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quarta-feira, 26 de abril de 2017

Birthday Wishlist '17


Nem acredito que daqui a precisamente uma semana vou completar um quarto de século. Não preciso de voltar a dizer que não me sinto nada à vontade com o avançar da idade, certo? Enfim, ao menos é o pretexto ideal para fazer uma wishlist. Para ser sincero, podia voltar a publicar a mesma lista que fiz no Natal passado, visto que não recebi nenhum dos artigos e continuo mortinho por tê-los, mas vá.

Enquanto me preparo psicologicamente para ser bombardeado com notícias do "desaparecimento" da Maddie, no meu aniversário, passemos às prendas que gostaria de receber:

#1-2. Livros

Tenho andado extremamente cansado devido ao meu trabalho e, tal vez por isso, a vontade para ler tem sido praticamente nula. No ano passado li uns 6 livros e agora nem um consigo terminar. Dito isto, tenho a certeza que se tivesse o "The Nightmare", do Lars Kepler, ou o "The Slap" do Christos Tsiolkas, isso mudaria num instante. Devorei o "The Hypnotist", também do primeiro autor (na verdade é um pseudónimo de um casal de escritores suecos), em tempo recorde e acabou por se tornar numa das minhas obras literárias favoritas dentro do género mistério/crime, portanto tenho a certeza que ia adorar. Em relação ao "estalo" do Christos, vi a adaptação televisiva há alguns anos atrás e fiquei obcecado com a história. 

#3-5. DVD's

Devagar, devagarinho, tenho estado a aumentar a minha colecção de DVD's. Após uma breve vista de olhos pelo meu "Top 20 Best Movies of 2016", seleccionei três dos meus favoritos: La La Land, The Handmaiden e Julieta. Embora não seja muito esquisito, confesso que dou uma certa importância às capas, just so you know. Por esse motivo é que ainda não trouxe uma cópia do Handmaiden que está na FNAC. Escusado será dizer que faria uma festa se recebesse o La La Land, mas infelizmente só estará à venda dia 13. Haja dia Santo.

#6. Massagem

Há anos que fantasio o momento em que vá receber uma massagem profissional. Queria o serviço completo, óleos, mãos pesadas e no mínimo 1h. Como referi no primeiro ponto, tenho andado sobre imenso stress e preciso urgentemente de descomprimir. Como sou extremamente tímido e a ideia de ter um estranho a "tocar-me", deixa-me um pouco desconfortável, já tenho andado a tentar convencer a minha namorada a recebermos uma daquelas massagens de casais. Soa ridículo, mas I don't care!

#7. Letra Luminosa?

Um dos motivos pelo qual sou apaixonado pelo Natal é devido às luzes. Por isso mesmo sempre quis ter uma daquelas letras iluminadas. Como cliché que sou, gostava de ter um "R" por razões óbvias, não é? Não é que vá fazer grande diferença na minha vida mas quando as crianças metem uma coisa na cabeça é difícil sair. E sim, livrem-se de contestar a minha utilização da palavra "criança".

#8. Box Set

Tecnicamente são mais DVD's mas isso agora não interessa nada. Numa das minhas últimas visitas à FNAC, dei de caras com este box set de 5 filmes do Xavier Dolan (um dos meus artistas favoritos) e ponderei seriamente trazê-lo comigo. Terminado um longo exercício de luta interna acabei por deixá-lo lá, mas prometi voltar. Visto que faço anos e tal, bem que podiam fazer essa visita por mim...

terça-feira, 25 de abril de 2017

Sound the Alarm ⤫ Álbuns a ouvir #29


1. Charli XCX Number 1 Angel
MUST LISTEN: BABYGIRLLIPGLOSSROLL WITH ME3AM

Enquanto o aguardado terceiro disco de estúdio não chega, a Charli XCX continua em terreno experimental com a mixtape "Number 1 Angel". Menos pessoal que o primeiro disco "True Romance" e menos agressivo que o EP "Vroom Vroom", este trabalho tem batidas cativantes e esboços de trap comandados por um exército pop feminono.

