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domingo, 7 de janeiro de 2018

TGW Awards: Top 10 TV Series of 2O17


Compilar uma lista com as melhores séries do ano é sempre uma tarefa ingrata, especialmente para quem acompanha tantas como eu. A televisão conseguiu algo inédito e superou largamente o grau de produtividade e qualidade em relação ao cinema. Não é por acaso que cada vez mais ícones do grande ecrã estão a fazer a transição para o "pequeno".

Contrariamente aos últimos dois, a corrida ao título de "Melhor Série do Ano" foi bastante renhida em 2017. Posso dizer-vos que ao longo do tempo tive três opções diferentes no primeiro lugar do pódio, sendo que as restantes posições também mudaram constantemente. Das 80 que acompanho, parecia-me injusto limitar-me a um top 10. Além das menções honrosas, resolvi aumentar a lista para 20, de modo a poder expor mais produções merecedoras. Se as vossas favoritas não forem referidas ao longo desta publicação, talvez se deva ao facto de não as ter visto.

Numa análise rápida e superficial, fiquei de boca aberta com o upgrade narrativo que as segundas temporadas de várias séries receberam. "The Exorcist", "Channel Zero" e "Better Things" são apenas algumas das produções que parecem ter recebido um elixir de pujança criativa. No departamento das comédias também tivemos grande concorrentes como a recente "Glow", "Unbreakable Kimmy Schmidt", "You're The Worst" e "Younger". Ainda assim, o que realmente mexeu com o meu coração foi o tacto que algumas tiveram em lidar com a morte de personagens principais, nomeadamente "Jane The Virgin" e "Nashville". Em vez de se apoiarem na bengala temporal de "X anos depois", e ignorarem por completo o que aconteceu não. O luto foi feito de maneira prolongada, real e extremamente comovente. Confesso que chorei bastante e isso só comprova o quão convincente foi o trabalho deles. Por falar em coisas tristes, despedimos-nos de demasiadas séries boas para o meu gosto, desde "Orphan Black" e "Girls" a "Broadchurch" e "Bates Motel", nem sei o que vos diga.

Abomino escrever sinopses e pior ainda quando tenho que o fazer para séries com mais do que uma temporada, portanto dêem-me um desconto. Como nunca sei ao certo o que revelar ou não, é preferível deixar o aviso da praxe, atenção aos spoilers.

MENÇÕES HONROSAS: BLACK MIRROR | MR. ROBOT | GIRLS | BATES MOTEL | HOW TO GET AWAY WITH MURDER | NASHVILLE | TABOO | 13 REASONS WHY | FARGO | GRACE & FRANKIE | THE CROWN | 

20. Stranger Things, Season 2
19. The Exorcist, Season 2
18. Oprhan Black, Season 5
17. The Good Fight, Season 1
16. Insecure, Season 2
15. Jane The Virgin, Season 4
14. You're The Worst, Season 4
13. Glow, Season 1
12. Channel Zero, Season 2
11. Transparent, Season 4

.10.. Younger”, Season 4
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

Baseada no livro de Pamela Redmond Satran e criada por Darren Star (Sex and the City), Younger tem sido um verdadeiro caso de sucesso. Aclamada pela crítica e atraindo números gigantescos de espectadores norte-americanos quando está no ar, tornou-se num dos meus guilty pleasures. Sabem aquelas séries que nos deixam genuinamente felizes por saber que já saiu um novo episódio? É isso mesmo.

Nesta quarta temporada, continuamos a acompanhar Liza, uma mãe divorciada de 40 anos que se fez passar por uma jovem de 26 para conseguir trabalho na área dela. Com um foco maior nas personagens secundárias, em especial a Kelsey (Hilary Duff) e Diana (Miriam Shor), esta produção conseguiu diversificar o enredo e abordar diferentes relações e problemas profissionais. Não há dúvida que a história tem uma forte carga feminista, repleta de humor crítico e certeiro. Mas homens que estejam a ler isto, não se preocupem que em momento nenhum estão colocados de parte.  

..9.. Broadchurch”, Season 3
NOTA: 9/10 | TRAILER: AQUI

Três anos depois dos acontecimentos das primeiras duas temporadas encontramos Hardy e Miller a investigarem um novo crime: a violação de Trish Winterman. Embora a série pudesse cair nos mesmos clichés que tantos outros dramas-crime já cometeram, Broadchurch inverteu as expectativas ao abordar a agressão sexual com tamanha sensibilidade e consciência que nunca antes tinha visto em televisão.

