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quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Christmas Wishlist '17


Olha para ele, ainda há uma publicação atrás se queixava do consumismo desmedido que existe nesta época e agora está a mostrar uma wishlist? Como dizia o outro, "uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa". É possível ter-se plena consciência do estado em que anda a sociedade e simultaneamente desejar de receber um agrado. Ora, quem é que não gosta?

Como até sou uma pessoa extremamente fácil de agradar, desde que joguem pelo seguro e apostem na sagrada trilogia - isto é, álbuns de música, dvd's de filmes/séries - tudo tranquilo. Ainda assim, há sempre qualquer coisa extra que queríamos mesmo ter mas se for possível ser debitado no cartão do senhor das barbas brancas em vez do nosso, ainda melhor.

#1 & #2 - Dois dos meus álbuns favoritos do ano: "Melodrama" da Lorde (€16,99 AQUI) e "Rainbow" da Kesha (€14,99 AQUI).

#3 - Se soubessem quantos casacos de cabedal é que já experimentei à procura do tal. Tenho um que foi comprado há alguns anos mas que sinceramente me deixa com um ar de croquete robusto e, como tal, queria investir num modelo mais... actual. Sinceramente ainda nem me decidi sobre qual comprar, mas este da H&M parece ser engraçadito. (€59,99 AQUI)

#4 - DVD Box Set completo de "Orphan Black". Ia preencher o vazio deixado pelo abandono do melhor núcleo de irmãs de sempre.

#5 - Há muito que penso em investir numa máquina fotográfica assim mais profissional, digamos. Ainda que seja apenas para uso pessoal, com certeza seria um grande upgrade em relação ao meu telemóvel. Face as todas as funções e preço, a Canon EOS 750D parece-me ser um bom negócio (no espaço de uma semana o valor aumentou imenso, mas quando vi na FNAC estava a €521.99)

#6, 7 & 8  - "Her(€7 AQUI), "The Handmaiden" (€7 AQUI - se bem que detesto esta capa) e "Coco" (ainda indisponível), três filmes que adoro de morte e adorava juntar à minha colecção.


Já sabem o que gostavam de receber este ano? 

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

TGW Awards: Top 10 TV Series of 2O16


Afirmei-o no passado e repito, compilar uma lista com as melhores séries do ano é sempre uma tarefa ingrata, especialmente para quem acompanha tantas como eu. A televisão voltou à sua era de ouro são cada vez mais os actores ditos "conceituados" que optam pela telas caseiras em vez das IMAX.

Das 71 que vejo, optei por me limitar a um TOP 10, escolhendo apenas uma pequeníssima fracção de todas as produções que gostaria de incluir. Foi tão complicado que ponderei passar para 20, mas acabaria ter um efeito bola de neve. Se as vossas favoritas não forem referidas ao longo desta publicação, talvez se deva ao facto de não as ter visto.

Numa análise rápida e superficial, 2016 foi o ano da fénix: "Orphan Black""Game of Thrones""House of Cards""American Horror Story" e "Orange is The New Black" receberam uma injecção criativa enorme que as trouxe de volta ao jogo. A vencedora do ano passado, "Mr. Robot" teve uma segunda temporada boa, mas não o suficiente, e "Daredevil" foi uma enorme decepção. "Penny Dreadful" despediu-se em grande enquanto "Supernatural" se mantém no ar, graças a uma fiel legião de fãs que, claramente, não se importa de ver algo medíocre. Pelo meio tivemos boas surpresas como "Better Things""Preacher" e o revival dos "X-Files".

Abomino escrever sinopses e pior ainda quando tenho que o fazer para séries com mais do que uma temporada, portanto dêem-me um desconto. Como nunca sei ao certo o que revelar ou não, é preferível deixar o aviso da praxe, atenção aos spoilers.

MENÇÕES HONROSAS: ORANGE IS THE NEW BLACK | PENNY DREADFUL | MR. ROBOT | UNREAL | YOU'RE THE WORST | BETTER THINGS | PLEASE LIKE ME | UNBREAKABLE KIMMY SCHMIDT | YOUNGER | BLACK MIRROR | PREACHER | THE X-FILES | GIRLS | FARGO | ASH VS. EVIL DEAD

.10.. House of Cards”, Season 4
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

Após uma season pouco memorável, o drama político mais cruel dos Estados Unidos voltou com tudo na quarta temporada. Kevin Spacey interpreta Frank Underwood, o Presidente norte-americano capaz de passar por cima de tudo e todos para se manter no poder. Simultaneamente, Claire tem a sua própria agenda e se for necessário expor a fraude que é o seu casamento para conseguir o que quer, assim o fará.

Aclamada pela crítica, a trama é complexa e bem desenvolvida. Se conseguiram converter alguém como eu, que detesta este género televisivo, é porque estamos perante um produto verdadeiramente interessante. Ver o Spacey em cena é algo mágico. A sua entrega ao papel de um sociopata vingativo é ainda mais chocante por tornar o público no seu cúmplice — ele fala directamente para a câmara em alguns momentos-chave. Involuntariamente acabamos a torcer para que os seus estratagemas dêem certo. Uma vez que expõe os bastidores da política norte-americana, ninguém tem moral na história, o que talvez explique o facto de parecer tão real. Não posso deixar de referir a outra peça-chave do tabuleiro, a soberba Robin Wright como a sofisticada, fria e falsa, Claire (a esposa). Com um elenco dramático de luxo e uma fotografia digna de muitos filmes — valendo-lhes um Emmy nas respectivas áreas —, House of Cards é a combinação perfeita de política, crime e drama, com direito a cenas sexuais e momentos de puro choque. 

