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segunda-feira, 9 de outubro de 2017

5 Hábitos nojentos que me fazem morrer por dentro


1. Folhear aquático

Porquê? Porque é que isto existe e é tão comum? Que alminha é que se lembrou de levar a porcaria dos dedos à boca para virar a página de um livro? Compreendo a mecânica da acção, mas não invalida o facto de ser uma valente javardice. Já me deparei com folhas com vida própria e que não queriam ser viradas por nada, mas há sempre uma opção que não inclua saliva na equação. É simplesmente nojento, especialmente quando se trata de um objecto de uso comum ou que vai ser passado a outra pessoa. Digamos que no meu trabalho isso acontece com as facturas e quando chega a parte de segurar nelas, é todo um jogo à missão impossível para me certificar que não toco na área infectada. Por favor, coloquem um fim a isto!

2. Lenços manuais

Não consigo perceber em que altura da vida vos pareceu aceitável assoarem-se para as vossas mãos sem recorrer a um lenço de papel mas precisam de ajuda. A não ser que tenham sido criados por lobos, calculo que os vossos pais devessem fazer o mesmo, só pode. Quantas, mas quantas vezes já testemunhei esta selvajaria em público? No meio da rua, nos transportes públicos, you name it! De tempos a tempos lá me deparo com um ser que resolve utilizar a palma da mão como recipiente para a ranhoca, que depois é estrategicamente limpa nas calças ou "enrolada" de modo a desfazer-se e cair no chão. Tive que fazer uma pausa para não vomitar. Acho que ficamos por aqui.

3. 'rretas no ginásio

O que fazem nas vossas casas é convosco, mas quando frequentam um espaço semi-público e partilhado por outras pessoas, há que ter o mínimo de discernimento. Em cinco dias, são quatro aqueles em que sou alvo de violência sonora enquanto tento descontrair no duche. Numa espécie de chamamento animalesco, ecoam pelos balneários roncos absolutamente execráveis de homens que pouca ou nenhuma educação devem ter. Evidentemente que ninguém está imune a secreções nasais mais intensas, especialmente quando estamos constipados, mas isso não significa que seja aceitável dar todo um espectáculo de horrores em frente a uma plateia que não comprou bilhete. 

4. Unhas maltratadas

É um pouco hipócrita da minha parte falar sobre unhas uma vez que às vezes ainda dou por mim a roer as minhas, mas permitam-me que explique. Não sou o maior fã de pés, é sabido, portanto como se não bastasse ter que levar com eles no Verão, se ainda por cima as pessoas têm unhas nojentas... barf. Não dá, não consigo. Repugna-me imenso e acho inacreditável como é que não se incomodam minimamente por andarem a exibi-las ao mundo. O mesmo aplica-se às mãos. Uma coisa é roer as unhas, outra é quando estão claramente sujas ou a precisar de ser cortadas asap. Infelizmente ambas as situações são extremamente regulares tendo em conta algumas pessoas com que tenho que me relacionar no dia-a-dia. Haja estômago.

5. Grutas de cera

Quanto a vocês não sei mas, não consigo sair à rua sem ter a certeza que os meus ouvidos estão compostos. Aliás, é de conhecimento público que não se deve limpar em demasia o interior das nossas orelhas porque é bastante saudável ter uma pequena camada de cera a proteger os tímpanos. Dito isto, há limites. Não há nada mais nojento que estar em plena hora de ponta no metro e ter a centímetros da minha cara uma orelha com todo um festival de verão lá acampado. Qualquer pessoa com uma higiene minimamente cuidada, não deixaria as coisas chegarem àquele ponto por se esquecer um dia de utilizar cotonetes. Obras daquelas requerem tempo e muito desleixo. Ou então claro, uma condição física que produza quantidades astronómicas de cera.


Quais são os hábitos nojentos que não toleram? Temos pontos em comum?

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Ginásio em 5 pontos


1. Sistema de duplas

Provavelmente uma das coisas que mais me irrita no ginásio é o sistema de duplas no que toca à utilização dos equipamentos. Como sou novo nestas andanças, qual é o meu espanto quando começo a ver pequenas parelhas de duas pessoas a partilharem a mesma máquina. Embora compreenda o pensamento, no sentido de tentar abreviar o período de espera, o facto é que se pensarmos bem, atrasa ainda mais um terceiro elemento que pretenda avançar. Já fui abordado três vezes para entrar nesta espécie de pacto de testosterona e só aceitei por ser alguém simpático que, felizmente, não leva uma eternidade a fazer os exercícios e até altera os pesos para as minhas medidas cada vez que termina um set.

2. Grunhidos 24/7

Soltar-se um ou outro gemido ou som enquanto nos estamos a exercitar é bastante compreensível dado o esforço físico. O que não nos preparam é para a sinfonia que começa na sala dos pesos e continua até ao balneário, através de "ais" ou suspiros por clemência. Pois é, aquela área do ginásio é notoriamente utilizada por elementos do sexo masculino que, por vezes, se entusiasmam nas suas projecções vocais. Como se um gato atropelado se tratasse, aqueles seres com aparência semelhante à de um tomate prestes a explodir, conseguem gritar mais alto e agudo que muitas mulheres quando estão em trabalho de parto. Quantas vezes não olhei instintivamente para o lado, confuso com o que raio se estava a passar. Ao menos ainda dá para nos rirmos, mas sem ninguém ver, claro.

