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segunda-feira, 1 de maio de 2017

CINEMA ⤫ Pocket Reviews #26











SINOPSE: Uma história de amor improvável entre uma bela jovem camponesa e um príncipe amaldiçoado a uma eternidade na pele de um monstro. 

OPINIÃO: Os mais atentos sabem que "A Bela e o Monstro" é o meu clássico da Disney favorito. Escusado será dizer que não reagi nada bem quando soube que iriam adicioná-lo à nova moda de versões live action. Esta estratégia tem obtido bons resultados comerciais mas o certo é que não tem produzido filmes tão cativantes como os originais. As únicas excepções são, possivelmente, "The Jungle Book" e até "Cinderella", sendo o primeiro o melhor até ao momento (entrou no meu TOP 20 de 2016 e ganhou um Óscar de 'Melhores Efeitos Especiais').

Infelizmente, o mesmo não pode ser dito deste. Pois é, preparem-se para uma unpopular opinion. Foi com enorme receio que o vi no cinema, aquando da estreia, e tanto eu como a minha namorada pensámos o mesmo, "meh". Não é mau mas também não é óptimo.

Os cenários são incríveis e tenho que admitir que a Emma Watson não esteve tão mal quanto esperava (era totalmente contra ela no papel de Bella), mas para quem viu o clássico de animação, é impossível não sentir uma certa banalidade com esta versão. Especialmente no que toca às músicas, que no original são a galinha dos ovos de ouro, aqui não passam de uma mera reciclagem. Chegou a um ponto que só me apetecia tapar os ouvidos para eles pararem de gritar. Não posso dizer que esteja decepcionado porque não tinha expectativa altas, mas tenho imensa pena que este The Beauty & The Beast esteja visto como uma obra-prima quando não é. Não fosse a componente visual, a minha cotação seria bem inferior.







SINOPSE: Uma rapariga sonsa continua a investir numa relação doentia com um milionário depravado, possessivo, ciumento e controlados. Amor verdadeiro, portanto.

OPINIÃO: Quando a adaptação cinematográfica do conto erótico Fifty Shades of Grey estreou em 2015, não compreendi como algo tão mau tinha originado milhões. Este ano chegou-nos o segundo capítulo e nem sei o que dizer. Se o primeiro era terrível este é um lixo. As supostas cenas de sexo e sadomasoquismo continuam inexistentes, e até quando a "história", se é que aquilo assim possa ser chamado, tenta tratar temas delicados e polémicos, acaba por causar gargalhadas. Juntamos a isso a paupérrima interpretação da dupla de protagonistas, especialmente da Dakota Johnson que além de precisar desesperadamente de umas aulas de representação, por comparação, faz da Kristen Stewart uma Meryl Streep. Também o director, James Foley, parece ter esquecido o significado da palavra "dirigir", já para não falar do guião que vende uma história de amor com um prazo de validade expirado. A falta de química entre o casal é gritante e consequentemente cria cenas altamente constrangedoras e hilariantes daquilo que NÃO se deve fazer na representação.

Por muito que me custe, costume tentar ao máximo aceitar opiniões contrárias às minhas, mas em relação a este "filme", é impossível. É um verdadeiro atentado à arte cinematográfica e uma vergonha permitirem que uma porcaria destas seja sequer produzida, quanto mais transformada numa franchise.



SINOPSE: Um bebé empresarial infiltra-se numa família suburbana para impedir que o planeta comece a gostar mais de cachorrinhos do que de criancinhas.

OPINIÃO: Não fosse o trailer bastante revelador, teria ficado bastante decepcionado com esta nova produção da Dreamworks. Além da animação, os factores positivos prendem-se à componente satírica repleta de piadas que só podem ser compreendidas por quem já sofreu na pele a crueldade e cinismo do mundo empresarial. O tratamento das pessoas como se fossem meros objectos numa máquina de fazer lucro, é estranhamente familiar. Por outro lado, existem momentos no filme que apelam aos nossos sentimentos, como aquele medo e raiva iniciais que sentimos quando um irmão nasce e todas as atenções estão voltadas para eles.

A minha namorada diz que esta obra foi feita para rapazes, e talvez seja, mas o certo é que não tem a capacidade de nos envolver completamente durante toda a acção. O enredo não é propriamente interessante e nem sequer conseguem surpreender o espectador. Em relação ao elenco vocal, a única coisa boa foi o Alec Baldwin e a Lisa Kudrow.

















SINOPSE: Após perder todos os companheiros em Washington, Alice é contactada pela inteligência artificial, Red Queen, sobre a existência de uma cura capaz de exterminar o virus zombie.

OPINIÃO: Como referi na publicação "FAVORITE MOVIE FRANCHISES: PART I", «critiquem-me, apedrejem-me, mas adoro o Resident Evil». Até parece mentira mas o primeiro capítulo foi lançado em 2002, há 15 anos atrás, e permanece até hoje como o melhor da franquia. Adaptado na saga homónima de videojogos, este império multi-milionário começou em grande mas foi perdendo força, criatividade e conteúdo a cada sequela.

Não é de estranhar que este sexto filme seja mais do mesmo e continue na linha medíocre dos anteriores. Como vêem, consigo ser objectivo até com os meus guilty pleasures. Quem aprecia e cresceu com este universo teve uma dose enorme de nostalgia graças à inclusão de inúmeros elementos dos dois primeiros filmes. A ligação entre o passado e presente garante a coesão necessária a uma narrativa sem qualquer tipo de nexo.

