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quinta-feira, 2 de novembro de 2017

MUSIC ⤫ OCT'17 Playlist


Com o dilúvio que está a acontecer neste momento, pelo menos aqui por Lisboa, nada como uma playlist para acalmar os ânimos. Quem diria que tão perto do final do ano ainda continuavam a sair canções com sabor a Verão. Realmente a indústria musical está actualiza com a actual situação meteorológica, isto é, all over the place.

Após reconquistar o público com o single "Your Song", a Rita Ora, lançou a fenomenal "Anywhere" que já se converteu no meu hino do momento. Por falar em anthems, estou rendido ao talento da jovem Sabrina Claudio que, apesar do nome chunga, tem um dos melhores álbuns do ano. A faixa "Belong To You" é sem dúvida a melhor do seu repertório. A minha adorada Susanne Sundfør deu-me o maior presente possível com a etéra "Mountaineers", enquanto os Clean Bandit voltaram a acertar no jackpot com uma colaboração com a Julia Michaels em "Miss You".

A Anitta ainda não parou de sambar na cara das inimigas e agora até já o faz em inglês. "Is That For Me" é a parceria dela com o Alesso que não sabia que precisava. A Miss Cabello finalmente conseguiu cair nas graças do povo e alcançou o seu primeiro hit com "Havana". Embora a música já nos acompanhe desde Agosto, só agora recebeu o videoclip que precisava e não desapontou. A Selena Gomez juntou-se ao Marshmello para um verdadeiro doce de Halloween, a dançante "Wolves"; já a Taylor Ssswift viu a versão americana do Ghost In The Shell e resolveu gravar um vídeo sobre isso para a "...Ready For It?".

Num apanhado geral, o resto da lista conta com um leque de artistas mais underrated mas extremamente competentes. Entre eles, Jessie Ware ("Alone), Superfruit ("Deny U"), KWAYE ("Sweet Life"), Walk the Moon ("One Foot"), Pixie Lott ("Won't Forget You"), e Rachel Platten ("Perfect For You").

Para não perderem nenhuma actualização e, possivelmente, conhecerem músicas novas, já sabem! Sigam a página do Ghostly Walker no Spotify.
Conheciam todas as canções? Que músicas têm ouvido ultimamente?

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Sound the Alarm ⤫ Album Reviews #35


MUST LISTEN:
⤫ YOU DON'T DO IT FOR ME
⤫ TELL ME YOU LOVE ME
⤫ CRY BABY
⤫ RUIN THE FRIENDSHIP

1. Demi Lovato ⤫ Tell Me You Love Me

Após anos a batalhar para conseguir o mínimo de reconhecimento pelo seu talento, parece que chegou finalmente a altura da Demi Lovato brilhar. Tell Me You Love Me é o sexto álbum da jovem norte-americana e o melhor da sua carreira.

Aquando do lançamento do primeiro single oficial, a medíocre "Sorry Not Sorry", não pude evitar um revirar de olhos interno face a aparente direcção que estava a ser tomada. Como por milagre, a canção acabou mesmo por se tornar no maior hit da Lovato, ao alcançar a 8ª posição no top da Billboard Hot 100, mas o melhor ainda estava por vir.

A faixa-título e a soberba "You Don't Do It For Me Anymore", colocam a ex-estrela da Disney no mesmo patamar de nomes como Adele ou Kelly Clarkson. Sim, leram bem. Não é segredo nenhum que a rapariga tem uma voz capaz de destruir uma aldeia mas, aqui entre nós, nunca teve propriamente uma boa selecção musical, excepto umas pérolas aqui e ali como a "Skyscrapper ou "Stone Cold".

Neste novo projecto, ela quebra o molde estereotipado no qual estava inserida há anos, mostrando um crescimento incrível. Não só fez as pazes consigo mesma como aceitou a sua sexualidade de braços abertos. O resultado é um conjunto impecável de novas sonoridades, arranjos vocais e baladas capazes de nos deixar seriamente pensativos sobre certas escolhas nas nossas vidas.

Embora seja uma oferta mais adulta, especialmente no departamento das letras que receberam um update do caraças, os elementos sassy divertidos continuam presentes em faixas como "Sexy Dirty Love" ou numa das minhas favoritas, "Cry Baby". Seria um crime a Demetria continuar a ser ignorada pelos Grammys, mas aqui pelo Ghostly arrisca-se a uma posição no top 10 os Melhores Álbuns do Ano.

