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segunda-feira, 10 de agosto de 2015

TOP 5 | Clássicos da Disney






















Fiquei bastante feliz e surpreso com a boa recepção que o "TOP 5 | Filmes de Animação" teve. Tal como vos tinha dito, não considero os filmes animados a minha praia, mas se calhar até devia. Como namoro com uma super fã da Disney que sabe praticamente todas as letras das músicas, e até de algumas falas dos clássicos, acabo por me sentir sempre inferior por comparação haha.

Em relação ao outro, este top foi mais complicado. Tirando os primeiros três lugares, acho que alterei as restantes posições umas cinco vezes. Para não fugir ao que referi anteriormente sobre "para mim um 'clássico'  é um filme mais antigo e com uma princesa típica do género 'Branca de Neve'", resolvi a questão com um "bónus" (uma sexta posição, vá).

Para não acontecer como da outra vez em que me sugeriram que visse filmes que referi nas menções honrosas, recordo-vos que no final do post poderão encontrar os clássicos que ficaram de fora da lista.

#Bónus. Lilo & Stitch (TRAILER)

Lembro-me como se fosse hoje, tinha 10 anos quando vi o 'Lilo & Stitch', numa espécie de videoteca com uma mini sala de cinema, em Alcântara (não me recordo do nome). Era Verão e na altura estava na "Praia e Campo", o equivalente às "Férias Jovem" que existem agora. Desde então manteve-se como um dos meus filmes favoritos da Disney. Inicialmente ocupava a quarta posição da lista, mas devido à questão das princesas acabei por colocá-lo como "bónus". Adoro a relação tumultuosa da Lilo com a irmã mais velha e as peripécias em que se metem quando adoptam um alien a pensarem que era um cão. O que me faz ter um carinho especial por 'Lilo & Stitch' é mesmo a mensagem do filme: "Ohana quer dizer família e na família ninguém é deixado para trás ou é esquecido".


#5. The Little Mermaid (TRAILER)

Nomeado para três e vencedor de dois Óscares, 'A Pequena Sereia' é, possivelmente, o clássico da Disney com a melhor banda sonora. Música à parte, é daqueles filmes em que gosto de todas as personagens, até da vilã Ursula! Além do peixe Flaunder que adoro, há que admitir que a Ariel e o Eric são dos casais mais bonitos da Disney.

#4. Snow White and the Seven Dwarfs (TRAILER)

Seria um sacrilégio não referir o primeiro clássico da Disney (1937) no meu top 5. Como tinha uma cassete em casa (dobrada em brasileiro), tenho uma certa conexão emocional com 'A Branca de Neve e os Sete Anões'. Por muito que a história tenha sido recontada e completamente assassinada em mil e uma versões diferentes, não há nada como a "bruxa má" original. O disfarce de velhota assustadora com uma verruga enorme no nariz de picareta e um riso maquiavélico há de ficar para sempre na minha memória.

#3. Aladdin (TRAILER)

Segundo a minha namorada o motivo pelo qual gosto tanto do 'Aladino' é por ser parecido com ele. "És um 'rato de rua'" (alcunha do Aladdin), diz-me ela. O que eu sofro! Continuando, sempre gostei deste filme e a verdade é que nem sei porquê. Nunca gostei muito do Génio, mas ao menos a música 'A Whole New World' é das minhas favoritas. Quanto ao casal protagonista, pode ser um cliché, mas até da história de amor entre a menina rica e o rapaz pobre eu acho piada. Ah! Os "cenários" são de tirar o fôlego.


#2. The Hunchback of Notre Dame (TRAILER)

Tecnicamente não existem "princesas" nesta história, mas o filme é uma autêntica obra de arte que seria um crime não o colocar em segundo lugar. Não, não é o habitual "clássico da Disney", mas é essa imperfeição (perceberam?) que me faz gostar tanto do 'Corcunda de Notre Dame'. Cada vez que me lembro do Quasimodo a observar as pessoas na rua sem poder saír da "prisão" a que chama casa, parte-me o coração. Sem dúvida uma das apostas mais sombrias e tristes da Disney, mas a vida é mesmo assim. Considero a Esmeralda uma das personagens mais bonitas de sempre, e o Frollo um dos piores e mais depravados vilões alguma vez criados.


