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sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

TGW Awards: Top 50 Albums of 2O17


Vamos fingir que não passou um absurdo de tempo desde a última publicação do especial "Ghostly Walker Awards", e saltamos directamente para a penúltima lista. Se têm prestado atenção, sabem que partilhei o "TOP 10 EP's", "TOP 20 UNDERRATED SINGLES", "TOP 10 MUSIC VIDEOS" e desta vez até me aventurei por um "TOP 20 SINGLES". Para encerrar a categoria de Música em grande, literalmente, porque não um TOP 50 com os melhores álbuns que ouvi no ano passado? Sim, voltei a cometer esta loucura! Até tinha material suficiente para #100 mas, bye Felicia.

Não me canso de frisar que não passo de um mero crítico amador, como tantos de vocês, portanto não levem a peito alguma das minhas opções. Só porque uma revista da área elege determinados discos como o Santo Graal da indústria, não significa que concorde ou me deixe influenciar por isso. Esta é a principal razão pela qual não coloquei o "DAMN" do Kendrick Lamar. Como não aprecio o estilo, prefiro não considerá-lo do que julgá-lo injustamente. Infelizmente o pensamento em "comboio" é bastante frequente no que toca a este tipo de tarefas. Talvez seja por isso que aprecio tanto esta lista. Por norma é fácil distinguir quais os álbuns que consigo ouvir do início ao fim sem me cansar e aqueles que ao fim de três canções já me deixaram farto. Disto isto, é importante realçar que isso não significa que, por exemplo, um disco que se encontre em #42 seja necessariamente pior ou menos tolerável que outro em #22.

Tenho plena consciência que colocar uma Halsey a cima do Sam Smith seja uma afronta para muitos mas, independentemente de ter em consideração questões técnicas, tudo se resumo a qual disco gostei mais de ouvir. Não é um concurso de popularidade mas de gosto pessoal/qualidade. Cada pessoa tem as suas preferências e como tal, é normal que discordem de algumas classificações ou omissões.

Se o vosso favorito não se encontrar na lista, é possível que não o tenha ouvido. As minhas músicas favoritas de cada álbum estão indicadas como "MUST LISTEN".

Sem mais demoras, let the games begin!

MENÇÕES HONROSAS: SUFJAN STEVENS (...) - "PLANETARIUM" | GOLDFRAPP - "SILVER EYE" | DRAKE - "MORE LIFE" | CHARLI XCX - "POP 2" | ED SHEERAN - "DIVIDE" | SHANIA TWAIN - "NOW" | RACHEL PLATTEN - "WAVES" | SHAKIRA - "EL DORADO" | TERROR JR. "BOP CITY 2: TERRORISING" | FERGIE - "DOUBLE DUTCHESS"


#50. Pabllo Vittar  Vai Passar Mal
#49. Loreen — Ride
#48. Zara Larsson — So Good
#47. Sir Sly — Don't You Worry, Honey
#46. Bleachers — Gone Now
#45. Miley Cyrus — Younger Now
#44. Austra — Future Politics
#43. Paloma Faith — The Architect
#42. Cashmere Cat — 9
#41. Aquilo — Silhouettes

#40. Nelly Furtado — The Ride
#39. HURTS — Desire
#38. Imagine Dragons  Evolve
#37. Mac DeMarco — This Old Dog
#36. Foster The People — Sacred Hearts Club
#35. Tyler, The Creator — Flower Boy
#34. The National — Sleep Well Beast
#33. Mura Masa — Mura Masa
#32. Sam Smith — The Thrill Of It All
#31. Kehlani — SweetSexySavage

#30. Katy Perry — Witness
#29. HAIM — Something To Tell You
#28. Kelly Clarkson — Meaning Of Life
#27. Fifth Harmony — Fifth Harmony
#26. Susanne Sundför — Music For People In Trouble
#25. alt-J — Relaxer
#24. Taylor Swift — Reputation
#23. P!nk — Beautiful Trauma
#22. Sevdaliza — ISON
#21. MUNA — About U

#20. Halsey — Hopeless Fountain Kingdom
#19. Betty Who — The Valley
#18. Tove Lo — Blue Lips (Lady Wood Phase II)
#17. London Grammar — Truth Is A Beautiful Thing
#16. The XX — I See You
#15. Charli XCX — Number 1 Angel
#14. Khalid — American Teen
#13. Arca — Arca
#12. Dua Lipa — Dua Lipa
#11. Perfume Genius  No Shape

.10.. Demi Lovato  Tell Me You Love Me
MUST LISTEN: YOU DON'T DO IT FOR ME ANYMORE | TELL ME YOU LOVE ME | CRY BABY | DADDY ISSUES | RUIN FRIENDSHIP

Após anos a batalhar para conseguir o mínimo de reconhecimento pelo seu talento, chegou finalmente a altura da Demi Lovato brilhar. Tell Me You Love Me é o sexto álbum da jovem norte-americana e o melhor da sua carreira.