MUST LISTEN:
⤫ MOUNTAINEERS
⤫ UNDERCOVER
⤫ BEDTIME STORY

2. Susanne Sundfør Music For People In Trouble

Dois anos após o magnífico Ten Love Songs, que não só considerei como o Melhor Álbum de 2015, como a catapultou para o mainstream, Susanne Sundfør está de volta com um dos seus trabalhos mais poéticos. Music For People In Trouble marca uma espécie de desvio da sonoridade electrónica do trabalho anterior.

Ainda em território POP alternativo, existem aproximações com o canto lírico e baladas acústicas. Mas engane-se quem pensar que "acústico" significa "simplista". Não, de todo. A cantora norueguesa continua a construir canções como um arquitecto faria com uma catedral, isto é, grandioso e atento ao detalhe.

Deveras intimista, Music For People In Trouble utiliza piano, guitarra clássica e silêncios mais gritantes que qualquer frase. Talvez por isso, este trabalho pede a nossa atenção muito mais do que a tenta agarrar. Não aposta em refrões fáceis ou temas simplórios, o que por si só é algo refrescante, até mesmo para um consumidor assumido desse tipo de músicas. Com a voz cristalina e poderosa da Sundfør como protagonista, a produção é sublime e incrivelmente coesa. O culminar do projecto na sensacional "Mountaineers" com o John Grant, é simplesmente do outro mundo. Uma sequência que começa de forma tímida e termina numa explosão de emoções. Adoro, é uma das minhas canções favoritas deste ano.


MUST LISTEN:
⤫ POOR ME
⤫ I'M ALRIGHT
⤫ MORE FUN

3. Shania Twain Now

Quinze anos desde o último disco de estúdio, a Shania Twain voltou com Now e não só arrecadou o primeiro lugar na Billboard Hot 200 como esmagou a competição (Demi Lovato e Miley Cyrus) no processo. A Rainha do Country, como é apelidada nos Estados Unidos, é a prova viva de que talento não tem idade.

Após um controverso divórcio do seu marido e braço-direito, a cantora ainda ficou com as cordas vocais afectadas devido à doença de Lyme. Aproveitando estas experiências menos positivas, a Shania colocou tudo na música e o resultado é positivo, mesmo que a crítica "entendida" não concorde. Quando canta sobre lhe terem partido o coração devido a uma traição na super sassy "Poor Me" e a superação em "I'm Alright", a cantora não faz rodeios e declara que já passou por aquela porcaria antes e só quer dar a volta por cima.

A sua base musical country rock mantém-se intacta, embora este trabalho seja claramente mais POP. Não sou conhecedor o suficiente da sua discografia para fazer um termo de comparação mais a fundo, mas quem é que se atreve a deitar a baixo o regresso de um ícone musical? Bem-vinda Miss Twain.

MUST LISTEN:
⤫ SAVE IT TIL MORNING
⤫ A LITTLE WORK
⤫ LOVE IS PAIN

4. Fergie Double Dutchess

Tinha perdido as esperanças de alguma vez vir a escrever isto mas a Fergie-Ferg finalmente saiu das catacumbas e lançou o segundo disco a solo: Double Dutchess. Quase 11 anos desde o bem-sucedido The Dutchess, que lhe rendeu nada mais que três singles em número 1, este regresso é decepcionante.

A primeira vez que ouvi este álbum, digamos que antecipadamente, não queria acreditar no que estava a ser transmitido para os meus ouvidos. Uma tremenda confusão musical sem qualquer direcção ou sentido de inovação. Para compensar a longa demora, a cantora divulgou este trabalho de forma inteiramente visual e foi a melhor coisa que podia ter feito. É incrível como por vezes um vídeo pode mudar completamente a nossa opinião sobre determinada canção, tanto para o bem como para o mal. Neste caso, ajudou e muito a digerir este prato com demasiados ingredientes.

Double Dutchess não vai ter o mesmo sucesso do procedente, mas tem alguns momentos bons, nomeadamente as únicas três faixas que merecem ser ouvidas "Save It Til Morning", "A Little Work" e "Love Is Pain". Tudo o resto é um imbróglio de estilos musicais e canções que sofrem de uma falta de inspiração ou composição datada estrondosa. Ainda assim, há gostos para tudo e com certeza a minha opinião não será das mais populares. Uma pena, visto que a Fergie tem uma óptima voz e sabemos que ela é capaz de muito melhor.


(+) ALBUM REVIEWS (HERE)

Já ouviram algum dos quatro álbuns? Qual é o vosso favorito?

