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segunda-feira, 24 de abril de 2017

GIRLS, Uma série com tomates


Há uma semana que tento digerir o final de GIRLS mas sem sucesso. Seria de esperar que ao acompanhar tantas séries já me tivesse habituado às despedidas, mas não. Durante seis anos a Lena Dunham, por muito controversa que possa ser, foi mais do que uma porta-voz para os jovens da minha faixa etária. Despida de preconceitos, expôs cada curva do seu corpo com a mesma sinceridade com que quebrava o olhar estereotipado sobre o mundo feminino na televisão norte-americana. Hannah pode não ser a protagonista mais fácil de aturar, mas foi sem dúvida uma companheira.


Quando a Dunham quis criar, escrever, produzir e protagonizar a série da HBO que, segundo a própria, seria uma "espécie de Sexo e a Cidade mais próximo da realidade", fiquei com a pulga atrás da orelha. O desafio era simples, mostrar de igual forma as batalhas que todas as mulheres enfrentam no dia-a-dia, independentemente dos padrões de beleza popularizados pelos media. Se existiam dúvidas quanto ao produto final, foram esquecidas com a estreia que reuniu a opinião favorável da crítica e do público, elogiando o retrato arrojado e sincero das jovens mulheres, as suas imperfeições e vulnerabilidades.

A comparação óbvia com uma série tão icónica como o Sex & The City é inevitável, visto que também mostra quatro amigas a viver em Nova Iorque, mas as semelhanças ficam-se por aí. GIRLS dá voz a uma geração diferente, focando-se em relações pouco saudáveis, empregos e preocupações distintas daquelas vividas por Carrie Bradshaw e companhia. Tudo isto, através de um toque de dramedy em doses perfeitas, capazes de nos levar das lágrimas às gargalhadas. 


Tal como muitos de nós, a série mostra um rol de millennials privilegiados, recém-formados e criados pela tecnologia que, embora aparentem estar preparados para tudo, não fazem ideia do que implica entrar na vida adulta. Se não se identificaram com esta última parte, parabéns. Gostava de ser como vocês. Ao fim ao cabo, o objectivo de Hannah (Lena Dunham), Marnie (Alison Williams), Jessa (Jemima Kirke) e Shoshanna (Zosia Mamet), ao longo de seis temporadas, é precisamente tentar encontrar um rumo para as suas carreiras e relações enquanto se descobrem a si próprias.


Face à conjuntura social mundial que estamos a enfrentar neste momento, vão surgindo cada vez mais séries com cabeça, tronco e membros. Por muito que o mundo da fantasia seja um escape ideal para os problemas da vida real, são séries como esta que nos fazem pensar, e de que maneira. Nos últimos anos, nenhuma foi capaz de abrir caminho à discussão fervorosa, incómoda e controversa, quer seja pelo tratamento de questões como a imagem, a auto-estima, o body shaming, o feminismo e a sexualidade. Por falar em sexo, este foi retratado de uma forma muito... interessante. Longe de ser politicamente correcto ou visualmente apelativo, na maioria das vezes mostrou ser embaraçoso, desconfortável e até difícil de ver. De facto, esta é uma das minhas componentes favoritas da série. O contraste dos corpos magros e musculados que Hollywood nos impinge com as barrigas com pneus, pernas com celulite e os efeitos hormonais da menstruação, elevam esta produção a um nível de realismo ímpar. 


CUIDADO, POSSÍVEIS SPOILERS ABAIXO
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A atribulada viagem de auto-descoberta do quarteto de protagonistas culmina num dos melhores episódios da série, Goodbye Tour, o penúltimo. Naquele que foi apontado pela maioria do público como o verdadeiro final da season, vemos imagens da Hannah a deixar Nova Iorque e a tomar as rédeas da sua vida enquanto futura mãe solteira que se prepara para ser professora universitária, intercaladas com a festa de noivado-relâmpago de Shoshanna. Acompanhada da assombrosa canção "Crowded Places", da BANKS, escrita de propósito para o episódio em questão, e que me deixou lavado em lágrimas pela letra e cena em geral, Hannah, Marnie, Jessa e Shoshanna dançam os problemas e diferenças fora antes de tudo mudar para sempre.


Latching, o capítulo final ever de GIRLS, surpreendeu por avançar cinco meses na acção e se focar na vida de Hannah enquanto recém-mamã, apoiada de Marnie, que acabou por preencher o papel de pai. Só de pensar que estas duas personagens terminaram como começaram, juntas, dá-me um aperto no peito. O facto de incluírem a Loreen, mãe de Hannah, deixou-me muito feliz, nem que seja por proporcionar um dos melhores diálogos da série. Por fim, alguém dá o reality-check que a jovem precisava sobre a sua constante self-pitty party (eu pensava que era mau mas ela... damn). "You know who else is in emotional pain?", pergunta Loreen. "Fucking everyone.". Nem vos consigo descrever o arrepio que senti durante esta cena. 


Muitos criticaram o facto de se tratar de um episódio "externo", em "aberto" e sem vínculos com o restante elenco, mas isso só demonstra que não compreenderam a verdadeira essência dos acontecimentos. Tal como a série em si, o último episódio foi chocante, solitário, cru e esperançoso. A meu ver, foi dos finais mais poderosos a que alguma vez assisti de uma produção televisiva. Por muitos defeitos que aquelas quatro raparigas tenham, seja a falta de independência de Hannah, os problemas de OCD da Shoshanna, a falta de amor próprio mascarado de desapego emocional de Jessa ou a falta de noção de Marnie, sinto que perdi quatro melhores amigas. Sim, conseguiam ser demasiado irritantes, mas só demonstra o quão real era o retrato de cada uma delas. Digam o que disserem, GIRLS tornou-se numa série de culto sobre a incerteza da entrada na idade adulta e estarão para sempre comigo.


Conhecem/viam GIRLS? Qual é a vossa personagem ou momento favoritos? Gostaram do final?

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Séries Novas ⤫ Parte III

Estamos a entrar oficialmente na época baixa de séries. Com inúmeras temporadas a terminar, já existem algumas novidades no horizonte. Uma vez que estou sempre em busca de novos integrantes para a minha família televisiva, preparei uma mini-lista com cinco novas produções que me despertaram o interesse, independentemente do grau de qualidade que aparentam ter.


'1. The Handmaid's Tale
CANAL: HULU | ESTREIA: 26 ABRIL

Baseada no romance do mesmo nome, de Margaret Atwood, The Handmaid's Tale é a história da vida na distópica "Gilead", uma sociedade totalitária onde costumavam ser os Estados Unidos. Enfrentando desastres ambientais e um declínio da taxa de natalidade, o governo opera sob um regime fundamentalista que trata o sexo feminino como propriedade do Estado. Enquanto uma das poucas mulheres férteis que restam, Offred é presa numa casa de mulheres forçadas à escravidão sexual, cujo objectivo é repovoar o planeta.

Com Elizabeth Moss, Joseph Fiennes, Alexis Bledel e Samira Wiley no elenco, a série promete mexer com as minhas emoções a cada episódio. Tenho tolerância zero a este tipo de mentalidade em geral e em especial com as mulheres, portanto já estou a prever muitos momentos de raiva. Se assim for é positivo, significa que conseguiram captar a essência da questão. Esperemos que o resultado final seja superior à adaptação cinematográfica de 1990.



