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segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Problemas de um Hipocondríaco


Ao fim de quase três anos de blog é seguro dizer que já me conhecem minimamente bem. Ainda assim, como em qualquer relação, existe sempre algo extra por descobrir. Embora já o tenha referido no passado, nunca me debrucei muito sobre uma das particularidades mais fincadas do meu ser, a hipocondria, isto é, o medo excessivo e irrealista de ter uma doença.

Por falta de melhor palavra, ser hipocondríaco é uma valente shit. A pressão psicológica que exercemos sobre nós mesmos é de tal forma pesada que morremos centenas de vezes ao longo da vida. Uma simples dor de cabeça nunca é apenas isso. Aliás, desde criança sofro de enxaquecas (há temporadas em que são diárias) e, como tal, os red flags apontavam todos para um tumor ou aneurisma. Numa dessas alturas de maior incidência de dores, descobri um alto "duro" na nuca e o nível de terror só aumentou. A paranóia foi tanta que acabei por fazer exames. Ainda me lembro do ar do médico quando me diz que aquilo saliente na nuca era um osso, bastante comum nas pessoas da sua etnia, africana.

O mesmo tipo de pensamento acontece com qualquer outro problema físico que possa encontrar. Uma mancha na pele só pode significar cancro, e por aí fora. É esgotante e só quem sofre deste problema consegue perceber que é mais forte do que nós. Não digo que vivo em constante medo de apanhar qualquer coisa, mas lá no fundo, existe uma voz que vai sussurrando, "cuidado, é melhor ires ver isso". A verdade é que me sinto revitalizado quando faço análises. Ter a confirmação de que está tudo bem é algo que não consigo explicar.

É importante perceber que existem três tipos de hipocondríacos. O primeiro é aquele que sofre em silêncio, a imaginar as piores doenças, mas que prefere não ir ao médico com medo de se confirmar que estava certo; depois vem o tipo que sofre em partilha, aborrecendo as pessoas à sua volta com as suas supostas maleitas e que só vai ao médico se o problema não passar num período de tempo que considere adequado; por fim temos aquele que também partilha com o mundo e que está sempre caído no hospital para fazer todos e quaisquer tipo de exames.

Confesso que sou um misto entre o segundo e terceiro. Se bem que geralmente evito a visita ao médico porque tenho rasgos de lucidez, apoiada da repreensão dos meus pais e namorada, que me ajudam a perceber que provavelmente não há de ser nada, e que passa sozinho. É precisamente este ponto que irrita um hipocondríaco, o facto de ninguém nos levar a sério. É compreensível, até porque também reviro os olhos quando ouço outra pessoa com esta condição a falar. Devia ser solidário por saber perfeitamente o que estão a sentir, mas não consigo evitar. Ao fim de tanto tempo a ouvir alguém dizer que vai morrer, mas esse dia parece nunca mais chegar, é inevitável desvalorizar-se os murmúrios de uma alma penada.

Compreendo o teor cómico que esta conversa possa ter, mas garanto-vos que para nós, é tudo menos isso. Tenho noção que muitas vezes exagero, sou ridículo e de tal forma negativo que penso sempre no pior cenário possível, mas prefiro estar preparado para o pior e ser surpreendido com boas notícias. Até agora tem resultado, mas estou sempre à espera do dia em que isso mude.


São hipocondríacos ou conhecem alguém assim?

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Adeus processados, olá alimentação saudável


Uma das minhas principais características é gostar genuinamente de comer. Sim, sou daquelas pessoas que fica extremamente irritada se tiver fome e ganha um brilho nos olhos se lhe colocam à frente um prato que adora. Segundo consta, sou assim desde bebé. Bastava mostrarem-me uma colher que lá abria a boca para encher a mula. Por incrível que pareça, nunca fui propriamente "gordo", mas passei por várias fases mais roliças, vá.

Apesar de não cometer grandes excessos no que toca a doces e afins, não posso dizer que tivesse uma alimentação saudável. A minha mãe fica muito ofendida quando digo isto porque não consegue entender que não é um ataque à sua excelente perícia culinária, mas um facto. Coca-cola, batatas fritas e toneladas de pastas de atum com maionese faziam parte da minha rotina semanal, para não dizer diária. De que adianta comer peixe cozido numa refeição, se pelo meio existem pecados gastronómicos que anulam o resto?