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

TGW Presents: Top 50 Albums of 2O15


Chegámos ao fim! Se têm prestado atenção, sabem que partilhei o "TOP 10 UNDERRATED SINGLES", "TOP 10 EP's", "TOP 10 MUSIC VIDEOS", "TOP 10 TV SHOWS", "TOP 10 ANIMATED MOVIES" e o "TOP 20 MOVIES". Para terminar em grande e me despedir de vez de 2015, porque não um TOP 50 com os melhores álbuns que ouvi no ano passado? No que me fui meter, é o que vos digo!

Como devem calcular não passo de um mero crítico amador, como tantos de vocês, portanto não levem a peito algumas das minhas opções. Normalmente gosto de fazer esta lista porque é fácil identificar quais os discos que consigo ouvir do início ao fim sem me cansar e aqueles que passado umas três faixas já estou farto. Dito isto, quero frisar que isso não significa que, por exemplo, um álbum que se encontre em #40 seja necessariamente pior ou menos tolerável que outro em #20.

Tenho plena consciência que colocar uma Ellie Goulding ou Fifth Harmony a cima da Florence + The Machine é uma afronta, mas tudo se resumo a qual disco eu gostei mais de ouvir. Cada pessoa tem os seus gostos pessoais, portanto é normal que discordem de algumas classificações ou omissões.

Se o vosso favorito não se encontrar na lista, é possível que não o tenha ouvido. Para ouvirem as minhas músicas favoritas de cada álbum, basta clicarem nos títulos em "MUST LISTEN".

Sem mais demoras, let the games begin!

50. Fleur East - "Love, Sax and Flashbacks"
49. Momford & Sons - "Wilder Mind"
48. Jess Glyne - "I Cry When I Laugh"
47. Adam Lambert - "The Original High"
46. Coldplay - "A Head Full of Dreams"
45. MS MR - "How Does It Feel"
44. Katherine Mcphee - "Hysteria"
43. Halsey - "Badlands"
42. Demi Lovato - "Confident"
41. Ciara - "Jackie"

40. Miley Cyrus - "Miley Cyrus and Her Dead Pets"
39. Kate Boy - "One"
38. Alessia Cara - "Know-It-All"
37. Ivy Levan - "No Good"
36. Drake - "If You're Reading This You're Too Late"
35. Hurts - "Surrender"
34. Benjamin Clementine - "At Least For Now"
33. Kelly Clarkson - "Piece By Piece"
32. Hilary Duff - "Breathe In. Breathe Out."
31. Soak - "Before We Forgot How To Dream"

30. Chvrches - "Every Open Door"
29. Little Mix - "Get Weird"
28. Josef Salvat - "Night Swim"
27. Kacey Musgraves - "Pageant Material"
26. Justin Bieber - "Purpose"
25. Disclosure - "Caracal"
24. The Weeknd - "Beauty Behind The Madness"
23. Florence + The Machine - "How Big, How Beautiful, How Blue"
22. Fifth Harmony - "Reflection"
21. Ellie Goulding - "Delirium"

20. Neon Indian - "Vega Intl. Night School"
19. FKA Twigs - "M3LL155X"
18. Melanie Marinez - "Cry Baby"
17. Madonna - "Rebel Heart"
16. Say Lou Lou - "Lucid Dreaming"
15. Marina & the Diamonds - "Froot"
14. Tame Impala - "Currents"
13. Years & Years - "Communion"
12. Selena Gomez - "Revival"
11. Brandon Flowers - "The Desired Effect"


.10.. Miguel  Wildheart
MUST LISTENCOFFEE | NWA | WAVES | FLESH | LEAVES | FACE THE SUN

Seguindo o mesmo tipo de composições marcadas por um intenso desejo sexual, loucura e agressividade, presente nos anteriores All I Want Is You (2010) e Kaleidescope Dream (2012), Wildheart é musicalmente mais refinado. Um disco coeso, marcado por um R&B hipersexual mas com uma alma e substância igualmente presentes. Ainda que seja o trabalho mais extenso lançado por Miguel  com quase 50 minutos de duração —, o cantor está mais confiante do que nunca e o facto de, apesar da constante evolução, se manter fiel ao seu estilo, faz com que seja uma presença importante na indústria musical.


..9.. Lana Del Rey  Honeymoon

Não é segredo para ninguém que a Lana Del Rey ocupa uma posição confortável no meu infinito top de cantoras favoritas. Depois de um segundo disco decepcionante, a cantora norte-americana resolveu presentear-nos com aquele que poderia ser o filho de Born To Die Ultraviolence. Elogiado pela crítica, em Honeymoon a cantora sustenta uma espécie de narrativa dramática que se estende da primeira à última faixa. Trata-se de uma selecção de vivências musicais, poemas de amor (que na voz da Lana mais parecem de luto), que retratam o sofrimento vivido pelos apaixonados.