Desde o início é evidente que a história não é o que estávamos à espera; Trish é uma mulher de meia-idade, recém-separada e mãe de uma filha adolescente. Não é uma vítima jovem e sexualizada, caracterizada como uma coitada que queremos vingar. Do primeiro ao último capítulo, ela é um ser humano comum, com qualidades e defeitos, representando todas as mulheres que raramente contam as suas histórias por não se encaixarem no estereótipo que a sociedade lhes propõe.

Com a progressão da trama, dizem-nos constantemente que a violência sexual nunca é culpa do sobrevivente, que as mulheres quase nunca mentem sobre violação, que é algo relacionado com poder e não necessariamente sexo, que as vítimas não respondem todas da mesma maneira e que geralmente o agressor é alguém próximo. Nenhum destes pontos deveria ser novidade, mas o cuidado e forma com que estão a desmistificar ideias pré-concebidas raramente é abordada no pequeno ecrã, e é precisamente isso que a torna tão impactante. O retrato de cada fase da investigação e a jornada complicada de Trish, assim como de outras mulheres que acabam por partilhar testemunhos semelhantes, é extremamente importante. Quantas séries utilizam as suas narrativas para comunicarem mensagens de tamanha importância, ainda para mais nos tempos em que vivemos?

Nem vos consigo explicar como me senti com a notícia de que esta foi a última temporada de Broadchurch. Além de uma das minhas séries favoritas de sempre, conseguiu a proeza de ter cada uma das suas seasons no meu top 10 das melhores do ano.

..8.. Feud: Bette and Joan, Season 1
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

É oficial, o Ryan Murphy tornou-se na versão masculina da Shonda Rhimes (Grey's Anatomy, Scandal, How To Get Away With Murder). Na sua última série antológica, Feud, foca-se nas famosas rivalidades da história moderna, começando pela de Bette Davis e Joan Crawford. Uma aposta ousada que tira proveito de uma dupla soberba de actrizes, Susan Sarandon e Jessica Lange. O meu amor pela segunda senhora não é segredo, e foi com a maior alegria que a vi de volta no meu ecrã. A química entre ela a Sarandon é tal que é impossível torcer por apenas uma delas. Mas a maior conquista desta obra é como consegue elevar a sua simples premissa de "história verídica" numa análise sobre o sexismo em Hollywood, o preconceito com a idade e como os homens com poder muitas vezes manipulam as mulheres, voltando-as umas contra as outras, para lutarem pela atenção deles. Além do guarda-roupa e cenários fantásticos, Feud: Bette and Joan ainda conta com um elenco secundário de luxo (Stanley Tucci, Alfred Molina, Jackie Hoffman, Catherine Zeta-Jones e Kathy Bates.

..7.. American Gods, Season 1
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

Inspirada no livro de Neil Gaiman, American Gods acompanha Shadow Moon (Ricky Whistle), na altura em que este é libertado da prisão e vê a sua vida a mudar para sempre após conhecer o misterioso Mr. Wednesday (Ian McShane). Rapidamente ele descobre que está no meio de uma guerra entre deuses antigos e novos. Confusos? É normal. Basicamente com o passar dos anos a fé em certas figuras mitológicas vai perdendo força e abrindo espaço para o nascimento de novos deuses  sendo estes alimentados pela obsessão nacional com os media, celebridades, tecnologia, etc. Os "antigos" revoltam-se e decidem derrubar os mais "recentes".

premissa parece ser um pouco tresloucada mas garanto-vos que é um festim visual. Aliás, só o genérico é algo do outro mundo, literalmente. Está perfeito! Tem uma certa vibe "Constantine" (mas em bom) e até de "True Blood". O facto de ter sido renovada para uma segunda season antes mesmo de estrear revela as elevadas expectativas dos criadores. Não os condeno, tem todos os ingredientes necessários para a longevidade televisiva. O elenco é excepcional, os cenários meticulosamente trabalhados e os efeitos especiais são fantásticos. Se forem apreciadores dos géneros sobrenatural e acção, preparem-se para entrar numa das viagens mais alucinantes das vossas vidas.

