Nada como uma playlist para encerrar oficialmente o capítulo "Novembro". Com imensos lançamentos no panorama musical, havia muito por onde escolher mas fiquei-me por aquelas que mais vezes passaram pelo meu radar.
Se havia dúvidas que as irmãs Aly & Aj tinham voltado para recuperar a coroa do pop, foram completamente esmagadas com o lançamento do sensacional novo single, "I Know". A P!nk conquistou-me com a fantástica "Beautiful Trauma" e, por muito que me custe admitir, a "Call It What You Want" da Ssswift é pretty good. A Lauren Jauregui continua a aventurar-se no mundo das parcerias, desta vez com o Steve Aoki, em "All Night", e a Miss American Idol, Kelly Clarkson, ofereceu-me um dos meus guilty pleasures com a "Would You Call That Love".
Demi, Demi, Demi. Deves ter sido terrível em outra vida para estar a pagar tudo nesta. Após criar o melhor álbum da sua carreira, nem uma única nomeação conseguiu receber para os Grammys? Poupem-me. Não faz sentido nenhum e sinceramente só descredibiliza ainda mais a cerimónia que há muito se converteu num concurso de popularidade. Ao menos ficamos com canções efémeras como "Tell Me You Love Me" ou a inesperada "Échame La Culpa" com o Sr. Despacito.
O Ed Sheeran voltou a presentear-nos com a sua especialidade, cheesy songs, e não é que resulta? "Perfect" é daquelas coisas irritantemente fofinhas que ficam presas aos nossos ouvidos e não arredam pé. A Tove Lo continua na sua viagem pelo mundo dos ácidos em "Disco Tits", os N.E.R.D. regressaram com a ajuda da Rihanna em "Lemon", enquanto o Eminem se juntou à Beyoncé numa parceria que tinha tudo para ser explosiva e se revelou uma valente trampa, "Walk On Water".
Enquanto me recomponho da ampulheta da Ana Malhoa, convido-vos a seguirem a página do Ghostly Walker no Spotify!
Conheciam todas as canções? Que músicas têm ouvido ultimamente?
MUST LISTEN: ⤫ END GAME ⤫ CALL IT WHAT YOU WANT ⤫ GETAWAY CAR
1. Taylor Swift ⤫Reputation
Prezo muito a imparcialidade no que toca a reviews, portanto vou tentar ao máximo separar a minha opinião, digamos menos positiva, sobre a cantora em questão e o respectivo disco. Três anos desde que lançou 1989, o álbum que marcou o abandono das raízes country e entrada oficial no mercado pop, a Taylor Swift está de volta com Reputation. O "polémico" retorno é marcado por uma suposta mudança de atitude, de menina inocente para bad girl. O resultado é... triste.
Repleto de elogios da crítica, possivelmente por medo de represálias pela nova representante do lápis azul, versão musical, o certo é que este novo rumo da jovem norte-americana não é nada mais que uma caricatura já explorada uma série de vezes dentro do género. A sua interpretação de "bad" parece ficar-se pelo uso de batidas típicas de hip-hop para criar um ritmo pesado, upbeat, e causar impacto. O problema é que não existe qualquer originalidade no processo, tudo soa a algo já existente, antigo, ultrapassado. Aliás, cada uma das 15 faixas parece igual à anterior, criando uma espécie de confusão por nem nos apercebermos se já passámos para a próxima ou ainda estamos a ouvir a mesma.
Além de não convencer ninguém nesta sua personagem altamente artificial, a Ssswift conseguiu a proeza de criar música preguiçosa, apoiada de refrões fáceis e uma produção tão exagerada que nos faz querer perguntar "are you okay, sweety?". Tendo em conta os números astronómicos de vendas, diria que se confirma algo que há anos se apregoa, o público é mesmo estúpido. Ainda assim, o que realmente me incomoda é ver críticas elogiarem a evolução da Taylor como compositora. Não só continua com uma escrita bem medíocre e extremamente infantil, como quando comparamos com obras-primas como Melodrama, da Lorde, chega a ser hilariante a drástica diferença de qualidade lírica.
Nem tudo está perdido, por entre este vale de fachadas existem pequenas pérolas como "End Game", "Call It What You Want" e até a mega-cliché "Gateway Car".