3. Locker Room Talk

Terminei o ensino secundário há alguns anos portanto queiram-me desculpar por já não me lembrar do que era frequentar um balneário. Se tivesse que o fazer, podia dividir os alvos em análise em dois grupos, os calados e os fanfarrões. O primeiro grupo limita-se a fazer a sua rotina, sossegadinho e sem chatear ninguém. O segundo, é todo um circo digno de uma feira bem popularucha. "Mano, já viste o cu da Ângela?" pergunta um deles que tem como resposta, "Ya, puto. É memo grossa. Mas a Liliana não lhe fica atrás". It's just boys being boys, podem dizer os mais antiquados mas, por favor. Uma coisa é falar nesses termos com um amigo outra é fazê-lo com plateia. Este exemplo até nem é nada de mais, o pior é quando começam a tentar falar de coisas que claramente ultrapassam os seus QI's e o resultado é digno de um concorrente da Casa dos Segredos.

4. Antro dos mirones

Como qualquer outro animal, racional ou não, é normal observarmos o que acontece à nossa volta. Se algumas pessoas são mais despistadas ou não querem saber, existem outras que não compreendem quando o olhar fixo atinge o limite predatório. Não há nada mais desconfortável que estarmos a fazer determinado exercício e sentirmos, literalmente, os olhos de alguém postos em cima de nós. Uma coisa passageira e casual é comum e aceitável, mais que isso não, obrigado. Como referi anteriormente, alguém estar com trajes de desporto diminutos ou com roupa interior à mostra não é um convite para olharem. Há que respeitar o espaço pessoal de cada um.

5. Há pessoas que vão pela companhia

Uma realidade triste mas bem presente no dia-a-dia. Muitas vezes apercebo-me de pessoas mais velhas (não necessariamente idosos) que vão para o ginásio pela companhia. Pouco ou nada se exercitam, andam a paço de caracol entre um ou dois locais e acabam por pousar quando encontram alguém com quem conversar. Claro que alguns dos indivíduos que vi podem ter algum tipo de condicionante física que os impede de serem mais activos, mas há certos casos que são bastante óbvios. Sendo verdade, tenho imensa pena. Deve ser tão triste ter que se recorrer a um lugar destes só para ter dois dedos de conversa. Mas há que ver as coisas pelo lado positivo, ao menos saem de casa e sempre convivem com outras pessoas.


Frequentadores de ginásio, concordam com os pontos? 

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

SEND NUDES

Obrigado Marta pela ideia de meter o emoji na imagem!
O envio de nudes, ou seja, fotos íntimas para parceiros ou engates, tem ganho muitos adeptos nos últimos tempos. Tornou-se algo de tal forma comum entre jovens e adultos que, por vezes, esquecem-se dos riscos que podem estar a correr. A questão é, vale a pena?

Há uns tempos li um artigo bastante interessante de um estudo do Departamento de Psicologia da Universidade Drexel, na Filadélfia (EUA), onde referiam que o sexting  para os leigos, é o envio de sms/imagens sensuais, sexo virtual, entre outras práticas , está directamente ligado à satisfação sexual. Segundo a pesquisa, 87,7% dos adultos inquiridos mandam nudes.

Verdade seja dita, quando eram mais novos (ou não), nunca passaram pela fase em que achavam piada tirar fotos mais provocantes a armarem-se em bons para ver se recebiam atenção? É triste, mas o fenómeno é bem real. Os rapazes com os troncos nus escanzelados que ninguém pediu para ver e as meninas com os trajes diminutos e rabiosque empinado. De certeza absoluta que conhecem alguém que, a dada altura da sua vida, se tenha inserido nestes exemplos.

Este tópico de enviar nudes é muito dispare no que toca às opiniões. Se uns acham uma falta de decência, outros conseguem ser inconvenientes e enviar imagens relâmpago que vos fazem deixar o telemóvel cair ao chão por não estarem a contar com aquilo que apareceu no vosso ecrã.

Namoro há sete anos com a mesma pessoa e confesso que já enviei fotografias mais ousadas. Esta frase fez-me gargalhar portanto vou precisar de um momento. Além de ser uma óptima forma de apimentar a relação, especialmente se não estão juntos com regularidade, é algo que considero bastante saudável se feito com alguém de confiança.

Existem alguns cuidados que devem ser tomados para evitar que algo inofensivo se torne num pesadelo e exponha a vossa intimidade ao público geral. A regra número se quiserem enviar nudes é nunca, sob hipótese alguma, mostrarem a cara. Os casos de revenge porn, isto é, quando ex-namorados divulgam fotografias íntimas dos ex-parceiros, dispararam a pique e por isso mesmo, por muito que confiem no destinatário, todo o cuidado é pouco. É importante evitar que a fotografia contenha qualquer elemento que possa ser facilmente identificável. Além da cara, também devem ter em atenção tatuagens (como estão a pensar com a cabeça errada, os homens esquecem-se sempre disto) e marcas de nascença.