..9.. American Horror Story”, Season 6
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

Pensar que quando estreou, "American Horror Story", foi considerada uma relíquia pela crítica, e depois caiu por terra graças a temporadas pouco felizes como "Circus" ou "Hotel". Decidido a dar a volta por cima, Ryan Murphy ofereceu-nos uma das melhores fases da antologia, "Roanoke".

Com claras referências a "The Blair Witch Project" e "The Texas Chainsaw Massacre", a trama centra-se no pesadelo vivido pelo casal Shelby e Matt + a irmã dele, Lee, na sua nova casa. Contada em modo documentário/lost footage, parte da história é narrada por "pessoas reais", Lily Rabe, André Holland e Adina Porter, e depois vemos actores (Sarah Paulson, Cuba Gooding Jr. e Angela Basset) desempenharem os eventos. Não vou adiantar qualquer sinopse porque estamos em terreno escorregadio e ao mínimo deslize posso estragar alguma reviravolta. Porém, destaco as interpretações de Kathy Bates e Frances Conroy que mereciam ser premiadas. Confesso que pela primeira vez desde a primeira temporada tive medo e assustei-me a sério com algumas cenas. A atmosfera aterrorizadora e pesada foi constante, deixando os espectadores ao rubro. Nem mesmo o último episódio desastroso conseguiu baixar o nível dos restantes. 

..8.. Game of Thrones, Season 6
NOTA: 9/10 | TRAILER: AQUI

Por norma dou preferência aos underdogs mas quando um produto é bom, não há como negar, e este ano "Game of Thrones" mereceu um lugar entre os melhores. Passadas 6 temporadas, o Inverno ainda não chegou, mas sinceramente isso pouco ou nada interessa. Sangrenta, cativante e altamente crua, a adaptação dos livros de George R.R. Martin mantém-se como uma das mais fortes produções televisivas da última década. Yeah, I said it.

Nesta fase da história, as poucas personagens que restam lutam pela sobrevivência, sofrendo nas mãos dos que têm força em números. Após um acidente de percurso, Jon Snow voltou e proporcionou-nos um dos momentos mais satisfatórios de 2016, o confronto Snow vs. Ramsey. Considerado o episódio mais caro de sempre, a luta dos bastardos foi uma obra de arte do início ao fim. Bem dirigida, chocante, visceral e cheia de suspense, só tive pena de não ter pipocas a acompanhar o duelo do século. Vá, estou a levar-me pelo entusiasmo, mas vocês perceberam a ideia.

..7.. Transparent, Season 3
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

Os Pfefferman continuam com sérios problemas de comunicação mas, em contrapartida, a transsexualidade de Maura, o pai, já não causa transtorno. O primeiro episódio desta terceira temporada foi tão forte, que cheguei a pensar que se tinham inspirado na longa-metragem "Tangerine", que em 2015 ocupou a #15 posição na minha lista de "Melhores Filmes". Foi com alguma pena que não vi essa narrativa ser explorada nos capítulos seguintes, mas felizmente compensaram com diálogos inteligentes e a dose certa de dramedy.

De uma maneira geral, arrisco-me a dizer que esta season foi a mais inovadora até à data, com sequências alucinantes absolutamente surreais, uma tartaruga como personagem-especial e episódios de ouro como o de estreia e o "If I Were a Bell", onde descobrimos como é que Maura e Shelly se conheceram. Os filhos, Ally, Sarah e Josh, continuam a dividir o tempo de antena com o MoPa, mas felizmente a partilha de protagonismo não feriu a história — aliás, é uma das duas séries que se manteve no top em relação ao ano passado. A grande surpresa foi Shelly, a mãe. Nunca pensei que ouvi-la cantar a "Hand In My Pocket" da Alanis Morissette na final fosse tão comovente. Sem dúvida um dos pontos altos.

..6.. Westworld, Season 1
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

Baseada no filme homónimo de 1973, Westworld é descrita pela HBO como "uma odisseia obscura sobre a aurora da consciência artificial e evolução do pecado", explorando um mundo onde todos os desejos humanos, até os mais macabros, são tolerados.

Apontada como a grande sucessora de Game of Thrones — basta verem o genérico e percebem logo as semelhanças —, o episódio-piloto entrou para a história como um dos mais caros de sempre (razão pela qual a segunda temporada só vai para o ar em 2018), superando a terra dos dragões. Com o elenco mais rico da tv norte-americana (Anthony Hopkins, Evan Rachel Wood, Ed Harris, James Marsden, Thandie Newton, Jeffrey Wright, entre outros), esta espécie de Disneyland futurista/velho oeste para adultos milionários deixa-nos com os ânimos à flor da pele. A narrativa é provocadora e bastante ambiciosa, não se resume a superficialidades. As interacções pessoais entre humanos e máquinas são tão profundas e complexas que só comprova a ideia de que o futurismo e classicismo podem coexistir de forma natural.

