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sexta-feira, 6 de outubro de 2017

TOP 5 REALITY SHOWS I WATCH


As minhas reviews cinematográficas já me valeram uma reputação de implacável ou simplesmente snob para alguns. Em minha defesa, já partilhei convosco (AQUI) o facto de não estar imune a uma boa produção de quinta categoria. Esta aptidão para gostar de trash estende-se a outras áreas como a música e televisão. Hoje vamos falar sobre a segunda.

Por entre o rol de programas televisivos a que assisto, existe uma área por explorar, pelo menos aqui, no Ghostly Walker: reality tv. A lista é tão longa que nem me atrevo a inumerá-los a todos. Nunca caí no vortex das Real Housewives mas em tempos fui um espectador assíduo de relíquias como Mob Wives, What Not to Wear, Long Island Medium, Tila Tequila's Shot At Love (fundo do poço, eu sei) ou The Amazing Race.

Dentro deste vasto universo seleccionei cinco que acompanho religiosamente sempre que estão no ar. Here we go!

PROJECT RUNWAY

Tal como a maioria dos títulos aqui referidos, a dada altura da minha vida caí num rabbit hole e devorei temporadas de Project Runway como se fossem pipocas. Comandado pela Heidi Klum com a ajuda do Tim Gun, esta dupla improvável é a combinação perfeita para guiar estilistas em busca de uma carreira sólida. Todas as semanas os concorrentes deparam-se com um tema e têm que criar uma peça de roupa. No final de cada desafio, um sai vencedor e o outro é eliminado. Como é que algo assim é tão viciante? 

Sinceramente, fico sempre de boca aberta com as obras que eles conseguem criar em prazos absurdos como 24h. Ao longo dos anos foram vários os vestidos memoráveis que por ali passaram verdade seja dita, introduziu no mercado nomes de peso e sucesso como o Christian Siriano. Assim como a maioria dos espectadores, não percebo nada de moda mas que sou bastante opinativo quando vejo os produtos finais, lá isso sou. 

THE X FACTOR UK

Não queria utilizar o termo super fan mas se é do X Factor que estamos a falar, então considero-me culpado. De todos os programas de talentos que alguma vez existiram, este é o meu favorito. Sim, nunca vi um único episódio do The Voice e sinceramente dispenso. Afinal, digam-me o nome de alguém que se tenha tornado num caso de sucesso? Exacto. Já o X originou actos de peso como a Leona Lewis, Cher Lloyd, Ella Henderson, Little Mix, One Direction e por aí fora. 

As audições são sempre hilariantes porque nunca faltam os cromos mas confesso que adoro o 6 Chair Challange em que basicamente cada júri encarregue de orientar uma categoria (rapazes, raparigas, grupos e +25 anos) tem que reduzir o número de concorrentes para 6. É brutal e causa sempre muita tensão tanto dentro como fora da tela. Talvez já tenha dito algumas profanidades por discordar com alguma decisão, talvez. Enfim, apesar de existir muito jogo de bastidores e algumas injustiças gritantes, é o programa perfeito para ficarmos entre os cobertores a beber um chá e comer umas bolachas enquanto vemos o sonho de alguém ser destruído.

RUPAUL'S DRAG RACE

Num verão em que o teen Richard não tinha nada para fazer, deparou-se com uns gifs de transformistas a serem super sassy uns com os outros. Curioso, descobri qual era o programa, que estava na segunda temporada e baam, o resto é história. Rupaul's Drag Race tornou-se num dos maiores fenómenos televisivos dos últimos tempos. Os episódios têm direito a festas de visualização ao estilo de Game of Thrones, e se isso não é o suficiente para entenderem a devoção dos espectadores, então precisam de começar a ver asap

Para quem vive debaixo de uma pedra e não faz ideia do que se trata, basicamente é um concurso que junta componentes de "Project Runway" e "America's Next Top Model" com perucas e brilhantes, numa luta pelo título de Melhor Drag Queen Americana. Não há nada capaz de vos tirar o mau-humor tão depressa como este show, garanto-vos. Com momentos de pura comédia, doses industriais de bitchiness e momentos de cortar o coração, é uma autêntica viagem emocional que quebra qualquer barreira de género. 

AMERICA'S NEXT TOP MODEL

O meu guilty pleasure mais antigo da lista. Não sei precisar em que ciclo comecei a acompanhar a tempo real, mas garanto-vos que devorei as primeiras temporadas numa questão de dias. Criado e apresentado pela Tyra Banks, America's Next Top Model é uma competição de modelos. Inicialmente focada exclusivamente no sexo feminino, mais recentemente teve direito a duas temporadas com homens que por acaso acabaram por vencê-las. Cancelada e trazida de volta à vida, esta série originou momentos icónicos da televisão norte-americana. Quem é que não se lembra do épico "Be quiet Tiffanny! I was rooting for you!" Façam um favor a vocês mesmos e cliquem (AQUI) para ver o clip em questão.

Digam o que disserem, a Tyra criou um império que apesar de direccionado para a "beleza", é o mais inclusivo possível. Ao longo dos anos passaram por lá concorrentes de todas as etnias, orientações sexuais, altos, baixos, gordos, magros, doenças de pele, deficiências, you name it! É esta variedade de pessoas que me fez apaixonar por este império que continua a lutar contra adversidades para se manter no ar.

