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sexta-feira, 10 de junho de 2016

Pocket Reviews | O que tenho andado a ver #20




Classificação IMDb: 6/10
Classificação Ghostly Walker: 2/10


A poucos dias de se casar e tornar-se sócio do escritório de advocacia do futuro sogro, Jason (Zac Efron) é forçado a levar o avó a Boca Raton, uma cidade na Florida (EUA). Depois do falecimento da sua mulher, Dick (Robert De Niro) que aproveitar o que a vida ainda tem para lhe oferecer. Convencido de que o neto vai cometer um erro enorme ao casar-se, arrasta-o numa aventura inconsciente e descontrolada com danos irreversíveis.

Começo a ficar preocupado com o Robert De Niro. Não estou a par da sua situação económica, mas para um actor de elite como ele, aceitar participar de um projecto tão medíocre como este, algo está claramente errado. Sejamos sinceros, basta ver o trailer para perceber que não vale nada.

Dirty Grandpa está categorizado como "comédia" mas risos nem ouvi-los. Além de cansado e desinteressante, o guião está marcado pelo uso excessivo de palavrões e outras expressões do género mas sem qualquer piada. A tentativa desesperada de "chocar" o espectador revela um amadorismo patético e infantil. Sobre as interpretações farei jus à expressão "mais vale estar calado".


Classificação IMDb: 5.3/10
Classificação Ghostly Walker: 2/10
Michelle Darnell, conhecida pela sua fortuna e mau feitio, vê a vida virada do avesso quando é considerada culpada num caso de corrupção. Após algum tempo atrás das grades, é-lhe concedida liberdade condicional e a ex-magnata recorre a Claire, a assistente que durante anos explorou, e Rachel, a filha desta. Determinada a recuperar os milhões que perdeu com a ajuda da dupla mãe e filha, Michelle acaba por perceber que existem coisas que o dinheiro não pode comprar.

Não digo que foi uma decepção por já calcular que seria uma valente trampa cinematográfica. Infelizmente, estava certo. O marido da Melissa McCarthy devia ficar-se pela interpretação e deixar a área da realização para profissionais. O desastre "Tammy" não foi suficiente?

A Melissa já me roubou valentes risos no passado, pena que no presente não possa dizer o mesmo. Embora a considere "cómica", ao contrário de actores como o Bill Hader, por exemplo, o material é essencial para a eficácia da "piada". Dada uma história e diálogos tão pobres, não é de admirar que a interpretação não tenha sido memorável.


Classificação IMDb: 4.9/10
Classificação Ghostly Walker: 3/10
Uma década depois de serem os modelos masculinos mais requisitados pelos grandes estilistas da época, Zoolander e Hansel, deixaram a indústria. Quando várias celebridades famosas e jovens como o Justin Bieber e a Demi Lovato começam a aparecer mortas com o célebre olhar "Blue Steel"  imagem de marca de Zoolander , Valentina, uma agente da Interpool pede ajuda aos antigos modelos para investigar os assassinatos.

São casos destes que me deixam aliviado por não existir um "Bridesmaids 2". Comédia com qualidade é difícil, mas as sequelas parecem ser impossíveis. Embora não compreenda ou concorde com a hype extremamente overrated em volta do primeiro filme, ao menos era original. Estúpido, mas original.

Escusado será dizer que os diálogos propositadamente absurdos que resultavam há 15 anos atrás, agora provocam vergonha alheia. Digamos que existem mais participações de "famosos" do que gargalhadas. 

Os únicos pontos positivos são a interpretação da Kristen Wiig e do Will Ferrell. Já que gostam tanto de sequelas, dêem-lhes um spin-off, de certeza que seria melhor que um Zoolander 3


Classificação IMDb: 6.2/10
Classificação Ghostly Walker: 2/10
Depois de se livrarem de uma residência universitária masculina que existia ao lado da sua casa, Mac e Kelly estão numa fase estável. Com a pequena Stella mais independente e um segundo filho quase a nascer, decidem mudar-se para uma moradia nos subúrbios. Para que a compra seja finalizada, só precisam vender a habitação actual. Quando encontram compradores interessados, descobrem que a casa vizinha se transformou numa residência universitária, dificultando a venda. Ocupada por um grupo de feministas que fazem de tudo para combater o sistema "sexista e restritivo" da faculdade, o casal terá que lutar, novamente, pela paz e sossego do bairro.

As palavras referidas na crítica anterior sobre sequelas aplicam-se inteiramente aqui. Embora ciente que "qualidade" nunca esteve propriamente sobre a mesa, confesso que até gostei do primeiro filme. Este Neighbors 2 é uma cópia inferior do original. Nem o elenco com nomes competentes como Rose Byrne e Chloë Moretz foi o suficiente para salvar um argumento rebuscado.

Não esbocei um sorriso que fosse, quanto mais uma gargalhada. O Zac Efron foi mais uma vez usado como man-candy e ainda há quem diga que a objectificação sexual é um fenómeno exclusivamente feminino. Trágico.

Já viram algum dos quatro filmes? Qual é o vosso favorito e o que gostaram menos?

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Pocket Reviews | O que tenho andado a ver #19



Classificação IMDb: 6.6/10
Classificação Ghostly Walker: 7/10
Após escapar de uma edição especial dos Hunger Games, nos quais os vencedores de anos anteriores teriam que lutar até à morte, Katniss está disposta a terminar com o reinado de terror do President Snow. Apoiada pelo 13º Distrito, que se pensava estar extinto, a jovem lidera uma rebelião organizada contra o Capitólio. Katniss entrega-se de corpo e alma ao que sabe ser a última oportunidade de revolta contra o poder instituído, reconstruindo assim uma sociedade justa, onde todos possam coexistir pacificamente.

Já cantava a Nelly Furtado, all good things come to an end. Tenho uma relação especial com esta saga. Devorei os livros antes de existirem filmes e posso dizer que gosto igualmente dos dois. Após um terceiro filme meio parado, mas completamente justificado para quem conhece a obra literária, esta quarta e última parte foi tudo o que esperava.