A expressão "somos o que comemos" explica bem o porquê de nunca me ter sentido bem na minha própria pele. Foram anos a passar por um duelo interno entre "aquilo que quero ser" vs. abdicar de um dos maiores prazeres da minha vida, comida não-saudável. 

Quando vivemos com os nossos pais e são eles quem ditam as regras na cozinha, torna-se extremamente complicado contrariar o "sistema". Se digo que vou deixar de comer fritos, riem-se enquanto mandam para o ar uns quantos "até parece que comes isto todos os dias" ou "não comas não que ainda cais para o lado". Após várias tentativas falhadas ao longo dos anos, foi preciso fazer análises e descobrir que, no espaço de um ano, fiquei com colesterol para finalmente me levarem a sério e ajudarem a mudar. 

Em vez de parar de beber coca-cola como resultado de uma promessa (hey, tem que ser aquilo que nos custa mais), abandonei-a por completo. As batatas fritas de pacote deram lugar a saladas e até os malditos bróculos que sempre me recusei a comer em criança agora são presença cativa no meu prato. A refeição mais importante do dia, o pequeno-almoço, outrora ignorado por completo, é recebido com papas de aveia, sementes de girassol, nozes e outras delícias que descobri que adoro.

Se sinto falta das comidas antigas? Sem dúvida. Lamento imenso mas aquela história que as pessoas healthy dizem sobre "sentires-te muito melhor" e "não quereres outra coisa", é bs. Estou neste processo há dois meses e sinceramente não noto grandes diferenças no que toca ao meu estado de espírito. Fisicamente sim, estou mais magro, mas é muito complicado combater a tentação. Sinto-me orgulhoso por estar a conseguir cumprir um regime limpo de processados, mas não invalida a vontade que se mantém de querer comê-los. Há alturas em que só me apetece devorar uma pizza, seguida de um belo bacalhau à Brás, com direito a uma bola de Berlim bem recheada como sobremesa. Sou um eterno foodie e não há nada capaz de alterar nisso.

Para evitar a queda num abismo de gulodice e um choque no meu corpo, a minha nutricionista de serviço aka a namorada, aconselhou-me a comer algo non-healthy nem que seja uma vez por semana. O chamado dia de liberdade, se quiserem, mas sem excessos, claro. Digamos que os Sábados agora são oficialmente o meu dia favorito. 

Ainda tenho um longo caminho a percorrer, especialmente no que diz respeito a compreender ao certo aquilo que devemos comer, em que quantidades e a que horas, mas ao menos consegui dar o primeiro passo que é quebrar as correntes processadas que começavam a sufocar o meu coração.


Seguem uma alimentação saudável? Custou-vos ou foi fácil a mudança (se é que houve)? 

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Movember | Combate ao Cancro da Próstata

(Imagem original: x)

O site Cut.com lançou recentemente mais um vídeo em formato time-lapse da colecção "100 Years of Beauty"  falei sobre os 100 anos de moda masculina AQUI , desta vez com a evolução dos cortes de cabelo do Homem americano. A realização do clip resultou da colaboração com a campanha de consciencialização Movember ("Mo" de moustache - bigode - e "vember" de "November" - Novembro) que decorre durante este mês. 

Tendo os homens como alvo, o objectivo é simples, alertar a população masculina para a importância das consultas médicas de rotina e prevenção de diagnósticos que podem ser fatais, como o cancro da próstata. Digamos que o Novembro Azul (como também é conhecido), está para os homens como o Outubro Rosa para as mulheres.

O movimento surgiu na Austrália, em 2003, aproveitando as comemorações do Dia Mundial de Combate ao Cancro da Próstata, realizado hoje, 17 de Novembro. Nos últimos anos a campanha ganhou uma dimensão astronómica devido à forte adesão e divulgação nas redes sociais. Já se tornou numa tradição mundial: durante estes trinta dias os homens colocam as máquinas de barbear de lado e deixam os bigodes e/ou barbas crescerem. 

