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quarta-feira, 17 de maio de 2017

Sound the Alarm ⤫ Álbuns a ouvir #30


#1. Drake More Life
MUST LISTEN: GET IT TOGETHER | PASSIONFRUIT | MADIBA RIDDIM |  TEENAGE FEVER 

Num intervalo de apenas dois anos, o Drake lançou duas mixtapes If You're Reading This It's Too Late (2015) e What a Time to Be Alive, esta última em parceria com Future, lançou um disco bem recebido comercialmente, Views (2016), e ainda colaborou numa série de faixas, como o hit "Work" da Rihanna.

Com tanto material a sair sem seguir, necessariamente, uma linha conceptual única, o rapper norte-americano encontrou a solução ideal, lançar o novo registo musical como uma playlist. Intitulado More Life: A Playlist by October Firm (2017), o novo "álbum" é excessivamente longo, com uma duração de 80 minutos. A colectânea de 22 faixas e interludes navega pelo dancehall ("Madiba Riddim", "Blem"), o grime ("Get It Together", "Passionfruit"), e R&B ("4422", "Glychester"), sem que se torne numa confusão de géneros.

Sinceramente considero o Drake extremamente sobrevalorizado, e não percebo a hype toda à sua volta. Apesar de não ser nenhum entendido em rap ou sequer adorar o estilo, sei ver que existem muitos outros artistas bem mais eficazes que ele. Dito isto, More Life valeu a pena nem que seja pela genial "Get It Together". 


#2. Nelly Furtado  The Ride
MUST LISTEN: PHOENIXPIPE DREAMS | CARNIVAL GAMES | STICKS AND STONES

Oh Nelly, a falta que me fizeste! Cinco anos após o lançamento do último disco, o injustamente underrated, The Spirit Indestructible (2012), a luso-canadense mais conhecida do mundo está de volta com The Ride. Neste sexto álbum, a cantora volta a explorar um novo universo musical, aproveitando para revisitar uma série de elementos originalmente utilizados nos seus primeiros trabalhos. Estamos no mesmo território indie pop/synthpop de artistas como Sky Ferreira, HAIM ou até Carly Rae Jepsen, ou seja, música de qualidade com pouco ou nenhum sucesso comercial.

Produzido em parceria com John Congleton, o leque de 12 faixas é uma viagem melodicamente incrível, do início ao fim. A cantora provou que o pop não precisa ser necessariamente descartável, pode ter cabeça, tronco e membros. Da batida emocionante de "Magic", dreamy "Pipe Dreams", culminando na etérea "Phoenix", é um crime não embarcarem nesta Ride.

#3. Goldfrapp  Silver Eye
MUST LISTEN: ANYMORE | EVERYTHING IS NEVER ENOUGH | MOON IN YOUR MOUTH | OCEAN

Honesty Time: este é o primeiro projecto que ouço dos Goldfrapp do início ao fim. Veredicto: não me perdoo por não lhes ter dado uma oportunidade antes. Silver Eye é o primeiro registo de inéditas em quatro anos e do pouco que conheço dos trabalhos anteriores, segue o mesmo estilo apoiado em sintetizadores e batidas trip-hop/chillout que os meteu no mapa.

Como não tenho propriamente fonte de comparação, estou bastante satisfeito com o que ouvi. "Anymore" e "Ocean" são sem dúvida as grandes stand-out tracks do álbum. Por entre tantas batidas minimalistas e sintetizadores crescentes, a voz delicada da Alison capta a nossa atenção de uma maneira incrível. Sem dúvida uma das grandes surpresas deste ano.

#4. Mac DeMarco  This Old Dog
MUST LISTEN: THIS OLD DOG | WATCHING HIM FADE AWAY |  MY OLD MAN | A WOLF WHO WEARS SHEEPS CLOTHES

O Mac DeMarco é um verdadeiro achado. Foi-me recomendado por um colega, quando andava na Universidade, e desde então converti-me num fã. Desde 2012 ele já lançou dois álbuns aclamados pela crítica e parece-me que este This Old Dog vai completar o triângulo. Responsável pela composição, produção e gravação de cada um dos instrumentos, o músico canadense (apercebi-me agora que o Canadá está em grande nesta publicação) faz do registo de 13 faixas uma obra pessoal e intimista, através de versos em modo de confissão presentes ao longo do trabalho.