Mantendo-se fiel ao original, e sem revelar spoilers, senti-me satisfeito com a resolução da história. A Jennifer Lawrence teve uma interpretação fantástica, e aqui entre nós, bem superior às últimas duas que lhe deram a nomeação ao Óscar, e os efeitos especiais foram um óptimo complemento à trama.


Classificação IMDb: 8.2/10
Classificação Ghostly Walker: 8/10
Quando Wade Wilson, um ex-militar e mercenário, é diagnosticado com uma forma agressiva e cancro, voluntaria-se para uma experiência científica que causa uma alteração genética no seu organismo e lhe promete a cura para a doença. Após a intervenção, ele ganha uma nova vida como Deadpool, um anti-herói indestrutível com super-poderes e um sentido de humor negro. Além de tentar combater o mal e injustiças sociais, ele só se quer vingar do homem que destruiu a sua vida.

Provavelmente o meu filme de super-heróis favorito de sempre. Não sendo o meu género de eleição ou tendo sequer qualquer conhecimento sobre os comics, fiquei rendido ao altamente irónico Deadpool. O Ryan Reynolds redimiu-se depois do fiasco The Green Lantern e encontrou, finalmente, o papel da sua carreira.

Há quem critique esta produção devido ao factor "violência", mas estavam à espera de quê? Unicórnios e arco-iris? Poupem-me. A história não foge muito ao cliché habitual da Marvel, mas compensa pelo humor inteligente e certeiro. O protagonista é tão bitchy que só queria que fosse meu amigo. É impossível terminar Deadpool sem um sorriso nos lábios.


Classificação IMDb: 7.1/10
Classificação Ghostly Walker: 4/10
Após os acontecimentos de "Man of Steel" (2013), o Super-Homem divide opiniões. Enquanto muitos acreditam que seja um símbolo de esperança e protecção contra inimigos, outros consideram-o uma ameaça a ser contida. Para Bruce Wayne, vigilante de Gotham City, é um perigo para a Humanidade e deve ser combatido. Absorvidos na sua vingança pessoal, o duo de heróis terá que enfrentar uma nova ameaça que coloca o planeta Terra na iminência da destruição.

Um desperdício de tempo, é o que vos digo sobre este filme. Nunca morri de amores por nenhuma destes ícones imaginários mas ainda assim não entendo quem se lembrou de colocar o Ben Affleck na pele de Batman. O que é de mais enjoa e por mim a trilogia "Dark Knight" tinha sido o final perfeito, em alta.

Um dos poucos factores positivos são o leque de actores que habitualmente não associamos a este género Pontos extra pela participação da Amy Adams, que adoro. Tudo o resto é uma sequência de lutas desnecessárias e demasiado longas ou diálogos pobres e pouco criativos. Uma pena que a Wonder Woman tenha sido tão mal aproveitada.


Classificação IMDb: 8.3/10
Classificação Ghostly Walker: 7/10


Consequência de uma série de missões que originaram danos colaterais evitáveis, o Governo norte-americano decide que os Avengers precisam de supervisão adequada. É criado um sistema de registo dos super-heróis, cujo trabalho terá de ser sempre controlado por um membro governamental autorizado. Só podendo agir quandod solicitados, geram-se conflitos internos na equipa de super-heróis. De um lado está o Captain America que se rebela por considerar a liberdade dos Avengers essencial para as missões e do outro o Iron Man que aprova a decisão. Entre eles surge uma tensão que colocará em causa não só a sua amizade como a segurança da Humanidade.

Aproveitando os bilhetes grátis que a Disney deu à minha namorada, vimos a Civil War em Madrid. De todas as sub-franchises da Marvel, a do Capitão América é das poucas que consegue manter o mesmo nível de qualidade. Talvez por ser uma figura mais antiga, mas há algo de nostálgico à sua volta que aprecio.

Novamente, nunca li os comics mas adorei a participação de tantas personagens deste universo. Tal como em Deadpool, ainda que em menores doses, houve alguns elementos cómicos inteligentes e satíricos que ecoaram num jajajaja pela sala de cinema. A duração pareceu-me demasiado longa e apesar de interessante, podiam ter explorado melhor a história.

Já viram algum dos quatro filmes? Qual é o vosso favorito e o que gostaram menos?

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Pocket Reviews | O que tenho andado a ver #18



Classificação IMDb: 6.6/10
Classificação Ghostly Walker: 5/10



Revoltada ao descobrir que foi rotulada como DUFF (Designated Ugly Fat Friend) ou em bom português, a típica amiga feia e gorda, Bianca pede ao vizinho que a ajude a mudar de visual e a ser mais sociável, e em troca ela certifica-se que ele passa de ano. 

Cliché é a palavra de ordem. A rapariga simplória que é gozada pela menina mimada, que por sua vez namora com o rapaz giro por quem ela secretamente tem sentimentos. Pelo meio há uma tentativa de makeover e voilá, apresento-vos The Duff.

À partida, o conceito era interessante, mas a execução deixa muito a desejar. O elenco é absolutamente desastroso. Além de não ser minimamente credível, não existia qualquer tipo de química entre a Bianca e as suas duas melhores amigas. A Bella Thorne como "vilã" foi uma anedota  umas aulas de representação precisam-se urgentemente. Tendo em conta o argumento tortuoso com que tinham que trabalhar, o "casal" de protagonistas foi razoável.

Com algumas piadas certeiras pelo meio, a melhor parte desta desgraça foram os professores ridiculamente. Calculo que apenas uma criança vá achar piada a esta trampa.


Classificação IMDb: 7.2/10
Classificação Ghostly Walker: 6/10
Após ser levada para um colégio interno com apenas 10 anos de idade, Myrtle "Tilly" Dunnage regressa à terra natal, na Austrália, para tomar conta da sua mãe que está doente. Recorrendo à sua experiência na alta costura Parisiense, Tilly transforma as mulheres da cidade em autênticas vedetas rurais, e simultaneamente, descobre pormenores interessantes sobre a sua infância que a levam a preparar um plano de vingança contra todos os habitantes de Dungatar.

Passou-se um mês desde que vi o The Dressmaker e ainda não consegui formular uma apreciação final sobre o mesmo. De uma maneira geral, o veredicto é positivo. Não nego que o desenrolar poderia ter sido mais criativo e empolgante, mas a partir do momento em que Tally consegue, finalmente, ser feliz, a obra passa de um drama romântico pouco entusiasmante para um inesperado filme de vingança com pitadas de humor negro geniais.