MUST LISTEN: ⤫ BEAUTIFUL TRAUMA ⤫ WHATEVER YOU WANT ⤫ BUT WE LOST IT ⤫ WHAT ABOUT US
Se há cantora consistente no que toca à entrega sucessiva de música e vocais com qualidade, é a P!nk. Uma pena que ela não receba nem metade do crédito que merece. Confesso que não tinha propriamente grandes expectativas em relação a este Beautiful Trauma, mas ela conseguiu calar-me enquanto me esbofeteava com os receipts.
No sétimo disco da sua carreira, a eterna rebelde, presenteou-nos com histórias bem pessoais, como a sua indignação face a actual situação política nos EUA, ou a dependência a relacionamentos amorosos destrutivos. No que toca a este departamento, ao contrário de outras colegas de profissão, a P!nk é extremamente sincera e consegue conectar-se com qualquer pessoa. O facto de abordar relações na sua fase mais negra, como a carência e o medo de ficar sozinha que podem prender uma pessoa a um parceiro abusivo, é algo que raramente ouvimos passar nas rádios.
Embora se mantenha na sua zona de conforto e não haja propriamente grande inovação, o certo é que isto é P!nk no seu melhor. No que toca à componente sonora, é um verdadeiro melting pot. Tanto temos canções com instrumentais mais pesados como outros mais leves, com influências que vão do pop-rock ao R&B e até folk.
MUST LISTEN: ⤫ WOULD YOU CALL THAT LOVE ⤫ MEANING OF LIFE ⤫ MEDICINE ⤫ LOVE SO SOFT
Desde a sua vitória na primeira edição do American Idol, em 2002, a Kelly Clarkson tornou-se numa das cantoras mais talentosas da sua geração. Quinze anos depois, a norte-americana lançou o seu oitavo álbum de estúdio, Meaning of Life, o primeiro pela Atlantic Records, o que lhe concede mais liberdade e autonomia para tomar decisões. Good for you!
Distinto dos seus outros trabalhos, mais direccionados para o pop comercial, aqui ela apresenta uma sonoridade mais soul/R&B, concretizando um desejo de longa data. Basicamente é o álbum que ela sempre quis fazer, mas não podia devido a restrições contratuais.
Aqui entre nós, como a abécula que sou, quando soube da mudança de géneros, fiquei apreensivo. Digamos que "Behind These Hazel Eyes", "Because of You" e "My Life Would Suck Without You", são as minhas jams! Felizmente não havia qualquer razão para isso. Meaning of Life possui poucos momentos fracos, revelando-se como a produção mais coesa que alguma vez lançou. Cheia de sass, é com bastante alegria que vejo uma Kelly na melhor fase da sua vida, em pleno.
MUST LISTEN: ⤫ HIM ⤫ PRAY ⤫ BURNING ⤫ NOTHING LEFT FOR YOU
O Sam Smith voltou com tudo no segundo disco da sua carreira, The Thrill Of It All, e eu não podia estar mais satisfeito. Repleto de mais histórias de desilusão e amor não correspondido, algo está diferente. Ao contrário da sensacional estreia In The Lonely Hour (2014), o jovem de 25 anos agora canta um discurso mais forte e confiante, algo que se reflecte positivamente na música.
No leque de 13 canções, destacam-se duas pela sua genialidade e ousadia musical: "Pray" e "HIM". A primeira é o exemplo mais nítido da sua potência vocal, especialmente quando ele consegue superar o coro, que por si só já é fantástico o suficiente, e estender as notas de tal maneira que outros só conseguiriam através de plugins, se é que me entendem.
Em "HIM", o Smith declara o seu amor por outro homem e aceitas as consequências que isso acarreta. É, de resto, a sua afirmação lírica mais arrojada, "Don't you try and tell me that God doesn't care for us. It is him I love, it is him I love." A mensagem é poderosa e capaz de emocionar até um céptico.
Nem um álbum tão bom como The Thrill Of It All está imune a um ou outro ponto maçador, mas são coisas tão triviais que, a voz distinta do Sam consegue apagar por completo.
Com o dilúvio que está a acontecer neste momento, pelo menos aqui por Lisboa, nada como uma playlist para acalmar os ânimos. Quem diria que tão perto do final do ano ainda continuavam a sair canções com sabor a Verão. Realmente a indústria musical está actualiza com a actual situação meteorológica, isto é, all over the place.