THE BIGGEST LOSER

Uma escolha controversa mas que não podia deixar de aparecer aqui. Eu e o meu irmão somos como azeite e água mas se havia algo capaz de nos juntar e vibrar era este programa. Envolvido em várias polémicas devido à temática em questão, The Biggest Loser era freaking awesome! Como qualquer outra criação do género, existiam personagens típicas como o vilão, o coitadinho, o convencido, etc.

Conhecido como "O Peso Pesado" na versão portuguesa, penso que não seja necessário explicar do que se trata. Isto vai soar horrível, especialmente porque destrói por completo a mensagem do programa, mas sinto imensa falta das noites em que me sentava em frente ao pc, com uma tigela de gelado, a assistir àquelas pessoas com excesso de peso a tentarem melhorar as suas vidas. Sou terrível, eu sei.


Vêem reality shows? Acompanham algum destes?

sexta-feira, 19 de maio de 2017

SÉRIES ⤫ Cancelamentos & Renovações


Com a temporada televisiva norte-americana deste ano quase a terminar, significa que chegámos oficialmente àquela altura terrível em que ficamos a saber se a nossa série favorita pode estar perto de um cancelamento prematuro.

Enquanto alguns tv shows concluíram as suas histórias naturalmente (Bates Motel, Girls e Leftovers), esta última semana foi abalada por várias notícias incluindo mais American Gods, uma continuação do revival de X-Files, a renovação dupla de Modern Family  somando um total de 10 temporadas  e o cancelamento da aclamada American Crime.

No meio deste turbilhão de emoções, o que mais me chocou foi mesmo o anúncio de continuação de Once Upon a Time e o fim de 2 Broke Girls. Enquanto a primeira teve um final de season perfeito para encerrar a narrativa de vez - até porque a protagonista já tinha dito que não ia voltar - não compreendo como é que deram luz verde a uma 7ª temporada com apenas 3 personagens originais. Já a segunda, embora consciente de que era longe de ser perfeita, deixa um sabor amargo pela quantidade de pontas soltas que não foram devidamente tratadas por não estarem à espera deste desfecho. Bring them back!

Sem mais demoras, apresento-vos a terrível lista de programas que receberam Yays ou Nays das suas produtoras. Visto a quantidade de programas é astronómica e seria impossível referir todas, tentei colocar um pouco de tudo. No caso de não constar o nome de algum show que acompanham, provavelmente ainda não se sabe o seu destino ou escapou-me. A negrito encontram-se aquelas que vejo.

ABC/FREEFORM
RENOVADAS
 Grey's Anatomy - 14ª
 The Middle - 9ª
 Once Upon a Time - 7ª
 Scandal - 7ª e Última Temp.
 The Goldbergs - 5ª e 6ª
 Marvel's Agents of S.H.I.E.L.D. - 5ª
 How To Get Away With Murder - 4ª
 Black-ish - 4ª
 Fresh Off the Boat - 4ª
 Quantico - 3ª
 Shadowhunters - 3ª
 American Housewife - 2ª
 Designated Survivor - 2ª
 Speechless - 2ª
CANCELADAS:
✘ American Crime
✘ Conviction
✘ Dr. Ken
✘ Imaginary Mary
✘ Last Man Standing
✘ Mistresses
✘ Notorious
✘ The Catch
✘ The Real O'Neals
✘ Time After Time
✘ Secrets and Lies

FOX
RENOVADAS
 The Simpsons - 29ª e 30ª
 The X-Files - 11ª
 New Girl - 7ª e Última Temp.
 Brooklyn Nine-Nine - 5ª
 Empire - 4ª
 Gotham - 4ª
 The Last Man on Earth - 4ª
 Lucifer - 3ª
 The Exorcist - 2ª
 Lethal Weapon - 2ª
CANCELADAS:
✘ Sleepy Hollow
✘ Scream Queens
✘ Bones
✘ Coupled
✘ Houdini & Doyle
✘ Rosewood
✘ Pitch
✘ APB
✘ Son of Zorn
✘ Making History


POR DECIDIR: WAYWARD PINES | PRISON BREAK | SHOTS FIRED | KICKING & SCREAMING | 24: LEGACY


_____________FOX FX________________________NETFLIX
RENOVADAS
 The Americans - 8ª e Última Temp.
 American Horror Story - 7ª
 Feud - 2ª
 Taboo - 2ª
 Legion - 2ª
 Atlanta - 2ª
RENOVADAS
 Black Mirror - 4ª
 Daredevil - 3ª
 A Series of Unfortunate Events - 2ª e 3ª
 13 Reasons Why - 2ª
 Jessica Jones - 2ª
 Luke Cage - 2ª
 The Crown - 2ª
 The OA - 2ª