Na faixa de abertura, My Old Man, Demarco apresenta ao ouvinte uma cuidadosa reflexão sobre a necessidade de amadurecer e encarar a vida adulta. Aos poucos, vamos tendo acesso a vislumbres da vida pessoal e infância do compositor. Uma história marcada por abusos e agressões causadas pelo pai alcoólico. Este tipo de vulnerabilidade é desfolhado com o avançar de cada canção, até "Watching Him Fade Away", encerra o ciclo. Sem dúvida a música mais sincera da sua carreira. Aqui vemos o cantor a chegar a um patamar de aceitação sobre deixar algo que nunca teve verdadeiramente. Este é o Mac mais no seu estado mais cru de sempre, numa espécie de carta de amor à família que nunca teve. É simplesmente heartbreaking.

OUTROS ÁLBUNS A OUVIR (AQUI)

Já ouviram algum dos quatro álbuns/ep's? Qual é o vosso favorito?

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Monkey see, monkey do


Se há algo que nunca vou compreender são os seres que seguem as massas. Sedentos por aceitação ou inclusão de um todo, estão dispostos a ir contra os seus próprios princípios só para se integrarem, seja em que contexto for. Não se trata de prepotência, mas não consigo mesmo aceitar que alguém seja tão insonso e sem personalidade que se presta ao ridículo de beber cada palavra, acção ou mensagem de outrem que consideram como um modelo a seguir.

Este tipo de coisas acontece muito com as ditas "celebridades". Nos anos 80, que rapariga é que não se vestia como a Madonna? Cada vez que olho para fotografias da minha mãe e as amigas na altura dá-me uma enorme vontade de rir, mas é normal, faz parte do processo de crescimento. O problema reside quando a pessoa não cresce e desenvolve uma espécie de dependência que lhe impede de pensar por si própria. O que começa por ser uma empatia e apreço por um artista, muitas vezes acaba a roçar a linha da obsessão, podendo chegar a situações extremas como a perseguição ou invasão domiciliária. Mas isso já é outra conversa.

Compreendo que as "modas" têm que surgir de algum lado, mas há que perceber se estamos a seguir algo porque gostamos genuinamente ou porque toda a gente faz. É precisamente a segunda opção que me tira do sério. Sou um grande defensor da diversidade e, como tal, detesto ver rebanhos de opinião. Talvez seja por isso que ganho uma pequena aversão a produções ditas mainstream, e olhem que não sou hipster nenhum. Lembram-se da velha máxima d'o que é de mais enjoa? Ora nem mais.

Felizmente li os livros do "Hunger Games" antes de os transformarem num império capitalista astronómico, se não o mais provável seria não ter comprado nenhum e só ter visto os filmes agora que a febre passou. Este é um dos motivos pelo qual muitas vezes prefiro que os meus grupos undergound favoritos se mantenham longe dos holofotes e no anonimato mediático. Sei que é egoísta, mas fico incomodado quando algo se torna popular e de repente todos se lembram que aquilo é bom, quando anteriormente, se fosse preciso, criticavam e nem queriam saber. 

Um bom exemplo disso foi o que aconteceu agora com a Eurovisão. Após meses a tecerem comentários nefastos e a ridicularizarem o Sobral, foi preciso ganharmos para ele passar de drogado a Salvador da Pátria  see what I did there?. Como parece bem, agora a Eurovisão já não é tão ridícula e não só somos fantásticos como a canção é a "coisa mais linda de sempre". Bitch please. Uma coisa era ouvirem tantas vezes a música que começavam a gostar  algo que acontece frequentemente  outra  é isto. Coerência é algo que falta a muita gente.


