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sexta-feira, 19 de maio de 2017

SÉRIES ⤫ Cancelamentos & Renovações


Com a temporada televisiva norte-americana deste ano quase a terminar, significa que chegámos oficialmente àquela altura terrível em que ficamos a saber se a nossa série favorita pode estar perto de um cancelamento prematuro.

Enquanto alguns tv shows concluíram as suas histórias naturalmente (Bates Motel, Girls e Leftovers), esta última semana foi abalada por várias notícias incluindo mais American Gods, uma continuação do revival de X-Files, a renovação dupla de Modern Family  somando um total de 10 temporadas  e o cancelamento da aclamada American Crime.

No meio deste turbilhão de emoções, o que mais me chocou foi mesmo o anúncio de continuação de Once Upon a Time e o fim de 2 Broke Girls. Enquanto a primeira teve um final de season perfeito para encerrar a narrativa de vez - até porque a protagonista já tinha dito que não ia voltar - não compreendo como é que deram luz verde a uma 7ª temporada com apenas 3 personagens originais. Já a segunda, embora consciente de que era longe de ser perfeita, deixa um sabor amargo pela quantidade de pontas soltas que não foram devidamente tratadas por não estarem à espera deste desfecho. Bring them back!

Sem mais demoras, apresento-vos a terrível lista de programas que receberam Yays ou Nays das suas produtoras. Visto a quantidade de programas é astronómica e seria impossível referir todas, tentei colocar um pouco de tudo. No caso de não constar o nome de algum show que acompanham, provavelmente ainda não se sabe o seu destino ou escapou-me. A negrito encontram-se aquelas que vejo.

ABC/FREEFORM
RENOVADAS
 Grey's Anatomy - 14ª
 The Middle - 9ª
 Once Upon a Time - 7ª
 Scandal - 7ª e Última Temp.
 The Goldbergs - 5ª e 6ª
 Marvel's Agents of S.H.I.E.L.D. - 5ª
 How To Get Away With Murder - 4ª
 Black-ish - 4ª
 Fresh Off the Boat - 4ª
 Quantico - 3ª
 Shadowhunters - 3ª
 American Housewife - 2ª
 Designated Survivor - 2ª
 Speechless - 2ª
CANCELADAS:
✘ American Crime
✘ Conviction
✘ Dr. Ken
✘ Imaginary Mary
✘ Last Man Standing
✘ Mistresses
✘ Notorious
✘ The Catch
✘ The Real O'Neals
✘ Time After Time
✘ Secrets and Lies

FOX
RENOVADAS
 The Simpsons - 29ª e 30ª
 The X-Files - 11ª
 New Girl - 7ª e Última Temp.
 Brooklyn Nine-Nine - 5ª
 Empire - 4ª
 Gotham - 4ª
 The Last Man on Earth - 4ª
 Lucifer - 3ª
 The Exorcist - 2ª
 Lethal Weapon - 2ª
CANCELADAS:
✘ Sleepy Hollow
✘ Scream Queens
✘ Bones
✘ Coupled
✘ Houdini & Doyle
✘ Rosewood
✘ Pitch
✘ APB
✘ Son of Zorn
✘ Making History


POR DECIDIR: WAYWARD PINES | PRISON BREAK | SHOTS FIRED | KICKING & SCREAMING | 24: LEGACY


_____________FOX FX________________________NETFLIX
RENOVADAS
 The Americans - 8ª e Última Temp.
 American Horror Story - 7ª
 Feud - 2ª
 Taboo - 2ª
 Legion - 2ª
 Atlanta - 2ª
RENOVADAS
 Black Mirror - 4ª
 Daredevil - 3ª
 A Series of Unfortunate Events - 2ª e 3ª
 13 Reasons Why - 2ª
 Jessica Jones - 2ª
 Luke Cage - 2ª
 The Crown - 2ª
 The OA - 2ª

CBS
RENOVADAS
 NCIS - 15ª
 Criminal Minds - 13ª
 The Big Bang Theory - 11ª e 12ª
 NCIS: Los Angeles - 10ª
 Hawaii Five-0 - 8ª
 Blue Bloods - 8ª
 Elementary - 6ª
 Mom - 5ª
 NCIS: New Orleans - 4ª
 Madam Secretary - 4ª
 Scorpion - 4ª
 Zoo - 3ª
 Code Black - 3ª
 Life in Pieces - 3ª
 The Good Fight - 2ª
 Bull - 2ª
 Kevin Can Wait - 2ª
 Man With a Plan - 2ª
CANCELADAS:
✘ 2 Broke Girls
✘ Rush Hour
✘ American Gothic
✘ BrainDead
✘ Criminal Minds: Beyond Borders
✘ Doubt
✘ Pure Genius
✘ Training Day

NBC
RENOVADAS
 Law & Order: SVU - 19ª
 Will & Grace: 9ª (Revival)
 Chicago Fire - 6ª
 Chicago PD - 5ª
 The Blacklist - 5ª
 The Night Shift - 4ª
 Chicago Med - 3ª
 Blindspot - 3ª
 Shades of Blue - 3ª
 This Is Us - 2ª e 3ª
 The Good Place - 2ª
 Taken - 2ª
 Timeless - 2ª
CANCELADAS:
✘ Aquarius
✘ Emerald City
✘ Grimm
✘ Powerless
✘ The Blacklist: Redemption

CW
RENOVADAS
 Supernatural - 13ª
 Arrow - 6ª
 The Originals - 5ª
 The 100 - 5ª
 The Flash - 4ª
 iZombie - 4ª
 Jane The Virgin - 3ª
 Supergirl - 3ª
 Crazy Ex-Girlfriend - 3ª
 DC's Legends of Tomorrow - 3ª
 Riverdale - 2ª
CANCELADAS:
✘ The Vampire Diraies
✘ Reign
✘ Frequency
✘ No Tomorrow


STARZ
RENOVADAS
 Ash vs. Evil Dead - 3ª
 Outlander - 3ª
 American Gods - 2ª
CANCELADAS:
✘ Black Sails

(+) RENOVAÇÕES
 Homeland (Showtime) - 8ª
 Transparent (Amazon) - 4ª
 The Affair (Showtime) - 4ª
 12 Monkeys (SyFy) - 4ª
 Fear The Walking Dead (AMC) - 4ª
✓ Channel Zero (SyFy) - 2ª e 3ª
 Scream (MTV) - 3ª


Surpresos, felizes ou irritados com alguma? As vossas séries favoritas safaram-se?

segunda-feira, 24 de abril de 2017

GIRLS, Uma série com tomates


Há uma semana que tento digerir o final de GIRLS mas sem sucesso. Seria de esperar que ao acompanhar tantas séries já me tivesse habituado às despedidas, mas não. Durante seis anos a Lena Dunham, por muito controversa que possa ser, foi mais do que uma porta-voz para os jovens da minha faixa etária. Despida de preconceitos, expôs cada curva do seu corpo com a mesma sinceridade com que quebrava o olhar estereotipado sobre o mundo feminino na televisão norte-americana. Hannah pode não ser a protagonista mais fácil de aturar, mas foi sem dúvida uma companheira.