'2. The Sinner
CANAL: USA NETWORK | ESTREIA: 2 AGOSTO

Em The Sinner, Jessica Biel interpreta uma mãe de família que é subitamente tomada por um acesso de raiva numa praia, e comete um terrível acto de violência. O mais estranho é que a jovem não sabe porque motivo cometeu tal crime. Intrigado com o mistério, um detective acaba por ficar obcecado e inicia uma investigação para compreender não o que aconteceu, mas o porquê.

Confesso que não sou o maior fã da esposa do Justin Timberlake, que aqui também é produtora executiva, mas este trailer deixou-me a salivar pela estreia. Adoro um bom mistério e se juntarem elementos de crime à mistura melhor ainda. A série de 8 episódios é baseada no livro de Petra Hammesfahr e foi adaptada pelo guionista Derek Simonds (The Astronaut Wives Club), que também assina como co-produtor.



'3. American Gods
CANAL: STARZ | ESTREIA: 30 ABRIL

Inspirada no livro de Neil Gaiman, a história acompanha Shadow Moon (Ricky Whistle), na altura em que este é libertado da prisão e vê a sua vida a mudar para sempre após conhecer o misterioso Mr. Wednesday (Ian McShane). Rapidamente ele descobre que está no meio de uma guerra entre deuses antigos e novos. Confusos? É normal. Pelo que percebi, a Terra está a ser invadida por deuses "antigos" e outros mais "recentes", partindo do princípio que essas criaturas mitológicas existem devido à crença da população. Com o passar dos anos a fé nessas figuras vai perdendo força e abrindo espaço para novos deuses  sendo estes alimentados pela obsessão nacional com os media, celebridades, tecnologia, etc.

A premissa parece ser um pouco tresloucada mas estou mesmo curioso para vê-la em acção. Tem uma certa vibe de "Outcast" e "Constantine", mas pelo menos não vai ter o mesmo desfecho que esta última produção, visto que antes mesmo de estrear, American Gods já foi renovada para uma segunda temporada.



'4. The Mist
CANAL: SPIKE | ESTREIA: 22 JUNHO

As adaptações do Stephen King continuam a ser materiais ricos tanto para o cinema como para a televisão. Após a notícia do remake do clássico "IT", chegou a vez de avançar com uma série inspirada na obra "The Mist". Aqui, os habitantes da pequena Bridgton, em Maine (EUA), têm as suas vidas abaladas por um misterioso e assustador nevoeiro que cobriu toda a cidade. O fenómeno estranho vai fazer com que os maiores defeitos de cada um venham à tona, enquanto são alvo de monstros de outro mundo, presentes na névoa.

Tenho um soft-spot pelo género da fantasia, já sabem, mas estou um pouco reticente em relação ao The Mist. Provavelmente deve-se ao filme questionável de 2007. Ainda assim, o trailer apresenta novos elementos que aguçaram a minha curiosidade. Não sei até que ponto a história terá continuidade, ainda para mais no canal em que será transmitida, mas estou disposto a dar-lhe uma oportunidade. Aliás, basta saber que o elenco conta com a fantástica Frances Conroy (American Horror Story), para me convencer.



'5. Midnight, Texas
CANAL: NBC | ESTREIA: 25 JULHO

Midnight, Texas é inspirada no romance de Charlaine Harris, a autora de True Blood  uma das minhas séries favoritas de sempre. Descrita como uma viagem para uma cidade remota do Texas, onde ninguém é o que parece, vamos encontrar vampiros, bruxas, videntes e assassinos. Midnight é um porto seguro para aqueles que são especiais, diferentes. Os membros da cidade vão ter que combater pressões externas de gangs e policias suspeitos, além de lidarem com o seu próprio passado.

Sou suspeito por amar de morte a saga True Blood, mas ainda assim, o trailer deixou-me assustado. Não no sentido literal da palavra, mas devido à qualidade. O único canal que podia fazer jus a esta história era a HBO, mas compreendo o porquê de não quererem apostar numa versão alternativa de um produto que já terminaram. Agora, ser transmitida na NBC? Cancelamento garantido. Tenho pena, porque gosto de alguns dos actores como a Arielle Kebbel (The Vampire Diaries), Dylan Bruce (Orphan Black) e Peter Mensah (Sleepy Hollow), mas em partes mais parece uma paródia do Preacher. Vou reservar julgamentos para 25 de Julho, data em que estreia o primeiro episódio. 



Já conheciam as séries? Vão querer ver alguma?

quarta-feira, 8 de março de 2017

Watchlists ⤫ Séries que acompanho

Após revelar as minhas últimas (entretanto já são mais mas isso agora não interessa nada) aquisições na rubrica "WELCOME TO THE FAMILY #5", parece-me essencial actualizar a página Watchlists com as novas séries que estou a acompanhar. Caso não se tenha apercebido, tornou-se oficialmente obrigatório fazer este update sempre que acolho novos membros à minha família televisiva. Funciona como uma espécie de lembrete, vá.

Digo sempre o mesmo cada vez que escrevo estas publicações mas, pensar que comecei com 33 nomes e agora constam 80. Isto se deixarmos de fora os reality shows como "America's Next Top Model", "The X Factor UK", "Project Runway" e afins. Pela primeira vez desde que comecei a trabalhar, começo a sentir alguma dificuldade em conciliar o tempo de visualização desta ninhada, mas felizmente tudo se consegue.


A lista XXL está actualizada com todas as séries que comecei a ver sendo que, até ao final do ano, está sujeita a sofrer alterações tanto por saída como chegada de novas aquisições. Em relação a cancelamentos ou términos de programas, vou esperar pelo final das temporadas para oficializar as baixas. Vão ser tantas que ainda me custa a digerir.

Como referi anteriormente, o único critério classificativo é aquele que utilizo no IMDb, ou seja, de 0 a 10. Por outras palavras, significa que não faço qualquer distinção entre séries com a mesma nota  se bem que na prática, existem sempre favoritas independentemente de termos noção do seu grau de qualidade. Por exemplo, The OA está no mesmo patamar que Orphan Black apesar de uma aparecer primeiro que a outra na fila.

À excepção de casos muito pontuais, as notas são dadas com base na primeira season. Até porque se fosse alterar a cotação de um tv show conforme as temporadas ou progressão (ou não) narrativa, eram muitas as opções a reavaliar — Wayward PinesTrue Detective e Empire eram os primeiros a saltar.

Além da componente televisiva, o separador Watchlists, na barra de navegação, também contém as listas de filmes visualizados desde 2014 até agora. Quando vos apetecer ver algum filme e vos faltar ideias, é uma óptima fonte de sugestões cinematográficas além das ocasionais "Pocket Reviews" ou "Movie Lounges" (tenho andado um pouco desleixado desde o TOP 20 de 2016, mas prometo voltar), podem visitar a minha mini base de dados, organizada de acordo com a minha opinião/ordem de visualização.

P.S.: Aproveito para desejar um Feliz Dia da Mulher a todas as possíveis leitoras desta publicação!


Acompanham algumas destas 80 séries? O que têm andado a ver?