Ao contrário da esmagadora maioria de produções cinematográficas, o final eleva o resto do filme. Ainda assim, e nem com as interpretações impecáveis de Kate Winslet, Judy Davis e Hugo Weaving, conseguiram compensar por uma primeira parte um tanto ao quanto entediante e com algumas falhas chocantes na caracterização.


Classificação IMDb: 4.7/10
Classificação Ghostly Walker: 2/10



Numa tentativa de se reaproximar de Summer, a problemática filha adolescente, Maggie decide fazer uma viagem a Itália, local onde vinte anos antes passou os melhores meses da sua vida. No processo, reencontra Luca, um italiano por quem estivera loucamente apaixonada há duas décadas atrás, mas Maggie terá que lidar com as constantes tentativas de fuga de Summer, que está decidida a voltar para New York.

Existem alturas da nossa vida em que questionamos as nossas acções. Ver este filme foi uma delas. Pensar que em tempos a Sarah Jessica Parker era uma actriz relevante e agora tem que recorrer a papéis ocos e sem qualquer conteúdo como este.

Ainda não consegui compreender o porquê desta história absolutamente irrelevante e de um amadorismo chocante, ter sido produzida. O núcleo de actores é minimamente competente, mas os papéis são muito, muito maus e sem qualquer espaço para crescimento. Passei o tempo inteiro como uma criança numa viagem de carro, "já está quase a acabar?".

All Roads Lead To Rome é uma "comédia" romântica que de cómico não tem nada. O elenco conta ainda com Raoul Bova, Rosie Day, Paz Vega e Claudia Cardinale.


Classificação IMDb: 6.6/10
Classificação Ghostly Walker: 4/10
Quando ainda era muito jovem, o chef Adam Jones conheceu a fama, fortuna e reconhecimento internacional que lhe valeram duas estrelas Michelin. A promissora carreira gastronómica cai por terra devido a vaidade e consumo de drogas. Agora, Adam decide colocar a sua vida nos eixos e começar do zero em Londres, Inglaterra, na esperança de abrir um restaurante que arrebate os clientes e o faça merecer uma terceira estrela. Para que o sonho se torne realidade, vai precisar de uma equipa que esteja tão motivada como ele e que consiga corresponder às suas expectativas.

Destruído pela crítica, estava à espera de pior. Embora não seja a produção mais interessante ou original de todos os tempos, não é o lixo que descreveram. Com um protagonista arrogante a partilhar o humor de cão do mediático chef Gordon Ramsay, escusado será dizer que a personalidade explosiva e auto-destrutiva de Adam Jones foi um dos factores positivos da obra.

A prestação de Bradley Cooper foi segura e convincente, mas não o suficiente para elevar uma narrativa tão aborrecida. Ao fim ao cabo trata-se de uma jornada culinária e existencial que, sem o protagonista, não tem qualquer tipo de interesse.


Já viram algum dos quatro filmes? Qual é o vosso favorito e o que gostaram menos?

sexta-feira, 18 de março de 2016

CINEMA | Pocket Reviews #17


Classificação IMDb: 4.6/10
Classificação Ghostly Walker: 2/10


Uma família muda-se para uma casa nova e descobre uma caixa com dezenas de cassetes de vídeo antigas. Quando as decidem ver, apercebem-se de algo bizarro, as imagens parecem comunicar directamente com eles. Simultaneamente, começam a ocorrer fenómenos paranormais que colocam a segurança da família em causa.

Sou o primeiro a admitir que passei noites acordado com medo do Paranormal Activity (2007). Riam-se se quiserem, mas é verdade. Por se tratar de um tipo de terror psicológico e gravado de modo quase amador, mexeu comigo. Infelizmente, o mesmo não pode ser dito sobre o resto da franquia.

Como de costume numa saga desta dimensão, uma história que criativa origina réplicas preguiçosas, cujo único propósito é facturar milhões. Ghost Dimension é o melhor exemplo desta moda. O último capítulo não podia ter sido pior. Arrisco-me a dizer que é mesmo o pior de todos. 

Prometeram que todas as questões seriam finalmente respondidas, não estava à espera é que se superassem na mediocridade. Curiosamente, o principal factor negativo é o uso vergonhoso dos efeitos especiais. A essência "caseira" que conquistou tantos fãs, morreu. Esperemos que continue assim.


Classificação IMDb: 4.9/10
Classificação Ghostly Walker: 6/10
Informada sobre o desaparecimento da sua irmã gémea na floresta de Aokigahara, no Japão, Sara teme o pior. Famosa por ser o local escolhido por centenas de suicidas, também são muitas as histórias relacionadas com fantasmas dos que morreram e de espíritos malignos característicos da mitologia japonesa. Decidida a encontrar Jess, a sua irmã, Sara ignora todos os avisos contrários e entra na floresta. Rapidamente a jovem percebe que cometeu um erro enorme. 

Liderada por prestações convincentes de Natalie Dormer (Game of Thrones e Hunger Games) e Tyler Kinney (Chicago Fire), foi o melhor filme de terror que vi nos últimos tempos. Dito isto, está a milhas de distância da perfeição. Tendo em conta que a fasquia deste género cinematográfico é tão baixa, algo que seja minimamente diferente já me deixa entretido. 

As referências aos mitos da cultura japonesa são extremamente interessantes e, juntamente com cenas bastante creepy, um dos pontos positivos do filme. Quando tudo parecia encaminhado, a meio da história há uma quebra na qualidade narrativa, culminando num final altamente previsível e insonso.


Classificação IMDb: 3.8/10
Classificação Ghostly Walker: 3/10



Duas raparigas são sequestradas por um grupo de fanáticos que acreditam no poder do martírio e sacrifício. Crentes de que novos conhecimentos podem ser obtidos através de tortura psicológica e física, uma das jovens é exposta a cruéis actos de violência. Quando a amiga consegue escapar, só lhe resta fazer com que o culto pague pelos seus crimes.