Após reconquistar o público com o single "Your Song", a Rita Ora, lançou a fenomenal "Anywhere" que já se converteu no meu hino do momento. Por falar em anthems, estou rendido ao talento da jovem Sabrina Claudio que, apesar do nome chunga, tem um dos melhores álbuns do ano. A faixa "Belong To You" é sem dúvida a melhor do seu repertório. A minha adorada Susanne Sundfør deu-me o maior presente possível com a etéra "Mountaineers", enquanto os Clean Bandit voltaram a acertar no jackpot com uma colaboração com a Julia Michaels em "Miss You".
A Anitta ainda não parou de sambar na cara das inimigas e agora até já o faz em inglês. "Is That For Me" é a parceria dela com o Alesso que não sabia que precisava. A Miss Cabello finalmente conseguiu cair nas graças do povo e alcançou o seu primeiro hit com "Havana". Embora a música já nos acompanhe desde Agosto, só agora recebeu o videoclip que precisava e não desapontou. A Selena Gomez juntou-se ao Marshmello para um verdadeiro doce de Halloween, a dançante "Wolves"; já a Taylor Ssswift viu a versão americana do Ghost In The Shell e resolveu gravar um vídeo sobre isso para a "...Ready For It?".
Num apanhado geral, o resto da lista conta com um leque de artistas mais underrated mas extremamente competentes. Entre eles, Jessie Ware ("Alone), Superfruit ("Deny U"), KWAYE("Sweet Life"), Walk the Moon ("One Foot"), Pixie Lott ("Won't Forget You"), e Rachel Platten ("Perfect For You").
Para não perderem nenhuma actualização e, possivelmente, conhecerem músicas novas, já sabem! Sigam a página do Ghostly Walker no Spotify.
Conheciam todas as canções? Que músicas têm ouvido ultimamente?
Com o final de Setembro chegou mais uma playlist recheada de músicas novas. Desta feita, não poderia ser mais diversificada. Há um pouco de tudo para todos os gostos, do habitual POP e indie/alternativo, ao R&B e até Rap.
A Demi Lovato conquistou o público com Tell Me You Love Me, o melhor disco da sua carreira e que nos presenteou com a fantástica "You Don't Do It For Me Anymore". A Taylor Ssswift quebrou uma data de records com a underwhelming yet catchy "Look What You Made Me Do" e o Sam Smith voltou a partir os nossos corações com a balada "Too Goot At Goodbyes". Ainda na corrente de comebacks, uma das minhas cantoras britânicas favoritas, a Jessie Ware, estreou a genial "Selfish Love" e ainda não consegui parar de a ouvir.
Numa parceria inesperada mas certeira, o Zayn uniu forças com a Sia na viciante "Dusk Til Dawn"; a Kelly Clarkson provou ser a melhor vencedora do American Idol com a triunfante "Love So Soft", e a Lana resolveu escolher "White Mustang" como single sabe-se lá porquê. A Fergie Ferg também resolveu antecipar a prenda de Natal e divulgou um vídeo para cada canção do álbum Double Dutchess, do qual a "You Already Know", com a Nicki Minaj, foi escolhida como single.
Após décadas, finalmente cedi à Cardi B e a sua "Bodak Yellow" que não só tirou a Ssswift do #1 na Billboard Hot 100, como se tornou na primeira canção a solo de uma rapper a atingir o pódio desde 1998. Ainda na lista encontram-se autênticos underdogs como Sofi Tukker, Nadine Coyle, Mollie King, Leo Kalyan e TOTEM.
Para não perderem nenhuma actualização e, possivelmente, conhecerem músicas novas, já sabem! Sigam a página do Ghostly Walker no Spotify.
Conheciam todas as canções? Que músicas têm ouvido ultimamente?
*Edição: A publicação original continha o vídeo errado. Agora sim, podem conferir o "Top 10" correcto.
A dois dias de dar como encerrada a semana dedicada aos melhores de 2015, chegou a altura de apresentar uma das minhas listas favoritas de elaborar, os "Melhores Vídeos de Música do Ano". Quanto a vocês não sei, mas sou daquelas pessoas que consegue passar a gostar de uma canção se a representação visual for boa o suficiente. Ciente da importância de um clip musical, seleccionar apenas 10 em 1000 é quase um crime.