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

OSCARS 2O17 — Um Desfecho Insólito


Com um desfecho digno de uma novela mexicana, a 89ª Edição dos Óscares teve um momento à la Miss Universe ao anunciar erradamente a vitória de La La Land como "Melhor Filme", em vez de Moonlight. Que amadorismo.

Confirmando as expectativas, o musical que entrou para a história como um dos filmes mais nomeados de sempre (14), ganhou 6 estatuetas, incluindo "Melhor Actriz" (Emma Stone), "Melhor Realizador" (Damien Chazelle), "Melhor Fotografia""Melhor Banda Sonora" e "Melhor Canção Original" (City of Stars). A partir do momento em que anunciaram a ausência da Portman tive a certeza que a vitória seria da Emma. Se merecia mais que a Natalie (Jackie) ou a Isabelle Hupert (Elle)? Não. Mas não deixa de ser uma prestação muito comovente e sincera. Além do mais, a humildade que teve no discurso de aceitação fizeram-me gostar ainda mais dela.

Moonlight ficou com três Óscares. Além do melhor filme, ganhou o previsível e merecido troféu de "Melhor Actor Secundário" (Mahershala Ali), e ainda "Melhor Argumento Adaptado". Se bem se recordam, La La Land e Moonlight ocuparam as duas primeiras posições, respectivamente, na minha lista de melhores longas-metragens de 2016. Portanto sim, estava a torcer com todas as forças pela produção dos "loucos sonhadores", fiz uma festa quando anunciaram a vitória e fiquei destroçado com a vergonha que passaram em palco a seguir. 

Por muito que adore a obra de Barry Jenkins, para mim a do Chazelle merecia mais. Pode não tratar um tema tão dramático ou sério como o principal rival, mas mexeu imenso comigo. Basta lerem a minha crítica ao filme para perceberem como fiquei "afectado" por esta obra. Não tenho qualquer dúvida que em outros anos, sem a sombra da política de Donald Trump a pairar sobre o mundo, La La Land teria varrido a competição ao estilo de Titanic, e levar 11 Óscares para casa. 


Nas restantes categorias de representação, o predador sexual Casey Affleck venceu o Óscar de "Melhor Actor" por Manchester By The Sea  para meu desagrado e da Brie Larson (vencedora do Óscar de "Melhor Actriz" por Room, no ano passado), que ao longo da award season não escondeu a cara de desprezo ao anunciar consecutivamente o nome dele , enquanto a fantástica Viola Davis foi considerada a "Melhor Actriz Secundária" pelo seu papel em Fences. Após três nomeações, até que enfim a actriz norte-americana foi distinguida pela Academia. Como referi na minha review, Fences pode não ser a longa-metragem mais memorável, mas deveria servir como um manual de representação por parte dos protagonistas. A meu ver, Denzel foi roubado.

No departamento de animação não houve surpresas com Zootopia a ganhar o prémio de "Melhor Filme"  é bom, mas Kubo and the Two Strings é uma obra-prima  e Piper o de "Melhor Curta-Metragem". Hacksaw Ridge venceu nas categorias de "Melhor Edição" e "Melhor Mistura de Som"; Arrival "Melhor Edição de Som".

Os "Melhores Efeitos Visuais" foram para o justo vencedor, The Jungle Book; Fantastic Beasts & Where To Find Them foi considerado o filme com o "Melhor Guarda-Roupa"  preferia Jackie —, enquanto "Melhor Cabelo & Maquilhagem" para o terrível Suicide Squad. Sim, aquele dejecto cinematográfico venceu um Óscar e o brilhante Lion ou o marcante Jackie saíram de mãos a abanar. Sem palavras.


Como não podia deixar de ser, as referências políticas ao longo da gala foram constantes e bastante inteligentes. O anfitrião Jimmy Kimmel lançou farpas a Trump ao longo das suas intervenções, chegando mesmo a enviar-lhe duas mensagens pelo Twitter, a perguntar se estava acordado e a avisar que a Meryl Streep dizia "Olá"  recordo que o Presidente dos EUA tem um longo historial de criticar a cerimónia e mais recentemente disse que a Streep era uma actriz extremamente sobrevalorizada. #byefelicia.

Os autores de Moonlight recordaram a luta da principal associação de Direitos Civis, a ACLU (representada por aquele lacinho azul que algumas celebridades usavam ao peito), que está a tentar impedir as ordens executivas de Donald Trampa nos tribunais, e o actor Gael Garcia Bernal, enquanto mexicano e latino, afirmou ser contra qualquer tipo de muros.

Ainda assim, quem calou tudo e todos foi a declaração lida por uma cientista iraniana residente nos EUA em nome de Asghar Farhadi. Vencedor do segundo Óscar na categoria de "Melhor Filme Estrangeiro" com The Salesman  anteiormente por A Separation (2012)  o realizador não esteve presente por respeito a todos os cidadãos das seis nações impedidas de entrar nos Estados Unidos devido a "uma lei inumana". Momento que mereceu uma das várias ovações da noite.

Nesta linha de pensamento, aquando da entrega do prémio para a "Melhor Curta-Metragem Documental", The White Helmets, o realizador Orlando von Einsiedel leu uma declaração de mais um ausente, o líder dos capacetes brancos sírios, lembrando os civis salvos pela sua organização e apelando à paz no mundo.

De uma maneira geral, adivinhei mais de metade dos vencedores, concordei com uns, discordei com outros, mas não posso negar que foi das melhores edições dos últimos anos. Reparei foi numa coisa. É o terceiro ano consecutivo que o meu filme favorito perde para o "querido da crítica"  Boyhood perdeu para Birdman em 2014, Mad Max: Fury Road para Spotlight no ano passado, e agora La La Land para MoonlightENOUGH! Só queria era que também chovessem doces, bolachas e donuts em cima de mim. A boy can only dream.

Melhor Filme
Vencedor: La La Moonlight
PREVISÃO: MOONLIGHT
PREFERIDO: LA LA LAND

Melhor Actor
Vencedor: Casey Affleck - Manchester By The Sea
PREVISÃO: CASEY AFFLECK
PREFERIDO: DENZEL WASHINGTON (Fences)

Melhor Actor Secundário
Vencedor: Mahershala Ali - Moonlight
PREVISÃO: MAHERSHALA ALI
PREFERIDO: MAHERSHALA ALI 

Melhor Fotografia
Vencedor: La La Land 
PREVISÃO: MOONLIGHT ou SILENCE
PREFERIDO: MOONLIGHT ou LA LA LAND

Melhor Filme Animação
Vencedor: Zootopia
PREVISÃO: ZOOTOPIA
PREFERIDO: KUBO & THE TWO STRINGS e ZOOTOPIA

Melhor Documentário
Vencedor: O.J. Made in America
PREVISÃO: O.J. MADE IN AMERICA

Melhor Realizador
Vencedor: Damien Chazelle - La La Land
PREVISÃO: DAMIEN CHAZELLE ou BARRY JENKINS
PREFERIDO: DAMIEN CHAZELLE e BARRY JENKINS

Melhor Actriz
Vencedora: Emma Stone - La La Land
PREVISÃO: EMMA STONE ou NATALIE PORTMAN
PREFERIDA: ISABELLE HUPPERT, NATALIE PORTMAN e EMMA STONE

Melhor Actriz Secundária
Vencedora: Viola Davis - Fences
PREVISÃO: VIOLA DAVIS
PREFERIDA: VIOLA DAVIS e NICOLE KIDMAN (Lion)

Melhores Efeitos Especiais
Vencedor: The Jungle Book
PREVISÃO: THE JUNGLE BOOK
PREFERIDO: THE JUNGLE BOOK

Melhor Canção
Vencedor: City os Stars - La La Land
PREVISÃO: CITY OF STARS
PREFERIDA: CITY OF STARS e AUDITION (La La Land)

Melhor Filme Estrangeiro
Vencedor: The Salesman
PREVISÃO: THE SALESMAN
PREFERIDO: TONI ERDMANN

*A lista completa de vencedores e nomeados AQUI.