Composto por 10 faixas, a mixtape conta com a colaboração de diversas artistas emergentes na cena musical como Uffie, ABRA, Starrah, Raye e até a divertida Cupcakke. Também nomes conhecidos dão uma mãozinha como a dinamarquesa mais famosa do momento, MØ, a voz por detrás de hits como "Lean On" e "Cold Water". Estamos perante um verdadeiro caso de "girl power" e o resultado não podia ser melhor.

"Number 1 Angel" pode não ser um êxito comercial e alcançar qualquer tipo de sucesso, mas é, sem dúvida alguma, uma lufada de ar fresco.

2. ANOHNI  Paradise
MUST LISTEN: IN MY DREAMS | RICOCHET | PARADISE

Menos de um ano após o lançamento do álbum Hopelessness, o mais político de sempre da sua carreira, e que ocupou a 6ª posição no meu "TOP 50 de Melhores Álbuns de 2016", Anohni mostrou que ainda tem mais para dizer. Sob o EP Paradise, a cantora mantém a mesma linha criativa do trabalho anterior, com letras que exercitam mensagens dolorosas que expressam diferentes fases de sofrimento, superação e melancolia, embrulhadas numa estética electrónica alucinante. 

Contrariamente ao disco do ano passado, este é um pouco duro de ouvir, mas é suposto. Com as suas distorções, repetições e dissonâncias, a narrativa passa por momentos de lamentação ("Paradise"), amargurados ("Jesus Will Kill You") e furiosos ("Ricochet"), mergulhadas em feminismo e contra o capitalismo que parece terem sido criadas precisamente para não serem êxitos comerciais, algo contrário ao que o POP sempre foi. Um paradigma musical de génio. Numa conferência sobre este EP, Anohni explicou que o objectivo é "apoiar conversas activistas e romper suposições sobre a música popular através da colisão do som electrónico e letras altamente politizadas". Segue-se uma longa mensagem sobre a opressão do sexo feminino por parte do masculino, inclusive dos nossos líderes políticos. Música com consciência é rara e não podia estar mais satisfeito com o resultado final destas seis faixas.

3. Muna  About U

Há algum tempo que vos queria falar de uma das minhas mais "recentes" obsessões, as Muna. Este trio de ex-colegas da University of Southern California, formado por Katie Gavin, Naomi McPherson e Josette Maskin, é uma das grandes promessas musicais deste ano. O amor pelo synthpop e pop dos anos '80 é bastante evidente ao escutarmos cada uma das 12 faixas de "About U", o. álbum de estreia.

Uma coisa é certa, as raparigas têm uma habilidade incrível para criar melodias viciantes, apoiadas de bons refrões e linhas melódicas convincentes. Têm uma veia dramática que aprecio e se revela em algumas letras, como no caso de uma das minhas favoritas, a "Crying on the Bathroom Floor"  o título diz tudo. O facto de serem uma voz activa na comunidade LGBT é importante, nem que seja pelas mensagens que as suas músicas carregam. Enquanto elas não explodem no mundo mainstream vou continuar desfrutar de "About U" e pensar que o trio é só meu. Mas vá, não me importo de o partilhar com vocês.

4. Fenech Soler  Zilla
MUST LISTEN: UNDERCOVER | KALEIDOSCOPE | NIGHT TIME TV

Seguindo a temática 80's que parece ser uma constante na minha biblioteca musical, chegou a altura de vos apresentar o duo Fenech Soler. Com a saída do fundador Daniel Fenech-Soler e Andrew Lindsay do até então grupo, restaram os irmãos Ross e Ben Duffy para continuar a deliciar os fãs com o terceiro álbum de estúdio, Zilla.

Com uma sonoridade semelhante aos Daft Punk, é impossível ficar quieto ao som das batidas com sabor a Verão que o duo nos oferece faixa após faixa. Energético, repleto de refrões infecciosos e diversidade, sem perder a coesão, Zilla só peca por se tornar um pouco repetitivo. Dito isto, é O disco a ouvir antes de qualquer saída à noite, ou se forem lobos solitários como eu, a qualquer altura do dia.


