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quarta-feira, 22 de junho de 2016

Shitty Movies that I ♥


Com base nas minhas reviews cinematográficas, digamos que começo a ganhar uma reputação de tirano. Permitam-me que discorde. O meu único crime é dar uma opinião honesta, directa e justa sobre cada obra, independentemente do género, orçamento ou elenco.

Pode ser um choque para alguns mas, nem mesmo eu estou imune ao encanto de um filme de quinta categoria. Se pensarmos que a quantidade de produções miseráveis produzidas por ano supera, largamente, as de qualidade, parece-me inevitável.

Até organizar esta pequena lista  existem mais, mas estes são os principais  nunca me tinha apercebido nos elos de ligação entre as longas metragens. Além da temática mágica/sobrenatural (não me julguem, as crianças são impressionáveis), a maioria foi transmitida na SIC. Não sei se esse factor é positivo ou negativo. Fica ao vosso critério, ah!


#1. Coyote Ugly (2000)
NOTA: 6/10 | TRAILER: AQUI

SINOPSE: Decidida a realizar o sonho de se tornar numa compositora famosa, Violet muda-se para New York. Desesperada e sem um tostão, a rapariga tímida acaba por arranjar emprego num dos bares mais badalados da cidade, o selvagem e sensual Coyote Ugly.

OPINIÃO: Sempre que a SIC se lembra de transmitir esta preciosidade (uma vez por ano), podem encontrar-me colado ao ecrã. À primeira vista a premissa pode sugerir um teor completamente diferente à história. Não é uma promoção de nudez, muito pelo contrário, mas sim da importância de seguir os nossos sonhos. Talvez por me identificar com a protagonista, no que diz respeito à paixão pela música e não ter coragem de explorá-la por timidez, mas há algo neste filme que mexe comigo. Leve e bem-disposto, deixa-nos com aquela sensação de felicidade instantânea. Além da banda sonora contar com a intemporal "Can't Fight The Moonlight" da Leann Rimes, é impossível não gostar da bitchy Rachel.


#2. Practical Magic (1998)
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

SINOPSE: Sally e Gillian Owens são descendentes de uma família de bruxas que carrega uma maldição centenária: qualquer homem por quem as Owens se apaixonem, estará condenado a uma morte inevitável. Com a ajuda das tias, as duas irmãs vão ainda ter que resolver dois feitiços inesperados, uma alma gémea para uma e um morto-vivo para a outra.

OPINIÃO: Enquanto escrevia a sinopse só pensava que não faz jus nenhum ao filme. É com alguma vergonha que admito, esta é das minhas longas metragens favoritas. Tinha apenas 6 anos quando estreou em cinema, mas só o vi no ano seguinte quando passou na televisão. Dada a minha tenra idade, a simbologia, feitiços e afins, deixaram-me completamente encantado. Agora, por muito que tenha consciência que não é nenhuma obra-prima, não consigo deixar de vê-lo com aqueles olhos. A Sandra Bullock e a Nicole Kidman são fantásticas e a relação delas parece genuinamente verdadeira. É um autêntico chick-flick portanto podem contar com risos, lágrimas e um final com direito a "aw".


#3. The Craft (1996)
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

SINOPSE: Uma recém-chegada a um colégio católico cai nas mãos de um trio de adolescentes marginais que pratica bruxaria, evocando feitiços e maldições contra qualquer pessoa que as irrite.

OPINIÃO: Apesar de se passar num ambiente de highschool, The Craft é a obra mais obscura e "pesada" da lista. O que começa por ser uma viagem interessante pelo mundo da magia e feitiços básicos como mudar a cor de cabelo, transforma-se num autêntico pesadelo. Quando as raparigas decidem praticar magia negra em busca de mais poder, começa a verdadeira acção. A Fairuza Balk é sublime no papel de Nancy Downs, a antagonista mais assustadora de sempre e má como as cobras, literalmente. O olhar maníaco dela ainda assombra os meus pesadelos.


#4. Cursed (2005)
NOTA: 4/10 | TRAILER: AQUI

SINOPSE: Ellie e Jimmy sofrem um acidente de automóvel nocturno, numa estrada pouco movimentada em Los Angeles. Ao tentar ajudar a vítima do outro carro que caiu para a floresta, são atacados por um lobisomem, ficando apenas com ferimentos leves. A partir daí vão carregar uma maldição que os transformará, lentamente, em bestas assassinas. A única forma de reverter a situação é descobrirem a identidade humana do monstro que os atacou, matá-lo e separando a cabeça do corpo.

OPINIÃO: Sabem aqueles filmes que são tão maus, mas tão maus, que acabam por nos conquistar? Para alguém brutalmente honesto na classificação de obras cinematográficas, acreditem que me custa imenso admitir que aprecio esta bela trampa. Nem a direcção do lendário Wes Craven conseguiu salvar uma narrativa tão mastigada e pouco criativa. É o típico filme de terror adolescente, altamente cliché. Dito isto, e por uma razão que desconheço, já cheguei ao cúmulo de o ver duas vezes de seguida. Lord have mercy.


#5. The Witches of Eastwick (1987)
NOTA: 6/10 | TRAILER: AQUI

SINOPSE: Um trio de bruxas invocam o homem dos seus sonhos na sua terra de New England, Estados Unidos. Será a chegada do rico e irresistível Daryl Van Horne uma simples coincidência ou o resultado dos poderes inconscientes das três mulheres?

OPINIÃO: Digam o que disserem, esta longa metragem tem um elenco de luxo. Com nomes de peso como Cher, Susan Sarandon, Michelle Pfeiffer e claro, Jack Nicholson, The Witches of Eastwick é uma comédia bem divertida e óptima para passar o tempo. É incrível como existe aquele charme característico das produções à anos 80, mesmo numa história tão tola como esta. Existem várias versões quer na grande tela como na pequena, inspiradas no best-seller com o mesmo nome, mas esta ocupa um lugar especial na minha memória.