CBS
RENOVADAS
 NCIS - 15ª
 Criminal Minds - 13ª
 The Big Bang Theory - 11ª e 12ª
 NCIS: Los Angeles - 10ª
 Hawaii Five-0 - 8ª
 Blue Bloods - 8ª
 Elementary - 6ª
 Mom - 5ª
 NCIS: New Orleans - 4ª
 Madam Secretary - 4ª
 Scorpion - 4ª
 Zoo - 3ª
 Code Black - 3ª
 Life in Pieces - 3ª
 The Good Fight - 2ª
 Bull - 2ª
 Kevin Can Wait - 2ª
 Man With a Plan - 2ª
CANCELADAS:
✘ 2 Broke Girls
✘ Rush Hour
✘ American Gothic
✘ BrainDead
✘ Criminal Minds: Beyond Borders
✘ Doubt
✘ Pure Genius
✘ Training Day

NBC
RENOVADAS
 Law & Order: SVU - 19ª
 Will & Grace: 9ª (Revival)
 Chicago Fire - 6ª
 Chicago PD - 5ª
 The Blacklist - 5ª
 The Night Shift - 4ª
 Chicago Med - 3ª
 Blindspot - 3ª
 Shades of Blue - 3ª
 This Is Us - 2ª e 3ª
 The Good Place - 2ª
 Taken - 2ª
 Timeless - 2ª
CANCELADAS:
✘ Aquarius
✘ Emerald City
✘ Grimm
✘ Powerless
✘ The Blacklist: Redemption

CW
RENOVADAS
 Supernatural - 13ª
 Arrow - 6ª
 The Originals - 5ª
 The 100 - 5ª
 The Flash - 4ª
 iZombie - 4ª
 Jane The Virgin - 3ª
 Supergirl - 3ª
 Crazy Ex-Girlfriend - 3ª
 DC's Legends of Tomorrow - 3ª
 Riverdale - 2ª
CANCELADAS:
✘ The Vampire Diraies
✘ Reign
✘ Frequency
✘ No Tomorrow


STARZ
RENOVADAS
 Ash vs. Evil Dead - 3ª
 Outlander - 3ª
 American Gods - 2ª
CANCELADAS:
✘ Black Sails

(+) RENOVAÇÕES
 Homeland (Showtime) - 8ª
 Transparent (Amazon) - 4ª
 The Affair (Showtime) - 4ª
 12 Monkeys (SyFy) - 4ª
 Fear The Walking Dead (AMC) - 4ª
✓ Channel Zero (SyFy) - 2ª e 3ª
 Scream (MTV) - 3ª


Surpresos, felizes ou irritados com alguma? As vossas séries favoritas safaram-se?

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Séries Novas ⤫ Parte III

Estamos a entrar oficialmente na época baixa de séries. Com inúmeras temporadas a terminar, já existem algumas novidades no horizonte. Uma vez que estou sempre em busca de novos integrantes para a minha família televisiva, preparei uma mini-lista com cinco novas produções que me despertaram o interesse, independentemente do grau de qualidade que aparentam ter.


'1. The Handmaid's Tale
CANAL: HULU | ESTREIA: 26 ABRIL

Baseada no romance do mesmo nome, de Margaret Atwood, The Handmaid's Tale é a história da vida na distópica "Gilead", uma sociedade totalitária onde costumavam ser os Estados Unidos. Enfrentando desastres ambientais e um declínio da taxa de natalidade, o governo opera sob um regime fundamentalista que trata o sexo feminino como propriedade do Estado. Enquanto uma das poucas mulheres férteis que restam, Offred é presa numa casa de mulheres forçadas à escravidão sexual, cujo objectivo é repovoar o planeta.

Com Elizabeth Moss, Joseph Fiennes, Alexis Bledel e Samira Wiley no elenco, a série promete mexer com as minhas emoções a cada episódio. Tenho tolerância zero a este tipo de mentalidade em geral e em especial com as mulheres, portanto já estou a prever muitos momentos de raiva. Se assim for é positivo, significa que conseguiram captar a essência da questão. Esperemos que o resultado final seja superior à adaptação cinematográfica de 1990.



'2. The Sinner
CANAL: USA NETWORK | ESTREIA: 2 AGOSTO

Em The Sinner, Jessica Biel interpreta uma mãe de família que é subitamente tomada por um acesso de raiva numa praia, e comete um terrível acto de violência. O mais estranho é que a jovem não sabe porque motivo cometeu tal crime. Intrigado com o mistério, um detective acaba por ficar obcecado e inicia uma investigação para compreender não o que aconteceu, mas o porquê.

Confesso que não sou o maior fã da esposa do Justin Timberlake, que aqui também é produtora executiva, mas este trailer deixou-me a salivar pela estreia. Adoro um bom mistério e se juntarem elementos de crime à mistura melhor ainda. A série de 8 episódios é baseada no livro de Petra Hammesfahr e foi adaptada pelo guionista Derek Simonds (The Astronaut Wives Club), que também assina como co-produtor.



'3. American Gods
CANAL: STARZ | ESTREIA: 30 ABRIL

Inspirada no livro de Neil Gaiman, a história acompanha Shadow Moon (Ricky Whistle), na altura em que este é libertado da prisão e vê a sua vida a mudar para sempre após conhecer o misterioso Mr. Wednesday (Ian McShane). Rapidamente ele descobre que está no meio de uma guerra entre deuses antigos e novos. Confusos? É normal. Pelo que percebi, a Terra está a ser invadida por deuses "antigos" e outros mais "recentes", partindo do princípio que essas criaturas mitológicas existem devido à crença da população. Com o passar dos anos a fé nessas figuras vai perdendo força e abrindo espaço para novos deuses  sendo estes alimentados pela obsessão nacional com os media, celebridades, tecnologia, etc.