..6.. The Sinner, Season 1
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

Em The Sinner, Jessica Biel interpreta uma mãe de família que é subitamente tomada por um acesso de "raiva" numa praia, e comete um terrível acto de violência. O mais estranho é que a jovem não sabe porque motivo cometeu tal crime. Intrigado com o mistério, um detective acaba por ficar obcecado e inicia uma investigação para compreender não o que aconteceu, mas o porquê.

Confesso que não sou o maior fã da esposa do Justin Timberlake, que aqui também é produtora executiva, mas graças ao seu magnífico desempenho enquanto Cora, a minha opinião mudou drasticamente. Adoro um bom mistério e se juntarem elementos de crime à mistura melhor ainda. Literalmente somos constantemente guiados em direcções opostas enquanto, tal como a protagonista, tentamos perceber o que raio se passou. O desfecho é algo de... têm que ver. Não posso alongar-me sem revelar spoilers. A série de 8 episódios é baseada no livro de Petra Hammesfahr e foi adaptada pelo guionista Derek Simonds (The Astronaut Wives Club), que também assina como co-produtor. 

..5.. Legion, Season 1
NOTA: 9/10 | TRAILER: AQUI

Numa altura em que os cinemas e televisões estão saturados de super-heróis - os novos vampiros do mundo do entretenimento - o factor "novidade" perdeu-se. Com Legion, a FX poderia ter optado pelo caminho fácil e limitar-se a reproduzir a banda-desenhada, mas não. O criador Noah Hawley não só conseguiu a proeza de fazer algo diferente no universo Marvel, como criou uma história consistente e inovadora. Legion apresenta-nos David Heller, um paciente esquizofrénico num instituto psiquiátrico. Mas as vozes que ele ouve talvez não se devam à sua doença. Na realidade, David pode ser um telepata que toda a vida acreditou ser apenas um doente mental. Confuso? É normal, parte da magia desta série é precisamente o facto de nos deixar às escuras durante grande parte do tempo. Nada que uma dose de paciência e concentração durante os primeiros episódios não resolvam.

No desenrolar da acção ficamos a conhecer mais mutantes além de David e é refrescante o facto de cada um deles ter direito ao seu tempo de antena. Não são meros adereços secundários, muito pelo contrário, existem momentos importantes em que o protagonista nem sequer aparece. Por falar nele, a escolha do Dan Stevens foi de mestre. O actor que também deu corpo ao monstro de Beauty and the Beast, consegue transparecer a personalidade de alguém com esquizofrenia sem exagerar ou cair em clichés. Também a Audrey Plaza merece uma ovação de pé pela fantástica interpretação enquanto Lenny.

Uma série sobre sanidade mental, lealdade, fracassos, com um enredo extremamente inteligente e visualmente brilhante.  Do set-design à fotografia, passando pela música, as cores, o guarda-roupa, os efeitos especiais, tudo é genial e tem uma razão de ser. A atenção ao detalhe é incrível e só valoriza ainda mais esta produção que embora bizarra, pode muito bem ser a melhor do género.

..4.. Better Things, Season 2
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

A segunda temporada de Better Things foi a grande surpresa de 2017. Toda a narrativa é incrivelmente humana e natural. É impossível não nos revermos em alguns momentos, seja nas discussões com as suas crias, a relação delicada com a mãe ou a dificuldade em aceitar que alguém goste genuinamente dela. A dramedy melhora a cada episódio, colocando o espectador no lugar de pendura enquanto aborda questões importantes. Pamela Adlon revelou ser uma verdadeira força da natureza ao dirigir, além de protagonizar, a totalidade desta season. Como indicam os créditos finais, a série é dedicada às suas filhas, e esse amor transparece em cada cena. Um dos maiores trunfos desta produção é precisamente a inclusão de três meninas actrizes de diferentes faixas etárias e feitios bem fincados. A escrita é divinal e o equilíbrio entre a carga dramática e cómica é simplesmente genial. Não há nada de negativo a apontar, tudo resultou nesta segunda parte da trama. Tudo. A cena final foi a cereja no topo do bolo.

..3.. Big Little Lies, Season 1
NOTA: 9/10 | TRAILER: AQUI

Adaptada do livro de Liane Moriarty, Big Little Lies explora a vida de um grupo de mulheres e mães, aparentemente com a vida perfeita,  mas que escondem segredos, medos e angústias. O que ninguém esperava é que elas também tivessem que lidar com assuntos como bullying, abuso sexual, traição e violência doméstica. Inicialmente tudo indica que a história se vai centrar num crime, na vítima e no culpado e apesar de ser esse o foco central, na big picture acaba por ser algo secundário.