Viram a gala dos Óscares? Os vossos favoritos venceram?

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Séries ⤫ Welcome to the Family #5


Cada vez mais estas publicações começam a ganhar um sabor agridoce. Se por um lado dá-me um gozo enorme partilhar convosco as novas adições à minha família televisiva, por outro apercebo-me de duas coisas: as séries não são eternas e eventualmente "morrem", e a quantidade de programas que vejo começa a atingir valores preocupantes. Fazendo as contas assim por alto, são 77 (83 se contar com os seis reality shows que também acompanho).

Aquando do último "Welcome to the Family", já tinham sido anunciados os finais de oito das séries que vejo e entretanto três já ficaram pelo caminho (uma das minhas favoritas, "Please Like Me", a fantástica "Penny Dreadful" e a absurda "Dead of Summer" bye Felicia!), outras sete já estão/vão começar a temporada final ("Orphan Black", "GIRLS", "Bates Motel", "The Strain", "Pretty Little Liars", "Teen Wolf" e "The Vampire Diaries". Após anos a acompanhar o crescimento de tantas personagens, não imaginam o quão mal fico com o final de cada projecto. É como se espetassem uma faca no coração.

Felizmente o mercado está em constante movimento e encontrei 10 novos rebentos. Apesar de já ter falado de dois deles, "The Crown" e "The OA", no "TOP 10 BEST TV SERIES OF 2016", não é de mais ressalvar a sua qualidade. Relembro que todas as classificações atribuídas a produções com apenas alguns episódios emitidos estão sujeitas a alterações até ao final oficial da temporada. Ou seja, Riverdale, por exemplo, tem 7/10 mas poderá subir ou descer consoante o "apanhado geral".

Como entretanto já tenho outra para acrescentar à colecção, e que ficará para o próximo volume, o melhor é passarmos à apresentação, aleatória, dos novos membros da família.

#1. The Crown
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

"The Crown", uma das mais recentes produções da Netflix, foi vendida como a série mais cara desenvolvida pelo serviço de streaming. Basta assistir a um episódio para perceber o porquê dos custos tão elevados. A beleza e grandiosidade dos cenários, o rigor do guarda-roupa e caracterização impecável, são os veículos principais para nos transportar até à época de tensões políticas e sociais de um Império que além de sobreviver a uma guerra, ainda tem que lidar com a ascensão de uma jovem mulher ao trono, Elizabeth.

O burburinho em volta desta série foi grande e felizmente não desapontou. Tratando-se de um retrato fiel sobre "pessoas reais", não existe propriamente um enredo com as reviravoltas habituais de uma produção televisiva. Dito isto, a concepção delicada e quase poética, do interlúdio da vida da monarca, mostrando como ela teve pouco tempo para assimilar a morte do pai e a ascensão ao trono, é no mínimo fascinante. Simultaneamente, a jovem Rainha tem que lidar com o Primeiro Ministro Winston Churchill, com o marido que se sente inferior e a inveja da irmã mais nova. O espectador é convidado a assistir ao desenvolvimento de Elizabeth, desde a inicial falta de traquejo e conhecimento que fazem dela um alvo fácil a ser manipulado, culminando no momento em que começa a ficar mais segura de si, na figura forte que conhecemos hoje em dia. É de realçar, ainda, a verdadeira alma da série, o elenco. 

#2. Taboo
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

Considerada uma das produções televisivas mais aguardadas dos últimos anos, Taboo é um verdadeiro festim de época. Passada em 1814, a história acompanha James Delaney, um homem que volta a casa para recuperar a herança e império comercial do pai, depois de ter sido dado como morto em África. Em Londres, é perseguido por rivais e inimigos, começando um jogo selvagem de sobrevivência.

Embora considere que nem sempre aceita trabalhos felizes, desta vez o Tom Hardy redimiu-se e de que maneira. Além de ser o protagonista, também é o autor do argumento, em conjunto com o pai, Chips Hardy. A sua interpretação do atormentado Delaney é absolutamente avassaladora. O actor entregou-se de corpo e alma aquela que é muito provavelmente a personagem mais atormentada da sua carreira. Por entre conspirações, amor, traição e até encesto, a forma como ele consegue captar a atenção total do espectador é fascinante. Os cenários e guarda-roupa são tão credíveis que nos sentimos transportados para o século XIX. O mistério servido em doses moderadas, intercalando-o com uma aura um tanto ao quanto sobrenatural (bruxaria), são ingredientes perfeitos para nos fazer querer acompanhar a trama do início ao fim. Como recebemos a série no estúdio onde trabalho, tenho acesso aos episódios mais cedo que os restantes mortais, o que é óptimo, ah!

#3. The OA
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

Sem qualquer aviso prévio e envolvido numa aura de mistério, "The OA" estreou a 16 de Dezembro e rapidamente se tornou numa das minhas obsessões do ano. Prarie Johnson, uma jovem cega, desaparece durante sete anos e quando volta, suja, cheia de marcas no corpo e a ver, muitos a consideram um milagre. No desenrolar dos episódios, a protagonista vai contando o que lhe aconteceu e cada revelação é mais chocante e estranha que a anterior. 

"The OA" não se limita a explorar o desconhecido. Ao fim ao cabo, trata-se de uma história de amor, amizade, lealdade, personificada pela união de um grupo de jovens deslocados e de uma professora solitária, que se tornam felizes e corajosos com a companhia uns dos outros. O poder da família, não a verdadeira, a que se escolhe, é tão poderoso que até pode abrir portas para outras dimensões. Just saying. Brit Marling, a actriz principal, criadora e argumentista da série é tão ou mais intrigante que o produto em si. Intensa, complicada e com alguns clichés que, sinceramente nem me incomodam, a cena final da temporada deixou-me em lágrimas. Sem querer revelar spoilers, não só o assunto em questão é bastante actual como funciona de catalisador para a união dos grupo de misfits. Mesmo com o meu emprego e falta de tempo, fiquei de tal modo investido na série que a devorei num ápice. Sem querer puxar  a brasa à minha sardinha, arrisco-me a dizer que fui o ou um dos primeiros a divulgar esta série na blogosfera. Volto a reforçar o seu visionamento!


#4. Mary Kills People
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

As chances de nunca terem ouvido falar desta série são estratosféricas, mas é para isso que aqui estou. À primeira vista, Mary Kills People pode parecer mais uma série a la Grey's Anatomy mas não é bem assim. Mary Harris é uma mãe solteira e médica que trabalha nas urgências de um hospital. Simultaneamente, actua como uma espécie de "anjo da morte", ao ajudar pacientes em fase terminal que desejam colocar um fim à sua vida. Tudo se complica quando a polícia começa a suspeitar que as mortes foram criminosas.

