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quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Prendas de Natal


Há décadas que o verdadeiro significado do Natal tem vindo a perder terreno para o consumismo. Esta quadra natalícia é uma verdadeira máquina de gerar dinheiro e por incrível que seja, ninguém se parece importar com isso.

As repercussões da fatídica crise de 2007-2009 foram várias e ainda se sentem, pelo menos por aqui. De um momento para o outro a árvore luminosa perdeu a companhia que até então dávamos como garantida, as prendas. Por muito que seja sempre agradável receber um presente, foi uma chamada à realidade. Há coisas mais importantes na vida.

Felizmente fui bem educado e nunca exigi o que quer que fosse dos meus pais, mas não significa que estivesse 100% consciente da situação financeira familiar. Se pensarmos que existem milhares de sem-abrigos, só em Portugal, e que nem um tecto ou comida garantida têm, seria uma verdadeira afronta ficar chateado por não receber um presente no dia 25 de Dezembro.

Dito isto, há algum tempo que me sentia mal por receber prendas de alguns familiares e não lhes dar nada em troca. Claro que ninguém leva a mal, mas não deixa de ser embaraçoso. Quer dizer, por quanto mais tempo serve a desculpa de "Ah são miúdos"? Até aos 30? Don't think so. 

Por esse motivo, pela primeira vez, não é apenas a minha namorada que vai receber um agrado. Continuo sem ter o ordenado que gostaria para lhes poder dar algo mais consistente e compensar os anos que me mimaram sem retorno,  mas sempre ouvi dizer que o que conta é a intenção. Não sei, mas apesar de trivial, é uma sensação estranhamente gratificante imaginar a cara deles enquanto desembrulham tudo. Oh my, estou a ficar oficialmente velho? I can't even.


Oferecem prendas de Natal à família?
Começaram com que idade?

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

5 Filmes para (re)ver no Natal


No ano passado prometi a mim mesmo que não ia sucumbir à pressão de elaborar uma playlist e lista com filmes de Natal. Tenho uma certa aversão a contribuir para a produção em massa de publicações deste género, mas parece que foi mais forte que eu. Dito isto, optei por obras cinematográficas que, não sendo necessariamente as mais óbvias  motivo pelo qual não vão encontrar "Home Alone", "Love Actually" ou "Nightmare Before Christmas" , são uma boa opção para vos acompanhar durante o fim-de-semana.

#1. GREMLINS (1984)
TRAILER: AQUI

Nem sequer era nascido quando estreou mas posso resumi-lo numa palavra: Gizmo. Aquela criatura felpuda é absolutamente amorosa! Gremlins pode não ser uma obra-prima do cinema mas marcou uma geração. Quem é que não se lembra das três regras fundamentais para cuidar de um Mogwai?Com uma premissa original e igualmente ridícula, este é provavelmente dos filmes que melhor recordo da minha infância. Vibrava cada vez que a SIC se lembrava de o transmitir e acredito que o meu entusiasmo se mantivesse se voltasse a acontecer.

P.S.: Continuo convicto que os Furbys (lembram-se deles?) não passam de uma tentativa falhada de replicar a fofura daquele ser icónico. 

#2. EDWARD SCISSORHANDS (1990)
TRAILER: AQUI

Perdi a conta à quantidade de vezes que fiquei colado ao ecrã a ver "O Eduardo Mãos de Tesoura", mas acabou por se tornar numa espécie de tradição pessoal. Há quem fique espantado quando digo que este é o meu filme favorito do Tim Burton mas, não há como não o adorar. Os cenários coloridos, as vizinhas alcoviteiras  que poderiam ter sido inspiradas em várias pessoas que conheço , e a tremenda prestação do Johnny Depp, são razões mais que suficientes para convencer qualquer um. Além do mais, tem uma vibe festiva rejubilante. Imaginem lá a cena da Winona Ryder a rodopiar ao lado da escultura de gelo. Agora quero vê-lo outra vez!

