O mundo sobrenatural pode ser assustador para uns mas para outros, como eu, é algo fascinante. Talvez por ter crescido numa família com uma certa, digamos, aptidão, para o oculto, mas desde muito novo senti-me extremamente atraído pelo desconhecido. Calma, não me refiro a energias nefastas e sacrifícios de galinhas. Somente a ideia de que existe algo além da nossa existência, é algo em que não só acredito piamente como já tive provas disso.
Antes de mais é importante compreender que quer se acredite ou não, há que respeitar. Ao longo dos anos foram várias as experiências paranormais que vivi e é precisamente devido ao factor "ridículo" que está associado a este tema que me mantenho em silêncio. O facto de poderem pensar que estou a inventar à procura de atenção é algo que me deixa agoniado e como tal, sempre preferi guardar tudo para mim e contar apenas a quem partilha o mesmo interesse. Em véspera de Halloween digo, screw that! Vamos lá falar sobre coisas sem explicação.
Começando por algo mais leve, a situação mais comum e que poucas pessoas se apercebem o que realmente está a acontecer, são os objectos em locais diferentes daqueles em que os deixámos. Arrisco-me a dizer que todos vocês, incluindo os que devem estar a fazer troça de mim neste momento, já passaram por algo semelhante. As chaves que desaparecem misteriosamente ou livros que juram a pés juntos ter deixado em cima da secretária e após vasculhar tudo sem sucesso, quando lá voltam, ali estão eles. Quantas vezes não questionei a minha sanidade mental devido a isto. Em criança então, era de tal forma constante que chegava a chorar de raiva e ter verdadeiras breakdowns.
Conforme fui crescendo e conversando com a minha mãe sobre este universo por descobrir, percebi que não estava sozinho. Aparentemente, as filhas mais velhas da linhagem dela costumam ter uma certa sensibilidade acrescida para o paranormal. Pela primeira vez um rapaz quebrou a corrente feminina e voilá, surgi eu. Sei que pode soar absurdo, mas tenham paciência. Nunca escondi o facto de ter o chamado "sexto" sentido que já me ajudou muitas vezes. Aliás, o meu núcleo mais próximo de amigos do ensino básico (e que mantenho até hoje), pode testemunhar a veracidade do que vos conto. Como se o vento me dissesse alguma coisa, havia alturas em que chegava ao pé deles e dizia, "Não sei o quê nem com quem, mas vai acontecer alguma coisa". Nunca falhava, nunca. Até aí, tudo bem, é algo comum a muita gente. O problema é quando sensações se personificam em imagens.
Infelizmente nunca tive visões no sentido literal, embora considere isso fantástico, mas já vi coisas que não pedi e não me refiro a dedos a saltarem de sandálias como pequenos camarões. Provavelmente aquilo que mais me chocou e continua a deixar bastante inquieto foi quando estava no secundário e "previ" a morte de uma pessoa. Lembro-me como se fosse hoje. Fui o primeiro a chegar a casa, ao final da tarde, e após subir as escadas para o piso de cima, ao passar pelo quarto do meu irmão, vejo uma sombra em forma de um velhote meio marreco e de boina. Gelei dos pés à cabeça e enquanto tentava impedir que os meus olhos saltassem da cara, corri o mais depressa possível para o meu quarto e tranquei-me lá dentro. Quando a minha mãe chega e lhe conto o que aconteceu, ela diz-me com um ar muito sério e assustado, "O Senhor Álvaro morreu". A descrição que lhe tinha feito era tal e qual a do falecido em questão e ficámos os dois sem palavras. Não imaginam como me senti por ter contado primeiro o que tinha visto, se fosse ao contrário, podiam acusar-me de ter inventado, mas assim, é impossível.
Geralmente este tipo de situações acontece quando estou sozinho, especialmente no que toca às adoradas sombras. Mas nem sempre é o caso. Quando era mais novo, fiquei com o meu irmão numa casa no Algarve, enquanto os meus pais foram comprar jantar e quando ia a meter sumo num copo, o copo mexeu-se sozinho. Não estou a gozar! Ficámos os dois do género, wtf just happened?!
Mais recentemente, como quem diz, há uns 4 anos atrás, numa das passagens de ano em que fiquei com a minha namorada em casa, ocorreu algo que ainda hoje não conseguimos explicar. Não me recordo ao certo o que estávamos a fazer, provavelmente a ver televisão, quando de repente ouvimos uma música aparentemente vinda de uma espécie de boneco algures no andar de baixo. Inspeccionámos tudo e nada. De repente começamos a ouvir a tal música novamente, mas vinda de cima. Ela que já tem medo da minha casa por causa destas histórias sobrenaturais, ficou ainda pior depois disto. Subimos as escadas e descobrimos que o som vinha de um calendário electrónico antigo do meu irmão. Parte interessante, não tinha pilhas. Sem comentários. (EDIÇÃO: história mal contada, ler comentário da Marta).