O dilema moral presente na base da premissa foi o que mais me atraiu nesta história. A eutanásia sempre foi um tema muito controverso e continua mais presente do que nunca. Pessoalmente, não compreendo o porquê de ser motivo para tanta discórdia, mas enfim. Ilegal na maioria dos países do mundo, incluindo no Canadá, onde decorre a acção de MKP, a médica "justiceira" vai ter que enfrentar imensos obstáculos para conseguir satisfazer o último desejo de uma série de pessoas. A interpretação da protagonista, Caroline Dhavernas, é fantástica e altamente cativante. 

#5. Insecure
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

Como o título refere, Insecure, foca-se nas inseguranças de Issa e Molly, duas amigas que estão perto dos 30 anos e ainda não resolveram a sua vida amorosa. A primeira está presa a um relacionamento que já perdeu o interesse e, claramente sem futuro, enquanto a segunda é bem sucedida na vida profissional, mas não consegue estabelecer relações pessoais.

Confesso que só conheci a série devido à nomeação da Issa Rae na categoria de "Melhor Actriz de Comédia" nos Globos de Ouro, mas ainda bem! Agora que vou ficar sem GIRLS, esta vai ser a substituta perfeita. A narrativa é extremamente interessante, indo além do "amor", ao explorar os preconceitos vividos por qualquer mulher, e em especial as de cor. No episódio-piloto somos introduzidos precisamente a uma Issa que, apesar de ser decidida, acaba por ficar insegura devido às pessoas com quem convive, que se interessam mais em perpetuar estereótipos sobre a sua maneira de vestir e comportar, do que propriamente na personalidade e profissionalismo. A dada altura ficamos de tal modo envolvidos na acção que, não só nos identificamos com algumas situações, independentemente do sexo, cor ou idade dos intervenientes. Sem dúvida uma das séries mais cativantes dos últimos tempos.


#6. Atlanta
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

Criada e protagonizada por Donald Glover, aka Childish Gambino, Atlanta conta a história de Earn, um jovem que abandonou os estudos e se oferece para gerir a carreira do primo, Alfred, que se tornou semi-conhecido depois do vídeo da música "Paperboy" se tornar viral. O que se segue é um constante duelo opinativo sobre arte e fama, mas que culmina num objectivo comum: entrar para o mercado rap.

Aquando da cerimónia, ainda não tinha visto um único episódio portanto reservei juízos de valor. Terminada a temporada completa, ainda em Janeiro, já posso expressar o meu desagrado com a vitória dos Globos de "Melhor Série Comédia" e "Melhor Actor Comédia". Atenção, não estou de forma alguma a dizer que Atlanta é uma má série, porque não é. Mas ganhar nas categorias cómicas é puxar demasiado a brasa à sardinha. Em 10 capítulos, apenas um me fez gargalhar do início ao fim, tudo o resto assenta no sarcasmo e sátira. Comparando com outros dos nomeados, verdadeiramente engraçados, não concordo. Talvez seja uma questão de gosto pessoal, I guess. Prémios de lado, esta dramedy tenta explorar os dois lados mas, a meu ver, não conseguiu encontrar o equilíbrio perfeito. Anda lá perto, mas not quite. No entanto, os alguns momentos humorísticos são certeiros e nada forçados, o que na maioria das vezes resulta bem com a componente dramática que é francamente superior, e lembra situações reais do quotidiano de um jovem afro-americano em busca de trabalho, confrontado com situações de racismo, homofobia e brutalidade policial. 

#7. Riverdale
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

Definido pelos criadores como um cruzamento entre Archie e Twin Peaks  e acrescento umas pinceladas de Gossip Girl e Pretty Little Liars , Riverdade é a mais recente aposta da CW. Inspirada na banda desenhada "Archie", as personagens vão saltar dos quadradinhos para a actualidade, num clima mais pesado que o original. Sem qualquer previsão, a pequena cidade de Riverdale é abalada com a morte de Jason, um jovem local. O mistério à volta do acontecimento é tanto que vai chamar a atenção de Jughead, um rapaz anti-social que decide investigar e escrever um livro sobre o assunto.

É impossível resumir o plot sem dizer algo que não deva, portanto ficamo-nos por territórios neutros que é melhor. Sendo uma produção do canal que é, os clichés são mais que muitos. Temos a menina rica, a insegura, o bonzão, o nerd, etc. Mas nem tudo está perdido! No meio do mel jovial, aprenderam alguma coisa, e preferiram uma abordagem mais adulta, focando-se em assuntos pertinentes como "slut-shaming" e distúrbios psicológicos. Até ao momento, estou a gostar bastante da série. Não sendo uma maravilha, cumpre bem o seu propósito. Além do mais, se gostam de thrillers e mistérios que vos deixam a pensar sedentos por saber "quem foi o culpado???", então não vão ficar decepcionados. O elenco feminino é largamente superior ao masculino, especialmente por contarem com o Cole Sprouse  lamento imenso, mas bitch please.


#8. Santa Clarita Diet
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

Provando que até o conceito básico de sitcom precisa de um revamp ocasional, Santa Clarita Diet, a nova série da Netflix, acompanha a típica família suburbana dos EUA. Só há uma diferença, uma das protagonistas, Sheila, é uma zombie. Não, não é como as belezas raras do Walking Dead. Esta é muito mais simpática e airosa, apesar de também gostar de carne humana. Sem revelar demasiado, digamos que tudo acontece depois de um incidente bizarro que envolve quantidades enormes de vómito. Apesar de não ser propriamente positivo ser um morto-vivo, a mãe de família ganha uma nova energia, torna-se mais confiante e a relação com o marido, Joel, também melhora. O único problema é que para satisfazer a sua nova dieta, o casal vai passar por situações caricatas enquanto tenta arranjar "pessoas más" como alvos gastronómicos.

Quando soube que a minha adorada Drew Barrymore ia entrar numa série familiar de temática zombie, questionei seriamente o estado das suas faculdades mentais. Não é que num único dia despachei os 10 episódios e ainda me consegui rir? Chocante. Sim, à partida a narrativa é estapafúrdia mas, para meu espanto, eles conseguem criar uma aura misteriosa em volta do porquê daquilo ter acontecido. Com momentos de puro sarcasmo, humor-negro e rios de sangue, Santa Clarita Diet é uma óptima opção para ocuparem os vossos tempos livres. Destaco ainda a interpretação perfeita do Timothy Olyphant enquanto marido desesperado em saciar os instintos animais da mulher.

#9. A Series of Unfortunate Events
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

A Series of Unfortunate Events é uma adaptação fiel da colecção literária do mesmo nome, e marca o regresso de Neil Patrick Harris  o eterno Barney Stinson de How I Met Your Mother  ao pequeno ecrã. A trama acompanha três irmãos órfãos (Violet, Klaus e Sunny Daudelaire) que ficam sob a custódia de um parente distante, o vilão Conde Olaf. O trio vai ter que lidar com diversas atribulações e infortúnios enquanto tentam solucionar o mistério que envolve a morte dos pais.