#3. BRIDGET JONES'S DIARY (2001)
TRAILER: AQUI

Há certos papéis que marcam a carreira de um actor e, para mim, a Renée Zellweger será sempre a Bridget Jones. Aqui entre nós, confesso que durante anos acreditei piamente que ela era mesmo britânica! Esta comédia romântica conquistou os corações de milhares de pessoas e tornou-se num verdadeiro hit, especialmente na Europa. Aliás, há que relembrar que a Renée recebeu uma nomeação ao Óscar de Melhor Actriz graças a este filme. Juntamente com Colin Firth e Hugh Grant, Bridget Jones's Diary é divertido, emocionante, sassy e altamente relatable. Além do mais, é refrescante ter como protagonista uma personagem feminina que não se enquadra necessariamente no cliché da donzela boazona em apuros. Sem dúvida uma das longas metragens que mais gosto de ver, independentemente da altura do ano.

#4. KRAMPUS (2015)
TRAILER: AQUI

Cansados de ver sempre as mesmas histórias de terror repetidas vezes sem conta? Então este filme é ideal para vocês. Passado inteiramente no Natal, Krampus revelou-se uma agradável surpresa. Sim, o conceito chega a roçar no absurdo, mas consegue a proeza de ser simultaneamente cómico e assustador  ainda que em doses modestas. Com um elenco repleto de nomes conhecidos como Toni Collette e Adam Scott, esta é uma óptima alternativa às comédias românticas típicas da época. Acabamos por nos envolver de tal forma no drama vivido por aquela família disfuncional que, num abrir e fechar de olhos, chegámos ao fim como se o tempo tivesse voado. 

#5. CAROL (2015)
TRAILER: AQUI

Após ocupar a 13ª posição no meu "TOP 20 MOVIES OF 2015", Carol, mantém-se como uma das produções mais fortes e memoráveis do ano passado. Descrevi-o como "o sonho molhado de qualquer entrega de prémios", mas é muito mais que isso. Apesar de estar à espera de mais, é impossível ficar indiferente à química entre a Cate Blanchett e a Rooney Mara. Neste melodrama lésbico um pouco previsível, em nenhum momento as duas protagonistas foram objectificadas. Até mesmo nas cenas mais quentes foram exploradas de forma delicada e elegante, como de resto, deveria acontecer com mais frequência em Hollywood.

#BÓNUS: THE HOLIDAY (2006)
TRAILER: AQUI

Referi no início do post que ia abstrair-me de filmes mais óbvios mas não pude deixar de incluir este. Como tenho uma amiga que faz anos a 19 de Dezembro, vi-o no cinema num dos seus aniversários. Se na altura entrei na sala contrariado, saí de lá satisfeito por não ter gasto dinheiro em vão. A narrativa é simples, repleta de clichés, mas eficaz. Nesta altura, não há nada como um cheesy movie. Com um elenco de luxo que reúne a Kate Winslet, Cameron Diaz, Jude Law e o Jack Black  que curiosamente apresenta uma das melhores interpretações da sua carreira  é daquelas comédias românticas que tão depressa nos fazem sorrir como acabar desfeitos em lágrimas. A cena entre a Diaz, o Law e as filhas dele naquela "tenda" improvisada há de ficar para sempre na minha memória. Por muitas vezes que passe na televisão, deixa-me sempre feliz.


Já viram estes filmes? Qual é o vosso favorito?

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

I ❤ CHRISTMAS


Correndo o risco de começar a soar como um disco riscado, adoro o Natal. É verdade que o salto astronómico que acontece com o fim do Halloween e a publicidade natalícia em massa me incomoda mas, por outro lado, é um óptimo pretexto para prolongar a minha festividade favorita.

Não consigo encontrar uma razão específica para esta "fixação", mas penso que as decorações/ambiente têm um grande peso. As ruas enchem-se de luzes que fixas ou a piscar me aquecem o coração. Nas lojas ecoam as musicas típicas, como o eterno christmas anthem, "All I Want For Christmas Is You"  que já agora, sou capaz de ouvir em pleno Verão. Até os centros comerciais, outrora aborrecidos, se transformam como uma abóbora numa carroça.

Todo o processo de montar a árvore, colocar as luzes e os adornos, deixa-me genuinamente feliz. É como se durante aquele espaço de tempo voltasse a ser criança, sem qualquer preocupação ou responsabilidade. Deviam vender isso em frascos, eu comprava.