A iniciativa que pretende "mudar a cara da saúde dos homens", requer que se registem na página oficial, com a cara barbeada e, durante o mês de Novembro, deixem crescer o bigode de modo a angariar fundos para a causa. Já vou um bocadinho tarde, mas como costumo andar com barba, ainda que curta, estou perdoado.

Quanto ao vídeo dos 100 anos de penteados masculinos, só queria aprender a fazer o dos anos 40, de longe o melhor.


Conheciam a campanha Movember? Qual é o vosso penteado favorito?

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Paranóico ou cauteloso?


Posso estar enganado, mas arrisco-me a dizer que já todos chamámos ou fomos chamados de paranóicos em algum momento da nossa vida. A verdade é que esta expressão é frequentemente utilizada de forma banal e muitas vezes erradamente. Quando pensava que os meus dias de "estás a ser paranóico" tinham terminado, não é que volto a ouvir o mesmo?

Para os que, tal como eu, são um pouco leigos nestas questões psicológicas, a infopédia define paranóia como uma "perturbação mental que se caracteriza pela tendência para a interpretação errónea da realidade em consequência da susceptibilidade aguda e da desconfiança extrema do indivíduo, que pode chegar até ao delírio persecutório". Isto trocado por miúdos significa que se trata da desconfiança ou suspeita exagerada ou injustificada, podendo chegar ao ponto da irracionalidade e ilusão.

É importante compreender que a simples desconfiança não é considerada paranóia  especialmente se for fundamentada numa experiência passada ou em expectativas baseadas em experiências alheias. Boas notícias Taylor Swift! É melhor estar calado senão ela ainda me apaga o blogue.

Brincadeiras de parte, tenho que admitir que às vezes questiono a minha sanidade mental. O meu cérebro está em alerta constante. Quando viajo de comboio sento-me sempre nos lugares junto da janela com a indicação "partir em caso de emergência". Porquê? Ora, porque se acontecer algum acidente quero tentar escapar! Calma que há mais. Na semana passada fui a Lisboa ao início da tarde, resultado, a minha carruagem ia vazia. No início é muito divertido, mas estação após estação e ao ver que continuava a ser o único passageiro, comecei logo a imaginar mil e um cenários sangrentos na minha cabeça. Fiquei de tal maneira assustado com a possibilidade de entrar por ali um homem com uma arma e eu, estando sozinho, não ter por onde me esconder/escapar, que tive um ataque de pânico. "Posso tentar dar um pontapé com força na janela, mas será que parte?" ou "E se eu correr muito depressa e aos ziguezagues de maneira a ele não me conseguir acertar?" eram alguns dos meus elaboradíssimos planos de fuga. 

Se à noite estiver a andar num local isolado e calhar de ter o meu guarda-chuva comigo, podem ter a certeza que os meus neurónios, nada criativos, estão a equacionar infinitas sequências de luta e defesa. A minha namorada é testemunha, se por acaso passarmos por uma zona mal frequentada, digo-lhe sempre "ainda bem que trouxe o umbrella como se estivesse a compará-lo a uma excalibur  e ela olha para mim com um misto de pena e vontade de rir. 

Apesar de ter esta veia dramática desde muito novo, sinto que está a piorar com a idade. Estou tão habituado a que a minha namorada me ligue para lhe fazer companhia quando sai do ginásio, que se não acontecer, fico logo preocupado a pensar que lhe aconteceu alguma coisa. Normalmente ou foi assaltada, atropelada ou raptada. Só coisas boas. 

Em entrevista à VISÃO o psicanalista, Stephen Grosz, explicou que "a paranóia é uma defesa contra o sentimento de que ninguém pensa em nós. Por mais trágico que seja sentirmo-nos traídos, perseguidos ou não gostados, é sempre melhor do que a ideia de não estarmos no pensamento de alguém. Essa tendência evidencia-se à medida que se envelhece." Bem, estou oficialmente deprimido. Ao menos parece que tinha razão quanto à questão da idade.