Em 2004 existiu uma versão cinematográfica da mesma história, com o Jim Carrey. Devido ao ritmo extremamente apressado para conseguirem espremer três livros num único filme, o resultado ficou muito aquém das expectativas. Ainda que a Netflix não tenha utilizado o mesmo sistema, a verdade é que levei uma eternidade para terminar a série. Dito isto, é impossível negar o quão fantástica é a realidade ligeiramente alternativa em que a acção é ambientada. Carros, electrodomésticos e até mesmo casas parecem simultaneamente novos e velhos, impossibilitando percebermos em que época vivem. Os cenários são tão exagerados como nos desenhos animados e as personagens retratadas de maneira caricata, mas com alguma profundidade com o avançar dos episódios. Até os efeitos especiais, propositadamente evidentes, ajudam a criar uma estética que lembra um pouco trabalhos de Wes Anderson ou a melancolia da Family Adams


#10. Star
NOTA: 6/10 | TRAILER: AQUI

Numa tentativa descarada de recriar o sucesso de Empire, Lee Daniels concebeu Star. A premissa centra-se na personagem-título, uma jovem branca que foi separada da sua irmã após a morte da mãe de ambas. Após passar por inúmeras famílias de acolhimento, a jovem decide encontrar a irmã mais nova, Simone, e juntar-se a Alexandra, uma rapariga que conheceu no instagram e que partilha o seu sonho de ser cantora. Finalmente juntas, o trio muda-se para Atlanta onde vão lutar por se afirmarem enquanto grupo musical num meio que lhes pode custar até a vida.

Numa análise superficial, são muitas as semelhanças entre Empire e Star. Tal como a antecessora, esta série nova ocorre no mundo do hip-hop, com direito a canções originais extremamente viciantes e números musicais espectaculares. Até a formação do elenco seguiu o mesmo molde ao juntar actores conhecidos do público como a Queen Latifah — está soberba — e outros praticamente incógnitos. Embora ambas sejam dramas exagerados, a diferença é que Star ainda não encontrou a sua zona de conforto. Confesso que existem certos momentos tão constrangedores que não consigo deixar de sentir vergonha alheia  a começar pela intro ridiculamente desnecessária. O principal ponto positivo são as mensagem socialmente relevantes. Esta série aborda histórias muito mais pesadas e maduras (racismo, confrontos policiais, tráfico humano, transsexualidade, violação) tanto sobre o showbiz como da comunidade afro-americana. Se conseguirem dar um rumo coerente e tanto a direcção como a edição sofrerem drásticas alterações, têm tudo para conseguir um produto de qualidade.


Acompanham alguma das 10 séries? Ficaram curiosos com alguma?

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

GRAMMY's 2O17


Numa palavra: Beyoncé. Somente e apenas, Beyoncé. É assim que pode ser resumida a 59ª Edição dos Grammy Awards que ocorreu ontem à noite, em Los Angeles. Conduzida pelo apresentador e comediante James Corden, a gala foi repleta de farpas políticas, problemas técnicos e várias injustiças. O costume, portanto.


ADELE - "HELLO"

Confirmando as expectativas, Adele varreu a concorrência levando para casa os cinco prémios a que estava nomeada, entre eles "Melhor Álbum" (25), "Melhor Música" e "Melhor Gravação" por Hello. A jovem ficou de tal surpresa com a vitória do seu disco em relação ao da Queen B que, no discurso, agradeceu mas disse que não podia aceitar e que Lemonade era o justo vencedor, tecendo um manto de elogios que deixou a colega a chorar. Um momento fantástico e que demonstrou o porquê de todos adorarem a Adele, ela é tal e qual como nós.



Apesar de ter perdido para a britânica nas categorias principais, Beyoncé foi detentora de um dos momentos mais fortes da noite. Actuando pela primeira vez desde que anunciou a gravidez de gémeos, aquilo não foi uma performance, foi uma... experiência. Num espectáculo visual absolutamente transcendente, cantou um medley de "Love Drought" e "Sandcastles" que, apesar de previsível, foi de longe o melhor da noite. Nomeada para 9, levou "apenas" as estatuetas de "Vídeo do Ano" (Formation) e "Melhor Álbum Urbano Contemporâneo" com Lemonade. Se a Hello merecia o título de melhor música em relação à Formation? Certamente. Mas 25 ser um álbum melhor que Lemonade? Nem de perto. Há coisas que ninguém entende e esta é uma delas.


BEYONCÉ - "LOVE DROUGHT" & "SANDCASTLES"

O segundo maior premiado da noite foi David Bowie que, como era de se esperar, também venceu nas quatro categorias a que estava indicado, incluindo "Melhor Canção Rock" (Blackstar). Embora aprecie o facto de finalmente ter recebido um Grammy musical (em décadas de carreira só tinha conquistado um em 1984 pelo vídeo Jazzin for Blue Jean), não considero que merecesse vencer tudo. Para não ferir susceptibilidades, terminarei o meu comentário por aqui.

Chance The Rapper conseguiu quebrar a maldição e vencer justamente o título de "Melhor Artista Novo"  estava mesmo à espera que fosse para a country lady Maren Morris  e ainda, "Melhor Álbum" e "Melhor Performance" (No Problem) na categoria de Rap. Esperemos é que no futuro melhore drasticamente os discursos.


ADELE - "FAST LOVE"

Em modo de apanhado geral, no mundo Dance/Electronic, o "Melhor Álbum" foi atribuído a Skin dos Flume e "Melhor Gravação" à intragável Don't Let Me Down dos Chainsmokers com a Daya - barf. A "Melhor Performance Pop Duo/Grupo" foi para a viciante Stressed Out dos Twenty One Pilots e Cranes in the Sky venceu a estatueta de "Melhor Performance R&B"  pensei que iria para a Needed Me da Rihanna, mas fiquei felicíssimo com o resultado. Altamente merecido.


LADY GAGA & METALLICA - "MOTH TO THE FLAME"

No campo das actuações, a Adele abriu a cerimónia com a Hello e, mais tarde, voltou ao palco para homenagear o George Michael. Ao começar mal, nervosa e num tom errado, a cantora pediu para recomeçar e acabou a comover a sala inteira com a sua versão de Fast Love. Por falar em falhas, a colaboração descabida e completamente desnecessária da Lady Gaga com os Metallica, na faixa "Moth to the Flame", foi desastrosa. Durante metade do tempo o microfone de James Hetfield não funcionou, acabando por ter que partilhar o da LG. No fim acabaram por conseguir dar a volta por cima, mas ainda assim, não percebo como é que ela não aproveitou para promover a John Wayne.


BRUNO MARS - "THAT'S WHAT I LIKE"

O Bruno Mars fez o brilharete do costume com os seus vocais fora de série, primeiro com a sua That's What I Like e mais tarde com Let's Go Crazy em tributo ao falecido Prince, enquanto os Daft Punk acompanharam os The Weeknd na "Feel It Coming". A Katy Perry estreou o novo single "Chained to the Rhythm" com uma mensagem de teor político relevante, mas nem de perto chegou perto dos Tribe Called Quest, Busta Rhymes e Anderson .Paak que destruíram o Donald Trump com letras como "Quero agradecer ao presidente 'agente laranja' por perpetuar o mal que tem feito pelos EUA. Quero agradecer ao presidente 'agente laranja' pela tentativa frustrada de banir os muçulmanos. Agora vamos-nos unir".