Com o passar dos anos, e graças à crise, aprendi a dar mais valor à companhia das pessoas e a preocupar-me menos com a parte consumista. Sim, como qualquer pessoa gosto de receber presentes, mas se não acontecer, não faz mal. Importante são os momentos em família, à volta da mesa de jantar, enquanto se contam as mesmas histórias do costume. A sério, não há nada melhor que isso. Quer dizer... só se for mesmo a comida!

Sou um autêntico foodie  convido-vos a reler a publicação "TENTAÇÕES SAZONAIS"  e como tal, perco a cabeça com os doces desta época. Dos sonhos recheados às azevias, passando pelas rabanadas e pastéis de massa filó, venha o diabo e escolha. Só de pensar estou em modo São Bernardo, a babar o teclado todo. 

Como não podia deixar de ser, as pessoas à minha volta não acham grande piada ao Natal. Juro-vos que não percebo como é que estas coisas parecem só me acontecer a mim. Resultado, torno-me involuntariamente naquele membro da família chato que parece querer forçar todos a partilharem do espírito natalício. Até tenho medo de falar demasiado e agoirar mas, pretendo continuar.


Gostam do Natal ou pertencem à equipa Grinch? Se sim, qual é a vossa parte favorita?

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Walking Dead Natalício


Verdade seja dita, na altura do Natal o povo fica mais estúpido. Os centros comerciais tornam-se zonas de alto risco para mortais indefesos e lojas como a Primark ou Toys R Us, cenários de guerra. A não ser que sejam extremamente estratégicos nos vossos horários, arriscam-se a ser linchados ou pior, enfrentar a terrível corrente de zombies que se arrastam com o mesmo entusiasmo com que o burro olhou para o palácio.

Farto de ver a maldita árvore de Natal gigante em 99% dos instagrams portugueses, resolvi perceber qual era o alarido. A baixa lisboeta já é naturalmente movimentada mas, agora então, é para esquecer. Sim, as ruas estão lindas e altamente decoradas, mas não sei até que ponto vale a pena. Depende muito da vossa paciência.

Certo é que o passeio que era suposto ser calmo, se tornou numa prova de resistência bastante stressante. Para qualquer lado que me virasse estava alguém a morrer, como se o limite de velocidade pedestre fosse -5. Uma coisa é fazer uma breve paragem para fotografar algo, outra é ficar o tempo suficiente para os meus netos terminarem o curso.

Chegado ao Terreiro do Paço, pensei duas vezes se não estaria prestes a começar uma flash mob ou se tinha entrado no cenário de um episódio especial de Walking Dead. "À pinha" é pouco para descrever o que eu vi em volta daquele gigante luminoso a que chamam de árvore. Vá, é visualmente apelativa e a ideia de podermos "entrar" lá dentro é interessante, mas estava pior que o metro da linha verde em hora de ponta. 

Não sei se a quantidade de luzes a cima de normal encadeia as pessoas e as faz perder capacidades motoras mas é algo que deveria ser investigado.


No Natal as pessoas ficam mais estúpidas?

sábado, 26 de dezembro de 2015

Christmas 2O15























Não me canso de dizê-lo mas este ano passou a correr. Num piscar de olhos, o Natal porque tanto ansiava chegou e já se foi embora. Passado na casa dos meus tios, só não foi perfeito por um motivo: faltaram os doces tradicionais! Como é que é possível que depois de escrever uma publicação (AQUI) sobre as minhas iguarias preferidas desta época e de anunciar aos sete ventos o meu entusiasmo por encher a mula, me façam uma coisa destas?! Preciso de um momento de silêncio pelos sonhos, rabanadas e azevias que não comi. Fiquei tão triste. Foi a última vez que espalhei magia natalícia pela blogosfera.

Por motivos de saúde e um pouco de preguiça, a minha mãe ficou encarregue de comprar bolos. O problema é que não tinham nada a ver com o Natal (excepto o tronco). Traído pela própria mãe, uma autêntica tragédia grega. Ainda assim, não me posso queixar, comi muito. Por entre tortas, bolo rei, bolos de coco, tarte de amêndoas, bolo de brigadeiro e pão-de-ló (não recheado mas quase lá), acabei por ganhar os 28 quilos que antecipei na semana passada.