O grande problema desta obra é a introdução de uma suposta "cura" vinda do nada e que mais parece uma ideia apressada para finalizar a história. É impossível o espectador não questionar porque raio foram necessárias as quatro longas-metragens do meio para chegarmos a este ponto, uma vez que tudo podia ter sido facilmente resolvido se tivessem acrescentado essa informação logo no início. Seguem sequências de luta consecutivas, algumas sem qualquer appeal, e plot twists desnecessários. No meio disto tudo, é de louvar a performance da Milla Jovovich que ao longo de quase duas décadas foi a cara da franchise e a pessoa que mais acreditou no projecto. Só tenho pena que não nos tenhamos divertido tanto a ver o resultado final quanto ela a protagonizar a Alice. De qualquer forma, it's the end of an era and I'll miss it.


Além d'A Bela e o Monstro, já viram algum dos filmes? Qual é o vosso favorito?

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Favorite Movie Franchises ⤫ Part I


Não é segredo nenhum que o meu amor pela sétima arte é do mais puro possível. A par da música, o cinema é uma das áreas que mais prazer me dá. Tenho consciência que por vezes sou um pouco "severo" nas minhas críticas, mas prometo que é justificado. Com o tempo aprendi que um elenco popular não é sinónimo de qualidade.

Sendo um ávido defensor de conteúdo rico e interessante, tenho uma opinião dispare sobre sequelas. Geralmente arruínam por completo a magia do original, mas existem excepções. Descendo temporariamente do meu pedestal de um wannabe film critic, reuni algumas das minhas franquias cinematográficas favoritas. Para não fazer desta publicação um testamento, dividi-a em duas partes. Como tal, não se espantem se faltar aqui alguma mais popular.

Aproveito para explicar que, optei por incluir produções com mais do que três filmes. Por muito que adore Kill Bill e The Ring, têm apenas duas continuações cada, não se podendo considerar propriamente uma franchise.

#5. FINAL DESTINATION
FILMS: 5 | TRAILER: AQUI

Tenho plena consciência que, de uma forma geral, este é capaz de ser um dos piores grupos de filmes de terror alguma vez produzidos. Dito isto, é um dos meus guilty pleasures. Considero os dois primeiros francamente bons. Só lamento que os seguintes tenham sido terríveis. Inspirado num episódio descartado de X-Files, a premissa valeu-se de uma originalidade que não existia em 2000. O facto da história se alterar a cada sequela, ajudou. Não existem planos para um sexto filme, mas tratando-se de Hollywood, tudo é possível.


#4. THE HUNGER GAMES
FILMS: 4 | TRAILER: AQUI

Tenho uma relação especial com esta saga. Devorei os livros  li o primeiro volume num dia  antes de saber que se tornariam filmes e posso dizer que gosto igualmente dos dois. Mantendo-se fiel ao original, senti-me satisfeito com o desfecho da trama. Lembro-me de ter ficado completamente submerso por este universo hipotético e não conseguir pensar em outra coisa. O elenco é fantástico e sinceramente penso que a Jennifer Lawrence teve uma interpretação soberba, especialmente nos últimos dois filmes. Aqui entre nós, bem superior às últimas que lhe deram a nomeação ao Óscar.


#3. HARRY POTTER
FILMS: 8 | TRAILER: AQUI

Nostalgia. É impossível referir esta saga sem a palavra "nostalgia" atrelada. Tinha 9 anos quando fui ver a "Pedra Filosofal" ao cinema e nem vos consigo explicar o que senti. Foi simplesmente mágico. Escusado será dizer que quis ser um feiticeiro, com direito a cicatriz e tudo. Mais de uma década e sete filmes depois, mantém um lugar predominante no meu coração. Cresci com aqueles actores/personagens e custou mais do que pensava despedir-me deles. Ainda assim, tenho um peso enorme na consciência por só ter lido duas das obras literárias. Não coloco de parte a possibilidade de ler tudo.


#2. RESIDENT EVIL
FILMS: 5 | TRAILER: AQUI

Critiquem-me, apedrejem-me mas adoro o Resident Evil. Era uma criança quando o primeiro saiu e fiquei literalmente aterrorizado com a temática zombie. Sem saber ao certo no que se estava a meter, a modelo Milla Jovovich acertou no jackpot ao ficar com o papel de Alice. Digam o que quiserem, mas o Resident Evil 1 é icónico. Vá, talvez esteja a exceder-me nesta afirmação, mas de qualquer forma, é fantástico. Após um começo quase perfeito, os restantes foram um autêntico desconsolo, piorando a cada fornada. Confesso que durante algum tempo tive uma tradição semi-anual de fazer uma maratona com a franchise, e só estou à espera que estreie o capítulo final para repetir a dose.

#1. ALIEN
FILMS: 6 | TRAILER: AQUI

Já o contei anteriormente, mas aos 9/10 anos comecei a assistir a algumas cassetes que o meu pai coleccionava. Foi assim que tive o primeiro contacto com filmes como Alien - O 8º Passageiro (1979). Há quem seja obcecado com Star Wars ou Lord of the Rings, eu sou com esta saga. 

Embora não seja, nem de perto, da minha "altura", assim que via capa da VHS parecia que estava numa loja de brinquedos, fiquei vidrado. Desde então já devo ter visto os primeiros quatro capítulos um milhão de vezes. Não, não me canso. Falando mais especificamente sobre o primeiro, é surpreendente como uma produção de 79 ter tamanha qualidade técnica que até um Óscar de Melhores Efeitos Especiais venceu. Em 2012 lançaram a prequela Prometheus (2012) e o amor foi o mesmo  vi-o, literalmente, duas vezes seguidas. Não estou a brincar.


Gostam de alguma destas franchises? Tem outras favoritas?

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