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quinta-feira, 7 de setembro de 2017

O meu tempo é precioso


O tempo sempre foi um tópico que simultaneamente me intriga e assusta. Sou o tipo de pessoa que adora planear tudo e está sempre a pensar três passos à frente dos outros, para evitar problemas e me precaver. O certo é que ultimamente tenho pensado se não deveria mudar um pouco a minha abordagem.

Somos reféns do tempo e constantemente lembrados disso quando olhamos para os nossos avós ou meros idosos na rua. O tempo não perdoa e independentemente de como o aproveitaste, o final é sempre o mesmo. A não ser que morram jovens, todos nós vamos envelhecer e passar por toda uma saga que pode envolver condicionantes físicas e/ou uma mini farmácia ambulante. 

Muitas vezes dou por mim a ver os dias, meses, a passar e questiono-me até que ponto aproveitei esta minha existência. Foram assim os supostos melhores anos da minha vida? Então vou querer o livro de reclamações. Poupem-me o discurso à la Clã "muda de vida se não te sentes satisfeito". É muito bonito mas na prática, não é assim tão fácil. O mundo dos adultos é tudo menos um playground e se já me custa e ainda nem saí do ninho, imagino quando der esse passo.

Cheguei a um ponto de querer fazer tudo e o resultado ser o inverso. Talvez por isso precisei fazer uma pausa no que toca a filmes e séries. Aquilo que fazia por prazer, tornou-se numa espécie de pressão dada a quantidade de programas que acompanho e a vontade de querer escrever sobre eles. Não me apetece sair da cama o fim-de-semana inteiro? Óptimo. Dá-me vontade de ver um temporada inteira de uma série numa acentada e passar três semanas sem ver um único episódio de outro programa? Fantástico. O importante é sentir-me bem e não estar contrariado.

Digamos que o facto de ter produzido menos conteúdo para o blog nos últimos três meses se deve a isso mesmo, precisar descansar e aproveitar o meu tempo. Não significa que ande mais relaxado, até porque se antes acordava às 7h e chegava a casa às 19h, agora é só às 22h. No entanto, ando mais leve por estar mais fisicamente activo e limitar-me a fazer coisas que goste ao meu ritmo. Nem que seja fica a noite toda em frente a um jogo do facebook ou a fazer uma maratona de vídeos de ASMR.

A vida é tão curta e o tempo está sempre a contar. Visto que não tive a sorte de ser descoberto num centro comercial e tornar-me uma estrela com tudo à minha disposição, mais vale apreciar o que tenho e vou conseguindo conquistar. Se não o fizer, ninguém o vai fazer por mim.


Alguma vez se sentiram reféns do tempo? Sentem pressões diárias além da área laboral?

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Preciso de um clone


Como devem ter percebido, não tenho andado com muito tempo para o blog. Se em tempos longínquos publicava praticamente todos os dias, agora nem os posts intercalados consigo cumprir. Não é que exista uma regra que me obrigue a partilhar conteúdo continuamente, mas sinto que ando a falhar. O ideal era mesmo ter um clone que ficasse encarregue da parte chata da minha vida e me deixasse aproveitar os bons momentos ao máximo.

Visto que este espaço não é a minha fonte de rendimento e não ganho absolutamente nada com ele, se continuo por cá é porque gosto mesmo disto. Verdade seja dita, desde Dezembro que a minha situação laboral está um caos por estar a exercer duas funções distintas (sem receber por isso). Resultado, após 8h sem parar, não tenho tido a mínima vontade/paciência para chegar a casa e escrever. O mesmo aplica-se à leitura. Enquanto no ano passado devorei seis livros, este nem metade de um consegui ler.

Normalmente tento escrever o máximo possível durante o fim-de-semana e agendar tudo porque, de 2ª a 6ª, é impossível. Ou acabo por me deitar às 3h da manhã e acordo ainda mais cansado, ou só tenho o tempo de criar a imagem na noite anterior e deixar a escrita para um furo no trabalho. Além de ser uma pressão terrível, acaba sempre por surgir alguma coisa que me impede de terminar o maldito texto. Pista: quando publico alguma coisa sem ser a esta hora é, na esmagadora maioria, um caso desses.