OUTROS ÁLBUNS A OUVIR (AQUI)

Já ouviram algum dos quatro álbuns/ep's? Qual é o vosso favorito?

segunda-feira, 24 de abril de 2017

GIRLS, Uma série com tomates


Há uma semana que tento digerir o final de GIRLS mas sem sucesso. Seria de esperar que ao acompanhar tantas séries já me tivesse habituado às despedidas, mas não. Durante seis anos a Lena Dunham, por muito controversa que possa ser, foi mais do que uma porta-voz para os jovens da minha faixa etária. Despida de preconceitos, expôs cada curva do seu corpo com a mesma sinceridade com que quebrava o olhar estereotipado sobre o mundo feminino na televisão norte-americana. Hannah pode não ser a protagonista mais fácil de aturar, mas foi sem dúvida uma companheira.


Quando a Dunham quis criar, escrever, produzir e protagonizar a série da HBO que, segundo a própria, seria uma "espécie de Sexo e a Cidade mais próximo da realidade", fiquei com a pulga atrás da orelha. O desafio era simples, mostrar de igual forma as batalhas que todas as mulheres enfrentam no dia-a-dia, independentemente dos padrões de beleza popularizados pelos media. Se existiam dúvidas quanto ao produto final, foram esquecidas com a estreia que reuniu a opinião favorável da crítica e do público, elogiando o retrato arrojado e sincero das jovens mulheres, as suas imperfeições e vulnerabilidades.

A comparação óbvia com uma série tão icónica como o Sex & The City é inevitável, visto que também mostra quatro amigas a viver em Nova Iorque, mas as semelhanças ficam-se por aí. GIRLS dá voz a uma geração diferente, focando-se em relações pouco saudáveis, empregos e preocupações distintas daquelas vividas por Carrie Bradshaw e companhia. Tudo isto, através de um toque de dramedy em doses perfeitas, capazes de nos levar das lágrimas às gargalhadas. 


Tal como muitos de nós, a série mostra um rol de millennials privilegiados, recém-formados e criados pela tecnologia que, embora aparentem estar preparados para tudo, não fazem ideia do que implica entrar na vida adulta. Se não se identificaram com esta última parte, parabéns. Gostava de ser como vocês. Ao fim ao cabo, o objectivo de Hannah (Lena Dunham), Marnie (Alison Williams), Jessa (Jemima Kirke) e Shoshanna (Zosia Mamet), ao longo de seis temporadas, é precisamente tentar encontrar um rumo para as suas carreiras e relações enquanto se descobrem a si próprias.


Face à conjuntura social mundial que estamos a enfrentar neste momento, vão surgindo cada vez mais séries com cabeça, tronco e membros. Por muito que o mundo da fantasia seja um escape ideal para os problemas da vida real, são séries como esta que nos fazem pensar, e de que maneira. Nos últimos anos, nenhuma foi capaz de abrir caminho à discussão fervorosa, incómoda e controversa, quer seja pelo tratamento de questões como a imagem, a auto-estima, o body shaming, o feminismo e a sexualidade. Por falar em sexo, este foi retratado de uma forma muito... interessante. Longe de ser politicamente correcto ou visualmente apelativo, na maioria das vezes mostrou ser embaraçoso, desconfortável e até difícil de ver. De facto, esta é uma das minhas componentes favoritas da série. O contraste dos corpos magros e musculados que Hollywood nos impinge com as barrigas com pneus, pernas com celulite e os efeitos hormonais da menstruação, elevam esta produção a um nível de realismo ímpar. 


CUIDADO, POSSÍVEIS SPOILERS ABAIXO
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A atribulada viagem de auto-descoberta do quarteto de protagonistas culmina num dos melhores episódios da série, Goodbye Tour, o penúltimo. Naquele que foi apontado pela maioria do público como o verdadeiro final da season, vemos imagens da Hannah a deixar Nova Iorque e a tomar as rédeas da sua vida enquanto futura mãe solteira que se prepara para ser professora universitária, intercaladas com a festa de noivado-relâmpago de Shoshanna. Acompanhada da assombrosa canção "Crowded Places", da BANKS, escrita de propósito para o episódio em questão, e que me deixou lavado em lágrimas pela letra e cena em geral, Hannah, Marnie, Jessa e Shoshanna dançam os problemas e diferenças fora antes de tudo mudar para sempre.