Podia ficar aqui a falar mais sobre o assunto porque considero o tema mesmo interessante, mas não vos quero maçar com um testamento. Talvez volte a falar sobre isto, who knows. Uma coisa vos digo, elas andam aí.
Antes de mais é importante compreender que quer se acredite ou não, há que respeitar. Ao longo dos anos foram várias as experiências paranormais que vivi e é precisamente devido ao factor "ridículo" que está associado a este tema que me mantenho em silêncio. O facto de poderem pensar que estou a inventar à procura de atenção é algo que me deixa agoniado e como tal, sempre preferi guardar tudo para mim e contar apenas a quem partilha o mesmo interesse. Em véspera de Halloween digo, screw that! Vamos lá falar sobre coisas sem explicação.
Começando por algo mais leve, a situação mais comum e que poucas pessoas se apercebem o que realmente está a acontecer, são os objectos em locais diferentes daqueles em que os deixámos. Arrisco-me a dizer que todos vocês, incluindo os que devem estar a fazer troça de mim neste momento, já passaram por algo semelhante. As chaves que desaparecem misteriosamente ou livros que juram a pés juntos ter deixado em cima da secretária e após vasculhar tudo sem sucesso, quando lá voltam, ali estão eles. Quantas vezes não questionei a minha sanidade mental devido a isto. Em criança então, era de tal forma constante que chegava a chorar de raiva e ter verdadeiras breakdowns.
Conforme fui crescendo e conversando com a minha mãe sobre este universo por descobrir, percebi que não estava sozinho. Aparentemente, as filhas mais velhas da linhagem dela costumam ter uma certa sensibilidade acrescida para o paranormal. Pela primeira vez um rapaz quebrou a corrente feminina e voilá, surgi eu. Sei que pode soar absurdo, mas tenham paciência. Nunca escondi o facto de ter o chamado "sexto" sentido que já me ajudou muitas vezes. Aliás, o meu núcleo mais próximo de amigos do ensino básico (e que mantenho até hoje), pode testemunhar a veracidade do que vos conto. Como se o vento me dissesse alguma coisa, havia alturas em que chegava ao pé deles e dizia, "Não sei o quê nem com quem, mas vai acontecer alguma coisa". Nunca falhava, nunca. Até aí, tudo bem, é algo comum a muita gente. O problema é quando sensações se personificam em imagens.
Infelizmente nunca tive visões no sentido literal, embora considere isso fantástico, mas já vi coisas que não pedi e não me refiro a dedos a saltarem de sandálias como pequenos camarões. Provavelmente aquilo que mais me chocou e continua a deixar bastante inquieto foi quando estava no secundário e "previ" a morte de uma pessoa. Lembro-me como se fosse hoje. Fui o primeiro a chegar a casa, ao final da tarde, e após subir as escadas para o piso de cima, ao passar pelo quarto do meu irmão, vejo uma sombra em forma de um velhote meio marreco e de boina. Gelei dos pés à cabeça e enquanto tentava impedir que os meus olhos saltassem da cara, corri o mais depressa possível para o meu quarto e tranquei-me lá dentro. Quando a minha mãe chega e lhe conto o que aconteceu, ela diz-me com um ar muito sério e assustado, "O Senhor Álvaro morreu". A descrição que lhe tinha feito era tal e qual a do falecido em questão e ficámos os dois sem palavras. Não imaginam como me senti por ter contado primeiro o que tinha visto, se fosse ao contrário, podiam acusar-me de ter inventado, mas assim, é impossível.
Geralmente este tipo de situações acontece quando estou sozinho, especialmente no que toca às adoradas sombras. Mas nem sempre é o caso. Quando era mais novo, fiquei com o meu irmão numa casa no Algarve, enquanto os meus pais foram comprar jantar e quando ia a meter sumo num copo, o copo mexeu-se sozinho. Não estou a gozar! Ficámos os dois do género, wtf just happened?!
Mais recentemente, como quem diz, há uns 4 anos atrás, numa das passagens de ano em que fiquei com a minha namorada em casa, ocorreu algo que ainda hoje não conseguimos explicar. Não me recordo ao certo o que estávamos a fazer, provavelmente a ver televisão, quando de repente ouvimos uma música aparentemente vinda de uma espécie de boneco algures no andar de baixo. Inspeccionámos tudo e nada. De repente começamos a ouvir a tal música novamente, mas vinda de cima. Ela que já tem medo da minha casa por causa destas histórias sobrenaturais, ficou ainda pior depois disto. Subimos as escadas e descobrimos que o som vinha de um calendário electrónico antigo do meu irmão. Parte interessante, não tinha pilhas. Sem comentários. (EDIÇÃO: história mal contada, ler comentário da Marta).
Podia ficar aqui a falar mais sobre o assunto porque considero o tema mesmo interessante, mas não vos quero maçar com um testamento. Talvez volte a falar sobre isto, who knows. Uma coisa vos digo, elas andam aí.
Acreditam no mundo sobrenatural? Já viveram experiências paranormais?












































