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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

I Paid For It | 4 Filmes

(Tentar fotografar num dia de nevoeiro e sem luz natural é obra. I Tried!)
No seguimento da última publicação sobre a minha aquisição de quatro DVD's da sétima arte, pensei "porque não falar deles?". Independentemente de já os conhecerem ou não, aqui fica a minha breve opinião sobre cada um deles.


1. Inception (2010)
NOTA: 9/10 | TRAILER: AQUI

Há filmes que não saem da nossa memória e este é um deles. Estava no meu primeiro ano da Universidade quando estreou e mantém-se até hoje como um dos meus favoritos. O jogo entre ilusão vs. realidade nem sempre resulta, mas aqui, é mágico. Contrariamente a outras produções do género, a narrativa é inteligente e a atenção ao detalhe é algo fora de série. As sequências de acção combinadas com visuais de nos deixar de boca aberta, oferecem ao espectador uma viagem alucinante por este universo subconsciente/alternativo. Chegamos ao final com uma vontade enorme de andar para trás e começar tudo de novo. It is that good.


2. Boyhood (2014)
NOTA: 9/10 | TRAILER: AQUI

Não existem palavras para descrever Boyhood. É tão estranho como alguns filmes nos conseguem tocar tanto. Não é uma história de outro mundo, mas é exactamente essa a sua beleza. É a vida. Só isso. A vida e todos os seus altos e baixos. Desde mudar de casa com a nossa família, discutir constantemente com o irmão que consegue melhores resultados, bullying, a pressão dos grupos, ver pornografia pela primeira vez, os anos awkward da adolescência, a terrível fase do acne, os 1001 cortes de cabelo, o primeiro amor, a primeira namorada, o primeiro desgosto, questionar tudo no mundo, ir para a Universidade, sentirmo-nos perdidos em relação ao futuro e por aí em diante. É assustador o quão rápido o tempo passa.

Uma das minhas partes favoritas, além do facto de ter sido filmado durante 12 anos e com os mesmos actores, é a importância da música. A primeira cena abre com a "Yellow" dos Coldplay e, com o passar do tempo, também a banda sonora evolve. Se pensarem nisso, a música é quase como o narrador tanto da história como das nossas vidas. É mesmo! Algumas canções conseguem transportar-nos no tempo, para um determinado período da nossa existência, e é a sensação mais incrível de sempre. Até quando a irmã da personagem principal canta ao irmão a "Oops... I Did It Again" da Britney, quando eram pequeninos, lembrou-me de quando vi o videoclip pela primeira vez. Não sei, acho que já estou a divagar. A interpretação da Patricia Arquette é sólida e comovente (venceu o Óscar de Melhor Actriz Secundária). O diálogo final matou-me. Enfim, é fantástico. Se ainda não viram, recomendo que o façam.


3. The Babadook (2014)
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

Aclamado pela crítica, The Babadook foi considerado um dos favoritos de 2014, e um dos melhores filmes de terror de sempre. Passados dois anos, o filme australiano continua a dividir opiniões. Confesso que inicialmente tive as minhas dúvidas, mas quanto mais pensei sobre a história, apercebi-me do quão boa era. Se estiverem à espera de saltos constantes e mulheres com cabelo preto e vestidas de branco a vaguear por um corredor, não vale a pena verem. A forma inteligente como personificaram a dor física e sentimento de perda da protagonista, para a figura do dito "monstro", é extremamente inteligente. A cinematografia é excelente, não existem aqueles clichés ultrapassados do género e o desempenho da Essie Davis e do pequeno Noah Wiseman é simplesmente genial. 


4. The Theory of Everything (2014)
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

Provavelmente o mais popular dos quatro mas, neste caso, justifica-se. Tendo em conta que desconhecia o trabalho e vida daquele que é considerado um dos mais importantes astrofísicos de todos os tempos, fiquei fascinado com a história do Stephen Hawking. O Eddie Redmayne representou-o de forma sublime e mereceu com toda a certeza o Óscar de Melhor Actor. A maneira como se entregou à personagem é arrepiante. Apoiado da igualmente talentosa Felicity Jones, o par conseguiu estabelecer uma ligação intensa e rica em conteúdo. Momento da vergonha, chorei de tal forma com o final que até solucei. Não têm de quê por esta imagem tão bonita.


Já viram algum dos filmes? Qual é o vosso favorito?

domingo, 27 de dezembro de 2015

CINEMA | O que tenho andado a ver #10


Nos últimos dois meses assisti a tantos filmes que podia fazer uma publicação destas por dia. Para não vos saturar e ao blogue, optei por reservar os Domingos para a rubrica "O que tenho andado a ver" por enquanto mantém-se, mas ando há algum tempo para alterar o título. Se estiverem a visitar o Ghostly pela primeira vez, é o espaço onde avalio e escrevo mini-reviews de quatro longas metragens. Embora este vá ser o último quarteto do ano, já os vi no mês passado, o que significa que no próximo, ainda vou andar a falar de obras visualizadas em 2015. Esclarecimentos de lado, passemos às críticas (positivas).

