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quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Sound the Alarm ⤫ Álbuns a ouvir #25


1. Little Mix  Glory Days
MUST LISTEN: TOUCH | DOWN & DIRTY | POWER | NO MORE SAD SONGS | NOTHING ELSE MATTERS | NOBODY LIKE YOU 

Recordando a trajectória das Little Mix desde a sua criação e vitória no X Factor UK até agora, é que vemos como o tempo passa depressa. Em apenas cinco anos, o grupo conseguiu conquistar um sucesso surpreendente e que se mantém com o lançamento do quarto disco de estúdio, Glory Days. O título não podia ser mais adequado para descrever este trabalho. Funcionando como uma espécie de terapia, o tema central é a perda de um amor e toda a dor que isso acarreta, passando depois para o processo de cura interior. Uma verdadeira colectânea de hinos inspiradores.

Embora seja um grande apreciador da sua 90's vibe característica e exaustivamente trabalhada em projectos anteriores, é absolutamente refrescante vê-las a meterem o pé em ritmos diferentes. Ainda assim, a mudança não é drástica. O Little Mix Sound continua vivo em faixas como "Private Show" ou "Freak" mas, de uma forma geral, está mais sofisticado. Repleto de batidas infecciosas como "Touch", "Down & Dirty" e "No More Sad Songs", que nos fazem, inevitavelmente, mexer a pandeireta (aka o nosso backside) e letras brutalmente sinceras  veja-se pelo primeiro single, "Shout Out to My Ex"  estou verdadeiramente surpreso com a qualidade deste Glory Days.

2. Emeli Sandé  Long Live the Angels
MUST LISTEN: HURTS | BABE | RIGHT NOW | SHAKES | SWEET ARCHITECT | BREATHING UNDERWATER

Em 2012 era impossível não ouvir uma balada da Emeli Sandé a ecoar numa série ou produção britânica. Quatro anos desde o álbum de estreia, Our Version Of Events, a cantora está de volta com o sucessor, Long Live the Angels. Confesso que, excepto os singles mais conhecidos, disco anterior passou-me um pouco ao lado. Assim que me cruzei com o primeiro e brilhante single "Hurts", há coisa de um mês, fiquei de tal modo viciado que me converti oficialmente aos encantos da Miss Sandé.

Descrita no passado como música para avós, é um crime diminuir desta forma a genialidade lírica e musical da Emeli. Sim, as baladas são mais que muitas, mas nota-se que existe um fogo renovado. Com vocais poderosos e utilização inteligente de instrumentos como o piano, a cantora provou novamente que consegue ir mais além do rótulo que lhe foi imposto por algumas pessoas. A mensagem na faixa "Lonely", onde aborda o fim do casamento com o seu teen sweetheart, é absolutamente comovente. Sem dúvida uma das melhores apostas R&B/Soul deste ano.

3. Bruno Mars  24K Magic
MUST LISTEN: VERSACE ON THE FLOOR | CALLING ALL MY LOVELIES | TOO GOOD TO SAY GOODBYE

Honesty time: não sou o maior apreciador do Bruno Mars. Aliás, considero-o extremamente sobrevalorizado. Admito que canta bem mas sinceramente só gosto mesmo da "Locked Out of Heaven", tudo o resto transpira a cheesiness e desespero. Por falar em desespero, parece que ficou com o gosto do sucesso da irritante "Uptown Funk" e resolveu construir um álbum à volta disso. Heis que nos chega, 24K Magic. Apesar de o achar um douchebag, por muito que me custe admitir... o álbum está bastante bom.

24K Magic evoca uma nostalgia gritante da sonoridade das décadas de 80/90, o que como já devem saber, é o meu calcanhar de Aquiles. Damn you Bruno! Digamos que se o objectivo era ressuscitar o soul/funk/R&B dessa época, a missão foi mais que cumprida. Quer esteja apoiado de coros fortes ou batidas familiares, a voz do jovem norte-americano mantém-se como foco principal. Contrariamente a outros artistas que acabam engolidos pela produção geral, o Mars tem a voz e está disposto a testar os seus limites da mesma, como de resto demonstra em canções como "That's What I Like" e a soberba "Too Good To Say Goodbye". Não acredito que vou dizer isto mas, estou viciado na "Versace on the Floor".

4. DNCE  DNCE
MUST LISTEN: CAKE BY THE OCEAN | ALMOST | BODY MOVES | DNCE

Decididos a provar que são muito mais que um one-hit wonder ou produto da vaidade do vocalista Joe Jonas, o grupo DNCE lançou o tão esperado e auto-intitulado disco de estreia. O LP está carregado de canções liricamente sensuais e idioticamente sassy que não couberam na primeira fatia de bolo. Composto por três das quatro músicas presentes no enérgico EP, Swaay, e outras 11 inéditas, o resultado é estranhamente satisfatório.

Embora consiga ser um pouco flat em partes, a galinha dos ovos de ouro dos DNCE é a capacidade de não se levarem demasiado a sério  uma qualidade rara na maioria dos artistas da actualidade. Chegamos ao final do álbum com a clara noção que o pop-funk e R&B banhados em sons pegajosos, metaforicamente falando, é o género musical que dominam e lhes assenta que nem uma luva.

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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Sound the Alarm ⤫ Álbuns a ouvir #24


1. Tove Lo  Lady Wood
MUST LISTEN: TRUE DISASTERINFLUENCELADY WOOD | COOL GIRL | VIBES

Se há dois anos atrás não fui afectado pela febre Tove Lo, agora chegou em força. Seguindo o sucesso do álbum de estreia, Queen of Clouds, chega-nos o Lady Wood. Segundo a cantora, o projecto é inspirado na "perseguição, corrida, o pico e a queda da montanha-russa emocional". Consiste em dois capítulos: "Fairy Dust", que detalha a euforia que envolve um encontro importante, e "Fire Fade" que destaca a sensação que se segue, de auto-consciência. Tendo em conta que nunca fumei nada ilícito e a dada altura é essa a sensação com que o ouvinte fica, diria que o objectivo foi cumprido.