Sinto-me como uma grávida. Tenho uma barriguinha predominante e acolhedora, e um desejo insaciável de comer sonhos e azevias.













































Se há uma coisa com que podemos contar sempre que passamos o Natal na casa dos meus tios é com a atenção ao pormenor, desde a disposição da mesa à comida. Com direito a cartões identificativos que se renovam anualmente, acho imensa piada ao trabalho que a minha tia se dá de enfeitar os pratos como se estivéssemos em algum restaurante gourmet. A comida é bastante simples mas ganha um sabor completamente diferente ao saber que foi preparada com tanto amor. 

Política e futebol são os temas que dominam as conversas à mesa, o que resulta sempre num torneio de gritos digno de Wimbledon. Com muita pena minha, não me interesso por nenhum dos dois, acabando por observar calado enquanto a terceira guerra mundial se desenrola perante os meus olhos. É divertido, não vou negar. 

Algo que considero fascinante, é a necessidade de se contarem sempre as mesmas histórias. Pela quinquagésima vez, voltei a ouvir as mesmas peripécias de quando a minha família esteve emigrada em Moçambique e na África do Sul. Embora se possa tornar um pouco maçador, é impossível ficar indiferente quando os relatos são acompanhados de olhos brilhantes e sorrisos esculpidos de saudade. Pergunto-me se alguma vez saberei o que isso é.
























Abrir os presentes ao soar das doze badaladas, ficar a conversar até às duas da manhã e não conseguir dormir até às sete, porque o meu tio ressona como se estivesse na matança do porco, é algo que se tornou numa espécie de sub-tradição familiar. As manhãs de dia 25 são sempre complicadas para mim e para o meu irmão. Quase que arrastados, lá surgimos à superfície e somos recebidos pela mesma imagem de sempre, as mulheres na cozinha (não é sexista, eu e o meu primo ajudamos mas elas preferem assim) a adiantarem o almoço, enquanto os mais jovens estão no meio do caminho a distraí-las, e os mais velhos na sala a ver as notícias.

Não somos pessoas de correr para o sofá, onde nunca cabem todos, e ficar a ver as "estreias" na televisão  até porque normalmente já vi tudo —, mas somos brindados com um slideshow altamente editado pelo meu primo. Dos inúmeros locais por onde eles já viajaram (tios, prima e primo), o destino escolhido foi a Suiça. Embora tenha adormecido a meio, confesso, não pude deixar de reparar nas paisagens e arquitectura lindíssimas do país. Quem diria que alguma vez ponderasse visitá-lo.

O Natal passou a correr, é verdade, mas foi bastante divertido. Embora as prendas este ano tenham sido um pouco confusas de tão descabidas que foram, estou grato por se terem lembrado de mim, e de poder contar com a companhia das pessoas mais importantes na minha vida. Comi muito, conversei e ri até chorar. Agora é só esperar pelo próximo.



Como correu o vosso Natal? Que conversas dominaram as refeições? Prendas favoritas?

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

O dia em que o Pai Natal morreu

(Peço desculpa se a imagem vos chocar mas a minha veia dramática falou mais alto).

Muitas vezes questiono-me se alguma vez acreditei no Santa Claus. Sim, com esta idade, ainda é um tópico que volta e meia ocupa os meus pensamentos. Quando tinha cerca de cinco ou seis anos, tocaram à campainha da casa dos meus tios, e disseram-me que era o Pai Natal que tinha ido deixar os presentes. Ansiosos pela minha suposta reacção efusiva, os adultos receberam um olhar céptico em troca. Ninguém estava a contar que o pequeno Ricardinho fosse tão desconfiado. Felizmente nunca ninguém se vestiu com o fato vermelho e barriga falsa, ou seriam apanhados na hora.

Se sou dos poucos jovens cujo amor por esta época festiva ainda não desapareceu, imaginem na altura. Sabia as músicas natalícias todas de trás para a frente e conhecia detalhadamente a "rotina" da entrega de prendas. Levaram-me até à porta de entrada e realmente estavam lá os sacos com embrulhos. Algo não estava a bater certo. As crianças já são chatas na idade dos porquês, mas eu parecia um cão que não queria largar o osso. 

