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segunda-feira, 20 de junho de 2016

O lado mau da blogosfera


#1. Publicidade enganosa

Promover um produto em troca de dinheiro ou ofertas não é crime, mas esconder esse detalhe dos leitores, deveria ser. Não há mal nenhum em querer ganhar qualquer coisa com o blogue, se pudesse viver disto, acreditem que já me tinha despedido. A nova epidemia desta plataforma é aquilo a que chamo de "publicação patrocinada". Recordam-se quando no início do mês questionei qual seria o próximo cliente da Primetag? Parece que foi a Fnac. Bolas, senti-me mesmo enganado quando descobri. Por muito legítima que seja a review ou neste caso, publicidade, o simples facto de ser "patrocinado" leva-me a duvidar da veracidade do testemunho, especialmente quando são 20 contas a partilhar o mesmo. Pior ainda é que 99% omitem este pormenor, tudo em prol de cliques nos malditos links da lojinha da semana.

#2. Macaquinhos de Imitação

Passou-se um ano desde que dediquei o primeiro "Já chega, não?" a este tema. Por incrível que pareça, continua mais relevante do que nunca. Com a quantidade astronómica de pessoas no mundo, é complicado arranjar ideias inteiramente originais. Todos nós pecamos deste mal, mas a diferença está na abordagem e execução dos temas. Algumas pessoas esquecem-se que existe uma coisa chamada "estatísticas" que nos mostra a origem das visualizações. Digamos que ganhar views num determinado post e descobrir, na lista de leitura que, como por magia, foi publicado um sobre o mesmo tema, é no mínimo curioso. Poderia ser coincidência, mas quando o tráfego provém todo do mesmo país e cidade de residência do outro blogger, não há margem para dúvidas.

#3. Cliques de bloggers

Como se não bastassem as cenas deprimentes que presenciei na minha visita à In Beauty, no ano passado, começo a reparar que o tipo de mentalidade "alcateia" está a espalhar-se para outros grupos de interesse além da moda/beleza. Não há nada mais triste que ver pessoas bajularem outras que consideram "importantes", mas que na verdade só são relevantes para meia dúzia de gatos pingados. Compreendo que ao ver as mesmas cinco ou seis pessoas a comentarem todos os posts umas das outras, cheios de azeite, se sintam tentados a entrar para a família mas, tenham alguma dignidade. Elogiar o trabalho ou alguém por algo específico é uma coisa, agora só porque sim e sem qualquer propósito, revela um desespero gritante.

#4. Pessoas falsas

O "Já chega, não?" deste mês será precisamente sobre este tema, portanto não me quero alargar. A não ser que sejam muito ingénuos, com certeza já se aperceberam que esta plataforma está repleta de pessoas falsas. Afinal de contas, é apenas uma representação correcta da sociedade. Mentir sobre a leitura de publicações em prol de auto-promoção é mau, mas simular doenças sérias como cancro, para extorquir dinheiro aos seus leitores, é simplesmente imperdoável. Aconteceu no estrangeiro, mas não me espantava se fosse replicado em terras lusitanas.

#5. Quantidade  Qualidade

À partida, um blogue não é necessariamente um portal de notícias. Certo que muitas vezes são abordados temas do quotidiano, mas não existe aquela pressão de ter que produzir conteúdo em massa. Se forem como eu, quando encontram um espaço do qual gostam, adquirem um hábito de visitá-lo diariamente à espera de novo material. Contudo, às vezes é preferível algum tempo entre publicações a terem 10 por dia sem qualquer consistência. Atenção, cada um é livre de escrever com a regularidade e quantidade que bem entender. Apenas considero completamente desnecessário posts com apenas uma frase do tipo "Hoje comprei pão". I don't get it.


Qual é para vocês a pior parte da blogosfera? Temos pontos em comum?

quarta-feira, 1 de junho de 2016

O que se passa com a blogosfera?

Até parece mal dizer isto mas, já ando pelo mundo dos blogues há uma década. Nunca me senti tão velho como neste momento, uau. Passando por diferentes plataformas e várias contas, foi no blogspot que criei raízes.

Como sempre tive conteúdos em inglês, o meu primeiro contacto com a comunidade portuguesa de bloggers só aconteceu no ano passado, com o relançamento do Ghostly Walker  dito assim até parece que foi um grande evento com a nata da sociedade. Não é que fosse a minha principal motivação, mas após um ano no activo, confesso que esperava ter alcançado uma certa estabilidade no que toca à "atenção" do público.