..5.. Orphan Black, Season 4
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

Se a competição não fosse tão forte este ano, garanto-vos que esta temporada de "Orphan Black" estaria no pódio. Sem palavras. Foi assim que fiquei com o desenrolar da história. Os criadores deram uma volta de 180º até às raízes da estranha, inovadora e cativante premissa. Sem qualquer aviso prévio, voltamos à estaca zero, ao momento em que Beth descobre que faz parte de uma experiência laboratorial de clones. 

Saltando da 10ª para a 5ª posição, "Oprhan Black" não se perdeu nas questões mitológicas, e focou-se no que realmente interessa, as relações entre as sistras. Escusado será dizer que a interpretação fenomenal da Tatiana Maslany como protagonista e metade das restantes personagens secundárias continua a ser a galinha dos ovos de ouro desta produção. Conhecemos novos clones, temos momentos paralelos incríveis entre Sarah e Beth, uma narrativa coesa, e o aparecimento de alguém que se julgava perdido. A sério, estou de queixo caído com a qualidade desta temporada. Uma pena que a próxima será a última. Prevejo um rio de lágrimas quando esse momento chegar.

..4.. The Crown, Season 1
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

"The Crown", a nova produção original da Netflix, foi vendida como a série mais cara desenvolvida pelo serviço de streaming. Basta assistir a um episódio para perceber o motivo de custos tão elevados. A beleza e grandiosidade dos cenários, o rigor do guarda-roupa e caracterização impecável, são os veículos principais para nos transportar até à época de tensões políticas e sociais de um Império que além de sobreviver a uma guerra, ainda tem que lidar com a ascensão de uma jovem mulher ao trono, Elizabeth.

O burburinho em volta desta série foi grande e felizmente não desapontou. Tratando-se de um retrato fiel sobre "pessoas reais", não existe propriamente um enredo com as reviravoltas habituais de uma produção televisiva. Dito isto, a concepção delicada e quase poética, do interlúdio da vida da monarca, mostrando como ela teve pouco tempo para assimilar a morte do pai e a ascensão ao trono, é no mínimo fascinante. Simultaneamente, a jovem Rainha tem que lidar com o Primeiro Ministro Winston Churchill, com o marido que se sente inferior e a inveja da irmã mais nova. O espectador é convidado a assistir ao desenvolvimento de Elizabeth, desde a inicial falta de traquejo e conhecimento que fazem dela um alvo fácil a ser manipulado, culminando no momento em que começa a ficar mais segura de si, na figura forte que conhecemos hoje em dia. É de realçar, ainda, a verdadeira alma da série, o elenco. 

..3.. The OA, Season 1
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

Sem qualquer aviso prévio e envolvido numa aura de mistério, "The OA" estreou a 16 de Dezembro e rapidamente se tornou numa das minhas obsessões do ano. Prarie Johnson, uma jovem cega, desaparece durante sete anos e quando volta, suja, cheia de marcas no corpo e a ver, muitos a consideram um milagre. No desenrolar dos episódios, a protagonista vai contando o que lhe aconteceu e cada revelação é mais chocante e estranha que a anterior.

"The OA" não se limita a explorar o desconhecido. Ao fim ao cabo, trata-se de uma história de amor, amizade, lealdade, personificada pela união de um grupo de jovens deslocados e de uma professora solitária, que se tornam felizes e corajosos com a companhia uns dos outros. O poder da família, não a verdadeira, a que se escolhe, é tão poderoso que até pode abrir portas para outras dimensões. Just saying. Brit Marling, a actriz principal, criadora e argumentista da série é tão ou mais intrigante que o produto em si. Intensa, complicada e com alguns clichés que, sinceramente nem me incomodam, a cena final da temporada deixou-me em lágrimas. Sem querer revelar spoilers, não só o assunto em questão é bastante actual como funciona de catalisador para a união dos grupo de misfits. Mesmo com o meu emprego e falta de tempo, fiquei de tal modo investido na série que a devorei num ápice. Uma das melhore prendas de Natal que podia ter recebido.

..2.. American Crime Story, Season 1
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

Baseada no livro The Run of His Life: The People vs. O.J. Simpson, de Jeffrey Toobin, a série acompanha os bastidores e julgamento de Simpson após ser acusado de assassinar a ex-mulher, Nicole Brown, e o amigo Ronald Goodman , em 1994.

Seguindo o mesmo conceito que American Horror Story, a produção com carimbo do Ryan Murphy é uma antologia, ou seja, a narrativa muda a cada temporada. Nesta primeira, a estrela foi, sem dúvida alguma, Sarah Paulson. No papel da advogada de acusação, Marcia Clark, a actriz foi simplesmente brilhante. A maneira como consegue alternar entre uma postura segura, com os cojones no sítio, e uma vulnerabilidade comovente, é algo que poucos artistas conseguiriam desempenhar. Após anos a ser descartada em entregas de prémios, é bom ver o seu trabalho a ser finalmente reconhecido. Aliás, o elenco inteiro está de parabéns. Foi uma surpresa ver o John Travolta, mas ainda bem que participou. É possível que seja a melhor interpretação que teve na última década. Apesar do desfecho ser de conhecimento público, é muito interessante descobrir o que realmente aconteceu atrás das cortinas. Desde a escolha do juri, à falsificação de provas e a cruzada absurda contra a Marcia. Com apenas 10 episódios, se ainda não viram, estão à espera de quê?

