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quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Sound the Alarm ⤫ Album Reviews #37


MUST LISTEN:
⤫ END GAME
⤫ CALL IT WHAT YOU WANT

⤫ GETAWAY CAR

1. Taylor Swift Reputation

Prezo muito a imparcialidade no que toca a reviews, portanto vou tentar ao máximo separar a minha opinião, digamos menos positiva, sobre a cantora em questão e o respectivo disco. Três anos desde que lançou 1989, o álbum que marcou o abandono das raízes country e entrada oficial no mercado pop, a Taylor Swift está de volta com Reputation. O "polémico" retorno é marcado por uma suposta mudança de atitude, de menina inocente para bad girl. O resultado é... triste.

Repleto de elogios da crítica, possivelmente por medo de represálias pela nova representante do lápis azul, versão musical, o certo é que este novo rumo da jovem norte-americana não é nada mais que uma caricatura já explorada uma série de vezes dentro do género. A sua interpretação de "bad" parece ficar-se pelo uso de batidas típicas de hip-hop para criar um ritmo pesado, upbeat, e causar impacto. O problema é que não existe qualquer originalidade no processo, tudo soa a algo já existente, antigo, ultrapassado. Aliás, cada uma das 15 faixas parece igual à anterior, criando uma espécie de confusão por nem nos apercebermos se já passámos para a próxima ou ainda estamos a ouvir a mesma.

Além de não convencer ninguém nesta sua personagem altamente artificial, a Ssswift conseguiu a proeza de criar música preguiçosa, apoiada de refrões fáceis e uma produção tão exagerada que nos faz querer perguntar "are you okay, sweety?". Tendo em conta os números astronómicos de vendas, diria que se confirma algo que há anos se apregoa, o público é mesmo estúpido. Ainda assim, o que realmente me incomoda é ver críticas elogiarem a evolução da Taylor como compositora. Não só continua com uma escrita bem medíocre e extremamente infantil, como quando comparamos com obras-primas como Melodrama, da Lorde, chega a ser hilariante a drástica diferença de qualidade lírica.

Nem tudo está perdido, por entre este vale de fachadas existem pequenas pérolas como "End Game", "Call It What You Want" e até a mega-cliché "Gateway Car".


MUST LISTEN:
⤫ BEAUTIFUL TRAUMA
⤫ WHATEVER YOU WANT
⤫ BUT WE LOST IT
⤫ WHAT ABOUT US

Se há cantora consistente no que toca à entrega sucessiva de música e vocais com qualidade, é a P!nk. Uma pena que ela não receba nem metade do crédito que merece. Confesso que não tinha propriamente grandes expectativas em relação a este Beautiful Trauma, mas ela conseguiu calar-me enquanto me esbofeteava com os receipts.

No sétimo disco da sua carreira, a eterna rebelde, presenteou-nos com histórias bem pessoais, como a sua indignação face a actual situação política nos EUA, ou a dependência a relacionamentos amorosos destrutivos. No que toca a este departamento, ao contrário de outras colegas de profissão, a P!nk é extremamente sincera e consegue conectar-se com qualquer pessoa. O facto de abordar relações na sua fase mais negra, como a carência e o medo de ficar sozinha que podem prender uma pessoa a um parceiro abusivo, é algo que raramente ouvimos passar nas rádios.

Embora se mantenha na sua zona de conforto e não haja propriamente grande inovação, o certo é que isto é P!nk no seu melhor. No que toca à componente sonora, é um verdadeiro melting pot. Tanto temos canções com instrumentais mais pesados como outros mais leves, com influências que vão do pop-rock ao R&B e até folk.


MUST LISTEN:
⤫ WOULD YOU CALL THAT LOVE
⤫ MEANING OF LIFE
⤫ MEDICINE
⤫ LOVE SO SOFT

Desde a sua vitória na primeira edição do American Idol, em 2002, a Kelly Clarkson tornou-se numa das cantoras mais talentosas da sua geração. Quinze anos depois, a norte-americana lançou o seu oitavo álbum de estúdio, Meaning of Life, o primeiro pela Atlantic Records, o que lhe concede mais liberdade e autonomia para tomar decisões. Good for you!