Esta é uma narrativa fortíssima no feminino, assim como as actrizes que as interpretam. O grande destaque vai para Nicole Kidman, num dos melhores papéis da sua carreira. A evolução da sua personagem e a forma como lida com a violência de que é algo, é notável. Seja nas sessões com a terapeuta ou com o marido violento, estamos perante um trabalho incrível por parte da actriz australiana. A Reese Witherspoon é outro dos grandes destaques. O modo como a sua Madeleine Mackenzie leva a vida faz-nos apaixonar pela sua personagem e até mesmo perdoar algumas atitudes questionáveis. A Shailene Woodley que muitos ainda vêm como uma teen actress, provou ser muito mais que isso.

A realização de Jean-Marc Vallée é estonteante, como de resto já nos tinha mostrado em filmes como Dallas Buyers Club e WILD. Também vale a pena referir a banda-sonora irrepreensível. De Fleetmac Wood e Neil Young a Elvis Presley, ficamos totalmente submersos nas suas letras e melodias que tanto enriquecem as cenas em que entram.

..2.. Dark, Season 1
NOTA: 9/10 | TRAILER: AQUI

Ao longo de dez episódios, é-nos contada detalhadamente a história de uma pacata população alemã, onde o desaparecimento de uma ou mais crianças desencadeia uma complexa rede de estranhos acontecimentos. Muitas questões por responder, segredos guardados há décadas são revelados e ninguém escapa impune. Antes de mais, DARK é um monstro visual incrível. O clima sombrio aliado a longos planos de uma densa floresta, a chuva, as personagens carregadas com o pesos dos seus segredos, ajudam a construir uma aura misteriosa genial. Ainda que o ritmo seja lento, a narrativa está tão bem construída que isso não afecta nada a sua visualização.

É complicado falar desta produção com o cunho Netflix sem deixar escapar algum spoiler. Existem momentos tão surreais que a dada altura aceitamos como natural o rumo que a trama está a levar. Tudo até ao mais íntimo detalhe está conectado e tem uma explicação. Quando o fio começa a ser desenrolado e ganhamos respostas, é como se tivéssemos descoberto o significado da vida. O elenco é estupendo, sendo que cada um dos actores encaixa na perfeição no papel que representam. A única coisa que me incomoda é que por ter sido lançada depois de Stranger Things, e insistirem que a temática é a mesma (não é) não tenha recebido o devido mérito.

Devorei a temporada inteira desta série alemã num dia e confesso-vos, o fascínio foi tal que estava em primeiro lugar desta lista. Foi com grande esforço que precisei analisar de forma crítica esta e a produção que se segue, para conseguir chegar a uma decisão. De qualquer forma, se o pódio puder ser partilhado, então DARK também leva medalha de ouro.

..1.. The Handmaid's Tale, Season 1
NOTA: 9/10 | TRAILER: AQUI

Baseada no romance do mesmo nome, de Margaret Atwood, The Handmaid's Tale é a história da vida na distópica "Gilead", uma sociedade totalitária onde costumavam ser os Estados Unidos. Enfrentando desastres ambientais e um declínio da taxa de natalidade, o governo opera sob um regime fundamentalista que trata o sexo feminino como propriedade do Estado. Enquanto uma das poucas mulheres férteis que restam, Offred é presa numa casa que força as mulheres à escravidão sexual, cujo objectivo é repovoar o planeta.

Com Elizabeth Moss, Joseph Fiennes, Alexis Bledel e Samira Wiley no elenco, a série cumpriu a promessa e mexeu com as minhas emoções a cada episódio. Tenho tolerância zero a este tipo de mentalidade em geral e em especial com as mulheres, portanto houve alturas em que precisei afastar-me do computador e arejar as ideias. É incrível e igualmente assustador com o ambiente em que a série decorre se adequa tão bem à conjuntura actual vivida nos EUA. Conseguiram captar a essência da questão de tal forma que é impossível não afectar o espectador.

