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terça-feira, 3 de outubro de 2017

CINEMA ⤫ Pocket Reviews #29




SINOPSE: Com destino a um planeta remoto do outro lado da galáxia, a tripulação da nave Covenant descobre o que acredita ser um paraíso desconhecido. Não contavam é que na realidade fosse um estranho e perigoso mundo. Quando encontram um ameaça além daquilo que imaginavam ser possível, tentam uma angustiante fuga.

OPINIÃO: Por esta altura do campeonato é escusado dizer que sou um fã assumido da Alien franchise. É a minha favorita de todos os tempos e, como tal, fui ver este capítulo ao cinema quando estreou, em Maio. Meh é a palavra que melhor descreve o que senti. Contrariamente ao antecessor, o brilhante Prometheus, esta segunda prequela promove mais elementos de terror e acção, mas no que toca ao conteúdo, perde descaradamente.

À medida do que aconteceu no anterior, as origens das criaturas extraterrestres, conhecidas como Xenomorfos, estão no centro da trama, mas pouco ou nada ficamos a saber em relação à primeira prequela. Por outro lado, ficamos a conhecer o desfecho de Elizabeth Shaw e David, que em Covenant solidifica o seu papel de vilão com um enorme complexo divino.

Em suma, este sexto filme da saga icónica de Ridley Scott acaba por desiludir por não acrescentar nada de relevante ao contexto geral do universo em que está inserido.















SINOPSE: Numa sociedade futurista, os humanos conseguiram uma forma de unir a consciência humana com os computadores e tecnologia (o "fantasma" que habita no invólucro do corpo artificial). Motoko Kusanagi, conhecida como Major, é um cyborg com experiência militar que comanda um esquadrão de elite especializado em combater crimes cibernéticos.

OPINIÃO: Não é preciso ser-se um expert de anime para já ter ouvido falar de Ghost In The Shell. Aliás, a protagonista tornou-se numa personagem de culto da cultura pop nipónica e asiática. Como tal, a escolha de Scarlett Johansson, em vez de uma actriz asiática para a personificar, deixou uma multidão enfurecida. Dito isto, o próprio director, Mamoru Oshii, defendeu a decisão, argumentando que um cyborg é uma entidade sintética e sem raça, lançando farpas aos preconceitos políticos que estão cada vez a afectar cada vez mais o mundo das artes e o cinema em especial.

De facto, a falta de imaginação de Hollywood é algo que me incomoda há muitos anos. A necessidade de recorrerem a continuações constantes, remakes de filmes cada vez mais recentes, blockbusters de super-heróis e agora, até o mercado manga querem explorar, não sei qual será o futuro da indústria cinematográfica.

Controvérsias de lado, Ghost In The Shell vale pela componente visual apelativa e uma protagonista à altura do papel que lhe foi proposto. A Scarlett carregou o filme às costas e a dinâmica expressiva e emocional de um ser que apesar de ter consciência devido ao cérebro humano, foi criado em laboratório, é bastante interessante. Infelizmente os elogios ficam-se por aí. Não é um mau filme, mas encontra-se longe de um expoente máximo de acção/fantasia.



SINOPSE: Life conta-nos a história de seis membros da tripulação da Estação Espacial Internacional, no momento em que a mesma se depara com uma das mais importantes descobertas na história da humanidade: a primeira prova de existência de vida extraterrestre em Marte. À medida que a tripulação inicia a pesquisa, os seus métodos acabam por ter consequências indesejadas e a forma de vida mostra ser mais inteligente do que alguma vez esperaram.

OPINIÃO: O conceito não é novo mas o realizador Daniel Espinosa conseguiu homenagear o Alien com um thriller espacial repleto de tensão desde o primeiro minuto. Aproveitando as características do clássico, como o ambiente claustrofóbico, corredores infinitos e mortes violentas, consegue diferenciar-se com o pouco uso de sangue e um twist audaz que me deixou à beira de cair do sofá.

Com um elenco repleto de estrelas como Gyllenhaal e Reynolds, é mesmo Rebecca Fergunson que sobressai, numa espécie de versão alternativa da Sigourney Weaver.

Life não introduz nada de novo ao género e o argumento sofre algumas limitações que se reflectem na perda de gás ao longo da história, mas é uma obra feita para os fãs do Alien de '79.






 
SINOPSE: Enquanto uma ameaça do outro mundo paira sobre Angel Groove, cinco adolescentes com super-poderes, escolhidos pelo destino, têm de ultrapassar os obstáculos mundanos e as suas divergências, e aprender a trabalhar em equipa para salvar a humanidade da vilã Rita Repulsa.

OPINIÃO: O filme que ninguém pediu: Power Rangers. Como muitos de vocês, pertenço à geração que acordava mais cedo ao fim-de-semana para ver as cinco personagens coloridas na SIC. Gostava de tal modo da série que até as figuras oficiais tinha, agora imaginem. Tendo em conta o resultado miserável que a adaptação cinematográfica do Dragon Ball teve, não percebo como é que arriscaram sequer voltar a entrar neste território que simplesmente não resulta em modo blockbuster.

O elenco é questionável a ponto de me perguntar se estão sequer familiarizados com o termo "representação". Como um crítico referiu brilhantemente, "as personagens têm tanta profundidade e carácter como os robôs que andam e falam automaticamente". Não podia ter dito melhor.

Se são apreciadores da série juvenil americana (que por sua vez era inspirada na japonesa "Super Sentai"), que se tornou mundialmente famosa durante os anos 1990, poupem o vosso tempo e não se dêem ao trabalho de ver isto. Só mesmo a Elizabeth Banks é que se salva no meio desta calamidade cinematográfica.


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quarta-feira, 28 de junho de 2017

CINEMA ⤫ Pocket Reviews #28



SINOPSE:  Em 1971 uma equipa de cientistas lidera uma excursão à mítica Skull Island, no Pacífico. Acompanhados por um guia, uma fotógrafa e uma companhia de soldados, o grupo rapidamente descobre que os rumores que assombravam o local não era fruto da imaginação. 

