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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

OSCARS 2O17 — Um Desfecho Insólito


Com um desfecho digno de uma novela mexicana, a 89ª Edição dos Óscares teve um momento à la Miss Universe ao anunciar erradamente a vitória de La La Land como "Melhor Filme", em vez de Moonlight. Que amadorismo.

Confirmando as expectativas, o musical que entrou para a história como um dos filmes mais nomeados de sempre (14), ganhou 6 estatuetas, incluindo "Melhor Actriz" (Emma Stone), "Melhor Realizador" (Damien Chazelle), "Melhor Fotografia""Melhor Banda Sonora" e "Melhor Canção Original" (City of Stars). A partir do momento em que anunciaram a ausência da Portman tive a certeza que a vitória seria da Emma. Se merecia mais que a Natalie (Jackie) ou a Isabelle Hupert (Elle)? Não. Mas não deixa de ser uma prestação muito comovente e sincera. Além do mais, a humildade que teve no discurso de aceitação fizeram-me gostar ainda mais dela.

Moonlight ficou com três Óscares. Além do melhor filme, ganhou o previsível e merecido troféu de "Melhor Actor Secundário" (Mahershala Ali), e ainda "Melhor Argumento Adaptado". Se bem se recordam, La La Land e Moonlight ocuparam as duas primeiras posições, respectivamente, na minha lista de melhores longas-metragens de 2016. Portanto sim, estava a torcer com todas as forças pela produção dos "loucos sonhadores", fiz uma festa quando anunciaram a vitória e fiquei destroçado com a vergonha que passaram em palco a seguir. 

Por muito que adore a obra de Barry Jenkins, para mim a do Chazelle merecia mais. Pode não tratar um tema tão dramático ou sério como o principal rival, mas mexeu imenso comigo. Basta lerem a minha crítica ao filme para perceberem como fiquei "afectado" por esta obra. Não tenho qualquer dúvida que em outros anos, sem a sombra da política de Donald Trump a pairar sobre o mundo, La La Land teria varrido a competição ao estilo de Titanic, e levar 11 Óscares para casa. 


Nas restantes categorias de representação, o predador sexual Casey Affleck venceu o Óscar de "Melhor Actor" por Manchester By The Sea  para meu desagrado e da Brie Larson (vencedora do Óscar de "Melhor Actriz" por Room, no ano passado), que ao longo da award season não escondeu a cara de desprezo ao anunciar consecutivamente o nome dele , enquanto a fantástica Viola Davis foi considerada a "Melhor Actriz Secundária" pelo seu papel em Fences. Após três nomeações, até que enfim a actriz norte-americana foi distinguida pela Academia. Como referi na minha review, Fences pode não ser a longa-metragem mais memorável, mas deveria servir como um manual de representação por parte dos protagonistas. A meu ver, Denzel foi roubado.

No departamento de animação não houve surpresas com Zootopia a ganhar o prémio de "Melhor Filme"  é bom, mas Kubo and the Two Strings é uma obra-prima  e Piper o de "Melhor Curta-Metragem". Hacksaw Ridge venceu nas categorias de "Melhor Edição" e "Melhor Mistura de Som"; Arrival "Melhor Edição de Som".

Os "Melhores Efeitos Visuais" foram para o justo vencedor, The Jungle Book; Fantastic Beasts & Where To Find Them foi considerado o filme com o "Melhor Guarda-Roupa"  preferia Jackie —, enquanto "Melhor Cabelo & Maquilhagem" para o terrível Suicide Squad. Sim, aquele dejecto cinematográfico venceu um Óscar e o brilhante Lion ou o marcante Jackie saíram de mãos a abanar. Sem palavras.


Como não podia deixar de ser, as referências políticas ao longo da gala foram constantes e bastante inteligentes. O anfitrião Jimmy Kimmel lançou farpas a Trump ao longo das suas intervenções, chegando mesmo a enviar-lhe duas mensagens pelo Twitter, a perguntar se estava acordado e a avisar que a Meryl Streep dizia "Olá"  recordo que o Presidente dos EUA tem um longo historial de criticar a cerimónia e mais recentemente disse que a Streep era uma actriz extremamente sobrevalorizada. #byefelicia.