Se existiam dúvidas de que o guarda-roupa influencia bastante o resultado final das produção, foram exterminadas com este projecto. O jogo de cores monocromáticas, como se de uma "casta" se tratasse, é simplesmente genial. Por falar em genialidade, a Elizabeth Moss é absolutamente soberba no papel de Offred. Criamos uma empatia tão grande com ela que por momentos custa a perceber que aquilo é apenas ficção. Quantas vezes não quis saltar para a tela e acabar com aquela fantochada. Façam um favor a vocês mesmos e vejam esta série se ainda não o fizeram. 


Acompanham algumas das séries? Quais foram as vossas favoritas de 2017?

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Séries | Welcome to the Family #2















Contra as recomendações de qualquer especialista, as horas que passo em frente ao computador a ver séries continuam a subir. Em Novembro, quando escrevi a primeira publicação desta rubrica, acompanhava 44, e com a chegada do reforço de ano novo, a lista aumentou para 54. Aos 6 projectos recém-nascidos, juntaram-se outros três com dois/três anos de vida, mas que só agora comecei a assistir, e um renascimento. Todas as classificações atribuídas a produções com apenas alguns episódios no ar estarão sujeitas a mudança até ao final oficial da temporada, ou seja, Lucifer, por exemplo, tem um 7/10 mas poderá subir ou descer consoante o "apanhado geral".

Como entretanto já tenho outras duas para acrescentar à colecção (sim, já vai em 56) que ficarão para o próximo volume, o melhor é passarmos à apresentação, aleatória, dos novos membros da família.

#1. The X-Files
NOTA: 9/10 | TRAILER: AQUI

SINOPSE: Na série original, dois agentes do FBI trabalhavam no departamento de casos misteriosos, intitulado "X-Files". Fox Mulder (David Duchovny) dedicava-se a desvendar o oculto enquanto Dana Scully (Gillian Anderson) era a médica céptica que deveria colocar as teorias do colega à prova. Treze anos depois, Mulder e Scully estão separados. Ele está desempregado e ela exerce num hospital, operando crianças com mal-formações. Reunida novamente por Tad O'Malley (um popular teórico da conspiração e apresentador de um programa na internet que acredita ter descoberto uma grande conspiração governamental), a dupla fica a saber informações chocantes que vão questionar tudo em que Mulder sempre acreditou sobre a existência de alienígenas e o papel do governo para encobri-los.

OPINIÃO: Uff, escrever uma sinopse de um tv show fora do ar há quase 14 anos é obra! Deduzo que todos conheçam minimamente o enredo, mas não é de mais recordar. Referi algumas vezes em publicações ou tags sobre séries, que os X-Files eram uma das minhas favoritas desde criança. Comecei a vê-la por influência do meu pai e pergunto-me se não será daí que nasceu a minha paixão pelo mundo sobrenatural. 

Os "Ficheiros Secretos" (em português), transformaram-se num clássico de ficção científica numa época em que a internet ainda dava os seus primeiros passos. Estreou em 1993 e as 9 temporadas fizeram tanto sucesso que conquistaram 16 Emmy's e 5 Globos de Ouro. Foram ainda produzidos dois filmes sobre a trama: The X-Files (1998) e The X-Files: I Want To Believe (2008). O regresso com apenas seis episódios agendados tem quebrado recordes de audiência à volta do globo, o que só comprova o impacto que esta produção teve na nossa geração. Até agora tenho estado a gostar da continuação da história, só espero que não seja a última. Quanto a vocês não sei mas, eu acredito!


#2. House of Cards
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

SINOPSE: Após perder a oportunidade de exercer o cargo de Secretário de Estado, o congressista Frank Underwood (Kevin Spacey) inicia uma campanha sem escrúpulos para derrubar aqueles que o prejudicaram, incluindo o Presidente dos Estados Unidos da América. Apoiado pela sua mulher igualmente maquiavélica, o ambicioso e manipulador político será capaz até de matar para atingir os seus objectivos.

OPINIÃO: Com a quarta temporada para Março, sei que cheguei atrasado à festa, mas mais vale tarde do que nunca. Aclamada pela crítica como uma trama política complexa e muito bem desenvolvida, esta produção da Netflix é realmente fascinante. Por norma detesto este tópico, mas o Kevin Spacey é algo de mágico. A sua entrega ao papel do sociopata vingativo Frank Underwood, é ainda mais chocante por fazer com que o espectador seja o seu maior cúmplice  ele fala directamente para a câmara em alguns momentos. Involuntariamente, acabamos a torcer para que os seus esquemas dêem certo. Uma vez que expõe os bastidores da política norte-americana, ninguém tem moral na história, o que talvez explique o facto de parecer tão real. Não posso deixar de referir a outra peça-chave do tabuleiro, a soberba Robin Wright como a sofisticada, fria e falsa, Claire (a esposa). Com um elenco dramático de luxo e uma fotografia digna de muitos filmes  valendo-lhes um Emmy nas respectivas áreas —, House of Cards é a combinação perfeita de política, crime e drama, com direito a cenas sexuais e momentos de puro choque.