#6. Mamma Mia! (2008)
NOTA: 6/10 | TRAILER: AQUI

SINOPSE: Sophie está noiva e quer encontrar o seu pai antes do grande dia. O problema é que não tem a certeza de quem ele seja. Após ler em segredo os antigos diários da mãe, descobre que o progenitor pode ser um de três amores do passado. Apesar de saber que a mãe não vai concordar, a jovem decide convidá-los a todos para o casamento, na Grécia.

OPINIÃO: Sinceramente não compreendo o ódio todo que esta adaptação recebeu. Em Portugal quebrou recordes de bilheteira mas a crítica podia ter sido mais simpática. Os ABBA são o grupo predilecto da minha mãe, portanto ouvi muitas vezes o best-off na minha infância. Com musicas extremamente viciantes, um roteiro igualmente ridículo e divertido e as paisagens das Ilhas Gregas como fundo, o que é que se quer mais? Se não é o suficiente tenho apenas duas palavras: Meryl Streep. Agora a sério, é uma excelente opção para assistir em família ou então sozinhos, para poderem cantar sem pudores. 


Quais são os vossos shitty movies favoritos? Já viram/gostam de alguns destes?

domingo, 19 de junho de 2016

Pocket Reviews | O que tenho andado a ver #21
























Classificação IMDb: 4.7/10
Classificação Ghostly Walker: 3/10
Liderados por um falso profeta, a seita The Veil comete um suicídio em massa, deixando como única sobrevivente Sarah, com apenas 5 anos. Já adulta, retoma ao local das mortes, acompanhada por uma equipa de filmagem que estava a fazer um documentário sobre o massacre. Rapidamente o grupo percebe que algo de muito estranho e perturbador poderá voltar a repetir-se.

Honesty time: só vi o filme por ter como protagonistas a Lily Rabe e Jessica Alba. De facto, o elenco bem tenta, mas a narrativa está tão mal construída que é inevitável fugir ao fiasco. O ângulo dos cultos tinha o seu interesse, mas a execução deixou muito a desejar. 

A partir de meio, a acção estagna, obrigando o espectador a assistir a uma espécie de jogo repetitivo entre gato e rato. Outro factor negativo é o filtro utilizado na gravação. Tudo bem, querem dar uma aura "assustadora", mas se não conseguir ver nada, bem podem tentar que não surte efeito.

Calculo que os cachés tenham sido elevados, caso contrário é completamente inconcebível actores outrora competentes (os protagonistas) aceitarem participar num projecto deste tipo. 


Classificação IMDb: 6.8/10
Classificação Ghostly Walker: 8/10





New England, 1630. Após serem expulsos de uma comunidade extremamente religiosa, por possuírem uma fé diferente, um casal e os seus cinco filhos mudam-se para um local isolado. À beira do bosque, a família começa a passar com situações estranhas: a plantação morre, os animais tornam-se violentos, e o bebé recém-nascido desaparece. Paranóicos, começam a questionar se não estarão a ser alvo de feitiçaria de uma bruxa, talvez até mais perto do que imaginam...

Desde que o trailer oficial foi lançado no ano passado que andava em pulgas para ver o The Witch. A demora valeu a pena, está sensacional! Após milhares de produções cliché, repletas de truques banais, é refrescante encontrar uma obra ponderada e que sabe construir a tensão ao longo da história.

Não é o típico filme assustador. Seguindo um molde semelhante a longas como The Village ou The Blair Witch Project, o terror é psicológico. Quando não vemos nada propriamente explícito e mesmo assim sentimos medo, é porque o trabalho está bem feito.

O director e roteirista Robert Eggers fez um trabalho excepcional ao relacionar simbolismos religiosos, misticismo e natureza. A fotografia e elementos sonoros são de cortar a respiração, e o núcleo de actores no mínimo, sublime. Até ao momento, recebe o TGW Award de Melhor Filme de Terror do Ano.


Classificação IMDb: 6/10
Classificação Ghostly Walker: 4/10
Decidida a fugir do passado e começar uma nova vida, Greta, deixa os Estados Unidos e aceita um emprego como ama numa pequena cidade inglesa. Quando percebe que Brahms, a criança que era suposto cuidar, não passa de um boneco de porcelana em tamanho real, fica em choque. Para o casal Heelshire, o boneco representa o filho que perderam há duas décadas. Antes de se ausentarem, entregam a Greta uma lista de regras a cumprir rigorosamente. Sozinha, a jovem decide ignorá-las, desencadeando acontecimentos inexplicáveis que lhe fazem questionar se o boneco pode estar vivo.

Pertenço ao grupo de pessoas que não morre de amores por bonecos de porcelana. Objectos de colecção para uns, motivos de pesadelos para outros. Não devia, mas com alguma expectativa que assisti ao The Boy. Pela classificação atribuída, escusado será dizer que fiquei desiludido. Vi-o em Madrid, quando fui visitar a minha namorada e para terem noção, é tão descabido que acabámos os dois a rir.

A Lauren Cohan é uma excelente actriz e até neste contexto conseguiu uma interpretação convincente. O problema, como sempre, está na narrativa.


Classificação IMDb: 7.4/10
Classificação Ghostly Walker: 7/10



Depois de um acidente de carro que a deixou inconsciente, Michelle acorda na cave de um desconhecido. O aparente captor, explica-lhe que houve um ataque químico à escala mundial e que quando a encontrou na estrada, salvou-lhe a vida ao trazê-la para o bunker. Se inicialmente o choque a faz acreditar no que lhe dizem, com o passar do tempo, começa a desconfiar das suas intenções e até que ponto o isolamento da atmosfera exterior é mesmo necessário. Começa então a planear uma forma de escapar, independentemente do que possa encontrar lá fora.