Em termos de conteúdo lírico, não existe um crescimento mas sim uma continuação do que foi explorado anteriormente: a liberdade encontrada no mau comportamento; a impulsividade; a obsessão das suas parceiras tentarem reprimir os seus desejos e a inveja dos homens que têm a vida facilitada. O factor "choque" mantém-se como a grande aposta, se bem que seja quase impossível de surtir efeito graças à faixa-título, a obviamente explícita "Under the Influence" ou o vídeo que do primeiro capítulo  aqui entre nós, muito semelhante ao criado pela Florence + the Machine no "How Big, How Beautiful, How Blue". Estão encontrados os ingredientes para o maior melodrama de sempre, mas em vez disso o resultado é uma colecção de canções electrizantes, extremamente sassy e seguras de si.

2. Banks  The Altar
MUST LISTEN: FUCK WITH MYSELF | MIND GAMES | GEMINI FEED | JUDAS | TRAINWRECK | 27 HOURS

Considerada uma das artists mais underrated da actualidade, Banks está de volta com The Altar, o segundo disco da sua carreira. Sim, o prato que nos é servido é bastante semelhante ao anterior, mas está melhor temperado e extremamente saboroso. A cantora norte-americana encontrou o seu nicho ao questionar emoções confusas, expondo dramas românticos e lançando farpas tanto para antigos como futuros amantes. 

Contrariamente à maioria dos seus colegas, a habilidade da Banks em camuflar a parte biográfica das suas canções através de uma forte carga dramática, é simplesmente genial. Consegue a proeza de estimular a emoção mundana de pormenores da sua vida, sem ter que os revelar abertamente. Melodicamente falando, The Altar, não vai revolucionar o género mas, a vertente mais sombria, torna automaticamente este R&B alternativo mais interessante.

3. Rebecca Ferguson  Superwoman
MUST LISTEN: I'LL MEET YOU THERE | OCEANS | DON'T WANT YOU BACK | PAY FOR IT | HOLD ME

Seis anos desde que ficou em 2º lugar no X Factor britânico, a Rebecca Ferguson relevou-se um dos casos de maior sucesso da competição televisiva. Detentora de uma das vozes mais distintas da indústria musical, a cantora apresenta-nos agora Superwoman, o quarto disco de estúdio. 

Além das habilidades vocais, uma das suas maiores qualidades reside na capacidade de colocar o seu coração em todas as letras. Apesar do esforço para mostrar alguma diversidade e reinventar-se musicalmente, a metade inicial do álbum peca por uma certa repetição. Contudo, a partir da canção "Pay For It" até à magnífica "I'll Meet You There", são tacadas de génio umas a seguir às outras. De baladas capazes de nos destruir a hinos dançantes de confiança e amor próprio, preparem-se para embarcar numa viagem emocionalmente desgastante mas altamente gratificante.

4. Kings of Leon  WALLS
MUST LISTENWALLSFIND ME | EYES ON YOU | WASTE A MOMENT

Há quem diga que WALLS (acrónimo para "We Are Like Love Songs"), representa o salto dos Kings of Leon para o mercado mainstream. Como não estou suficientemente familiarizado com os trabalhos anteriores do grupo, deixo a hipótese no ar. Dito isto, fãs de hinos como "Sex on Fire" ou "Use Somebody" vão ficar decepcionados.

Neste sétimo disco de inéditas os problemas líricos da banda mantém-se ao preferirem gritar declarações melodramáticas em vez de uma narrativa capaz de evocar sentimentos. Pode ser impressão minha e perdoem-me se estiver a dizer alguma barbaridade mas, pareceu-me encontrar algumas familiaridades com a sonoridade dos Tame Impala. Ainda que WALLS não seja daqueles álbuns que ouvimos duas vezes de seguida, pelo menos eu, contém verdadeiras preciosidades como a canção-título.

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segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Séries ⤫ Welcome to the Family #4


A televisão voltou, oficialmente, aos seus dias de glória. A lista de actores norte-americanos que trocou os sets cinematográficos pelos televisivos aumenta a olhos vistos. Os motivos prendem-se, essencialmente, ao facto de existirem papéis mais ricos e variados, especialmente para mulheres a cima dos 40 anos, e narrativas inteligentes e criativas.

Longe estão os dias em que as pessoas preferiam ver um filme a uma série. Há distância de um comando ou de um clique no computador, a pessoa nem precisa levantar o rabo do sofá para desfrutar de um catálogo enorme e variado de séries. Não é por acaso que os tv shows com 1h de duração começam a tornar-se cada vez mais comuns.

Anunciados os finais de oito das séries que acompanho (por enquanto) - Penny Dreadful, Orphan Black, GIRLS, Bates Motel, The Strain, Pretty Little Liars, Teen Wolf e The Vampire Diaries -, felizmente o mercado não pára e tenho 10 substitutos. Se ainda não fizeram as contas... sim, vejo um total de 69 séries - isto sem contar com reality shows como "Project Runaway", "The X Factor (UK)" ou "The Biggest Loser (US)", se não já íamos a caminho dos 80.

Apesar de já ter terminado Stranger Things, no último capítulo desta rubrica (AQUI), surge agora com a respectiva crítica. Das restantes aquisições, só uma conta com mais do que uma season. Todas as classificações atribuídas a produções com apenas alguns episódios emitidos estão sujeitas a alterações até ao final oficial da temporada. Ou seja, Westworld, por exemplo, tem 8/10 mas poderá subir ou descer consoante o "apanhado geral".

Como entretanto já tenho outra para acrescentar à colecção, e que ficará para o próximo volume, o melhor é passarmos à apresentação, aleatória, dos novos membros da família.


