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quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Christmas Wishlist '17


Olha para ele, ainda há uma publicação atrás se queixava do consumismo desmedido que existe nesta época e agora está a mostrar uma wishlist? Como dizia o outro, "uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa". É possível ter-se plena consciência do estado em que anda a sociedade e simultaneamente desejar de receber um agrado. Ora, quem é que não gosta?

Como até sou uma pessoa extremamente fácil de agradar, desde que joguem pelo seguro e apostem na sagrada trilogia - isto é, álbuns de música, dvd's de filmes/séries - tudo tranquilo. Ainda assim, há sempre qualquer coisa extra que queríamos mesmo ter mas se for possível ser debitado no cartão do senhor das barbas brancas em vez do nosso, ainda melhor.

#1 & #2 - Dois dos meus álbuns favoritos do ano: "Melodrama" da Lorde (€16,99 AQUI) e "Rainbow" da Kesha (€14,99 AQUI).

#3 - Se soubessem quantos casacos de cabedal é que já experimentei à procura do tal. Tenho um que foi comprado há alguns anos mas que sinceramente me deixa com um ar de croquete robusto e, como tal, queria investir num modelo mais... actual. Sinceramente ainda nem me decidi sobre qual comprar, mas este da H&M parece ser engraçadito. (€59,99 AQUI)

#4 - DVD Box Set completo de "Orphan Black". Ia preencher o vazio deixado pelo abandono do melhor núcleo de irmãs de sempre.

#5 - Há muito que penso em investir numa máquina fotográfica assim mais profissional, digamos. Ainda que seja apenas para uso pessoal, com certeza seria um grande upgrade em relação ao meu telemóvel. Face as todas as funções e preço, a Canon EOS 750D parece-me ser um bom negócio (no espaço de uma semana o valor aumentou imenso, mas quando vi na FNAC estava a €521.99)

#6, 7 & 8  - "Her(€7 AQUI), "The Handmaiden" (€7 AQUI - se bem que detesto esta capa) e "Coco" (ainda indisponível), três filmes que adoro de morte e adorava juntar à minha colecção.


Já sabem o que gostavam de receber este ano? 

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Sound the Alarm ⤫ Album Reviews #32


MUST LISTEN:
⤫ PRAYING
⤫ BOOTS
⤫ LET 'EM TALK
⤫ LEARN TO LET GO
⤫ BASTARDS
⤫ RAINBOW

1. Kesha  Rainbow

Raras são as vezes que um projecto musical consegue a proeza de nos arrancar o coração e trazer-nos de volta à vida. Rainbow foi um desses casos.

Cinco anos desde o lançamento do último álbum de inéditas, Warrior, a Kesha renasceu e abençoou-nos a todos com o melhor trabalho da sua carreira. A cantora convidou-nos a entrar no seu íntimo e a assistir de camarote a uma preview de todos os momentos bons e maus que passou na vida. "Bastards" é a escolha perfeita para abrir o disco e forma as bases do que se segue, um conjunto de faixas banhadas a ouro.

Inevitavelmente, são várias as referências à batalha judicial travada com o produtor Dr. Luke, e a respectiva editora, mas o discurso nunca é de vítima. Pelo contrário, ela aceita o passado e segue em frente, chegando até a sentir empatia por quem lhe fez mal. Neste contexto, nasceram autênticas pérolas como "Praying" - mantém-se intacto como o melhor single do ano -, a faixa-título e a de fecho, "Spaceships". Mas nem tudo é melancólico. Sem perder o sentido de humor que nos fez apaixonar por ela, é impossível não sorrir ao som de "Woman" e "Let 'Em Talk" ou derreter com a ternurenta "Godzilla".

Tal como alguns colegas o fizeram mas nem sempre de forma tão eficaz, Kesha apostou em combinações sonoras surpreendentes. Num registo mais indie/rock/country/pop, as colaborações com os Eagles of Death Metal e Dolly Parton são a cereja no topo do bolo multicolor que é este Rainbow. A Glitter Queen continua lá (ouçam a "Boots", uma das minhas favoritas e que me lembra imenso a "Americano" da Gaga), mas transcendeu para algo digno de adoração. Não é por acaso que os seus vocais estão mais fortes do que nunca. Sem dúvida um dos meus álbuns favoritos deste ano.


MUST LISTEN:
WHO DAT BOY
BOREDOM
WHERE THIS FLOWER BLOOMS

2. Tyler, The Creator  Flower Boy

Até custa a acreditar que o responsável pelo som claustrofóbico de Goblin (2011) alguma vez iria produzir algo tão acessível como Flower Boy.

À semelhança dos projectos anteriores, Tyler, The Creator, volta a apostar num rap biográfico, falando do seu estado de espírito. A Solidão e necessidade de companhia são abordadas ao longo do álbum com uma sinceridade e maturidade inesperadas pelo artista. A entrega caótica das mensagens deram lugar a uma calma de intensidade que permite que a transição entre canções seja natural e quase majestosa.

Claramente influenciado pelo trabalho do amigo Frank Ocean em Blonde / Endless (2016), o rapper transporta para este projecto um catálogo de ritmos e batidas efervescentes, por vezes poético. A evolução na mentalidade do artista é clara. Houve um crescimento, entendimento e aceitação dos erros do passado. O resultado é uma linha de pensamento coesa do início ao fim do álbum, com a mesma vivacidade e vigor que demonstra desde o início da carreira.