A premissa parece ser um pouco tresloucada mas estou mesmo curioso para vê-la em acção. Tem uma certa vibe de "Outcast" e "Constantine", mas pelo menos não vai ter o mesmo desfecho que esta última produção, visto que antes mesmo de estrear, American Gods já foi renovada para uma segunda temporada.



'4. The Mist
CANAL: SPIKE | ESTREIA: 22 JUNHO

As adaptações do Stephen King continuam a ser materiais ricos tanto para o cinema como para a televisão. Após a notícia do remake do clássico "IT", chegou a vez de avançar com uma série inspirada na obra "The Mist". Aqui, os habitantes da pequena Bridgton, em Maine (EUA), têm as suas vidas abaladas por um misterioso e assustador nevoeiro que cobriu toda a cidade. O fenómeno estranho vai fazer com que os maiores defeitos de cada um venham à tona, enquanto são alvo de monstros de outro mundo, presentes na névoa.

Tenho um soft-spot pelo género da fantasia, já sabem, mas estou um pouco reticente em relação ao The Mist. Provavelmente deve-se ao filme questionável de 2007. Ainda assim, o trailer apresenta novos elementos que aguçaram a minha curiosidade. Não sei até que ponto a história terá continuidade, ainda para mais no canal em que será transmitida, mas estou disposto a dar-lhe uma oportunidade. Aliás, basta saber que o elenco conta com a fantástica Frances Conroy (American Horror Story), para me convencer.



'5. Midnight, Texas
CANAL: NBC | ESTREIA: 25 JULHO

Midnight, Texas é inspirada no romance de Charlaine Harris, a autora de True Blood  uma das minhas séries favoritas de sempre. Descrita como uma viagem para uma cidade remota do Texas, onde ninguém é o que parece, vamos encontrar vampiros, bruxas, videntes e assassinos. Midnight é um porto seguro para aqueles que são especiais, diferentes. Os membros da cidade vão ter que combater pressões externas de gangs e policias suspeitos, além de lidarem com o seu próprio passado.

Sou suspeito por amar de morte a saga True Blood, mas ainda assim, o trailer deixou-me assustado. Não no sentido literal da palavra, mas devido à qualidade. O único canal que podia fazer jus a esta história era a HBO, mas compreendo o porquê de não quererem apostar numa versão alternativa de um produto que já terminaram. Agora, ser transmitida na NBC? Cancelamento garantido. Tenho pena, porque gosto de alguns dos actores como a Arielle Kebbel (The Vampire Diaries), Dylan Bruce (Orphan Black) e Peter Mensah (Sleepy Hollow), mas em partes mais parece uma paródia do Preacher. Vou reservar julgamentos para 25 de Julho, data em que estreia o primeiro episódio. 



Já conheciam as séries? Vão querer ver alguma?

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Até já, “Please Like Me”


Hoje era suposto publicar uma review sobre o último álbum dos XX mas não tenho condições para o fazer. Não costumo ficar sem palavras mas aconteceu. Estou há algum tempo a tentar formar frases mas sem sucesso. Sinto-me emocionalmente drenado. Na segunda-feira assisti à quarta temporada completa de uma série que adoro e as lágrimas ainda não pararam. Sim, leram bem. Estou assim por causa de uma produção televisiva.

Riam-se, mas quando me apego a uma narrativa e às suas personagens, a sério, acolho-os no meu coração como se fossem de carne e osso e pertencessem à minha família. São raras as histórias que conseguem despoletar em nós um sentimento tão forte que, quando algo corre mal, a dor não é fictícia, é real. Tão real que nos deixa assim, desfeitos. Please Like Me é uma delas.

Sem que praticamente ninguém se apercebesse, esta série australiana tornou-se numa das melhores, mais honestas e surpreendentes produções televisivas da última década. No episódio piloto conhecemos Josh, um jovem de vinte e tal anos, inseguro, sarcástico e, até certo ponto, narcisista — felizmente bem diferente da Hannah de GIRLS — que é arrastado para fora do armário pela melhor amiga e, na altura, namorada, Claire. Simultaneamente, tem que lidar com a primeira tentativa de suicídio da sua mãe bipolar. Ainda assim, Josh vive um dia de cada vez, tentando que hoje seja menos shitty que ontem, tanto para ele como para os que o rodeiam.

Como resultado, a série — criada, produzida e protagonizada pelo comediante Josh Thomas — é um retrato bastante fiel da vida de um rapaz e o seu grupo de amigos, que se encontram naquela fase em que a linha entre adolescente dependente dos pais e adulto emancipado é bastante ténue. Pelo meio, tentam sobreviver. Cada dia, ou episódio, é uma batalha para manter o espírito positivo, ser feliz e encontrar um rumo.