Claro que não o vão admitir mas fica a pergunta, costumam seguir as massas?
Esta maneira de ser incomoda-vos?

domingo, 14 de maio de 2017

EUROVISION 2O17 ♥ PORTUGAL DID IT!


A 13 de Maio ocorreu um milagre, Portugal venceu o Festival da Eurovisão.

Num dia marcado pela visita do Papa a Fátima e a tetra-vitória do SLB, Salvador Sobral subiu ao palco em Kiev, na Ucrânia, e encerrou o serão com chave de ouro, ao arrebatar os corações (e votos) de milhares de europeus com a soberba canção "Amar Pelos Dois". Considerado por muitos como o país dos pequeninos, é impossível explicar o orgulho e alegria que senti quando vi a nossa bandeira manter-se intocável no primeiro lugar da tabela final desde o início da votação. E porque a ocasião assim o permite, ganhámos caralho!


Quem me conhece na vida real sabe a importância que a Eurovisão tem na minha vida. Sim, estou a falar a sério. A minha namorada que o diga, ela detesta isso em mim. Digamos que é o equivalente a qualquer competição futebolística mas menos irritante visto que só ocorre uma vez por ano. Fui criado numa família com a tradição de assistir a este espectáculo musical e não tenho vergonha de admitir que vibro, grito, canto e até danço se for preciso com alguns actos. Portanto, só comportamentos normais de um adepto de um clube qualquer. 


Se há coisa que não sou é hipócrita, admito que durante anos critiquei o facto de sermos o único país que se recusava a levar canções que não fossem em português. Aliás, cheguei a expressar o meu desagrado aquando da nossa primeira semi-final, em Fevereiro, no Facebook:
"Tenho estado a ver o Festival da Canção e... por amor de Deus. São baladas atrás de baladas, "cantores" medíocres e claro, tudo cantado em português, porque somos o único país que se recusa a evoluir".
O certo é que este momento de fúria chegou ANTES de ouvir o Salvador. Felizmente as publicações têm horas para comprovar que não estou a mentir. Aliás, tenho sido um ávido defensor da nossa canção tanto ao vivo como nas redes sociais, especialmente no Instagram. Tal como aconteceu com a "Senhora do Mar" da Vânia Fernandes, em 2008 — mantém-se como uma das minhas entradas portuguesas favoritas , assim que ouvi a melodia melancólica da "Amar Pelos Dois" e o #salvadorable cantou as primeiras notas, fiquei encantado e disse com todas as letras "esta vai ganhar". Claro que me referia à representação do país no concurso, mas as palavras ganham outra dimensão depois desta noite (estou a escrever este post de madrugada, daí a referência temporal).


Portugal foi o país que participou há mais tempo na Eurovisão sem nunca ter ganho. Estreámo-nos em 1964 com "Oração" de António Calvário e ao longo do anos, pisaram o palco nomes como Simone de Oliveira, José Cid ou Paulo de Carvalho. Lúcia Moniz deu a PT a melhor classificação, até à altura  foi em 1996 quando "O Meu Coração Não Tem Cor" conquistou o 6º lugar. Desde então, nunca mais nos classificámos nas dez primeiras posições e, desde 2010, nenhuma canção lusitana chegava à final. A música que Salvador e Luísa Sobral criaram em conjunto defrontou 25 concorrentes e saiu vitoriosa, tanto pelo júri como pelo televoto. Pensar que há alminhas que dizem que "foi tudo feito", como se alguma vez alguém quisesse ajudar o país pequenino, sem vizinhos e em crise.


"Amar Pelos Dois" é uma canção diferente de todas as outras. A simplicidade tanto do tema como do músico em palco contrastou com o aparato exuberante das restantes actuações  algo que, de resto, costumo criticar como podem ler na publicação do ano passado (AQUI). O jovem não precisou de cenários excêntricos, luzes psicadélicas, jactos de fogo ou roupa vistosa. Apenas de um palco, que nem sequer foi o principal. Afinal, é mesmo isso que está em análise, a canção.


