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domingo, 1 de janeiro de 2017

Happy New Year!


Antes de mais, Feliz Ano Novo!

Pois é, ausentei-me por uma semana mas infelizmente não foi para relaxar. A verdade é que a minha vida profissional sofreu algumas mudanças e, após mil e uma situações de pára-arranca, fiquei inevitavelmente desgastado. Mas não se preocupem, estou bem. Fisicamente exausto, mas bem.

Não podia deixar de desejar a todos vocês, que me acompanham aqui ou por outras redes sociais, um óptimo 2017 e que seja melhor que o anterior. Pode ser cliché, mas espero que consigam realizar os vossos sonhos, por muito difíceis que aparentem ser. O importante é não desistir.

Ainda hoje arrancam os Ghostly Walker Awards, onde celebro os meus favoritos na indústria Musical, Cinematográfica e Televisiva. Não percam!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

5 Filmes para (re)ver no Natal


No ano passado prometi a mim mesmo que não ia sucumbir à pressão de elaborar uma playlist e lista com filmes de Natal. Tenho uma certa aversão a contribuir para a produção em massa de publicações deste género, mas parece que foi mais forte que eu. Dito isto, optei por obras cinematográficas que, não sendo necessariamente as mais óbvias  motivo pelo qual não vão encontrar "Home Alone", "Love Actually" ou "Nightmare Before Christmas" , são uma boa opção para vos acompanhar durante o fim-de-semana.

#1. GREMLINS (1984)
TRAILER: AQUI

Nem sequer era nascido quando estreou mas posso resumi-lo numa palavra: Gizmo. Aquela criatura felpuda é absolutamente amorosa! Gremlins pode não ser uma obra-prima do cinema mas marcou uma geração. Quem é que não se lembra das três regras fundamentais para cuidar de um Mogwai?Com uma premissa original e igualmente ridícula, este é provavelmente dos filmes que melhor recordo da minha infância. Vibrava cada vez que a SIC se lembrava de o transmitir e acredito que o meu entusiasmo se mantivesse se voltasse a acontecer.

P.S.: Continuo convicto que os Furbys (lembram-se deles?) não passam de uma tentativa falhada de replicar a fofura daquele ser icónico. 

#2. EDWARD SCISSORHANDS (1990)
TRAILER: AQUI

Perdi a conta à quantidade de vezes que fiquei colado ao ecrã a ver "O Eduardo Mãos de Tesoura", mas acabou por se tornar numa espécie de tradição pessoal. Há quem fique espantado quando digo que este é o meu filme favorito do Tim Burton mas, não há como não o adorar. Os cenários coloridos, as vizinhas alcoviteiras  que poderiam ter sido inspiradas em várias pessoas que conheço , e a tremenda prestação do Johnny Depp, são razões mais que suficientes para convencer qualquer um. Além do mais, tem uma vibe festiva rejubilante. Imaginem lá a cena da Winona Ryder a rodopiar ao lado da escultura de gelo. Agora quero vê-lo outra vez!

#3. BRIDGET JONES'S DIARY (2001)
TRAILER: AQUI

Há certos papéis que marcam a carreira de um actor e, para mim, a Renée Zellweger será sempre a Bridget Jones. Aqui entre nós, confesso que durante anos acreditei piamente que ela era mesmo britânica! Esta comédia romântica conquistou os corações de milhares de pessoas e tornou-se num verdadeiro hit, especialmente na Europa. Aliás, há que relembrar que a Renée recebeu uma nomeação ao Óscar de Melhor Actriz graças a este filme. Juntamente com Colin Firth e Hugh Grant, Bridget Jones's Diary é divertido, emocionante, sassy e altamente relatable. Além do mais, é refrescante ter como protagonista uma personagem feminina que não se enquadra necessariamente no cliché da donzela boazona em apuros. Sem dúvida uma das longas metragens que mais gosto de ver, independentemente da altura do ano.

#4. KRAMPUS (2015)
TRAILER: AQUI

Cansados de ver sempre as mesmas histórias de terror repetidas vezes sem conta? Então este filme é ideal para vocês. Passado inteiramente no Natal, Krampus revelou-se uma agradável surpresa. Sim, o conceito chega a roçar no absurdo, mas consegue a proeza de ser simultaneamente cómico e assustador  ainda que em doses modestas. Com um elenco repleto de nomes conhecidos como Toni Collette e Adam Scott, esta é uma óptima alternativa às comédias românticas típicas da época. Acabamos por nos envolver de tal forma no drama vivido por aquela família disfuncional que, num abrir e fechar de olhos, chegámos ao fim como se o tempo tivesse voado. 