Lamento imenso mas aquilo que chamam de paranóia eu chamo de cautela. Tenho a perfeita noção que os episódios (acreditem que são uma pequena amostra) que vos contei são ridículos, mas fico genuinamente transtornado com a possibilidade de se realizarem. Por muito absurdo que seja, prefiro estar preparado para uma tragédia que andar feliz e contente e zás! Desde que não chegue ao ponto do Mr. Robot (personagem de uma série homónima), está tudo bem.


Também têm este tipo de pensamentos ou sou o único? Alguma vez se consideraram paranóicos?

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Os dentes do siso e o seu rasto de destruição


A moda dos adultos com aparelho dentário já se instalou em Portugal há alguns anos. Se por um lado acho muito bem que as pessoas tratem dos seus dentes, por outro considero um pouco ridículo ver um quarentão com um sorriso metálico. Quando pensava que nunca iria passar por esse tipo de dissabores, eis que um dos meus dentes do siso resolveu contrariar-me. Pois é, tenho oficialmente uma espécie de aparelho.

Há cerca de um ano atrás comecei a sentir os meus "dentes do juízo" ou como gosto de lhes chamar, "dentes do prejuízo" a crescer. Enquanto o superior esquerdo não me deu problemas nenhuns, o direito estava condenado desde o início. Totalmente incluso (ou seja, tapado pela gengiva), infectou e como resultado do seu mau posicionamento, entortou por completo o molar vizinho.

Tratada a infecção, a remoção do siso acabou por ser adiada até o meu irmão tirar o aparelho (a pobre criança não teve a minha sorte e tinha 80% dos dentes fora do sítio). Quando são os pais a financiar os procedimentos médicos, temos que facilitar. Assim sendo, na passada quarta-feira fui finalmente arrancar o dente do siso e logo no dia seguinte coloquei um aparelho específico para poder puxar o molar de volta ao lugar de origem. Que massacre!

Confesso que estava bastante assustado por ir arrancar um dente. Grande parte dos meus medos devem-se ao espectáculo de horrores que a minha namorada sofreu quando lhe aconteceu o mesmo. Não só arrancou logo os dois sisos do lado esquerdo de uma só vez, como ainda teve uma infecção que lhe causou dores terríveis que não a deixavam dormir. Depois de a ver em agonia durante uma semana, compreendem o meu pavor ao Sr. Dentista. 

Felizmente devo ser uma pessoa mesmo especial. Não tive dores quando os sisos cresceram (só mesmo quando tive a tal infecção, mas passou logo), quando retiraram o dente, nem com a colocação do aparelho. Yay! Não vou negar que é um pouco desconfortável ter um arame ao longo do céu da boca. Para comer então, é um massacre. Pareço uma velhota sem dentes a tentar tirar a comida que fica presa nos ferros. A única coisa boa no meio disto tudo é que ninguém repara que tenho aparelho. Como está colocado nos dentes traseiros, nem quando sorriu se nota. A imagem à esquerda é uma representação quase fiel do meu novo companheiro.

Como não vos quero maçar com explicações científicas sobre este tema, deixo-vos com algumas dicas úteis para quem vai remover os dentes do siso:
  • Palavras da dentista, "tenham uma refeição farta antes do procedimento porque não se sabe quando é que vão voltar a conseguir comer decentemente".
  • Se ficarem com a língua paralisada depois da anestesia não desesperem! Sendo hipocondríaco lembrei-me logo de 1001 histórias que li online sobre o assunto e temi o pior. Passado umas 5/6h perdi a dormência e recuperei a sensação. Tentem mexer a língua aos poucos e ela vai voltando ao normal. Se continuar dormente passado um dia, ai sim, chorem!
  • Nas primeiras 48h limitem-se a ingerir sumos, sopas e papas. Desde que não seja nada quente e que dê muito trabalho a mastigar, estão safos. Como tirei um dente e meti aparelho logo a seguir, os gelados e gelatinas foram os meus salvadores.
  • Dependendo das dores, coloquem gelo sob a bochecha do lado "afectado".
  • No meu caso nem precisei de medicação, mas se for o caso, sigam à risca as indicações do vosso dentista.
  • Custa mas não deixem de lavar os dentes. Tinha imenso receio de ferir a zona pós siso, mas nada justifica uma infecção. Com alguma calma e sem bochechos vorazes (evita a criação de coágulos), continuem com a vossa rotina de higiene oral.
  • Se tiverem um irmão mais novo que passou por experiências semelhantes, não o deixem menosprezar as vossas dores e desconfortos.