Quando a Dunham quis criar, escrever, produzir e protagonizar a série da HBO que, segundo a própria, seria uma "espécie de Sexo e a Cidade mais próximo da realidade", fiquei com a pulga atrás da orelha. O desafio era simples, mostrar de igual forma as batalhas que todas as mulheres enfrentam no dia-a-dia, independentemente dos padrões de beleza popularizados pelos media. Se existiam dúvidas quanto ao produto final, foram esquecidas com a estreia que reuniu a opinião favorável da crítica e do público, elogiando o retrato arrojado e sincero das jovens mulheres, as suas imperfeições e vulnerabilidades.

A comparação óbvia com uma série tão icónica como o Sex & The City é inevitável, visto que também mostra quatro amigas a viver em Nova Iorque, mas as semelhanças ficam-se por aí. GIRLS dá voz a uma geração diferente, focando-se em relações pouco saudáveis, empregos e preocupações distintas daquelas vividas por Carrie Bradshaw e companhia. Tudo isto, através de um toque de dramedy em doses perfeitas, capazes de nos levar das lágrimas às gargalhadas. 


Tal como muitos de nós, a série mostra um rol de millennials privilegiados, recém-formados e criados pela tecnologia que, embora aparentem estar preparados para tudo, não fazem ideia do que implica entrar na vida adulta. Se não se identificaram com esta última parte, parabéns. Gostava de ser como vocês. Ao fim ao cabo, o objectivo de Hannah (Lena Dunham), Marnie (Alison Williams), Jessa (Jemima Kirke) e Shoshanna (Zosia Mamet), ao longo de seis temporadas, é precisamente tentar encontrar um rumo para as suas carreiras e relações enquanto se descobrem a si próprias.


Face à conjuntura social mundial que estamos a enfrentar neste momento, vão surgindo cada vez mais séries com cabeça, tronco e membros. Por muito que o mundo da fantasia seja um escape ideal para os problemas da vida real, são séries como esta que nos fazem pensar, e de que maneira. Nos últimos anos, nenhuma foi capaz de abrir caminho à discussão fervorosa, incómoda e controversa, quer seja pelo tratamento de questões como a imagem, a auto-estima, o body shaming, o feminismo e a sexualidade. Por falar em sexo, este foi retratado de uma forma muito... interessante. Longe de ser politicamente correcto ou visualmente apelativo, na maioria das vezes mostrou ser embaraçoso, desconfortável e até difícil de ver. De facto, esta é uma das minhas componentes favoritas da série. O contraste dos corpos magros e musculados que Hollywood nos impinge com as barrigas com pneus, pernas com celulite e os efeitos hormonais da menstruação, elevam esta produção a um nível de realismo ímpar. 


CUIDADO, POSSÍVEIS SPOILERS ABAIXO
.

A atribulada viagem de auto-descoberta do quarteto de protagonistas culmina num dos melhores episódios da série, Goodbye Tour, o penúltimo. Naquele que foi apontado pela maioria do público como o verdadeiro final da season, vemos imagens da Hannah a deixar Nova Iorque e a tomar as rédeas da sua vida enquanto futura mãe solteira que se prepara para ser professora universitária, intercaladas com a festa de noivado-relâmpago de Shoshanna. Acompanhada da assombrosa canção "Crowded Places", da BANKS, escrita de propósito para o episódio em questão, e que me deixou lavado em lágrimas pela letra e cena em geral, Hannah, Marnie, Jessa e Shoshanna dançam os problemas e diferenças fora antes de tudo mudar para sempre.


Latching, o capítulo final ever de GIRLS, surpreendeu por avançar cinco meses na acção e se focar na vida de Hannah enquanto recém-mamã, apoiada de Marnie, que acabou por preencher o papel de pai. Só de pensar que estas duas personagens terminaram como começaram, juntas, dá-me um aperto no peito. O facto de incluírem a Loreen, mãe de Hannah, deixou-me muito feliz, nem que seja por proporcionar um dos melhores diálogos da série. Por fim, alguém dá o reality-check que a jovem precisava sobre a sua constante self-pitty party (eu pensava que era mau mas ela... damn). "You know who else is in emotional pain?", pergunta Loreen. "Fucking everyone.". Nem vos consigo descrever o arrepio que senti durante esta cena. 


Muitos criticaram o facto de se tratar de um episódio "externo", em "aberto" e sem vínculos com o restante elenco, mas isso só demonstra que não compreenderam a verdadeira essência dos acontecimentos. Tal como a série em si, o último episódio foi chocante, solitário, cru e esperançoso. A meu ver, foi dos finais mais poderosos a que alguma vez assisti de uma produção televisiva. Por muitos defeitos que aquelas quatro raparigas tenham, seja a falta de independência de Hannah, os problemas de OCD da Shoshanna, a falta de amor próprio mascarado de desapego emocional de Jessa ou a falta de noção de Marnie, sinto que perdi quatro melhores amigas. Sim, conseguiam ser demasiado irritantes, mas só demonstra o quão real era o retrato de cada uma delas. Digam o que disserem, GIRLS tornou-se numa série de culto sobre a incerteza da entrada na idade adulta e estarão para sempre comigo.


Conhecem/viam GIRLS? Qual é a vossa personagem ou momento favoritos? Gostaram do final?

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Séries Novas ⤫ Parte III

Estamos a entrar oficialmente na época baixa de séries. Com inúmeras temporadas a terminar, já existem algumas novidades no horizonte. Uma vez que estou sempre em busca de novos integrantes para a minha família televisiva, preparei uma mini-lista com cinco novas produções que me despertaram o interesse, independentemente do grau de qualidade que aparentam ter.


'1. The Handmaid's Tale
CANAL: HULU | ESTREIA: 26 ABRIL

Baseada no romance do mesmo nome, de Margaret Atwood, The Handmaid's Tale é a história da vida na distópica "Gilead", uma sociedade totalitária onde costumavam ser os Estados Unidos. Enfrentando desastres ambientais e um declínio da taxa de natalidade, o governo opera sob um regime fundamentalista que trata o sexo feminino como propriedade do Estado. Enquanto uma das poucas mulheres férteis que restam, Offred é presa numa casa de mulheres forçadas à escravidão sexual, cujo objectivo é repovoar o planeta.