Distinto dos seus outros trabalhos, mais direccionados para o pop comercial, aqui ela apresenta uma sonoridade mais soul/R&B, concretizando um desejo de longa data. Basicamente é o álbum que ela sempre quis fazer, mas não podia devido a restrições contratuais. 

Aqui entre nós, como a abécula que sou, quando soube da mudança de géneros, fiquei apreensivo. Digamos que "Behind These Hazel Eyes", "Because of You" e "My Life Would Suck Without You", são as minhas jams! Felizmente não havia qualquer razão para isso. Meaning of Life possui poucos momentos fracos, revelando-se como a produção mais coesa que alguma vez lançou. Cheia de sass, é com bastante alegria que vejo uma Kelly na melhor fase da sua vida, em pleno.

MUST LISTEN:
⤫ HIM
⤫ PRAY
⤫ BURNING
⤫ NOTHING LEFT FOR YOU

O Sam Smith voltou com tudo no segundo disco da sua carreira, The Thrill Of It All, e eu não podia estar mais satisfeito. Repleto de mais histórias de desilusão e amor não correspondido, algo está diferente. Ao contrário da sensacional estreia In The Lonely Hour (2014), o jovem de 25 anos agora canta um discurso mais forte e confiante, algo que se reflecte positivamente na música.

No leque de 13 canções, destacam-se duas pela sua genialidade e ousadia musical: "Pray" e "HIM". A primeira é o exemplo mais nítido da sua potência vocal, especialmente quando ele consegue superar o coro, que por si só já é fantástico o suficiente, e estender as notas de tal maneira que outros só conseguiriam através de plugins, se é que me entendem.

Em "HIM", o Smith declara o seu amor por outro homem e aceitas as consequências que isso acarreta. É, de resto, a sua afirmação lírica mais arrojada, "Don't you try and tell me that God doesn't care for us. It is him I love, it is him I love." A mensagem é poderosa e capaz de emocionar até um céptico.

Nem um álbum tão bom como The Thrill Of It All está imune a um ou outro ponto maçador, mas são coisas tão triviais que, a voz distinta do Sam consegue apagar por completo.


(+) ALBUM REVIEWS (HERE)

Já ouviram algum dos quatro álbuns? Qual é o vosso favorito?

sábado, 2 de setembro de 2017

MUSIC ⤫ AUG'17 Playlist


Num abrir e fechar de olhos, chegámos a Setembro. A três meses do final do ano, o mundo do entretenimento entrou oficialmente na época de caça. Não é por acaso a quantidade absurda de lançamentos de artistas que se consideravam adormecidos. Parecendo que não, o limite para a corrida ao Grammy está mesmo ao virar da esquina e a luta vai ser renhida. Entre os suspeitos do costume, leia-se, Lorde, Taylor Swift e Sam Smith, preparem as pipocas que vai ser interessante.

Enquanto o confronto não chega, resta-nos saborear as novidades musicais que tem brotado que nem flores num campo primaveril. A Miley deixou as ervas daninhas de lado e está a voltar ao que era. Por aqui, não tenho qualquer crítica, pelo contrário. "Younger Now" é uma das minhas faixas/vídeos favoritos do momento. Dito isto, não chega aos calcanhares da genialidade que a Kelela criou com a fervorosa "LMK"  a canção do século , do comeback do ano = "Take Me" das irmãs Aly & AJ, ou da psicadélica "Without Love" da Alice Glass. 

Agosto foi especial por reunir várias cantoras underrated que adoro e me apresentar a outras que nunca pensei vir a apreciar. No primeiro grupo encontramos a Allie X ("Paper Love"), Bonnie Mckee ("Thorns"), Jessie Ware ("Midnight"), AlunaGeorge ("Last Kiss"), e claro, a Kesha ("Learn To Let Go"). No segundo aglomerado aparecem não uma mas duas canções da banda sonora do filme "Descendants 2" da Disney. Nem acredito que a "Chillin' Like a Villain" e a "What's My Name" se tornaram em autênticos hinos na minha vida. O mesmo aplica-se à "R U" da dupla de youtubers Niki & Gabi. Pop trash no seu expoente máximo. Julguem-me, também o estou a fazer.