OPINIÃO: A imagem do King Kong tornou-se numa daquelas figuras enraizadas no imaginário cinéfilo. Quem é que nunca viu as imagens do gorila a escalar o Empire State Building na produção homónima de 1933? 84 anos depois, o ser gigantesco já passou por diferentes versões e até por projectos cujo único objectivo era tentar capitalizar o sucesso que em tempos teve. Apesar de pegarem num tema mais que mastigado, Kong: Skull Island aprendeu com os erros do passado e tentou uma abordagem diferente.

Confesso que estava bastante receoso com o resultado final, mas fiquei agradavelmente surpreso, ainda que. O elenco é excelente, nomeadamente o Samuel L. Jackson e a Brie Larson, e só tenho pena que ela tenha sido mal aproveitada. Quanto à longa-metragem em si, é uma viagem repleta de acção e sem momentos mortos. Não perdem tempo a dar contexto ou background às personagens. Aquilo que aparece em cena, é o que interessa e tudo o resto é perder tempo. Quase parece uma espécie de parque temático à la Jurassic Park. É interessante ver que no meio destas criaturas, o verdadeiro monstro é o ser humano.


SINOPSE:  Desempregada, com uma relação falhada e graves problemas alcoólicos, Gloria muda-se de Nova Iorque para a pequena cidade que a viu nascer. Certo dia, ela descobre que os eventos catastróficos que estão a acontecer em Seoul, na Coreia do Sul estão directamente relacionados com ela.

OPINIÃO: Se não entenderam nada da sinopse, that's the point! A sério, a primeira vez que ouvi a Anne Hathaway falar sobre o enredo, isto é, que a personagem dela controla inconscientemente as acções de um monstro no outro lado do mundo, pensei que ela tivesse bebido. Parece não fazer sentido nenhum, mas acreditem que tudo é explicado. Perdoem-me não desenrolar mais, mas não quero revelar spoilers.

Escrito e dirigido pelo espanhol Nacho Vigalondo, Colossal é uma das grandes surpresas deste ano. A narrativa leva-nos por caminhos inimagináveis mas apoiados de personagens tão reais, que é impossível não nos relacionarmos com eles. A Hathaway está sublime no papel de Gloria, uma das heroínas mais complexas dos últimos tempos. Ela falha, vai-se abaixo, mas tem um bom coração e na hora de agir, não perde tempo a resolver tudo. Já o co-protagonista, Jason Sudeikis, é fantástico ao interpretar um verdadeiro asshole. Se ainda não viram, não percam mais tempo. É uma obra colossal, ha!



 
SINOPSE:  Grávida de sete meses, Ruth ficou viúva. Após uma experiência traumática, ela começa a ouvir a voz do seu bebé, literalmente. O problema é que as ordens do seu primogénito fazem com que ela inicie uma violenta e sangrenta série de homicídios.

OPINIÃO: Quando pensei que já tinha visto tudo, heis que encontro esta pérola britânica. Prevenge é uma delícia para os amantes de humor negro e sarcástico, típico dos habitantes da terra de sua Majestade.

Do ponto de vista psicológico, esta produção é muito interessante. Se arrancarmos as camadas superficiais da acção, encontramos uma protagonista seriamente marcada pela perda da pessoa que ela mais amava no mundo. Sozinha e com uma vida prestes a nascer, o chão dela colapsa e ela entra em depressão.

Digamos que por entre as fases de luto, ela ficou presa na raiva. A sede de vingança era tal que ela acaba por matar inúmeras pessoas que nada tinha a ver com o que lhe aconteceu, mas que lhe irritavam  algo que todos nós com certeza já imaginámos, mas daí a colocar em prática, vai uma grande diferença. Curiosamente, quando ela fica frente-a-frente com o "reponsável", não consegue agir. Se ela o fizesse, estaria a aceitar o que lhe aconteceu, e é aí que reside a beleza desta história. Se não vos incomodar o gore aka muito sangue, vejam!






 
SINOPSE:  Uma jovem começa a ficar preocupada com o namorado quando ele decide explorar uma espécie de "culto" que envolve uma misteriosa cassete de vídeo culpada de matar os espectadores passados 7 dias. Na tentativa de o salvar, ela descobre algo inédito, um mini-filme, dentro do original, algo que nunca ninguém viu. Uma moviception, portanto.

OPINIÃO: Porque é que a Paramount decidiu ressuscitar a Samara Morgan passados 11 anos, é algo que nunca vou compreender. Sou um fã assumido da versão norte-americana de 2002, e sequela de 2005, em grande parte por contar com a fantástica Naomi Watts como protagonista. Quando andava na escola básica este era O filme de terror. Ainda me lembro do que tremi quando vi o primeiro em casa, e depois o segundo na sala de cinema. Durante muito tempo desejei um terceiro volume para encerrar a história, mas nunca isto.

Ignorando por completo as versões anteriores, esta longa não é nada mais que um remake de um remake. Hollywood no seu melhor. A falta de noção é de tal forma chocante que eles oferecem uma nova origem para a Samara que, por sua vez, parece ter-se actualizado tecnologicamente. Pois é, ela conseguiu ultrapassar a barreira do VHS directamente para a pen drive, sem sequer passar pelo DVD ou Blu-Ray. Cheia de manhas, hã? A única razão porque dei um 5, deve-se ao facto de, no meio desta trapalhada, existirem momento de terror aceitáveis, ainda que não fuja ao cliché destinado ao consumo adolescente. O que explica o porquê de um elenco tão pobre.

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sexta-feira, 26 de maio de 2017

CINEMA ⤫ Pocket Reviews #27


SINOPSE: Chris Washington, um afro-americano, vai visitar os pais da namorada que habitam num misterioso subúrbio caucasiano. A visita torna-se cada vez mais estranha e desconcertante para o jovem que rapidamente se apercebe que algo de errado se passa naquela comunidade.

OPINIÃO: Nos dias que correm são raras as produções que conseguem fazer jus à hype, leia-se, The Girl on the Train, mas esta conseguiu triunfar onde muitas erraram. Get Out é um filme de terror psicológico com a capacidade de se tornar num clássico dos tempos modernos. Sem se limitar a recorrer aos habituais truques de luz e som para provocar sustos no público, esta longa vai construindo uma narrativa sólida com personagens fortes e bem desenvolvidos. Algo extremamente raro no género em questão.