Ricardinho: "O Pai Natal manda as prendas pela chaminé"
Adultos Fracassados: "Ah mas esta chaminé não funciona e os sacos não cabiam"
Ricardinho: "Se ele vem de trenó onde é que o deixou?"
Adultos Fracassados: (desta não me lembro, mas de certeza que a desculpa foi igualmente terrível). 
E por aí fora.

O certo é que aquilo fez-me uma confusão terrível e fiquei desconfiado que tinham sido eles a ir buscar as coisas aos carros, mas lá me esqueci. Claro que depois com a excitação das prendas já não queria saber do mistério do velhinho das barbas brancas para nada. 

No último dia de aulas antes das férias de Natal do ano seguinte, não consigo precisar o motivo pelo qual o assunto veio à baila mas, a minha Professora da Primária, vira-se com um sorriso rasgado e diz-nos "Não acreditem nessas coisas. O Pai Natal não existe, são os vossos pais que vos compram as prendas". A turma ficou toda calada como se nos tivessem dito que tínhamos todos que ir ao quadro fazer contas de dividir. O meu pequeno coração quebrou-se.

Quando contei à minha mãe ela ficou irritadíssima, nem podia acreditar que uma professora tinha sido capaz de tal coisa. Ainda assim a progenitora fez o papel dela, disse que era uma brincadeira para nos assustar. Juntando os acontecimentos do ano anterior aos deste, não acreditei na justificação. Sabem a melhor? Uns dias depois armo-me em ninja e vou pé ante pé espreitar o que os meus pais estavam a fazer no piso de baixo e eis que os apanho (calma, não é uma história dessas) a embrulhar prendas. Era oficial, o habitante mais antigo do Pólo Norte tinha morrido para mim.

Embora parte de mim nunca tenha acreditado propriamente nesta figura mítica, até ter a certeza, havia sempre uma esperança mínima. Tenho pena porque gostava de ter mantido aquela inocência típica das crianças durante mais alguns anos. Evidente que se torna difícil, até porque há sempre um amiguinho que resolve estragar tudo, ou se for no meu caso, a própria professora. 

A meu ver, a visita do Pai Natal não tem nada a ver com a parte consumista da quadra, é algo "mágico" que só acontece uma vez por ano. Sabendo a verdade, deixa de fazer sentido escrever a carta a dizer que nos portámos bem e que gostávamos de ter este e aquele presente. De certa forma, somos puxados para a realidade, mas enfim, faz parte. Só lamento a abordagem utilizada para revelar "o grande segredo".


Acreditavam no Pai Natal? Até que idade? Como é que descobriram a verdade?

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Já chega, não? | Hipocrisia Natalícia


Considerada a quadra festiva mais familiar do ano, é em Dezembro que todas as pessoas se lembram de ajudar quem precisa, e que os sem-abrigo não são um mito urbano. Nas últimas décadas o "Natal" tornou-se num espectáculo de aparências e consumismo, onde nem as instituições de caridade estão imunes à doença do século: a Hipocrisia Natalícia.

Este fenómeno social é facilmente verificado através das publicidades nas televisões portuguesas. Intercalados como dois lados da mesma moeda, ora temos os vinte mil anúncios de brinquedos e aparelhos tecnológicos, ora somos bombardeados com as mesmas imagens deprimentes de sem-abrigo, a preto e branco, trabalhadas com uma música triste, e frases como "preciso de ajuda", "não tenho casa". Pormenor interessante, o horário escolhido é quase sempre o do jantar  altura em que mais portugueses vêem televisão. Do ponto de vista de marketing, está genial. Durante o intervalo do telejornal, a pessoa vê uma selecção de possíveis prendas a oferecer e assim que se prepara para dar mais uma garfada na sua deliciosa refeição a forno, vê um homem jogado numas escadas a pedir comida. Se isto não é um jogo psicológico, não sei o que será.