Apesar de não ser uma sequela propriamente dita de Cloverfield (2007), é inegável que se insere no mesmo universo de destruição por parte de um monstro de origem desconhecida e contado do ponto de vista do habitante comum.

O trailer deixou-me dividido mas fiquei positivamente aliviado com resultado final. Tendo em conta o panorama actual do género, 10 Cloverfield Lane, é uma lufada de ar fresco, se bem que ainda queria mais.

Tenso e cheio de suspense, a Mary Elizabeth Winstead é a peça-chave nesta produção à la Hitchcock. Com uma interpretação altamente convincente e cheia de garra da protagonista, personifica bem o factor "podíamos ser nós ali". É impossível não ficar à beira de um ataque de nervos em algumas cenas.

Já viram algum dos quatro filmes? Qual é o vosso favorito e o que gostaram menos?

sexta-feira, 17 de junho de 2016

TGW RECOMENDA | Álbuns a ouvir #15



1. Lion Babe | Begin
MUST LISTEN: JUMP HI (ft. Childish Gambino) | WONDER WOMAN | ON THE ROCKS | WHERE DO WE GO | IMPOSSIBLE | TREAT ME LIKE FIRE

As chances de nunca terem ouvido falar de Lion Babe são bastante elevadas. Isso muda agora. Após um período de gestação de quase três anos, o duo formado pela cantora Jillian Hervey (filha da actriz Vanessa Williams) e o produtor Lucas Goodman, navegam por entre o disco, house, e o neo-soul, no disco de estreia. Esta mescla de sons resulta num R&B alternativo pouco inovador mas nem por isso aborrecido.

Begin é a prova de que nem sempre é preciso uma abordagem agressiva na experimentação de sons para se conseguirem bons resultados. Os jovens norte-americanos apostam numa espécie de tributo a cantores e melodias do passado, e o resultado é satisfatório.


2. Seafret | Tell Me It's Real
MUST LISTEN: OCEANS | ATLANTIS | MISSING | WILDFIRE

Se houve álbum que mais ouvi desde que comecei a trabalhar, foi este. Tell Me It's Real é o disco de estreia do duo Seafret e a sua sonoridade acústica recordam-me de nomes como RY X, Bon Iver ou até Ed Sheeran. Por outras palavras, altamente zen e relaxante.

É na simplicidade que os jovens britânicos brilham, especialmente nas baladas. O conjunto de 13 faixas é genuíno, cru e naturalmente emotivo. Os temas não são propriamente mind blowing  amores e relações falhadas  mas ainda assim, a única crítica a apontar são as letras. Não é que sejam más, mas um pouco de conteúdo ajudava, nota-se que precisam de algum amadurecimento.


3. Tom Odell | Wrong Crowd

Quando iniciou a sua carreira em 2012, as expectativas sobre Tom Odell eram estratosféricas. Antes sequer de lançar o primeiro disco, recebeu o seu primeiro BRIT Award, na sequência do sucesso do brilhante single de estreia, "Another Love". Apesar da opinião mista da crítica, o disco atingiu a primeira posição no UK e três anos depois, chega-nos o sucessor, Wrong Crowd.

Além da voz e aura melancólica a que já estamos habituados, fico feliz que os backing vocals ou "vocais de apoio"  dão uma dimensão completamente diferente às canções  e as melodias lideradas pelo piano, continuem a ser o foco principal do artista. Odell volta a provar que, antes de mais, é um compositor. Alguns dos artistas referidos neste quarteto podiam aprender uma coisa ou outra com o jovem britânico. Se andar com a wrong crowd resultou num crescimento evidente e um projecto deste calibre, que continue assim.

4. Flume | Skin
MUST LISTEN: HELIX | NEVER BE LIKE YOU (ft. Kai) | SMOKE & RETRIBUTION (ft. Vince Staples & Kučka) | SAY IT (ft. Tove Lo) | PIKA | INNOCENCE (ft. AlunaGeorge)

Neste segundo álbum, Flume solidifica a sua posição como um dos melhores e mais originais artistas de música electrónica. Skin não é perfeito, mas anda lá perto. Assinando praticamente tudo no disco, o produtor australiano está no seu melhor quando mistura sons que à partida nunca combinariam, mas com o seu toque, originam melodias freneticamente mágicas. 

Com participações de vozes como Tove Lo, Kai, AlunaGeorge, Vince Staples, Little Dragon e Beck, o jovem de 24 anos voltou a oferecer um trabalho coeso, e com uma sonoridade simultaneamente futurista e moderna. Intoxicante, é o sinónimo ideal para descrever esta produção.

OUTROS ÁLBUNS A OUVIR (AQUI)

Já ouviram algum dos quatro álbuns? Qual é o vosso favorito?

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Pocket Reviews | O que tenho andado a ver #20




Classificação IMDb: 6/10
Classificação Ghostly Walker: 2/10


A poucos dias de se casar e tornar-se sócio do escritório de advocacia do futuro sogro, Jason (Zac Efron) é forçado a levar o avó a Boca Raton, uma cidade na Florida (EUA). Depois do falecimento da sua mulher, Dick (Robert De Niro) que aproveitar o que a vida ainda tem para lhe oferecer. Convencido de que o neto vai cometer um erro enorme ao casar-se, arrasta-o numa aventura inconsciente e descontrolada com danos irreversíveis.

Começo a ficar preocupado com o Robert De Niro. Não estou a par da sua situação económica, mas para um actor de elite como ele, aceitar participar de um projecto tão medíocre como este, algo está claramente errado. Sejamos sinceros, basta ver o trailer para perceber que não vale nada.

Dirty Grandpa está categorizado como "comédia" mas risos nem ouvi-los. Além de cansado e desinteressante, o guião está marcado pelo uso excessivo de palavrões e outras expressões do género mas sem qualquer piada. A tentativa desesperada de "chocar" o espectador revela um amadorismo patético e infantil. Sobre as interpretações farei jus à expressão "mais vale estar calado".