#1. Stranger Things
NOTA: 9/10 | TRAILER: AQUI

SINOPSE: Numa noite aparentemente normal, depois de passar o dia a jogar com os amigos, Will Beyers desaparece a caminho de casa. Na manhã seguinte, os seus companheiros vão procurá-lo na floresta perto de casa deles e encontram Eleven, uma rapariga com habilidades no mínimo peculiares. Enquanto a família e polícia tentam encontrar respostas, todos os intervenientes acabam por mergulhar num extraordinário mistério que envolve experiências secretas do governo e forças sobrenaturais.

OPINIÃO: Não me queria precipitar mas o entusiasmo é mais forte. Stranger Things é a melhor série do ano. Situada no início dos anos 80, os mais nostálgicos vão entrar em coma visual. Como é hábito em produções originais da Netflix, tecnicamente, a série é perfeita. Além de uma boa ambientação e inúmeras referências à pop culture da década em questão (destaque evidente para E.T. e Alien), é impossível não ser transportado de volta ao passado, mesmo que nunca o tenham vivido, como é o meu caso. O espectador é levado numa aventura sci-fi com homenagens aos Stephens, King e Spielberg. Além da componente estética, a banda sonora também funciona bem, ainda que um pouco cliché, mas bem executada ao surgir discretamente em momentos apropriados. O núcleo de actores parece ter sido escolhido a dedo. Tanto os mais novos como os veteranos como a brilhante Winona Ryder, deram a uma narrativa já de si interessante, a densidade necessária às suas personagens tão complexas. Com apenas 8 episódios, não percam mais tempo e devorem a primeira temporada.


#2. Exorcist
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

SINOPSE: À primeira vista, a família Rance é igual a tantas outras mas nem tudo é o que parece. A matriarca, Angela, começa a suspeitar que existe algo na casa. Com o passar do tempo, fica convencida que a uma das suas filhas está possuída por um demónio. Desesperada, implora por ajuda ao Padre da paróquia, Thomas.

OPINIÃO: 40 anos após o seu lançamento em 1973, The Exorcist, segue como um clássico do cinema norte-americano e um dos poucos filmes de terror premiados com pela academia (com 10 nomeações, incluindo "Melhor Filme" e "Melhor Director", venceu o Óscar nas categorias de "Argumento Adaptado" e "Som"). Investidos em capitalizar até à exaustão a história de sucesso de William Peter Blatty, a adaptação televisiva não traz propriamente nada de novo ao género, mas mantém-se fiel à atmosfera tensa e assustadora do original. Apesar da série recorrer a alguns jump scares aka sustos fáceis, é inegável o terror puro de algumas cenas. O território que Outcast tentou replicar mas fracassou, aqui foi uma aposta vencedora. As interpretações dos actores são um dos pontos positivos, especialmente da icónica Geena Davis e da jovem Hannah Kasulka.


#3. UnREAL
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

SINOPSE: UnREAL retrata os bastidores do programa "Everlasting", onde um solteirão pretende encontrar a sua futura esposa. É aqui que conhecemos Rachel, uma das produtoras que, após sofrer um ataque psicótico volta ao trabalho. Subordinada de Quinn, a directora e braço direito de Chet, o criador do formato, o seu trabalho consiste em manipular os participantes para conseguir as melhores filmagens possíveis custe o que custar.

OPINIÃO: Nunca me vou perdoar por não ter acompanhado a primeira temporada de UnREAL quando começou. É tão, mas tão boa que garanto-vos que ocuparia um lugar no meu top 10 do ano passado. Falem mal dos reality shows mas a verdade é que muitas pessoas os vêem, nem que sejam aqueles que referi no início da publicação. É precisamente esse mundo venenoso e de ilusões que esta série retrata. Não só acabamos investidos nos produtores para que exponham as concorrentes ao máximo, como damos por nós a torcer para que algumas delas se mantenham na competição, exactamente como se estivéssemos a acompanhar uma temporada real de "Everlasting". Esta capacidade de transportar o espectador para dentro da acção, sem sequer se aperceber, é simplesmente genial. Dominado pelo elenco feminino, UnREAL tem várias personagens cativantes. A dinâmica amor-ódio entre a anti-heroína Rachel (Shiri Appleby) e terrivelmente fantástica Quinn (Constance Zimmer) é, sem dúvida, um dos pontos mais fortes da trama.


#4. Westworld
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

SINOPSE: Westworld conta a história de um parque temático futurista que simula o ambiente do Velho Oeste norte-americano. A diferença é que os habitantes são robôs com inteligência artificial. O desejo de humanizar cada vez mais as suas criações, leva a que uma actualização por parte do Dr. Robert Ford, origine um glitch no sistema de alguns modelos, tornando-os uma ameaça para os visitantes.

OPINIÃO: Baseada no filme homónimo de 1973, Westworld é descrita pela HBO como "uma odisseia obscura sobre a aurora da consciência artificial e evolução do pecado", explorando um mundo onde todos os desejos humanos, até os mais macabros, são tolerados. Apontada como a grande sucessora de Game of Thrones  basta verem o genérico e percebem logo as semelhanças , o episódio-piloto já entrou para a história como um dos mais caros de sempre, superando a terra dos dragões. Com o elenco mais rico da tv americana (Anthony Hopkins, Evan Rachel Wood, Ed Harris, James Marsden, Thandie Newton, Jeffrey Wright, entre outros), esta espécie de Disneyland para adultos milionários deixa-nos com os ânimos à flor da pele. Com apenas três episódios no ar, o meu veredicto é bastante positivo. A narrativa é provocadora e bastante ambiciosa, não se resume a superficialidades. As interacções pessoais entre humanos e máquinas são tão profundas e complexas que só comprova a ideia de que o futurismo e classicismo podem coexistir de forma natural.


#5. Divorce
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

SINOPSE: Casada há 17 anos, Frances resolve colocar um ponto final na relação depois de ver uma das suas melhores amigas apontar uma arma ao marido que detesta. Decidida a ficar com o amante, Frances acaba por ser rejeitada, decidindo repensar a separação. O problema é que o marido descobre a traição e toma a decisão por ela.