Saber evitar favoritismos e valorizar produtos tecnicamente merecedores é algo que teoricamente prezo imenso, mas na prática não é nada fácil. Contudo, posso afirmar que, de todos os TOP's elaborados até agora, este é o mais imparcial. Primeiramente há que entender que o que se encontra em "análise" não são as músicas mas sim os respectivos vídeos, logo, não se admirem se uma ou outra canção assim para o fraquinha se encontrarem entre os escolhidos.
Sempre pensei que gostasse de grandes produções, mas graças ao "Bad Blood" da Taylor Swift, carregado de efeitos especiais duvidosos e infantis, comecei a questionar as minhas opções. Não me interpretem mal, existem casos em que se consegue conciliar um orçamento generoso e a componente criativa, sem ir por caminhos ridículos ou previsíveis. É exactamente isso que procurei, videoclips com uma história/mensagem, sequências de dança bem elaboradas (nesta área o "Sorry" do Bieber leva a taça) e que não sirvam apenas para exibir corpos desnudos, e claro, visualmente apelativos, seja devido à sua simplicidadecomo pelos cenários fora do comum, originalidade, etc.
MENÇÕES HONROSAS: Taylor Swift - "Style" | Josef Salvat - "Open Season" | Drake - "Hotline Bling" | Justin Bieber - "Sorry" | Marina & The Diamonds - "I'm a Ruin" | Grimes - "Flesh Without Blood" | Years & Years - "King" | Neon Indian - "Slumlord Rising" | Tinashe - "All Hands On Deck" | Macklemore & Ryan Lewis - "Downtown"
Conheçam o TOP 10 no vídeo a baixo
(sugiro qualidade 1080p)
Concordam com as posições? Qual foi o vosso favorito de 2015?
Numa gala de duetos improváveis, poucos prémios, e um tributo comovente às vítimas dos atentados em Paris, a 43ª edição dos American Music Awards, ocorreu ontem, dia 22, em Los Angeles.
Votado pelos fãs, Taylor Swift confirmou as expectativas e dominou a entrega de prémios ao receber três. A cantora estava nomeada para 6 categorias, levando as estatuetas de "Música do Ano" (Blank Space), "Melhor Álbum Pop/Rock" (1989) e "Melhor Artista Adulto Contemporâneo".
Em segundo lugar nas indicações (5), os The Weeknd venceram "Melhor Cantor Soul/R&B" e "Melhor Álbum Soul/R&B" (Beauty Behind the Madness), e o Ed Sheeran não conseguiu conquistar uma sequer— ao contrário dos seus conterrâneos, One Direction. Além de "Melhor Grupo Pop/Rock", o quarteto britânico ganhou pelo segundo ano consecutivo o prémio mais importante da noite: "Melhor Artista", batendo nomes como Swift, Nicki Minaj, Ariana Grande, Sam Smith, The Weeknd, e o próprio Sheeran.
Tanto a Ariana Grande como a Rihanna tinham apenas duas nomeações, recebendo os troféus de "Melhor Cantora Pop/Rock" e "Melhor Cantora Soul/R&B", respectivamente. Na categoria de Rap/Hip, a Minaj foi premiada com "Melhor Artista" e "Melhor Álbum" (The Pinkprint).
Jennifer Lopez - Medley
A anfitriã, Jennifer Lopez, deu início ao show com um playback descarado do seu clássico Waiting For Tonight (versão balada), seguindo-se um número de dança cheio de energia, ao som dos maiores hits do ano— a coitada até recebeu um olhar torto da Minaj quando a Anaconda começou a dar.
Demi Lovato - Confident|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||| Selena Gomez - Same Old Love
Quando me apercebi que a Demi Lovato e a Selena Gomez iam cantar "Confident" e "Same Old Love", respectivamente, pensei "mas continuam a insistir nisso porquê? Move on!". Embora mantenha a opinião de que ambas deviam lançar terceiros singles e esquecer estes, não posso negar que causaram furor. A Demi tem um vozeirão como todos sabemos, mas desta vez esmerou-se, nem o público ficou indiferente! Quando à Gomez, estou tão habituado a que ela utilize vocais pré-gravados, que parte de mim acha que ela fez playback. Se não for o caso está de parabéns, finalmente conseguiu encontrar o registo adequado à sua voz.
Os duetos memoráveis incluíram a Alanis Morissette e a Demi a cantarem a música que colocou a Morissette no mapa, You Oughta Know de 1995 (VÍDEO AQUI); a Megan Trainor e o Charlie Puth aka o rapaz com a sobrancelha escavacada, com as músicas Like I'm Going To Lose You e Marvin Gaye— que terminou com os dois loucamente aos beijos.