Latching, o capítulo final ever de GIRLS, surpreendeu por avançar cinco meses na acção e se focar na vida de Hannah enquanto recém-mamã, apoiada de Marnie, que acabou por preencher o papel de pai. Só de pensar que estas duas personagens terminaram como começaram, juntas, dá-me um aperto no peito. O facto de incluírem a Loreen, mãe de Hannah, deixou-me muito feliz, nem que seja por proporcionar um dos melhores diálogos da série. Por fim, alguém dá o reality-check que a jovem precisava sobre a sua constante self-pitty party (eu pensava que era mau mas ela... damn). "You know who else is in emotional pain?", pergunta Loreen. "Fucking everyone.". Nem vos consigo descrever o arrepio que senti durante esta cena. 


Muitos criticaram o facto de se tratar de um episódio "externo", em "aberto" e sem vínculos com o restante elenco, mas isso só demonstra que não compreenderam a verdadeira essência dos acontecimentos. Tal como a série em si, o último episódio foi chocante, solitário, cru e esperançoso. A meu ver, foi dos finais mais poderosos a que alguma vez assisti de uma produção televisiva. Por muitos defeitos que aquelas quatro raparigas tenham, seja a falta de independência de Hannah, os problemas de OCD da Shoshanna, a falta de amor próprio mascarado de desapego emocional de Jessa ou a falta de noção de Marnie, sinto que perdi quatro melhores amigas. Sim, conseguiam ser demasiado irritantes, mas só demonstra o quão real era o retrato de cada uma delas. Digam o que disserem, GIRLS tornou-se numa série de culto sobre a incerteza da entrada na idade adulta e estarão para sempre comigo.


Conhecem/viam GIRLS? Qual é a vossa personagem ou momento favoritos? Gostaram do final?

quarta-feira, 19 de abril de 2017

5 Colecções


Um dos meus grandes problemas é ser demasiado apegado às coisas. Por mais trivial que um objecto seja, se tiver algum tipo de significado para mim, é o suficiente para o armazenar no meu bunker a que chamo de quarto. Contrariamente à maioria dos casos que vão perdendo força com o avançar da idade, comigo não é bem assim. Aliás, já vos tinha falado AQUI da minha luta contra comportamentos de "acumulação excessiva". Talvez por isso é que sempre fui um grande coleccionador de tudo e mais alguma coisa. Foi precisamente a pensar nisso que elaborei uma lista com as minhas maiores colecções excluindo os carros de brincar, livros, álbuns de música e dvd's de filmes.

1. Canetas

Apesar de já não fazerem propriamente parte do meu dia-a-dia, as canetas coloridas (esferográficas, não de filtro, atenção) serão sempre o equivalente ao my precious do Senhor dos Anéis. Segundo consta herdei este interesse do meu bisavô materno, portanto vou utilizar esse facto como desculpa para a minha obsessão. Sempre fui um amante de cores e, como tal, adorava poder escolher que tons utilizar quando escrevia apontamentos nas aulas. Não vos consigo explicar o enorme gozo que me dava ter o estojo a rebentar de canetas. Não me atrevo a contá-las, até porque muitas já foram inevitavelmente fora, mas cheguei a ter mais de uma centena, sem exageros. 

2. Cromos

A colecção mais original da História, eu sei. Como muitos de vós, em tempos pertenci àquele grupo irritante de crianças que devoravam batatas fritas e bollycaos (quando ainda eram bons), em busca do tazzo ou cromo de oferta. Que nostalgia enorme só de me lembrar dessa época. Como não podia deixar de ser, acumulei tantos mas tantos "brindes", fossem meus ou de amiguinhos que arranjava maneira de me darem os deles, que cheguei a ter uma caixa enorme só para poder guardar tudo. Se não me engano, penso que ainda os tenha algures num baú, e não, ainda não estou preparado para me livrar deles embora.