O mais indicado seria eliminarem tudo quando a brincadeira terminasse. Se por acaso as quiserem guardar, é de extrema importância que não deixem nada na maldita cloud que tantas celebridades expôs, e guardem tudo a sete-chaves com passwords até aos dentes. Até no que toca a certas apps como o Whatsapp que estão encriptadas, há sempre forma da informação vazar. O mesmo se aplica ao Snapchat, por exemplo, que apesar de só mostrar a imagem durante alguns segundos e depois a apagar, correm o risco de fazerem print screen.

Respondendo à questão inicial, vale a pena enviar nudes? Depende de vocês e das pessoas com quem o fazem. Se forem estranhos o grau de excitação pode ser maior mas em compensação também é o risco. É preferível ser com alguém que conhecem do que serem surpreendidos. Aliás, se for algo mútuo, têm sempre forma de contra-atacar se for necessário. Just saying.


Sejam sinceros, já enviaram/receberam nudes? Gostam ou reprovam este comportamento?

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

5 Regras básicas de etiqueta no ginásio


Se praticam exercício físico numa área comum, as chances de se terem irritado com algo que outra pessoa fez são mais que muitas. Quer sejam vocês os culpados ou vítimas, o facto é que existem certas regras básicas de etiqueta a seguir no ginásio. Lá por estarmos a dar no duro para conseguir trabalhar alcançar objectivos pessoais, não significa que não possamos facilitar a convivência com os outros durante o processo.


1. Usa desodorizante

Se pensavam que esta era óbvia, estão enganados. Por algum motivo que me ultrapassa, a maioria dos homens só parece preocupar-se em colocar desodorizante depois do banho. O problema é que até lá chegarmos, tivemos que passar por todo um processo tortuoso que envolve um cheiro a suvaqueira digno de um trolha num dia de Verão. Todas as pessoas transpiram, ainda para mais neste contexto, mas há que ter o mínimo de noção. Não se justifica a nuvem aromática de cebola estragada e suor que algumas pessoas arrastam atrás de si. 

2. Limpa o equipamento que usaste

Novamente, algo evidente que escapa à maioria. Por norma, todos os utilizadores de ginásio devem andar sempre com uma toalha atrás. A sua função não é apenas de limpar as gotas de suor que escorrem pela cara, também se aplica ao equipamento que usaram. Não há nada pior que chegarmos a uma máquina e encontrarmos material genético de outra pessoa. Ew. Leva-me a jantar primeiro. No meu ginásio existem funcionários de limpeza que estão constantemente a tratar disso mas, ainda assim, quando vemos que o equipamento que tanto queríamos vagou, não há tempo para esperar por eles, e é o mínimo deixarem tudo composto e não obrigarem os outros a ver a forma das vossas nádegas estampada no assento.

3. Não ridicules ninguém

O que não falta na internet são memes de gym fails e, apesar de ser divertido quando alguém não percebe como uma máquina funciona, eles estão a tentar e não deviam ser ridicularizados por isso. Ninguém nasce ensinado e é normal não acertarem em tudo à primeira. Falo por experiência, sou novo nestas andanças e são mais as coisas que desconheço do que o contrário. Fazer pouco de alguém recém-chegado (ou não) a este mundo, tal como em tempo vocês foram, é simplesmente triste. Em vez disso, sorriam e ajudem a pessoa, não custa nada.

4. Não olhes fixamente para as pessoas

Esta serve tanto para rapazes como para raparigas. Não olhem fixamente! As pessoas estão a trabalhar os corpos e se vos apanham a olhar, vão sentir-se constrangidas e imaginar um de dois cenários: que vocês são creepy e estão à espera de chegarem ao balneário para lhes saltarem em cima ou que estão a fazer pouco deles. Mesmo que uma rapariga esteja com um soutien de desporto ou um rapaz com os boxers à mostra enquanto faz abdominais, não é um convite para olharem. Respeitem o espaço pessoal de cada um.

5. Se não estás a usar, sai

Não há nada mais frustrante que queremos usar uma máquina e estar um marmanjo com o traseiro sentado às sms como se fosse um adolescente com o cio. Se querem exercitar os dedos, existem outros locais mais indicados para o fazerem em vez de estarem a atrasar os treinos de toda a gente. Uma coisa é fazer uma pausa de 1 minuto entre sets outra é os meus netos já terem nascido e os indivíduos continuarem ali, presos ao maldito equipamento sem sequer lhe darem uso.


Frequentam algum ginásio? Partilham de algum destes mandamentos?

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

A Blogosfera estagnou?


Os últimos meses têm sido complicados no que toca a conseguir conciliar trabalho, desgaste e a minha presença online. Enquanto seres humanos e criativos, todos os anos passamos por períodos de crise imaginativa que, consequentemente, nos impedem de escrever o que quer que seja. Juntem a isso uma dose astronómica de preguicite aguda e está o caldo entornado. No passado, referi várias vezes que sofro bastante deste problema e a tendência tem sido piorar. Até ao momento, esta é a maior crise de procrastinação que alguma vez atravessei.