Para minha felicidade, a grandiosa e sombria sonoridade orquestral mantém-se um dos pontos fortes da produção, envolvendo-nos, novamente, num sentimentalismo ao típico cinema Noir dos anos 1940/50, reforçando a veia cinematográfica do álbum. A anos luz do universo POP actual, a Lana continua fiel ao que estilo musical que a tornou famosa. Bravo.


..8.. Troye Sivan  Blue Neighbourhood
MUST LISTENBITE | BLUE (ft. Alex Hope) HEAVEN (ft. Betty Who) | YOUTH | TAKE ME DOWN | LOST BOY

Seguindo o sucesso do EP Wild, do qual falei (AQUI), o jovem youtuber lançou o primeiro álbum de estúdio, Blue Neighbourhood. Acompanhado de sintetizadores suaves e baterias electrónicas dignas de uma produção à la Lorde ou Taylor Swift  os "Hey!" ecoantes nas faixas "Wild" e "Fools" remetem-nos de imediato para uma "Bad Blood" — já recebeu elogios de nomes como Sam Smith e até Adele.

Nascido na África do Sul e criado na Austrália, o jovem de 19 anos afirma que as letras são autobiográficas, inspiradas nos subúrbios de Perth, cidade onde cresceu, e que considera o seu Blue Neighbourhood. Com uma sonoridade ao estilo de Broods, James Blake e Jessie Ware, a única crítica possível de se fazer é o facto de sofrer da mesma doença da Adele: todas as músicas são sobre desgostos de amor, mas tal como no caso da britânica, resulta de maneira sublime.


..7.. Sufjan Stevens — Carrie & Lowell

Sufjan Stevens é o derradeiro contador de histórias. No activo desde 1999, poucas foram as vezes que o cantor de Michigan partilhou o seu universo íntimo com tamanha clareza e sensibilidade, como em Carrie & Lowell. O sétimo trabalho de inéditas é mais que um regresso aos planos acústicos que o lançaram, é um verdadeiro confessionário sobre a sua conturbada estrutura familiar.

Desde a imagem desgastada da capa do álbum  o casal real Carrie e Lowell, a mãe e o padrasto  passando pelos versos e passagens comoventes, tudo peças do mesmo puzzle que contam a história da mãe esquizofrénica, depressiva e alcoólatra  que deixou o filho e ex-marido em meados dos anos 70, voltando a revê-los anos mais tarde quando casou com Lowell, e que morreu em 2012 vítima de cancro. Uma viagem emocionante apoiada do habitual violão e um controlo fora do comum de sentimentos, capaz de converter detalhes tão particulares em peças relacionáveis a qualquer ouvinte.


..6.. Dumblonde  Dumblonde

Assim que ouvi o EP homónimo com cinco faixas, no Verão passado, tive a certeza que esta dupla estava no caminho certo. Duas das ex-integrantes de um dos meus grupos de eleição de todos os tempos, as Danity Kane – a primeira girlband na história da Billboard a estrear os dois primeiros álbuns em nº1 – uniram forças e deram origem às Dumblonde. Contrariamente ao que possam pensar, o nome da colaboração pretende acabar com estereótipos que as cantoras experenciaram desde que entraram na indústria musical. 

O resultado é um álbum coeso que nos transporta para um período futurista dos anos 80. Criando, produzindo e editando todos os visuais dos vídeos, o duo não está para brincadeiras. Tenho noção que nem todos vão apreciar a sonoridade POP dance e que é quase um ultraje estarem posicionadas a cima de certos artistas, mas digo-vos que não há uma única canção que desgoste neste trabalho.


..5.. Adele  25
MUST LISTEN: HELLO | WHEN WE WERE YOUNG | I MISS YOU | WATER UNDER THE BRIDGE | SEND MY LOVE (TO YOUR LOVER)

Com uma lista interminável de recordes desde que foi lançado em Novembro do ano passado, 25 é descrito pela cantora como um "álbum de reconciliação consigo mesma". Embora Adele continue a lamentar dissabores românticos, desta vez não se encontra no papel da vítima que implora uma segunda oportunidade  tema central em 19 e 21  está mais segura de si e pronta para seguir em frente. Seguindo a fórmula de sucesso do trabalho anterior, poderosas baladas a piano  como o fantástico "Hello" que se mantém há 10 semanas no 1º lugar da Billboard Hot 100 — o segundo single "When We Were Young" ou a ode à maternidade, "Remedy".