Com um Ricardo 2.0 a coisa resolvia-se num instante. Era ele que acordava todos os dias às 7h da manhã e chegava a casa às oito da noite; aturava o meu patrão por mim e a necessidade de me ligar de 10 em 10 minutos; levava com os tsunamis lisboetas que me deixam ensopado e semi-careca; ficava na fila interminável para comprar o passe e levava com os germes das pessoas nojentas que utilizam os transportes públicos como se fosse o curral deles. Já eu, podia dormir até ao meio-dia, ver as séries e filmes todos que tenho em atraso e claro, escrever conteúdo interessante para partilhar convosco. Sei que a isso se chama desemprego, mas já me bastou dois anos em casa e não obrigado

Tenho mil e uma ideias (e rascunhos) para dar vida e prometo que vou tentar ser mais disciplinado durante o fds. Igualmente em falta estou com as vossas páginas que não têm recebido o meu habitual contributo opinativo. Não vou ser hipócrita e dizer que leio tudo porque ultimamente não tem acontecido, mas quando o fizer, preparem-se para múltiplas aparições na vossa caixa de correio.

Até lá, vou continuar a torcer por Portugal na Eurovisão apesar de saber que, politicamente falando, é impossível vencermos. Mas que era merecido, era.

quarta-feira, 29 de março de 2017

Mau tempo, mau humor


A quantidade de publicações que já escrevi sobre o tempo são quase tantas como o número de séries que acompanho. Se isso é uma coisa positiva, é que já não sei. Agora a sério, é de senso comum que o nosso humor é directamente afectado pelo clima. As taxas de suicídio são mais elevadas em países mais frios, e as pessoas são mais alegres em lugares quentes. Há quem deteste vento ou dias chuvosos, e outros que só são felizes com o calor do sol a bater-lhes na cara. Provando que sou um cliché, também eu alvo desta disparidade emocional provocada pela alterações estacionais.

Apesar de sofrer com temperaturas muito elevadas e conhecer os inúmeros perigos do sol, a verdade é que prefiro o Verão ao Inverno. Sim, em termos de roupa a última estação do ano é melhor, nem que seja para esconder as gorduras indesejadas, mas tudo o resto é terrível. Por muito que aprecie a chuva enquanto estou deitado a ver um filme e a beber uma chávena de café com leite, não é um cenário suficientemente apelativo para aguentar uma semana de inconvenientes. Ele é ventos que nos deixam descabelados, são carros que passam por cima de poças e nos encharcam, e por aí fora.

Todos os anos passo pelo mesmo ciclo temperamental. No início de Novembro a ficha cai e começo a sentir os efeitos da falta de exposição à luz solar. Segue-se um longo período semi-depressivo em que não me apetece sequer sair da cama. A desmotivação é tamanha que chego a isolar-me no meu canto, como se estivesse a hibernar. Avançamos uns quatro, cinco meses e os primeiros indícios de Primavera dão um switch no meu cérebro e ganho uma energia que pensava estar perdida. Depois entramos no reino de Hades e sofro de uma preguiça invertida, devido ao calor das labaredas.

Sempre me ri do povinho que ao mínimo indício de calor vai logo queimar as bordas do rabo para a praia, mas cada vez mais compreendo-os. Estes meses antes de Julho e Agosto são a melhor altura do ano. E não digo isto por ter nascido em Maio. Os dias estão mais "longos", o céu está limpo (maioritariamente), as temperaturas estão medianas e não sentimos um frio polar ou calor infernal. É a combinação climática perfeita. Não imaginam a felicidade que sinto por já não chegar a casa de noite cerrada. Mesmo que quisesse negar as minhas origens não posso, sou latino e como tal, o bom tempo é essencial na minha vida.


O vosso humor é afectado pelas mudanças climatéricas? Preferem o Inverno ou Verão?

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Calm before the storm


Ai Outono, como te detesto. Se há uns anos atrás até não desgostava, nem que fosse pela conversa da treta da queda das folhas, perdi a paciência. Calculo que se deva ao facto deste Verão ter sido um dos mais intensos da última década, mas senti uma mudança drástica entre uma estação e outra.