#1. Beauty and the Beast (TRAILER)

Além de ser um dos filmes da Disney com mais nomeações aos Óscares, "A Bela e o Monstro" foi a primeira longa-metragem animada a receber a indicação na categoria de 'Melhor Filme'. A banda sonora é fantástica e é de louvar uma protagonista intelectual que prefere ler a sonhar com príncipes encantados. Por falar em livros... a biblioteca do Monstro foi retirada dos meus sonhos. Quer dizer, é a origem da minha vontade em ter uma sala com estantes cheias de livros de uma ponta à outra.
Em relação ao desfecho final, pobre Bela. Acabou com o príncipe mais horrível de todos os tempos. Sempre que vejo o filme (sim, de vez em quando ainda sou capaz de o fazer), torço sempre para que ele se mantenha um "monstro". Lamento, mas o aspecto "bestial" consegue ser bem melhor e mais ternurento do que a forma humana.

MENÇÕES HONROSAS: 'O Rei Leão', 'Tarzan', 'Hércules', 'Cinderela'.


Conheciam e/ou gostam de algum destes filmes? Quais são os vossos clássicos favoritos?

sábado, 8 de agosto de 2015

Racismo à la Trump

Antes de mais, peço-vos que vejam o vídeo de 3 minutos.


Para celebrar o futuro aniversário do seu filho, Norma e Carlos Vasquez foram desfrutar de uma refeição no restaurante IHOP, nos Estados Unidos. A dada altura, a mãe começou a falar em espanhol, a sua língua materna, com Carlos. Aparentemente este facto não caiu bem a uma mulher que se encontrava na fila para pagar, começando de imediato a repreender a Sra. Vasquez. 

Segundo a racista, se estão em solo americano, não podem falar espanhol. Chegou ao cúmulo de sugerir que, se a Norma quisesse falar nesse idioma, deveria voltar para a Espanha. Carlos sai em defesa da sua mãe, e até informa a agressora que a progenitora não é espanhola. "Espanhol vem de Espanha. Eu sei, já lá fui", responde-lhe. Não só é racista como é ignorante. Por essa ordem de ideias, quando visitou os nuestros hermanos, será que falou exclusivamente o idioma oficial do país? Além do mais, alguém que anda a pregar aos peixes deveria saber que o idioma "inglês" é originário do Reino Unido, logo, talvez fosse o caso de a mandarem de volta para Inglaterra. 

A seguir seguiram-se uma série de proclamações sem qualquer sentido sobre o fascismo e o nazismo. Não sei até que ponto a sanidade da mulher está intacta, mas nada lhe dá o direito de atacar alguém desta maneira. Se por falar num idioma diferente do seu o resultado é este, imagino como seria se a senhora Vasquez por acaso fosse contra ela na rua. Chamava a polícia!

Aplaudo o comportamento do Carlos que apesar de ver a mãe a ser enxovalhada, falou calma e correctamente com a racista, sem nunca descer ao seu nível. O momento em que a Norma se emociona e chora as palavras "Eu SEI falar inglês" acabaram comigo. É revoltante.

Ainda há quem diga "o racismo já não existe". Abram os olhos. O racismo está presente e fincado na sociedade, seja ela americana ou portuguesa. Não bastava a máscara do Donald Tr(u)ampa finalmente ter caído, como agora até a Kelly Osbourne faz comentários infelizes sobre a comunidade latina. Nem me vou prolongar sobre esta última personagem porque depois do que ela fez com a Giuliana Rancic no Fashion Police, devia estar bem caladinha.

A verdade é que como a mulher do vídeo, existem muitos trumpinos por aí. Pergunto-me o que é preciso acontecer para acabar de uma vez por todas com a descriminação racial?

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

MOVIE LOUNGE | 'Inside Out' (2015)


Olá, sou o Ricardo, tenho 23 anos, e chorei a ver o 'Inside Out'. Nem o filme tinha começado e já me tinha emocionado com a curta metragem "Lava" que exibiram. Damn you Pixar! 

Não sou pessoa para gastar dinheiro a ver filmes de animação no cinema, mas fui vê-lo na semana passada e não me arrependo. Se pertencerem ao reduzido grupo de pessoas que ainda não o viu, vamos à sinopse.