O cinema americano voltou a atacar e a re-filmar uma longa-metragem estrangeira. Dirigido pelos irmãos Kevin e Michael Goetz, Martyrs é um remake do francês de 2008. Sou suspeito por não ter visto o original, mas tendo em conta que foi aclamado pela crítica enquanto que esta versão foi deixada para morrer na beira da estrada, tirem as vossas próprias conclusões.

Protagonizado pela Troian Bellisario aka a Spencer das Pretty Little Liars, é uma história de vingança pura. Com imagens de violência gratuita contra mulheres, cenas de tortura chocantes e sangue à mistura, nem todas as pessoas terão estômago para assisti-lo.

O único motivo pelo qual não recebeu uma cotação mais baixa, é pelo teor fresco da exploração dos eternos mártires. Só é uma pena que se tenham esquecido de tudo o resto: boas interpretações e um guião inteligente.


Classificação IMDb: 4.4/10
Classificação Ghostly Walker: 2/10
Uma rapariga é misteriosamente morta depois de se gravar a jogar, sozinha, com uma tábua de Ouija. Recusando-se a acreditar que a melhor amiga se suicidou, Laine convence os restantes elementos do seu círculo de amigos a investigar. O grupo de jovens acaba por tentar contactar a amiga no além, através da placa  da Ouija, mas eventualmente apercebem-se que cometeram um terrível erro ao abrirem um portal para o mundo dos mortos.

Pensar que estive quase dois anos a querer ver este filme. A premissa é razoável, mas muito mal aproveitada. Os elementos típicos do género estão lá: o plot twist, a heroína teimosa, as personagens secundárias — que só servem para irem morrendo enquanto os protagonistas sobrevivem, obviamente, a tudo —,e a lição de moral mais antiga que o Ambrósio, "não se brinca com os mortos".

Ouija tenta causar medo mas, não passa de um terror genérico e até infantil. O guião não presta, está mal realizado e chegamos ao final com uma sensação de perda de tempo. 

O elenco conta com nomes conhecidos das séries norte-americanas, como Olivia Cooke (Bates Motel) e Shelley Hennig (Teen Wolf). Ainda bem que ambas têm outros trabalhos, porque este projecto é uma nódoa no currículo.

Já viram algum dos quatro filmes? Qual é o vosso favorito e o que gostaram menos?

domingo, 31 de janeiro de 2016

CINEMA | Pocket Reviews #13


Classificação IMDb: 7/10
Classificação Ghostly Walker: 7/10



Jay Cavendish é um jovem escocês de 16 anos que viaja até ao Colorado (EUA), determinado a encontrar Rose, a rapariga por quem está apaixonado. Confrontado com os perigos do Oeste no século XIX, decide juntar-se a Silas, um misterioso viajante que, em troca de dinheiro, concorda em protegê-lo. O caminho do rapaz pelo suposto país das "oportunidades", vai estar repleto de perigo, traição e violência.

A história de Slow West não é assim tão diferente de outros westerns conhecidos, mas o modo como a história é contada é que interessa. O britânico John Maclean optou por uma desconstrução do habitual ambiente sombrio da época, optando por uma paleta de cores alegres e imagens que mostram a vastidão e solidão do velho oeste. É muito simples, a cinematografia está perfeita.

Como o título refere, a narrativa consegue ser um pouco lenta, mas neste contexto, resulta. Apesar de haver poucos diálogos, as interpretações do núcleo de protagonistas  Kodi Smit-McPhee, Michael Fassbender, Ben Mendelsohn e Caren Pistorius  são positivas. Vencedor do Prémio do Júri no Sundance 2015, não sou minimamente apreciador do género mas fiquei tal modo surpreso que o considerei uma das melhores longas-metragens do ano passado.


Classificação IMDb: 6.7/10
Classificação Ghostly Walker: 7/10


A jovem americana Edith Cushing, uma escritora de contos fantásticos, apaixona-se por Sir Thomas Sharpe, um homem misterioso que, tal como ela, se interessa pelo sobrenatural.  A jovem casa-se e muda-se para a casa de família dele, uma mansão em ruínas, no Norte de Inglaterra. Depressa descobre que o marido não é quem diz ser e que a sua nova morada abriga fantasmas e forças ocultas que tanto Thomas como a sua irmã, Lady Lucille, tentam manter em segredo.

Desde que vi o filme "O Labirinto do Fauno" numa aula de Espanhol no Secundário que me converti ao génio mexicano, Guillermo del Toro. Tal como no hit que o levou a Hollywood, tudo em Crimson Peak roda à volta da história: uma jovem inocente forçada a um percurso de sofrimento por um labirinto de segredos e farsas, até se libertar e encontrar a sua verdadeira identidade/felicidade.

Tecnicamente só tenho elogios a fazer, os efeitos especiais são dos melhores que vi nas últimas produções do género. Os cenários e a caracterização da casa  a lembrar a mítica mansão do clássico The Haunting de 1963   estão fantásticos. O jogo de cores primárias como o vermelho, branco e preto que, associados ao simbolismo barroco, dominam a imagem, é no mínimo mágico. O único ponto negativo é o enredo extremamente previsível, sem qualquer efeito surpresa ou sustos. 


Classificação IMDb: 7.1/10
Classificação Ghostly Walker: 7/10
Whitey Bulger, irmão de um senador norte-americano, tinha ligações ao IRA (Irish Republican Army) e à máfia irlandesa. O seu grupo, os Winter Hill Gang, tornou-se perito no tráfico de droga, extorsão, chantagem e intimidações. Para impedir que a máfia italiana invadisse o seu território, Bulger tornou-se informador do FBI e em troca desses dados, os agentes ignoraram, durante anos, as suas ligações à criminalidade.

Inspirado na história verídica de James Joseph "Whitey" Bulger, um dos mais perigosos e implacáveis criminosos a actuar nos EUA durante as décadas de 1970/80, Black Mass foi com demasiada sede ao pote. Acaba por ser uma espécie de "apanhado geral" de uma narrativa interessante mas que precisava de outro ritmo para resultar. A acção tanto se arrasta em momentos desnecessários como parece querer abordar todas as questões (lealdade, corrupção, honestidade) de uma vez. Nem mesmo um elenco recheado de bons actores é suficiente.