KATY PERRY & SKIP MARLEY - "CHAINED TO THE RHYTHM"

No meio disto tudo, a Rihanna foi para casa de mãos a abanar e isso é imperdoável, especialmente com faixas do calibre de "Love on the Brain" no álbum Anti. Ao menos as suas expressões foram priceless e o momento em que ela saca de um "cantil" com álcool e dá um golo, é hilariante. #jesuisrihanna.

A lista completa dos vencedores AQUI.

P.S.: Até ao momento estes são os melhores vídeos que encontrei. Quando fizerem upload de versões HD, actualizo.


Acompanharam os Grammys? Concordam os vencedores? Performances favoritas?

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

LADY GAGA ⤫ SUPER BOWL HALFTIME SHOW


Com uma produção digna da abertura dos Jogos Olímpicos, a actuação de Lady Gaga no intervalo do Super Bowl não precisou de convidados especiais e conseguiu o improvável ao agradar tanto aos seus little monsters como àqueles que lhe torcem o nariz.


Naquela que foi a performance mais cara de sempre na história do evento  custou cerca de 10 milhões de dólares  não houve vestidos de carne, mas sim um enorme aparato pirotécnico (300 drones) e um batalhão de bailarinos sim, também vi os memes do SpongeBob. Quem esperava ansiosamente para ouvir a cantora proferir críticas esmagadoras a Donald Trump pode ter ficado desiludido. No entanto, elas estiveram lá, mas camufladas. Aliás, a introdução subtil da sua actuação com "God Bless America" e "This Land is Your Land", foi suficiente para que Gaga se fizesse ouvir sem ferir susceptibilidades. Aberto a interpretações diferentes, as palavras podem ser consideradas como uma afronta às políticas do presidente norte-americano, mas também são apenas aquilo que a cantora sempre defendeu ao longo da sua carreira.


"Esta é a tua terra. Esta é a minha terra, da Califórnia até à ilha de Nova Iorque, da floresta da madeira vermelha até às águas de Gulf Stream. Esta terra foi feita para ti e para mim". A ideia de uma América partilhada foi repetida ao longo de todo o "discurso", que até referiu o infame muro que Trump pretende construir entre os Estados Unidos e o México. Ainda assim, fê-lo de maneira bem discreta: "Enquanto andava vi um sinal. E o sinal dizia: Não Passar. Mas no noutro lado não dizia nada. Esse lado foi feito para mim e para ti". Mesmo antes de se lançar do topo do NRG Stadium, em Houston (Texas), ouviu-se a tacada final One nation, under God, indivisible, with liberty and justice for all. Sem palavras.


A Gaga fez uma viagem à memory lane e escolheu algumas das suas músicas mais conhecidas para cantar no intervalo do Super Bowl. A lista incluiu os hits "Poker Face", "Born This Way", "Telephone" (não, a Beyoncé não apareceu mas transpirei com a possibilidade), "Just Dance", "Million Reasons"  momento mais emocionante da noite, em que o estádio se encheu de luzes e ela até disse um olá aos pais  e claro, "Bad Romance", que não só é a minha faixa favorita, como encerrou o espectáculo com chave de ouro.


Gostem ou não da Lady Gaga, é impossível negar as suas qualidades vocais e dedicação. Contrariamente à maioria dos artistas que recorrem a vocais pré-gravados, aqui o espectáculo é 100% ao vivo. Quando está a dançar e não consegue cantar, só se ouve a faixa de fundo e that's it. Essa é uma das coisas que mais admiro na mother monster. Se queria que ela tivesse cantado mais canções? Claro que sim, imperdoável não ter ouvido um pouco sequer da "Edge of Glory" ou "Alejandro", se bem que esta última entendo o porquê. Mas fiquei satisfeito? Completamente. Por mim ela e a Beyoncé podiam intercalar e actuava uma a cada ano.


Por entre as luzes, fogos e danças, uma das mensagens mais importantes foi precisamente a "Born This Way". Não é segredo nenhum que o mundo do desporto é extremamente homofóbico, sendo que na maioria das vezes a aversão é tão grande que milhares de crianças, especialmente rapazes, são massacradas por não se encaixarem no molde que lhes é imposto pela sociedade. Conseguem entender o quão importante é ecoarem pelo evento desportivo as letras:
"Don't be a drag, just be a queen
Whether you're broke or evergreen
You're black, white, beige, chola descent
You're Lebanese, you're Orient
Whether life's disabilities
Left you outcast, bullied, or teased
Rejoice and love yourself today
'Cause baby you were born this way
No matter gay, straight, or bi
Lesbian, transgendered life
I'm on the right track baby
I was born to survive
No matter black, white or beige
Chola or orient made
I'm on the right track baby
I was born to be brave"
Como ela referiu na conferência antes do jogo, o facto de pisar um dos palcos mais vistos do mundo e poder transmitir uma mensagem de aceitação e inclusão, seja cultural, sexual ou de género, é como se estivesse a dar voz a todos os misfits e mostrar que tudo é possível. Bastaram as mesmas canções que canta há anos, extremamente relevantes para o clima vivido nos últimos tempos, e deixou que a música falar por si. Bravo.




Independentemente se apreciam ou não a Lady Gaga, gostaram da actuação?
Músicas/momentos favoritos?

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Até já, “Please Like Me”


Hoje era suposto publicar uma review sobre o último álbum dos XX mas não tenho condições para o fazer. Não costumo ficar sem palavras mas aconteceu. Estou há algum tempo a tentar formar frases mas sem sucesso. Sinto-me emocionalmente drenado. Na segunda-feira assisti à quarta temporada completa de uma série que adoro e as lágrimas ainda não pararam. Sim, leram bem. Estou assim por causa de uma produção televisiva.

Riam-se, mas quando me apego a uma narrativa e às suas personagens, a sério, acolho-os no meu coração como se fossem de carne e osso e pertencessem à minha família. São raras as histórias que conseguem despoletar em nós um sentimento tão forte que, quando algo corre mal, a dor não é fictícia, é real. Tão real que nos deixa assim, desfeitos. Please Like Me é uma delas.

Sem que praticamente ninguém se apercebesse, esta série australiana tornou-se numa das melhores, mais honestas e surpreendentes produções televisivas da última década. No episódio piloto conhecemos Josh, um jovem de vinte e tal anos, inseguro, sarcástico e, até certo ponto, narcisista — felizmente bem diferente da Hannah de GIRLS — que é arrastado para fora do armário pela melhor amiga e, na altura, namorada, Claire. Simultaneamente, tem que lidar com a primeira tentativa de suicídio da sua mãe bipolar. Ainda assim, Josh vive um dia de cada vez, tentando que hoje seja menos shitty que ontem, tanto para ele como para os que o rodeiam.

Como resultado, a série — criada, produzida e protagonizada pelo comediante Josh Thomas — é um retrato bastante fiel da vida de um rapaz e o seu grupo de amigos, que se encontram naquela fase em que a linha entre adolescente dependente dos pais e adulto emancipado é bastante ténue. Pelo meio, tentam sobreviver. Cada dia, ou episódio, é uma batalha para manter o espírito positivo, ser feliz e encontrar um rumo.