Jordan Peele, a mente criativa por trás do guião, escreveu uma premissa com tensões raciais mas extremamente interessante. Embora considere que o trailer dá a entender metade daquilo que vai acontecer, o que quebra um pouco o efeito surpresa. Dito isto, seria um verdadeiro crime caírem no erro de pensar que este é apenas "mais um filme contra racistas". Não é, é muito mais que isso.



SINOPSE: Jamie Fields é um adolescente que vive com a sua mãe, Dorothea, em Santa Bárbara, Califórnia. Abbie é uma estudante de arte e feminista que aos poucos vai utilizando as suas experiências para passar conhecimentos ao rapaz. Já Julie tem uma forte ligação com Jamie mas, apesar de dormirem juntos todos os dias, são apenas bons amigos.

OPINIÃO: 20th Century Women foi uma das razões pelas quais tentei adiar ao máximo a minha lista dos "Melhores Filmes de 2016". Tinha a certeza que quando o visse entraria para o top 20 mas infelizmente não foi disponibilizado a tempo. As expectativas confirmam-se, esta dramedy é fantástica.

Um dos vários factores positivos desta obra é a contextualização da década de '70, numa altura em que a violência não era uma das principais preocupações das pessoas. São pequenos detalhes como, por exemplo, o discurso da "Crise de Confiança" de Jimmy Carter, que elevam a caracterização não só da família como do quotidiano norte-americano.

Sensível e incrível, a narrativa é uma homenagem a todas as mulheres e mães. Aborda a força impressionante do sexo feminino e, ainda que o título remeta ao século 20, a mensagem é intemporal. Destaque ainda para a interpretação de Annette Bening, esse monstro da representação que mereceu sem dúvida alguma a nomeação ao Óscar de Melhor Actriz com a sua Dorothea.








SINOPSE: O ano é 2029. Já não nascem mais mutantes e Logan vive sob o seu nome verdadeiro: James Howlett, a poupar dinheiro para proteger o cérebro mais poderoso do mundo e que sofre de uma doença degenerativa. O Professor Xavier está demente e as consequências do descontrolo podem ser fatais para a Humanidade.

OPINIÃO: Apesar da X-Men franchise ser uma das minhas favoritas, nunca pensei que tivessem a capacidade de criar algo tão rico como este filme. A sério, ainda estou em choque com a qualidade. Satisfatoriamente violento, a certa altura Logan torna-se numa espécie de roadtrip movie, numa mistura entre os westerns clássicos de Clint Eastwood e a acção distópica de Mad Max. Não perde tempo a fazer um resumo do que aconteceu no passado. É uma história escrita, do início ao fim, para os verdadeiros fãs da saga e não podia estar mais satisfeito.

A relação quase de pai/filho entre o Hugh Jackman e o Patrick Stewart é igualmente dramática e absolutamente ternurenta. A química é tão natural que chega a ser comovente quando nos apercebemos que ambos vão deixar este universo. Sem revelar demasiado, a cena em que vemos Logan a subir com o  Prof. Xavier ao colo, para o deitar, é das mais queridas dos últimos tempos, especialmente num filme de super-heróis!

O final deixa-nos com um nó no peito. Hugh Jackman é e sempre será Logan. Deu corpo e alma a esta personagem e ao fim de 18 anos, despediu-se com chave-de-ouro, no melhor filme alguma vez produzido na franquia.




SINOPSE: Ashley e Verónica encontram-se por acaso numa festa e percebem que as suas vidas tomaram caminhos bem diferentes. Uma é pintora e não tem onde cair morta, a outra é rica e despreza a arte. Rapidamente as antigas hostilidades ressurgem e acabam ao murro, literalmente.  

OPINIÃO: Numa era em que muito se debate a crise de originalidade em Hollywood, é tão bom saber que ainda há quem tente contrariar a norma e construir novos tipos de narrativa. Ignorado por muitos, Catfight é um dos filmes mais originais e interessantes saídos do território norte-americano no último ano.

A dupla brilhante de protagonistas, Anne Heche e Sandra Oh interpretam duas arqui-inimigas e o reflexo uma da outra. Não é por acaso que a história se divida em dois actos reversos um do outro. Uma é artista, a outra não compreende o valor da arte; uma usa o conflito no Médio Oriente como inspiração artística, a outra deixa-se levar pelo interesse financeiro do marido no conflito; mas ambas acabam por ser mulheres solitárias, mesmo quando estão acompanhadas.

Existe um forte elemento de wtf ao longo da trama, mas é precisamente isso que me fez adorar este filme. O duo anda à luta três vezes e o desfecho aponta para um empate técnico, se bem que a vitória é das actrizes que estão soberbas tanto na vertente emocional como na comédia negra.


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segunda-feira, 1 de maio de 2017

CINEMA ⤫ Pocket Reviews #26











SINOPSE: Uma história de amor improvável entre uma bela jovem camponesa e um príncipe amaldiçoado a uma eternidade na pele de um monstro. 

OPINIÃO: Os mais atentos sabem que "A Bela e o Monstro" é o meu clássico da Disney favorito. Escusado será dizer que não reagi nada bem quando soube que iriam adicioná-lo à nova moda de versões live action. Esta estratégia tem obtido bons resultados comerciais mas o certo é que não tem produzido filmes tão cativantes como os originais. As únicas excepções são, possivelmente, "The Jungle Book" e até "Cinderella", sendo o primeiro o melhor até ao momento (entrou no meu TOP 20 de 2016 e ganhou um Óscar de 'Melhores Efeitos Especiais').

Infelizmente, o mesmo não pode ser dito deste. Pois é, preparem-se para uma unpopular opinion. Foi com enorme receio que o vi no cinema, aquando da estreia, e tanto eu como a minha namorada pensámos o mesmo, "meh". Não é mau mas também não é óptimo.

Os cenários são incríveis e tenho que admitir que a Emma Watson não esteve tão mal quanto esperava (era totalmente contra ela no papel de Bella), mas para quem viu o clássico de animação, é impossível não sentir uma certa banalidade com esta versão. Especialmente no que toca às músicas, que no original são a galinha dos ovos de ouro, aqui não passam de uma mera reciclagem. Chegou a um ponto que só me apetecia tapar os ouvidos para eles pararem de gritar. Não posso dizer que esteja decepcionado porque não tinha expectativa altas, mas tenho imensa pena que este The Beauty & The Beast esteja visto como uma obra-prima quando não é. Não fosse a componente visual, a minha cotação seria bem inferior.