Estamos a entrar na altura a que chamo de "limbo". Enquanto metade dos usuários abandona as suas páginas para curtir a vida, ou devido a exames, vão surgindo novos rebentos com o aumento das temperaturas e tempo livre. O certo é que no meio disto tudo, os que continuam por cá vivem numa espécie de cidade fantasma. Os últimos meses têm sido um autêntico faroeste por estas bandas! Só fardos de palha a voar por todo o lado.

Para quem está familiarizado com as correntes migratórias, isto não é novidade nenhuma. No entanto, é extremamente frustrante para a pequena parcela de pessoas que ainda oferece algo além da típica fotografia e legenda. Quem escreve por gosto não cansa, mas essa noção é muito poética e pouco realista. Por muito que apreciem, genuinamente, as vossas pequenas obras literárias, se não quisessem qualquer tipo de "atenção", não as partilhavam publicamente na internet.

Mal geral ou não, tenho notado que as estatísticas estão um lixo. Não é que antes fossem algo por aí além, mas ultimamente estão ridiculamente baixas. De entre os comentários, cada vez mais escassos, são poucos os que demonstram qualquer tipo de interesse  digamos que numa review de quatro álbuns de música, já pequena para não maçar os olhares mais sensíveis, dizerem apenas "Gosto da cantora X", é o equivalente a baixarem as calças e deitarem uma valente poia em cima do nosso trabalho. Sim, porque escrever algo que vá além de um conjunto fotográfico de outfits requer alguma pesquisa no departamento intelectual.

A juntar à festa está a originalidade, que foi pelo ralo graças a plataformas como a Primetag. Estou ansioso para descobrir qual será o próximo cliente, a seguir à La Redoute, e ler o quão apaixonadas sempre foram pela nova marca da semana. Parecendo que não, é um dia contaminado com bajulos forçados de 1001 pessoas, como se recebessem à comissão  é por clique, mas vá.

Costumo dizer que "é uma fase", mas se for o caso, está a durar mais tempo que o reinado da Casa dos Segredos em Portugal. Não me interpretem mal, isto não são lamurios de um despeitado. Tratam-se de meros divagos superficiais sobre algo cada vez mais evidente. As coisas estão a mudar, não me parece é que seja para melhor.


Blogosfera, parada ou nem por isso? A culpa é do tempo ou não vêm resultados e desistem?

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

O que aprendi desde que criei um Blog


1. OS TEUS MELHORES TEXTOS VÃO SER IGNORADOS

A blogosfera começa a sofrer do mesmo mal das televisões nacionais, é atraída por porcaria. Até podem ter um texto digno de um Pulitzer, mas as pessoas não estão interessadas em conteúdos inteligentes e bem redigidos. Sempre que escrevo um artigo mais jornalístico do qual me orgulho, já sei que está destinado ao fracasso. No entanto, se publicar uma imagem de uma rapariga bonitinha do tumblr e uma frase a dizer que fiz o maior cócó da minha vida quando saí à noite com o Tomás e a Luisinha, será um sucesso.

2. AS PESSOAS NÃO LÊEM OS TEXTOS, LÊEM O PRIMEIRO COMENTÁRIO

Quando não me apetece ler um texto seja pelo tema ou dimensão, é muito simples: não leio, logo, não comento. O problema é que existem alminhas que para não cansarem os seus belos olhos e se poderem promover à mesma, preferem ler o primeiro comentário — para terem a mínima noção do que está a acontecer  e adaptá-lo. É uma prática tão comum que às vezes chega a ser hilariante de tão óbvia que é. Por exemplo, de uma lista de 10 qualidades vossas, se os dois primeiros leitores falarem das mesmas duas, podem ter a certeza que a maioria dos visitantes que se segue vai atrás.

3. 90% DOS "COMENTADORES" SÓ SE QUER PROMOVER

Já o disse e repito: a esmagadora maioria de quem comenta blogs em geral, não tem o mínimo interesse pelo que vocês têm a dizer. O importante é deixar o link para o último post deles, juntamente com 1001 redes sociais. Compreendo que queiram prosperar e ter sucesso, mas há limites para tanto descaramento. Claro que existem excepções e variantes. Se uns se dão ao trabalho de ler tudo e escrever um comentário com pés e cabeça, também existem aqueles que de um texto de cinco parágrafos sobre o abandono de animais dizem, "adoro cães." Se soubessem a quantidade de vezes que tive vontade de lhes responder "Boa".