OPINIÃO: Divorce segue as pisadas de produções como Transparent e Orange is the New Black, ao combinar comédia + drama enquanto acompanhamos os altos e baixos do processo de separação dos protagonistas. Dito isto, temo que o público a considere demasiado "real". Posso estar enganado, mas as pessoas procuram na televisão um escape às suas angústias, portanto é bom que comecem a introduzir momentos de puro riso. Como ainda não vi o segundo capítulo (emitido ontem nos EUA), a minha opinião baseia única e exclusivamente no episódio piloto, sendo por isso, bastante superficial. Confesso que não consigo olhar para a Sarah Jessica Parker sem pensar imediatamente na Carrie Bradshaw, e talvez por isso, ainda não a consigo levar a sério no papel de Frances mas acredito que isso vá mudar.


#6. Better Things
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

SINOPSE: Better Things retrata a rotina de uma actriz de Hollywood, Sam, enquanto lida com os obstáculos de criar três filhas como mãe solteira e manter-se relevante na profissão. 

OPINIÃO: Não é fácil transcrever ou representar a realidade de forma a que pareça, efectivamente, real. Contudo, quando é feito da maneira correcta, é um autêntico espectáculo merecedor da nossa atenção. Better Things é isso mesmo, uma comédia semi-autobiográfica produzida e assinada por Pamela Adlon e Louis C.K. Adlon afimou em entrevistas que a série é sobre a sua experiência pessoal na criação das suas filhas. Segundo a protagonista, a intenção é revelar o lado mais honesto do meio artístico. Sinceramente não me recordo o que me fez começar a ver este tv show mas ainda bem que o fiz! Os conflitos geracionais recordam-me tantas situações vividas por mim ou amigos que é impossível não nos rirmos da nossa própria estupidez. Os episódios de 20 minutos passam a correr e a abertura é simultaneamente viciante e comovente.


#7. Luke Cage
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

SINOPSE: Luke Cage foi preso por um crime que não cometeu. Na prisão, é sujeito a uma experiência sabotada que lhe dá super-força e resistência. Após escapar, os seus planos de viver uma vida comum são interrompidos devido à criminalidade e corrupção nas ruas de Harlem.

OPINIÃO: Se há coisa em que a Marvel acertou foi em colaborar com a Netflix. Daredevil e Jessica Jones conseguiram o selo de aprovação da crítica e do público, solidificando-se como duas das melhores séries de super-heróis da actualidade. Agora chegou a vez de Luke Cage. Apesar de não superar as outras duas, é igualmente aterradora. Contrariamente ao Mathew Murdock que foi movido pelo desejo de varrer o mal das ruas e à Jessica que se envolve numa missão pessoal, a única ambição de Luke é ser um homem normal. Não gosta daquilo em que foi transformado e do que já sofreu por isso. O bairro de Harlem é por si só uma espécie de personagem principal. Diferente do que estamos habituados, o clima das ruas parece pertencer a um universo alheio ao cliché do filtro escuro das outras produções do género. Faltando alguns episódios para terminar a temporada, posso dizer que Luke Cage é uma ode à cultura negra. Esta afirmação não se prende ao facto de praticamente a totalidade do elenco ser afro-americano, mas sim pelo uso de inúmeras referências, expressões dialéticas e até mesmo banda sonora (magnífica), que nos envolve. A história central envolve tráfico, corrupção e guerra de gangues com uma vertente policial bastante activa, cujo objectivo não é chocar mas criticar e reflectir.

#8. This Is Us
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

SINOPSE: This Is Us segue um grupo de pessoas cujos caminhos se cruzam, fazendo com que as suas histórias se entrelacem de maneiras deveras curiosas. Vários deles partilham a mesma data de nascimento e muito mais do que possamos imaginar...

OPINIÃO: Peço desculpa pela sinopse deplorável mas é impossível descrever o enredo sem desvendar uma grande peça desta puzzle - se já viram sabem do que estou a falar. This Is Us foi provavelmente a produção televisiva mais badalada dos últimos meses. Tanto é que o trailer oficial superou 70 milhões de visualizações só numa semana. Aqui entre nós, não compreendo tanto alarido. Existe uma clara construção da história com o objectivo de comover o público através de situações tanto sérias como triviais. Nesse campo, superaram largamente o plano. Embora não seja uma obra-prima, é daquelas séries que nos faz soltar um "aww" de tão melosa que é. Um dos factores positivos é optarem por uma narrativa simples, sensível e sem exageros à la Grey's Anatomy (que adoro, diga-se de passagem). Aproveitando a polémica do racismo/sexismo em Hollywood, os produtores caíram nas graças do mundo por criarem um elenco bastante diversificado. Tirando dois ou três casos pontuais, não é comum ver uma actriz plus size protagonizar uma série. Aplaudo de pé o facto da "Kate" não ser uma personagem bastante complexa e nada unidimensional.


#9. Casual
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

SINOPSE: Uma família disfuncional volta a viver debaixo do mesmo tecto. Alex, solteiro, e a sua irmã recém-divorciada, Valerie, mergulham no mundo dos relacionamentos ao mesmo tempo que tentam criar Laura, a filha adolescente e de Valerie.

OPINIÃO: Casual é daquelas séries que precisa ser consumida de seguida. Assisti às duas temporadas, separadamente, de uma assentada e sem dúvida que a história vai melhorando ao longo dos episódios. O início não é fácil, não nos prende necessariamente à acção ou personagens, mas com o avançar da trama, vamos ficando vidrados naquele trio familiar extremamente complexo. Classificada como dramedy, é mais sarcástica que cómica, mas tem observações absolutamente certeiras sobre as expectativas geradas sobre o amor e as suas idealizações. A grande estrela do show é a Michaela Watkins que desempenha uma Valerie inteligente mas extremamente humana, onde acessos de loucura não faltam.