SINOPSE: Uma rapariga sonsa continua a investir numa relação doentia com um milionário depravado, possessivo, ciumento e controlados. Amor verdadeiro, portanto.

OPINIÃO: Quando a adaptação cinematográfica do conto erótico Fifty Shades of Grey estreou em 2015, não compreendi como algo tão mau tinha originado milhões. Este ano chegou-nos o segundo capítulo e nem sei o que dizer. Se o primeiro era terrível este é um lixo. As supostas cenas de sexo e sadomasoquismo continuam inexistentes, e até quando a "história", se é que aquilo assim possa ser chamado, tenta tratar temas delicados e polémicos, acaba por causar gargalhadas. Juntamos a isso a paupérrima interpretação da dupla de protagonistas, especialmente da Dakota Johnson que além de precisar desesperadamente de umas aulas de representação, por comparação, faz da Kristen Stewart uma Meryl Streep. Também o director, James Foley, parece ter esquecido o significado da palavra "dirigir", já para não falar do guião que vende uma história de amor com um prazo de validade expirado. A falta de química entre o casal é gritante e consequentemente cria cenas altamente constrangedoras e hilariantes daquilo que NÃO se deve fazer na representação.

Por muito que me custe, costume tentar ao máximo aceitar opiniões contrárias às minhas, mas em relação a este "filme", é impossível. É um verdadeiro atentado à arte cinematográfica e uma vergonha permitirem que uma porcaria destas seja sequer produzida, quanto mais transformada numa franchise.



SINOPSE: Um bebé empresarial infiltra-se numa família suburbana para impedir que o planeta comece a gostar mais de cachorrinhos do que de criancinhas.

OPINIÃO: Não fosse o trailer bastante revelador, teria ficado bastante decepcionado com esta nova produção da Dreamworks. Além da animação, os factores positivos prendem-se à componente satírica repleta de piadas que só podem ser compreendidas por quem já sofreu na pele a crueldade e cinismo do mundo empresarial. O tratamento das pessoas como se fossem meros objectos numa máquina de fazer lucro, é estranhamente familiar. Por outro lado, existem momentos no filme que apelam aos nossos sentimentos, como aquele medo e raiva iniciais que sentimos quando um irmão nasce e todas as atenções estão voltadas para eles.

A minha namorada diz que esta obra foi feita para rapazes, e talvez seja, mas o certo é que não tem a capacidade de nos envolver completamente durante toda a acção. O enredo não é propriamente interessante e nem sequer conseguem surpreender o espectador. Em relação ao elenco vocal, a única coisa boa foi o Alec Baldwin e a Lisa Kudrow.

















SINOPSE: Após perder todos os companheiros em Washington, Alice é contactada pela inteligência artificial, Red Queen, sobre a existência de uma cura capaz de exterminar o virus zombie.

OPINIÃO: Como referi na publicação "FAVORITE MOVIE FRANCHISES: PART I", «critiquem-me, apedrejem-me, mas adoro o Resident Evil». Até parece mentira mas o primeiro capítulo foi lançado em 2002, há 15 anos atrás, e permanece até hoje como o melhor da franquia. Adaptado na saga homónima de videojogos, este império multi-milionário começou em grande mas foi perdendo força, criatividade e conteúdo a cada sequela.

Não é de estranhar que este sexto filme seja mais do mesmo e continue na linha medíocre dos anteriores. Como vêem, consigo ser objectivo até com os meus guilty pleasures. Quem aprecia e cresceu com este universo teve uma dose enorme de nostalgia graças à inclusão de inúmeros elementos dos dois primeiros filmes. A ligação entre o passado e presente garante a coesão necessária a uma narrativa sem qualquer tipo de nexo.

O grande problema desta obra é a introdução de uma suposta "cura" vinda do nada e que mais parece uma ideia apressada para finalizar a história. É impossível o espectador não questionar porque raio foram necessárias as quatro longas-metragens do meio para chegarmos a este ponto, uma vez que tudo podia ter sido facilmente resolvido se tivessem acrescentado essa informação logo no início. Seguem sequências de luta consecutivas, algumas sem qualquer appeal, e plot twists desnecessários. No meio disto tudo, é de louvar a performance da Milla Jovovich que ao longo de quase duas décadas foi a cara da franchise e a pessoa que mais acreditou no projecto. Só tenho pena que não nos tenhamos divertido tanto a ver o resultado final quanto ela a protagonizar a Alice. De qualquer forma, it's the end of an era and I'll miss it.


Além d'A Bela e o Monstro, já viram algum dos filmes? Qual é o vosso favorito?

quarta-feira, 15 de março de 2017

CINEMA ⤫ Pocket Reviews #25










SINOPSE: Elaine é uma jovem bruxa que, após a morte do marido, muda-se de São Francisco para uma cidade do interior em busca de um novo amor. Através dos seus feitiços e poções mágicas, ela consegue colocar qualquer homem aos seus pés. Infelizmente, nem tudo corre como era suposto e os alvos masculinos acabam por sofrer terríveis efeitos secundários, talvez até mortais... 

OPINIÃO: Considerado por muitos como um dos melhores filmes do ano passado, The Love Witch, é uma espécie de comédia com elementos de terror que homenageia o cinema exploitation das décadas de 60 e 70. A combinação do guarda-roupa, penteados e até técnicas de filmagem retro, típicos da altura, e carros, telemóveis e outros objectos mais modernos, resultam num verdadeiro orgasmo visual.

Escrita, produzida, dirigida e editada por Anne Biller, a obra não descansa na componente visual. O conteúdo é bastante pertinente ao utilizar a temática da bruxaria para abordar problemáticas relevantes como o feminismo, a independência e potencial das mulheres, assim como os seus desejos.

Não sendo um filme que nos faça rir ou tão pouco assustar, The Love Witch, é uma longa-metragem que merece ser acompanhada com calma e prazer. Aliás, o único ponto negativo é mesmo a duração excessiva de 2h. A protagonista, Samantha Robinson, evoca ícones como a Morticia Adams e a Elvira, enquanto demonstra na perfeição aquele bad acting típico de muitos clássicos de época. Garanto-vos que se o tivesse visto a tempo, entraria para o meu TOP 20 MOVIES OF 2016.