Porquê 7/10? Johnny Depp. Finalmente conseguimos ver o actor (no sentido literal da palavra) e não a versão ridicularizada em que se tornou desde que vendeu a alma ao diabo para interpretar o pirata mais popular das Caraíbas.


Classificação IMDb: 6.9/10
Classificação Ghostly Walker: 7/10
No início do século XX, as mulheres passaram a reivindicar o direito de participar na política e a exigir leis mais justas que as incluíssem nas decisões parlamentares. No Reino Unido, criaram a União Nacional pelo Sufrágio Feminino, onde Emmeline Pankhurst e um grupo de mulheres de classe operária se juntaram para lutar pelo direito das mulheres, expor leis sexistas e mudar a forma como eram olhadas. Radicalizadas e recorrendo à violência como protesto, elas estavam dispostas a perder tudo em prol da igualdade.

Numa altura em que a diferença salarial entre homens e mulheres está na boca do mundo, até custa a acreditar que este filme foi escrito e realizado por dois elementos do sexo feminino. Uma história de tamanha importância merecia ser melhor retratada.

Apesar da interpretação forte da Carey Mulligan, óptima caracterização vestuário/cenários, o argumento de Suffragette é um tremendo cliché. Vi-o com a minha namorada e embora revoltados com o retrato da condição feminina, decepção é a palavra de ordem. Faltou a coragem e ousadia necessárias para expor aqueles que criaram, legitimaram e justificaram as desigualdades de género durante anos e anos.

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domingo, 24 de janeiro de 2016

CINEMA | Pocket Reviews #12


Classificação IMDb: 5.5/10
Classificação Ghostly Walker: 3/10
Um militar regressa ao Havai, local das suas maiores conquistas profissionais, reencontra um antigo amor, e de forma inesperada, apaixona-se pela sua parceira de missão, uma jovem promissora piloto da Força Aérea. 

Condenado desde o início pelas acusações de apropriação cultural, Aloha é um autêntico desastre do início ao fim. A escolha da Emma Stone para o papel de uma asiática de ascendência havaiana com o sobrenome "Ng" foi de tal forma controverso que o director Cameron Crowe se viu obrigado a pedir desculpas no seu blog pessoal

Questões raciais/culturais de parte, nem um elenco repleto de nomes conhecidos do cinema actual — Bradley Cooper, Rachel McAdams, Emma Stone, Bill Murray, John Krasinki e Alec Baldwin — conseguiram salvar um argumento tão pobre. Não acontece absolutamente nada até metade do filme, e a acção é tão previsível que só nos resta pegar num terço e rezar para que termine depressa.

As personagens não são cativantes, a história não é interessante e chegamos ao final com apenas uma questão: Porquê?


Classificação IMDb: 6.6/10
Classificação Ghostly Walker: 8/10
Jess (Drew Barrymore) e Milly (Toni Colette) são melhores amigas desde a infância. Ambas casaram-se mas enquanto a primeira vive uma vida simples com o seu marido, a segunda teve dois filhos e construiu uma carreira de sucesso. Após se submeter a um tratamento de fertilização, Jess consegue finalmente engravidar, mas simultaneamente descobre que a melhor amiga tem cancro da mama e vai precisar do seu apoio incondicional.

Sou de lágrima fácil, mas este tornou-se oficialmente no segundo filme que mais me fez chorar. Eram umas duas da manhã e eu a soluçar de tal modo que fiquei com a minha t-shirt toda encharcada. Não estou a gozar. Só me consegui recompor passado uma boa meia-hora depois dos créditos terminarem. Sim, porque até a música oficial do filme, a "The Crazy Ones", da Paloma Faith, me deixou desolado.

Miss You Already é uma bonita e emocionante história de uma amizade tão forte que nem mesmo o tempo é capaz de transformar. Brilhantemente representada pelas telentosíssimas Drew Barrymore e Toni Colette — que quis rapar o cabelo de propósito , a interpretação foi de tal modo credível que fiquei convencido que eram amigas na vida real há décadas. Se quiserem ver o filme, abasteçam-se com lenços de papel.


Classificação IMDb: 6.4/10
Classificação Ghostly Walker: 4/10


Embora tenham crescido juntos, Quentin e Margo foram-se afastando ao longo dos anos, até que um dia, depois de o desafiar a fugir, ela desaparece. Apaixonado, o jovem decide partir à sua procura e desembarca numa road trip recheada de pistas que parecem ter sido colocadas no seu caminho para a encontrar. À medida que se vai resolvendo o mistério, começa a questionar-se sobre quem é, afinal, Margo.

Embora já me comece a sentir "velho" de mais para os livros do John Green, fiz questão de ler o Paper Towns antes de ver o filme. Se a versão em papel (ah!) está má, a adaptação cinematográfica está um autêntico lixo. Com um dos piores elencos alguma vez escolhidos, a história está tão deturpada da original que chega a ser chocante.

É praticamente impossível realizar uma adaptação 100% fiel ao livro, mas daí a alterarem o verdadeiro motivo pelo qual estavam numa luta contra o tempo na road trip para a desculpa de "terem que chegar a horas" para a porcaria do baile de finalistas, é uma castração criativa de um dos pontos mais importantes da história. Não há química entre os protagonistas, a expressividade do Quentin ao descobrir a verdade sobre a Margo foi tão sentida como a possibilidade de eu ser filho da Beyoncé, ridícula.


Classificação IMDb: 6.3/10
Classificação Ghostly Walker: 5/10
Três escuteiros e amigos de longa data juntam forças com uma destemida empregada de bar e tornam-se heróis improváveis. Quando a pacata cidade onde vivem é consumida por uma invasão zombie, eles vão ter que  utilizar as suas aprendizagens de escuteiros na luta das suas vidas, para salvar a humanidade dos mortos-vivos.

Sim, o filme é tão idiota como a premissa. As personagens são genéricas e desinteressantes ao ponto de não conseguirmos estabelecer uma conexão emocional com elas. 

As interpretações não são marcantes e o filme nunca chega a meter medo. Até para alguém assustadiço como eu, os sustos são irrelevantes, assim como a tensão. Os momentos cómicos são escassos, para não dizer inexistentes, e de tal maneira forçados que não faziam qualquer sentido na narrativa. 