..1.. Stranger Things, Season 1
NOTA: 9/10 | TRAILER: AQUI

Por esta ninguém esperava, hum? Not. Assim que as letras vermelhas e luminosas do genérico aparecem na tela, acompanhadas daquela melodia já icónica, percebi que estava perante algo sensacional. Afirmei-o quando estreou e fico feliz por não ter mudado de opinião, "Stranger Things é a melhor série do ano!" 

A jornada de um grupo de amigos, uma rapariga com habilidades sobrenaturais e uma mãe desesperada em busca do pequeno Will Beyers, tornou-se num fenómeno global a que ninguém ficou imune — até a minha namorada viu e gostou, vocês não têm noção o que isso significa haha. Como é hábito em produções originais da Netflix, tecnicamente, a série é perfeita. Além de uma boa ambientação e inúmeras referências à pop culture do início dos anos 80 (destaque evidente para E.T. e Alien), é impossível não ser transportado de volta ao passado, mesmo que nunca o tenham vivido, como é o meu caso. O espectador é levado numa aventura sci-fi com homenagens aos Stephens, King e Spielberg. Além da componente estética, a banda sonora também funciona bem, ainda que um pouco cliché, mas bem executada ao surgir discretamente em momentos apropriados. O núcleo de actores parece ter sido escolhido a dedo. Tanto os mais novos como os veteranos como a brilhante Winona Ryder, deram a uma narrativa já de si interessante, a densidade necessária às suas personagens tão complexas. Com apenas 8 episódios, não percam mais tempo e devorem a primeira temporada.


Acompanham algumas das séries? Quais foram as vossas favoritas de 2016?

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

EMMYS 2O16


A série Game of Thrones voltou a repetir a proeza do ano passado e foi a grande premiada na 68ª edição dos Emmys. A adaptação televisiva dos livros de George R.R. Martin estava nomeada para 23 e levou para casa as estatuetas de Melhor Direcção, Melhor Roteiro e Melhor Série Dramática, estabelecendo um novo recorde. Com 38 estatuetas, Game of Thrones conseguiu, finalmente, superar as 37 da comédia "Frazier" (1993-2004), e tornou-se oficialmente na série mais premiada de sempre.

Conduzida pelo apresentador Jimmy Kimmel, a gala não foi só dedicada ao mundo dos dragões. Com 22 nomeações na categoria de "Mini-Série", The People v. O.J. Simpson: American Crime Story, venceu cinco, incluindo Melhor Mini Série, Melhor Actor Secundário (Sterling K. Brown), Melhor Actor (Courtney B Vance) e Melhor Actriz (Sarah Paulson  que levou a verdadeira Marcia Clark, à gala). Foram precisas 6 nomeações para que o trabalho sublime da veterana de American Horror Story, ainda que noutro registo, fosse justamente reconhecido.

Sarah Paulson e Sterling K. Brown - The People v. O.J. Simpson: American Crime Story
Na categoria de comédia venceram os suspeitos do costume. Veep conquistou o troféu de Melhor Série e Julia Louis-Dreyfus também fez história ao vencer pela quinta vez seguida o prémio de Melhor Actriz. Jeffrey Tambor também recebeu pelo ano consecutivo o prémio de Melhor Actor, pelo seu papel em Transparent, onde interpreta um transsexual

Louie Anderson recebeu o troféu de Melhor Actor Secundário (Baskets) e a hilariante Kate McKinnon o de Melhor Actriz Secundária (Saturday Night Live), ambos de comédia. É de realçar que, em 42 temporadas, a comediante foi a primeira a receber uma distinção pelo seu contributo no programa ao vivo.

Tatiana Maslany (Orphan Black) e Rami Malek (Mr. Robot).
Justiça foi servida e a Tatiana Maslany recebeu o seu primeiro Emmy de Melhor Actriz de Drama. Após ser absurdamente excluída da lista de nomeadas pelas duas primeiras temporadas de Orphan Black, a actriz canadiana foi indicada no ano passado mas perdeu para Viola Davis (How To Get Away With Murder). Nem imaginam a felicidade que senti ao ouvir o seu nome a ser chamado ao palco. Como é que uma actriz que desempenha 6 personagens diferentes só teve o seu trabalho reconhecido agora? Enfim, mais vale tarde que nunca. 

Após ter sido roubado no ano anterior, Rami Malek recebeu o seu primeiro Emmy (Melhor Actor de Drama), pelo seu papel em Mr. Robot. Ainda no tópico de representação dramática, Maggie Smith venceu a sexta estatueta na categoria de Melhor Actriz Secundária por Downton Abbey e voltou a não colocar lá os pés , e Ben Mendelsohn levou o prémio de Melhor Actor Secundário (Bloodline).

Para a lista completa de nomeados e vencedores cliquem AQUI.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

TGW Presents: Top 10 TV Shows of 2O15


Compilar uma lista com as melhores séries do ano é sempre uma tarefa ingrata, especialmente para quem acompanha "tantas" (discutível) como eu. Não sei o que se passa ultimamente, mas tenho a sensação que os tv shows são como os cogumelos, estão sempre a aparecer.