4. SE NÃO COMENTARES BLOGS NÃO EXISTES

A não ser que sejam vedetas que se podem dar ao luxo de não comentar um único blog e mesmo assim terem sucesso, é vital que saibam vender o vosso peixe. O Ghostly Walker esteve 6 meses no ar com o conteúdo em inglês e nem assim ganhou um único seguidor ou comentário. Porquê? Simples, nunca promovi a minha página. Assim que recomecei do zero e passei a deixar comentários aqui e ali, não demorou muito até que conseguisse o meu primeiro follower. É muito simples, se não divulgarem o vosso espaço, como é que estão à espera que alguém o encontre?

5. NÃO ESPERES MUITO TEMPO PARA PUBLICAR UMA IDEIA "NOVA"

Por muito que nos custe admitir, não somos propriamente génios brilhantes que falam de temas nunca antes abordados. Aliás, é praticamente impossível. Claro que existem excepções, mas a verdade é que vai sempre existir alguém que já pensou no mesmo que nós. Aprendi muito depressa que quando temos uma ideia genial, deve ser partilhada de imediato ou corremos o risco que o façam antes de nós. Embora a vontade seja decapitá-los, a parte mais frustrante é que nem podemos ficar propriamente chateados porque, afinal de contas, não nos copiaram.

6. CRIATIVIDADE EM VIAS DE EXTINÇÃO

Se não seguirem pelo menos um indivíduo com uma rubrica de entrevistas a bloggers, "Instagram no mês X" ou design de layouts, contem-me o vosso segredo! Não há mal nenhum em construir um portefólio com as vossas "criações", mas será mesmo necessário replicarem os modelos e imagens de "capa" uns dos outros? Como referi no ponto anterior, compreendo a dificuldade em encontrar temas originais, mas isso não significa que seja aceitável copiar os trabalhos de outras pessoas. Há que ter criatividade. Irrita-me especialmente quando se dão ao trabalho de comprar materiais decorativos iguais aos de outras pessoas, só para poderem ter o mesmo fundo para fotografias (não aconteceu comigo, mas com alguém que conheço). Tendo em conta o panorama actual, ainda se arriscam a ter a vossa página numa das listas de bloqueio por violação de direitos de autor...

7. NÃO DEMONSTRES SABER DEMASIADO QUANDO COMENTAS UM BLOG

De todos os pontos, este é um dos que mais me irrita e me dá vontade de esbofetear alguém. Como não sou apologista de fazer comentários da treta, gosto de demonstrar à pessoa que li o texto e que tenho uma opinião que vai além do "interessante  :)". Sempre que me deparo com publicações sobre filmes, séries ou música, os meus olhos brilham porque, à partida, tenho o mínimo de conhecimentos nestas áreas. O certo é que por três vezes (até agora) me aconteceu fazer um comentário onde referia alguns factos interessantes, e as pessoas editam o texto original delas e acrescentam as "minhas" informações ou então corrigem algo que não vai de encontro ao que referi. Desconhecia por completo a tremenda importância da minha opinião.

8. AS PESSOAS MAIS SIMPÁTICAS SÃO AS MENOS POPULARES

Colocando as giveaways e parcerias de lado, a maior fonte de seguidores deve-se, muitas vezes, ao carácter questionável dos bloggers. Podem discordar, mas é a mais pura verdade. Não é por acaso que o Perez Hilton construiu uma carreira por partilhar mexericos de celebridades e desenhar genitais masculinos nas caras delas. O mesmo se passa nesta plataforma. Alguns dos bloggers portugueses mais conhecidos, só o são devido a opiniões maldosas  onde nem crianças escapam  ou por terem óptimos contacto$, se é que me entendem. Não vou ser hipócrita, muitas vezes prefiro ler um texto bitchy que o de alguém extremamente simpático que não faça mal a uma mosca. Ainda assim, é um pouco desconcertante pensar que de entre tanta gente simpática e genuinamente bondosa, são poucos os que conseguem vingar.

9. POPULARIDADE NÃO SIGNIFICA QUALIDADE

Num mundo perfeito, popularidade e qualidade andariam de mãos dadas, mas infelizmente não é essa a realidade. Basta pensarem nuns quantos cantores POP para perceberem o que digo. Quanto a esta plataforma, faz-me imensa confusão quando encontro páginas com toneladas de seguidores e layouts pirosos, textos mal redigidos e conteúdos do mais desinteressante possível. Ao entrar nestas páginas, parto logo do princípio que são novatos e qual é o meu choque quando vejo que não só andam nisto há anos como têm 2500 seguidores. Moral da história, se o vosso cantinho é organizado e esteticamente apelativo, e não têm as estatísticas que desejavam, não fiquem desmotivados que eventualmente começam a ganhar leitores.