#5. CAROL (2015)
TRAILER: AQUI

Após ocupar a 13ª posição no meu "TOP 20 MOVIES OF 2015", Carol, mantém-se como uma das produções mais fortes e memoráveis do ano passado. Descrevi-o como "o sonho molhado de qualquer entrega de prémios", mas é muito mais que isso. Apesar de estar à espera de mais, é impossível ficar indiferente à química entre a Cate Blanchett e a Rooney Mara. Neste melodrama lésbico um pouco previsível, em nenhum momento as duas protagonistas foram objectificadas. Até mesmo nas cenas mais quentes foram exploradas de forma delicada e elegante, como de resto, deveria acontecer com mais frequência em Hollywood.

#BÓNUS: THE HOLIDAY (2006)
TRAILER: AQUI

Referi no início do post que ia abstrair-me de filmes mais óbvios mas não pude deixar de incluir este. Como tenho uma amiga que faz anos a 19 de Dezembro, vi-o no cinema num dos seus aniversários. Se na altura entrei na sala contrariado, saí de lá satisfeito por não ter gasto dinheiro em vão. A narrativa é simples, repleta de clichés, mas eficaz. Nesta altura, não há nada como um cheesy movie. Com um elenco de luxo que reúne a Kate Winslet, Cameron Diaz, Jude Law e o Jack Black  que curiosamente apresenta uma das melhores interpretações da sua carreira  é daquelas comédias românticas que tão depressa nos fazem sorrir como acabar desfeitos em lágrimas. A cena entre a Diaz, o Law e as filhas dele naquela "tenda" improvisada há de ficar para sempre na minha memória. Por muitas vezes que passe na televisão, deixa-me sempre feliz.


Já viram estes filmes? Qual é o vosso favorito?

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

I ❤ CHRISTMAS


Correndo o risco de começar a soar como um disco riscado, adoro o Natal. É verdade que o salto astronómico que acontece com o fim do Halloween e a publicidade natalícia em massa me incomoda mas, por outro lado, é um óptimo pretexto para prolongar a minha festividade favorita.

Não consigo encontrar uma razão específica para esta "fixação", mas penso que as decorações/ambiente têm um grande peso. As ruas enchem-se de luzes que fixas ou a piscar me aquecem o coração. Nas lojas ecoam as musicas típicas, como o eterno christmas anthem, "All I Want For Christmas Is You"  que já agora, sou capaz de ouvir em pleno Verão. Até os centros comerciais, outrora aborrecidos, se transformam como uma abóbora numa carroça.

Todo o processo de montar a árvore, colocar as luzes e os adornos, deixa-me genuinamente feliz. É como se durante aquele espaço de tempo voltasse a ser criança, sem qualquer preocupação ou responsabilidade. Deviam vender isso em frascos, eu comprava.

Com o passar dos anos, e graças à crise, aprendi a dar mais valor à companhia das pessoas e a preocupar-me menos com a parte consumista. Sim, como qualquer pessoa gosto de receber presentes, mas se não acontecer, não faz mal. Importante são os momentos em família, à volta da mesa de jantar, enquanto se contam as mesmas histórias do costume. A sério, não há nada melhor que isso. Quer dizer... só se for mesmo a comida!

Sou um autêntico foodie  convido-vos a reler a publicação "TENTAÇÕES SAZONAIS"  e como tal, perco a cabeça com os doces desta época. Dos sonhos recheados às azevias, passando pelas rabanadas e pastéis de massa filó, venha o diabo e escolha. Só de pensar estou em modo São Bernardo, a babar o teclado todo. 

Como não podia deixar de ser, as pessoas à minha volta não acham grande piada ao Natal. Juro-vos que não percebo como é que estas coisas parecem só me acontecer a mim. Resultado, torno-me involuntariamente naquele membro da família chato que parece querer forçar todos a partilharem do espírito natalício. Até tenho medo de falar demasiado e agoirar mas, pretendo continuar.


Gostam do Natal ou pertencem à equipa Grinch? Se sim, qual é a vossa parte favorita?

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Walking Dead Natalício


Verdade seja dita, na altura do Natal o povo fica mais estúpido. Os centros comerciais tornam-se zonas de alto risco para mortais indefesos e lojas como a Primark ou Toys R Us, cenários de guerra. A não ser que sejam extremamente estratégicos nos vossos horários, arriscam-se a ser linchados ou pior, enfrentar a terrível corrente de zombies que se arrastam com o mesmo entusiasmo com que o burro olhou para o palácio.

Farto de ver a maldita árvore de Natal gigante em 99% dos instagrams portugueses, resolvi perceber qual era o alarido. A baixa lisboeta já é naturalmente movimentada mas, agora então, é para esquecer. Sim, as ruas estão lindas e altamente decoradas, mas não sei até que ponto vale a pena. Depende muito da vossa paciência.

Certo é que o passeio que era suposto ser calmo, se tornou numa prova de resistência bastante stressante. Para qualquer lado que me virasse estava alguém a morrer, como se o limite de velocidade pedestre fosse -5. Uma coisa é fazer uma breve paragem para fotografar algo, outra é ficar o tempo suficiente para os meus netos terminarem o curso.