Celine Dion - Hymne à L'Amour |||||||||||||||||||||||||||||||||||||| Gwen Stefani - Used to Love You
O vocalista dos 30 Seconds To Mars e vencedor de um Óscar, Jared Leto, deu uma homenagem emocional às vítimas dos atentados em Paris, assim como às vítimas de violência no mundo inteiro, seguindo-se uma performance de Celine Dion com a canção francesa Hymne à L'Amour da Edith Piaf, com imagens da "cidade das luzes" a passarem no fundo.
||||||||||||||| Ariana Grande - Focus|||||||||||||||||||||| Justin Bieber - What Do You Mean?, Where Are U Now?, Sorry
Não estava nada à espera deste tema para a Focus e sinceramente não achei muita piada. O vestido parecia da loja dos trezentos e a peruca não era tão boa como a que utilizou no vídeo, mas ao menos deu para variar no maldito rabo-de-cavalo do costume. Do ponto de vista vocal não há nada a apontar, a Ariana é fantástica. O Bieber encerrou o espectáculo com um medley dos seus hits, uma mini versão acústica da What Do You Mean, porque é isso que ele precisa, enfatizar que não canta nada, e depois pode dançar ao ritmo da Where Are U Now— vencedora do prémio "Melhor Colaboração" com Skrillex and Diplo — e fazer playback mais que evidente na Sorry. Que final tão fraquinho.
A cerimónia contou ainda com performances de Coldplay, One Direction, Nick Jonas e The Weeknd, Walk The Moon, Carrie Underwood, 5 Seconds of Summer, Macklemore & Ryan Lewis e Leon Bridges. Quando publicarem mais vídeos actualizo os que falta.
Numa noite de colaborações desnecessárias, falsas reconciliações e má representação, o grande destaque dos MTV Video Music Awards deste ano foi a candidatura do Kanye West à Presidência dos Estados Unidos em 2020. Ah!
Nem sei o que foi pior, as atracções musicais ou o quão enfiada estava a cabeça da Kelly Osbourne na cavidade rectal da Taylor Swift. Ver o bajulamento constante por parte de outras celebridades/artistas com a "T-Swizzle" faz-me gostar cada vez menos dela. Parece que está tudo sedento de pertencer ao gang dela. À medida a que ele aumenta, qualquer dia é uma autêntica máfia.
Sem grandes surpresas, a Swift confirmou as expectativas e liderou a entrega de prémios. Indicada em dez categorias, ganhou quatro. Com o hit 'Blank Space' venceu a estatueta de "Melhor Vídeo Feminino" e "Melhor Vídeo Pop". O explosivo 'Bad Blood' valeu-lhe o troféu de "Melhor Colaboração" (com Kendrick Lamar), e o prémio mais importante da noite, "Vídeo do Ano". Além disso, a cantora aproveitou ainda para estrear o vídeo para o novo single, 'Wildest Dreams'.
Nicki Minaj & Taylor Swift The Weeknd
Nicki Minaj abriu a premiação com uma apresentação visualmente pouco original das músicas 'Trini Dem Girls' e 'The Night Is Still Young'. Após protagonizarem uma polémica no Twitter no mês passado, Taylor Swift aparece em palco, as duas "fazem as pazes" e cantam a "Bad Blood". Lembram-se das "colaborações desnecessárias" que referi no início do post? Exacto.
A Nicki ganhou o prémio de "Melhor Vídeo Hip Hop" e depois do discurso de agradecimento, "confrontou" Miley Cyrus devido às suas declarações a cerca da reacção (correcta) de Minaj ao ver que 'Anaconda' não se encontrava nomeada nas categorias de "Vídeo do Ano" e "Melhor Coreografia". Tenho quase a certeza que o momento do arrufo Nicki/Cyrus foi fabricado, mas agora é esperar que uma delas comente.
Macklemore & Ryan Lewis Demi Lovato & Iggy Azalea
The Weeknd cantaram o hit 'Can't Feel My Face' e até conseguiram fazer o Kanye West dançar. Macklamore & Ryan Lewis voltaram para felicidade de muitos e deram um autêntico espectáculo ao recriarem o épico vídeo 'Downtown'. A Demi Lovato acordou, apercebeu-se que o Verão está a acabar, foi buscar a Iggy, e resolveu começar a promover a 'Cool For The Summer' na televisão americana.