Com Elizabeth Moss, Joseph Fiennes, Alexis Bledel e Samira Wiley no elenco, a série promete mexer com as minhas emoções a cada episódio. Tenho tolerância zero a este tipo de mentalidade em geral e em especial com as mulheres, portanto já estou a prever muitos momentos de raiva. Se assim for é positivo, significa que conseguiram captar a essência da questão. Esperemos que o resultado final seja superior à adaptação cinematográfica de 1990.



'2. The Sinner
CANAL: USA NETWORK | ESTREIA: 2 AGOSTO

Em The Sinner, Jessica Biel interpreta uma mãe de família que é subitamente tomada por um acesso de raiva numa praia, e comete um terrível acto de violência. O mais estranho é que a jovem não sabe porque motivo cometeu tal crime. Intrigado com o mistério, um detective acaba por ficar obcecado e inicia uma investigação para compreender não o que aconteceu, mas o porquê.

Confesso que não sou o maior fã da esposa do Justin Timberlake, que aqui também é produtora executiva, mas este trailer deixou-me a salivar pela estreia. Adoro um bom mistério e se juntarem elementos de crime à mistura melhor ainda. A série de 8 episódios é baseada no livro de Petra Hammesfahr e foi adaptada pelo guionista Derek Simonds (The Astronaut Wives Club), que também assina como co-produtor.



'3. American Gods
CANAL: STARZ | ESTREIA: 30 ABRIL

Inspirada no livro de Neil Gaiman, a história acompanha Shadow Moon (Ricky Whistle), na altura em que este é libertado da prisão e vê a sua vida a mudar para sempre após conhecer o misterioso Mr. Wednesday (Ian McShane). Rapidamente ele descobre que está no meio de uma guerra entre deuses antigos e novos. Confusos? É normal. Pelo que percebi, a Terra está a ser invadida por deuses "antigos" e outros mais "recentes", partindo do princípio que essas criaturas mitológicas existem devido à crença da população. Com o passar dos anos a fé nessas figuras vai perdendo força e abrindo espaço para novos deuses  sendo estes alimentados pela obsessão nacional com os media, celebridades, tecnologia, etc.

A premissa parece ser um pouco tresloucada mas estou mesmo curioso para vê-la em acção. Tem uma certa vibe de "Outcast" e "Constantine", mas pelo menos não vai ter o mesmo desfecho que esta última produção, visto que antes mesmo de estrear, American Gods já foi renovada para uma segunda temporada.



'4. The Mist
CANAL: SPIKE | ESTREIA: 22 JUNHO

As adaptações do Stephen King continuam a ser materiais ricos tanto para o cinema como para a televisão. Após a notícia do remake do clássico "IT", chegou a vez de avançar com uma série inspirada na obra "The Mist". Aqui, os habitantes da pequena Bridgton, em Maine (EUA), têm as suas vidas abaladas por um misterioso e assustador nevoeiro que cobriu toda a cidade. O fenómeno estranho vai fazer com que os maiores defeitos de cada um venham à tona, enquanto são alvo de monstros de outro mundo, presentes na névoa.

Tenho um soft-spot pelo género da fantasia, já sabem, mas estou um pouco reticente em relação ao The Mist. Provavelmente deve-se ao filme questionável de 2007. Ainda assim, o trailer apresenta novos elementos que aguçaram a minha curiosidade. Não sei até que ponto a história terá continuidade, ainda para mais no canal em que será transmitida, mas estou disposto a dar-lhe uma oportunidade. Aliás, basta saber que o elenco conta com a fantástica Frances Conroy (American Horror Story), para me convencer.



'5. Midnight, Texas
CANAL: NBC | ESTREIA: 25 JULHO

Midnight, Texas é inspirada no romance de Charlaine Harris, a autora de True Blood  uma das minhas séries favoritas de sempre. Descrita como uma viagem para uma cidade remota do Texas, onde ninguém é o que parece, vamos encontrar vampiros, bruxas, videntes e assassinos. Midnight é um porto seguro para aqueles que são especiais, diferentes. Os membros da cidade vão ter que combater pressões externas de gangs e policias suspeitos, além de lidarem com o seu próprio passado.

Sou suspeito por amar de morte a saga True Blood, mas ainda assim, o trailer deixou-me assustado. Não no sentido literal da palavra, mas devido à qualidade. O único canal que podia fazer jus a esta história era a HBO, mas compreendo o porquê de não quererem apostar numa versão alternativa de um produto que já terminaram. Agora, ser transmitida na NBC? Cancelamento garantido. Tenho pena, porque gosto de alguns dos actores como a Arielle Kebbel (The Vampire Diaries), Dylan Bruce (Orphan Black) e Peter Mensah (Sleepy Hollow), mas em partes mais parece uma paródia do Preacher. Vou reservar julgamentos para 25 de Julho, data em que estreia o primeiro episódio. 



Já conheciam as séries? Vão querer ver alguma?

quarta-feira, 8 de março de 2017

Watchlists ⤫ Séries que acompanho

Após revelar as minhas últimas (entretanto já são mais mas isso agora não interessa nada) aquisições na rubrica "WELCOME TO THE FAMILY #5", parece-me essencial actualizar a página Watchlists com as novas séries que estou a acompanhar. Caso não se tenha apercebido, tornou-se oficialmente obrigatório fazer este update sempre que acolho novos membros à minha família televisiva. Funciona como uma espécie de lembrete, vá.

Digo sempre o mesmo cada vez que escrevo estas publicações mas, pensar que comecei com 33 nomes e agora constam 80. Isto se deixarmos de fora os reality shows como "America's Next Top Model", "The X Factor UK", "Project Runway" e afins. Pela primeira vez desde que comecei a trabalhar, começo a sentir alguma dificuldade em conciliar o tempo de visualização desta ninhada, mas felizmente tudo se consegue.


A lista XXL está actualizada com todas as séries que comecei a ver sendo que, até ao final do ano, está sujeita a sofrer alterações tanto por saída como chegada de novas aquisições. Em relação a cancelamentos ou términos de programas, vou esperar pelo final das temporadas para oficializar as baixas. Vão ser tantas que ainda me custa a digerir.