Neste novo projecto, ela quebra o molde estereotipado no qual estava inserida há imenso tempo, mostrando um crescimento incrível. Não só fez as pazes consigo mesma como aceitou a sua sexualidade de braços abertos. O resultado é um conjunto impecável de novas sonoridades, arranjos vocais e baladas capazes de nos deixar seriamente pensativos sobre certas escolhas nas nossas vidas.

Embora seja uma oferta mais adulta, especialmente no departamento das letras que receberam um update do caraças, os elementos sassy divertidos continuam presentes em faixas como "Sexy Dirty Love" ou numa das minhas favoritas, "Cry Baby". Seria um crime a Demetria continuar a ser ignorada pelos Grammys, mas aqui pelo blog levou um Golden Ghostly. (REVIEW COMPLETA)

..9.. Allie X  Collxtion II
MUST LISTEN: THAT'S SO US | DOWNTOWN | SIMON SAYS | VINTAGE | CASANOVA | OLD HABITS DIE HARD

Sabem quando gostam tanto de um artista underground que quase preferem nem falar muito dele para se manter "vosso" e longe do mainstream? É assim que me sinto com a Allie X. Após ocupar a 3ª posição no meu "TOP 10 EP's of 2O15com a sensacional colectânea CollXtion I, a jovem canadiana voltou com o tão aguardado segundo volume, agora em forma de álbum de estreia. Tal como o trabalho antecessor, encontramos um leque de canções sofisticadas, coesas, provocadoras, etéreas e absolutamente avassaladoras. Não fosse a competição tão forte, ocuparia uma posição no pódio.

Numa mistura sónica e visual entre Lady Gaga e Kate Bush, a Allie X é capaz de captar a nossa atenção de uma maneira brutal, deixando-nos suspensos no tempo e espaço. Além de escrever tudo, a cantora também tem créditos de produtora em praticamente todas as canções do disco. Se há coisa que aprecio é quando os artistas tomam o controlo do seu trabalho e não se deixam influenciar por barulho exterior. O resultado está à vista, uma sequência musical genial do início ("Paper Love") ao fim ("True Love Is Violent"). E tenho dito.

..8.. Miguel  War & Leisure
MUST LISTEN: BANANA CLIPPINNEAPPLE SKIES | SKY WALKER | CRIMINAL | TOLD YOU SO

O Miguel parece ser um dos poucos artistas com posição cativa no meu top 10 dos melhores do ano. Em 2015 ocupou o #10 com "Wildheart" e, dois anos depois, sobe para #8 com "War & Leisure". Com uma sonoridade mais acessível e na mesma linha do sensacional "Kaleidoscope Dream" (2012), este quarto disco é tudo aquilo que eu não sabia que precisava. Continuando com interpretações carregadinhas de sensualidade, Banana Clip é refrescante e deliciosa, Pineapple Skies é uma balada que poderia muito bem ser a prima direita da Sexual Healing. A voz do cantor neste registo é tão perfeita que torna cada faixa convidativa. O Miguel é sem dúvida um dos melhores cantores R&B da actualidade e é marginal a falta de reconhecimento que ele tem face a outros como Bruno Mars.

..7.. Jessie Ware — Glasshouse
MUST LISTEN: SELFISH LOVE | FIRST TIME | THINKING ABOUT YOUALONE | HEARTS

O amor sempre foi a principal componente dos trabalhos da Jessie Ware. Com uma sensibilidade rara nos dias que correm, a cantora e compositora britânica conseguiu criar um pequeno império de preciosidades com os discos "Devotion" (2012), "Tough Love" (2014), e o mais recente "Glasshouse". Confesso que tenho um soft spot por ela. É das poucas cantoras que me consegue comover com os seus trabalhos que além de relações, também abordam conflitos existenciais. São temas carregados do pesar da saudade, uma angústia permanente ou simples admissão de paixão. O cuidado e forma como conduz a narrativa e arranjos dos versos é algo que merece ser apreciado. Faixas como Selfish Love e First Time são pérolas que guardarei para sempre.

..6.. Lana Del Rey  Lust For Life
MUST LISTEN: 13 BEACHES | LOVE | BEAUTIFUL PEOPLE, BEAUTIFUL PROBLEMS | SUMMER BUMMER | GROUPIE LOVE

Em "Lust For Life", o quarto disco da carreira da Lana Del Rey, vemos a cantora norte-americana a voltar às suas raízes, por assim dizer. Mais próximo da brilhante era Born To Die do que de Ultraviolence ou Honeymoon, é o seu trabalho mais longo até à data. O conjunto de 16 faixas lida com temas bastante familiares para qualquer fã, a queda do glamour Hollywoodesco, a América, e amores terríveis. Mas, desta vez, a Lana consegue atingir uma magnitude ainda maior, ao recorrer a orquestras e melodias simplesmente impressionantes. Começando pela cinemática "Love" e passando pela etérea "13 Beaches"são muitas as concorrentes ao título de melhor canção.