A história centra-se no que se passa dentro da cabeça de Riley, uma menina de 11 anos que se mudou para San Francisco com a família. A Alegria, o Medo, a Raiva, a Repulsa e a Tristeza são as cinco emoções que vivem no quartel-general do seu cérebro, onde a Alegria - a capitã - tenta equilibrar os estados de espírito, ao mesmo tempo que tenta fazer com que a vida de Riley nunca deixe de ser feliz. 

A trama intensifica-se quando a Alegria e a Tristeza, as emoções mais importantes, acidentalmente se perdem dentro do cérebro da menina. Com o centro de controlo sem a Alegria a comandar, o poder fica nas mãos do Medo, da Raiva e da Repulsa, e Riley perde completamente a sua identidade. Numa viagem atribulada contra o tempo, as duas emoções opostas vão ter que colocar as suas diferenças de lado e unir esforços para conseguirem regressar ao seu posto de origem.



Não tenciono fazê-lo, mas se revelar demasiado, peço desde já desculpa. Um dos aspectos que mais me fascinou nesta história foi a maneira simples e eficaz com que o público se apercebe que sem a tristeza as nossas emoções não funcionam correctamente. A própria personagem "Alegria" menosprezou e desvalorizou a importância do estado de espírito oposto ao seu durante grande parte do tempo. Felizmente acabou por entender que a Tristeza também é essencial para o desenvolvimento e crescimento da mente.



Além das cinco emoções mencionadas, falta referir uma personagem de extrema importância: Bing Bong, o amigo imaginário de infância de Riley. Entrei oficialmente em terreno pantanoso. O seu papel na história acaba por ser o de um veículo para o sucesso da missão da Alegria e da Tristeza. Ao fim ao cabo, representa o crescimento e transição da criança para a adolescência. 

O elefante que em vez de lágrimas chora doces pode ter conquistado o meu coração mas, curiosamente, a personagem que mais me fez rir foi a Tristeza. Ao contrário da Alegria que só por si se torna irritante, a Tristeza consegue brilhar sozinha. Não vou negar que passado algum tempo já ninguém a podia ouvir, mas a maneira como ela se queixava e as expressões que utilizava eram hilariantes. Lá está a questão do meio termo entre estas duas emoções.


Alguns pais criticaram o facto desta longa metragem ter uma certa carga emocionalmente pesada. Lamento imenso mas quem é que disse que o género animado tem que ser obrigatoriamente vazio? Se preferem uma história sem qualquer conteúdo, aconselho-vos a ver os 'Minions'
Sim, compreendo que este seja um trabalho melhor compreendido por um público mais velho, mas os elementos de comédia não têm limite de idade. Quanto aos momentos mais emocionais, não é nada que uma criança não consiga tolerar.

O conceito de 'Inside Out' ganha pela criatividade e por uma narrativa cuidada que nos deixa a pensar. Aconselho-vos a assistirem aos créditos, não se vão arrepender.

Classificação IMDb: 8.6/10
Classificação Ghostly Walker: 8/10

Já viram o 'Inside Out'? Qual é a vossa opinião sobre o filme?

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

TGW Recomenda | 'Unbreakable Kimmy Schmidt'


De facto já se passou algum tempo desde que respondi à TAG "Viciado em Séries". Depois de a referir como a série que queria começar a ver, não perdi muito tempo e tratei logo assunto. Dois meses depois de completar a primeira temporada, chegou a hora de falar sobre 'Unbreakable Kimmy Schmidt'. 


Ellie Kemper (The Office), interpreta a protagonista Kimmy Schmidt, uma jovem que passou 15 anos presa com outras três mulheres num bunker. Vítimas de um fanático religioso (John Hamm, Mad Man) que as convenceu que o mundo tinha acabado, são salvas e forçadas a redescobrir o mundo em que vivem. Não querendo voltar para a cidade natal, onde foi sequestrada, Kimmy decide mudar-se para New York e iniciar uma vida adulta e independente. Não demora até conseguir encontrar alguém para dividir um apartamento, Titus Andromedon (Tituss Burgess, 30 rock), e até um emprego na casa de uma madame rica (Jane Krakowski, 30 Rock).

Quando li a sinopse fiquei um pouco apreensivo, mas bastou um episódio para ficar viciado. Em dois dias despachei os 13 episódios de 20 minutos. Admito que se tornou na minha nova série favorita de comédia. Sem dúvida uma das grandes surpresas televisivas de 2015. Até a abertura está espectacular!