10. EXISTE UMA MENTALIDADE 'ANTI-MASCULINA'

Não há nada mais desagradável que entrar no blog de uma rapariga e ler "Olá meninas!" no início dos posts. É que além de perder logo a vontade de comentar, nem sequer me sinto bem a fazê-lo. Resultado, perde um potencial seguidor. Tudo bem, até podem ter a página mais feminina de sempre, mas quem é que garante que um rapaz não vá querer participar na conversa? Hoje em dia o que mais há por aí são homens a utilizar produtos de cosmética e a partilharem o gosto pela moda, portanto não faz sentido nenhum esta exclusão do público masculino.


Temos pontos em comum? O que aprenderam desde que criaram um blog?

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

O que me faz seguir um blog


1. ESTÉTICA DA PÁGINA


A primeira coisa em que reparo quando entro num blog é no layout. Digam o que disserem, o impacto visual é muito importante. Faz-me um pouco de espécie quando encontro páginas com toneladas de seguidores e além de um tema mal estruturado, um fundo berrante e atafulhado de mil e uma coisas, ainda têm a coragem de utilizar o Comic Sans como tipo de letra. Claro que se gostam do resultado final, força, mas bolas! Compreendo que nem todos sejam génios do html ou tenham tempo/paciência para editar códigos, mas isso não devia interferir com o bom gosto. Há que ter consciência de que estamos na era visual. "Os olhos também comem", e a primeira impressão dos leitores é, em grande parte, baseada na estética das nossas páginas.

2. CONTEÚDO


Podem ter um blog muito bonito, mas sem bom conteúdo, nada feito. Este ponto é deveras subjectivo porque vai depender muito dos interesses de cada um. Possivelmente uma blogger de moda e eu teremos noções diferentes quanto à "qualidade" de certos e determinados tópicos. Neste parâmetro não sou muito picuinhas, se falarem de séries, cinema ou música, já é meio caminho andado para nos entendermos, ah! Por outro lado, se pertencerem ao grupo de utilizadores que se limita a publicar uma fotografia e uma frase, esqueçam. Uma coisa é fazê-lo esporadicamente ou quando não têm tempo, agora sempre? Não tenho a mínima paciência para isso. 

Como dou preferência a temas mais variados e generalistas, dificilmente seguirei blogs que se limitem a abordar questões de cosmética e moda feminina, mas podemos continuar todos amigos. Outra questão importante é a frequência das publicações. Se só escreverem um post por mês ou quando estão de férias da escola, é pouco provável que clique no follow.

3. A FORMA COMO COMENTAM


Este assunto já foi debatido na rubrica Já chega, não?: "Não lêem mas comentam". Perdi a conta à quantidade de vezes que recebo comentários de pessoas cuja única motivação é promoverem-se. Pouco lhes interessa o que escrevi, o importante é deixar os seus sete links das redes sociais e o aviso de que saiu um "NOVO POST!!!!!!!!!!!!". Além de humilhante, perco toda e qualquer vontade de sequer entrar na página, quanto mais seguir. Pior que isso são aqueles que se dão ao trabalho de nos visitar só para responderem a um comentário que lhes fizemos, ignorando por completo o nosso post.

No outro dia cheguei ao cúmulo de ler num blog o seguinte comentário: "Hum". Somente e apenas "hum". Levei uns bons minutos até parar de rir, mas por favor! São cada vez mais raras, mas dou imenso valor àquelas pessoas que se nota que leram a totalidade da publicação e ainda partilham opiniões conscientes. Prefiro ter menos comentários do que muitos "Gostei :)".

