem existe paciência para pensar em redes sociais. Como alternativa comecei a escrever os posts aos fins-de-semana e a agendá-los ao longo da semana seguinte. Se consigo sempre cumprir este método? Não. Ultimamente a ronha tem vencido, mas não é uma regra. Portanto não há desculpas para deixares a tua página ao abandono.

#2. Comenta Blogs

Já o referi inúmeras vezes: sem promoção, mais vale fechares as portas. A não ser que sejas um blogger estabelecido ou daqueles que quando chega a um número confortável de visitas começa a cagar (desculpem a expressão) nos comentários alheios, é fulcral divulgares a tua página. Não digo que seja necessário responder a todas as pessoas que te visitam, até porque muitas vezes não vai acrescentar nada, mas se não te deres a conhecer, como é que estás à espera que mais gente te encontre? Tenho pecado imenso neste ponto e peço desde já desculpa por isso. Graças à rotina e cansaço que referi a cima, a vontade de comentar seja o que for é praticamente nula, mas tenho que tentar quebrar este ciclo vicioso ou então não posso estar à espera de milagres.

#3. Não publiques por obrigação

Uma das piores coisas que se pode fazer é publicar só porque sim. Os chamados posts para encher chouriços são uma constante na blogosfera e precisam ser exterminados como uma infestação de baratas. Lamento imenso mas prefiro estar calado a dizer porcaria. Claro que este tópico é muito subjectivo, porque aquilo que me parece interessante pode ser uma baboseira para ti, mas existe um mínimo lógico do aceitável. Atenção, se fores daquele tipo de bloggers que se contenta em colocar uma fotografia à la VSCO com umas frases soltas sobre a ida ao café com o Kiko, força. Afinal de contas, existe público para tudo. Pessoalmente, evito esse tipo de publicações por não acrescentar nada à minha existência ou sequer me fazer rir.

#4. Aponta tudo o que te vier à cabeça

Sempre achei piada a ter um caderno com ideias para posts. Sei que tenho um, algures, mas se no início começo muito disciplinado, com o tempo acabo por deixar as coisas de lado porque ain't nobody got time for that. Um erro que contornei de forma muito simples: telemóvel. Pois é, há alguns meses, durante as minhas longas viagens de comboio, comecei a adoptar o sistema de escrever tudo o que me vier à cabeça nos lembretes. Aqui entre nós, é muito mais prático, fácil e menos pesado. Confesso que já cheguei a escrever publicações inteiras na dita aplicação do aparelho telefónico e nem consigo explicar o alívio que foi poder fazer copy-paste, editar e done! É uma óptima maneira de gerir o tempo morto em que estou fechado na carruagem. Além do mais, por muito idiota que uma ideia possa soar, é sempre bom apontá-la pois pode originar algo hilariante.

#5. Olha em redor, inspira-te

A inspiração é como o mau ambiente numa relação amorosa, vai e volta. Todos nós passamos por fases mais e menos produtivas do ponto de vista criativo, e é importante estarmos atentos ao nosso redor. Graças a isto já escrevi publicações como os populares volumes do "Auto dos Transportes do Inferno", e uns quantos "Já chega, não?". É a parte boa de ter um blog generalista, tenho liberdade total de explorar qualquer tema sem estar preso a um assunto específico. Aproveitem-se disso e explorem tudo à vossa volta. Seja uma ida à mercearia ou um jantar de família. Existe sempre um ângulo de onde podem criar uma história, mas isto já é o jornalista em mim a falar.


Já cometeste o erro de deixar o teu blog morrer? Aplicas algum destes pontos no teu dia-a-dia?

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...