Quase no final do programa, foi vez da Taylor reconciliar-se com o Kanye West. A cantora entregou-lhe o prémio honorário "Michael Jackson Video Vanguard Award" e revelou que o primeiro disco que comprou na vida foi o do rapper (não acredito). Num discurso que pareceu durar cinco dias, West pediu novamente desculpa a Swift pelo seu comportamento nos VMA's de 2009 e criticou este tipo de shows por darem aos artistas a oportunidade de "serem perdedores". "Vou morrer pela arte, pelo que acredito, e a arte nem sempre vai ser educada", afirmou.
Justin Bieber Miley Cyrus + Drag Queens
A Kate Gosselin, quer dizer, o Justin Bieber, cantou um mix de 'Where Are Ü Now' e 'What Do You Mean?', a única música dele que consigo tolerar. No final da actuação ficou lavado em lágrimas devido à aparente emoção por estar no "bom caminho"? Enfim.
A 32ª Gala dos MTV Video Music Awards foi encerrada pela apresentadora desta edição, Miley Cyrus. Acompanhada por 30 concorrentes do reality show Rupaul's Drag Race, cantou o primeiro single 'Dooo it!' e anunciou que o seu novo disco "Miley Cyrus and her dead Petz", estava disponível para download gratuito.O quinto álbum de estúdio é uma colaboração com a banda The Flaming Lips. Resta saber se é o sucessor oficial de "Bangerz" ou se uma espécie de "EP" gigante (são 23 faixas).
Taylor Swift confirmou as expectativas e dominou os Billboard Music Awards ao receber 8 prémios. A cantora estava nomeada para 14 das 40 categorias, levando entre elas, as estatuetas de Melhor Artista do Ano, Melhor Álbum (1989), Melhor Artista Feminina, Melhor Artista no Billboard 200 (top de álbuns), e ainda um Billboard Chart Achievement, votado pelos fãs.
Em segundo lugar nas indicações (12), Sam Smith venceu nas categorias de Melhor Artista Masculino e Revelação. Devido a uma cirurgia nas cordas vocais o cantor não esteve presente na cerimónia, mas ainda assim deixou um vídeo, um tanto ao quanto cómico, para aceitar os prémios.
Iggy Azalea estava nomeada em 10 caterogias, vencendo os prémios de Melhor Artista em Streaming, Melhor Artista Rap e Melhor Música Rap com Fancy. O Pharrell também levou para casa três estatuetas: Melhor Artista R&B, Melhor Álbum R&B (G I R L) - como é possível ter vencido ao álbum BEYONCÉ? - e Melhor Música R&B com Happy.
Com dois prémios cada ficaram os One Direction (Melhor Artista em Tour e Melhor Grupo), John Legend (Melhor Música na Rádio e Melhor Música em Streaming: All of Me), e Hozier (Melhor Artista Rock e Melhor Música Rock: Take Me to Church).
A cerimónia contou ainda com actuações dos Fall Out Boy, Imagine Dragons, Nick Jonas, Nicki Minaj e David Guetta, Pitbull e Chris Brown, o elenco da série Empire, Ed Sheeran, Whiz Khalifa numa emocionante performance em homenagem ao falecido Paul Walker, e Kanye West que apresentou o single All Day, e a brilhante Black Skinhead.
As melhores performances foram mesmo do Hozier, com a Take Me To Chuch, a Kelly Clarkson, que cantou o novo single Invencible e da Meghan Trainor, acompanhada do John Legend, na música Like I'm Gonna Lose You.
A Mariah Carey não se apresentava há mais de 17 anos no Billboard Music Awards e acho que devia ter continuado assim. Numa mistura do clássico Vision of Love e o novo single, Infinity, foi mais uma vez provado que a voz dela já não é o que era. As notas finais foram terrivelmente deprimentes, mas tendo em conta que ela estava com bronquite, podia ter sido pior. Por outro lado, a Britney Spears resolveu apostar mais uma vez no playback no single Fancy 2, quer dizer, Pretty Girls, com a Iggy. É a primeira vez em anos que a vejo dançar decentemente, e com um sorriso no rosto.
Concordam com os vencedores? O que acharam das performances?