Ao longo de quatro anos, Please Like Me, abordou uma variedade de tópicos que outras produções mais populares têm medo de tocar, e conseguiu fazê-lo com sensibilidade, franqueza, e claro, a componente cómica sempre presente. A série cobriu a homofobia e o racismo, depressão e assédio sexual no local de trabalho, doenças sexualmente transmissíveis e até cancro da mama. Sem querer revelar spoilers, houve um aborto que, de uma maneira absolutamente refrescante, não foi tratado com medo de ferir susceptibilidades, mas de forma autêntica, consciente e sem arrependimentos. Na segunda temporada, grande parte das cenas e três personagens principais — Hannah (Hannah Gadsby), Arnold (Keegan Joyce) e Rose, a mãe do Josh (a soberba Debra Lawrence) — foram passados numa instituição de saúde mental.

A quarta season é uma cruel chamada de atenção. De longe a mais sombria e difícil de digerir, mas também a melhor de todas. O Josh tenta fazer todas as pessoas felizes, incluindo ele, mas não consegue. Nada funciona e tudo acaba por se desmoronar. Se as três primeiras serviram de desenvolvimento para a depressão da mãe e as inseguranças dele nas suas relações (tanto de amizade como amorosas), então esta temporada é uma inevitável descida à terra. Terminadas relações, namorados desaparecem e amigos de uma vida acabam por se afastar. É brutalmente realista.

Com a continuação incerta, o último episódio desta temporada mais parecia o fim da série. Não vos posso explicar com todas as letras o que me afectou tanto nos últimos capítulos, sem revelar algo essencial. Mas, para bom entendedor, meia palavra basta. O desfecho não chocou por ter sido contado desde o início, mas a negação é uma ferramenta muito forte. Talvez me reveja em alguns aspectos da personagem principal e a sua relação com os outros, em especial com a mãe, mas mexeu mesmo comigo. Sim, dois dias depois, as lágrimas continuam a chegar. Senti uma necessidade enorme de partilhar convosco aquela que se tornou numa das minhas séries favoritas de sempre — tanto que vou acrescentar uma posição especial no top de 2016 visto que tinham dito que estreava este ano e na volta enganaram-me.

O elenco é fantástico e extremamente competente. A cumplicidade´entre eles é tanta que acreditamos piamente que se conhecem há séculos. Os timmings são perfeitos e a edição e produção musical simplesmente geniais. O enredo tanto nos aquece o coração como o desfaz numa questão de segundos. Espero, sinceramente, que não seja o fim. Não estou preparado para dizer adeus. Se for, despediu-se como se apresentou, e manteve-se fiel à sua essência crua e sincera.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Watchlists ⤫ Séries que acompanho

Depois de vos revelar as últimas aquisições na rubrica "WELCOME TO THE FAMILY #4", chegou a altura de adicionar as novas séries à página Watchlists. Sinto que se tornou quase obrigatório fazer este update sempre que acolho novos membros à minha família televisiva. 

É um pouco assustador verificar que a primeira vez que escrevi uma publicação do género, no ano passado, só constavam 33 nomes e agora... 69 (isto porque não incluo reality shows como Project Runway, The X Factor UK, etc). Pensar que tive medo de não conseguir conciliar o emprego com a visualização dos tv shows e na volta eles continuam a surgir. Está bem.

A lista está actualizada com todas as séries que comecei a ver sendo que, até ao final do ano, é possível receber novas aquisições. Em relação a cancelamentos, vou esperar pelo final das temporadas para oficializar as sentenças de morte.

Como referi anteriormente, o único critério classificativo é aquele que utilizo no IMDb, ou seja, de 0 a 10. Por outras palavras, significa que não faço qualquer distinção entre séries com a mesma nota  se bem que na prática, temos sempre favoritas independentemente de termos noção do seu grau de qualidade. Por exemplo, Bates Motel está no mesmo patamar que o Walking Dead apesar de uma aparecer primeiro que a outra na fila.

À excepção de casos muito pontuais, as notas são dadas com base na primeira season. Digamos que se fosse alterar a cotação de um tv show conforme as temporadas ou progressão (ou não) narrativa, Wayward Pines e True Detective estavam à beira de um precipício. 

Além da componente televisiva, o separador Watchlists, na barra de navegação, também contém as listas de filmes visualizados desde 2014 até agora. Sempre que precisarem de sugestões cinematográficas além das ocasionais "Pocket Reviews" ou "Movie Lounges" (tenho andado um pouco desleixado mas prometo voltar), podem visitar o meu mini banco de dados, organizado de acordo com a minha opinião/ordem de visualização.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Séries ⤫ Welcome to the Family #4


A televisão voltou, oficialmente, aos seus dias de glória. A lista de actores norte-americanos que trocou os sets cinematográficos pelos televisivos aumenta a olhos vistos. Os motivos prendem-se, essencialmente, ao facto de existirem papéis mais ricos e variados, especialmente para mulheres a cima dos 40 anos, e narrativas inteligentes e criativas.

Longe estão os dias em que as pessoas preferiam ver um filme a uma série. Há distância de um comando ou de um clique no computador, a pessoa nem precisa levantar o rabo do sofá para desfrutar de um catálogo enorme e variado de séries. Não é por acaso que os tv shows com 1h de duração começam a tornar-se cada vez mais comuns.

Anunciados os finais de oito das séries que acompanho (por enquanto) - Penny Dreadful, Orphan Black, GIRLS, Bates Motel, The Strain, Pretty Little Liars, Teen Wolf e The Vampire Diaries -, felizmente o mercado não pára e tenho 10 substitutos. Se ainda não fizeram as contas... sim, vejo um total de 69 séries - isto sem contar com reality shows como "Project Runaway", "The X Factor (UK)" ou "The Biggest Loser (US)", se não já íamos a caminho dos 80.