Não querendo apontar dedos a um problema que é meramente interno, existem factores exteriores que também não ajudam à festa. Um deles é a direcção que a blogosfera em geral está a tomar. Pode ser impressão minha mas... o factor novidade perdeu-se. Dou por mim a ler uma constante reciclagem de coisas já escritas, criadas, feitas. Não tenho sentido aquela curiosidade em abrir este e aquele post porque já sei perfeitamente o que vou encontrar, mais do mesmo. São rubricas-clone que nascem mas com um título e número diferente de "coisas" em observação, são os mesmos locais gastronómicos a visitar, as mesmas exposições, os mesmos filmes, os mesmos produtos de cosmética. Bah!

Sei que pode ser uma observação injusta, mas permitam-me que constante um facto que também se aplica a mim. Ao fim ao cabo, sou parte activa nesta problemática e tenho plena consciência disso. Por outro lado, é precisamente por isso que sempre tentei intercalar as ditas publicações em "cadeia" com outras mais aleatórias, por vezes com a sua pitada de wtf. É preciso inovar, sair da zona de conforto e explorar outros caminhos, temas, experiências. Sim, isto é tudo muito bonito mas na prática nem sempre é possível, especialmente se tiverem uma página direccionada a um só público-alvo. Contudo, é algo que estou a tentar com todas as forças aplicar de modo a não vos maçar com tretas.

Cada vez mais o tempo é precioso e ninguém merece desperdiçá-lo a ler um jornal com notícias do mês passado.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Abandono Animal no Verão


Na longa lista de problemáticas que não consigo compreender, o abandono dos animais na época balnear ocupa um dos lugares cimeiros. Pois é, as férias de Verão continuam a ser sinónimo desta prática tão pouco humana que, apesar de diversas campanhas de sensibilização e alterações legislativas, parece não ter fim.

Uma das frases que mais profiro é que "odeio pessoas". A sério, a cada dia que passa perco mais a esperança na humanidade. A quantidade de atrocidades que acontecem diariamente é inacreditável, e nem os pobres animais estão livres de perigo. Sou um eterno animal lover, sem conotações de bestialidade, e incomoda-me imenso ver cães (também há gatos, mas todos sabemos que a esmagadora maioria é do primeiro tipo) a vaguear pelas ruas. Aliás, a minha cadela era uma destas vítimas de abandono e que acolhemos de braços abertos. 

Como é que existem monstros capazes de abrir a porta do carro, muitas vezes em andamento, e deitarem o seu animal de estimação porta fora, como se de um pedaço de lixo se tratasse? Muitos acabam por ser atropelados ou ficar gravemente feridos. Tudo isto porque querem ir de férias e os seus companheiros de quatro patas se tornam num estorvo? Não dá. Recuso-me a aceitar isto.

São muitos os indivíduos que ainda olham para o animal como um objecto. Na hora de o adquirirem, seja por compra ou adopção, pensam nele como uma espécie de acessório fofinho, desconsiderando por completo o facto de ele ir crescer, comer e eventualmente exigir alguns gastos extras com a sua saúde. A partir do momento em que acolhem um animal nas vossas casas, ele torna-se automaticamente um membro da família, como se de um filho vosso se tratasse. É inconcebível o tratamento que estas pobres almas recebem por parte daqueles que deveriam zelar por eles.

Está a custar-me imenso escrever este texto porque imagino o horror que os animais não devem sentir quando percebem que os donos os abandonaram e deixaram completamente sozinhos, sem lar, companhia, comida e água. Não se podem esquecer que, tal como nós, eles têm a capacidade de sentir prazer e dor, física e psicológica, de ter emoções e percepções de bem e mal-estar. São seres puros que nos oferecem o seu amor incondicional e é esta a paga que recebem? Não!

As leis podem existir mas enquanto as mentalidades não mudarem, vai ficar tudo na mesma. Sim, porque o abandono dos animais por aqueles que têm o dever de cuidar deles, é punido com pena de prisão até 6 meses ou multas que podem ir dos 500 aos 3.740 euros. 

Não sei o que os criminosos que cometem estes actos têm na cabeça, mas sei perfeitamente o que lhes fazia.

segunda-feira, 13 de março de 2017

O Mundo não é dos inteligentes, é dos espertos


Se há coisa que me dá comichão são cunhas. Portugal pode ser pequeno em território mas no que toca arranjinhos profissionais é gigante. Esta problemática é quase tão velha como a profissão mais antiga do mundo - if you know what I mean - mas só com a entrada na idade adulta é que me começou a irritar a sério.

Quando vocalizo este meu desagrado contra o sistema laboral viciado, chamam-me de "defensor dos fracos e oprimidos", mas não é nada disso. Sim, sou totalmente contra qualquer tipo de injustiças, especialmente quando beneficiam pessoas sem qualquer tipo de qualidades face a outras que realmente mereciam algum reconhecimento. Isto aplica-se tanto ao percurso académico como profissional de qualquer um. Uma coisa é um amigo ou conhecido dar o nosso currículo à sua empresa, e se formos de encontro ao que procuram, chamarem-nos, outra coisa é entrar numa troca de favores para nos aceitarem, sem sequer precisarem de saber a nossa experiência ou aptidões.