SINOPSE: Elizabeth Sloane é uma lobista que todos temem e desejam por ser capaz qualquer coisa para atingir os seus objectivos. Quando à sua empresa chega um magnata que quer ajuda para um caso que envolve o comércio de armas, ela tem outros planos.

OPINIÃO: Admito que me deixei influenciar pela papelão da Jessica Chastain quando classifiquei este filme, portanto relevem aquele número. Longe de ser memorável, Miss Sloane, só vale mesmo pela actriz principal e pelas suas reviravoltas  se bem que um tanto ao quanto previsíveis.

A actriz de Zero Dark Thirty e The Help já tinha trabalhado com o realizador, John Madden, em Doubt, e este reencontro foi... insonso. Arrisco-me a dizer que Elizabeth Sloane é das personagens mais sombrias, perturbadas e frias que ela já interpretou. Sozinha, infeliz e extremamente manipuladora, a única coisa que abona a seu favor é o corte de cabelo e o guarda-roupa.

A Chastain entregou-se de corpo e alma a um papel que, apesar de tudo, era exigente e com um guião demasiado extenso (mais um com 2h). Não fosse a sua bitchiness e carisma, o resultado final teria sido absolutamente desastroso. 











SINOPSE: No futuro a humanidade foi infectada por um fungo que transforma as pessoas numa espécie de zombies, sedentos de carne humana. Numa base militar, conduzem-se experiências em crianças infectadas que parecem conseguir controlar os instintos animalescos. Quando o laboratório é invadido, um grupo de sobreviventes e a pequena Melanie partem em busca de um porto de abrigo.

OPINIÃO: Sou um fã assumido do sub-género zombie, em parte graças a produções soberbas como os britânicos 28 Days Later, a sequela, 28 Weeks Later, e Shaun of the Dead. Escusado será dizer que o grau de excitação era elevado. Felizmente, esta Girl With All The Gifts não decepcionou e provou, mais uma vez, que os brits do it better.

Baseado no livro homónimo de Mike Carey, que também assina o argumento, a história é contada quase inteiramente do ponto de vista da Melanie (Sennia Nanua), uma jovem que foi infectada no útero da mãe. Apesar da temática já saturada, a produção consegue inovar, e o facto de não utilizar a violência como consequência directa do sofrimento, é refrescante. 

Um ponto interessante a salientar é o facto de ser complicado apontar quem são os heróis e vilões. Se por um lado os "bonzinhos" passam por riscos desnecessários devido à sua ingenuidade, os "malvados" tomam atitudes racionais para a continuidade da civilização e que, dentro do contexto, é difícil condenar. Esta questão é brilhantemente personificada pela Glenn Close e Gemma Arterton.


SINOPSE: Naufragado numa aparente ilha deserta, Hank ia suicidar-se quando vê um corpo dar à costa. Quando se apercebe que a pessoa está morta, o jovem baptiza o novo companheiro de Manny e através da amizade que surge entre os dois, encontra a força e esperança necessárias para embarcar numa viagem de volta a casa.

OPINIÃO: Se me dissessem que um dia ia ver um filme sobre um cadáver flatulento com genitais-bússola, interpretado pelo eterno Harry Potter, Daniel Radcliffe, e adorá-lo, provavelmente ia pensar que tinham fumado alguma coisa. Totalmente sóbrio, é com um enorme choque e apoiado de um discurso popularucho que admito, Swiss Army Man é um filme do caraças!

Ultrapassando a superfície bizarra, vamos encontrar uma mensagem extremamente importante sobre a perigosa relação entre a depressão e a solidão crónica. Através de momentos tão wtf que nos deixam simultaneamente a rir e confusos, chegamos ao final a torcer que a relação entre o Hank e o morto dure para sempre. A linha entre a imaginação e realidade é bem ténue.

É uma história bastante original, criativa, pura, e tecnicamente perfeita. Tanto a banda sonora, efeitos especiais, e realização estão perfeitos. Imaginem uma versão Cast Away sob efeito de substâncias ilícitas. Está sensacional, a sério.

Já viram algum dos quatro filmes? Qual é o vosso favorito e o que gostaram menos?

domingo, 18 de setembro de 2016

Pocket Reviews | O que tenho andado a ver #24


Classificação IMDb: 6.7/10
Classificação Ghostly Walker: 7/10
SINOPSE: Ansel Roth é um homem atormentado. Após anos a ganhar a vida a tratar pessoas que sofreram lavagens cerebrais, perdeu toda a credibilidade. Quando um casal de idosos lhe pede ajuda para salvar a sua filha, que entrou para um culto, ele vê a oportunidade que precisava para recuperar a sua carreira.

OPINIÃO: Há uns meses atrás resolvi ter uma Mary Elizabeth Winstead movie night e assisti a alguns dos seus projectos. Tenho uma queda para um bom filme indie, isto é, produções que apesar de baixo orçamento, são ricas em criatividade. Sem conhecer o trailer ou sinopse, não fazia ideia que a história abordava o tópico "cultos"  brilhantemente trabalhados como em Martha Marcy May Marlene (2011).

Embora não seja tão séria como a história referida a cima, Faults é um mistério que nunca acaba, nem quando a tela escurece. Aliás, não me admirava se a cena final fosse um autêntico choque para a maioria dos espectadores. A visão do escritor e director Riley Stearns é fascinante por nos colocar no lugar das personagens, deixando-nos completamente desorientados. Aliado a prestações hipnotizantes do duo de protagonistas, Winstead e Leland Orser, aconselho vivamente a visualização deste filme.


Classificação IMDb: 5.8/10
Classificação Ghostly Walker: 6/10
SINOPSE: Viciada no trabalho, a vida de Alex é virada do avesso quando o marido a deixa. Agora, terá que enfrentar a sua nova realidade que passa por momentos banais a completamente catastróficos. No processo, a jovem advogada uma vulnerabilidade e força interior que desconhecia.