#3. Younger
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

SINOPSE: Após um divórcio, Liza (Sutton Foster) tornou-se numa mãe solteira aos 40 anos. Ao tentar voltar a entrar no mundo laboral, descobre que é quase impossível recomeçar de baixo com a idade dela. Quando num encontro casual com um jovem de 20 e poucos anos num bar, ele a convence que parece mais nova do que realmente é, Liza mente, e diz ter 26 anos. Com a ajuda de uma makeover, cortesia da melhor amiga, ela ganha uma nova confiança e consegue um emprego de assistente numa Editora. Enquanto tenta tornar os seus sonhos realidade, vai ter que conciliar a sua "dupla identidade" e evitar ser descoberta.

OPINIÃO: Baseado no livro de Pamela Redmond Satran e criada por Darren Star (Sex and the City), Younger teve um sucesso tão grande entre a crítica que antes mesmo da segunda temporada estrear, foi renovada para uma terceira. O enredo parece um pouco descabido, é verdade. Afinal, como é que uma mulher de 40 anos se vai passar por uma de 26? Fácil, um plot simples com uma execução bem trabalhada. Claro que também ajuda que a actriz Sutton Foster, quarentona na vida real, tenha um ar jovial, mas nunca lhe daria menos de 35... Pormenores à parte, é uma comédia romântica com vinte minutos de puro entretenimento. O elenco é jovem, bonito, interessante e anos depois do "Sexo e a Cidade" ou até mesmo Gossip Girl, New York volta a ser a cidade onde os sonhos são possíveis. E sim, a Hilary Duff entra.


#4. Jane The Virgin
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

SINOPSE: Jane Villanueva (Gina Rodriguez) é uma jovem religiosa que apesar de estar noiva do melhor amigo, um jovem polícia, prometeu à avó manter-se virgem até ao casamento. Durante um exame ginecológico de rotina, a médica troca a sua ficha e insemina-a artificialmente. O doador é um homem casado, um ex-playboy e sobrevivente de cancro, que por ironia do destino, é o proprietário do hotel onde Jane trabalha e o seu amor de adolescente.

OPINIÃO: Vou ser sincero, quando li a sinopse e vi que era do canal CW, pensei que fosse mais uma tentativa desesperada de criar uma história adolescente, mas desta vez, uma espécie de Virgem Maria do século XXI, focando-se no facto de ser uma santa. Sim, a ideia é abordada mas na brincadeira, como elemento cómico. Vencedora de um Globo de Ouro para Melhor Actriz de Comédia, a protagonista, Gina Rodriguez, é capaz de criar uma empatia tremenda com o público, fazendo-nos torcer por ela, e lutar afincadamente pelo rapaz que queremos que ela escolha. Como um deles, o playboy, parece um modelo e tem um corpo trabalhado, escusado será dizer que é o favorito do público feminino, mas para mim é lógico que o polícia Michael é a melhor opção.

Jane The Virgin pode não ter a melhor qualidade do mundo, mas a originalidade ao fazerem troça das novelas mexicanas, ao mesmo tempo que possuem um elenco multi-cultural, a avó que só fala em espanhol e um narrador hilariante, tornam esta série numa das que mais anseio ver todas as semanas. Como uma verdadeira telenovela, tem reviravoltas surpreendentes, quadrados amorosos, vilões, e a cima de tudo, o contraste de momentos cómicos e ternurentos.


#5. Telenovela
NOTA: 6/10 | TRAILER: AQUI

SINOPSE: Ana Sofia (Eva Longoria) é a estrela e protagonista de uma novela espanhola de sucesso mas que na verdade... não sabe falar espanhol. Forçada a trabalhar com o ex-marido quando é escolhido como seu interesse romântico na tela, o drama real começa quando as câmaras param de gravar.