Apesar de já ter terminado Stranger Things, no último capítulo desta rubrica (AQUI), surge agora com a respectiva crítica. Das restantes aquisições, só uma conta com mais do que uma season. Todas as classificações atribuídas a produções com apenas alguns episódios emitidos estão sujeitas a alterações até ao final oficial da temporada. Ou seja, Westworld, por exemplo, tem 8/10 mas poderá subir ou descer consoante o "apanhado geral".

Como entretanto já tenho outra para acrescentar à colecção, e que ficará para o próximo volume, o melhor é passarmos à apresentação, aleatória, dos novos membros da família.


#1. Stranger Things
NOTA: 9/10 | TRAILER: AQUI

SINOPSE: Numa noite aparentemente normal, depois de passar o dia a jogar com os amigos, Will Beyers desaparece a caminho de casa. Na manhã seguinte, os seus companheiros vão procurá-lo na floresta perto de casa deles e encontram Eleven, uma rapariga com habilidades no mínimo peculiares. Enquanto a família e polícia tentam encontrar respostas, todos os intervenientes acabam por mergulhar num extraordinário mistério que envolve experiências secretas do governo e forças sobrenaturais.

OPINIÃO: Não me queria precipitar mas o entusiasmo é mais forte. Stranger Things é a melhor série do ano. Situada no início dos anos 80, os mais nostálgicos vão entrar em coma visual. Como é hábito em produções originais da Netflix, tecnicamente, a série é perfeita. Além de uma boa ambientação e inúmeras referências à pop culture da década em questão (destaque evidente para E.T. e Alien), é impossível não ser transportado de volta ao passado, mesmo que nunca o tenham vivido, como é o meu caso. O espectador é levado numa aventura sci-fi com homenagens aos Stephens, King e Spielberg. Além da componente estética, a banda sonora também funciona bem, ainda que um pouco cliché, mas bem executada ao surgir discretamente em momentos apropriados. O núcleo de actores parece ter sido escolhido a dedo. Tanto os mais novos como os veteranos como a brilhante Winona Ryder, deram a uma narrativa já de si interessante, a densidade necessária às suas personagens tão complexas. Com apenas 8 episódios, não percam mais tempo e devorem a primeira temporada.


#2. Exorcist
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

SINOPSE: À primeira vista, a família Rance é igual a tantas outras mas nem tudo é o que parece. A matriarca, Angela, começa a suspeitar que existe algo na casa. Com o passar do tempo, fica convencida que a uma das suas filhas está possuída por um demónio. Desesperada, implora por ajuda ao Padre da paróquia, Thomas.

OPINIÃO: 40 anos após o seu lançamento em 1973, The Exorcist, segue como um clássico do cinema norte-americano e um dos poucos filmes de terror premiados com pela academia (com 10 nomeações, incluindo "Melhor Filme" e "Melhor Director", venceu o Óscar nas categorias de "Argumento Adaptado" e "Som"). Investidos em capitalizar até à exaustão a história de sucesso de William Peter Blatty, a adaptação televisiva não traz propriamente nada de novo ao género, mas mantém-se fiel à atmosfera tensa e assustadora do original. Apesar da série recorrer a alguns jump scares aka sustos fáceis, é inegável o terror puro de algumas cenas. O território que Outcast tentou replicar mas fracassou, aqui foi uma aposta vencedora. As interpretações dos actores são um dos pontos positivos, especialmente da icónica Geena Davis e da jovem Hannah Kasulka.


#3. UnREAL
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

SINOPSE: UnREAL retrata os bastidores do programa "Everlasting", onde um solteirão pretende encontrar a sua futura esposa. É aqui que conhecemos Rachel, uma das produtoras que, após sofrer um ataque psicótico volta ao trabalho. Subordinada de Quinn, a directora e braço direito de Chet, o criador do formato, o seu trabalho consiste em manipular os participantes para conseguir as melhores filmagens possíveis custe o que custar.

OPINIÃO: Nunca me vou perdoar por não ter acompanhado a primeira temporada de UnREAL quando começou. É tão, mas tão boa que garanto-vos que ocuparia um lugar no meu top 10 do ano passado. Falem mal dos reality shows mas a verdade é que muitas pessoas os vêem, nem que sejam aqueles que referi no início da publicação. É precisamente esse mundo venenoso e de ilusões que esta série retrata. Não só acabamos investidos nos produtores para que exponham as concorrentes ao máximo, como damos por nós a torcer para que algumas delas se mantenham na competição, exactamente como se estivéssemos a acompanhar uma temporada real de "Everlasting". Esta capacidade de transportar o espectador para dentro da acção, sem sequer se aperceber, é simplesmente genial. Dominado pelo elenco feminino, UnREAL tem várias personagens cativantes. A dinâmica amor-ódio entre a anti-heroína Rachel (Shiri Appleby) e terrivelmente fantástica Quinn (Constance Zimmer) é, sem dúvida, um dos pontos mais fortes da trama.