Como referi anteriormente, o único critério classificativo é aquele que utilizo no IMDb, ou seja, de 0 a 10. Por outras palavras, significa que não faço qualquer distinção entre séries com a mesma nota  se bem que na prática, existem sempre favoritas independentemente de termos noção do seu grau de qualidade. Por exemplo, The OA está no mesmo patamar que Orphan Black apesar de uma aparecer primeiro que a outra na fila.

À excepção de casos muito pontuais, as notas são dadas com base na primeira season. Até porque se fosse alterar a cotação de um tv show conforme as temporadas ou progressão (ou não) narrativa, eram muitas as opções a reavaliar — Wayward PinesTrue Detective e Empire eram os primeiros a saltar.

Além da componente televisiva, o separador Watchlists, na barra de navegação, também contém as listas de filmes visualizados desde 2014 até agora. Quando vos apetecer ver algum filme e vos faltar ideias, é uma óptima fonte de sugestões cinematográficas além das ocasionais "Pocket Reviews" ou "Movie Lounges" (tenho andado um pouco desleixado desde o TOP 20 de 2016, mas prometo voltar), podem visitar a minha mini base de dados, organizada de acordo com a minha opinião/ordem de visualização.

P.S.: Aproveito para desejar um Feliz Dia da Mulher a todas as possíveis leitoras desta publicação!


Acompanham algumas destas 80 séries? O que têm andado a ver?

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Séries ⤫ Welcome to the Family #5


Cada vez mais estas publicações começam a ganhar um sabor agridoce. Se por um lado dá-me um gozo enorme partilhar convosco as novas adições à minha família televisiva, por outro apercebo-me de duas coisas: as séries não são eternas e eventualmente "morrem", e a quantidade de programas que vejo começa a atingir valores preocupantes. Fazendo as contas assim por alto, são 77 (83 se contar com os seis reality shows que também acompanho).

Aquando do último "Welcome to the Family", já tinham sido anunciados os finais de oito das séries que vejo e entretanto três já ficaram pelo caminho (uma das minhas favoritas, "Please Like Me", a fantástica "Penny Dreadful" e a absurda "Dead of Summer" bye Felicia!), outras sete já estão/vão começar a temporada final ("Orphan Black", "GIRLS", "Bates Motel", "The Strain", "Pretty Little Liars", "Teen Wolf" e "The Vampire Diaries". Após anos a acompanhar o crescimento de tantas personagens, não imaginam o quão mal fico com o final de cada projecto. É como se espetassem uma faca no coração.

Felizmente o mercado está em constante movimento e encontrei 10 novos rebentos. Apesar de já ter falado de dois deles, "The Crown" e "The OA", no "TOP 10 BEST TV SERIES OF 2016", não é de mais ressalvar a sua qualidade. Relembro que todas as classificações atribuídas a produções com apenas alguns episódios emitidos estão sujeitas a alterações até ao final oficial da temporada. Ou seja, Riverdale, por exemplo, tem 7/10 mas poderá subir ou descer consoante o "apanhado geral".

Como entretanto já tenho outra para acrescentar à colecção, e que ficará para o próximo volume, o melhor é passarmos à apresentação, aleatória, dos novos membros da família.

#1. The Crown
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

"The Crown", uma das mais recentes produções da Netflix, foi vendida como a série mais cara desenvolvida pelo serviço de streaming. Basta assistir a um episódio para perceber o porquê dos custos tão elevados. A beleza e grandiosidade dos cenários, o rigor do guarda-roupa e caracterização impecável, são os veículos principais para nos transportar até à época de tensões políticas e sociais de um Império que além de sobreviver a uma guerra, ainda tem que lidar com a ascensão de uma jovem mulher ao trono, Elizabeth.

O burburinho em volta desta série foi grande e felizmente não desapontou. Tratando-se de um retrato fiel sobre "pessoas reais", não existe propriamente um enredo com as reviravoltas habituais de uma produção televisiva. Dito isto, a concepção delicada e quase poética, do interlúdio da vida da monarca, mostrando como ela teve pouco tempo para assimilar a morte do pai e a ascensão ao trono, é no mínimo fascinante. Simultaneamente, a jovem Rainha tem que lidar com o Primeiro Ministro Winston Churchill, com o marido que se sente inferior e a inveja da irmã mais nova. O espectador é convidado a assistir ao desenvolvimento de Elizabeth, desde a inicial falta de traquejo e conhecimento que fazem dela um alvo fácil a ser manipulado, culminando no momento em que começa a ficar mais segura de si, na figura forte que conhecemos hoje em dia. É de realçar, ainda, a verdadeira alma da série, o elenco. 

#2. Taboo
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

Considerada uma das produções televisivas mais aguardadas dos últimos anos, Taboo é um verdadeiro festim de época. Passada em 1814, a história acompanha James Delaney, um homem que volta a casa para recuperar a herança e império comercial do pai, depois de ter sido dado como morto em África. Em Londres, é perseguido por rivais e inimigos, começando um jogo selvagem de sobrevivência.

Embora considere que nem sempre aceita trabalhos felizes, desta vez o Tom Hardy redimiu-se e de que maneira. Além de ser o protagonista, também é o autor do argumento, em conjunto com o pai, Chips Hardy. A sua interpretação do atormentado Delaney é absolutamente avassaladora. O actor entregou-se de corpo e alma aquela que é muito provavelmente a personagem mais atormentada da sua carreira. Por entre conspirações, amor, traição e até encesto, a forma como ele consegue captar a atenção total do espectador é fascinante. Os cenários e guarda-roupa são tão credíveis que nos sentimos transportados para o século XIX. O mistério servido em doses moderadas, intercalando-o com uma aura um tanto ao quanto sobrenatural (bruxaria), são ingredientes perfeitos para nos fazer querer acompanhar a trama do início ao fim. Como recebemos a série no estúdio onde trabalho, tenho acesso aos episódios mais cedo que os restantes mortais, o que é óptimo, ah!

#3. The OA
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

Sem qualquer aviso prévio e envolvido numa aura de mistério, "The OA" estreou a 16 de Dezembro e rapidamente se tornou numa das minhas obsessões do ano. Prarie Johnson, uma jovem cega, desaparece durante sete anos e quando volta, suja, cheia de marcas no corpo e a ver, muitos a consideram um milagre. No desenrolar dos episódios, a protagonista vai contando o que lhe aconteceu e cada revelação é mais chocante e estranha que a anterior. 