3. Posters

A adolescência não é apenas sinónimo de acne, também é de posters no quarto. Am I right? O certo é que a dada altura, além das quatro paredes completamente tapadas por imagens de artistas, filmes, etc. cheguei ao cúmulo de expandir o território para o tecto. Sim, leram bem. A minha mãe ficava doente cada vez que entrava no meu quarto, mas eu vivia para aquilo. Organizava os posters e fotografias ao milímetro e seguia uma lógica estética que, na altura, me parecia bastante óbvia. Anos mais tarde é que percebo os graus de estupidez que emanavam daquele jovem, mas sabem que mais? Voltava a fazer o mesmo. Não me livrei deles, continuam meticulosamente arquivados em micas/dossiers, plural.

4. Revistas

Há quem coleccione edições da Vogue nas suas mesas de chá, o Ricardo não era tão elitista. Da Mariana à GQ, se viessem parar às minhas mãos, já não viam a luz do dia. Em minha defesa, nunca gastei dinheiro a comprar esse tipo de artigos, mas acabei por ficar com um conjunto astronómico de revistas que não interessavam para nada. Há uns anos atrás, numa das minhas limpezas-gerais, deitei tudo fora e questionei seriamente a minha sanidade mental ao ter deixado as coisas chegarem àquele ponto. É que se fosse por uma entrevista ou sessão fotográfica interessante, mas não. 

5. Sacos

Sinto-me sempre ridículo quando falo sobre isto mas sim, coleccionei sacos. Aquilo que começou inocentemente ao guardar um ou outro no armário, originou um exército deles. Na publicação do "Hoarder in the making" falei sobre isto mas, basicamente, um dia acabei por desenterrar dezenas e dezenas de sacos que fui guardando ao longo dos anos. "Grandes, pequenos, minúsculos, de papel, de plástico, até de Natal". O pensamento de "ah, pode dar jeito" ou "são giros" não é mais que uma desculpa esfarrapada para acumular lixo. Confesso que ainda tenho alguma dificuldade em não cair nos mesmos hábitos, mas estou definitivamente melhor.


Quais foram/são as vossas maiores ou mais estranhas colecções? Temos alguma em comum?

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Lady Gaga, "The Cure"


Ao fim de quatro dias de cama a tentar recuperar de uma amigdalite e tudo de bom que vem de arrasto, eis que a Lady Gaga me presenteou com uma cura alternativa, música nova! (só é pena que não seja suficiente para aniquilar as minhas enxaquecas). Apresentada pela primeira vez no seu show no Coachella, "The Cure", é um aperitivo para o que está por vir. Se a Joanne morreu e vem aí um novo álbum ou EP, não sabemos, mas o importante é que não fique por aqui.

Após preencher a vaga deixada pela Beyoncé como cabeça de cartaz do maior festival de música da Califórnia, a Gaga sabia que todos os olhos estariam postos nela. Tal como aconteceu no Super Bowl, a performance foi recheada de êxitos, coreografias ousadas e momentos de cumplicidade com o público, mas o que realmente deu que falar foi o lançamento surpresa do novo single.

"The Cure" é um verdadeiro hit pop com influências tropical house que fazem lembrar um pouco o som da era The Fame, de 2008,  e canções como "Eh, Eh" e "Second Time Around", em vez da vibe country/rock do disco Joanne. Como nunca se pode agradar a todos, já há quem chore que a música é "demasiado genérica", mas quando ouviram as faixas do último trabalho reclamaram que "não era comercial e seria um flop"... Ugh! Entretanto já alcançou a 1ª posição em tops de  +50 países, portanto a resposta geral do público tem sido muito positiva.

Sinceramente, estou bastante satisfeito com este single. Apesar de não ser muito elaborado e ter um refrão pouco pujante, é simples e permite que a mensagem fale por si só. É o hino que precisávamos para este Verão e vai passar muitas vezes na minha playlist.

Quanto à Lady Gaga, vai voltar a ser acompanhada no deserto durante o próximo fim-de-semana, por Kendrick Lamar, Radiohead e outros 100 artistas, para a 18ª edição do festival. Um pormenor que considero igualmente pertinente e importante sobre a participação da Mother Monster: pela primeira vez numa década, uma mulher foi uma das headliners do evento. Yikes!


Já ouviram "The Cure"? Gostam ou nem por isso? 

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