Os autores de Moonlight recordaram a luta da principal associação de Direitos Civis, a ACLU (representada por aquele lacinho azul que algumas celebridades usavam ao peito), que está a tentar impedir as ordens executivas de Donald Trampa nos tribunais, e o actor Gael Garcia Bernal, enquanto mexicano e latino, afirmou ser contra qualquer tipo de muros.

Ainda assim, quem calou tudo e todos foi a declaração lida por uma cientista iraniana residente nos EUA em nome de Asghar Farhadi. Vencedor do segundo Óscar na categoria de "Melhor Filme Estrangeiro" com The Salesman  anteiormente por A Separation (2012)  o realizador não esteve presente por respeito a todos os cidadãos das seis nações impedidas de entrar nos Estados Unidos devido a "uma lei inumana". Momento que mereceu uma das várias ovações da noite.

Nesta linha de pensamento, aquando da entrega do prémio para a "Melhor Curta-Metragem Documental", The White Helmets, o realizador Orlando von Einsiedel leu uma declaração de mais um ausente, o líder dos capacetes brancos sírios, lembrando os civis salvos pela sua organização e apelando à paz no mundo.

De uma maneira geral, adivinhei mais de metade dos vencedores, concordei com uns, discordei com outros, mas não posso negar que foi das melhores edições dos últimos anos. Reparei foi numa coisa. É o terceiro ano consecutivo que o meu filme favorito perde para o "querido da crítica"  Boyhood perdeu para Birdman em 2014, Mad Max: Fury Road para Spotlight no ano passado, e agora La La Land para MoonlightENOUGH! Só queria era que também chovessem doces, bolachas e donuts em cima de mim. A boy can only dream.

Melhor Filme
Vencedor: La La Moonlight
PREVISÃO: MOONLIGHT
PREFERIDO: LA LA LAND

Melhor Actor
Vencedor: Casey Affleck - Manchester By The Sea
PREVISÃO: CASEY AFFLECK
PREFERIDO: DENZEL WASHINGTON (Fences)

Melhor Actor Secundário
Vencedor: Mahershala Ali - Moonlight
PREVISÃO: MAHERSHALA ALI
PREFERIDO: MAHERSHALA ALI 

Melhor Fotografia
Vencedor: La La Land 
PREVISÃO: MOONLIGHT ou SILENCE
PREFERIDO: MOONLIGHT ou LA LA LAND

Melhor Filme Animação
Vencedor: Zootopia
PREVISÃO: ZOOTOPIA
PREFERIDO: KUBO & THE TWO STRINGS e ZOOTOPIA

Melhor Documentário
Vencedor: O.J. Made in America
PREVISÃO: O.J. MADE IN AMERICA

Melhor Realizador
Vencedor: Damien Chazelle - La La Land
PREVISÃO: DAMIEN CHAZELLE ou BARRY JENKINS
PREFERIDO: DAMIEN CHAZELLE e BARRY JENKINS

Melhor Actriz
Vencedora: Emma Stone - La La Land
PREVISÃO: EMMA STONE ou NATALIE PORTMAN
PREFERIDA: ISABELLE HUPPERT, NATALIE PORTMAN e EMMA STONE

Melhor Actriz Secundária
Vencedora: Viola Davis - Fences
PREVISÃO: VIOLA DAVIS
PREFERIDA: VIOLA DAVIS e NICOLE KIDMAN (Lion)

Melhores Efeitos Especiais
Vencedor: The Jungle Book
PREVISÃO: THE JUNGLE BOOK
PREFERIDO: THE JUNGLE BOOK

Melhor Canção
Vencedor: City os Stars - La La Land
PREVISÃO: CITY OF STARS
PREFERIDA: CITY OF STARS e AUDITION (La La Land)

Melhor Filme Estrangeiro
Vencedor: The Salesman
PREVISÃO: THE SALESMAN
PREFERIDO: TONI ERDMANN

*A lista completa de vencedores e nomeados AQUI.


Viram a gala dos Óscares? Os vossos favoritos venceram?

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Golden Globes 2O17


Numa noite repleta de discursos comoventes e extremamente importantes, a 74ª Edição dos Globos de Ouro ocorreu na madrugada deste Domingo, em Los Angeles, nos Estados Unidos.