"The OA" não se limita a explorar o desconhecido. Ao fim ao cabo, trata-se de uma história de amor, amizade, lealdade, personificada pela união de um grupo de jovens deslocados e de uma professora solitária, que se tornam felizes e corajosos com a companhia uns dos outros. O poder da família, não a verdadeira, a que se escolhe, é tão poderoso que até pode abrir portas para outras dimensões. Just saying. Brit Marling, a actriz principal, criadora e argumentista da série é tão ou mais intrigante que o produto em si. Intensa, complicada e com alguns clichés que, sinceramente nem me incomodam, a cena final da temporada deixou-me em lágrimas. Sem querer revelar spoilers, não só o assunto em questão é bastante actual como funciona de catalisador para a união dos grupo de misfits. Mesmo com o meu emprego e falta de tempo, fiquei de tal modo investido na série que a devorei num ápice. Sem querer puxar  a brasa à minha sardinha, arrisco-me a dizer que fui o ou um dos primeiros a divulgar esta série na blogosfera. Volto a reforçar o seu visionamento!


#4. Mary Kills People
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

As chances de nunca terem ouvido falar desta série são estratosféricas, mas é para isso que aqui estou. À primeira vista, Mary Kills People pode parecer mais uma série a la Grey's Anatomy mas não é bem assim. Mary Harris é uma mãe solteira e médica que trabalha nas urgências de um hospital. Simultaneamente, actua como uma espécie de "anjo da morte", ao ajudar pacientes em fase terminal que desejam colocar um fim à sua vida. Tudo se complica quando a polícia começa a suspeitar que as mortes foram criminosas.

O dilema moral presente na base da premissa foi o que mais me atraiu nesta história. A eutanásia sempre foi um tema muito controverso e continua mais presente do que nunca. Pessoalmente, não compreendo o porquê de ser motivo para tanta discórdia, mas enfim. Ilegal na maioria dos países do mundo, incluindo no Canadá, onde decorre a acção de MKP, a médica "justiceira" vai ter que enfrentar imensos obstáculos para conseguir satisfazer o último desejo de uma série de pessoas. A interpretação da protagonista, Caroline Dhavernas, é fantástica e altamente cativante. 

#5. Insecure
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

Como o título refere, Insecure, foca-se nas inseguranças de Issa e Molly, duas amigas que estão perto dos 30 anos e ainda não resolveram a sua vida amorosa. A primeira está presa a um relacionamento que já perdeu o interesse e, claramente sem futuro, enquanto a segunda é bem sucedida na vida profissional, mas não consegue estabelecer relações pessoais.

Confesso que só conheci a série devido à nomeação da Issa Rae na categoria de "Melhor Actriz de Comédia" nos Globos de Ouro, mas ainda bem! Agora que vou ficar sem GIRLS, esta vai ser a substituta perfeita. A narrativa é extremamente interessante, indo além do "amor", ao explorar os preconceitos vividos por qualquer mulher, e em especial as de cor. No episódio-piloto somos introduzidos precisamente a uma Issa que, apesar de ser decidida, acaba por ficar insegura devido às pessoas com quem convive, que se interessam mais em perpetuar estereótipos sobre a sua maneira de vestir e comportar, do que propriamente na personalidade e profissionalismo. A dada altura ficamos de tal modo envolvidos na acção que, não só nos identificamos com algumas situações, independentemente do sexo, cor ou idade dos intervenientes. Sem dúvida uma das séries mais cativantes dos últimos tempos.


#6. Atlanta
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

Criada e protagonizada por Donald Glover, aka Childish Gambino, Atlanta conta a história de Earn, um jovem que abandonou os estudos e se oferece para gerir a carreira do primo, Alfred, que se tornou semi-conhecido depois do vídeo da música "Paperboy" se tornar viral. O que se segue é um constante duelo opinativo sobre arte e fama, mas que culmina num objectivo comum: entrar para o mercado rap.

Aquando da cerimónia, ainda não tinha visto um único episódio portanto reservei juízos de valor. Terminada a temporada completa, ainda em Janeiro, já posso expressar o meu desagrado com a vitória dos Globos de "Melhor Série Comédia" e "Melhor Actor Comédia". Atenção, não estou de forma alguma a dizer que Atlanta é uma má série, porque não é. Mas ganhar nas categorias cómicas é puxar demasiado a brasa à sardinha. Em 10 capítulos, apenas um me fez gargalhar do início ao fim, tudo o resto assenta no sarcasmo e sátira. Comparando com outros dos nomeados, verdadeiramente engraçados, não concordo. Talvez seja uma questão de gosto pessoal, I guess. Prémios de lado, esta dramedy tenta explorar os dois lados mas, a meu ver, não conseguiu encontrar o equilíbrio perfeito. Anda lá perto, mas not quite. No entanto, os alguns momentos humorísticos são certeiros e nada forçados, o que na maioria das vezes resulta bem com a componente dramática que é francamente superior, e lembra situações reais do quotidiano de um jovem afro-americano em busca de trabalho, confrontado com situações de racismo, homofobia e brutalidade policial. 

#7. Riverdale
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

Definido pelos criadores como um cruzamento entre Archie e Twin Peaks  e acrescento umas pinceladas de Gossip Girl e Pretty Little Liars , Riverdade é a mais recente aposta da CW. Inspirada na banda desenhada "Archie", as personagens vão saltar dos quadradinhos para a actualidade, num clima mais pesado que o original. Sem qualquer previsão, a pequena cidade de Riverdale é abalada com a morte de Jason, um jovem local. O mistério à volta do acontecimento é tanto que vai chamar a atenção de Jughead, um rapaz anti-social que decide investigar e escrever um livro sobre o assunto.

É impossível resumir o plot sem dizer algo que não deva, portanto ficamo-nos por territórios neutros que é melhor. Sendo uma produção do canal que é, os clichés são mais que muitos. Temos a menina rica, a insegura, o bonzão, o nerd, etc. Mas nem tudo está perdido! No meio do mel jovial, aprenderam alguma coisa, e preferiram uma abordagem mais adulta, focando-se em assuntos pertinentes como "slut-shaming" e distúrbios psicológicos. Até ao momento, estou a gostar bastante da série. Não sendo uma maravilha, cumpre bem o seu propósito. Além do mais, se gostam de thrillers e mistérios que vos deixam a pensar sedentos por saber "quem foi o culpado???", então não vão ficar decepcionados. O elenco feminino é largamente superior ao masculino, especialmente por contarem com o Cole Sprouse  lamento imenso, mas bitch please.