Já arrancaram os dentes do siso? Como correu?

quarta-feira, 8 de julho de 2015

10 dicas para evitar cabelos oleosos


Depois dos cuidados a ter com o couro cabeludo (aqui), vou falar de um tema que me é muito próximo, cabelos oleosos. As questões capilares sempre foram um mistério para mim. Com o passar dos anos passei de cabelos grossos para finos, e à caspa juntou-se a oleosidade. Uma autêntica desgraça.

O nosso cabelo fica oleoso pela mesma razão que a cara: as glândulas da pele produzem uma substância oleosa chamada sebo. É o sebo que humedece o cabelo e impede-o de manter-se seco. As glândulas sebáceas localizam-se junto às raízes do cabelo, na camada da pele chamada derme. O sebo sai da pele para o nosso couro cabeludo através de canais das glândulas sebáceas.

É importante compreender que devido a factores genéticos ou hormonais, todos nós produzimos diferentes quantidades de sebo. As hormonas responsáveis pelo aumento da produção de sebo têm um pique durante a puberdade, razão pela qual tantos de nós tivemos cabelos extra oleosos e acne.


1. Lavar o cabelo com frequência, mas não diariamente. Ao lavá-lo todos os dias podemos remover os óleos depressa de mais, encorajando-os a voltarem ainda mais oleosos para compensar a perda. Se for naturalmente oleoso, deve ser lavado, com um champô próprio para cabelos deste tipo, a cada 2 ou 3 dias.

2. Utilizar água morna/fria. A água quente estimula as glândulas sebáceas da região, responsáveis pela produção da oleosidade, que vão trabalhar a um ritmo mais acelerado.

3. Cuidado com condicionadores. Sempre que possível, é de evitar utilizá-los na raiz, visto que esta parte do cabelo já está naturalmente hidratada pelo óleos (gorduras), produzidos horas depois de lavar o cabelo.

4. Atenção a produtos como géis e ceras. Não se deve aplicar demasiado ou o cabelo vai ficar pesado e com resíduos acumulados. 

5. Evitar pentear ou mexer demasiado no cabelo. Como consequência as glândulas sebáceas são estimuladas e podem aumentar a produção de óleo. Para remover os nós, utilizem um pente, não os dedos. Má notícia para quem usa franja, se a vossa testa for oleosa, o cabelo pode absorver os óleos da pele.

6. Cortar as pontas do cabelo com frequência evita que fique mais danificado, e ajuda-o a parecer mais grosso e forte.

7. Os champôs secos são uma boa alternativa a outros mais comuns. É uma espécie de pó de talco que basta esfregar nas raízes, deixando o cabelo menos oleoso. Tenho que pensar em investir num produto destes.

8. Não usem alisadores regularmente. Além de danificar o cabelo, a quantidade de vezes em que lhe vão tocar juntamente com o calor, vai produzir ainda mais óleo.

9. Se possível, façam uma esfoliação capilar a cada 10 dias. Esta limpeza serve para remover células mortas do couro cabeludo, reduzir a oleosidade excessiva, tratar a comichão e escamações. Aliada à massagem capilar, os cabelos ficam mais fortes e saudáveis, diminuindo a queda e oleosidade, retarda o afinamento dos fios de cabelo e ainda acelera o crescimento dos mesmo.

10. Uma massagem no couro cabeludo, além de relaxar, ajuda a activar a circulação. Não precisa ser nada de muito complexo, basta pressionar as pontas dos dedos no couro cabeludo, por baixo dos cabelos, e fazer movimentos circulares durante uns 3 a 4 minutos, uma vez por semana.

Sofrem de oleosidade capilar? Espero que as dicas tenham sido úteis!

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Dicas para couro cabeludo saudável


Não é segredo nenhum que o cabelo é um dos traços mais importantes de qualquer pessoa. Seja longo, curto, liso ou encaracolado, não podemos negligenciá-lo. À semelhança de outras zonas do corpo, o couro cabeludo pode, muitas vezes, mostrar sinais de sensibilização como comichão, irritação e raízes doridas. Carência de determinados nutrientes, champôs agressivos (normalmente os de tratamento), e a exposição solar são algumas das causas que podem estar na origem destes problemas.