OPINIÃO: Ao contrário do anterior, este filme não me encheu totalmente as medidas. Não é bom nem é mau, é morno. No que toca à representação, acertaram no jackpot ao escolher a Mary Elizabeth Winstead como protagonista. A intensidade que coloca nas diferentes camadas da Alex são impressionantes e revelam uma excelente capacidade interpretativa.

O verdadeiro problema desta produção é o roteiro. A narrativa não é exactamente interessante, e sinceramente fiquei com a sensação que nem era essa a intenção. A moral da história é importante, especialmente porque é um problema sofrido por milhares de pessoas: a vida não é só trabalho e responsabilidades, é preciso apreciar as coisas que damos por garantidas. Não existe problema nenhum em apresentar um tema comum, mas ao menos que o façam de forma a manter o espectador colado ao ecrã. Não sei, fiquei a querer mais. 


Classificação IMDb: 7.3/10
Classificação Ghostly Walker: 8/10
SINOPSE: Socialmente incapaz e altamente impopular, Oliver Tate considera-se um autêntico génio literário e um cool guy. Para o Verão, o jovem de 15 anos estabeleceu dois objectivos: perder a virgindade antes do seu próximo aniversário, com Jordana, e evitar que a mãe troque o seu pai por um "guru" new age.

OPINIÃO: Anos. Levei anos a assistir a este filme e quando finalmente o fiz, só me quis esbofetear por ter demorado tanto. Submarine está mergulhado num mar de sarcasmo e, por vezes, chega a tornar-se irritante. Especialmente por causa do protagonista. Dei por mim a querer saltar para dentro da acção e abanar, tanto o Oliver como o panhonha do pai, a ver se eles acordavam para a vida.

Tecnicamente, adorei o modo de gravação em sequência. Com várias cenas visualmente apelativas, a banda sonora foi uma tacada de génio. Na voz de Alex Turner, vocalista dos Arctic Monkeys, as seis faixas são um autêntico festim para os meus ouvidos. É por todos estes factores que Submarine é uma aposta vencedora.


Classificação IMDb: 5.2/10
Classificação Ghostly Walker: 6/10
SINOPSE: Acabado de sair da prisão, Kermit volta a casa, um parque de roulotes em Mississipi, EUA. Enquanto se tenta meter longe de problemas, conhece Rachel, a vizinha que trabalha como stripper para pagar as contas médicas da mãe. Determinados a superar as suas circunstâncias, o casal de amantes tenta uma última jogada antes de partirem rumo a uma nova vida.

OPINIÃO: Mais uma para a lista interminável de produções sobre ex-presidiários e strippers. Ainda que bem mais dramático, foi impossível não me lembrar do filme Bare do qual falei (AQUI).

Confesso que nem tinha chegado a meio e já estava farto. Os clichés eram tantos que só mesmo o núcleo de actores competentes é que conseguiu elevar a fasquia da narrativa tão cansada e pouco original.

Uma das particularidades interessantes deste filme é o facto das interpretações dos actores secundários serem largamente superiores ao duo de protagonistas. A conhecida cantora country, Faith Hill, foi uma autêntica revelação no papel de mãe do Kermit. Foi refrescante vê-la num registo completamente diferente àquele a que nos habituou ao longo dos anos.

Já viram algum dos quatro filmes? Qual é o vosso favorito e o que gostaram menos?

domingo, 3 de julho de 2016

Pocket Reviews #23 ⤫ "Lackluster Action Films"


Classificação IMDb: 5.2/10
Classificação Ghostly Walker: 2/10

SINOPSE: Quatro ondas de ataques cada vez mais mortais deixaram a maior parte do planeta Terra em ruínas. Num ambiente de medo e desconfiança, Cassie embarca numa missão para salvar o seu irmão mais novo, enquanto tenta escapar à inevitável e letal, 5ª onda.

OPINIÃO: Não há palavras para descrever o quão mau este filme é. Conseguiram o impensável e piorar o, já por si terrível, mercado de produções cinematográficas young adult.

Como se o amadorismo dos efeitos especiais não fosse suficientemente terrível, tanto a história como elenco não valem nada. Sem querer contar spoilers, como é que, no meio de uma fuga/luta pela vida, duas personagens que perderam as respectivas famílias e nem sequer se conheciam, se lembram de "hum, vamos fazer sexo". WHAT?!

O guião é uma atrocidade e estupidamente previsível. Pergunto-me se os livros são igualmente lixo. Passaram-se meses desde que o vi e ainda me questiono como é que a Chloë Grace Moretz, que considero uma pessoa e actriz decentes, aceitaram participar de algo de tão baixo nível.


Classificação IMDb: 6.1/10
Classificação Ghostly Walker: 3/10

SINOPSE: Criados como membros do exército da Rainha do Gelo Freya, o caçador Eric e a companheira Sara, tentam esconder o seu amor proibido enquanto lutam para sobreviver à dupla de irmãs Freya e Ravenna.

OPINIÃO: Tendo em conta que dei ao original uma classificação de 7/10 e este levou 3/10, está tudo  dito. Mais uma para a lista de sequelas que nunca deveriam ter sido feitas. Quando soube que havia planos para continuar a história de 2012 fiquei entusiasmado, mas sem a Snow White, não faz qualquer sentido. Quero lá saber do raio do caçador!

Além da narrativa ser aborrecida, não há qualquer tipo de conteúdo ou propósito de acção. Sinto que perdi o meu tempo, sinceramente. Por muito que adore o trio feminino em cena, Charlize Theron, Emily Blunt e Jessica Chastain, não me convenceram. Tendo em conta o material que tinham para trabalhar, não as condeno.

Se pertencem ao grupo escasso de pessoas que preferiu a sequela ao original, por favor contem-me o que tomaram durante a sessão. O final do filme sugere uma continuação, esperemos que aprendam com os erros deste.


Classificação IMDb: 5.9/10
Classificação Ghostly Walker: 4/10
SINOPSE: Após as revelações arrebatadoras de Insurgent, Tris vai escapar com Four para o outro lado das paredes que guardam Chicago e finalmente descobrir a verdade chocante sobre o mundo em seu redor.

OPINIÃO: Boas notícias: falta mais um filme. Más notícias: ainda falta mais um filme. Tentando desesperadamente recriar o sucesso arrebatador de Hunger Games, a série Divergent simplesmente não consegue chegar ao mesmo patamar.