Vítimas de uma espécie de lavagem cerebral, as pessoas acabam por se perder ingenuamente no "espírito natalício", numa tentativa desesperada de acumular boas acções. Há que apoiar estas causas, sem dúvida que sim, mas com discernimento. Existem muitos seres, e até mesmo organizações, mal intencionadas que se aproveitam do facto do povo lusitano ser extremamente generoso e muitas vezes dar o que não tem, para extorquir algum dinheiro aos menos atentos. Em vez de ligarem/enviarem mensagens para aqueles números de telefone que os programas de televisão promovem ou de comprarem artigos em que apenas uns meros cêntimos serão doados, seria mais proveitoso efectuarem uma transferência bancária directamente para a instituição que pretendem apoiar. Pessoalmente não confio o suficiente nestas empresas para lhes dar dinheiro, mas sempre contribuí com roupas (em bom estado) e brinquedos.

Se no Natal os portugueses parecem esquecer a crise  seja para gastar balúrdios em prendas ou ajudar , durante o resto do ano, encontram nesta mesma realidade a desculpa perfeita para justificar a sua falta de interesse pelos mais necessitados. Sim, por onde andam estas campanhas de solidariedade durante os outros 11 meses do ano? Os sem-abrigo só precisam de ajuda em Dezembro? E as instituições, não necessitam de apoios sempre, ou é só na noite de Consoada? Não me venham dizer que estão a contar com o subsídio de Natal, por favor. De qualquer maneira, existem outras formas de apoio além do financeiro. Quer-me parecer que tempo e dedicação (na prática) não custam dinheiro, e muitas vezes têm um impacto mais importante na vida destas pessoas que um valor monetário.

A hipocrisia não se fica só pelas acções sociais, também se estende ao núcleo de relações pessoais e virtuais. As pessoas passam mais tempo desesperadas às compras de mil e quinhentos presentes, em vez de apreciarem a época pelo que ela é, uma celebração da família. São muitas as Madres Teresas que se unem para expressar o seu desdém pelas prendas, "As prendas não interessam, adoro o Natal por causa da família." ...Faz dez publicações detalhadas de tudo o que comprou/recebeu, mas atenção, o importante é o precioso tempo passado com os seus ente-queridos!

Em tempos tive uma colega de turma que no primeiro dia de regresso às aulas depois das férias de Natal, a primeira que me perguntou foi quantas prendas tinha recebido. Sabendo perfeitamente que não costumam ser muitas (diga-se umas 3 ou 4, estando chocolates e meias incluídos), ainda queria que lhe dissesse o que tinha sido. Não lhe interessou saber se passei bem as férias, não, o importante era ela sentir-se superior ao ler o pergaminho de presentes que lhe ofereceram. Por momentos pensei que estivesse na quinta pedagógica, o cheiro a cabra andava no ar.

Não me interpretem mal, o Natal continua a ser a minha época favorita do ano, mas é impossível ignorar o que se passa à minha, quer dizer, à nossa volta. Claro que gosto de receber prendas, quem disser o contrário provavelmente está a mentir. No entanto, tenho a plena consciência da crise económica que ainda estamos a enfrentar, e embora nunca me tenha faltado nada, sei perfeitamente que o tempo não está para gastos supérfluos. Que tipo de pessoa seria eu ao ver os meus pais matarem-se a trabalhar para pagar as contas todas e depois amuar por não me darem presentes de Natal? Infelizmente existem pessoas assim. Enquanto tiver comida, bolinhos festivos e a minha família, só me posso dar por satisfeito.


São solidários apenas no Natal? Conhecem pessoas que só se interessam pelas prendas?

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Tentações Sazonais | Doces de Natal



Quem me acompanha desde o início sabe que sou um verdadeiro entusiasta gastronómico. Embora não seja um tópico muito recorrente aqui no blog, já o abordei algumas vezes, como no bíblico "Pecados Mortais: Gula", onde confessei o meu eterno amor pela Pizza Hutt e outras confecções igualmente brilhantes. 

Finalmente é aceitável falar sobre um dos factores mais importantes do Natal: os doces! Julguem-me se quiserem, mas dou muito mais importância a uns bolinhos típicos desta época que aos tradicionais pratos como o bacalhau ou a roupa velha (apesar de adorar ambos).

Nem imaginam a dificuldade que é escrever esta publicação. Não, não é por ser um tema complicado de desenvolver, mas é impossível concentrar-me com as imagens em baixo! Agora compreendo como a minha cadela se sente quando estamos a jantar e ela anda a rondar-nos angustiada, sem tirar os olhos dos nossos pratos.