Classificação IMDb: 5.3/10
Classificação Ghostly Walker: 2/10
Michelle Darnell, conhecida pela sua fortuna e mau feitio, vê a vida virada do avesso quando é considerada culpada num caso de corrupção. Após algum tempo atrás das grades, é-lhe concedida liberdade condicional e a ex-magnata recorre a Claire, a assistente que durante anos explorou, e Rachel, a filha desta. Determinada a recuperar os milhões que perdeu com a ajuda da dupla mãe e filha, Michelle acaba por perceber que existem coisas que o dinheiro não pode comprar.

Não digo que foi uma decepção por já calcular que seria uma valente trampa cinematográfica. Infelizmente, estava certo. O marido da Melissa McCarthy devia ficar-se pela interpretação e deixar a área da realização para profissionais. O desastre "Tammy" não foi suficiente?

A Melissa já me roubou valentes risos no passado, pena que no presente não possa dizer o mesmo. Embora a considere "cómica", ao contrário de actores como o Bill Hader, por exemplo, o material é essencial para a eficácia da "piada". Dada uma história e diálogos tão pobres, não é de admirar que a interpretação não tenha sido memorável.


Classificação IMDb: 4.9/10
Classificação Ghostly Walker: 3/10
Uma década depois de serem os modelos masculinos mais requisitados pelos grandes estilistas da época, Zoolander e Hansel, deixaram a indústria. Quando várias celebridades famosas e jovens como o Justin Bieber e a Demi Lovato começam a aparecer mortas com o célebre olhar "Blue Steel"  imagem de marca de Zoolander , Valentina, uma agente da Interpool pede ajuda aos antigos modelos para investigar os assassinatos.

São casos destes que me deixam aliviado por não existir um "Bridesmaids 2". Comédia com qualidade é difícil, mas as sequelas parecem ser impossíveis. Embora não compreenda ou concorde com a hype extremamente overrated em volta do primeiro filme, ao menos era original. Estúpido, mas original.

Escusado será dizer que os diálogos propositadamente absurdos que resultavam há 15 anos atrás, agora provocam vergonha alheia. Digamos que existem mais participações de "famosos" do que gargalhadas. 

Os únicos pontos positivos são a interpretação da Kristen Wiig e do Will Ferrell. Já que gostam tanto de sequelas, dêem-lhes um spin-off, de certeza que seria melhor que um Zoolander 3


Classificação IMDb: 6.2/10
Classificação Ghostly Walker: 2/10
Depois de se livrarem de uma residência universitária masculina que existia ao lado da sua casa, Mac e Kelly estão numa fase estável. Com a pequena Stella mais independente e um segundo filho quase a nascer, decidem mudar-se para uma moradia nos subúrbios. Para que a compra seja finalizada, só precisam vender a habitação actual. Quando encontram compradores interessados, descobrem que a casa vizinha se transformou numa residência universitária, dificultando a venda. Ocupada por um grupo de feministas que fazem de tudo para combater o sistema "sexista e restritivo" da faculdade, o casal terá que lutar, novamente, pela paz e sossego do bairro.

As palavras referidas na crítica anterior sobre sequelas aplicam-se inteiramente aqui. Embora ciente que "qualidade" nunca esteve propriamente sobre a mesa, confesso que até gostei do primeiro filme. Este Neighbors 2 é uma cópia inferior do original. Nem o elenco com nomes competentes como Rose Byrne e Chloë Moretz foi o suficiente para salvar um argumento rebuscado.

Não esbocei um sorriso que fosse, quanto mais uma gargalhada. O Zac Efron foi mais uma vez usado como man-candy e ainda há quem diga que a objectificação sexual é um fenómeno exclusivamente feminino. Trágico.

Já viram algum dos quatro filmes? Qual é o vosso favorito e o que gostaram menos?

sexta-feira, 20 de maio de 2016

TGW RECOMENDA | Álbuns a ouvir #13



1. Gallant | Ology
MUST LISTEN: BOURBON | COUNTING | CHANDRA | PERCOGESICEPISODE | BONE + TISSUE | WEIGHT IN GOLD

Fãs de Sam Smith e MKNE, não têm de quê. Após um ano a provocar-nos com faixas sublimes como "Talking In Your Sleep", "Weight in Gold" e a colaboração épica com ZHU em "Testarossa Music", chegou finalmente a altura de Gallant lançar o álbum de estreia, Ology. O trabalho composto por 16 faixas é sofisticado, com um pé no R&B e o outro no synthpop, com uma dose industrial de soul graças aos vocais poderosos do jovem nova-iorquino. Ganhei um novo artista favorito.

2. Drake | Views
MUST LISTEN: ONE DANCE (ft. Wiz Kid, Kyla) | HYPE | TOO GOOD (ft. Rihanna) | KEEP IT IN THE FAMILY | CONTROLLA | WITH YOU (ft.PARTYNEXTDOOR)

O quarto álbum de inéditas do Drake é demasiado longo e estranhamente monótono. Com um discurso amargo, mesquinho e altamente desgastado, Views não me convenceu. Apesar da atmosfera negativa, existem um ou outro momentos fantásticos pelo meio, um deles a viciante "One Dance" que actualmente lidera os tops norte-americanos. Aproveitando o sucesso estrondoso e surpreendente da colaboração com a Rihanna em "Work", o rapper retribuiu o favor em "Too Good", que segundo consta, originalmente seria para o disco Anti da cantora dos Barbados mas foi descartada.