A história não é suficientemente interessante e, à excepção da protagonista, o elenco juvenil não convence nada nem ninguém. Nem com a adição de grandes nomes do cinema como Naomi Watts ou Kate Winslet conseguiram reverter a situação. No one cares!

Esta terceira parte foi a gota final. O pouco de "mistério" perdeu-se e a justificação deixou um sabor amargo na boca. O espectador é deixado com mais questões do que quando começou. Além do mais, a duração é extremamente longa e cansativa. Se ainda não viram, preparem-se para duas horas perdidas da vossa vida.


Classificação IMDb: 7.4/10
Classificação Ghostly Walker: 6/10

SINOPSE: Adorado como um Deus desde o início da civilização, Apocalypse foi o primeiro e mais poderoso mutantes do mundo. Ao acordar depois de milhares de anos, está desiludido com a desordem no mundo e recruta quatro cavaleiros para purificar a humanidade e criar uma nova ordem mundial. Cabe à equipa X-Men impedir o seu maior inimigo e salvar o planeta da destruição total.

OPINIÃO: Destruído pela crítica, não considero que seja assim tão mau. Tecnicamente falando, está fantástico. Os efeitos especiais complementam lindamente a acção, e os actores são altamente qualificados. O único senão é mesmo a narrativa que deixou um pouco a desejar. Perdeu-se o factor novidade graças ao modelo de "linha de montagem" que produz sequelas em massa.

Sou suspeito por gostar bastante deste universo desde criança. Apesar de não ler os comics, ainda me lembro de delirar quando os desenhos animados passavam na SIC de manhã. Inicialmente detestei o rejuvenescimento forçado das personagens, considerando uma espécie de desrespeito para com os actores. Quando finalmente me rendo ao novo núcleo, o resultado é uma história redundante.

Já viram algum dos quatro filmes? Qual é o vosso favorito e o que gostaram menos?

domingo, 26 de junho de 2016

Pocket Reviews | O que tenho andado a ver #22


Classificação IMDb: 6/10
Classificação Ghostly Walker: 6/10
SINOPSE: Uma vendedora numa loja de tecidos escapa da sua vida mundana e rotineira através do poder da imaginação. Inspirando-se nos clientes que conhece durante o dia, cria cenários coloridos e hilariantes.

OPINIÃO: Com apenas 18 minutos de duração, Darby Forever é a primeira curta-metragem de Aidy Bryant e do projecto "Share the Screen", criado pela Vimeo. Para estimular a presença feminina cinema, o serviço de streaming vai apostar em trabalhos de pelo menos mais quatro cineastas ao longo deste ano.

Não podia ter começado de melhor forma. Por entre tons pastel esteticamente agradáveis, a personalidade de Aidy Bryant  criadora e protagonista deste filme  salta da tela. Sou suspeito por ser um grande apreciador dela no SNL mas, enquanto Darby, solidificou um lugar no meu coração. 

O casamento entre a realidade e imaginação da personagem principal é harmonioso e facilmente identificável. A loja de tecidos é caracterizada por luzes florescentes enquanto que nos seus sonhos prima a luz natural. Uma história demasiado curta com a qual qualquer um de nós se pode identificar.


Classificação IMDb: 6.9/10
Classificação Ghostly Walker: 7/10


SINOPSE: Uma mulher excêntrica e solitária, sacrificou a sua vida para cuidar da mãe, agora falecida. Na casa dos 60 anos, e motivada por um seminário de auto-ajuda, Doris interessa-se por um colega de trabalho, 30 anos mais novo que ela.

OPINIÃO: A premissa tinha tudo para ser o maior cliché de sempre mas graças ao casting certeiro da fenomenal Sally Field como protagonista, "Hello, My Name is Doris", é uma aposta vencedora. Nas mãos de uma actriz medíocre, Doris poderia facilmente tornar-se numa caricatura, desrespeitando pessoas com problemas psicológicos (não vou aprofundar para não contar spoilers), mas graças a Fields, o retrato foi digno e eficaz.

Há histórias que nos aquecem o coração e esta é uma delas. Embora não seja a narrativa mais criativa do mundo, a dimensão e profundidade que a Miss Fields atribui à sua personagem são razão suficiente para assistir a esta produção.

O elenco é competente mas sem nunca ofuscar a verdadeira estrela. Com o seu estilo altamente quirky, é impossível o espectador não se derreter com Doris, mesmo quando comete acções condenáveis. Um plus é a banda-sonora extremamente viciante. Quem me dera que os Baby Goya and the Nuclear Winters fossem reais!


Classificação IMDb: 5.4/10
Classificação Ghostly Walker: 5/10
SINOPSE: Jude é uma aspirante a cantora/compositora que apesar de alguma experiência, continua a lutar para deixar a sua marca no meio artístico. Sem dinheiro e onde ficar, volta para casa do pai, um cantor romântico desesperado por um comeback.

OPINIÃO: Quantas mais vezes vamos ter que ver um filme sobre uma família disfuncional privilegiada? Aparentemente, pelo menos One More Time. Fora de brincadeiras, esta produção de Robert Edwards foca-se num enredo cansado e mais que explorado.

Esta é uma história repleta de pessoas miseráveis, sem sentido de humor e egocêntricas, apesar de todos os luxos e oportunidades que tiveram na vida. Contrariando a regra, não existe qualquer crescimento das personagens. Atrevo-me a dizer que terminam da mesma forma que começaram, infelizes e mimadas.

O Christopher Walker é um senhor mas confesso que foi doloroso vê-lo numa produção deste tipo. Já a Amber Heard, problemas pessoais de lado, foi competente no papel de Jude. A relação tumultuosa entre pai e filha é a peça central do filme mas nem isso foi devidamente aprofundado. Uma pena.


Classificação IMDb: 6.9/10
Classificação Ghostly Walker: 7/10
SINOPSE: Quando os pais vendem a casa de família e decidem mudar-se para fora da cidade, pedem a Bianca que acolha Jane em sua casa. É então que a jovem com síndrome de Asperger tenta encontrar o seu primeiro namorado, com uma pequena ajuda da sua irmã mais velha.