Ao longo de quatro anos, Please Like Me, abordou uma variedade de tópicos que outras produções mais populares têm medo de tocar, e conseguiu fazê-lo com sensibilidade, franqueza, e claro, a componente cómica sempre presente. A série cobriu a homofobia e o racismo, depressão e assédio sexual no local de trabalho, doenças sexualmente transmissíveis e até cancro da mama. Sem querer revelar spoilers, houve um aborto que, de uma maneira absolutamente refrescante, não foi tratado com medo de ferir susceptibilidades, mas de forma autêntica, consciente e sem arrependimentos. Na segunda temporada, grande parte das cenas e três personagens principais — Hannah (Hannah Gadsby), Arnold (Keegan Joyce) e Rose, a mãe do Josh (a soberba Debra Lawrence) — foram passados numa instituição de saúde mental.

A quarta season é uma cruel chamada de atenção. De longe a mais sombria e difícil de digerir, mas também a melhor de todas. O Josh tenta fazer todas as pessoas felizes, incluindo ele, mas não consegue. Nada funciona e tudo acaba por se desmoronar. Se as três primeiras serviram de desenvolvimento para a depressão da mãe e as inseguranças dele nas suas relações (tanto de amizade como amorosas), então esta temporada é uma inevitável descida à terra. Terminadas relações, namorados desaparecem e amigos de uma vida acabam por se afastar. É brutalmente realista.

Com a continuação incerta, o último episódio desta temporada mais parecia o fim da série. Não vos posso explicar com todas as letras o que me afectou tanto nos últimos capítulos, sem revelar algo essencial. Mas, para bom entendedor, meia palavra basta. O desfecho não chocou por ter sido contado desde o início, mas a negação é uma ferramenta muito forte. Talvez me reveja em alguns aspectos da personagem principal e a sua relação com os outros, em especial com a mãe, mas mexeu mesmo comigo. Sim, dois dias depois, as lágrimas continuam a chegar. Senti uma necessidade enorme de partilhar convosco aquela que se tornou numa das minhas séries favoritas de sempre — tanto que vou acrescentar uma posição especial no top de 2016 visto que tinham dito que estreava este ano e na volta enganaram-me.

O elenco é fantástico e extremamente competente. A cumplicidade´entre eles é tanta que acreditamos piamente que se conhecem há séculos. Os timmings são perfeitos e a edição e produção musical simplesmente geniais. O enredo tanto nos aquece o coração como o desfaz numa questão de segundos. Espero, sinceramente, que não seja o fim. Não estou preparado para dizer adeus. Se for, despediu-se como se apresentou, e manteve-se fiel à sua essência crua e sincera.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Golden Globes 2O17


Numa noite repleta de discursos comoventes e extremamente importantes, a 74ª Edição dos Globos de Ouro ocorreu na madrugada deste Domingo, em Los Angeles, nos Estados Unidos.

Conduzida por Jimmy Fallon, que protagonizou um momento digno daquela performance da Mariah Carey, a gala foi dominada pelo filme La La Land que ganhou os 7 prémios a que estava indicado, tornando-se na longa-metragem com mais vitórias de sempre na história do programa. São eles, "Melhor Comédia/Musical", "Melhor Director", "Melhor Argumento", "Melhor Actor" (Ryan Gosling) e "Melhor Actriz" (Emma Stone), ambos na categoria de Comédia ou Musical, "Melhor Música Original" (City of Stars) e "Melhor Banda Sonora".

Outros dos grandes favoritos da noite, Moonlight e Manchester By Sea, que concorriam a 6 e 5 estatuetas, respectivamente, levaram apenas uma. O primeiro venceu "Melhor Filme — Drama" e o segundo foi galardoado com a previsível vitória de Casey Affleck como "Melhor Actor — Drama"  como ainda não vi o filme não me vou prenunciar, mas o Denzel também merecia por Fences.

Aaron-Taylor Johnson, Sarah Paulson e Claire Foy
Viola Davis foi merecidamente considerada a "Melhor Actriz Secundária" (Fences) e Aaron-Taylor Johnson o "Melhor Actor Secundário" (Nocturnal Animals), ambos na categoria de Drama. Algo me diz que este ano o Óscar vai finalmente cair nas mãos da Davis portanto fiquei satisfeito com a vitória nos Globos. Quanto ao Aaron, gostei bastante da interpretação dele mas não sei até que ponto não deveria ter ido para o Dev Patel (Lion) ou o Mahershala Ali (Moonlight).

Uma das maiores surpresas da noite foi a vitória da francesa Isabelle Huppert na categoria de "Melhor Actriz — Drama" pelo trabalho absolutamente genial em Elle  que venha o Óscar! A produção dirigida por Paul Verhoeven foi ainda escolhida como o "Melhor Filme Estrangeiro". Não imaginam o salto de alegria que dei quando anunciaram o nome dela! Estava a torcer por ela e a Ruth Negga que me conquistou com a sua interpretação em Loving, mas pensava mesmo que seria a Natalie Portman (Jackie) a ganhar.

Como era de se esperar, Zootopia venceu no departamento de Animação, passando à frente do sublime Kubo and the Two Strings. Visto que coloquei ambos no topo da minha lista de melhores filmes de animação, não estou desagradado com o desfecho.

Criadores e alguns actores de "American Crime Story".
No mundo televisivo, The Night Manager conquistou todos os prémios de representação a que estava nomeado, "Melhor Actor" (Hugh Laurie), "Melhor Actor Secundário" (Tom Hiddleston) e "Mlehor Actriz Secundária" (Olivia Colman adoro-a em Broadchurch mas estava a torcer pela Thandie Newton (Westworld, tudo na categoria de Série Limitada ou Mini-Filme. A "Melhor Série — Comédia" foi Atlanta, criada, escrita, dirigida e estrelada por Donald Glover (o fantástico Childish Gambino), que também ficou com o prémio de "Melhor Actor — Comédia". 

Confirmando as expectativas, American Crime Story: The People vs. O. J. Simpson, venceu "Melhor Série Limitada" e Sarah Paulson o tão esperado globo de ouro de "Melhor Actriz", também em série limitada. Contra tudo e todos, The Crown conseguiu o milagre e venceu produções como Game of Thrones, Westworld ou a favorita Stranger Things na categoria de "Melhor Série — Drama". A protagonista daquela que considerei a #4 melhor série de 2016, Claire Foy, foi distinguida com o prémio de "Melhor Actriz — Drama" mas penso que a Winona Ryder (Stranger Things) ou a Evan Rachel Wood (Westworld) mereciam mais.

Meryl Streep foi homenageada com o prémio Cecil B. DeMille que reconhece a sua contribuição destacada para o mundo do entretenimento. No discurso de aceitação, a actriz que considero como a melhor, trouxe a casa abaixo ao enterrar, com classe, o bully Donald Trampa. Utilizando as origens de alguns actores presentes como exemplo, celebrou a existência de estrangeiros nos Estados Unidos, especialmente em Hollywood. 


Para terminar, resta-me partilhar publicamente o meu apoio para que a Kristen Wiig e o Steve Carell apresentem a próxima edição dos Globos de Ouro. Se não viram o diálogo deles, não percam mais tempo.

A lista completa de nomeados/vencedores (AQUI).


Viram os Globos de Ouro? Concordam com os vencedores?

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