3. Meghan Trainor | Thank You
MUST LISTEN: NO | BETTER (ft. Yo Gotti) | ME TOO | KINDLY CALM ME DOWN | CHAMPAGNE PROBLEMS | WOMAN UP

À excepção de "All About That Bass", hit que a colocou no mapa enquanto cantora, confesso que o álbum de estreia da Meghan Trainor passou-me um pouco ao lado. Surpreso pelo anúncio de um novo disco com apenas um ano de diferença do anterior, o lançamento do primeiro single, "NO", deixou-me a querer mais. Thank You começa bem mas a meio parece perder o fio à meada. Liricamente falando, é mais do mesmo, uma carta de amor a si própria. Dito isto, é inegável o potencial tremendo de algumas faixas como a tropical "Better" e a infecciosa "Me Too". A título de curiosidade, a Meghan regravou a música "Woman Up" da Ashley Roberts, ex-integrante das Pussycat Dolls.

4. James Blake | The Colour in Anything
MUST LISTEN: F.O.R.E.V.E.R. | MODERN SOUL | MEET YOU IN THE MAZE | RADIO SILENCE | I HOPE MY LIFE -1-800 MIX | THE COLOUR IN ANYTHING

Um dia em que o James Blake lança música nova é um dia feliz. Se apenas conhecem este nome devido à participação na faixa "Forward" da Beyoncé, deviam ter vergonha! O jovem britânico está algures no pódio dos meus cantores favoritos e não podia estar mais satisfeito com o lançamento do terceiro disco, The Colour In Anything

Considerado por mim como o equivalente masculino da Lana Del Rey, no que diz respeito à melancolia, se ouvirmos com atenção, percebemos que algo mudou. Como ele próprio explicou em entrevistas, este trabalho representa uma mudança de maré, pessoal, musical e geograficamente. Amores perdidos, falta de comunicação e derrota, são os temas centrais, podendo tornar-se verdadeiramente deprimente. Contudo, também existem mensagem importantes como o facto de ser normal estar magoado ou sozinho, e que um desgosto de amor ajuda-nos a andar com a nossa vida para a frente. Além da sonoridade electrónica, apoiada em sintetizadores, que o tornaram conhecido, é nas canções despidas de instrumentos, como "Meet You in the Maze" que atinge o jackpot.

OUTROS ÁLBUNS A OUVIR (AQUI)

Já ouviram algum dos quatro álbuns? Qual é o vosso favorito?

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Pocket Reviews | O que tenho andado a ver #18



Classificação IMDb: 6.6/10
Classificação Ghostly Walker: 5/10



Revoltada ao descobrir que foi rotulada como DUFF (Designated Ugly Fat Friend) ou em bom português, a típica amiga feia e gorda, Bianca pede ao vizinho que a ajude a mudar de visual e a ser mais sociável, e em troca ela certifica-se que ele passa de ano. 

Cliché é a palavra de ordem. A rapariga simplória que é gozada pela menina mimada, que por sua vez namora com o rapaz giro por quem ela secretamente tem sentimentos. Pelo meio há uma tentativa de makeover e voilá, apresento-vos The Duff.

À partida, o conceito era interessante, mas a execução deixa muito a desejar. O elenco é absolutamente desastroso. Além de não ser minimamente credível, não existia qualquer tipo de química entre a Bianca e as suas duas melhores amigas. A Bella Thorne como "vilã" foi uma anedota  umas aulas de representação precisam-se urgentemente. Tendo em conta o argumento tortuoso com que tinham que trabalhar, o "casal" de protagonistas foi razoável.

Com algumas piadas certeiras pelo meio, a melhor parte desta desgraça foram os professores ridiculamente. Calculo que apenas uma criança vá achar piada a esta trampa.


Classificação IMDb: 7.2/10
Classificação Ghostly Walker: 6/10
Após ser levada para um colégio interno com apenas 10 anos de idade, Myrtle "Tilly" Dunnage regressa à terra natal, na Austrália, para tomar conta da sua mãe que está doente. Recorrendo à sua experiência na alta costura Parisiense, Tilly transforma as mulheres da cidade em autênticas vedetas rurais, e simultaneamente, descobre pormenores interessantes sobre a sua infância que a levam a preparar um plano de vingança contra todos os habitantes de Dungatar.

Passou-se um mês desde que vi o The Dressmaker e ainda não consegui formular uma apreciação final sobre o mesmo. De uma maneira geral, o veredicto é positivo. Não nego que o desenrolar poderia ter sido mais criativo e empolgante, mas a partir do momento em que Tally consegue, finalmente, ser feliz, a obra passa de um drama romântico pouco entusiasmante para um inesperado filme de vingança com pitadas de humor negro geniais.

Ao contrário da esmagadora maioria de produções cinematográficas, o final eleva o resto do filme. Ainda assim, e nem com as interpretações impecáveis de Kate Winslet, Judy Davis e Hugo Weaving, conseguiram compensar por uma primeira parte um tanto ao quanto entediante e com algumas falhas chocantes na caracterização.


Classificação IMDb: 4.7/10
Classificação Ghostly Walker: 2/10



Numa tentativa de se reaproximar de Summer, a problemática filha adolescente, Maggie decide fazer uma viagem a Itália, local onde vinte anos antes passou os melhores meses da sua vida. No processo, reencontra Luca, um italiano por quem estivera loucamente apaixonada há duas décadas atrás, mas Maggie terá que lidar com as constantes tentativas de fuga de Summer, que está decidida a voltar para New York.

Existem alturas da nossa vida em que questionamos as nossas acções. Ver este filme foi uma delas. Pensar que em tempos a Sarah Jessica Parker era uma actriz relevante e agora tem que recorrer a papéis ocos e sem qualquer conteúdo como este.

Ainda não consegui compreender o porquê desta história absolutamente irrelevante e de um amadorismo chocante, ter sido produzida. O núcleo de actores é minimamente competente, mas os papéis são muito, muito maus e sem qualquer espaço para crescimento. Passei o tempo inteiro como uma criança numa viagem de carro, "já está quase a acabar?".