Das 47 que vejo, optei por me limitar a um TOP 10, escolhendo apenas uma pequena fracção de todas as produções que gostaria de incluir. Se as vossas favoritas não forem referidas ao longo desta publicação, é provável que nunca as tenha visto  como é o caso de "House of Cards", "Hannibal", "Arrow" e por aí fora.

Analisando muito resumida e superficialmente, "Game of Thrones", "The Walking Dead" e "Orange Is The New Black— três das minhas predilectas — ofereceram mais do mesmo, "Empire" perdeu completamente a magia da primeira temporada, e como uma barata no fim do mundo, "Supernatural" infelizmente ainda sobrevive. Quanto a "True Detective", é melhor nem falar da porcaria em que transformaram uma das melhores séries dos últimos tempos. Ainda assim, nem tudo é negativo. "How To Get Away With Murder" manteve o praticamente o nível elevado da primeira season, se bem que ainda continua demasiado irrealista, correndo o risco de se tornar numa novela, e o trio "Orphan Black", "Homeland" e "Penny Dreadful" receberam uma injecção de adrenalina que as trouxe de volta à vida.

Detesto escrever sinopses e pior ainda quando tenho que o fazer para séries com mais de uma temporada. Nunca sei ao certo o que revelar ou não, portanto se for esse o caso, atenção a potenciais spoilers.

MENÇÕES HONROSAS: FEAR THE WALKING DEAD | INSIDE AMY SCHUMER | HOMELAND | GAME OF THRONES | BOB'S BURGUERS | SENSE8


.10.. Orphan Black, Season 3
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

Capturada e presa no meio do deserto pelos clones masculinos, a única hipótese de salvação de Helena é Sarah, que mal descobre o paradeiro da irmã, vai ao seu encontro para ajudá-la a escapar. Simultaneamente ficamos a saber mais sobre o Castor Project, a Cosima lida com uma doença inesperada e a Alison envolve-se com traficantes de drogas enquanto concorre para um cargo do conselho administrativo na escola dos seus filhos adoptivos.

Por muito que goste incondicionalmente de "Orphan Black", há que admitir que depois da primeira temporada — aclamada pela crítica, a segunda deixou muito a desejar. A série preferiu perder-se na mitologia do que continuar no ponto forte que é a interpretação fenomenal da Tatiana Maslany como protagonista e metade das restantes personagens secundárias. Porém, redimiram-se na terceira season, voltando ao às raízes. Conhecemos novos clones, temos momentos incríveis da Helena, e uma narrativa mais coesa, que se concentra mais nas personagens e a sua jornada. Estou bastante curioso com os próximos desenvolvimentos da trama.


..9.. Broadchurch, Season 2
NOTA: 9/10 | TRAILER: AQUI

Na primeira temporada conhecemos o drama vivido por uma família cujo filho mais novo é encontrado morto. Durante a investigação descobrem-se segredos dos habitantes da pequena cidade de Broadchurch, e no final a identidade do assassino é revelada. A segunda temporada foca-se no julgamento do culpado, enquanto o detective Alec tem que lidar com um antigo caso policial com a ajuda da sua perceira Ellie.

Os primeiros oito episódios deste drama britânico deixaram-me praticamente sem unhas. A história estava escrita de tal maneira que a cada episódio pensamos que o assassino é uma pessoa diferente. Infelizmente o mistério que me conquistou no início, não foi aproveitado para a segunda parte da trama, e aquela que no ano passado levou o prémio de "Melhor Série de 2014" na minha lista, caiu para a nona posição.

O facto de haver um julgamento e de como isso afecta a família da vítima é algo que raramente vemos em outras séries policiais, tornando-se na mais-valia desta season. Especialmente porque o guião aproveita para rever todos os detalhes da investigação que já conhecíamos, mas sob um olhar mais analítico e assertivo, menos emocional e mais cínico do júri. "Broadchurch" passa a ser uma série de tribunal, dividindo a narrativa e deixando a componente investigativa para segundo plano. O caso "novo" não teve a força do anterior, sendo bastante evidente a culpa dos implicados. Continuo expectante quanto aos próximos capítulos, esperando apenas que sigam por um caminho menos óbvio e mais coerente, mas mantendo o foco no impecável núcleo de protagonistas, e a estética visual que tanto me agrada.


..8.. Please Like Me, Season 3
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

A terceira temporada de "Please Like Me" continua a seguir a vida e peripécias do desajeitado Josh. Agora numa relação, aparentemente, estável com o extremamente nervoso e vegetariano Arnold, ele surpreende-se ao perceber que a sua vida dava uma comédia romântica. A ex-namorada e melhor amiga Claire está de volta e vai precisar da sua ajuda para lidar com uma situação difícil.

A descoberta desta comédia australiana escrita e protagonizada por Josh Thomas foi uma das melhores descobertas que podia ter feito. Há três anos que acompanho as relações amorosas e familiares desastrosas do jovem cozinheiro e não não me canso. Um dos pontos positivos da série é o facto de não perder tempo com a "negação" dos pais, eles aceitam a homossexualidade do filho sem qualquer problema. A série é bastante intimista e de tal modo realista que parece que pertencemos ao grupo de amigos em cena. Ninguém é perfeito, todas as personagens tem lados bons e maus, vitórias e fracassos. Temas como sexo, drogas, depressão e aborto são abordados, mostrando que nem todas as pessoas têm finais felizes. Quanto ao elenco só posso escrever elogios. As interpretações são óptimas, os timings são perfeitos e até mesmo o trabalho de edição é a cima da média.


