![]() |
OPINIÃO: Considerado por muitos como um dos melhores filmes do ano passado, The Love Witch, é uma espécie de comédia com elementos de terror que homenageia o cinema exploitation das décadas de 60 e 70. A combinação do guarda-roupa, penteados e até técnicas de filmagem retro, típicos da altura, e carros, telemóveis e outros objectos mais modernos, resultam num verdadeiro orgasmo visual.
Escrita, produzida, dirigida e editada por Anne Biller, a obra não descansa na componente visual. O conteúdo é bastante pertinente ao utilizar a temática da bruxaria para abordar problemáticas relevantes como o feminismo, a independência e potencial das mulheres, assim como os seus desejos.
Escrita, produzida, dirigida e editada por Anne Biller, a obra não descansa na componente visual. O conteúdo é bastante pertinente ao utilizar a temática da bruxaria para abordar problemáticas relevantes como o feminismo, a independência e potencial das mulheres, assim como os seus desejos.
Não sendo um filme que nos faça rir ou tão pouco assustar, The Love Witch, é uma longa-metragem que merece ser acompanhada com calma e prazer. Aliás, o único ponto negativo é mesmo a duração excessiva de 2h. A protagonista, Samantha Robinson, evoca ícones como a Morticia Adams e a Elvira, enquanto demonstra na perfeição aquele bad acting típico de muitos clássicos de época. Garanto-vos que se o tivesse visto a tempo, entraria para o meu TOP 20 MOVIES OF 2016.
OPINIÃO: Admito que me deixei influenciar pela papelão da Jessica Chastain quando classifiquei este filme, portanto relevem aquele número. Longe de ser memorável, Miss Sloane, só vale mesmo pela actriz principal e pelas suas reviravoltas — se bem que um tanto ao quanto previsíveis.
A actriz de Zero Dark Thirty e The Help já tinha trabalhado com o realizador, John Madden, em Doubt, e este reencontro foi... insonso. Arrisco-me a dizer que Elizabeth Sloane é das personagens mais sombrias, perturbadas e frias que ela já interpretou. Sozinha, infeliz e extremamente manipuladora, a única coisa que abona a seu favor é o corte de cabelo e o guarda-roupa.
A Chastain entregou-se de corpo e alma a um papel que, apesar de tudo, era exigente e com um guião demasiado extenso (mais um com 2h). Não fosse a sua bitchiness e carisma, o resultado final teria sido absolutamente desastroso.
A Chastain entregou-se de corpo e alma a um papel que, apesar de tudo, era exigente e com um guião demasiado extenso (mais um com 2h). Não fosse a sua bitchiness e carisma, o resultado final teria sido absolutamente desastroso.
![]() |
OPINIÃO: Sou um fã assumido do sub-género zombie, em parte graças a produções soberbas como os britânicos 28 Days Later, a sequela, 28 Weeks Later, e Shaun of the Dead. Escusado será dizer que o grau de excitação era elevado. Felizmente, esta Girl With All The Gifts não decepcionou e provou, mais uma vez, que os brits do it better.
Baseado no livro homónimo de Mike Carey, que também assina o argumento, a história é contada quase inteiramente do ponto de vista da Melanie (Sennia Nanua), uma jovem que foi infectada no útero da mãe. Apesar da temática já saturada, a produção consegue inovar, e o facto de não utilizar a violência como consequência directa do sofrimento, é refrescante.
Baseado no livro homónimo de Mike Carey, que também assina o argumento, a história é contada quase inteiramente do ponto de vista da Melanie (Sennia Nanua), uma jovem que foi infectada no útero da mãe. Apesar da temática já saturada, a produção consegue inovar, e o facto de não utilizar a violência como consequência directa do sofrimento, é refrescante.
Um ponto interessante a salientar é o facto de ser complicado apontar quem são os heróis e vilões. Se por um lado os "bonzinhos" passam por riscos desnecessários devido à sua ingenuidade, os "malvados" tomam atitudes racionais para a continuidade da civilização e que, dentro do contexto, é difícil condenar. Esta questão é brilhantemente personificada pela Glenn Close e Gemma Arterton.
SINOPSE: Naufragado numa aparente ilha deserta, Hank ia suicidar-se quando vê um corpo dar à costa. Quando se apercebe que a pessoa está morta, o jovem baptiza o novo companheiro de Manny e através da amizade que surge entre os dois, encontra a força e esperança necessárias para embarcar numa viagem de volta a casa.
OPINIÃO: Se me dissessem que um dia ia ver um filme sobre um cadáver flatulento com genitais-bússola, interpretado pelo eterno Harry Potter, Daniel Radcliffe, e adorá-lo, provavelmente ia pensar que tinham fumado alguma coisa. Totalmente sóbrio, é com um enorme choque e apoiado de um discurso popularucho que admito, Swiss Army Man é um filme do caraças!
Ultrapassando a superfície bizarra, vamos encontrar uma mensagem extremamente importante sobre a perigosa relação entre a depressão e a solidão crónica. Através de momentos tão wtf que nos deixam simultaneamente a rir e confusos, chegamos ao final a torcer que a relação entre o Hank e o morto dure para sempre. A linha entre a imaginação e realidade é bem ténue.
É uma história bastante original, criativa, pura, e tecnicamente perfeita. Tanto a banda sonora, efeitos especiais, e realização estão perfeitos. Imaginem uma versão Cast Away sob efeito de substâncias ilícitas. Está sensacional, a sério.
Ultrapassando a superfície bizarra, vamos encontrar uma mensagem extremamente importante sobre a perigosa relação entre a depressão e a solidão crónica. Através de momentos tão wtf que nos deixam simultaneamente a rir e confusos, chegamos ao final a torcer que a relação entre o Hank e o morto dure para sempre. A linha entre a imaginação e realidade é bem ténue.
É uma história bastante original, criativa, pura, e tecnicamente perfeita. Tanto a banda sonora, efeitos especiais, e realização estão perfeitos. Imaginem uma versão Cast Away sob efeito de substâncias ilícitas. Está sensacional, a sério.
Já viram algum dos quatro filmes? Qual é o vosso favorito e o que gostaram menos?





