All Roads Lead To Rome é uma "comédia" romântica que de cómico não tem nada. O elenco conta ainda com Raoul Bova, Rosie Day, Paz Vega e Claudia Cardinale.


Classificação IMDb: 6.6/10
Classificação Ghostly Walker: 4/10
Quando ainda era muito jovem, o chef Adam Jones conheceu a fama, fortuna e reconhecimento internacional que lhe valeram duas estrelas Michelin. A promissora carreira gastronómica cai por terra devido a vaidade e consumo de drogas. Agora, Adam decide colocar a sua vida nos eixos e começar do zero em Londres, Inglaterra, na esperança de abrir um restaurante que arrebate os clientes e o faça merecer uma terceira estrela. Para que o sonho se torne realidade, vai precisar de uma equipa que esteja tão motivada como ele e que consiga corresponder às suas expectativas.

Destruído pela crítica, estava à espera de pior. Embora não seja a produção mais interessante ou original de todos os tempos, não é o lixo que descreveram. Com um protagonista arrogante a partilhar o humor de cão do mediático chef Gordon Ramsay, escusado será dizer que a personalidade explosiva e auto-destrutiva de Adam Jones foi um dos factores positivos da obra.

A prestação de Bradley Cooper foi segura e convincente, mas não o suficiente para elevar uma narrativa tão aborrecida. Ao fim ao cabo trata-se de uma jornada culinária e existencial que, sem o protagonista, não tem qualquer tipo de interesse.


Já viram algum dos quatro filmes? Qual é o vosso favorito e o que gostaram menos?

sexta-feira, 18 de março de 2016

CINEMA | Pocket Reviews #17


Classificação IMDb: 4.6/10
Classificação Ghostly Walker: 2/10


Uma família muda-se para uma casa nova e descobre uma caixa com dezenas de cassetes de vídeo antigas. Quando as decidem ver, apercebem-se de algo bizarro, as imagens parecem comunicar directamente com eles. Simultaneamente, começam a ocorrer fenómenos paranormais que colocam a segurança da família em causa.

Sou o primeiro a admitir que passei noites acordado com medo do Paranormal Activity (2007). Riam-se se quiserem, mas é verdade. Por se tratar de um tipo de terror psicológico e gravado de modo quase amador, mexeu comigo. Infelizmente, o mesmo não pode ser dito sobre o resto da franquia.

Como de costume numa saga desta dimensão, uma história que criativa origina réplicas preguiçosas, cujo único propósito é facturar milhões. Ghost Dimension é o melhor exemplo desta moda. O último capítulo não podia ter sido pior. Arrisco-me a dizer que é mesmo o pior de todos. 

Prometeram que todas as questões seriam finalmente respondidas, não estava à espera é que se superassem na mediocridade. Curiosamente, o principal factor negativo é o uso vergonhoso dos efeitos especiais. A essência "caseira" que conquistou tantos fãs, morreu. Esperemos que continue assim.


Classificação IMDb: 4.9/10
Classificação Ghostly Walker: 6/10
Informada sobre o desaparecimento da sua irmã gémea na floresta de Aokigahara, no Japão, Sara teme o pior. Famosa por ser o local escolhido por centenas de suicidas, também são muitas as histórias relacionadas com fantasmas dos que morreram e de espíritos malignos característicos da mitologia japonesa. Decidida a encontrar Jess, a sua irmã, Sara ignora todos os avisos contrários e entra na floresta. Rapidamente a jovem percebe que cometeu um erro enorme. 

Liderada por prestações convincentes de Natalie Dormer (Game of Thrones e Hunger Games) e Tyler Kinney (Chicago Fire), foi o melhor filme de terror que vi nos últimos tempos. Dito isto, está a milhas de distância da perfeição. Tendo em conta que a fasquia deste género cinematográfico é tão baixa, algo que seja minimamente diferente já me deixa entretido. 

As referências aos mitos da cultura japonesa são extremamente interessantes e, juntamente com cenas bastante creepy, um dos pontos positivos do filme. Quando tudo parecia encaminhado, a meio da história há uma quebra na qualidade narrativa, culminando num final altamente previsível e insonso.


Classificação IMDb: 3.8/10
Classificação Ghostly Walker: 3/10



Duas raparigas são sequestradas por um grupo de fanáticos que acreditam no poder do martírio e sacrifício. Crentes de que novos conhecimentos podem ser obtidos através de tortura psicológica e física, uma das jovens é exposta a cruéis actos de violência. Quando a amiga consegue escapar, só lhe resta fazer com que o culto pague pelos seus crimes.

O cinema americano voltou a atacar e a re-filmar uma longa-metragem estrangeira. Dirigido pelos irmãos Kevin e Michael Goetz, Martyrs é um remake do francês de 2008. Sou suspeito por não ter visto o original, mas tendo em conta que foi aclamado pela crítica enquanto que esta versão foi deixada para morrer na beira da estrada, tirem as vossas próprias conclusões.

Protagonizado pela Troian Bellisario aka a Spencer das Pretty Little Liars, é uma história de vingança pura. Com imagens de violência gratuita contra mulheres, cenas de tortura chocantes e sangue à mistura, nem todas as pessoas terão estômago para assisti-lo.

O único motivo pelo qual não recebeu uma cotação mais baixa, é pelo teor fresco da exploração dos eternos mártires. Só é uma pena que se tenham esquecido de tudo o resto: boas interpretações e um guião inteligente.


Classificação IMDb: 4.4/10
Classificação Ghostly Walker: 2/10
Uma rapariga é misteriosamente morta depois de se gravar a jogar, sozinha, com uma tábua de Ouija. Recusando-se a acreditar que a melhor amiga se suicidou, Laine convence os restantes elementos do seu círculo de amigos a investigar. O grupo de jovens acaba por tentar contactar a amiga no além, através da placa  da Ouija, mas eventualmente apercebem-se que cometeram um terrível erro ao abrirem um portal para o mundo dos mortos.