O poster é promissor, deixando a expectativa de uma produção excessiva e propositadamente ridícula ao estilo de Planet Terror do Robert Rodriguez, mas infelizmente não têm nada a ver. Tanto no campo cómico como de terror foi uma valente decepção. Não é terrível, mas podia ter sido muito, muito melhor. 


Já viram algum dos quatro filmes? Qual é o vosso favorito e o que gostaram menos?

domingo, 17 de janeiro de 2016

Pocket Reviews | Filmes de Terror


Prometido é devido e a rubrica "O que tenho andado a ver" está de cara lavada. Além de nunca ter gostado propriamente do título, inicialmente era suposto ser uma publicação isolada. Visto que o propósito deste segmento é apresentar, avaliar e criticar, muito resumidamente, uma quadra de filmes, "Pocket Reviews" parece-me o nome ideal. Para os que estiverem a pensar "mas que raio são reviews de bolso?", aconselho-vos a darem uma chance à literatura. Como referi no último post (deste género) de 2015, os próximos três ainda serão referentes a longas-metragens visualizadas no ano passado.

Classificação IMDb: 6.4/10
Classificação Ghostly Walker: 7/10
Uma misteriosa epidemia pós-apocalíptica, supostamente, devasta o mundo.  Depois da catástrofe, uma família de três elementos, Ray (Alexander Skarsgård), Claire (Andrea Riseborough) e a sua filha Zoe (Emily Alyn Lind), refugiou-se num abrigo subterrâneo abandonado para se esconderem dos monstros da superfície.

Quando li a sinopse fiquei convencido de que o filme seria medíocre, mas resolvi dar uma chance por ter o ex Eric de True Blood no elenco. Como é mesmo aquela expressão, "não se deve julgar um livro pela capa?" Exacto.

Hidden passou um pouco despercebido em 2015, mas embora não seja propriamente terror puro, apresenta bons momentos de suspense, reviravoltas inesperadas e a dose certa de originalidade. Sim, aquele que afirma nunca se surpreender com os finais, ficou de queixo caído com os últimos 30 minutos. Passei o tempo inteiro convicto que sabia o desfecho e na volta estava errado.

A acção consegue ser um pouco lenta, mas o elenco é bastante convincente, especialmente a filha que em situações de pavor nos deixa com uma vontade enorme de lhe dar um estalo para se acalmar.


Classificação IMDb: 6.7/10
Classificação Ghostly Walker: 7/10



Numa sessão especial do filme mais famoso da falecida mãe (Malin Akerman), uma estrela de filmes de terror dos anos 80, Max (Taissa Farmiga) presencia um incêndio dentro da sala de cinema e ao tentar ajudar os seus amigos a escapar, acabam sendo misteriosamente puxados para dentro da tela. A jovem depressa se apercebe que precisam seguir o guião e impedir certos acontecimentos, para sobreviver ao serial killer mascarado e salvar as personagens, incluindo a sua mãe.

The Final Girls é uma sátira excepcional a grandes nomes do terror cinematográfico dos anos 80/90, como "Halloween", "Nightmare on Elm Street" e "Friday the 13th", com clichés apresentados em diversos filmes actuais deste género. Ao juntar elementos de humor e um pouco de drama, o resultado é brilhante. Embora não aparente ser nada de especial, acaba por ser inovador na abordagem utilizada, ao mesmo tempo que homenageia os clássicos já existentes.

Além da crítica aos padrões sexistas enraizados no sub-género slasher, o filme tem uma conotação comovente, sobre a nostalgia e luto, e o que acontece se deixamos que esses sentimento nos impeçam de seguir em frente.

Com Nina Dobrev, Adam DeVine, Alexander Ludwig, Alia Shawkat e Thomas Middleditch a completar o elenco principal, The Final Girls é o meu favorito do quarteto de hoje.


Classificação IMDb: 5.7/10
Classificação Ghostly Walker: 7/10



Depois do filho adolescente falecer num acidente de automóvel, Paul e Anne mudam-se para uma tranquila vila em New England, nos Estados Unidos, para tentarem começar de novo. Rapidamente o casal converte-se no alvo de uma maldição que se cumpre uma vez a cada trinta anos e que exige um sacrifício terrível.

A ideia não é propriamente original, mas o facto de utilizar os clichés a seu favor, tornam esta produção numa das melhores do género. Ao contrário da maioria, não é o tipo de filme que nos últimos minutos nos surpreende com uma reviravolta chocante, pelo contrário, é simples e extremamente eficaz. A primeira meia-hora serve para preparar o terreno para o que aí vem, não enrola numa narrativa aborrecida. 

Visualmente aproxima-se da perfeição. Não fica explícito se a história ocorre na actualidade ou nos anos 70, mas as pistas estão lá: do vestuário das personagens até à televisão do casal ser daquelas antigas. 

We Are Still Here tem a dose certa de gore e apesar das personagens não serem suficientemente aprofundadas, a soberba interpretação da protagonista Barbara Compton e a magnífica cinematografia compensam. Se são amantes de cinema sangrento, este filme é um must-watch.


Classificação IMDb: 5.3/10
Classificação Ghostly Walker: 5/10



Numa continuação quase imediata ao primeiro filme, o polícia que auxiliou a investigação de Ellison, despediu-se e trabalha por conta própria para impedir que ocorram mais assassinatos estranhos. No meio da sua pesquisa, conhece uma mãe (Shannyn Sossamon) que vive com os seus dois filhos numa casa de campo marcada pela morte. 

Inclui o Sinister como uma das produções que mais me assustaram, na publicação "7 DIAS, 7 FILMES DE TERROR" em Abril do ano passado. Expectante com a sequela, senti-me traído com o produto final. Se há coisa que gosto é quando uma personagem sobrevive de um filme para o outro, mas o James Ransone como protagonista não consegue segurar a trama nem perdo do que o Ethan Hawke tinha feito no original. Não lhe atribuo a culpa total, grande parte do problema provém dos guionistas. 