Na conferência de imprensa após a primeira semi-final, Salvador disse que "A música é uma linguagem universal. Quando se canta com o coração, as pessoas compreendem. Quando é algo genuíno e não é plástico, as pessoas compreendem". Uma ideia que voltou a referir quando subiu ao palco para receber o troféu. Música com significado é uma arma poderosíssima que, infelizmente, tem vindo a dar lugar a produções populares manufacturadas. Não há nada de errado em apreciar esse estilo, até porque é aquele que mais consumo, mas é importante saber separar as águas e enaltecer o que é bom.


Ano após ano a torcer por Portugal, a verdade é que nunca acreditei que ganhássemos. O povo português está tão habituado a falhar ou chegar quase lá, que criou um pessimismo hereditário do qual também sofro. Claro que pensava "um dia, um dia vamos conseguir", mas nunca pensei que fosse mesmo acontecer, quanto mais agora. É incrível a onda de apoio e amor que esta canção, cantada na nossa língua, gerou por toda a Europa. Fico comovido e genuinamente feliz por ver que o nosso trabalho foi reconhecido em mais uma área na qual ainda não tínhamos conseguido brilhar, tal como aconteceu com a nossa primeira vitória no Campeonato Europeu de Futebol de 2016. Podemos ter muitos defeitos, mas muitas vezes não nos valorizamos tanto como devíamos.


Desta feita não me vou pronunciar afincadamente sobre os restantes países como é habitual. Posso adiantar que a Itália foi altamente roubada e em vez do merecido 2º acabou em 6º lugar; a Bulgária esteve fantástica, assim como o Reino Unido e a Bélgica. A Arménia, França, HungriaSuécia e Azerbaijão também eram das minhas favoritas, assim como a Islândia e Estonia que nem à final chegaram. Fechando o leque de preferências, entram ainda a Austrália, Polónia e Israel.

Sem me alongar muito mais, despeço-me com o meu TOP 10 pessoal, assim como os oficiais:
TOP 10 GHOSTLY:
1º. Portugal
2º. Itália
3º. Bulgária
4º. Bélgica
5º. Arménia
6º. Reino Unido
7º. Suécia
8º. Hungria
10º. França
TOP 10 JÚRI:
1º. Portugal
2º. Bulgária
3º. Suécia
4º. Austrália
5º. Holanda
6º. Noruega
7º. Itália
8º. Moldávia
9º. Bélgica
10º. Reino Unido
TOP 10 PÚBLICO:
1º. Portugal
2º. Bulgária
3º. Moldávia
4º. Bélgica
5º. Roménia
6º. Itália
7º. Hungria
8º. Suécia
9º. Croácia
10º. França
TOP 10 OFICIAL
1º. Portugal
2º. Bulgária
3º. Moldávia
4º. Bélgica
5º. Suécia
6º. Itália
7º. Roménia
8º. Hungria
9º. Austrália
10º. Noruega

Viram o Festival da Eurovisão? Quais foram as vossas músicas favoritas?

sábado, 13 de maio de 2017

Music Videos | Fresh out the oven #5


Nos últimos dois dias ocorreu uma verdadeira chuva de videoclips. Não sei se foi combinado ou pura coincidência mas não me vou queixar! Qualquer amante de música sabe a importância que a componente visual pode ter para o projecto em geral. Em alguns casos eleva-o a um climax sensorial surpreendente, enquanto outros resultam em desastres de proporções astronómicas. Felizmente esta última fornada de vídeos foi bastante satisfatória, nem que seja por representarem na perfeição o significado das letras.

Neste quinto volume da rubrica "FRESH OUT THE OVEN", reuni alguns dos mais recentes. Vamos a eles!