Sofro um bocado com as temperaturas demasiado elevadas, mas já sinto falta de vestir calçonetes e usar o meu escudo facial aka óculos-de-sol. Não me interpretem mal, não é propriamente o frio que me incomoda, é o mau-tempo. Estar em casa refastelado, a ver um filme, enquanto cai um dilúvio lá fora parece-me fantástico. Se for durante a semana, atirem-me de um penhasco.

Como a maioria dos portugueses, o meu humor é o primeiro a sentir as alterações atmosféricas. Sim, continuo a rir-me tanto ao ponto de temer as rugas de expressão, mas os momentos de "ugh, deixem-me em paz" ou "cala-te sua pindérica", tornaram-se ainda mais habituais. Ao menos sempre posso aproveitar a chuva para olhar pela janela do comboio ao som da "Someone Like You", da Adele, e imaginar que estou num vídeo. Sooo dramatic.

Tarefas normais do dia-a-dia como tomar banho de manhã, são agora um martírio. Além de parecer um animal frágil cheio de tremeliques, o maldito cabelo leva o dobro do tempo a secar (sim, já sei que as raparigas sofrem mais, mas deixem-me ter este momento). Acordar às 7 horas da manhã e saber que ainda me esperam outras 8 de trabalho é por si só desencorajador, mas meter o pezinho na rua e ser colhido por uma ventania infernal ou ser engolido por uma tempestade, esmaga a esperança de qualquer um.

A pior parte é pensar que... winter's coming. Sim, não nos vamos esquecer que o Natal está apenas a dois meses de distância. Escrever esta frase foi o equivalente a levar uma paulada na cabeça. Como é que é possível? Estive em coma e não dei pela passagem do tempo? Ainda no outro dia estava a fazer uma corrida em direcção ao mar, digna de um David Hasselhoff no Baywatch, e agora fujo dos pingos da chuva como se a minha vida dependesse disso.

Realmente, o tempo é implacável.


Gostam do Outono? O mau-tempo incomoda-vos ou nem por isso?

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Primavera, who?

Diz que é Primavera, mas ainda não vi nada. As árvores continuam despidas e o tempo mais parece que está com a menopausa  ora quente, ora frio. Em Março neva e em Outubro andas-se de calçonete pela avenida. No ping pong entre céu limpo e nublado, o pior são as mijinhas surpresa que caem lá de cima. 

Nem o meu sistema imunitário, que miraculosamente é decente, se tem aguentado. Após um ano sem ficar doente, nem um mês passou e já vou na segunda constipação. Qualquer dia o meu nariz desiste de viver e cai. Não sei com que Santo é que tenho que falar mas, para alguém que detesta medicar-se, a situação começa a tornar-se bastante maçadora. 

De facto, o ser humano é excepcional. Só acorda para a realidade depois das coisas acontecerem. Pensam o quê, quando o mar ocupar totalmente o território terrestre vamos todos ganhar guelras e nadar felizes para sempre? Nem a Ariel queria isso. Nem salvaram este planeta e já estão mais interessados em destruir o próximo.

Ainda andava no primeiro ciclo e já se falava do "buraco na camada de ozono"  relembro-vos que tenho 23 anos. Décadas depois, pouco foi feito para remediar a situação. As fábricas continuam a lançar quantidades astronómicas de poluição para a nossa atmosfera, e natureza em geral, enquanto o monopólio capitalista assiste de braços cruzados.

É certo que são poucas as medidas que o cidadão, dito comum, pode tomar face a este problema, mas existem coisas ao alcance da maioria. Não compreendo como é que a reciclagem não é obrigatória. Pior, como é que ainda existem Câmaras Municipais que nem se dignam a colocar caixotes de ecoponto nas suas freguesias  por estes lados vemos tantos como o Wally. 

Então e mandar o lixo para a rua, praia, mar, etc? Comem pastilhas, o papel segue automaticamente nas asas do vento; fumam, a beata para o passeio; comem gelados no carro, atiram os paus pela janela. Mas o que é isto? Uma selva? Pudera que a mãe Natureza anda completamente descontrolada. Estamos a receber o tratamento que merecemos.

Não me sabia tão ambientalista, mas bolas, é o nosso planeta! A brincar, a brincar, a velha Terra está em pior estado que a corrida à presidência dos Estados Unidos.

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