Conduzida por Jimmy Fallon, que protagonizou um momento digno daquela performance da Mariah Carey, a gala foi dominada pelo filme La La Land que ganhou os 7 prémios a que estava indicado, tornando-se na longa-metragem com mais vitórias de sempre na história do programa. São eles, "Melhor Comédia/Musical", "Melhor Director", "Melhor Argumento", "Melhor Actor" (Ryan Gosling) e "Melhor Actriz" (Emma Stone), ambos na categoria de Comédia ou Musical, "Melhor Música Original" (City of Stars) e "Melhor Banda Sonora".

Outros dos grandes favoritos da noite, Moonlight e Manchester By Sea, que concorriam a 6 e 5 estatuetas, respectivamente, levaram apenas uma. O primeiro venceu "Melhor Filme — Drama" e o segundo foi galardoado com a previsível vitória de Casey Affleck como "Melhor Actor — Drama"  como ainda não vi o filme não me vou prenunciar, mas o Denzel também merecia por Fences.

Aaron-Taylor Johnson, Sarah Paulson e Claire Foy
Viola Davis foi merecidamente considerada a "Melhor Actriz Secundária" (Fences) e Aaron-Taylor Johnson o "Melhor Actor Secundário" (Nocturnal Animals), ambos na categoria de Drama. Algo me diz que este ano o Óscar vai finalmente cair nas mãos da Davis portanto fiquei satisfeito com a vitória nos Globos. Quanto ao Aaron, gostei bastante da interpretação dele mas não sei até que ponto não deveria ter ido para o Dev Patel (Lion) ou o Mahershala Ali (Moonlight).

Uma das maiores surpresas da noite foi a vitória da francesa Isabelle Huppert na categoria de "Melhor Actriz — Drama" pelo trabalho absolutamente genial em Elle  que venha o Óscar! A produção dirigida por Paul Verhoeven foi ainda escolhida como o "Melhor Filme Estrangeiro". Não imaginam o salto de alegria que dei quando anunciaram o nome dela! Estava a torcer por ela e a Ruth Negga que me conquistou com a sua interpretação em Loving, mas pensava mesmo que seria a Natalie Portman (Jackie) a ganhar.

Como era de se esperar, Zootopia venceu no departamento de Animação, passando à frente do sublime Kubo and the Two Strings. Visto que coloquei ambos no topo da minha lista de melhores filmes de animação, não estou desagradado com o desfecho.

Criadores e alguns actores de "American Crime Story".
No mundo televisivo, The Night Manager conquistou todos os prémios de representação a que estava nomeado, "Melhor Actor" (Hugh Laurie), "Melhor Actor Secundário" (Tom Hiddleston) e "Mlehor Actriz Secundária" (Olivia Colman adoro-a em Broadchurch mas estava a torcer pela Thandie Newton (Westworld, tudo na categoria de Série Limitada ou Mini-Filme. A "Melhor Série — Comédia" foi Atlanta, criada, escrita, dirigida e estrelada por Donald Glover (o fantástico Childish Gambino), que também ficou com o prémio de "Melhor Actor — Comédia". 

Confirmando as expectativas, American Crime Story: The People vs. O. J. Simpson, venceu "Melhor Série Limitada" e Sarah Paulson o tão esperado globo de ouro de "Melhor Actriz", também em série limitada. Contra tudo e todos, The Crown conseguiu o milagre e venceu produções como Game of Thrones, Westworld ou a favorita Stranger Things na categoria de "Melhor Série — Drama". A protagonista daquela que considerei a #4 melhor série de 2016, Claire Foy, foi distinguida com o prémio de "Melhor Actriz — Drama" mas penso que a Winona Ryder (Stranger Things) ou a Evan Rachel Wood (Westworld) mereciam mais.

Meryl Streep foi homenageada com o prémio Cecil B. DeMille que reconhece a sua contribuição destacada para o mundo do entretenimento. No discurso de aceitação, a actriz que considero como a melhor, trouxe a casa abaixo ao enterrar, com classe, o bully Donald Trampa. Utilizando as origens de alguns actores presentes como exemplo, celebrou a existência de estrangeiros nos Estados Unidos, especialmente em Hollywood. 