OPINIÃO: Numa noite de tédio resolvi ver este filme para passar o tempo e foi das melhor decisões que tomei nos últimos tempos. Apesar da premissa simples, Jane Wants a Boyfriend leva-nos numa viagem de sentimentos, do riso ao choro, literalmente

Para garantir que o retrato das aventuras amorosas de Jane eram honestas, a produtora Kerry Magro, que é autista, deu o seu selo de aprovação. A seriedade mascarada com que o tema foi abordado merece uma salva de palmas, que por sua vez é estendida à Louisa Krause. 

Quer seja enquanto bebe álcool pela primeira vez ou quando cita de cor e salteado os diálogos do filme de culto dos anos '50 "Kansas City Confidential"  onde aprendeu tudo sobre amor  o desempenho de Krause é absolutamente hipnótico e estranhamente realista. Até em momentos mais difíceis, não conseguimos tirar os olhos dela.

Já viram algum dos quatro filmes? Qual é o vosso favorito e o que gostaram menos?

domingo, 19 de junho de 2016

Pocket Reviews | O que tenho andado a ver #21
























Classificação IMDb: 4.7/10
Classificação Ghostly Walker: 3/10
Liderados por um falso profeta, a seita The Veil comete um suicídio em massa, deixando como única sobrevivente Sarah, com apenas 5 anos. Já adulta, retoma ao local das mortes, acompanhada por uma equipa de filmagem que estava a fazer um documentário sobre o massacre. Rapidamente o grupo percebe que algo de muito estranho e perturbador poderá voltar a repetir-se.

Honesty time: só vi o filme por ter como protagonistas a Lily Rabe e Jessica Alba. De facto, o elenco bem tenta, mas a narrativa está tão mal construída que é inevitável fugir ao fiasco. O ângulo dos cultos tinha o seu interesse, mas a execução deixou muito a desejar. 

A partir de meio, a acção estagna, obrigando o espectador a assistir a uma espécie de jogo repetitivo entre gato e rato. Outro factor negativo é o filtro utilizado na gravação. Tudo bem, querem dar uma aura "assustadora", mas se não conseguir ver nada, bem podem tentar que não surte efeito.

Calculo que os cachés tenham sido elevados, caso contrário é completamente inconcebível actores outrora competentes (os protagonistas) aceitarem participar num projecto deste tipo. 


Classificação IMDb: 6.8/10
Classificação Ghostly Walker: 8/10





New England, 1630. Após serem expulsos de uma comunidade extremamente religiosa, por possuírem uma fé diferente, um casal e os seus cinco filhos mudam-se para um local isolado. À beira do bosque, a família começa a passar com situações estranhas: a plantação morre, os animais tornam-se violentos, e o bebé recém-nascido desaparece. Paranóicos, começam a questionar se não estarão a ser alvo de feitiçaria de uma bruxa, talvez até mais perto do que imaginam...

Desde que o trailer oficial foi lançado no ano passado que andava em pulgas para ver o The Witch. A demora valeu a pena, está sensacional! Após milhares de produções cliché, repletas de truques banais, é refrescante encontrar uma obra ponderada e que sabe construir a tensão ao longo da história.

Não é o típico filme assustador. Seguindo um molde semelhante a longas como The Village ou The Blair Witch Project, o terror é psicológico. Quando não vemos nada propriamente explícito e mesmo assim sentimos medo, é porque o trabalho está bem feito.

O director e roteirista Robert Eggers fez um trabalho excepcional ao relacionar simbolismos religiosos, misticismo e natureza. A fotografia e elementos sonoros são de cortar a respiração, e o núcleo de actores no mínimo, sublime. Até ao momento, recebe o TGW Award de Melhor Filme de Terror do Ano.


Classificação IMDb: 6/10
Classificação Ghostly Walker: 4/10
Decidida a fugir do passado e começar uma nova vida, Greta, deixa os Estados Unidos e aceita um emprego como ama numa pequena cidade inglesa. Quando percebe que Brahms, a criança que era suposto cuidar, não passa de um boneco de porcelana em tamanho real, fica em choque. Para o casal Heelshire, o boneco representa o filho que perderam há duas décadas. Antes de se ausentarem, entregam a Greta uma lista de regras a cumprir rigorosamente. Sozinha, a jovem decide ignorá-las, desencadeando acontecimentos inexplicáveis que lhe fazem questionar se o boneco pode estar vivo.

Pertenço ao grupo de pessoas que não morre de amores por bonecos de porcelana. Objectos de colecção para uns, motivos de pesadelos para outros. Não devia, mas com alguma expectativa que assisti ao The Boy. Pela classificação atribuída, escusado será dizer que fiquei desiludido. Vi-o em Madrid, quando fui visitar a minha namorada e para terem noção, é tão descabido que acabámos os dois a rir.

A Lauren Cohan é uma excelente actriz e até neste contexto conseguiu uma interpretação convincente. O problema, como sempre, está na narrativa.


Classificação IMDb: 7.4/10
Classificação Ghostly Walker: 7/10



Depois de um acidente de carro que a deixou inconsciente, Michelle acorda na cave de um desconhecido. O aparente captor, explica-lhe que houve um ataque químico à escala mundial e que quando a encontrou na estrada, salvou-lhe a vida ao trazê-la para o bunker. Se inicialmente o choque a faz acreditar no que lhe dizem, com o passar do tempo, começa a desconfiar das suas intenções e até que ponto o isolamento da atmosfera exterior é mesmo necessário. Começa então a planear uma forma de escapar, independentemente do que possa encontrar lá fora.

Apesar de não ser uma sequela propriamente dita de Cloverfield (2007), é inegável que se insere no mesmo universo de destruição por parte de um monstro de origem desconhecida e contado do ponto de vista do habitante comum.

O trailer deixou-me dividido mas fiquei positivamente aliviado com resultado final. Tendo em conta o panorama actual do género, 10 Cloverfield Lane, é uma lufada de ar fresco, se bem que ainda queria mais.

Tenso e cheio de suspense, a Mary Elizabeth Winstead é a peça-chave nesta produção à la Hitchcock. Com uma interpretação altamente convincente e cheia de garra da protagonista, personifica bem o factor "podíamos ser nós ali". É impossível não ficar à beira de um ataque de nervos em algumas cenas.

Já viram algum dos quatro filmes? Qual é o vosso favorito e o que gostaram menos?

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