OPINIÃO: Ao contrário do que possam pensar, Telenovela não é uma daquelas histórias que nos envolvem de tal maneira que ficamos com a lágrima no canto do olho. Trata-se de uma caricatura às novelas mexicanas e todos os seus clichés  falta de jeito para representar, homens musculados e constantemente semi-despidos, os cabelos enormes cheios de laca e os vestidos demasiado justos e decotados, por exemplo. Tinha tudo para resultar mas falta um ingrediente fulcral: piada. Como é possível uma comédia não soltar uma única gargalhada? Simples, uma narrativa preguiçosa, chata e forçada. O elenco até é bom, mas quando o que têm para trabalhar é uma imitação barata da novela do pai da Jane The Virgin, que por sua vez já é uma sátira, é complicado. É a inception versão telenovela. Gosto da Eva Longoria desde os tempos de Gabrielle Solis nas Desperate Housewives (adorava essa série), mas só continuo a aturar isto porque são 20 minutos que ajudam a passar o tempo.


#6. Ash vs Evil Dead
NOTA: 9/10 | TRAILER: AQUI

SINOPSE: 30 anos após os acontecimentos de Evil Dead, Ash tornou-se num solitário que sucumbiu a uma vida monótona, evitando responsabilidades, maturidade e o terror dos mortos. Quando uma praga "Deadite" ameaça destruir a humanidade, Ash é finalmente forçado a encarar os seus demónios  interior e pessoalmente. De serra eléctrica em punho (literalmente), vai ter que aceitar o seu destino de anti-herói e lidar com o passado de uma vez por todas.

OPINIÃO: Hilariante, sarcástica e absolutamente genial. Co-produzida pelo próprio Sam Raimi, o homem responsável pelo clássico Evil Dead de 1981, Ash vs Evil Dead é uma das melhores produções televisivas que vi recentemente. Tenho imensos remorsos de não a ter acompanhado no ano passado, visto que, graças a uma primeira temporada fantástica, entraria com certeza para o meu top 5 de "Best TV Shows of 2015". Terem como protagonista o único sobrevivente do filme, só por si é excelente, mas o facto da narrativa ser genuinamente cómica e sarcástica, e simultaneamente fiel ao terror e gore do original, é a melhor combinação possível. Além do mais, os efeitos especiais são francamente bons. Até o meu irmão que não costuma achar piada a este género, acabou com os 10 episódios de meia-hora em três dias.


#7. Wayward Pines
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

SINOPSE: Em busca do paradeiro de dois colegas, o Agente Ethan Burke (Matt Dillon), envolve-se num acidente de automóvel. Ao acordar no Hospital de Wayward Pines, descobre que ficou sem os seus documentos e telemóvel. Desconfiado com os habitantes da pequena cidade e as suas verdadeiras intenções, tenta contactar a esposa e filho, mas sem sucesso. Rapidamente o polícia se apercebe que está preso num labirinto de onde dificilmente conseguirá escapar.

OPINIÃO: No Verão passado a blogosfera estava pior que uma cadela no cio em relação a esta série e finalmente posso opinar. Aprecio mistérios e devorei os primeiros episódios, mas a qualidade foi descendo a pique. Li algures que a história tinha sido moldada para durar apenas uma temporada. Como a FOX mudou de ideias e resolveu encomendar uma segunda, tiveram que regravar o final de modo a haver continuidade. Problema: como foi gravada entre 2013/2014 e transmitida em 2015, há muitos actores que já têm outros compromissos, logo, provavelmente não poderão voltar. Consequência: o último episódio estava a correr tão bem, e estragam tudo nos últimos cinco minutos. O ultraje nas redes sociais foi tal, que o apelidaram de "pior final de sempre". 

Nunca morri de amores pelo Matt Dillon mas tenho que admitir que ele carregou a série às costas. Apoiado de interpretações seguras e convincentes da brilhante Melissa Leo (enfermeira Pam), Carla Gugino (agente Kate) e Shannyn Sossamon (a esposa), conseguiram captar a minha atenção em qualquer cena. O único ovo podre é o Ben (Charlie Tahan), que é das figurinhas mais tristes que já fui forçado a ver. Lamento imenso mas tanto a personagem como o jovem actor são tão irritantes que só queria dar-lhes um estalo para ver se acordavam. É que até a voz dele me tira do sério. Não querendo revelar spoilers, quem viu já Wayward Pines vai perceber quando digo que será uma segunda temporada PENOSA.