Se tal como eu são adeptos de um bom banho quente e ainda lavam o cabelo praticamente todos os dias, peço-vos que parem. Pode ser relaxante, mas o mais certo é que estejam a estragar o vosso couro cabeludo. Em primeiro lugar, a água quente estimula as glândulas sebáceas da região, responsáveis pela produção da oleosidade, que vão trabalhar a um ritmo mais acelerado. Por outro lado, o excesso de água da lavagem diária vai retirar a oleosidade natural, que por sua vez vão trabalhar ainda mais para compensar a falta de sebo. Quando lavarem o cabelo não usem as unhas mas sim as pontas dos dedos

Podia falar-vos em temperaturas, mas sejamos sinceros, quem é que vai medir os graus da água quando toma banho? O recomendado é que a lavagem seja feita com água morna, e se possível em dias alternados. Se sofrem de oleosidade capilar e têm que lavar o cabelo com mais regularidade, então a água deve ser morna mas mais para o fria. Agora com o calor até custa menos!


Por vezes os produtos ficam acumulados na raiz dos cabelos, o que pode entupir os poros do couro cabeludo (por onde os fios de cabelo saem), prejudicando a nutrição dos mesmo. Portanto, retirem muito bem o champô após a lavagem.

No que toca aos secadores de cabelo, não há produto capaz de atenuar o dano do calor excessivo nas raízes. O recomendado é que se mantenha uma distância mínima de 30 centímetros da raiz dos cabelos. Se utilizam alisadores de cabelo, tenham em atenção que danifica bastante os cabelos, logo não pode ser utilizado frequentemente.


Conhecem a expressão "somos o que comemos"? Os fios de cabelo são compostos por substâncias que adquirimos através da alimentação. Uma dieta adequada é essencial para que os nutrientes cheguem ao couro cabeludo e produzam fios de cabelo saudáveis. Aminoácidos e proteínas como carnes, ovos e leite, estimulam o crescimento e fortalecimento. Alimentos com zinco (nozes, trigo, frutos do mar), estimulam o crescimento e reduzem a oleosidade. Beber muita água também ajuda na hidratação.

  • Não lavar o cabelo com água muito quente;
  • Utilizar as pontas dos dedos em vez das unhas durante a lavagem;
  • Não dormir com os cabelos molhados. Evita a queda de cabelos e caspa;
  • Evitar utilizar muito o secador. O calor pode causar caspa;
  • Mexer no cabelo muitas vezes origina oleosidade;
  • Proteger o cabelo do sol;
  • Alimentação cuidada é o primeiro passo para um cabelo rico e forte.

Têm problemas de couro cabeludo? O que acharam destas dicas?

quarta-feira, 27 de maio de 2015

O Terror da Paralisia do Sono


Já imaginaram acordar a meio da noite e aperceberem-se que não conseguem mover um único músculo do vosso corpo? Está escuro, mas parece que sentem uma presença no quarto, junto à cama, ou às vezes uma pressão no peito que não vos deixa respirar. Este fenómeno assustador é conhecido como paralisia do sono e espera-se que aconteça uma ou duas vezes a todas as pessoas.

Do ponto de vista fisiológico, este distúrbio ocorre quando o cérebro e os músculos do corpo se dessincronizam durante o sono. Ou seja, a pessoa acorda durante o sono REM (rapid eye movement, ou movimento rápido dos olhos), fase do sono em que sonhos são mais frequentes. Durante esta fase o cérebro liberta duas substâncias chamadas glicina e GABA que deixam os músculos paralisados. Ao ficar consciente antes do corpo "acordar", as pessoas passam por uma experiência aterrorizante em que não se conseguem mexer, falar ou gritar. A pior parte é que este estado pode ser acompanhado por alucinações. A paralisia pode durar de alguns segundos até cerca de 5 minutos.