A ideia não é partilhar receitas  isso podem encontrar em dois segundos na internet —, mas falar um pouco sobre os doces (além das farófias e ocasionais mousses) que, por norma, não faltam nos meus Natais. Se vos conseguir fazer salivar, missão cumprida.



























Qual Homem de Pedra e Mulher Invisível, este é o verdadeiro quarteto fantástico. Sempre gostei de sonhos (1), mas a minha vida mudou quando, há uns anos atrás, experimentei os recheados com abóbora. Desde então nunca mais consegui achar tanta piada aos "normais", mas vão à mesma. A minha relação com as rabanadas (2é um pouco ingrata, só gosto verdadeiramente delas acabadinhas de fazer, enquanto estão quentes. Não é que não as coma frias, mas é o equivalente ao soar das 12 badaladas para a Cinderela, acaba a magia. De qualquer modo é impossível competir com a minha mãe. Ela é a devoradora oficial das rabanadas na família.

Confesso que troco sempre os nomes às filhoses e azevias, mas finalmente percebi: as filhoses não têm recheio, é apenas massa frita com açúcar e canela por cima, e as azevias (3) são recheadas (normalmente) com doce de grão. Pessoalmente prefiro as segundas, são tão boas que só de me lembrar estou com água na boca. Os pastéis de massa filo (4), são a melhor amiga magrinha das azevias, o que muda é o tipo de massa  quase parece papel quando trincamos. 

Como o Natal costuma ser passado na casa dos meus tios, nunca pode faltar o doce favorito do meu primo, a aletria (5). Para quem, tal como eu, gosta de arroz doce, isto não passa de uma versão inferior ao original, mas vá come-se. Nunca consegui perceber o porquê de um bolo em forma de tronco (6ser característico desta altura, mas segundo as minhas pesquisas, representa o tronco de madeira que se queima na lareira durante a noite de Natal. Uh, okay. Sinceramente não o acho grande coisa e, não acredito que vou dizer isto, mas a cobertura de chocolate é um pouco enjoativa.

Tecnicamente os brownies (7) não são a iguaria-modelo do dia 25 de Dezembro, mas desde que o meu primo foi viver para Inglaterra que começou a aventurar-se na cozinha e tornou-se num doceiro de mão cheia. Nos últimos dois anos costuma fazer três variações com diferentes tipos de chocolate e ingredientes. Apesar de alguns mais amargos não serem de meu agrado, o resultado é óptimo. Quanto ao pão de ló, a única maneira de o comer é se for recheado com doce de ovos (8). Sim, sou o cúmulo da gulosice, mas fazer o quê? De outra maneira é apenas um bolo seco e aborrecido.

Terminada a minha épica ode calórica, só me resta prepara-me para os 28 quilos que irei engordar no espaço de dois dias. 


Que doces costumam comer no Natal? Qual é o vosso favorito e o que menos gostam?

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Terror Natalício | Crianças Mimadas


Não digo que seja o fã número 1 do Natal, mas estou no top 3 de certeza. Desde criança é a minha época favorita do ano e assim se mantém até hoje. Contrariamente ao que possam estar a pensar, nada tem a ver com a troca de prendas, se bem que não digo que não a um presente, ora! 

Para sorte dos meus pais nunca fui um daqueles putos mimados que batia o pé nas lojas de brinquedos e fazia birra porque queria este ou aquele boneco. O problema é que numa altura em que muito se prega sobre solidariedade, ainda há pais que não sabem incutir esses valores nos seus filhos, transformando-os em bestas mimadas.

Muitas pessoas dizem que os centros comerciais são zonas a evitar a partir da segunda semana de Dezembro por causa da confusão. Sim, faz-me uma tremenda impressão ver as multidões, outrora saídas do Walking Dead, a ganharem vida, enquanto se atropelam umas às outras deixando um rasto de destruição nas lojas de roupa, MAS nada se compara ao terror dos pigmeus de palmo e meio. Quem me conhece acabou de ficar perplexo com esta afirmação, visto que adoro crianças e um dos meus sonhos é ser pai, contudo, há limites.

