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quarta-feira, 2 de agosto de 2017

A Blogosfera estagnou?


Os últimos meses têm sido complicados no que toca a conseguir conciliar trabalho, desgaste e a minha presença online. Enquanto seres humanos e criativos, todos os anos passamos por períodos de crise imaginativa que, consequentemente, nos impedem de escrever o que quer que seja. Juntem a isso uma dose astronómica de preguicite aguda e está o caldo entornado. No passado, referi várias vezes que sofro bastante deste problema e a tendência tem sido piorar. Até ao momento, esta é a maior crise de procrastinação que alguma vez atravessei.

Não querendo apontar dedos a um problema que é meramente interno, existem factores exteriores que também não ajudam à festa. Um deles é a direcção que a blogosfera em geral está a tomar. Pode ser impressão minha mas... o factor novidade perdeu-se. Dou por mim a ler uma constante reciclagem de coisas já escritas, criadas, feitas. Não tenho sentido aquela curiosidade em abrir este e aquele post porque já sei perfeitamente o que vou encontrar, mais do mesmo. São rubricas-clone que nascem mas com um título e número diferente de "coisas" em observação, são os mesmos locais gastronómicos a visitar, as mesmas exposições, os mesmos filmes, os mesmos produtos de cosmética. Bah!

Sei que pode ser uma observação injusta, mas permitam-me que constante um facto que também se aplica a mim. Ao fim ao cabo, sou parte activa nesta problemática e tenho plena consciência disso. Por outro lado, é precisamente por isso que sempre tentei intercalar as ditas publicações em "cadeia" com outras mais aleatórias, por vezes com a sua pitada de wtf. É preciso inovar, sair da zona de conforto e explorar outros caminhos, temas, experiências. Sim, isto é tudo muito bonito mas na prática nem sempre é possível, especialmente se tiverem uma página direccionada a um só público-alvo. Contudo, é algo que estou a tentar com todas as forças aplicar de modo a não vos maçar com tretas.

Cada vez mais o tempo é precioso e ninguém merece desperdiçá-lo a ler um jornal com notícias do mês passado.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

The Selfie Effect


Não fui um dos primeiros passageiros a apanhar o comboio do instagram mas, assim que lá cheguei, não quis outra coisa. Se tivesse que descrever o meu feed em duas palavras seriam "natureza" e "arquitectura". Embora tente criar um ambiente pacífico entre tonalidades e temáticas, a verdade é que me limito a publicar fotografias que considere visualmente apelativas. Isto é, até cometer o sacrilégio de publicar uma selfie.

Reza a lenda que se em vez de uma paisagem aparecer a nossa cara, qualquer pessoa que a veja terá um de dois destinos: ou fica sedenta por mais ou apanha um susto de morte. Não acreditam, então experimentem e digam-me os resultados. Fora de brincadeiras, o fenómeno é real e se no início me incomodava por pensar "porra, sou assim tão feio?", agora até me diverte. Não é que me sinta bem por ver seguidores a pularem o navio como ratos depois de verem um monstro, mas sempre dá para descobrir quem é que nos seguia por gostar genuinamente do conteúdo.

Antes de mais, e porque este é um tema susceptível a más interpretações, é importante esclarecer que não estou de forma alguma à procura de qualquer tipo de atenção, de todo. Só estou a partilhar algo que é ocorrente e me despertou o interesse por solidificar a ideia de que vivemos num mundo onde uma imagem vale mais que mil palavras ou hashtags.

Como tudo na vida, não se pode agradar a gregos e a troianos. O que para mim é bonito, para vocês pode ser horrível e vice-versa. No entanto, é incrível a dualidade de reacções que existem quando decidimos partilhar a nossa aparência física. Por cada comentário com corações, são dois seguidores que se perdem. Se forem mais sensíveis, pode destruir-vos a auto-estima. Não digo que uma má recepção seja agradável, mas nem é isso que me incomoda. É estranho quando se tratam de pessoas que seguimos mutuamente há anos, e que além de conhecermos as suas caras, tínhamos um relação recíproca de likes and all, a desaparecerem precisamente naquele instante.

Confesso que já fugi de uns quantos perfis devido à quantidade de selfies que rivalizavam com o charme do Quasimodo, mas se o restante conteúdo fosse de meu agrado, isso não seria motivo para não seguir a conta. Não vou ser hipócrita e dizer que não gosto de ver coisas... interessantes, mas isso não é tudo e há com certeza outros sites mais indicados para tal.

No verso da moeda está a atenção que na grande maioria das vezes nem procuramos mas acabamos por receber. Nem é preciso serem deuses gregos para vos choverem mensagens privadas que ignoram por completo o vosso interesse ou relationship status. Se faz bem ao ego? Claro que sim, mas também pode ser extremamente constrangedor dependendo do indivíduo e consequente insistência. Um simples "olá", que interpreto de forma inocente, geralmente acaba por dar uma volta de 180º e levar a conversas que sinceramente dispenso.

A internet é um mundo enorme em que existe tudo para todos os gostos. Literalmente. O importante é sentirem-se bem convosco próprios e serem capazes de se abstrair (ou não) das reacções das pessoas, sejam elas boas ou más.


Já foram vítimas do 'Selfie Effect' seja ele pela positiva ou negativa?

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