 Comecei a ter episódios de paralisia do sono durante o Secundário. Na primeira vez lembro-me que estava a dormir e do nada acordo sem me conseguir mexer. Pensava que estava a sonhar, mas apercebi-me que estava completamente lúcido e conseguia ver tudo à minha volta. Tentei gritar para pedir ajuda, nada. No meio do stress de me sentir preso, noto que no canto do meu quarto estava um vulto escuro. Tinha a figura de uma pessoa com uma espécie de manto/capuz negro. Como se não bastasse ficar apavorado com aquela "assombração", ela começou a andar lentamente em direcção à minha cama. Bem, como devem calcular fritei a pipoca. Foquei-me no meu pé/perna direitos, comecei a tentar abaná-los, e lá me consegui libertar do transe.

Esta situação durou meses e passei por diferentes versões do "pesadelo". Às vezes a figura estava aos pés da cama, e dois dias depois estava a gatinhar até chegar ao meu peito onde me pressionava com as suas mãos. Durante muito tempo pensei, genuinamente, que estava a ser visitado por algum espírito. Sempre me interessei bastante pelo mundo do oculto, portanto para mim fazia todo o sentido. Depois de falar com uma amiga sobre o assunto, ela disse-me que o meu problema não eram assombrações mas sim distúrbios de sono. Confesso que parte de mim ficou um bocado desiludida por ser algo "comum". Já que passei por aquilo, queria sentir-me como o protagonista de um filme de terror, "I'm the chosen one!". Patético, eu sei.

Apesar de ser o maior susto que alguma vez vão ter na vossa vida, felizmente a paralisia do sono é inofensiva. O cérebro paralisa os músculos para prevenir possíveis lesões, visto que algumas partes do corpo podem mover-se durante um sonho. Ao acordarmos repentinamente, o cérebro pensa que ainda estamos a dormir e mantêm-nos paralisados. Tenho pena de não ter "sonhos lúcidos" com outras temáticas mais interessantes, se é que me entendem.

As possíveis causas para este fenómeno são stress elevado, agenda de sono irregular (privação de sono), fadiga física, sono induzido através de medicamentos, e mudanças súbitas no ambiente ou na vida de alguém. Além disso, dormir na posição supina aumenta os riscos da paralisia do sono. Confirmo, de todas as vezes que passei por isto, estava deitado dessa maneira. Bem que a minha mãe me dizia quando era mais novo para não dormir de barriga virada para cima se não queria ter pesadelos.

Já tiveram uma paralisia do sono ou outro distúrbio do género?

quarta-feira, 22 de abril de 2015

I've got 99 problems and my skin is one

Há uns sete anos atrás cometi um dos maiores erros da minha vida. Não, não matei ninguém. Fiz um tratamento ao acne. 
A verdade é que enquanto todos os meus colegas choramingavam que tinham a cara feita num oito, nunca tinha tido razões de queixa da minha pele. Aos 15 anos recebi a tão "esperada" visita do acne que veio de malas e bagagens. Dizer que parecia que tinha sido picado por abelhas é pouco para vos explicar como é que eu fiquei. Passei de ser a única pessoa na minha turma sem borbulhas, para ser a queen bee do grupo. E ainda há quem não acredite no mau olhado. 

Tentei de tudo, cremes, beber muita água, evitar certas comidas, não tomar banhos muito quentes, mas nada resultou. Acabei por recorrer a um dermatologista que, ao ver o estado da minha cara (eu disse que era mau), recomendou-me um tratamento à base de comprimidos para combater o acne internamente. Já não me lembro do nome, mas durante uns dois ou três meses tomei-os religiosamente com a esperança de voltar a ter um aspecto "normal".


Juntamente com os comprimidos o médico receitou-me um protector solar para aplicar sempre que saísse à rua, um batom do cieiro e um creme para a pele seca. Como o tratamento consistia numa renovação da pele, estava sempre a nevar na minha cara. Realmente resultou, as borbulhas desapareceram mas em compensação alguns dos efeitos secundários permaneceram até hoje.