#10. The Good Place
NOTA: 6/10 | TRAILER: AQUI

SINOPSE: Ao chegar ao céu, Eleanor apercebe-se de algo terrível, está no local errado. Graças a um erro no sistema que a trocou com outra pessoa do mesmo nome, a jovem vai ter que fazer tudo por tudo para não ser descoberta e ir parar ao inferno. Para isso, vai contar com o apoio de Michael, a suposta alma-gémea, que a vai ajudar a tornar-se numa pessoa melhor.

OPINIÃO: Pela premissa perceberam que a história é tudo menos séria, mas ao menos prima pela criatividade. Ainda que o tema e algumas das personagens sejam um pouco... ridículas, a decisão de colocar a Kristen Bell como protagonista foi certeira. É impossível não gostarmos da sua Eleanor, mesmo sabendo que ela era uma terrível pessoa. The Good Place é um daqueles casos raros de humor inteligente com momentos mais emotivos que nos fazem derreter o coração. As actuações são dignas mas ainda não consegui levar a narrativa a sério. A boa notícia é que ainda tenho o resto da season para mudar de opinião.


Acompanham alguma das 10 séries? Ficaram curiosos com alguma?

domingo, 18 de setembro de 2016

Pocket Reviews | O que tenho andado a ver #24


Classificação IMDb: 6.7/10
Classificação Ghostly Walker: 7/10
SINOPSE: Ansel Roth é um homem atormentado. Após anos a ganhar a vida a tratar pessoas que sofreram lavagens cerebrais, perdeu toda a credibilidade. Quando um casal de idosos lhe pede ajuda para salvar a sua filha, que entrou para um culto, ele vê a oportunidade que precisava para recuperar a sua carreira.

OPINIÃO: Há uns meses atrás resolvi ter uma Mary Elizabeth Winstead movie night e assisti a alguns dos seus projectos. Tenho uma queda para um bom filme indie, isto é, produções que apesar de baixo orçamento, são ricas em criatividade. Sem conhecer o trailer ou sinopse, não fazia ideia que a história abordava o tópico "cultos"  brilhantemente trabalhados como em Martha Marcy May Marlene (2011).

Embora não seja tão séria como a história referida a cima, Faults é um mistério que nunca acaba, nem quando a tela escurece. Aliás, não me admirava se a cena final fosse um autêntico choque para a maioria dos espectadores. A visão do escritor e director Riley Stearns é fascinante por nos colocar no lugar das personagens, deixando-nos completamente desorientados. Aliado a prestações hipnotizantes do duo de protagonistas, Winstead e Leland Orser, aconselho vivamente a visualização deste filme.


Classificação IMDb: 5.8/10
Classificação Ghostly Walker: 6/10
SINOPSE: Viciada no trabalho, a vida de Alex é virada do avesso quando o marido a deixa. Agora, terá que enfrentar a sua nova realidade que passa por momentos banais a completamente catastróficos. No processo, a jovem advogada uma vulnerabilidade e força interior que desconhecia.

OPINIÃO: Ao contrário do anterior, este filme não me encheu totalmente as medidas. Não é bom nem é mau, é morno. No que toca à representação, acertaram no jackpot ao escolher a Mary Elizabeth Winstead como protagonista. A intensidade que coloca nas diferentes camadas da Alex são impressionantes e revelam uma excelente capacidade interpretativa.

O verdadeiro problema desta produção é o roteiro. A narrativa não é exactamente interessante, e sinceramente fiquei com a sensação que nem era essa a intenção. A moral da história é importante, especialmente porque é um problema sofrido por milhares de pessoas: a vida não é só trabalho e responsabilidades, é preciso apreciar as coisas que damos por garantidas. Não existe problema nenhum em apresentar um tema comum, mas ao menos que o façam de forma a manter o espectador colado ao ecrã. Não sei, fiquei a querer mais. 


Classificação IMDb: 7.3/10
Classificação Ghostly Walker: 8/10
SINOPSE: Socialmente incapaz e altamente impopular, Oliver Tate considera-se um autêntico génio literário e um cool guy. Para o Verão, o jovem de 15 anos estabeleceu dois objectivos: perder a virgindade antes do seu próximo aniversário, com Jordana, e evitar que a mãe troque o seu pai por um "guru" new age.

OPINIÃO: Anos. Levei anos a assistir a este filme e quando finalmente o fiz, só me quis esbofetear por ter demorado tanto. Submarine está mergulhado num mar de sarcasmo e, por vezes, chega a tornar-se irritante. Especialmente por causa do protagonista. Dei por mim a querer saltar para dentro da acção e abanar, tanto o Oliver como o panhonha do pai, a ver se eles acordavam para a vida.

Tecnicamente, adorei o modo de gravação em sequência. Com várias cenas visualmente apelativas, a banda sonora foi uma tacada de génio. Na voz de Alex Turner, vocalista dos Arctic Monkeys, as seis faixas são um autêntico festim para os meus ouvidos. É por todos estes factores que Submarine é uma aposta vencedora.


Classificação IMDb: 5.2/10
Classificação Ghostly Walker: 6/10
SINOPSE: Acabado de sair da prisão, Kermit volta a casa, um parque de roulotes em Mississipi, EUA. Enquanto se tenta meter longe de problemas, conhece Rachel, a vizinha que trabalha como stripper para pagar as contas médicas da mãe. Determinados a superar as suas circunstâncias, o casal de amantes tenta uma última jogada antes de partirem rumo a uma nova vida.

OPINIÃO: Mais uma para a lista interminável de produções sobre ex-presidiários e strippers. Ainda que bem mais dramático, foi impossível não me lembrar do filme Bare do qual falei (AQUI).

Confesso que nem tinha chegado a meio e já estava farto. Os clichés eram tantos que só mesmo o núcleo de actores competentes é que conseguiu elevar a fasquia da narrativa tão cansada e pouco original.

Uma das particularidades interessantes deste filme é o facto das interpretações dos actores secundários serem largamente superiores ao duo de protagonistas. A conhecida cantora country, Faith Hill, foi uma autêntica revelação no papel de mãe do Kermit. Foi refrescante vê-la num registo completamente diferente àquele a que nos habituou ao longo dos anos.