Enquanto aluno aplicado e com um sentido de responsabilidade bastante apurado, foram vários os colegas de escola que ao longo dos anos me utilizaram como bengala para obter bons resultados. Não sendo má pessoa, não me importo de ajudar ao outros, mas então que me dêem o devido crédito e que não me passem a perna. Não há nada mais frustrante que ver alguém sem o mínimo de noção sobre o que está a acontecer em seu redor a obter resultados superiores aos nossos, com um trabalho que fomos nós a elaborar de raiz. Arrisco-me a dizer que, a dada altura, muitos de vocês já se encontraram numa posição semelhante e não é nada agradável.

Em tempos tive um colega de curso que tinha o QI de uma porta. Boa pessoa, mas inteligência zero. Filho de pais ricos, completou a licenciatura graças a um irmão que lhe fazia as frequências e trabalhos de pesquisa todos. Sem nunca saber sequer redigir uma notícia, terminou com uma média bastante acima das suas competências e hoje em dia encontra-se no departamento de comunicação de um dos hospitais em que o pai trabalha. Eu que acabei no top 3 da turma e nunca tinha projectos abaixo dos 17, fiquei dois anos sem conseguir um estágio que fosse na minha área e hoje em dia estou em outra totalmente diferente, a ganhar uma vergonha face a quantidade de funções que desempenho. Sim, porque assino mails como Director de Produção, mas recebo menos que um estafeta. Portugal.

Garanto-vos que este não é um discurso ressabiado ou invejoso, longe disso. Mas bolas, não é nada justo! A maioria das pessoas que conheço queixa-se de casos destes, portanto a epidemia está longe de se erradicar. A quantidade de indivíduos esforçados e bons no que fazem que depois são ultrapassados por filhos, sobrinhos ou até genros com connects é uma vergonha. Seja no público ou no privado, acontece em todo o lado. Pudera que o meu pai sempre me tenha dito, "o mundo não é dos inteligentes, é dos espertos".

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Walking Dead Natalício


Verdade seja dita, na altura do Natal o povo fica mais estúpido. Os centros comerciais tornam-se zonas de alto risco para mortais indefesos e lojas como a Primark ou Toys R Us, cenários de guerra. A não ser que sejam extremamente estratégicos nos vossos horários, arriscam-se a ser linchados ou pior, enfrentar a terrível corrente de zombies que se arrastam com o mesmo entusiasmo com que o burro olhou para o palácio.

Farto de ver a maldita árvore de Natal gigante em 99% dos instagrams portugueses, resolvi perceber qual era o alarido. A baixa lisboeta já é naturalmente movimentada mas, agora então, é para esquecer. Sim, as ruas estão lindas e altamente decoradas, mas não sei até que ponto vale a pena. Depende muito da vossa paciência.

Certo é que o passeio que era suposto ser calmo, se tornou numa prova de resistência bastante stressante. Para qualquer lado que me virasse estava alguém a morrer, como se o limite de velocidade pedestre fosse -5. Uma coisa é fazer uma breve paragem para fotografar algo, outra é ficar o tempo suficiente para os meus netos terminarem o curso.

Chegado ao Terreiro do Paço, pensei duas vezes se não estaria prestes a começar uma flash mob ou se tinha entrado no cenário de um episódio especial de Walking Dead. "À pinha" é pouco para descrever o que eu vi em volta daquele gigante luminoso a que chamam de árvore. Vá, é visualmente apelativa e a ideia de podermos "entrar" lá dentro é interessante, mas estava pior que o metro da linha verde em hora de ponta. 

Não sei se a quantidade de luzes a cima de normal encadeia as pessoas e as faz perder capacidades motoras mas é algo que deveria ser investigado.


No Natal as pessoas ficam mais estúpidas?

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

5 tipos de pessoas a evitar no Instagram


1. Seguem e deixam de seguir

Comecemos pelo mais comum e irritante. Compreendo o desejo de querer aumentar o número de seguidores numa rede social com tanto impacto como o instagram, mas não há necessidade de recorrer a jogos sujos. Acordar com menos 20 followers acontece com tamanha frequência que já passou de ridículo a frustrante. Não aceito de maneira nenhuma esta brincadeira de gato e rato que algumas pessoas, incluindo bloggers "acarinhados" por muitos de vós, impõem aos outros. É tão simples quanto isto, se gostam do conteúdo, sigam, caso contrário, continuem a fazer scroll.

2. Promovem-se nos comentários

São raras as vezes que comento publicações no instragram. Não se trata de não gostar de nada do que vejo, mas porque morro de vergonha. Não vos consigo explicar o porquê, portanto não percam muito tempo a pensar nisso. Certo é que cada vez mais surgem casos de usuários que, quer façam likes ou não, resolvem deixar nas nossas páginas um belo "follow 4 follow" ou "click here for more followers". Why?! Visto que os apago numa questão de segundos, é uma autêntica perda de tempo. 

3. Tentam copiar a estética alheia

A par do primeiro, este é o tipo de pessoas com maior afluência nas terras instagrâmicas. A linha entre inspiração e cópia é muito ténue e são muitos os que a ultrapassam. Embora nunca me tenha acontecido pessoalmente, basta abrir a aplicação para encontrar várias situações destas. Conheço uma pessoa que se deu ao trabalho de comprar flores e luzes decorativas IGUAIS às de uma amiga com algum sucesso só para poder recriar as suas fotografias, posições dos objectos e tudo. Infelizmente não estou a inventar, existem mesmo pessoas tristes por aí. Outro caso muito popularizado é o daquele namorado que fotografava a namorada de costas e de mão dada. A quantidade de gentinha que já os imitou é maior do que a arrogância do Trump. Agora pensem.