MUST LISTEN:
COMFORTABLE
(NOT) THE ONE

3. Bebe Rexha  All Your Fault Pt. 2

Porque lançar um álbum convencional já não está com nada, a Bebe Rexha decidiu inovar e dividir o disco de estreia em duas partes. Em Fevereiro conhecemos a primeira, intitulada All Your Fault Pt. 1, e se bem se recordam, deixou-me um sabor amargo na boca. Houve uma pequena evolução nesta Pt. 2 mas não o suficiente para fazer deste um projecto vencedor.

Se juntarmos os dois EP's num álbum completo, falta um ingrediente chave, identidade. Sem uma direcção clara, a Bebe parece navegar sem rumo pelo mundo do POP e R&B mainstream, numa tentativa gritante de conseguir um hit. A julgar pelo primeiro single desta segunda colectânea, a medíocre "The Way I Are", com o agoniante Lil' Wayne, estamos mal parados. Quando vejo uma lista de seis canções nas quais quatro são parcerias, algo de errado se passa.

All Your Fault Pt. 2 não vai mudar o cenário musical ou tão pouco influenciar a vossa vida, mas pelo menos ofereceu-nos a surpreendente jam "(Not) The One".


MUST LISTEN:
ISSUES
WORST IN ME
PINK
DON'T WANNA THINK

4. Julia Michaels  Nervous System

Todos os dias agradeço aos céus a decisão da Julia Michaels trocar os bastidores pelos holofotes. Compositora de mão cheia e responsável por vários hits de artistas como Selena Gomez, Britney Spears e Ed Sheeran, a jovem de 23 anos é uma lufada de ar fresco.

Nervous System é o primeiro EP da sua promissora carreira e se o single de estreia, "Issues", não foi indicativo suficiente, permitam-me que esclareça: salvou a música POP. O conteúdo lírico é honesto e serve como uma espécie de diário. As letras são bem elaboradas mas sem nunca perder o carácter "simples" que caracteriza a Julia. É nessa simplicidade que ela brilha e de que maneira. As baladas "Worst In Me" e "Don't Wanna Talk" são sublimes e a sua voz rivaliza com a de um anjo. 

Com temas que abordam relações amorosas e até sexuais, Nervous System é um dos grandes candidatos à minha lista de "Melhores EP's de 2017". A experimentação musical aqui presente é estranha e não podia estar mais satisfeito. Os instrumentais "despidos" de instrumentos e apoiados em sons produzidos por ela própria, são simplesmente geniais. A sério, estão à espera do quê para ouvir este trabalho?


(+) ALBUM REVIEWS (HERE)

Já ouviram algum dos quatro álbuns? Qual é o vosso favorito?

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

9/11


Tenho tentado ignorar os chamados "assuntos do dia", mas está a revelar-se uma tarefa ingrata. Numa altura em que só se ouve falar sobre a Europa/Refugiados, Taxistas/Uber, e até da filha do Mourinho que por vestir um decote ousado, aparentemente hipnotizante, se parece ter tornado automaticamente numa deusa grega (não é, e não compreendo), vamos falar do 11 de Setembro de 2001.

Todos os anos somos bombardeados (péssima escolha de palavras), com as mesmas imagens do terror sofrido em Nova York. Sim, é um assunto mais que debatido, mas não se preocupem que não vou escrever uma longa reportagem sobre o dia em que o mundo parou e assistiu, perplexo, às imagens de um dos momentos mais negros da história da humanidade. Quer acreditem ter sido um atentado terrorista ou um golpe do governo americano, a verdade é que num piscar de olhos, já se passaram 14 anos desde o fatídico 9/11. Digam o que disserem, o mundo nunca mais foi o mesmo

Embora não passasse de uma criancinha de 9 anos, tenho a vívida memória da tarde em que tomei conhecimento do sucedido. Devia passar pouco das 18 horas quando a minha mãe me foi buscar ao meu antigo ATL, em Santo Amaro, Lisboa. À saída contou-me que "aviões foram contra as torres gémeas e muitas pessoas morreram". Lembro-me perfeitamente de ter olhado pelas inúmeras árvores na rua, para o céu azul e limpo, e pensar que éramos os próximos. Não menti quando disse que era dramático. 

Brincadeiras à parte, fiquei genuinamente assustado com a possibilidade de acontecer algo semelhante em Portugal. Aliás, sempre que existem novos ataques terroristas, é a primeira coisa em que penso. Por alguma razão, costumo ter um feeling de que o alvo será a ponte sobre o Tejo

Aos nove anos não havia muito que pudesse fazer sem ser ficar colado à televisão. Vi imagens a que nenhuma criança devia ser exposta, mas devemos ter noção do que se passa no mundo. Não posso sequer escrever que "imagino" o que aquelas pessoas sofreram, porque simplesmente não é possível. O desespero que leva alguém atirar-se de alturas superiores a 30 andares é algo que espero nunca compreender.


Como nem tudo é um terror, a natureza ainda nos consegue surpreender pela positiva. A um dia de celebrar mais um aniversário do "11 de Setembro", surgiu um arco-íris (de alguns ângulos, duplo) no local exacto onde ficavam as torres gémeas, em Nova York. Claro está que não passou de uma feliz coincidência, mas não deixa de ser um fenómeno curioso.

Lembram-se onde estavam quando ouviram as notícias do atentado de 2001?

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