Já viram algum dos quatro filmes? Qual é o vosso favorito e o que gostaram menos?

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Sound the Alarm ⤫ Álbuns a ouvir #18


1. Shura | Nothing's Real
MUST LISTEN: 2SHY | TOUCH | WHAT'S IT GONNA BE?
Após conquistar a crítica com o brilhante single "Touch", Shura não se deixou abalar pela pressão e criou um disco de estreia brilhante. Nothing's Real é tudo aquilo que eu precisava neste momento, música à la anos 80, simultaneamente bem-disposta e chilled, com um enorme sentimento nostálgico. Podemos dizer que segue a mesma linha criativa do pop-alternativo do momento  leia-se, Days Are Gone das Haim, E•MO•TION da Carly Rae Jepsen, e até a "Everything is Embarrassing" da Sky Ferreira , mas mais polida. A voz suave da jovem inglesa juntamente com os seus depoimentos genuínos demonstram que não é preciso a mensagem ser demasiado complexa para tocar o coração de uma multidão. 




2. Anoraak | Figure
MUST LISTEN: WE LOST (ft. SLOW SHIVER) | FIGURE | ODDS ARE GOOD
Em 2011 não ganhei apenas um filme favorito com Drive, também fui apresentado a uma nova corrente de artistas do mundo electrónico. Anoraak (aka Frédéric Rivière), foi um deles. Mantendo-se fiel ao seu estilo, o músico francês presenteou-nos com a banda sonora ideal para este Verão. Só tem um defeito, serem apenas quatro faixas e um remix. Figure é um EP pequeno em quantidade mas grande em conteúdo. Por entre batidas synthpop e melodias hipnotizantes é impossível ficar indiferente a tamanha genialidade.


3. Gnash | Us
MUST LISTEN:  I HATE U, I LOVE U (Ft. Olivia Brien) | RUMORS (Ft. Mark Johns) | U JUST CAN'T BE REPLACED (Ft. Rosabeales)
Se vos perguntar quem é o Gnash provavelmente vão pensar que é o nome de uma personagem de um desenho animado, mas aposto que já devem ter ouvido a canção "I Hate U, I Love U". Na sequência dos EP's U e Me lançados no ano passado, chega-nos a última peça do puzzle, Us. Num registo mais radio friendly, o jovem produtor de Los Angeles prova o porquê de ser apontado como um dos nomes promissores da indústria musical. Aos 23 anos, Gnash leva-nos numa viagem pessoal pelos altos e baixos da vida até alcançarmos o amor próprio. Apoiado de um leque de colaborações bem conseguidas  Buddy, Goody Grace, Mark Johns, Liphemra, Wrenn, Quin e Rosabeales  a combinação minimalista de R&B com alternativo, é estranhamente perfeita.


4. Hana | Hana
MUST LISTEN:  UNDERWATER | CLAY | WHITE

Tropecei acidentalmente no EP Hana e foi das melhores coincidências dos últimos tempos. O trabalho homónimo composto por cinco faixas é minimalista mas eficaz. Etérea ou até mesmo mística, o único senão desta colectânea é a pouca variedade sonora. Se não forem fãs da canção de abertura, provavelmente não vão achar piada ao resto. Felizmente, não pertenço a esse grupo. Com uma dualidade vocal fascinante que lhe permite cantar de forma suave e igualmente poderosa, o potencial de Hana é enorme. Agora só nos resta esperar por um álbum de estúdio ou novos EP's.

OUTROS ÁLBUNS A OUVIR (AQUI)

Já ouviram algum dos quatro álbuns? Qual é o vosso favorito?

domingo, 3 de julho de 2016

Pocket Reviews #23 ⤫ "Lackluster Action Films"


Classificação IMDb: 5.2/10
Classificação Ghostly Walker: 2/10

SINOPSE: Quatro ondas de ataques cada vez mais mortais deixaram a maior parte do planeta Terra em ruínas. Num ambiente de medo e desconfiança, Cassie embarca numa missão para salvar o seu irmão mais novo, enquanto tenta escapar à inevitável e letal, 5ª onda.

OPINIÃO: Não há palavras para descrever o quão mau este filme é. Conseguiram o impensável e piorar o, já por si terrível, mercado de produções cinematográficas young adult.

Como se o amadorismo dos efeitos especiais não fosse suficientemente terrível, tanto a história como elenco não valem nada. Sem querer contar spoilers, como é que, no meio de uma fuga/luta pela vida, duas personagens que perderam as respectivas famílias e nem sequer se conheciam, se lembram de "hum, vamos fazer sexo". WHAT?!

O guião é uma atrocidade e estupidamente previsível. Pergunto-me se os livros são igualmente lixo. Passaram-se meses desde que o vi e ainda me questiono como é que a Chloë Grace Moretz, que considero uma pessoa e actriz decentes, aceitaram participar de algo de tão baixo nível.


Classificação IMDb: 6.1/10
Classificação Ghostly Walker: 3/10

SINOPSE: Criados como membros do exército da Rainha do Gelo Freya, o caçador Eric e a companheira Sara, tentam esconder o seu amor proibido enquanto lutam para sobreviver à dupla de irmãs Freya e Ravenna.

OPINIÃO: Tendo em conta que dei ao original uma classificação de 7/10 e este levou 3/10, está tudo  dito. Mais uma para a lista de sequelas que nunca deveriam ter sido feitas. Quando soube que havia planos para continuar a história de 2012 fiquei entusiasmado, mas sem a Snow White, não faz qualquer sentido. Quero lá saber do raio do caçador!

Além da narrativa ser aborrecida, não há qualquer tipo de conteúdo ou propósito de acção. Sinto que perdi o meu tempo, sinceramente. Por muito que adore o trio feminino em cena, Charlize Theron, Emily Blunt e Jessica Chastain, não me convenceram. Tendo em conta o material que tinham para trabalhar, não as condeno.