Juntamente com Robert Carlock, Tina Fey conseguiu criar uma série inteligente, hilariante, e repleta de personagens complexos e absolutamente cativantes. Não é segredo nenhum que a comediante é fã de histórias exageradas, roçando no absurdo. No entanto a trama também aborda temas sérios como o divórcio e a independência financeira. O melhor exemplo deste caso é a personagem Jaqueline Vorhees, que nos surge como uma dondoca excêntrica e superficial, e que sei vai encontrando ao longo da temporada. Apesar de continuar com as suas manias estranhas, aprendemos a gostar e simpatizar com ela. 

Embora me divirta imenso com as peripécias que a protagonista enfrenta por ter ficado completamente fora da sociedade durante uma década e meia, o melhor amigo gay em busca de fama é a melhor personagem. É impossível aguentar uma cena com o Titus sem nos rirmos pelo menos três vezes. Não é por acaso que recebeu uma nomeação para os Emmys graças a este papel. Além do mais, presenteou-nos com a fantástica e estranhamente cathcy "Peeno Noit" (e sim, é mesmo ele que canta!):



Já viram a 'Unbreakable Kimmy Schmidt'? Ficaram curiosos?

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

O Estigma dos Educadores de Infância Masculinos


Em quatro Verões a trabalhar directamente com crianças, foi a primeira vez que me senti um pouco desconfortável. Tenho imenso jeito para lidar com os pequeninos, e divirto-me imenso com eles. O problema é que já sou um adulto e há certas coisas que podem dar mau aspecto.

Qualquer pessoa com acesso aos media sabe que o mundo está podre. Praticamente todos os meses, e ultimamente dias, ouvimos falar de casos de pedofilia e/ou violação por parte de homens a menores. Como é que posso estar à vontade a fazer o meu trabalho quando sei que existe esta nuvem negra sobre a minha cabeça? Não é justo que por uns paguem os outros, mas a vida é mesmo assim. 

Aproveito para esclarecer que nunca tive nenhuma situação desagradável no meu trabalho. Apenas não me conseguia sentir 100% confortável como as minhas colegas raparigas. Para quem já trabalhou ou tem crianças na família, sabe que algumas conseguem ser bastante afectuosas. Devido à sua altura reduzida muitos dos miúdos chegam-nos à zona da cintura. Ora, actos inocentes como receber um abraço perto daquela área corporal, torna-se quase impensável. E se alguns pais vissem e não gostassem? Hoje em dia tudo é visto com outros olhos. Como resultado às vezes acabava por passar um certo distanciamento com alguns pequeninos. Não me interpretem mal, não fiquem a achar que não lhes ligava nenhuma ou que era "mau". Nada disso. Só tentava evitar qualquer demonstração de afecto.

Num universo esmagadoramente feminino, os poucos educadores no activo têm que enfrentar o preconceito de género e a questão da suspeita de abusos sexuais. "Educadores masculinos? Ou são gays ou pedófilos". Infelizmente é impossível fugir a estereótipos nesta profissão. O pior é que a pedofilia feminina, apesar de mais silenciosa, também existe. Ainda há cerca de umas duas ou três semanas atrás saiu uma notícia de uma mãe que abusava da filha juntamente com três homens. O certo é que em termos de divulgação, e talvez pela ausência ou dificuldade em identificar sinais claros de abusos, raramente ouvimos falar destes casos "invertidos". 

À conversa com uma das minhas colegas que estudou para ser Educadora de Infância, as minhas suspeitas confirmaram-se. Ela contou-me que um colega de curso foi alvo de queixas de alguns pais por ser um "homem a cuidar de crianças". Sabem o que é mais triste? É que nem posso julgar esses progenitores. Com tudo o que se ouve por aí, se fosse com um filho meu, também não ia achar piada nenhuma. Podera que raramente encontremos um indivíduo do sexo masculino em serviços infantis. 

Pessoalmente considero importante a presença de ambos os sexos na educação pré-escolar. Não nos podemos esquecer que nessa idade as crianças estão a construir da sua própria identidade de género. A presença de homens nesta profissão possibilita tanto a meninos como a meninas modelos masculinos mais flexíveis, e consequentemente, menos estereotipados.

Já tiveram um educador masculino? Sentiam-se à vontade se os vossos filhos tivessem um?

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