4. Publicam tudo a triplicar

Primeiro eram os blocos brancos para separar imagens ou temas, agora fazem upload da mesma fotografia 3x. Calculo que a ideia seja ser "original" ou "irreverente" mas só estão a conseguir ser irritantes mesmo. Já me aconteceu gostar tanto de uma foto que ponderei publicá-la duas vezes com filtros diferentes, mas se realmente o fizesse, seria com bastante tempo de diferença entre elas. Não percebo mesmo o porquê de colocar a mesma imagem três vezes de seguida. Além de poluir o nosso feed, do ponto de vista estatístico é um crime.

5. Meme Lovers

Que me perdoe quem gosta mas, detesto entrar numa conta e ver lá memes (com ou sem piada) em vez de fotografias a sério. Não querendo soar antiquado, existem plataformas específicas para todo o tipo de conteúdos portanto nem sempre as misturas dão certo. Algo ocasional ou minimamente relevante ainda passa, mas mais do que isso é um big no no for me. Para isso prefiro ir ao 9gag ou tumblr.


Conhecem pessoas/perfis assim? Há algum tipo específico de que não gostem?

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Auto dos Transportes do Inferno x Summer Edition


A barca está de volta. Com dois actos mais abrangentes sobre situações caricatas que vivo diariamente nos transportes públicos, esta edição é dedicada exclusivamente ao Verão. Estação favorita do ano para uns, é um autêntico terror para os que já não podem gozar dos três meses de férias ou não têm carro, claro.

Comparativamente ao Inverno, noto que custa mais entrar/aguentar na rotina com as temperaturas elevadas. As corridas outrora supersónicas para apanhar o metro a tempo, foram substituídas por uma espécie de marcha repleta de murmúrios. Curiosamente, a abundância de passageiros parece ter triplicado. Para uma altura marcada pelas férias dos portugueses, é interessante.


1. Fenómeno sardinha em lata
Aguentar uma viagem apertado é mau, mas no Verão é ainda pior. Derrubando por completo a questão da invasão de espaço, que nestes casos, pura e simplesmente não existe, a quantidade de suor e calor é algo que não desejo a ninguém. Contei-vos uma dessas situações (AQUI) e recentemente passei por outra, mas num dia de 38ºC. Nunca fiquei tão feliz por estar a usar roupa escura, caso contrário seria um forte candidato ao título de mister t-shirt molhada. 

2. Odores corporais amplificados
"Respira pela boca", dizem. Está bem. Suster a respiração durante a passagem momentânea de um camião do lixo é uma coisa, fazê-lo durante uma viagem de meia-hora é simplesmente impossível. Já tentei de tudo. Fingir que adormeci com um livro aberto na cara, apoiar estrategicamente a mão na cara e até respirar o mínimo possível. Não adianta. Contra o cheiro a suvaqueira, só mesmo um bom banho. Bolas, há pessoas que cheiram mesmo, mesmo mal.

3. Fluídos indesejados
Arrisco-me a dizer que ninguém gosta de levar com o suor de desconhecidos. Se não for o caso, good for you! Não existem palavras para descrever o quão nojento é sentir que a pessoa ao nosso lado está, literalmente, a escorrer. Pertenço ao clube de indivíduos que transpira imenso e com bastante facilidade, mas daí a esfregar-me nos outros passageiros, vai uma grande diferença. No Inverno o contacto acidental até pode ser acolhedor, na medida em que nos aquece, mas agora? Atrevam-se.

4. Sujidade sazonal
Areia, areia por todo o lado! Compreendo a necessidade de utilizar transportes públicos para se deslocarem a áreas balneares mas não custa nada passar as patinhas pela toalha. Além da escorregadela ocasional do gang do reumático, até os bancos ficam contaminados. É isso e papéis/manchas de gelado. Podem não ter um lenço de papel à mão, mas tratando-se de um espaço comum, não vos custava nada limparem a vossa sujeira.

5.  Pessoas ainda mais lentas
É mais que sabido que não tenho a mínima paciência para gente lenta. Se antes os associava aos zombies do Walking Dead, agora nem tenho comparação possível. Sou o primeiro a admitir este tempo é um óptimo aliado à preguiça mas, estando na rua, que remédio se não mexer as perninhas. Aqui entre nós, já cheguei a perder propositadamente alguns transportes por não conseguir mais. Como vêem, nem eu estou imune às labaredas do inferno. Ainda assim, a vontade de chegar a casa para poder arrancar a roupa do corpo é toda a motivação que preciso. Pessoas que insistem em manter-se paradas, feito mulas, no meio das escadas rolantes, encostem-se à direita. Fica o apelo.


Já presenciaram situações destas? Gostam dos transportes públicos no Verão?

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Próxima estação: Prisão

A cada dia que passa, o medo de ir parar à prisão aumenta. Não, não cometi nenhum crime, mas um dia destes perco a cabeça. Se existia alguma dúvida, foi completamente aniquilada com a minha última viagem de comboio: odeio pessoas.