Lentamente tenho redescoberto o meu amor pela música brasileira e parece que voltou com tudo. Da "Baldin de Gelo" da Cláudia Leitte", ao "Decote" da Preta Gil + Pablo Vittar ou a "K.O" do último nome referido, é só opções para abanar a pandeireta e rebolar seja sozinhos no vosso quarto ou numa party. A Marta detesta este género musical e faz sempre pouco de mim por eu achar piada mas não tenho culpa, é genético.

Não estranhem a omissão dos trabalhos mais recentes da Taylor, Demi, e companhia, da playlist. Apesar de as ouvir todos os dias, só vão aparecer na próxima compilação. Para não perderem nenhuma actualização e, possivelmente, conhecerem músicas novas, já sabem, sigam a página do Ghostly Walker no Spotify!

Conheciam todas as canções? Que músicas têm ouvido ultimamente?

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

MTV VIDEO MUSIC AWARDS 2O17


Se não resistiram à tentação e preferiram assistir à final do Game of Thrones em vez dos VMA's, parabéns! Foram inteligentes o suficiente para evitar mais um espectáculo atroz produzido pela MTV. Cumprindo a tradição dos últimos anos, a gala foi um desfile de mediocridade do início ao fim. 

O Kendrick Lamar iniciou as apresentações com uma performance bastante a cima daquilo que a ocasião merecia, das canções "DNA" e "Humble". Apesar de não apreciar o género musical e, particularmente, os trabalhos musicais dele, é impossível negar a criatividade visual que coloca em todas as produções, sejam elas em vídeo ou ao vivo. Começou a noite como o artista com o maior número de nomeações (8) e terminou com 6 vitórias. O vídeo "Humble" foi distinguido com os prémios de Melhor do Ano, Melhor Vídeo Hip-Hop, Melhor Fotografia, Melhor Direcção, Melhor Direcção de Arte e Melhores Efeitos Visuais.

Apesar de ser a cantora mais nomeada da noite, a Katy Perry não só foi um flop como apresentadora do evento, como não levou uma única estatueta para casa. Digam o que disserem, o título de Melhor Vìdeo Pop deveria ter ido para o fantástico "Chained To The Rhythm" em vez do aborrecidíssimo "Down" das Fifth Harmony. Por falar no grupo, o quarteto actuou uma mashup das músicas "Angel" e "Down" e ainda aproveitou para mandar uma mensagem bastante explícita para a antiga integrante, Camila Cabello. Aqui entre nós, foi uma das highlights da cerimónia.

O Ed Sheeran foi considerado o Artista do Ano, enquanto o Khalid conseguiu derrotar a Julia Michaels e levar o troféu de Melhor Artista Revelação. Nas categorias de dance music, o Melhor Vìdeo do género foi para a colaboração "Stay", do Zedd com a Alessia Cara, e a Melhor Coreografia, merecidamente, para o "Fade" do Kanye West. Quanto ao Rock, o vídeo "Heavydirtysoul", dos Twenty One Pilots" foi distinguido como o Melhor do género.

Mesmo sem estar presente, a Taylor Swift conseguiu roubar todas as atenções para ela. Além de vencer no grupo de Melhor Colaboração, juntamente com o Zayn, pelo vídeo "I Don't Wanna Live Forever", ainda aproveitou para lançar o tão aguardado vídeo do venenovo single, "Look What You Made Me Do". Continuo sem saber ao certo se gostei ou se achei a maior piroseira de todos os tempos. Talvez um pouco de ambos.


A P!nk foi a grande homenageada desta edição dos VMA's com o prémio Michael Jackson Video Vanguard Award, e fez uma apresentação de 7min com alguns dos seus maiores hits, incluindo o mais recente "What About Us". No fim ainda fez um discurso incrível direccionado para a sua filha mas importante para todas as pessoas.

Em termos de actuações houve de tudo um pouco. Uma Katy Perry em cima de uma bola de basketball gigante, os 30 Seconds to Mars com sensores de temperatura, uma Demi Lovato em directo de Las Vegas e uma Lorde que não cantou, mas "dançou" ao som da música "Homemade Dynamite". Com gripe, esteve a soro e foi impedida de cantar pelo médico para não ferir as cordas vocais. Em vez de cancelar a actuação não, presenteou o público com algo bizarro mas que tendo em conta a moda do playback, tem a sua pitada de ironia.

        
Lista completa de vencedores (AQUI).

O que acharam dos vencedores? Qual foi a vossa actuação favorita?

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