..7.. The Fall, Season 2
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

Na segunda temporada continuamos a seguir as investigações da detective Stella Gibson, que investiga os crimes, contra jovens morenas, que têm sido cometido por um serial killer na região de Belfast, na Irlanda.

Logo no primeiro episódio da primeira temporada ficamos a conhecer a identidade do assassino: Paul Spector (Jamie Dornan), um homem casado e com uma filha pequena, que não consegue controlar o seu desejo de estrangular mulheres, chegando a envolver-se com uma adolescente nesta continuação da história. Apesar das duas seasons contarem com um total de 11 episódios, o ritmo da narrativa é consegue ser um pouco lento (não me incomoda minimamente). Depressa se percebe que não existe nenhuma urgência no guião para que o espectador veja mortes ou a captura de Paul.

Os diálogos são cuidados, inteligentes, e unidos à atmosfera sombria e gélida de uma Irlanda do Norte pobre e violenta, criam um pano de fundo dramático perfeito para a trama. Com a passagem de temporadas temos uma continuação directa da história. Nada muda, não surgem personagens novas e não existem saltos temporais. A única alteração mais evidente é na vida de Spector que agora terá que corrigir erros do passado, como ter deixado a sua última vítima sobreviver. Com Stella cada vez mais próxima de conectá-lo aos crimes, é uma questão de tempo até que seja apanhado.


..6.. Penny Dreadful, Season 2
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

Evelyn Poole, conhecida como Madame Kali, é secretamente a líder de um poderoso clã de bruxas, as Nightcomers. A mando do demónio de quem serve e adora, tenta capturar Vanessa Ives, que se começa a revelar de tamanha importância para os planos da entidade maligna. Consequentemente, Ethan Chandler torna-se numa espécie de protector de Vanessa, tornando-se num alvo a abater pela vilã, assim como Sir Malcom Murray, que acaba seduzido por ela.

Confesso que algures no decorrer da primeira temporada considerei deixar de acompanhar este drama sobrenatural britânico. Ao terceiro episódio da segunda season tudo mudou. A história tomou uma volta inesperada ao introduzir um sub-enredo, em modo flashback, protagonizado pela Eva Green e a fantástica Patti LuPone. Fiquei de tal maneira impressionado que não só subi um ponto na classificação geral da série (algo que por norma não gosto de fazer), como subiu disparada para a sexta posição na lista das melhores de 2015. Trocarem os vampiros pelas bruxas foi a melhor decisão que podiam ter tomado. Repleta de cenas pesadas, mais próximas do terror, e boas reviravoltas, a final deixou bons cliffhangers para a continuação da trama, prevista para Maio deste ano.



..5.. Transparent, Season 2
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

Uma família judia com sérios problemas de comunicação tem a vida virada do avesso quando o pai revela ser transsexual. Maura, tenta manter os três filhos já adultos, Ali, Sarah e Josh, unidos e fazer com que eles aceitem quem ela sempre foi, independentemente de ter demorado para assumir a sua verdadeira identidade de género.

Com dois Globos de Ouro na categoria de comédia no currículo, temi que a segunda temporada não conseguisse acompanhar o sucesso da anterior. As minhas suspeitas não se confirmaram. Tal como na primeira season, os flashbacks voltam a dominar a narrativa, mas em vez de se limitarem a analisar a história de Mort, vão explorar mais a fundo as origens dos Pfeffermans e o trauma que se encontra enraizado no seu ADN, oferecendo uma visão maior sobre as injustiças de que a comunidade LGBT tem sido alvo. Desta vez os três filhos ocupam o mesmo tempo de antena, se não mais, que o mopa deles, mas felizmente a série não sofreu com esta partilha de protagonismo.


..4.. Daredevil, Season 1
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

Quando era criança, Matt Murdock, ficou cego como consequência de um acidente com um veículo que transportava químicos. Agora, em adulto, vive uma vida dupla: durante o dia é advogado na sua firma criada em parceria com o melhor amigo, e à noite usa os seus sentidos apurados para combater o crime no bairro de Hell's Kitchen em New York.

Uma das minhas obsessões iniciais do ano passado. Não há como negar, a febre dos vampiros foi substituída por uma nova epidemia, a dos super-heróis. Para meu agrado, esta série cumpriu com o prometido: destacou-se pela diferença de outras produções do mesmo género, sendo mais adulta, mais violenta e com menos romance. Digamos que seguindo uma linha conceptual obscura, não contem com enredos superficiais para serem acompanhados com pipocas. Charlie Cox brilhou no papel de Murdock. Ele é claramente um homem fechado e complexo, mas nunca irritante ou deprimente. É apenas um ser humano, não usa engenhocas ou tem super-poderes, simplesmente tem os sentidos mais apurados que o normal. Os fãs de cenas de luta vão ficar deliciados com "Daredevil".