Nunca me vou esquecer de estar a percorrer o corredor de brinquedos do Continente e me deparar com um miúdo com uns 7 ou 8 anos agarrado a uma caixa qualquer como se a sua vida dependesse disso. Quando a mãe foi ter com ele, disse-lhe que não podia levar aquilo e que já lhe tinha comprado as prendas de Natal. O que se seguiu foi toda uma cena digna de uma novela mexicana. A caixa voou pelo ar, assim como outros exemplares, o gremlin gritava, esperneava e chorava desalmadamente. A senhora tentou acalmá-lo de mil e uma maneiras e nada, acabando por dar-lhe uma palmada no rabo e levá-lo da li puxado pela mão. Eu não devia ter mais que uns 12 anos e fiquei boquiaberto com aquele arraial.

Na altura, a minha mãe olhou para mim e só me disse "ai de um filho meu que me fizesse uma coisa destas", e aquilo deixou-me a pensar. Fui bem-educado e desde cedo me ensinaram que além de ser impensável armar um escândalo em público:
  1. Não se diz "eu quero" mas sim "gostava de ter";
  2. Se não tiver uma prenda é porque não me puderam dar, fica para outra altura;
  3. Existem meninos que não têm casa quanto mais brinquedos.
Respeitando este pensamento, nunca "exigi" nada aos meus pais, nada. Claro que fazia as minhas listinhas de coisas que gostava de ter, mas nunca lhes cobrei nada. Quer dizer, ainda tenho entalado o facto de nunca ter tido um gameboy em criança e o meu irmão mais novo ter recebido uma Playstation Portátil mas okaaay. 

Tudo isto para dizer que, se aquela senhora estivesse mais preocupada em transmitir estes pontos ao filho em vez de ir comprar prendas, provavelmente não teria passado vergonha em público. Certamente podem existir excepções, mas por norma estas atitudes mimadas existem porque os pais fomentam esse tipo de comportamento. Podem dizer "ah é feitio" mas não me parece lógico defender que um bebé nasça com uma vontade inata de ter uma Repsol Wind Superbike 6V (sim, isto existe).

A minha mãe sempre me disse "não cuspas para o ar que te cai em cima"  um bocadinho nojento mas é no sentido de "tanto reclamas que ainda te vai acontecer"  mas imploro a tudo o que é mais sagrado que consiga criar uma criança compreensiva e que não me calhe na rifa uma amostra de elfo de natal demoníaco.


Faziam birras por causa de brinquedos quando eram mais novos? É feitio ou culpa dos pais?

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Christmas Wishlist



Tenho andado a conter-me para não falar sobre nada natalício. Calma, não sou nenhum Grinch, muito pelo contrário. Esta é a minha época festiva predilecta e como tal, todo o cuidado é pouco para não deixar que o meu entusiasmo transforme o blog num diário de notícias do Pólo Norte. Sendo o primeiro Natal que passo na blogosfera portuguesa, desconhecia o costume de fazerem wishlists, mas tendo em conta a última semana, estou no local certo, ah! 

Embora dê mais importância à comida e momentos em família, não vou ser hipócrita, todos nós gostamos de receber um ou outro presente. Nesse campo sou muito fácil de agradar, os anos passam mas o meu gosto mantém-se: álbuns de música e livros ou então DVD's de séries/filmes. Poderia escolher mil e um produtos dentro deste universo, mas reduzi-os o mais que pude (como se fizesse grande diferença). Para a minha namorada não me dizer, novamente, que é um seca dar-me prendas por ser sempre o mesmo, resolvi incluir umas peças de roupa/acessórios, pronto. 

Sem mais demoras, deixo-vos com a pequena lista de coisas que gostava de receber.

ROUPA
1. Casaco Cabedal (Here)
2. Relógio (Here)
3. Casaco (Here

MÚSICA
4. London Grammar - If You Wait (Here)
5. St. Lucia - When The Night (Here)
6. Dumblonde - Dumblonde 
7. Susanne Sundfør - Ten Love Songs 

SÉRIES/FILMES
8. Box Set Série True Blood (Here)
9. Box Set Quadrilogia Filmes Alien (Here)

LIVROS
10. The Girl Who Played With Fire by Stieg Larsson (Here)
11. To Kill a Mockingbird by Harper Lee (Here)


Já sabem o que gostavam de receber este ano? Temos alguma coisa em comum?

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