Para terminar, resta-me partilhar publicamente o meu apoio para que a Kristen Wiig e o Steve Carell apresentem a próxima edição dos Globos de Ouro. Se não viram o diálogo deles, não percam mais tempo.

A lista completa de nomeados/vencedores (AQUI).


Viram os Globos de Ouro? Concordam com os vencedores?

terça-feira, 22 de setembro de 2015

EMMYS 2O15


Ao fim de seis anos, Game of Thrones foi finalmente a grande premiada na noite dos Emmys. Apesar da adaptação televisiva dos livros de George R.R. Martin somar nomeações todos os anos, são poucos os prémios recebidos. Isto é, até agora. Na 67th edição da cerimónia televisiva, com a decepcionante apresentação de Andy Samberg, o drama venceu nada mais anda menos que 12 das 24 estatuetas a que estava indicado, incluindo Melhor Série Dramática, Melhor Realização e Melhor Argumento. 


A série bateu o recorde de maior número de prémios arrecadados numa só gala dos Emmys. O recorde anterior pertencia a "The West Wing" (Os Homens do Presidente, em português), que em 2000 venceu 9 estatuetas. A produção de David Benioff e D.B. Weiss também ajudou a que a emissora televisiva HBO fizesse história. Contas feitas, a produtora somou 43 prémios no final da noite.


Nas categorias de representação, Peter Dinklage venceu o prémio de "Melhor Actor Secundário" pelo seu Tyrion Lannister, uma das personagens favoritas do público. O mesmo papel já lhe tinha rendido em 2011, o Emmy na mesma categoria. As oito estatuetas restantes foram ganhas nas categorias técnicas como som, efeitos visuais, etc.


Para a despedida de Mad Men, a série estava nomeada nas principais categorias e limitou-se a conquistar apenas um prémio. À sétima e última temporada, Jon Hamm finalmente conseguiu o tão cobiçado Emmy de "Melhor Actor Dramático". Há oito anos que o actor norte-americano era indicado nesta categoria mas sem sucesso. A sua subida rastejante ao palco disse tudo.


Numa noite de estreias, Viola Davis foi escolhida para "Melhor Actriz", tornando-se na primeira afro-americana a vencer um Emmy na mais importante categoria de representação numa série dramática. Num discurso arrepiante, a estrela de How To Get Away With Murder citou Harriet Tubman, uma escrava negra que se tornou numa das figuras centrais do movimento abolicionista norte-americano, para afirmar que ainda existe desigualdade racial e de género em Hollywood. "A única coisa que separa as mulheres de cor de qualquer outra pessoa é a oportunidade. Não podes vencer um Emmy por papéis que simplesmente não existem", disse Davis, agradecendo aos argumentistas e produtores da série, especialmente Shonda Rhimes, por "redefinirem o que significa ser bonita, ser sexy, ser uma líder, ser negra".

Embora acompanhe as duas séries, confesso que estava a torcer pela Tatiana Maslany. Depois de ser ridiculamente excluída da lista de nomeados pelas duas primeiras temporadas de Orphan Black, a actriz canadiana finalmente foi indicada ao Emmy de "Melhor Actriz". Não existem quaisquer dúvidas sobre a tremenda prestação de Viola como Annalise Keating, mas se pensarmos que a Maslany estava nomeada por desempenhar 6 personagens diferentes... Talvez para o ano.


Uzo Aduba conhecida pelo seu papel de Suzanne "Crazy Eyes" Warren, na série Orange is the New Black, também fez história ao vencer o Emmy de "Melhor Actriz Secundária". A vitória rendeu-lhe o título de primeira actriz a receber dois prémios nas categorias de comédia e drama pela mesma personagem, uma vez que OITNB mudou de classificação. Regina King fecha o talentoso triângulo afro-americano ao ganhar a estatueta de "Melhor Actriz Secundária" numa mini-série ou telefilme, com American Crime, série que de resto perdeu nas restantes categorias para Olive Kitteridge.

Logo a seguir a Game of Thrones, a mini-série baseada no romance homónimo de Elizabeth Strout, também da HBO, foi quem conquistou mais estatuetas. Olive Kitteridge venceu oito Emmys, entre eles, "Melhor Mini-Série", "Melhor Actor e Actriz", e "Melhor Actor Secundário".

Para a lista completa de nomeados e vencedores cliquem AQUI.

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