4. ORIGINALIDADE


Tal como o ponto anterior, também já abordei este tema, desta vez nos "Macaquinhos de Imitação". É caricato que seja o assunto mais publicitado e defendido na blogosfera e, na realidade, pouco colocado em prática. Se vir mais uma publicação sobre mudanças de design de blogs com a mesma imagem-tipo do visor de um Mac, desisto da vida. Pensando melhor, retiro o que disse. O risco de entrar no feed e ser bombardeado com mais um destes posts é tanto que ainda me acontece alguma coisa. Visto que sabem tão bem editar layouts, era de se esperar que o mesmo acontecesse quanto às "imagens de capa", digo eu, não sei. Simultaneamente acontece a mesmíssima coisa com as "entrevistas" a bloggers. Não se cansam de replicar o que já foi feito? É que tanto num caso como no outro, todos sabemos quem é que teve a ideia original. Imagino a frustração da rapariga e rapaz, respectivamente, responsáveis por estas duas modas. Gosto imenso de aprender, portanto prezo bastante conteúdos novos ou pouco conhecidos, sejam eles a cerca de filmes, tecnologias ou até mesmo de restaurantes.

5. ORTOGRAFIA


Quem nunca deu um erro ortográfico que atire a primeira pedra. Aliás, é bem provável que encontrem pelo menos um ao lerem esta publicação. No entanto, há erros e erros. Como é óbvio não me incomoda um engano ligeiro como uma evidente troca ou falta de uma letra numa palavra. Refiro-me àqueles casos que quase inventam um idioma próprio ou que escrevem um parágrafo de 10 linhas sem um único ponto final. Escusado será dizer que falatório chunga não é bem-vindo. Lamento imenso mas isto não é o hi5, portanto 'aDaptEm a voxa mAnEira d exkrever' à plataforma em que estão. Para atentados à Língua Portuguesa já basta o novo Acordo Ortográfico.

6. SIMPATIA


Que alminha é que vai querer seguir alguém antipático? A não ser que tenha um trauma qualquer, só se for masoquista. Como sou um gajo educado, estimo bastante a simpatia dos meus leitores. Não nego a minha veia bitchy, mas lá porque às vezes o sou no meu blog, não significa que transfira esse estado de espírito para os vossos. Assim que me lembre, ainda não tive a infelicidade de receber comentários rudes de um caramelo armado em esperto, mas nunca se sabe o dia de amanhã.

7. NÃO SEREM BAJULADORES


Existe uma linha ténue que separa a simpatia da bajulação. Elogios são sempre bem-vindos, mas calma na manteiga. Este fenómeno é especialmente evidente nas "queridas" dos blogs de moda e beleza. Quem leu a minha crítica à In Beauty percebeu que abomino as coitadinhas que tentam a todo o custo cair nas graças de alguém com muitos seguidores. Não aprecio nada este tipo de comportamento e detesto que me lambam o cu (água benta nessas mentes perversas), mas ei, existe sempre quem goste de alimentar estes actos desesperados.

8. SENTIDO DE HUMOR


Que seja cliché, mas uma das maneiras para conquistar o meu coração, ou neste caso, os meus olhos, é com sentido de humor. De publicações melodramáticas já a blogosfera está cheia. Perdoem-me mas, não me interessa ler depoimentos diários sobre o quão terrível é a vossa vida por não poderem ir sair com a Bá e o Martim na sexta-feira à noite. Poupem-me. Prefiro mil vezes ler textos divertidos e sarcásticos. 

9. SINCERIDADE


A partir do momento em que li textos de certos indivíduos a promoverem lojas e produtos que receberam de oferta como se os tivessem comprado, já estou por tudo. Fico com urticária só de pensar que há quem prefira criar uma "personagem" e, ao fim ao cabo, enganar os leitores em prol de visualizações. A quantidade de keyboard warriors neste site é chocante. Se for preciso, no dia-a-dia nunca têm nada a dizer, mas assim que se encontram atrás de um computador são activistas de mil e uma causas. Estamos na internet, não há garantias do nível de sinceridade dos outros, mas prefiro acreditar que conheço minimamente as pessoas que sigo.

10. PENA


Eu sei, eu sei que isto é terrível de se dizer mas já segui alguém por "pena". Antes que me crucifiquem, tenho que explicar que não me refiro ao sentimento de "coitadinho, é tão mau", mas sim de "aw, ainda ninguém o segue". Talvez não entendam a diferença entre os exemplos que referi, mas na minha cabeça faz todo o sentido. É de realçar que, obviamente, a "pena" tem limites. Por muita compaixão que possa sentir por alguém com poucos seguidores ou zero comentários (já passámos todos por essa fase), tem que haver sempre algo que me atraia minimamente na página. Por exemplo, se alguém simpático e que comente regularmente/com dedicação os meus posts tiver um layout feinho e textos semi-interessantes, lá sou capaz de seguir, ainda que não totalmente convencido.


Concordam com os meus 10 mandamentos? Quais são as vossas razões para seguir blogs?

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