A história acaba por se alongar demasiado e o aparecimento de personagens desinteressantes a torto e a direito, quebra completamente a magia sufocante da versão de 2012. Talvez seja esse o verdadeiro mal, um antecessor óptimo, tendo em conta as longas-metragens de terror da actualidade. Não me interpretem mal, não é terrível e o vilão continua assustador, mas até o facto de o exporem tanto perde o efeito do primeiro. Tive medo e levei as mãos à cara uma ou outra vez, mas visto que me assusto até com o barulho de uma porta, não é garantia de qualidade.

Já viram algum dos quatro filmes? Qual é o vosso favorito e o que gostaram menos?

domingo, 27 de dezembro de 2015

CINEMA | O que tenho andado a ver #10


Nos últimos dois meses assisti a tantos filmes que podia fazer uma publicação destas por dia. Para não vos saturar e ao blogue, optei por reservar os Domingos para a rubrica "O que tenho andado a ver" por enquanto mantém-se, mas ando há algum tempo para alterar o título. Se estiverem a visitar o Ghostly pela primeira vez, é o espaço onde avalio e escrevo mini-reviews de quatro longas metragens. Embora este vá ser o último quarteto do ano, já os vi no mês passado, o que significa que no próximo, ainda vou andar a falar de obras visualizadas em 2015. Esclarecimentos de lado, passemos às críticas (positivas).

Classificação IMDb: 7.7/10
Classificação Ghostly Walker: 8/10


Em 1963, enquanto estudante de Física na Universidade de Oxford, no Reino Unido, Stephen está decidido a encontrar uma "simples, eloquente explicação" para o Universo. Nesta época, após conhecer Jane Wilde, uma jovem estudante de Artes por quem se apaixona, é-lhe diagnosticada esclerose lateral amiotrófica, uma doença incurável e degenerativa que leva à perda permanente de movimento muscular. Apesar dos médicos lhe darem dois anos de vida e das capacidades físicas cada vez mais limitadas, casa-se com Jane, com quem tem três filhos. Com a sua ajuda, supera os maiores obstáculos, sem nunca perder a vontade de viver.

Confesso que desconhecia o trabalho e vida daquele que é considerado um dos mais importantes astrofísicos de todos os tempos, mas fiquei fascinado. O Eddie Redmayne representou-o de uma forma sublime, valendo-lhe o Óscar de Melhor Actor. A maneira com que se entregou à personagem é arrepiante. Apoiado da igualmente talentosa Felicity Jones, conseguiram estabelecer uma ligação complementar intensa e rica em conteúdo.

The Theory of Everything adapta a obra biográfica "Trvelling to Infinity: My Life With Stephen", onde Jane Wilde descreve os seus anos ao lado de Hawking, é uma celebração da vida em vez de um drama pesado  embora eu tenha acabado lavado em lágrimas.


Classificação IMDb: 7.2/10
Classificação Ghostly Walker: 7/10



Nascida a 1 de Janeiro de 1908, Adaline Bowman (Blake Lively), cresceu, constituiu família e levou uma vida igual à de tantas outras mulheres do seu tempo. Aos 27 anos, sofre um acidente grave que provoca que deixe de envelhecer. O que para muitos seria uma bênção, tornou-se numa maldição, ao atravessar décadas e viver com a consciência de que todos que ama envelhecem e, eventualmente, morrem. Após anos a fugir, conhece alguém cujo amor pode valer mais do que a imortalidade.

Quando o trailer saiu há uns meses atrás e a blogosfera enloqueceu, fiquei bastante reticente por contar com a ex-gossip girl como protagonista. Engulo todas as minhas dúvidas. ADOREI o filme! Já não ficava tão entusiasmado há muito, muito tempo. Com uma duração de quase 2h, passou a correr, ficando com a vontade de um replay instantâneo.

A história é o maior cliché romântico de sempre e o final é previsível e rebuscado, mas por alguma razão... mexeu comigo. A temática remete-nos para o Curious Case of Benjamin Button, mas invertido. Um pormenor que apreciei bastante é o facto de mesmo na actualidade, a protagonista manter a sua elegância e estilo vintage, tanto na roupa como cabelo e maneira de falar. A química com Michiel Huisman saltava do ecrã e só lamento o Harrison Ford, com um curriculum exemplar, parecer o mais inexperiente do elenco.


Classificação IMDb: 7/10
Classificação Ghostly Walker: 7/10
Em 1971, 24 estudantes do sexo masculino são seleccionados pelo professor e psicólogo, Philip Zimbardo, para uma experiência na Universidade de Stanford, na Califórnia. Na cave do edifício de Psicologia, é construída uma prisão fictícia e o grupo de jovens será separado entre guardas e prisioneiros. É a partir dessa divisão social que a experiência visa explicar os efeitos da prisão no comportamento do ser humano. Os resultados são devastadores.

Baseado em factos reais, The Stanford Prison Experiment, não é a primeira adaptação cinematográfica sobre este caso. Após a alemã "Das Experiment" (2001) e a versão americana "The Experiment" (2010), é caso para dizer, à terceira é de vez.

Vencedor do Prémio de Melhor Argumento no Festival Sundance 2015, trata-se de uma viagem claustrofóbica com cenas de bullying que nos deixam com um sentimento de impotência enorme.

Além do trabalho do excelente trabalho de câmara, o elenco é o ponto forte desta produção. O núcleo de jovens actores, entre eles Ezra Miller, Michael Angarano, Tye Sheridan e Johnny Simmons, conseguiu transmitir na perfeição a dor, angústia e desconforto necessários.



Classificação IMDb: 7.2/10
Classificação Ghostly Walker: 8/10




Após a repentina morte da mãe, Cheryl Strayed distanciou-se da família, começou a consumir heroína e destruiu o seu casamento. Quatro anos depois, aos 26, sem nada a perder, decidiu por impulso embarcar numa caminhada de mais de 1000 km, numa autêntica busca interior. Sem experiência e guiada pela sua determinação, inicia uma jornada repleta de desafios físicos e mentais, até ao renascimento de uma Cheryl fortalecida e segura de si.

Começo a ver um padrão no curriculum da Reese Witherspoon. Sempre que participa numa obra premiada, seguem-se anos de filmes medíocres. Vencedora do Óscar de Melhor Actriz, em 2006, com Walk The Line, passaram-se oito até ser nomeada na mesma categoria.