..3.. Jessica Jones, Season 1
NOTA: 9/10 | TRAILER: AQUI

Jessica Jones acompanha a personagem título, uma super-heroína reformada que sofre de stress pós-traumático devido a acontecimentos trágicos do seu passado. Ela passa a usar os seus dons para trabalhar como detective particular, e quando é contratada para encontrar uma estudante desaparecida, as suas investigações levam-lhe até ao homem que quase destruiu a sua vida.

Quando redigi a minha detalhada review (AQUI) sobre esta nova adição da família Netflix+Marvel não lhe poupei elogios, ainda que receoso de estar sob o efeito da hype. Passou-se um mês e mantenho a minha opinião, estamos perante uma das produções televisivas mais fortes dos últimos anos. Liderada por um núcleo feminino seguro e independente, é psicologicamente brutal (especialmente para as mulheres), abordando temas como agressão sexual e violação. O meu único desejo é que mantenham o elevado nível de qualidade na próxima temporada.



..2.. Unbreakable Kimmy Schmidt, Season 1
NOTA: 9/10 | TRAILER: AQUI

Kimmy Schmidt passou 15 anos presa com outras três mulheres num bunker. Vítimas de um fanático religioso que as convenceu do final da humanidade, são salvas e forçadas a redescobrir o mundo em que vivem. Não querendo voltar para a cidade natal, onde foi sequestrada, Kimmy muda-se para New York onde consegue um emprego na casa de uma madame rica, e divide um apartamento com Titus Andromedon.

Em Agosto escrevi uma publicação (AQUI) sobre esta série que infelizmente continua praticamente no anonimato. No espaço de dois dias devorei os 13 episódios de 20 minutos, tornando-se na minha nova série favorita de comédia. Até a abertura está espectacular. Inteligente, hilariante e repleta de personagens complexos e absolutamente cativantes, o núcleo central de protagonistas foi escolhido a dedo. Vou ser sincero, embora me divirta imenso com as peripécias que a personagem principal enfrenta por ter ficado desligada da sociedade durante década e meia, o melhor amigo gay em busca de fama é sem dúvida a melhor parte.



..1.. Mr. Robot, Season 1
NOTA: 9/10 | TRAILER: AQUI

Elliot é um jovem anti-social que trabalha como engenheiro informático numa empresa de ciber-segurança durante o dia, e à noite é um hacker/"justiceiro". Recrutado por um grupo de hackers activistas, os "fsociety", para derrubar o monopólio mundial da Evil Corp, empresa que ele é pago para proteger, o rapaz vai viver uma luta interna sobre destruir ou não o império dos seus empregadores, ao mesmo tempo que lida com problemas psicológicos.

Os críticos gostaram e o Ricardo também. Não se deixem enganar pela palavra "justiceiro". Elliot não é um super-herói, é o nerd sobre-dotado mais deprimente de sempre. Ainda não me conformei por ter considerado a revelação final previsível, mas afirmo com toda a convicção que há algum tempo que uma série não me deixava tão empolgado pela frescura do tema e a forma como é abordado. Tecnicamente os planos de imagem são geniais, a narrativa é extremamente actual  não estivessem os Anonymous e o universo dos hackers tão enraizados na sociedade mundial —, e a interpretação do Rami Malek é algo de transcendente.


Acompanham algumas das séries? Quais foram as vossas favoritas de 2015?

terça-feira, 22 de setembro de 2015

EMMYS 2O15


Ao fim de seis anos, Game of Thrones foi finalmente a grande premiada na noite dos Emmys. Apesar da adaptação televisiva dos livros de George R.R. Martin somar nomeações todos os anos, são poucos os prémios recebidos. Isto é, até agora. Na 67th edição da cerimónia televisiva, com a decepcionante apresentação de Andy Samberg, o drama venceu nada mais anda menos que 12 das 24 estatuetas a que estava indicado, incluindo Melhor Série Dramática, Melhor Realização e Melhor Argumento. 


A série bateu o recorde de maior número de prémios arrecadados numa só gala dos Emmys. O recorde anterior pertencia a "The West Wing" (Os Homens do Presidente, em português), que em 2000 venceu 9 estatuetas. A produção de David Benioff e D.B. Weiss também ajudou a que a emissora televisiva HBO fizesse história. Contas feitas, a produtora somou 43 prémios no final da noite.


Nas categorias de representação, Peter Dinklage venceu o prémio de "Melhor Actor Secundário" pelo seu Tyrion Lannister, uma das personagens favoritas do público. O mesmo papel já lhe tinha rendido em 2011, o Emmy na mesma categoria. As oito estatuetas restantes foram ganhas nas categorias técnicas como som, efeitos visuais, etc.


Para a despedida de Mad Men, a série estava nomeada nas principais categorias e limitou-se a conquistar apenas um prémio. À sétima e última temporada, Jon Hamm finalmente conseguiu o tão cobiçado Emmy de "Melhor Actor Dramático". Há oito anos que o actor norte-americano era indicado nesta categoria mas sem sucesso. A sua subida rastejante ao palco disse tudo.