Na semana passada, depois da correria habitual para chegar a tempo, deparo-me com uma multidão digna de um festival de Verão, à espera de transporte. Intrigado com o excesso de indivíduos fora do habitual, heis que aquela voz feminina vinda do além me informa que os dois comboios anteriores ao meu estavam atrasados, criando um efeito dominó. Após um longo período de espera ao sol, o comboio chega e instala-se o caos. 

Do ponto de vista sociológico, foi altamente interessante verificar a aflição das pessoas para conseguirem passar as malditas portas. Parecia que a vida delas dependia daquilo. Não vou ser hipócrita e dizer que não seria capaz do mesmo, mas há limites. Digamos que ver uma mulher de braço partido ao peito, a dar-me cotoveladas para passar à frente, foi algo no mínimo insólito. Se fosse outro tinha-lhe dado um puxão no gesso que a asa ficava logo no sítio.

Fotografias de baixa qualidade dado o teor da situação. Os círculos representam duas das três mulheres sentadas.

Depois de uns minutos absolutamente aterrorizadores em que nem via o chão, lá consigo entrar e fico parado nos degraus cimeiros da escada (já não dava para subir). A seguir a mim as pessoas começaram a estacionar-se em fila indiana nos degraus disponíveis e depois na parte da entrada. Até aqui, tudo "normal". O problema é que enquanto a minha fila estava apertada e em pé, à nossa frente (ou seja, na outra extremidade dos degraus) estavam três "senhoras" sentadas. Começa a urticária. 

Entram mais pessoas na estação seguinte e uma delas diz às três criaturas que se calhar era melhor levantarem-se para haver espaço para os outros. Não fazia sentido estarem sete pessoas em pé de um lado e três sentadas do outro, a ocupar espaço. Entrou por um ouvido e saiu pelo outro. A esta altura já estava a arder. Após um dia de trabalho, ir em pé, sob altas temperaturas e a transpirar, ainda tive que ir feito sardinha enlatada enquanto as outras iam sentadas? Estava de tal modo colado a uma velhota que mais parecíamos o Son Goku e o Vegeta prestes a fazer a fusão.

A viagem foi dolorosa. A senhora do meu outro lado chegou ao cúmulo de ter que se arquear e fazer uma espécie de "ponte" por cima de uma das múmias, para se conseguir segurar no corrimão do lado oposto. Vendo uma coisa destas, alguém quase tombado por cima de nós, parte-se do princípio que se calhar, algo está errado. Nah, nada, até faz sombra.

A minha arqui-inimiga, a camela da leitura.

Chegamos ao Pragal, primeira estação depois da ponte e onde saem imensos passageiros, e a barraqueira dentro de mim escapou. Estando nas escadas, não podia propriamente "fugir", portanto encostei-me o máximo que podia ao corrimão atrás de mim para libertar caminho. As pessoas passam até que chega a vez de um senhor assim para o gordinho. "Epá, isto assim é complicado", diz ele olhando para as outras três. Momento de vergonha alheia em três, dois, um: "Pois, as pessoas não se levantam. É que nem para os outros passarem são capazes de se levantar. Que palhaçada!".

Nunca, em toda a minha vida, tinha falado daquela forma e naqueles decibéis em público, mas foi mais forte do que eu. O senhor lá passa - quase que me arrastava no processo -, e depois subo as escadas. Quando olho para trás nem queria acreditar. Nenhuma daquelas coisas se levantou durante o meu acesso de fúria ou comentários de outros passageiros que concordavam comigo. Continuaram pávidas e serenas, esmerdando-se com a maior das descontrações em cima dos outros.

Sou contra qualquer tipo de violência, ainda para mais sobre mulheres, mas em situações destas questiono bastante os meus ideais. Na minha cabeça imaginei mil e um cenários em como lhe mandava (especialmente à que estava descansadinha a ler), acidentalmente claro, com a mochila à cabeça. "Oops, se te tivesses levantado não acontecia isto". Sem brincadeiras, como é que é possível existirem seres assim? Sem qualquer tipo de noção de vida em sociedade ou o mínimo de civismo? Só de estar a relatar a história quero aniquilá-las.

Das duas uma, qualquer dia dou cabo de alguém e vou parar à prisão ou então mando vir com a pessoa errada e vou directamente para o hospital.


Já passaram por situações do género? 

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Auto dos Transportes do Inferno

Desde que terminei a licenciatura, há quase três anos atrás, que deixei de utilizar transportes públicos com regularidade. Na semana passada tudo mudou e na minha rotina voltaram a entrar o belo do autocarro, comboio e metro. Que suplício. 

Posso vos dizer que já vi de tudo. Gritos, marmelanços, discussões que resultaram em estalos, pessoas a cair e até outras que ladravam  não estou a brincar e sim, no plural. Por muito que sejam, geralmente, uma alternativa melhor ao automóvel, a verdade é que ter que somos forçados a lidar com indivíduos sem qualquer educação ou senso comum. É nesse intuito que surge esta compilação de 10 situações com que lido todos os dias. Aproveito para agradecer à minha namorada pelo título genial.

#1. Falar alto ao telemóvel
Nunca me hei de esquecer de uma viagem para Lisboa passada ao som de "castanho mel". A senhora atrás de mim levou meia-hora a falar sobre a sua nova coloração de cabelo. Na altura fiquei a saber o nome da amiga, os planos para o fim-de-semana e das fotos que ela lhe ia enviar com o novo look. Com música ou não, era impossível escapar ao massacre castanho mel.