O meu medo de tédio foi rapidamente esclarecido na viagem física e psicológica de uma mulher com defeitos, mas bastante humana. Com paisagens de tirar a respiração como fundo da acção, a Resse brilha ao transmitir a sensibilidade e força interior necessárias à personagem. À primeira vista não temos a melhor das impressões de Cheryl, mas pelo fim do filme, sentimo-nos revitalizados com as suas conquistas. Afinal quem é que não tem sonhos e objectivos de vida para alcançar?

A longa-metragem conta ainda com Laura Dern, indicada ao Óscar de Melhor Actriz Secundária pelo papel de mãe.


Já viram algum dos quatro filmes? Qual é o vosso favorito e o que gostaram menos?

domingo, 20 de dezembro de 2015

CINEMA | O que tenho andado a ver #9

Classificação IMDb: 6.5/10
Classificação Ghostly Walker: 5/10
Após conseguirem escapar do labirinto onde se encontravam presos sem explicação, Thomas (Dylan O'Brien) e os seus companheiros em cativeiro vêem-se forçados a encarar uma realidade diferente, mas igualmente assustadora. Agora, sobrevivendo a condições climáticas adversas e a criaturas estranhas, chamadas de Cranks, que os querem comer vivos, o grupo terá que fazer uma perigosa travessia até à Scorch, uma terra desolada repleta de obstáculos.

Quando vi o primeiro Maze Runner, no ano passado, fiquei agradavelmente satisfeito. Não conhecia a história, portanto não tinha quaisquer expectativas pré-visualização. O mesmo não pode ser dito sobre a sequela. Assim que é revelada a "identidade" das criaturas senti-me tão enganado que me dei por feliz por não ter gasto dinheiro a ver isto no cinema.

Num cenário digno do Resident Evil: Extinction, os efeitos especiais continuam a ser um dos pontos altos da saga, se bem que numa produção deste género, é quase obrigatório. O final foi bastante previsível, mas visto que o próximo capítulo será uma "história de vingança", tenho esperança que consigam criar uma história coesa e mais adulta.


Classificação IMDb: 7.5/10
Classificação Ghostly Walker: 7/10
Libertado inesperadamente da prisão, Scott Lang (Paul Rudd) é desafiado pelo milionário Dr. Hank Pym (Michael Douglas) para participar numa missão de extrema importância. Graças a um fato especial que lhe permite diminuir em escala e, simultaneamente, aumentar em força, Scott transforma-se no Ant-Man, um super-herói que contará com a ajuda das formigas. Para se redimir do seu passado criminoso e salvar o mundo de forças nefastas, Scott terá que unir forças com Dr. Pym numa épica batalha contra Yellowjacket (Corey Stoll).

Já acompanho o trabalho do Paul Rudd há uns anos, portanto fiquei bastante satisfeito por saber que teria a grande oportunidade de entrar para o universo da Marvel. Sem saber com o que contar, até porque este é dos heróis menos conhecidos da franchise, gostei bastante do produto final.

O facto de não ter a mesma ambição ou dimensão que um filme dos Avengers, resultou a favor desta produção. A narrativa é basicamente um assalto, combinando elementos de acção e humor, ao mesmo tempo que nos explica a origem do "Homem-Formiga". Os amigos do Lang são extremamente cómicos, portanto podem contar com momentos de pura risota.


Classificação IMDb: 5.4/10
Classificação Ghostly Walker: 4/10
Jupiter Jones (Mila Kunis) sonha com um futuro grandioso, mas acorda todos os dias para a dura realidade de uma vida medíocre como empregada de limpeza. Quando Caine Wise (Channing Tatum), um guerreiro do espaço, chega ao planeta Terra para a proteger, a jovem descobre que é a sucessora de um legado que pode alterar a ordem do Universo. Jupiter depressa se apercebe que a sua vida corre perigo e que para sobreviver só pode contar com a sua coragem e a deste desconhecido.

Pensar que os responsáveis da trilogia Matrix foram capazes de uma desgraça destas. Mais uma vez, os irmãos Wachowski apostam numa predominância de efeitos visuais e uma nítida atracção pelo artificialismo. Certos cenários parecem uma tentativa de recriação do John Carter ou dos Guardians of the Galaxy.

Nem as personagens se safam a esta produção tão preguiçosa. O mesmo pode ser dito sobre o elenco, liderado por Mila Kunis e Channing Tatum, só mesmo o Eddie Redmayne é que se safa com um vilão do mais dramático possível. Como é que um vencedor do Óscar de Melhor Actor aceita participar num filme destes é algo que nunca compreenderei.


Classificação IMDb: 6.4/10
Classificação Ghostly Walker: 4/10
Oscar Diggs (James Franco) é um mágico trafulha e ambicioso que não olha a meios para atingir o seu maior objectivo: tornar-se numa personalidade no mundo da magia. Certo dia, é misteriosamente transportado para a Terra de Oz onde conhece Theodora, Evanora e Glinda (Mila Kunis, Rachel Weisz e Michelle Williams), três bruxas que lhe contam como, durante séculos, os habitantes de Oz aguardaram a chegada de um grande feiticeiro que os libertaria de uma terrível maldição. Forçado a combater uma guerra que não é dele, o mágico acaba por se tornar no "Grande e Poderoso Feiticeiro de Oz".

Para os amantes de cinema, é um autêntico sacrilégio fazer uma prequela do The Wizard of Oz, mas aposto que se for preciso a grande maioria dos espectadores desta versão nem sequer conhece o original de 1939 — não só fez de Judy Garland um ícone como se tornou num clássico.

Lamento imenso mas o realizador Sam Raimi fez um péssimo trabalho. Carregadinho de efeitos especiais ridiculamente evidentes, é impossível levar o James Franco a sério como actor, ainda para mais no papel mítico de Oz. A Weisz foi mal aproveitada e a Mila... enfim. Só mesmo a Michelle Williams é que conseguiu captar na perfeição a essência da Good Witch.


Já viram algum dos quatro filmes? Qual é o vosso favorito e o que gostaram menos?

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