#8. Santa Clarita Diet
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

Provando que até o conceito básico de sitcom precisa de um revamp ocasional, Santa Clarita Diet, a nova série da Netflix, acompanha a típica família suburbana dos EUA. Só há uma diferença, uma das protagonistas, Sheila, é uma zombie. Não, não é como as belezas raras do Walking Dead. Esta é muito mais simpática e airosa, apesar de também gostar de carne humana. Sem revelar demasiado, digamos que tudo acontece depois de um incidente bizarro que envolve quantidades enormes de vómito. Apesar de não ser propriamente positivo ser um morto-vivo, a mãe de família ganha uma nova energia, torna-se mais confiante e a relação com o marido, Joel, também melhora. O único problema é que para satisfazer a sua nova dieta, o casal vai passar por situações caricatas enquanto tenta arranjar "pessoas más" como alvos gastronómicos.

Quando soube que a minha adorada Drew Barrymore ia entrar numa série familiar de temática zombie, questionei seriamente o estado das suas faculdades mentais. Não é que num único dia despachei os 10 episódios e ainda me consegui rir? Chocante. Sim, à partida a narrativa é estapafúrdia mas, para meu espanto, eles conseguem criar uma aura misteriosa em volta do porquê daquilo ter acontecido. Com momentos de puro sarcasmo, humor-negro e rios de sangue, Santa Clarita Diet é uma óptima opção para ocuparem os vossos tempos livres. Destaco ainda a interpretação perfeita do Timothy Olyphant enquanto marido desesperado em saciar os instintos animais da mulher.

#9. A Series of Unfortunate Events
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

A Series of Unfortunate Events é uma adaptação fiel da colecção literária do mesmo nome, e marca o regresso de Neil Patrick Harris  o eterno Barney Stinson de How I Met Your Mother  ao pequeno ecrã. A trama acompanha três irmãos órfãos (Violet, Klaus e Sunny Daudelaire) que ficam sob a custódia de um parente distante, o vilão Conde Olaf. O trio vai ter que lidar com diversas atribulações e infortúnios enquanto tentam solucionar o mistério que envolve a morte dos pais.

Em 2004 existiu uma versão cinematográfica da mesma história, com o Jim Carrey. Devido ao ritmo extremamente apressado para conseguirem espremer três livros num único filme, o resultado ficou muito aquém das expectativas. Ainda que a Netflix não tenha utilizado o mesmo sistema, a verdade é que levei uma eternidade para terminar a série. Dito isto, é impossível negar o quão fantástica é a realidade ligeiramente alternativa em que a acção é ambientada. Carros, electrodomésticos e até mesmo casas parecem simultaneamente novos e velhos, impossibilitando percebermos em que época vivem. Os cenários são tão exagerados como nos desenhos animados e as personagens retratadas de maneira caricata, mas com alguma profundidade com o avançar dos episódios. Até os efeitos especiais, propositadamente evidentes, ajudam a criar uma estética que lembra um pouco trabalhos de Wes Anderson ou a melancolia da Family Adams


#10. Star
NOTA: 6/10 | TRAILER: AQUI

Numa tentativa descarada de recriar o sucesso de Empire, Lee Daniels concebeu Star. A premissa centra-se na personagem-título, uma jovem branca que foi separada da sua irmã após a morte da mãe de ambas. Após passar por inúmeras famílias de acolhimento, a jovem decide encontrar a irmã mais nova, Simone, e juntar-se a Alexandra, uma rapariga que conheceu no instagram e que partilha o seu sonho de ser cantora. Finalmente juntas, o trio muda-se para Atlanta onde vão lutar por se afirmarem enquanto grupo musical num meio que lhes pode custar até a vida.

Numa análise superficial, são muitas as semelhanças entre Empire e Star. Tal como a antecessora, esta série nova ocorre no mundo do hip-hop, com direito a canções originais extremamente viciantes e números musicais espectaculares. Até a formação do elenco seguiu o mesmo molde ao juntar actores conhecidos do público como a Queen Latifah — está soberba — e outros praticamente incógnitos. Embora ambas sejam dramas exagerados, a diferença é que Star ainda não encontrou a sua zona de conforto. Confesso que existem certos momentos tão constrangedores que não consigo deixar de sentir vergonha alheia  a começar pela intro ridiculamente desnecessária. O principal ponto positivo são as mensagem socialmente relevantes. Esta série aborda histórias muito mais pesadas e maduras (racismo, confrontos policiais, tráfico humano, transsexualidade, violação) tanto sobre o showbiz como da comunidade afro-americana. Se conseguirem dar um rumo coerente e tanto a direcção como a edição sofrerem drásticas alterações, têm tudo para conseguir um produto de qualidade.


Acompanham alguma das 10 séries? Ficaram curiosos com alguma?

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

TGW Awards: Top 10 TV Series of 2O16


Afirmei-o no passado e repito, compilar uma lista com as melhores séries do ano é sempre uma tarefa ingrata, especialmente para quem acompanha tantas como eu. A televisão voltou à sua era de ouro são cada vez mais os actores ditos "conceituados" que optam pela telas caseiras em vez das IMAX.

Das 71 que vejo, optei por me limitar a um TOP 10, escolhendo apenas uma pequeníssima fracção de todas as produções que gostaria de incluir. Foi tão complicado que ponderei passar para 20, mas acabaria ter um efeito bola de neve. Se as vossas favoritas não forem referidas ao longo desta publicação, talvez se deva ao facto de não as ter visto.

Numa análise rápida e superficial, 2016 foi o ano da fénix: "Orphan Black""Game of Thrones""House of Cards""American Horror Story" e "Orange is The New Black" receberam uma injecção criativa enorme que as trouxe de volta ao jogo. A vencedora do ano passado, "Mr. Robot" teve uma segunda temporada boa, mas não o suficiente, e "Daredevil" foi uma enorme decepção. "Penny Dreadful" despediu-se em grande enquanto "Supernatural" se mantém no ar, graças a uma fiel legião de fãs que, claramente, não se importa de ver algo medíocre. Pelo meio tivemos boas surpresas como "Better Things""Preacher" e o revival dos "X-Files".

Abomino escrever sinopses e pior ainda quando tenho que o fazer para séries com mais do que uma temporada, portanto dêem-me um desconto. Como nunca sei ao certo o que revelar ou não, é preferível deixar o aviso da praxe, atenção aos spoilers.

MENÇÕES HONROSAS: ORANGE IS THE NEW BLACK | PENNY DREADFUL | MR. ROBOT | UNREAL | YOU'RE THE WORST | BETTER THINGS | PLEASE LIKE ME | UNBREAKABLE KIMMY SCHMIDT | YOUNGER | BLACK MIRROR | PREACHER | THE X-FILES | GIRLS | FARGO | ASH VS. EVIL DEAD

.10.. House of Cards”, Season 4
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

Após uma season pouco memorável, o drama político mais cruel dos Estados Unidos voltou com tudo na quarta temporada. Kevin Spacey interpreta Frank Underwood, o Presidente norte-americano capaz de passar por cima de tudo e todos para se manter no poder. Simultaneamente, Claire tem a sua própria agenda e se for necessário expor a fraude que é o seu casamento para conseguir o que quer, assim o fará.