#2. Grupos de amigos que falam alto
Durante a Universidade costumava ir de comboio com amigos e nem por isso falávamos como se estivéssemos numa taberna. Infelizmente nem todas as pessoas parecem importar-se e quando de juntam, são piores que uma família de hienas. Além de irritante, dá vontade de mudar de carruagem.

#3. Ouvir música sem fones
Quem é que nunca levou com chungas e os seus telemóveis a bombar música de horrível? Até podia ser a melodia mais bonita do mundo, mas não quero saber quando me é enfiada goela a baixo e aos altos berros. Nem aumentando o meu som conseguia abstrair-me do bo tem mel e companhia. Passo a viagem inteira a imaginar cenários em que os apedrejava com o telemóvel.

#4.  Não respeitam o teu espaço
Nos comboios da Fertagus os lugares são todos de quatro, sendo o mais cobiçado o lado da janela que vai "de frente". De manhã costumo consegui-lo sem problemas, mas a minha paz e sossego nunca dura muito tempo. Numa carruagem repleta de lugares vazios, as pessoas parecem sentir-se atraídas pelo meu "quadrado" e sentam-se ao meu lado/à minha frente. Devo ter mel. Até aí, vá, que remédio. O problema é quando se amontoam em cima de mim. Se for alguém mais largo é uma coisa, mas em 99% das vezes não é esse o caso. Resultado, eu que já lá estava, ou fico a viagem inteira colado à pessoa ou acabo esmagado contra a parede. No Verão então, é terrível.

#5. Ficam hipnotizados a olhar para nós
Se já tiveram a má sorte de apanhar um comboio ou autocarro na hora de ponta, sabem que a quantidade de pessoas que têm que ir em pé, é desumana. Alguns desses indivíduos ficam o tempo inteiro a olhar para quem vai sentado, do género "Seu sacana, não me dás lugar?" Não. Além disso, se pertenceram à categoria "idosos, grávidas ou deficientes", têm lugares especificamente para eles, não me chateiem. Lamento imenso mas esforço-me bastante para conseguir um lugar. Quando não acontece, fico em pé e olho para as janelas, não para a cara as pessoas.

#6. Andam como zombies
Este é possivelmente o ponto que mais me irrita. Detesto. Gente. Lenta. Todos os dias acontece a mesma coisa, o comboio chega, as portas abrem-se e assim que a pessoa que vai à frente sobe as escadas e vê que tem o seu lugar assegurado, perde a vontade de viver. É tão frustrante ir atrás dela e ver que do outro lado da carruagem, estão a ser mais rápidos e os lugares, outrora disponíveis, começam a esgotar-se. Juro que parecem criaturas saídas do Walking Dead. Só me falta é uma espada para dar cabo deles. Que raiva!

#7. Peço licença para sair e não se levantam
Uma coisa é no comboio em que existe espaço o suficiente para conseguir sair, mas num autocarro em que os lugares são duplos, não. Já me aconteceu ir no lado da janela, pedir licença para sair e a pessoa moveu os joelhos para o lado. O esforço que tive que fazer para não me deitar em cima dela foi ridículo. Fiquei possesso e com pena de não ter coragem para a destruir como um furacão com a minha passagem. Custa muito levantar o rabinho?

#8. Mascar pastilha elástica de boca aberta e com barulho
Em qualquer situação, mascar pastilha elástica de boca aberta é um big no no, mas quando estamos presos num local e não podemos fugir, é ainda pior. Ainda no outro dia me aconteceu isto. Tenham em atenção que estava com fones a dar música alta, e mesmo assim conseguia ouvir cada viragem da maldita pastilha na língua do labrego.

#9. Cortar as unhas
Não sei se me sinto mais miserável por escrever isto ou por ter presenciado este espectáculo mais que uma vez. A primeira (de muitas) foi às 7h30 da manhã, no comboio. Uma mulher senta-se a uns quantos lugares atrás de mim, saca do corta-unhas e começa o serviço, saltando os restos para todo o lado. No meio do comboio! Como é que é possível alguém achar que isto é aceitável? Durante uma temporada, semana sim, semana não, aquela criatura grotesca fazia a mesma rotina. Quando me cansei da situação e decidi que se a voltasse a ver diria algo, deixou de apanhar o meu comboio. Pergunto-me se finalmente entendeu os meus olhares acusatórios. Porca.

#10. Tirar macacos do nariz
A sequência de eventos que se segue não é para os estômagos mais sensíveis. Numa bela manhã em que o sol raiava lá fora, um homem senta-se à minha frente e, acreditem ou não, em slow motion, coloca o dedo indicador esquerdo na narina do mesmo lado. Fiquei perplexo. Rodou um bocado para um lado, para o outro, retira-o revestido de algo que não merece descrição, enrrola-o nos dedos e sacode-o para fora. QUE NOJO! Vomitei três vezes na minha boca e jurei vingança à sua aldeia. Devo ter sido um grande traste em outra vida para merecer isto.


Já presenciaram situações destas? Gostam dos transportes públicos?

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