Pensar que estive quase dois anos a querer ver este filme. A premissa é razoável, mas muito mal aproveitada. Os elementos típicos do género estão lá: o plot twist, a heroína teimosa, as personagens secundárias — que só servem para irem morrendo enquanto os protagonistas sobrevivem, obviamente, a tudo —,e a lição de moral mais antiga que o Ambrósio, "não se brinca com os mortos".

Ouija tenta causar medo mas, não passa de um terror genérico e até infantil. O guião não presta, está mal realizado e chegamos ao final com uma sensação de perda de tempo. 

O elenco conta com nomes conhecidos das séries norte-americanas, como Olivia Cooke (Bates Motel) e Shelley Hennig (Teen Wolf). Ainda bem que ambas têm outros trabalhos, porque este projecto é uma nódoa no currículo.

Já viram algum dos quatro filmes? Qual é o vosso favorito e o que gostaram menos?

domingo, 28 de fevereiro de 2016

CINEMA | Pocket Reviews #16

Classificação IMDb: 7.2/10
Classificação Ghostly Walker: 7/10
Jules Ostin, fundadora e directora executiva de uma empresa que vende roupa online, aceita participar de um programa de sensibilização da comunidade para o bem-estar da terceira idade. Nesse contexto, conhece Ben Whittaker, um homem de 70 anos que encontra no estágio sénior a oportunidade de escapar ao tédio da reforma. Olhado com desconfiança ao princípio, acaba por se tornar no "pai" do escritório, conselheiro e optimista. Quando Jules vê a sua liderança questionada por accionistas da sua própria empresa, que a consideram demasiado jovem para decisões importantes, tudo muda.

Por entre centenas de produções pouco originais e clichés, são poucas as que nos conseguem tocar. Esta foi uma delas. Sim, é o típico filme de fim-de-semana, mas por incrível que pareça, surpreendeu-me pela positiva. Nunca pensei que a combinação Hathaway + De Niro funcionasse mas derreti-me com a evolução da relação das suas personagens. É o tipo de histórias que nos aquece o coração e nos faz rir ao mesmo tempo.

Com realização e argumento de Nancy Meyers, The Intern é uma comédia sobre segundas oportunidades com um elenco de luxo como Adam DeVine, Nat Wolff, Christina Scherer, Anders Holm e Zack Pearlman.


Classificação IMDb: 6.8/10
Classificação Ghostly Walker: 5/10
No mesmo dia em que Elle Reid termina com a sua namorada, a neta Sage aparece em sua casa a precisar de 600 dólares até ao final da tarde. Temporariamente falidas, avó e neta passam o dia a tentar arranjar dinheiro, enquanto as suas visitas inesperadas a velhos amigos e antigas paixonetas acabam por desenterrar segredos. As duas enfrentam uma viagem em que Elle terá que confrontar o passado e Sage preparar-se para o futuro.

Aclamado pela crítica, Grandma tinha tudo para dar certo mas não me convenceu. Escrito e dirigido por Paul Weitz  que criou o papel de Elle especificamente para a soberba Lily Tomlin , é um filme sobre mulheres. 

São raras as ocasiões em que conseguimos ver três gerações de mulheres reflectirem sobre questões pertinentes como amor, sexo e aborto na grande tela. Weitz fez um trabalho cuidadoso, e que aprecio, ao utilizar as referências correctas à cultura lésbica e direitos do movimento feminista. Por muito complexa que a personagem Elle, a execução da longa-metragem deixou-me com uma enorme sensação de bocejo permanente. Tratando-se de uma história que merece ser contada, é uma pena.


Classificação IMDb: 5.9/10
Classificação Ghostly Walker: 2/10
Há três dias atrás, Dillford era uma cidade calma onde todos seguiam as suas vidas normalmente: os vampiros no topo da pirâmide social, os zombies na base os os humanos sobrevivendo pelo meio. Com a chegada de uma invasão alien, o apocalipse é instalado e o balanço destruído. Face a esta situação, três adolescentes, um humano, uma vampira e um zombie, unem forças para se livrarem dos extraterrestres e restaurar a ordem da pequena cidade.

Que valente bosta. Quando pensei já ter visto de tudo, heis que sou surpreendido com uma produção de fundo de escada que enaltece tudo o que há de errado na cultura popular actual. O argumento "é uma sátira" é a desculpa ideal mas, aqui, não cola. 

Qualquer tentativa de comic relief só conseguiu provocar vergonha alheia. Se a Vanessa Hudgens não tivesse brilhado no musical Grease, diria que esta tinha sido a última cartada na sua carreira de actriz. 

Quanto ao protagonista, não existem palavras suficientes para descrever o quão infeliz ele é. Digamos que o responsável pelo casting de Freaks of Nature merecia ser despedido, juntamente com o autor, claro. 


Classificação IMDb: 6.4/10
Classificação Ghostly Walker: 2/10


Contrariado com a mudança da agitada cidade de Nova Iorque para a aborrecida Greendale, Zach Cooper muda de ideias após conhecer Hanna, a vizinha do lado. Proibido de visitá-la pelo seu pai, o jovem fica em choca ao descobrir que o homem se trata do escritor mundialmente famoso R. L. Stine (conhecido por várias colecções juvenis de histórias de terror), e que, trancados na sua biblioteca privada, estão todos os monstros por si criados nos livros que escreveu. Quando as criaturas se libertam dos manuscritos, os jovens e o escritor terão que arranjar maneira de os capturar e enviá-los de volta para o lugar de onde nunca deveriam ter saído.

Fã da série televisiva "Arrepios" que passava aos fins-de-semana de manhã na SIC, fiquei entusiasmado com a notícia de que seria feita uma adaptação cinematográfica. Que valente murro no estômago. Se a decepção matasse, estaria morto e enterrado.