..1.. Miley Cyrus  Malibu

Nunca fui fã da Hannah Montana e tão pouco considerava a Miley Cyrus como uma das melhores artistas da minha geração. Dito isto, há que dar a mão à palmatória e admitir que ela tem uma voz poderosa. Ao longo da sua carreira gostei de um single ou outro ("Can't Be Tamed", "Who Owns My Heart"), mas confesso que foi com o álbum Bangerz que a comecei a ouvir com mais frequência. Em 2013 era impossível fugir à febre "We Can't Stop" ou "Wrecking Ball". Anos mais tarde, a jovem norte-americana reinventou a sua imagem, voltou para o noivo Liam Hemsworth (não sou daqueles obcecados que vive intensamente as relações de celebridades, mas gostava mesmo de os ver juntos e detestei quando terminaram), e voltou a meter a língua no local certo, isto é, dentro da boca.

"Malibu" não é apenas uma declaração de amor ao Gale dos Hunger Games, é uma mensagem sobre liberdade e paz interior. O vídeo captura esta essência easy breazy da canção e não alterava nada. Até cabelo ela tem! A composição aproxima-se mais das raízes country de Nashville que do pop electrizante dos projectos anteriores mas estou satisfeito com a mudança.

..2.. Margaret  What You Do

Um dos meus polish guilty pleasures, a Margaret, lançou o vídeo para o mais recente single, "What You Do". Provavelmente não fazem ideia quem ela é, mas isso agora não interessa nada. O importante é a música. Seguindo a mesma fórmula pop que qualquer outro hino do Verão, não dá para não abanar pelo menos um pézinho enquanto ouvem este refrão. A batida não é necessariamente original, mas surte bem o seu propósito, animar! O vídeo segue a linha conceptual de um jogo de acção e apesar de não ser o meu favorito, ao menos é algo diferente do habitual. Se isto não ser tornar num hit será um verdadeiro desperdício.

..3.. DNCE ft. Nicky Minaj  Kissing Strangers

O Joe Jonas lá tentou e finalmente encontrou uma forma de ter sucesso fora do complexo Jonas Brothers, criar uma banda nova. Donos de um dos melhores EP's de 2015, Swaay, o quarteto prepara-se para lançar o segundo disco de inéditas e já tivemos o primeiro taste com a divertida "Kissing Strangers". Desde o final do mês passado que tenho andado com a maldita melodia do "Na na na na na na na na" na cabeça e parece que vai continuar agora que tenho os visuais. Gostei imenso do vídeo! Com uma vibe à la 80's futuristas, tudo bate certo, os cenários, as roupas, as luzes, tudo! Até dos créditos em homenagem às produções cinematográficas da época eu achei piada. Esperemos que o sucessor de DNCE seja melhor que o desapontante álbum de estreia.

..4.. Shakira  Me Enamoré

Numa evidente declaração de amor ao marido, o jogador de futebol Gerard Piqué, a colombiana mais famosa do mundo finalmente lançou o videoclip para a deliciosa "Me Enamoré". Embora esta ciente do quão básica é a canção e até a melodia, tenho que admitir que fica no ouvido e de que maneira. Tenho saudades de uma boa english jam da Shakira, mas vá, antes isto que nada. O vídeo é uma decepção. Não fossem uma cenas dela no meio da floresta e depois rodeada por aqueles fumos coloridos que agora toda a gente usa, não se salvava nada. We get it, you're in love, mas não precisa ser aborrecido. Enfim, o novo disco "El Dorado" chega às lojas a 26 deste mês.

..5.. Zara Larsson  Don't Let Me Be Yours

Se leram a minha review do álbum "So Good" (AQUI), já sabem como me sinto em relação ao debut album da Zara Larsson: meh. Esta era está a ser uma verdadeira mess e a escolha dos singles comprova isso. Não fosse incluírem hits anteriormente lançados como "Lush Life", "Never Forget You" ou a colaboração com os Clean Bandit, "Symphony", só resta uma verdadeira pérola, a "One Mississipi", que se for preciso nem direito a single treatment vai ter. Não sei que são os managers desta rapariga mas precisam ser despedidos asap. Voltando ao que interessa, o vídeo desta "Don't Let Me Be Yours", está OK. Não é memorável mas aprecio a temática e o facto de existir história. Gosto genuinamente da Zara e espero que ela consiga superar estas bad career choices.