Se pertencem ao grupo escasso de pessoas que preferiu a sequela ao original, por favor contem-me o que tomaram durante a sessão. O final do filme sugere uma continuação, esperemos que aprendam com os erros deste.


Classificação IMDb: 5.9/10
Classificação Ghostly Walker: 4/10
SINOPSE: Após as revelações arrebatadoras de Insurgent, Tris vai escapar com Four para o outro lado das paredes que guardam Chicago e finalmente descobrir a verdade chocante sobre o mundo em seu redor.

OPINIÃO: Boas notícias: falta mais um filme. Más notícias: ainda falta mais um filme. Tentando desesperadamente recriar o sucesso arrebatador de Hunger Games, a série Divergent simplesmente não consegue chegar ao mesmo patamar.

A história não é suficientemente interessante e, à excepção da protagonista, o elenco juvenil não convence nada nem ninguém. Nem com a adição de grandes nomes do cinema como Naomi Watts ou Kate Winslet conseguiram reverter a situação. No one cares!

Esta terceira parte foi a gota final. O pouco de "mistério" perdeu-se e a justificação deixou um sabor amargo na boca. O espectador é deixado com mais questões do que quando começou. Além do mais, a duração é extremamente longa e cansativa. Se ainda não viram, preparem-se para duas horas perdidas da vossa vida.


Classificação IMDb: 7.4/10
Classificação Ghostly Walker: 6/10

SINOPSE: Adorado como um Deus desde o início da civilização, Apocalypse foi o primeiro e mais poderoso mutantes do mundo. Ao acordar depois de milhares de anos, está desiludido com a desordem no mundo e recruta quatro cavaleiros para purificar a humanidade e criar uma nova ordem mundial. Cabe à equipa X-Men impedir o seu maior inimigo e salvar o planeta da destruição total.

OPINIÃO: Destruído pela crítica, não considero que seja assim tão mau. Tecnicamente falando, está fantástico. Os efeitos especiais complementam lindamente a acção, e os actores são altamente qualificados. O único senão é mesmo a narrativa que deixou um pouco a desejar. Perdeu-se o factor novidade graças ao modelo de "linha de montagem" que produz sequelas em massa.

Sou suspeito por gostar bastante deste universo desde criança. Apesar de não ler os comics, ainda me lembro de delirar quando os desenhos animados passavam na SIC de manhã. Inicialmente detestei o rejuvenescimento forçado das personagens, considerando uma espécie de desrespeito para com os actores. Quando finalmente me rendo ao novo núcleo, o resultado é uma história redundante.

Já viram algum dos quatro filmes? Qual é o vosso favorito e o que gostaram menos?

quarta-feira, 29 de junho de 2016

TGW RECOMENDA | Álbuns a ouvir #16




1. All Saints | Red Flag
MUST LISTEN: ONE STRIKE | THIS IS A WAR | ONE WOMAN ARMY | TRIBAL | MAKE YOU LOVE ME

Até custa a acreditar que as All Saints só lançaram três álbuns em 19 anos, sendo a época de ouro entre 1997 e 2001. O quarteto feminino responsável pela eterna "Pure Shores", está de volta após uma década longe dos holofotes, com Red Flag. Sem qualquer apoio de uma editora discográfica este disco é a prova de que nunca é tarde de mais para um comeback digno.

Inspirada pelo divórcio da amiga/colega, a integrante Shaznay Lewis escreveu todas as canções, incluindo o primeiro single, ironicamente intitulado "One Strike". A genialidade desta cantora-compositora transparece nas letras, cada uma mais pessoal e inteligente que a outra. Quando à sonoridade, mantiveram o seu estilo próprio mas mais polido: canções mid-tempo que embora não sejam necessariamente bangers, fluem magicamente com vocais harmoniosos.

Confesso que ainda estou em choque com a qualidade deste álbum. O rótulo girlsband não lhes faz justiça. As All Saints são um womengroup e a mensagem é clara, não brinquem com elas.


2. Little Big Town | Wanderlust
MUST LISTEN: ONE DANCE | THE BOAT | WORK | WILLPOWER | MIRACLE | ONE OF THOSE DAYS

Se não fosse pela sublime "Girl Crush", que lhes rendeu uma nomeação ao Grammy de "Canção do ano" e a vitória na categoria de "Melhor Canção Country", provavelmente nunca teria prestado a atenção devida a este grupo norte-americano.

Em Wanderlust, o quarteto quebra os moldes do típico som country, ao juntar-se a Pharrell Williams para criar um álbum pop-dance contemporâneo. A receita para o desastre revelou-se uma tacada de génio, ao casar a criatividade melódica do produtor com os vocais poderosos dos Little Big Town. Embora falte a componente emocional de trabalhos anteriores, é impossível não abanar o pezinho ao som de faixas como "Work", com sabor jamaicano, ou do single "One Dance".


3. Tegan and Sara | Love You To Death
MUST LISTEN: 1OOx | BOYFRIEND | U-TURN | DYING TO KNOW | WHITE KNUCKLES

Com quase 20 anos de carreira, só ao sétimo álbum é que o duo Tegan and Sara conseguiram romper a mainstream bubble com o aclamado "Heartthrob" (2013). O período de espera pelo sucessor terminou oficialmente com o lançamento de Love You To Death

Aproveitando o sucesso do projecto anterior, as irmãs gémeas seguiram o mesmo fio condutor: canções POP/electrónicas à la anos 80. Só há um problema. Ouvindo o disco do início ao fim, é impossível não reparar que se cai numa certa mesmice no que toca às estruturas e arranjos das canções. De qualquer forma, é refrescante ouvir e sentir as experiências pessoais na perspectiva de artistas lésbicas, algo importantíssimo nos dias de hoje.


4. Nick Jonas | Last Year Was Complicated
MUST LISTEN: CLOSE (ft. Tove Lo) | UNHINGED | TOUCH | COMFORTABLE

Aos meus olhos, quer dizer, ouvidos, o Nick Jonas é o equivalente ao David Carreira em Portugal. Se não foi explícito, o comentário é negativo. Não gosto do seu timbre e não considero que grande coisa. Dito isto, como acontece em vários casos, não nego que tenha canções freakin' catchy.