Aclamada pela crítica, a trama é complexa e bem desenvolvida. Se conseguiram converter alguém como eu, que detesta este género televisivo, é porque estamos perante um produto verdadeiramente interessante. Ver o Spacey em cena é algo mágico. A sua entrega ao papel de um sociopata vingativo é ainda mais chocante por tornar o público no seu cúmplice — ele fala directamente para a câmara em alguns momentos-chave. Involuntariamente acabamos a torcer para que os seus estratagemas dêem certo. Uma vez que expõe os bastidores da política norte-americana, ninguém tem moral na história, o que talvez explique o facto de parecer tão real. Não posso deixar de referir a outra peça-chave do tabuleiro, a soberba Robin Wright como a sofisticada, fria e falsa, Claire (a esposa). Com um elenco dramático de luxo e uma fotografia digna de muitos filmes — valendo-lhes um Emmy nas respectivas áreas —, House of Cards é a combinação perfeita de política, crime e drama, com direito a cenas sexuais e momentos de puro choque. 

..9.. American Horror Story”, Season 6
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

Pensar que quando estreou, "American Horror Story", foi considerada uma relíquia pela crítica, e depois caiu por terra graças a temporadas pouco felizes como "Circus" ou "Hotel". Decidido a dar a volta por cima, Ryan Murphy ofereceu-nos uma das melhores fases da antologia, "Roanoke".

Com claras referências a "The Blair Witch Project" e "The Texas Chainsaw Massacre", a trama centra-se no pesadelo vivido pelo casal Shelby e Matt + a irmã dele, Lee, na sua nova casa. Contada em modo documentário/lost footage, parte da história é narrada por "pessoas reais", Lily Rabe, André Holland e Adina Porter, e depois vemos actores (Sarah Paulson, Cuba Gooding Jr. e Angela Basset) desempenharem os eventos. Não vou adiantar qualquer sinopse porque estamos em terreno escorregadio e ao mínimo deslize posso estragar alguma reviravolta. Porém, destaco as interpretações de Kathy Bates e Frances Conroy que mereciam ser premiadas. Confesso que pela primeira vez desde a primeira temporada tive medo e assustei-me a sério com algumas cenas. A atmosfera aterrorizadora e pesada foi constante, deixando os espectadores ao rubro. Nem mesmo o último episódio desastroso conseguiu baixar o nível dos restantes. 

..8.. Game of Thrones, Season 6
NOTA: 9/10 | TRAILER: AQUI

Por norma dou preferência aos underdogs mas quando um produto é bom, não há como negar, e este ano "Game of Thrones" mereceu um lugar entre os melhores. Passadas 6 temporadas, o Inverno ainda não chegou, mas sinceramente isso pouco ou nada interessa. Sangrenta, cativante e altamente crua, a adaptação dos livros de George R.R. Martin mantém-se como uma das mais fortes produções televisivas da última década. Yeah, I said it.

Nesta fase da história, as poucas personagens que restam lutam pela sobrevivência, sofrendo nas mãos dos que têm força em números. Após um acidente de percurso, Jon Snow voltou e proporcionou-nos um dos momentos mais satisfatórios de 2016, o confronto Snow vs. Ramsey. Considerado o episódio mais caro de sempre, a luta dos bastardos foi uma obra de arte do início ao fim. Bem dirigida, chocante, visceral e cheia de suspense, só tive pena de não ter pipocas a acompanhar o duelo do século. Vá, estou a levar-me pelo entusiasmo, mas vocês perceberam a ideia.

..7.. Transparent, Season 3
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

Os Pfefferman continuam com sérios problemas de comunicação mas, em contrapartida, a transsexualidade de Maura, o pai, já não causa transtorno. O primeiro episódio desta terceira temporada foi tão forte, que cheguei a pensar que se tinham inspirado na longa-metragem "Tangerine", que em 2015 ocupou a #15 posição na minha lista de "Melhores Filmes". Foi com alguma pena que não vi essa narrativa ser explorada nos capítulos seguintes, mas felizmente compensaram com diálogos inteligentes e a dose certa de dramedy.

De uma maneira geral, arrisco-me a dizer que esta season foi a mais inovadora até à data, com sequências alucinantes absolutamente surreais, uma tartaruga como personagem-especial e episódios de ouro como o de estreia e o "If I Were a Bell", onde descobrimos como é que Maura e Shelly se conheceram. Os filhos, Ally, Sarah e Josh, continuam a dividir o tempo de antena com o MoPa, mas felizmente a partilha de protagonismo não feriu a história — aliás, é uma das duas séries que se manteve no top em relação ao ano passado. A grande surpresa foi Shelly, a mãe. Nunca pensei que ouvi-la cantar a "Hand In My Pocket" da Alanis Morissette na final fosse tão comovente. Sem dúvida um dos pontos altos.

..6.. Westworld, Season 1
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

Baseada no filme homónimo de 1973, Westworld é descrita pela HBO como "uma odisseia obscura sobre a aurora da consciência artificial e evolução do pecado", explorando um mundo onde todos os desejos humanos, até os mais macabros, são tolerados.

Apontada como a grande sucessora de Game of Thrones — basta verem o genérico e percebem logo as semelhanças —, o episódio-piloto entrou para a história como um dos mais caros de sempre (razão pela qual a segunda temporada só vai para o ar em 2018), superando a terra dos dragões. Com o elenco mais rico da tv norte-americana (Anthony Hopkins, Evan Rachel Wood, Ed Harris, James Marsden, Thandie Newton, Jeffrey Wright, entre outros), esta espécie de Disneyland futurista/velho oeste para adultos milionários deixa-nos com os ânimos à flor da pele. A narrativa é provocadora e bastante ambiciosa, não se resume a superficialidades. As interacções pessoais entre humanos e máquinas são tão profundas e complexas que só comprova a ideia de que o futurismo e classicismo podem coexistir de forma natural.

..5.. Orphan Black, Season 4
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

Se a competição não fosse tão forte este ano, garanto-vos que esta temporada de "Orphan Black" estaria no pódio. Sem palavras. Foi assim que fiquei com o desenrolar da história. Os criadores deram uma volta de 180º até às raízes da estranha, inovadora e cativante premissa. Sem qualquer aviso prévio, voltamos à estaca zero, ao momento em que Beth descobre que faz parte de uma experiência laboratorial de clones. 