..6.. Katy Perry  Bon Appétit

Saving the best for last.
Desde que o áudio para a "Bon Appétit" foi lançado tem estado a causar controvérsia por incluir uma parceria com os publicamente homofóbicos Migos. Sendo a Katy Perry uma das principais vozes a favor da comunidade LGBT, isso é no mínimo... caricato. Questões pertinentes de lado e, musicalmente falando, devo ser das únicas pessoas que gosta desta canção. Atenção, está longe de ser uma das suas melhores, mas a vibe é contagiante. Estava ansioso pelos visuais e a Katy não desapontou. Seguindo a história das letras à risca, o conceito é no mínimo genial. Além da cantora aparecer melhor que nunca, a ideia bastante original. Desde os cenários, a momentos de comédia a que a jovem norte-americana já nos habituou, não alterava nada (sem ser a participação do trio de rappers, claro). Digo já que é um forte concorrente ao título de "Melhor Vídeo do Ano", vocês sabem, aquele TOP que fiz no ano passado (AQUI) e ninguém viu.


Conheciam os vídeos? Qual é o vosso videoclip/música favoritos?

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Preciso de um clone


Como devem ter percebido, não tenho andado com muito tempo para o blog. Se em tempos longínquos publicava praticamente todos os dias, agora nem os posts intercalados consigo cumprir. Não é que exista uma regra que me obrigue a partilhar conteúdo continuamente, mas sinto que ando a falhar. O ideal era mesmo ter um clone que ficasse encarregue da parte chata da minha vida e me deixasse aproveitar os bons momentos ao máximo.

Visto que este espaço não é a minha fonte de rendimento e não ganho absolutamente nada com ele, se continuo por cá é porque gosto mesmo disto. Verdade seja dita, desde Dezembro que a minha situação laboral está um caos por estar a exercer duas funções distintas (sem receber por isso). Resultado, após 8h sem parar, não tenho tido a mínima vontade/paciência para chegar a casa e escrever. O mesmo aplica-se à leitura. Enquanto no ano passado devorei seis livros, este nem metade de um consegui ler.

Normalmente tento escrever o máximo possível durante o fim-de-semana e agendar tudo porque, de 2ª a 6ª, é impossível. Ou acabo por me deitar às 3h da manhã e acordo ainda mais cansado, ou só tenho o tempo de criar a imagem na noite anterior e deixar a escrita para um furo no trabalho. Além de ser uma pressão terrível, acaba sempre por surgir alguma coisa que me impede de terminar o maldito texto. Pista: quando publico alguma coisa sem ser a esta hora é, na esmagadora maioria, um caso desses.

Com um Ricardo 2.0 a coisa resolvia-se num instante. Era ele que acordava todos os dias às 7h da manhã e chegava a casa às oito da noite; aturava o meu patrão por mim e a necessidade de me ligar de 10 em 10 minutos; levava com os tsunamis lisboetas que me deixam ensopado e semi-careca; ficava na fila interminável para comprar o passe e levava com os germes das pessoas nojentas que utilizam os transportes públicos como se fosse o curral deles. Já eu, podia dormir até ao meio-dia, ver as séries e filmes todos que tenho em atraso e claro, escrever conteúdo interessante para partilhar convosco. Sei que a isso se chama desemprego, mas já me bastou dois anos em casa e não obrigado

Tenho mil e uma ideias (e rascunhos) para dar vida e prometo que vou tentar ser mais disciplinado durante o fds. Igualmente em falta estou com as vossas páginas que não têm recebido o meu habitual contributo opinativo. Não vou ser hipócrita e dizer que leio tudo porque ultimamente não tem acontecido, mas quando o fizer, preparem-se para múltiplas aparições na vossa caixa de correio.

Até lá, vou continuar a torcer por Portugal na Eurovisão apesar de saber que, politicamente falando, é impossível vencermos. Mas que era merecido, era.

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