#4. Westworld
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

SINOPSE: Westworld conta a história de um parque temático futurista que simula o ambiente do Velho Oeste norte-americano. A diferença é que os habitantes são robôs com inteligência artificial. O desejo de humanizar cada vez mais as suas criações, leva a que uma actualização por parte do Dr. Robert Ford, origine um glitch no sistema de alguns modelos, tornando-os uma ameaça para os visitantes.

OPINIÃO: Baseada no filme homónimo de 1973, Westworld é descrita pela HBO como "uma odisseia obscura sobre a aurora da consciência artificial e evolução do pecado", explorando um mundo onde todos os desejos humanos, até os mais macabros, são tolerados. Apontada como a grande sucessora de Game of Thrones  basta verem o genérico e percebem logo as semelhanças , o episódio-piloto já entrou para a história como um dos mais caros de sempre, superando a terra dos dragões. Com o elenco mais rico da tv americana (Anthony Hopkins, Evan Rachel Wood, Ed Harris, James Marsden, Thandie Newton, Jeffrey Wright, entre outros), esta espécie de Disneyland para adultos milionários deixa-nos com os ânimos à flor da pele. Com apenas três episódios no ar, o meu veredicto é bastante positivo. A narrativa é provocadora e bastante ambiciosa, não se resume a superficialidades. As interacções pessoais entre humanos e máquinas são tão profundas e complexas que só comprova a ideia de que o futurismo e classicismo podem coexistir de forma natural.


#5. Divorce
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

SINOPSE: Casada há 17 anos, Frances resolve colocar um ponto final na relação depois de ver uma das suas melhores amigas apontar uma arma ao marido que detesta. Decidida a ficar com o amante, Frances acaba por ser rejeitada, decidindo repensar a separação. O problema é que o marido descobre a traição e toma a decisão por ela.

OPINIÃO: Divorce segue as pisadas de produções como Transparent e Orange is the New Black, ao combinar comédia + drama enquanto acompanhamos os altos e baixos do processo de separação dos protagonistas. Dito isto, temo que o público a considere demasiado "real". Posso estar enganado, mas as pessoas procuram na televisão um escape às suas angústias, portanto é bom que comecem a introduzir momentos de puro riso. Como ainda não vi o segundo capítulo (emitido ontem nos EUA), a minha opinião baseia única e exclusivamente no episódio piloto, sendo por isso, bastante superficial. Confesso que não consigo olhar para a Sarah Jessica Parker sem pensar imediatamente na Carrie Bradshaw, e talvez por isso, ainda não a consigo levar a sério no papel de Frances mas acredito que isso vá mudar.


#6. Better Things
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

SINOPSE: Better Things retrata a rotina de uma actriz de Hollywood, Sam, enquanto lida com os obstáculos de criar três filhas como mãe solteira e manter-se relevante na profissão. 

OPINIÃO: Não é fácil transcrever ou representar a realidade de forma a que pareça, efectivamente, real. Contudo, quando é feito da maneira correcta, é um autêntico espectáculo merecedor da nossa atenção. Better Things é isso mesmo, uma comédia semi-autobiográfica produzida e assinada por Pamela Adlon e Louis C.K. Adlon afimou em entrevistas que a série é sobre a sua experiência pessoal na criação das suas filhas. Segundo a protagonista, a intenção é revelar o lado mais honesto do meio artístico. Sinceramente não me recordo o que me fez começar a ver este tv show mas ainda bem que o fiz! Os conflitos geracionais recordam-me tantas situações vividas por mim ou amigos que é impossível não nos rirmos da nossa própria estupidez. Os episódios de 20 minutos passam a correr e a abertura é simultaneamente viciante e comovente.


#7. Luke Cage
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

SINOPSE: Luke Cage foi preso por um crime que não cometeu. Na prisão, é sujeito a uma experiência sabotada que lhe dá super-força e resistência. Após escapar, os seus planos de viver uma vida comum são interrompidos devido à criminalidade e corrupção nas ruas de Harlem.

OPINIÃO: Se há coisa em que a Marvel acertou foi em colaborar com a Netflix. Daredevil e Jessica Jones conseguiram o selo de aprovação da crítica e do público, solidificando-se como duas das melhores séries de super-heróis da actualidade. Agora chegou a vez de Luke Cage. Apesar de não superar as outras duas, é igualmente aterradora. Contrariamente ao Mathew Murdock que foi movido pelo desejo de varrer o mal das ruas e à Jessica que se envolve numa missão pessoal, a única ambição de Luke é ser um homem normal. Não gosta daquilo em que foi transformado e do que já sofreu por isso. O bairro de Harlem é por si só uma espécie de personagem principal. Diferente do que estamos habituados, o clima das ruas parece pertencer a um universo alheio ao cliché do filtro escuro das outras produções do género. Faltando alguns episódios para terminar a temporada, posso dizer que Luke Cage é uma ode à cultura negra. Esta afirmação não se prende ao facto de praticamente a totalidade do elenco ser afro-americano, mas sim pelo uso de inúmeras referências, expressões dialéticas e até mesmo banda sonora (magnífica), que nos envolve. A história central envolve tráfico, corrupção e guerra de gangues com uma vertente policial bastante activa, cujo objectivo não é chocar mas criticar e reflectir.