Numa noite de estreias, Viola Davis foi escolhida para "Melhor Actriz", tornando-se na primeira afro-americana a vencer um Emmy na mais importante categoria de representação numa série dramática. Num discurso arrepiante, a estrela de How To Get Away With Murder citou Harriet Tubman, uma escrava negra que se tornou numa das figuras centrais do movimento abolicionista norte-americano, para afirmar que ainda existe desigualdade racial e de género em Hollywood. "A única coisa que separa as mulheres de cor de qualquer outra pessoa é a oportunidade. Não podes vencer um Emmy por papéis que simplesmente não existem", disse Davis, agradecendo aos argumentistas e produtores da série, especialmente Shonda Rhimes, por "redefinirem o que significa ser bonita, ser sexy, ser uma líder, ser negra".

Embora acompanhe as duas séries, confesso que estava a torcer pela Tatiana Maslany. Depois de ser ridiculamente excluída da lista de nomeados pelas duas primeiras temporadas de Orphan Black, a actriz canadiana finalmente foi indicada ao Emmy de "Melhor Actriz". Não existem quaisquer dúvidas sobre a tremenda prestação de Viola como Annalise Keating, mas se pensarmos que a Maslany estava nomeada por desempenhar 6 personagens diferentes... Talvez para o ano.


Uzo Aduba conhecida pelo seu papel de Suzanne "Crazy Eyes" Warren, na série Orange is the New Black, também fez história ao vencer o Emmy de "Melhor Actriz Secundária". A vitória rendeu-lhe o título de primeira actriz a receber dois prémios nas categorias de comédia e drama pela mesma personagem, uma vez que OITNB mudou de classificação. Regina King fecha o talentoso triângulo afro-americano ao ganhar a estatueta de "Melhor Actriz Secundária" numa mini-série ou telefilme, com American Crime, série que de resto perdeu nas restantes categorias para Olive Kitteridge.

Logo a seguir a Game of Thrones, a mini-série baseada no romance homónimo de Elizabeth Strout, também da HBO, foi quem conquistou mais estatuetas. Olive Kitteridge venceu oito Emmys, entre eles, "Melhor Mini-Série", "Melhor Actor e Actriz", e "Melhor Actor Secundário".

Para a lista completa de nomeados e vencedores cliquem AQUI.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Está a chegar a 3ª temporada de "Orphan Black"


É já amanhã que estreia a terceira temporada de Orphan Black e dizer que estou ansioso é pouco. Aclamado pela crítica, o hit de culto da BBC América, não tem a visibilidade que merece em Portugal. As chances de não fazerem ideia do que estou a falar são muitas, portanto temos que alterar isso urgentemente.

Orphan Black conta a história de Sarah Manning (Tatiana Maslany), uma orfã com um histórico de delitos criminais que após presenciar o suicídio de uma desconhecida com a aparência idêntica à sua, resolve assumir a sua identidade. Ao fazer-se passar pela detective Elizabeth Childs, as intenções de Sarah eram simples, esvaziar a conta bancária da falecida e recomeçar uma vida com a filha de 7 anos, Kira (Skyler Wexler), e o seu irmão adoptivo Felix (Jordan Gavaris). A trama complica-se quando Sarah descobre algo impensável: ela é um clone. Há mais como ela e alguém está a matá-los.

A "verdadeira" Cosima, Cosima Herter.
No caso de estarem a pensar que esta é apenas mais uma série medíocre de ficção científica (acreditem que sei do que estou a falar), estão enganados. Uma das componentes mais interessantes do show é a parte científica. 

Curiosamente um dos clones tem o primeiro nome da consultora científica da série, Cosima Herter. O seu trabalho com os escritores é importante para assegurar que a clonagem e outros aspectos científicos e tecnológicos sejam cientificamente credíveis, assim como a envolvente ética e filosófica que a história possui. 
Paralelamente Cosima responde a questões dos fãs sobre a ciência em Orphan Black, no seu blog pessoal RealCosima.


Até ao final da segunda temporada ficamos a conhecer um total de 13 clones. Embora sejam fisicamente idênticos (claro que com as suas particularidades, como cor de cabelo, etc), tem nacionalidades e estilos de vida diferentes. Para terem uma ideia, há uma mãe de família dos subúrbios, uma lésbica e até um transsexual. Estou a controlar-me para não desvendar demasiado sobre a história portanto vou antes falar do desempenho da protagonista. 

O facto de uma única actriz fazer o papel de uma dúzia de personagens, com os seus maneirismos, sotaques e histórias pessoais, é no mínimo brilhante. Não conhecia o trabalho da Tatiana Maslany, mas fiquei fã. É chocante como nos esquecemos que é a mesma pessoa que está a desempenhar todos aqueles papéis. Felizmente os críticos concordam e a(s) sua(s) performance(s) valeram-lhe dois Critics’ Choice Television Awards, um TCA Awards e dois Canadian Screen Awards, assim como nomeações para os Globos de Ouro e os SAG Awards.

O elenco conta ainda com nomes conhecidos como Kevin Hanchard (The Strain), Maria Doyle Kennedy (Downton Abbey) e Michiel Huisman (Game of Thrones e Nashville). 
Apesar de ainda não haver data prevista para a transmissão da terceira temporada em Portugal, podem assistir às duas primeiras no canal MOV. Atenção! Antes de verem, aconselho-vos a verificarem a tabela de programação do canal porque pelo que percebi eles misturam as duas temporadas.

Já conheciam a série "Orphan Black"? Ficaram interessados?

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