Chegado ao Terreiro do Paço, pensei duas vezes se não estaria prestes a começar uma flash mob ou se tinha entrado no cenário de um episódio especial de Walking Dead. "À pinha" é pouco para descrever o que eu vi em volta daquele gigante luminoso a que chamam de árvore. Vá, é visualmente apelativa e a ideia de podermos "entrar" lá dentro é interessante, mas estava pior que o metro da linha verde em hora de ponta. 

Não sei se a quantidade de luzes a cima de normal encadeia as pessoas e as faz perder capacidades motoras mas é algo que deveria ser investigado.


No Natal as pessoas ficam mais estúpidas?

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

I Paid For It | 4 Filmes

(Tentar fotografar num dia de nevoeiro e sem luz natural é obra. I Tried!)
No seguimento da última publicação sobre a minha aquisição de quatro DVD's da sétima arte, pensei "porque não falar deles?". Independentemente de já os conhecerem ou não, aqui fica a minha breve opinião sobre cada um deles.


1. Inception (2010)
NOTA: 9/10 | TRAILER: AQUI

Há filmes que não saem da nossa memória e este é um deles. Estava no meu primeiro ano da Universidade quando estreou e mantém-se até hoje como um dos meus favoritos. O jogo entre ilusão vs. realidade nem sempre resulta, mas aqui, é mágico. Contrariamente a outras produções do género, a narrativa é inteligente e a atenção ao detalhe é algo fora de série. As sequências de acção combinadas com visuais de nos deixar de boca aberta, oferecem ao espectador uma viagem alucinante por este universo subconsciente/alternativo. Chegamos ao final com uma vontade enorme de andar para trás e começar tudo de novo. It is that good.


2. Boyhood (2014)
NOTA: 9/10 | TRAILER: AQUI

Não existem palavras para descrever Boyhood. É tão estranho como alguns filmes nos conseguem tocar tanto. Não é uma história de outro mundo, mas é exactamente essa a sua beleza. É a vida. Só isso. A vida e todos os seus altos e baixos. Desde mudar de casa com a nossa família, discutir constantemente com o irmão que consegue melhores resultados, bullying, a pressão dos grupos, ver pornografia pela primeira vez, os anos awkward da adolescência, a terrível fase do acne, os 1001 cortes de cabelo, o primeiro amor, a primeira namorada, o primeiro desgosto, questionar tudo no mundo, ir para a Universidade, sentirmo-nos perdidos em relação ao futuro e por aí em diante. É assustador o quão rápido o tempo passa.

Uma das minhas partes favoritas, além do facto de ter sido filmado durante 12 anos e com os mesmos actores, é a importância da música. A primeira cena abre com a "Yellow" dos Coldplay e, com o passar do tempo, também a banda sonora evolve. Se pensarem nisso, a música é quase como o narrador tanto da história como das nossas vidas. É mesmo! Algumas canções conseguem transportar-nos no tempo, para um determinado período da nossa existência, e é a sensação mais incrível de sempre. Até quando a irmã da personagem principal canta ao irmão a "Oops... I Did It Again" da Britney, quando eram pequeninos, lembrou-me de quando vi o videoclip pela primeira vez. Não sei, acho que já estou a divagar. A interpretação da Patricia Arquette é sólida e comovente (venceu o Óscar de Melhor Actriz Secundária). O diálogo final matou-me. Enfim, é fantástico. Se ainda não viram, recomendo que o façam.


3. The Babadook (2014)
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

Aclamado pela crítica, The Babadook foi considerado um dos favoritos de 2014, e um dos melhores filmes de terror de sempre. Passados dois anos, o filme australiano continua a dividir opiniões. Confesso que inicialmente tive as minhas dúvidas, mas quanto mais pensei sobre a história, apercebi-me do quão boa era. Se estiverem à espera de saltos constantes e mulheres com cabelo preto e vestidas de branco a vaguear por um corredor, não vale a pena verem. A forma inteligente como personificaram a dor física e sentimento de perda da protagonista, para a figura do dito "monstro", é extremamente inteligente. A cinematografia é excelente, não existem aqueles clichés ultrapassados do género e o desempenho da Essie Davis e do pequeno Noah Wiseman é simplesmente genial. 


4. The Theory of Everything (2014)
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

Provavelmente o mais popular dos quatro mas, neste caso, justifica-se. Tendo em conta que desconhecia o trabalho e vida daquele que é considerado um dos mais importantes astrofísicos de todos os tempos, fiquei fascinado com a história do Stephen Hawking. O Eddie Redmayne representou-o de forma sublime e mereceu com toda a certeza o Óscar de Melhor Actor. A maneira como se entregou à personagem é arrepiante. Apoiado da igualmente talentosa Felicity Jones, o par conseguiu estabelecer uma ligação intensa e rica em conteúdo. Momento da vergonha, chorei de tal forma com o final que até solucei. Não têm de quê por esta imagem tão bonita.


Já viram algum dos filmes? Qual é o vosso favorito?

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