No segundo ano de Universidade apareceram-me umas manchas vermelhas na zona em baixo dos olhos e sobrancelhas. Sem melhoras, fui a outro dermatologista e segundo ele, não havia nenhuma relação entre as manchas e o tratamento anterior. No entanto não me soube dizer o que eu tinha, "Deve ser stress". Receitou-me Locoid Crelo - emulsão cutânea - para utilizar sempre que me aparecessem as manchas. O creme é líquido e pode arder um bocadinho dependendo do estado da "ferida". O creme ajudou, mas era do género, Segunda-feira estava completamente vermelho e lá por quinta-feira já estava quase normal. Agora imaginem este Carnaval todas as semanas. É de loucos. Passou-se um ano e continuava com o mesmo problema.

Dá para perceber que já teve algum uso.

Terceira ida ao dermatologista. Felizmente a consulta foi a uma Segunda portanto ele pode ver a minha cara em todo o seu esplendor. Não quero ferir susceptibilidades, mas parecia que tinha saído da unidade de queimados. Não estou a exagerar. Mais uma vez não me soube dizer qual a origem das manchas (devo ser mesmo especial), e a palavra "stress" foi novamente lançada para o ar. É certo que apareceram durante a Universidade, mas se assim fosse desapareciam durante as férias, não? Enfim. Receitou-me Tedol, um medicamento utilizado na prevenção e tratamento de infecções da pele causadas por fungos e leveduras. Basicamente é um champô para lavar a cabeça e com a espuma lavar a cara. Devem estar a pensar o que tem um champô a ver com o meu problema, mas faz sentido. Muitas vezes os óleos dos nossos cabelos acabam por descer para a cara e pode causar irritações. Ainda assim continuo sem perceber como é que este podia ser o meu caso se eu lavava o cabelo todos os dias, mas a verdade é que vi resultados imediatos.


Segundo o folheto informativo, Tedol é frequentemente utilizado nas seguintes situações:
  • Caspa (películas no couro cabeludo);
  • Dermatite seborreica (situação de manchas castanhas e avermelhadas, com descamação branca ou amarelada, geralmente na face ou no peito);
  • Dermatite da fralda quando a sua origem é uma infecção por fungos (lesões avermelhadas);
  • Pitiríase versicolor (geralmente caracterizada por manchas irregulares no tronco, pequenas, de cor branca ou acastanhada);
  • Tinhas: do corpo, do couro cabeludo, virilhas, mãos e pés (a tinha dos pés é frequentemente conhecida por pé de atleta);
  • Candidíase cutânea (lesões avermelhadas, com erupção).

A duração habitual do tratamento é:
  • Tinha do corpo e das virilhas – 2 semanas;
  • Tinha dos pés (pé de atleta) – 6 semanas;
  • Candidíases cutâneas – 2 semanas;
  • Pitiríase versicolor – 2 semanas;
  • Dermatite seborreica – 4 semanas.

O tratamento com Tedol deve ser prolongado por mais alguns dias após o desaparecimento de todos os sintomas. Apesar de fazer efeito, de vez em quando ainda me aparecem as manchas avermelhadas.


Talvez os três dermatologistas que consultei devessem ler o folheto informativo do Tedol. Será que o meu problema é Dermatite? "A dermatite (eczema) é uma inflamação das camadas superficiais da pele que é acompanhada de bolhas, vermelhidão, inflamação, supuração, crostas, escamação e, frequentemente, comichão."

Ainda utilizo o champô e o creme Locoid Crelo quando tenho manchas mais carregadas, e o creme Effaclar H para a pele seca que persiste em existir. É tão frustrante saber que vou estar preso a esta rotina para sempre. Tudo o que eu queria era poder acordar de manhã, tomar banho, lavar os dentes e saír de casa sem ter que me preocupar com este e aquele creme. Uma coisa é utilizar um hidratante à noite por escolha própria, outra é ser obrigado a fazê-lo todos os dias devido a um problema dermatológico bastante visível. 

O que resultou para mim pode não resultar para vocês, portanto se estiverem a passar por uma situação, semelhante aconselho-vos a consultarem um dermatologista. A única coisa que vos posso dizer é que se sofrerem de acne, não se preocupem que eventualmente passa. É terrível sim, mas é melhor do que fazerem certos tratamentos e ficarem com outras complicações.

Como é que foi a vossa experiência com o acne? Também sofrem de algum problema de pele?

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