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segunda-feira, 30 de outubro de 2017

As Minhas Experiências Paranormais


O mundo sobrenatural pode ser assustador para uns mas para outros, como eu, é algo fascinante. Talvez por ter crescido numa família com uma certa, digamos, aptidão, para o oculto, mas desde muito novo senti-me extremamente atraído pelo desconhecido. Calma, não me refiro a energias nefastas e sacrifícios de galinhas. Somente a ideia de que existe algo além da nossa existência, é algo em que não só acredito piamente como já tive provas disso.

Antes de mais é importante compreender que quer se acredite ou não, há que respeitar. Ao longo dos anos foram várias as experiências paranormais que vivi e é precisamente devido ao factor "ridículo" que está associado a este tema que me mantenho em silêncio. O facto de poderem pensar que estou a inventar à procura de atenção é algo que me deixa agoniado e como tal, sempre preferi guardar tudo para mim e contar apenas a quem partilha o mesmo interesse. Em véspera de Halloween digo, screw that! Vamos lá falar sobre coisas sem explicação.

Começando por algo mais leve, a situação mais comum e que poucas pessoas se apercebem o que realmente está a acontecer, são os objectos em locais diferentes daqueles em que os deixámos. Arrisco-me a dizer que todos vocês, incluindo os que devem estar a fazer troça de mim neste momento, já passaram por algo semelhante. As chaves que desaparecem misteriosamente ou livros que juram a pés juntos ter deixado em cima da secretária e após vasculhar tudo sem sucesso, quando lá voltam, ali estão eles. Quantas vezes não questionei a minha sanidade mental devido a isto. Em criança então, era de tal forma constante que chegava a chorar de raiva e ter verdadeiras breakdowns.

Conforme fui crescendo e conversando com a minha mãe sobre este universo por descobrir, percebi que não estava sozinho. Aparentemente, as filhas mais velhas da linhagem dela costumam ter uma certa sensibilidade acrescida para o paranormal. Pela primeira vez um rapaz quebrou a corrente feminina e voilá, surgi eu. Sei que pode soar absurdo, mas tenham paciência. Nunca escondi o facto de ter o chamado "sexto" sentido que já me ajudou muitas vezes. Aliás, o meu núcleo mais próximo de amigos do ensino básico (e que mantenho até hoje), pode testemunhar a veracidade do que vos conto. Como se o vento me dissesse alguma coisa, havia alturas em que chegava ao pé deles e dizia, "Não sei o quê nem com quem, mas vai acontecer alguma coisa". Nunca falhava, nunca. Até aí, tudo bem, é algo comum a muita gente. O problema é quando sensações se personificam em imagens.

Infelizmente nunca tive visões no sentido literal, embora considere isso fantástico, mas já vi coisas que não pedi e não me refiro a dedos a saltarem de sandálias como pequenos camarões. Provavelmente aquilo que mais me chocou e continua a deixar bastante inquieto foi quando estava no secundário e "previ" a morte de uma pessoa. Lembro-me como se fosse hoje. Fui o primeiro a chegar a casa, ao final da tarde, e após subir as escadas para o piso de cima, ao passar pelo quarto do meu irmão, vejo uma sombra em forma de um velhote meio marreco e de boina. Gelei dos pés à cabeça e enquanto tentava impedir que os meus olhos saltassem da cara, corri o mais depressa possível para o meu quarto e tranquei-me lá dentro. Quando a minha mãe chega e lhe conto o que aconteceu, ela diz-me com um ar muito sério e assustado, "O Senhor Álvaro morreu". A descrição que lhe tinha feito era tal e qual a do falecido em questão e ficámos os dois sem palavras. Não imaginam como me senti por ter contado primeiro o que tinha visto, se fosse ao contrário, podiam acusar-me de ter inventado, mas assim, é impossível.

Geralmente este tipo de situações acontece quando estou sozinho, especialmente no que toca às adoradas sombras. Mas nem sempre é o caso. Quando era mais novo, fiquei com o meu irmão numa casa no Algarve, enquanto os meus pais foram comprar jantar e quando ia a meter sumo num copo, o copo mexeu-se sozinho. Não estou a gozar! Ficámos os dois do género, wtf just happened?!

Mais recentemente, como quem diz, há uns 4 anos atrás, numa das passagens de ano em que fiquei com a minha namorada em casa, ocorreu algo que ainda hoje não conseguimos explicar. Não me recordo ao certo o que estávamos a fazer, provavelmente a ver televisão, quando de repente ouvimos uma música aparentemente vinda de uma espécie de boneco algures no andar de baixo. Inspeccionámos tudo e nada. De repente começamos a ouvir a tal música novamente, mas vinda de cima. Ela que já tem medo da minha casa por causa destas histórias sobrenaturais, ficou ainda pior depois disto. Subimos as escadas e descobrimos que o som vinha de um calendário electrónico antigo do meu irmão. Parte interessante, não tinha pilhas. Sem comentários. (EDIÇÃO: história mal contada, ler comentário da Marta).

Podia ficar aqui a falar mais sobre o assunto porque considero o tema mesmo interessante, mas não vos quero maçar com um testamento. Talvez volte a falar sobre isto, who knows. Uma coisa vos digo, elas andam aí.


Acreditam no mundo sobrenatural? Já viveram experiências paranormais?

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

I ❤ HALLOWEEN


31 de Outubro, Dia das Bruxas. Altura do ano em que a maioria dos rapazes gasta a maquilhagem das mães a desenhar caveiras na cara, as raparigas desp-vestem-se da caricatura sexualizada mais popular do momento (pista: entra no Suicide Squad, shh) e o resto revira os olhos para a estupidez que desfila pelas ruas.

Aquela que é uma das festividades mais populares nos Estados Unidos, já começa a dar os ares de sua graça por terras lusitanas. Sinceramente? Não me incomoda nada, muito pelo contrário! Adoro de morte o Halloween. Contrariamente ao Carnaval que vejo com péssimos olhos, esta temática é bem mais apelativa. Especialmente para alguém que gosta tanto de filmes de terror como eu.

Esta é daquelas alturas em que dava tudo para viver no país do Uncle Sam. Provavelmente seria daquelas pessoas que decora a casa inteira com teias de aranha, esqueletos, tudo. Quer dizer, não me apanhavam com o boneco de uma tarântula nem que me pagassem, mas tudo o resto força. Os doces são fantásticos, os disfarces com sentido, as músicas, cravar abóboras, enfim, tudo! Tenho imensa pena de nunca ter conseguido celebrar este dia. Não tenho dúvidas de que me iria divertir imenso.

O meu fascínio com o oculto não se restringe ao cinema. A maioria das crianças entretinha-se a ver desenhos animados enquanto eu preferia ver programas de casas assombradas. Não nego o medo, mas a adrenalina e mera possibilidade de ver algo "inexplicável"  ainda que aquilo fosse tudo feito  era o suficiente para me deixar colado ao ecrã. Talvez seja por isso que não descarto o verdadeiro significado deste dia. 

Várias culturas tradicionais cristãs acreditam que entre hoje e amanhã o véu entre este mundo e o dos mortos está levantado, permitindo o contacto entre ambos. Tendo em conta algumas experiências sobrenaturais — ou devo dizer espirituais?  que já vivi, não me admirava se isto fosse verdade. Parece que estou a descrever o perfil de um psycho, mas prometo que não. Esperemos é que não acabe como o gato, ah!


Gostam/Celebram o Halloween? Têm planos para hoje à noite ou vão ficar em casa?

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