#8. This Is Us
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

SINOPSE: This Is Us segue um grupo de pessoas cujos caminhos se cruzam, fazendo com que as suas histórias se entrelacem de maneiras deveras curiosas. Vários deles partilham a mesma data de nascimento e muito mais do que possamos imaginar...

OPINIÃO: Peço desculpa pela sinopse deplorável mas é impossível descrever o enredo sem desvendar uma grande peça desta puzzle - se já viram sabem do que estou a falar. This Is Us foi provavelmente a produção televisiva mais badalada dos últimos meses. Tanto é que o trailer oficial superou 70 milhões de visualizações só numa semana. Aqui entre nós, não compreendo tanto alarido. Existe uma clara construção da história com o objectivo de comover o público através de situações tanto sérias como triviais. Nesse campo, superaram largamente o plano. Embora não seja uma obra-prima, é daquelas séries que nos faz soltar um "aww" de tão melosa que é. Um dos factores positivos é optarem por uma narrativa simples, sensível e sem exageros à la Grey's Anatomy (que adoro, diga-se de passagem). Aproveitando a polémica do racismo/sexismo em Hollywood, os produtores caíram nas graças do mundo por criarem um elenco bastante diversificado. Tirando dois ou três casos pontuais, não é comum ver uma actriz plus size protagonizar uma série. Aplaudo de pé o facto da "Kate" não ser uma personagem bastante complexa e nada unidimensional.


#9. Casual
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

SINOPSE: Uma família disfuncional volta a viver debaixo do mesmo tecto. Alex, solteiro, e a sua irmã recém-divorciada, Valerie, mergulham no mundo dos relacionamentos ao mesmo tempo que tentam criar Laura, a filha adolescente e de Valerie.

OPINIÃO: Casual é daquelas séries que precisa ser consumida de seguida. Assisti às duas temporadas, separadamente, de uma assentada e sem dúvida que a história vai melhorando ao longo dos episódios. O início não é fácil, não nos prende necessariamente à acção ou personagens, mas com o avançar da trama, vamos ficando vidrados naquele trio familiar extremamente complexo. Classificada como dramedy, é mais sarcástica que cómica, mas tem observações absolutamente certeiras sobre as expectativas geradas sobre o amor e as suas idealizações. A grande estrela do show é a Michaela Watkins que desempenha uma Valerie inteligente mas extremamente humana, onde acessos de loucura não faltam.


#10. The Good Place
NOTA: 6/10 | TRAILER: AQUI

SINOPSE: Ao chegar ao céu, Eleanor apercebe-se de algo terrível, está no local errado. Graças a um erro no sistema que a trocou com outra pessoa do mesmo nome, a jovem vai ter que fazer tudo por tudo para não ser descoberta e ir parar ao inferno. Para isso, vai contar com o apoio de Michael, a suposta alma-gémea, que a vai ajudar a tornar-se numa pessoa melhor.

OPINIÃO: Pela premissa perceberam que a história é tudo menos séria, mas ao menos prima pela criatividade. Ainda que o tema e algumas das personagens sejam um pouco... ridículas, a decisão de colocar a Kristen Bell como protagonista foi certeira. É impossível não gostarmos da sua Eleanor, mesmo sabendo que ela era uma terrível pessoa. The Good Place é um daqueles casos raros de humor inteligente com momentos mais emotivos que nos fazem derreter o coração. As actuações são dignas mas ainda não consegui levar a narrativa a sério. A boa notícia é que ainda tenho o resto da season para mudar de opinião.


Acompanham alguma das 10 séries? Ficaram curiosos com alguma?

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Watchlists ⤫ Séries que acompanho

página de séries que acompanho recebeu um update. Parece que esta se tornou numa mini-tradição aqui, no Ghostly Walker. Pensar que a primeira vez que escrevi uma publicação deste género, no ano passado, só constavam 33 nomes. Feitas as contas, não sei se deva ficar impressionado ou assustado com a quantidade de produções televisivas que vejo.


A lista está actualizada com as últimas séries que comecei a ver, sendo que até ao final do ano deverá receber novas aquisições. Quanto a cancelamentos, e por muito que me custe, acrescentei os que já foram confirmados até ao momento.

Como referi anteriormente, o único critério classificativo é o que utilizo no IMDb, ou seja, de 0 a 10. Quer isto dizer que não faço qualquer distinção entre séries que tenham a mesma nota - se bem que na prática, temos sempre favoritas. Por exemplo, para mim, a série How To Get Away With Murder está ao mesmo nível que Empire, apesar de uma aparecer no início e outra no fim da fila.

Excepto em casos muito pontuais  como Mom que subiu um degrau na hierarquia  as notas são dadas com base nas primeiras temporadas. Se alterasse a cotação de um tv show conforme as seasons ou a progressão da história, escusado será dizer que, Wayward Pines tinha descido a pique para a sarjeta. Entre esta segunda parte e a primeira de The Catch, venha o diabo e escolha.

Além da componente televisiva, o separador Watchlists, na barra de navegação, também contém as listas de filmes visualizados desde 2014 até agora. Se precisarem de sugestões cinematográficas além das "Pocket Reviews" e "Movie Lounge's" (prometo que o próximo está para breve), podem visitar esta espécie de banco de dados, organizado de acordo com a minha opinião.

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