O casal protagonista é o maior cliché de sempre. O típico rapaz bonitinho com geito de engatatão e a rapariga misteriosa (cuja expressividade rivaliza com a da Kristen Stewart), ambos com uma necessidade tremenda de umas aulas de representação. E depois temos o Jack Black, outrora considerado um dos grande nomes da comédia norte-americana e que agora aceita projectos preguiçosos e absolutamente ridículos como este.

Já viram algum dos quatro filmes? Qual é o vosso favorito e o que gostaram menos?

domingo, 21 de fevereiro de 2016

CINEMA | Pocket Reviews #15




Classificação IMDb: 7/10
Classificação Ghostly Walker: 5/10



Um desmoronamento faz com que a única entrada e saída de uma mina seja lacrada, prendendo 33 mineiros a mais de 700 metros a baixo do nível do mar. Sem escapatório e sob temperaturas elevadas, os homens são liderados por Mario Sepúlveda (António Banderas), no racionamento do pouco alimento disponível e sanidade do grupo. Simultaneamente, o Ministro da Energia Laurence Golborne (Rodrigo Santoro) faz o possível para conseguir que os mineiros sejam resgatados, face dificuldades técnicas e o próprio tempo.

Baseado no livro Deep Down Dark de Héctor Tobar, The 33 conta a verdadeira história do grupo de homens que ficou preso numa mina no Chile em 2010. Pouco sabia deste caso sem ser o que vi nos noticiários da altura. Caricatamente, esta produção é muito superficial. Existe uma tentativa enorme de sensibilizar o espectador, mas o produto final é bastante pobre.

Intrigado, foi com enorme decepção que voltei a testemunhar uma versão Hollywoodesca de um tema que não é seu por direito. Embora a performance de Juliette Binoche seja um dos destaques do filme, é no mínimo ofensivo vê-la numa versão "acastanhada", fazendo-se passar por uma vendedora de comida chilena. Não conseguiam encontrar uma actriz latina para o papel? Quanto a António Banderas, só conseguia pensar "ele sempre foi um actor assim tão mau?".


Classificação IMDb: 6.2/10
Classificação Ghostly Walker: 5/10
Alex, Emily e o seu filho RJ, mudaram-se recentemente para Los Angeles. Um encontro casual num parque infantil apresenta-os aos misteriosos Kurt, Charlotte e Max. Um jantar familiar amigável, rapidamente se torna mais interessante com o passar da noite.

O escritor-realizador Patrick Brice conseguiu encontrar o quarteto de actores perfeito para desempenhar personagens tão ansiosos por despertar o nosso lado mais petulante, obsceno. 

Adam Scott (Parks and Recreation), numa versão mais centrada e insegura, é igualmente cómico, enquanto Taylor Schilling (Orange is the New Black), consegue passar de completamente louca para a pessoa mais séria do mundo sem perder a compostura.

The Overnight é uma comédia sexual sobre amor, amizade e as linhas turvas entre os dois  algo abstracto que todos procuramos, uma ligação humana livre de juízos de valor. Apesar da premissa interessante, não me convenceu. Não existe qualquer substância, acabando por roçar no absurdo.


Classificação IMDb: 6.7/10
Classificação Ghostly Walker: 5/10



Infeliz, deprimido e sem motivação, o professor de Filosofia Abe Lucas, mudou-se para uma nova cidade, onde vai integrar o Departamento de Filosofia da Universidade de Braylin, e se envolve com duas mulheres bem distintas: Rita Richards e Jill Pollard. A primeira é uma professora solitária cujo desejo é libertar-se da infelicidade do seu casamento; e a segunda é uma aluna inteligente que se sente atraída pela sabedoria e desespero existencialista de Abe. Ao ouvir a conversa de uma desconhecida sobre uma decisão judicial, algo sem o mínimo impacto para o professor, a vida de Abe Lucas vai alterar-se drasticamente, ganhando um novo propósito.

Sinto-me esgotado só de escrever a sinopse. Começo a questionar a sanidade mental do Woody Allen. Pensar que o Midnight in Paris, que adorei, veio do mesmo homem capaz de criar este desastre. O único ponto positivo são as interpretações convincentes de Joaquin Phoenix, Emma Stone e Parker Posey.

O final de Irrational Man é uma valente chapada na cara do espectador que, até ali, se tinha mantido minimamente investido numa história ligeira e extremamente preguiçosa. Fica a sensação que o cineasta mudou de ideias a meio do filme, esquecendo a caricatura dos círculos intelectuais e indivíduos depressivos, sabotando-se a ele próprio. Uma pena.


Classificação IMDb: 6.3/10
Classificação Ghostly Walker: 6/10
As irmãs Jane e Maura ficam em choque quando os pais lhes comunicam que vão vender a casa da família e que elas precisam arrumar os quartos e buscar as seus pertences o quanto antes. Contrariadas, acabam por se conformar com a decisão. Assim, de forma a encerrar esse capítulo da sua vida, as irmãs resolvem fazer uma festa em honra do passado, e convidar todos os colegas/amigos da juventude. Um encontro aparentemente inocente, transforma-se em algo de proporções inesperadas que os levará de volta para a adolescência. 

Sim, é o típico filme de Domingo à tarde mas é esse o propósito. A premissa não é original ou sequer interessante, mas com um elenco rico em comediantes e ex-integrantes do SNL (Saturday Night Live), os risos estão garantidos, mesmo que em doses escassas.

Com realização de Jason Moore, argumento de Paula Pell e liderado pelo duo dinâmico Amy Poehler e Tina Fey, Sisters é uma tentativa falhada de replicar um género cinematográfico mais que esgotado e com 1h a mais de duração. As actrizes podem ser titãs de skits televisivos, mas na grande tela, não conseguem fazer frente a uma Kristen Wiig.

Já viram algum dos quatro filmes? Qual é o vosso favorito e o que gostaram menos?

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