Saltando da 10ª para a 5ª posição, "Oprhan Black" não se perdeu nas questões mitológicas, e focou-se no que realmente interessa, as relações entre as sistras. Escusado será dizer que a interpretação fenomenal da Tatiana Maslany como protagonista e metade das restantes personagens secundárias continua a ser a galinha dos ovos de ouro desta produção. Conhecemos novos clones, temos momentos paralelos incríveis entre Sarah e Beth, uma narrativa coesa, e o aparecimento de alguém que se julgava perdido. A sério, estou de queixo caído com a qualidade desta temporada. Uma pena que a próxima será a última. Prevejo um rio de lágrimas quando esse momento chegar.

..4.. The Crown, Season 1
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

"The Crown", a nova produção original da Netflix, foi vendida como a série mais cara desenvolvida pelo serviço de streaming. Basta assistir a um episódio para perceber o motivo de custos tão elevados. A beleza e grandiosidade dos cenários, o rigor do guarda-roupa e caracterização impecável, são os veículos principais para nos transportar até à época de tensões políticas e sociais de um Império que além de sobreviver a uma guerra, ainda tem que lidar com a ascensão de uma jovem mulher ao trono, Elizabeth.

O burburinho em volta desta série foi grande e felizmente não desapontou. Tratando-se de um retrato fiel sobre "pessoas reais", não existe propriamente um enredo com as reviravoltas habituais de uma produção televisiva. Dito isto, a concepção delicada e quase poética, do interlúdio da vida da monarca, mostrando como ela teve pouco tempo para assimilar a morte do pai e a ascensão ao trono, é no mínimo fascinante. Simultaneamente, a jovem Rainha tem que lidar com o Primeiro Ministro Winston Churchill, com o marido que se sente inferior e a inveja da irmã mais nova. O espectador é convidado a assistir ao desenvolvimento de Elizabeth, desde a inicial falta de traquejo e conhecimento que fazem dela um alvo fácil a ser manipulado, culminando no momento em que começa a ficar mais segura de si, na figura forte que conhecemos hoje em dia. É de realçar, ainda, a verdadeira alma da série, o elenco. 

..3.. The OA, Season 1
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

Sem qualquer aviso prévio e envolvido numa aura de mistério, "The OA" estreou a 16 de Dezembro e rapidamente se tornou numa das minhas obsessões do ano. Prarie Johnson, uma jovem cega, desaparece durante sete anos e quando volta, suja, cheia de marcas no corpo e a ver, muitos a consideram um milagre. No desenrolar dos episódios, a protagonista vai contando o que lhe aconteceu e cada revelação é mais chocante e estranha que a anterior.

"The OA" não se limita a explorar o desconhecido. Ao fim ao cabo, trata-se de uma história de amor, amizade, lealdade, personificada pela união de um grupo de jovens deslocados e de uma professora solitária, que se tornam felizes e corajosos com a companhia uns dos outros. O poder da família, não a verdadeira, a que se escolhe, é tão poderoso que até pode abrir portas para outras dimensões. Just saying. Brit Marling, a actriz principal, criadora e argumentista da série é tão ou mais intrigante que o produto em si. Intensa, complicada e com alguns clichés que, sinceramente nem me incomodam, a cena final da temporada deixou-me em lágrimas. Sem querer revelar spoilers, não só o assunto em questão é bastante actual como funciona de catalisador para a união dos grupo de misfits. Mesmo com o meu emprego e falta de tempo, fiquei de tal modo investido na série que a devorei num ápice. Uma das melhore prendas de Natal que podia ter recebido.

..2.. American Crime Story, Season 1
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

Baseada no livro The Run of His Life: The People vs. O.J. Simpson, de Jeffrey Toobin, a série acompanha os bastidores e julgamento de Simpson após ser acusado de assassinar a ex-mulher, Nicole Brown, e o amigo Ronald Goodman , em 1994.

Seguindo o mesmo conceito que American Horror Story, a produção com carimbo do Ryan Murphy é uma antologia, ou seja, a narrativa muda a cada temporada. Nesta primeira, a estrela foi, sem dúvida alguma, Sarah Paulson. No papel da advogada de acusação, Marcia Clark, a actriz foi simplesmente brilhante. A maneira como consegue alternar entre uma postura segura, com os cojones no sítio, e uma vulnerabilidade comovente, é algo que poucos artistas conseguiriam desempenhar. Após anos a ser descartada em entregas de prémios, é bom ver o seu trabalho a ser finalmente reconhecido. Aliás, o elenco inteiro está de parabéns. Foi uma surpresa ver o John Travolta, mas ainda bem que participou. É possível que seja a melhor interpretação que teve na última década. Apesar do desfecho ser de conhecimento público, é muito interessante descobrir o que realmente aconteceu atrás das cortinas. Desde a escolha do juri, à falsificação de provas e a cruzada absurda contra a Marcia. Com apenas 10 episódios, se ainda não viram, estão à espera de quê?

..1.. Stranger Things, Season 1
NOTA: 9/10 | TRAILER: AQUI

Por esta ninguém esperava, hum? Not. Assim que as letras vermelhas e luminosas do genérico aparecem na tela, acompanhadas daquela melodia já icónica, percebi que estava perante algo sensacional. Afirmei-o quando estreou e fico feliz por não ter mudado de opinião, "Stranger Things é a melhor série do ano!" 

A jornada de um grupo de amigos, uma rapariga com habilidades sobrenaturais e uma mãe desesperada em busca do pequeno Will Beyers, tornou-se num fenómeno global a que ninguém ficou imune — até a minha namorada viu e gostou, vocês não têm noção o que isso significa haha. Como é hábito em produções originais da Netflix, tecnicamente, a série é perfeita. Além de uma boa ambientação e inúmeras referências à pop culture do início dos anos 80 (destaque evidente para E.T. e Alien), é impossível não ser transportado de volta ao passado, mesmo que nunca o tenham vivido, como é o meu caso. O espectador é levado numa aventura sci-fi com homenagens aos Stephens, King e Spielberg. Além da componente estética, a banda sonora também funciona bem, ainda que um pouco cliché, mas bem executada ao surgir discretamente em momentos apropriados. O núcleo de actores parece ter sido escolhido a dedo. Tanto os mais novos como os veteranos como a brilhante Winona Ryder, deram a uma narrativa já de si interessante, a densidade necessária às suas personagens tão complexas. Com apenas 8 episódios, não percam mais tempo e devorem a primeira temporada.


Acompanham algumas das séries? Quais foram as vossas favoritas de 2016?

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