Além da sonoridade a que já estamos habituados, é refrescante ouvir alguma experimentação com outros géneros musicais. Há uma guitarra aqui e ali como na animada "Send My Love" e na triste "Million Years Ago"; uma pitada de country/folk com "Sweetest Devotion", e um pé no território POP com uma "I Miss You" que nos remete para algo digno dos Florence and the Machine.


..4.. Jamie XX — In Colour
MUST LISTENSLLEEP SOUND | OBVS | GOSH | I KNOW THERE'S GONNA BE (GOOD TIMES) | LOUD PLACES feat. Romy

Brilhante, fantástico e sensacional. Começando pelo ritmo crescente que abre In Colour na faixa "Gosh", seguindo pelo jogo de ritmos que vão do dubstep ("Hold Tight") ao hip-hop ("I Know There's Gonna Be Good Times"), passando pela familiar sonoridade à la XX em "Loud Places", e terminando com a simplicidade de "Girl", Jamie XX fortaleceu a sua posição de génio musical.

Ainda que perto do material criado com The XX, é nítida a intenção do artista em produzir um som singular, original até. Deixando os tons cinzentos do grupo britânico, Jamie deixou a cor entrar na sua vida e eu não podia estar mais satisfeito.


..3.. Grimes  Art Angels
MUST LISTENFLESH WITHOUT BLOOD | REALITI | VENUS FLY (ft. Janelle Monáe) | ARTANGELS | BUTTERFLY | KILL V. MAIM

Três anos depois do aclamado Visions, a canadiana Claire Boucher, mais conhecida como Grimes, voltou com o quarto álbum de estúdio, o aguardado Art Angels. Após o mau desempenho do single "Goem 2014— canção originalmente escrita para a Rihanna e que pessoalmente adoro  e acusações de que a cantora se tinha "vendido", ela deitou todo o material fora e começou a reescrever um novo projecto do zero. Às vezes há males que vêm por bem. O génio musical canadiano experimentou com diferentes sonoridades e o resultado foram 14 faixas estranhas e mágicas. 

Se fiquei obcecado com a "Oblivion", o que dizer sobre a "Flesh Without Blood", uma das faixas mais interessantes que alguma vez lançou. Posso dizer-vos que só numa noite ouvi-a mais de 40 vezes e não, não estou a exagerar. Art Angels prova que o mundo POP e o alternativo podem conviver na perfeição, quando bem construídos através de uma produção coerente.


..2.. Carly Rae Jepsen  E•MO•TION

Apesar de ter ganho o jackpot com a "Call Me Maybe", não se pode dizer o mesmo sobre o, injustamente ignorado, álbum Kiss. Três anos depois, a Carly foi atingida pela febre dos 80's, e o resultado é o melhor disco POP do ano. Aclamado pela crítica como um registo coeso, melodias e composições brilhantemente trabalhadas, e experimentação com outros géneros musicais,  é uma vergonha que E•MO•TION não tenha sido um sucesso comercial e ignorado pelos Grammy's. Desde a dreamy "All That" (a minha favorita) produzida pelo Dev Hynes, à viciante "Run Away With Me" e a estranhamente fantástica "Warm Blood", não restam dúvidas que E•MO•TION é O álbum da Carly.


..1.. Susanne Sundfør  Ten Love Songs

Quando Susanne Sundfør começou a trabalhar no sexto álbum, pretendia montar uma colecção focada em violência. Inevitavelmente, o tema dominante acabou por ser o amor, e assim nasceu Ten Love Songs. Destruindo a concepção de POP como conhecemos, a cantora norueguesa brinca com a electrónica, synthpop, new age, e a melhor parte, elementos de música clássica. Uma complexa colecção de dez canções, simultaneamente alegre e desesperada, tanto directa como extremamente detalhada.

Os arranjos musicais são fora de série, especialmente quando além da nítida e celestial voz da Susanne, são apoiados de coros vibrantes e órgãos de igreja que me paralisam em êxtase. Para os poucos que fizeram o sacrifício de ver o vídeo, referi no "TOP 10 UNDERRATED SINGLESque queria morrer ao som da "Accelerate", canção que ocupou a terceira posição, e mantenho a mesma opinião. Se ainda não ouviram Ten Love Songs não percam mais tempo, é uma viagem sonora da qual não quero voltar.


Conheciam os álbuns todos? Qual ou quais foram os vossos favoritos de 2015?

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