Dois anos após o auto-intitulado álbum, Nick Jonas, o ex-JB resolveu reciclar material antigo atrevam-se a dizer que a "Chainsaw" não é uma réplica da "Jealous e servir o sucessor, Last Year Was Complicated. Apesar do resultado serem 12 potenciais hits, a esmagadora maioria apoia-se em melodias já existentes de outros artistas como Mike Posner, Justin Timberlake e até The Weeknd. No jogo de ping pong entre o POP genérico e R&B sexual, resta saber qual é a identidade musical do cantor.

OUTROS ÁLBUNS A OUVIR (AQUI)

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domingo, 26 de junho de 2016

Pocket Reviews | O que tenho andado a ver #22


Classificação IMDb: 6/10
Classificação Ghostly Walker: 6/10
SINOPSE: Uma vendedora numa loja de tecidos escapa da sua vida mundana e rotineira através do poder da imaginação. Inspirando-se nos clientes que conhece durante o dia, cria cenários coloridos e hilariantes.

OPINIÃO: Com apenas 18 minutos de duração, Darby Forever é a primeira curta-metragem de Aidy Bryant e do projecto "Share the Screen", criado pela Vimeo. Para estimular a presença feminina cinema, o serviço de streaming vai apostar em trabalhos de pelo menos mais quatro cineastas ao longo deste ano.

Não podia ter começado de melhor forma. Por entre tons pastel esteticamente agradáveis, a personalidade de Aidy Bryant  criadora e protagonista deste filme  salta da tela. Sou suspeito por ser um grande apreciador dela no SNL mas, enquanto Darby, solidificou um lugar no meu coração. 

O casamento entre a realidade e imaginação da personagem principal é harmonioso e facilmente identificável. A loja de tecidos é caracterizada por luzes florescentes enquanto que nos seus sonhos prima a luz natural. Uma história demasiado curta com a qual qualquer um de nós se pode identificar.


Classificação IMDb: 6.9/10
Classificação Ghostly Walker: 7/10


SINOPSE: Uma mulher excêntrica e solitária, sacrificou a sua vida para cuidar da mãe, agora falecida. Na casa dos 60 anos, e motivada por um seminário de auto-ajuda, Doris interessa-se por um colega de trabalho, 30 anos mais novo que ela.

OPINIÃO: A premissa tinha tudo para ser o maior cliché de sempre mas graças ao casting certeiro da fenomenal Sally Field como protagonista, "Hello, My Name is Doris", é uma aposta vencedora. Nas mãos de uma actriz medíocre, Doris poderia facilmente tornar-se numa caricatura, desrespeitando pessoas com problemas psicológicos (não vou aprofundar para não contar spoilers), mas graças a Fields, o retrato foi digno e eficaz.

Há histórias que nos aquecem o coração e esta é uma delas. Embora não seja a narrativa mais criativa do mundo, a dimensão e profundidade que a Miss Fields atribui à sua personagem são razão suficiente para assistir a esta produção.

O elenco é competente mas sem nunca ofuscar a verdadeira estrela. Com o seu estilo altamente quirky, é impossível o espectador não se derreter com Doris, mesmo quando comete acções condenáveis. Um plus é a banda-sonora extremamente viciante. Quem me dera que os Baby Goya and the Nuclear Winters fossem reais!


Classificação IMDb: 5.4/10
Classificação Ghostly Walker: 5/10
SINOPSE: Jude é uma aspirante a cantora/compositora que apesar de alguma experiência, continua a lutar para deixar a sua marca no meio artístico. Sem dinheiro e onde ficar, volta para casa do pai, um cantor romântico desesperado por um comeback.

OPINIÃO: Quantas mais vezes vamos ter que ver um filme sobre uma família disfuncional privilegiada? Aparentemente, pelo menos One More Time. Fora de brincadeiras, esta produção de Robert Edwards foca-se num enredo cansado e mais que explorado.

Esta é uma história repleta de pessoas miseráveis, sem sentido de humor e egocêntricas, apesar de todos os luxos e oportunidades que tiveram na vida. Contrariando a regra, não existe qualquer crescimento das personagens. Atrevo-me a dizer que terminam da mesma forma que começaram, infelizes e mimadas.

O Christopher Walker é um senhor mas confesso que foi doloroso vê-lo numa produção deste tipo. Já a Amber Heard, problemas pessoais de lado, foi competente no papel de Jude. A relação tumultuosa entre pai e filha é a peça central do filme mas nem isso foi devidamente aprofundado. Uma pena.


Classificação IMDb: 6.9/10
Classificação Ghostly Walker: 7/10
SINOPSE: Quando os pais vendem a casa de família e decidem mudar-se para fora da cidade, pedem a Bianca que acolha Jane em sua casa. É então que a jovem com síndrome de Asperger tenta encontrar o seu primeiro namorado, com uma pequena ajuda da sua irmã mais velha.

OPINIÃO: Numa noite de tédio resolvi ver este filme para passar o tempo e foi das melhor decisões que tomei nos últimos tempos. Apesar da premissa simples, Jane Wants a Boyfriend leva-nos numa viagem de sentimentos, do riso ao choro, literalmente

Para garantir que o retrato das aventuras amorosas de Jane eram honestas, a produtora Kerry Magro, que é autista, deu o seu selo de aprovação. A seriedade mascarada com que o tema foi abordado merece uma salva de palmas, que por sua vez é estendida à Louisa Krause. 

Quer seja enquanto bebe álcool pela primeira vez ou quando cita de cor e salteado os diálogos do filme de culto dos anos '50 "Kansas City Confidential"  onde aprendeu tudo sobre amor  o desempenho de Krause é absolutamente hipnótico e estranhamente realista. Até em momentos mais difíceis, não conseguimos tirar os olhos dela.

Já viram algum dos quatro filmes? Qual é o vosso favorito e o que gostaram menos?

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