#8. Shades of Blue
NOTA: 6/10 | TRAILER: AQUI

SINOPSE: Harlee Santos (Jennifer Lopez) é uma detective e mãe solteira que pertence a um grupo unido de polícias corruptos. Apanhada pelo FBI num acto ilícito, vê-se obrigada a trabalhar infiltrada para expor os esquemas ilegais em que os colegas andam metidos. Harlee vê-se num dilema, denunciar os amigos que ajudaram a criar a sua filha ou sacrificar-se por eles.

OPINIÃO: Não sou um maluco babado pela J.Lo  apesar de querer direcções para a fonte da juventude  mas quando soube que as audiências do seu novo projecto televisivo tinham disparado, precisava saber o porquê. Infelizmente foi o que temi, é por ser ela. Não há absolutamente nada de inovador. Shades of Blue é apenas mais um no mar de dramas sobre polícias, crime e corrupção. Acompanhada dos veteranos Ray Liotta e Drea De Matteo no elenco  a única razão pela qual ainda não desisti da trama  a Lopez pode não ser a melhor actriz do mundo, mas também não acho que esteja a fazer um mau trabalho. A série não é terrível, é mediana, mas é incrivelmente genérica. Estou há cinco episódios a tentar compreender o porquê de colocarem a brilhante Drea no poster oficial, se ela é tão irrelevante como qualquer um dos outros colegas da esquadra. Pode ser uma jogada de marketing inteligente mas para mim tem outro nome, publicidade enganosa. 


#9. Lucifer
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

SINOPSE: O Diabo chegou a Los Angeles. Entediado e infeliz como Rei do Inferno, Lucifer Morningstar (Tom Ellis), abandonou o trono e mudou-se para a cidade dos anjos, onde é proprietário do clube nocturno Lux. Quando uma popstar é brutalmente assassinada à entrada do seu estabelecimento, algo desperta nele. Compaixão? Pena? Encarregue do caso, a detective Chloe Dancer (Lauren German) mostra-se imune aos talentos do Diabo para descobrir os segredos mais íntimos das pessoas. Intrigado com a sua pureza, Lucifer começa a auxiliá-la em investigações, enquanto se questiona se a sua alma ainda tem salvação.

OPINIÃO: Apesar de adorar o universo sobrenatural, tenho as minhas dúvidas. O Tom Ellis é uma excelente aposta, mas não sei até que ponto é o suficiente para suportar a série. A história é uma adaptação do universo DC Comics que, até agora, parece seguir o mesmo rumo que Constantine, só esperemos é que não tenha o mesmo fim (foi cancelada após 13 episódios). Não estava familiarizado com o trabalho da Lauren German mas achei piada que eles próprios fizessem troça do cliché da menina bonita que parece estar um pouco deslocada. Ainda está no início mas até agora têm-me entretido. Resta saber se continua assim.


#10. Second Chance
NOTA: 6/10 | TRAILER: AQUI

SINOPSE: A trama segue a vida de Jimmy Pritchard (Rob Kazinsky), um ex-xerife de 75 anos, moralmente corrupto e mais tarde forçado a aposentar-se. Depois de ser morto num aparente assalto na casa do filho, Pritchard é trazido de volta à vida no corpo de um homem mais jovem e forte, por dois génios tecnológicos e milionários, os irmãos gémeos Mary e Otto Goodwin. Apesar de ter uma segunda chance para viver, terá que escolher entre as suas antigas tentações e um novo propósito.

OPINIÃO: A alteração do título inicial, Frankenstein, para Second Chance foi a melhor decisão que a FOX podia ter tomado. Não bastava ser um clássico tão saturado pela indústria de entretenimento que, se mantivessem o nome original, seria um autêntico revirar de olhos. Pegando na figura do "monstro" que todos conhecemos, resolveram adoptar uma abordagem mais contemporânea, num misto de policial, drama e ficção científica. Sinceramente? Não consigo prever um futuro mais longo que uma ou duas temporadas. O Rob Kazinsky é um actor competente, mas está completamente abandonado no meio de um elenco sem brilho ou emoção. Começo a ver um padrão nestas novas séries, "será o protagonista capaz de levar a trama às costas"? Pareço um disco riscado, mas é a mais pura verdade. Com apenas quatro episódios no ar, ainda há esperança de conseguir inverter a situação.


Além de Wayward Pines acompanham outra das 9 séries? Ficaram curiosos com alguma?

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