Classificação IMDb: 7.7/10
Classificação Ghostly Walker: 8/10


Em 1963, enquanto estudante de Física na Universidade de Oxford, no Reino Unido, Stephen está decidido a encontrar uma "simples, eloquente explicação" para o Universo. Nesta época, após conhecer Jane Wilde, uma jovem estudante de Artes por quem se apaixona, é-lhe diagnosticada esclerose lateral amiotrófica, uma doença incurável e degenerativa que leva à perda permanente de movimento muscular. Apesar dos médicos lhe darem dois anos de vida e das capacidades físicas cada vez mais limitadas, casa-se com Jane, com quem tem três filhos. Com a sua ajuda, supera os maiores obstáculos, sem nunca perder a vontade de viver.

Confesso que desconhecia o trabalho e vida daquele que é considerado um dos mais importantes astrofísicos de todos os tempos, mas fiquei fascinado. O Eddie Redmayne representou-o de uma forma sublime, valendo-lhe o Óscar de Melhor Actor. A maneira com que se entregou à personagem é arrepiante. Apoiado da igualmente talentosa Felicity Jones, conseguiram estabelecer uma ligação complementar intensa e rica em conteúdo.

The Theory of Everything adapta a obra biográfica "Trvelling to Infinity: My Life With Stephen", onde Jane Wilde descreve os seus anos ao lado de Hawking, é uma celebração da vida em vez de um drama pesado  embora eu tenha acabado lavado em lágrimas.


Classificação IMDb: 7.2/10
Classificação Ghostly Walker: 7/10



Nascida a 1 de Janeiro de 1908, Adaline Bowman (Blake Lively), cresceu, constituiu família e levou uma vida igual à de tantas outras mulheres do seu tempo. Aos 27 anos, sofre um acidente grave que provoca que deixe de envelhecer. O que para muitos seria uma bênção, tornou-se numa maldição, ao atravessar décadas e viver com a consciência de que todos que ama envelhecem e, eventualmente, morrem. Após anos a fugir, conhece alguém cujo amor pode valer mais do que a imortalidade.

Quando o trailer saiu há uns meses atrás e a blogosfera enloqueceu, fiquei bastante reticente por contar com a ex-gossip girl como protagonista. Engulo todas as minhas dúvidas. ADOREI o filme! Já não ficava tão entusiasmado há muito, muito tempo. Com uma duração de quase 2h, passou a correr, ficando com a vontade de um replay instantâneo.

A história é o maior cliché romântico de sempre e o final é previsível e rebuscado, mas por alguma razão... mexeu comigo. A temática remete-nos para o Curious Case of Benjamin Button, mas invertido. Um pormenor que apreciei bastante é o facto de mesmo na actualidade, a protagonista manter a sua elegância e estilo vintage, tanto na roupa como cabelo e maneira de falar. A química com Michiel Huisman saltava do ecrã e só lamento o Harrison Ford, com um curriculum exemplar, parecer o mais inexperiente do elenco.


Classificação IMDb: 7/10
Classificação Ghostly Walker: 7/10
Em 1971, 24 estudantes do sexo masculino são seleccionados pelo professor e psicólogo, Philip Zimbardo, para uma experiência na Universidade de Stanford, na Califórnia. Na cave do edifício de Psicologia, é construída uma prisão fictícia e o grupo de jovens será separado entre guardas e prisioneiros. É a partir dessa divisão social que a experiência visa explicar os efeitos da prisão no comportamento do ser humano. Os resultados são devastadores.

Baseado em factos reais, The Stanford Prison Experiment, não é a primeira adaptação cinematográfica sobre este caso. Após a alemã "Das Experiment" (2001) e a versão americana "The Experiment" (2010), é caso para dizer, à terceira é de vez.

Vencedor do Prémio de Melhor Argumento no Festival Sundance 2015, trata-se de uma viagem claustrofóbica com cenas de bullying que nos deixam com um sentimento de impotência enorme.

Além do trabalho do excelente trabalho de câmara, o elenco é o ponto forte desta produção. O núcleo de jovens actores, entre eles Ezra Miller, Michael Angarano, Tye Sheridan e Johnny Simmons, conseguiu transmitir na perfeição a dor, angústia e desconforto necessários.



Classificação IMDb: 7.2/10
Classificação Ghostly Walker: 8/10




Após a repentina morte da mãe, Cheryl Strayed distanciou-se da família, começou a consumir heroína e destruiu o seu casamento. Quatro anos depois, aos 26, sem nada a perder, decidiu por impulso embarcar numa caminhada de mais de 1000 km, numa autêntica busca interior. Sem experiência e guiada pela sua determinação, inicia uma jornada repleta de desafios físicos e mentais, até ao renascimento de uma Cheryl fortalecida e segura de si.

Começo a ver um padrão no curriculum da Reese Witherspoon. Sempre que participa numa obra premiada, seguem-se anos de filmes medíocres. Vencedora do Óscar de Melhor Actriz, em 2006, com Walk The Line, passaram-se oito até ser nomeada na mesma categoria.

O meu medo de tédio foi rapidamente esclarecido na viagem física e psicológica de uma mulher com defeitos, mas bastante humana. Com paisagens de tirar a respiração como fundo da acção, a Resse brilha ao transmitir a sensibilidade e força interior necessárias à personagem. À primeira vista não temos a melhor das impressões de Cheryl, mas pelo fim do filme, sentimo-nos revitalizados com as suas conquistas. Afinal quem é que não tem sonhos e objectivos de vida para alcançar?

A longa-metragem conta ainda com Laura Dern, indicada ao Óscar de Melhor Actriz Secundária pelo papel de mãe.


Já viram algum dos quatro filmes? Qual é o vosso favorito e o que gostaram menos?

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