Contrariamente à maioria dos colegas de profissão, a Del Rey acertou em cheio nas colaborações. A parceria com a incomparável Stevie Nicks na "Beautiful People, Beautiful Problems" (uma das minhas favoritas), é possivelmente uma das canções mais bonitas que alguma vez criou. As vozes das duas complementam-se tão bem que chega a ser chocante. O rapper A$AP Rocky aparece em "Summer Bummer" e "Groupie Love" e não desapontou.


..5.. SZA  Ctrl
MUST LISTEN: THE WEEKEND | DREW BARRYMORE | LOVE GALORE | SUPERMODEL | GO GINA 

O ano passado teve várias lufadas de ar fresco em diversos géneros musicais. No campo R&B/Hip-Hop, o nome SZA é provavelmente o que mais se destaca. No disco de estreia, "CTRL", a jovem não mede meias palavras e proporciona um dos trabalhos mais honestos dos últimos tempos. O amor, a falta dele, inseguranças, experiências românticas traumáticas e lições aprendidas são alguns dos tópicos abordados ao longo de um conjunto de 14 faixas.

O título do álbum refere-se à dificuldade em nos mantermos no controlo de certas situações repetitivas e culmina num "já chega". Os temas são tão pessoais que é impossível não nos revermos em pelo menos um deles. Aliás, as letras exemplificam uma espécie de viagem sentimental, atravessando várias fases como o fim inevitável de uma relação (Supermodel), a perda de confiança nos sentimentos de outra pessoa (Garden), até à sua aceitação (Drew Barrymore).


..4.. Sabrina Claudio — About Time
MUST LISTEN: BELONG TO YOU | USED TO | WANNA KNOW | EVERLASTING LOVE | STAND STILL

Não há nada melhor que descobrir um novo talento. Por obra do acaso que é como quem diz, youtube, há uns meses tropecei na soberba Belong To You (um dos 10 "UNDERRATED SINGLES OF 2017") e o resto é história. Não sendo propriamente uma powerhouse, a Sabrina Claudio é uma estrela em ascensão, cuja confiança rivaliza com a de uma Rihanna. Num registo quase angelical, experimental, sedutor e melancólico, a jovem de 21 anos conseguiu criar um disco de estreia perfeito do início ao fim. "About Time", foi exactamente o que senti quando ouvi a colectânea. Embora ainda não tenha quebrado a barreira do mainstream até ao estatuto de super-estrela musical, as qualidades estão todas lá.

..3.. Kelela  Take Me Apart
MUST LISTEN: LMK | BETTER | TAKE ME APART | ONANON | ENOUGH

Aos 34 anos, a Kelela finalmente lançou o seu debut album, "Take Me Apart". Só prova como a idade é apenas um número e nunca devemos desistir dos nossos sonhos. Após alguns EP's, a cantora segue as pisadas da colega Solange Knowles, ao caminhar por uma paisagem de R&B contemporâneo, com traços de POP. A sua voz brilha em primeiro plano, enquanto os refrões viciantes nos atacam com uma potência capaz de nos deixar a dançar ou conquistar uma galáxia distante. Sim, leram bem. Os instrumentais electrónicos evocam diferentes cenários, desde algo alianesco a uma sessão de BDSM. Estranho mas altamente genial. "Take Me Apart" é uma versão mais polida e arrojada dos seus trabalhos anteriores, e não há nada de negativo a apontar. 

..2.. Kesha  Rainbow
MUST LISTEN: PRAYING | BOOTS | LET 'EM TALK | LEARN TO LET GO | BASTARDS | RAINBOW

Raras são as vezes que um projecto musical consegue a proeza de nos arrancar o coração e trazer-nos de volta à vida. Rainbow foi um desses casos. Cinco anos desde o lançamento do último álbum de inéditas, Warriora Kesha renasceu e abençoou-nos a todos com o melhor trabalho da sua carreira. A cantora convidou-nos a entrar no seu íntimo e a assistir de camarote a uma preview de todos os momentos bons e maus que passou na vida. "Bastards" é a escolha perfeita para abrir o disco e forma as bases do que se segue, um conjunto de faixas banhadas a ouro.

Inevitavelmente, são várias as referências à batalha judicial travada com o produtor Dr. Luke, e a respectiva editora, mas o discurso nunca é de vítima. Pelo contrário, ela aceita o passado e segue em frente. Neste contexto, nasceram autênticas pérolas como "Praying", a faixa-título e a de fecho, "Spaceships". Mas nem tudo é melancólico. Sem perder o sentido de humor que nos fez apaixonar por ela, é impossível não sorrir ao som de "Woman" e "Let 'Em Talk" ou derreter com a ternurenta "Godzilla".

Tal como alguns colegas o fizeram mas nem sempre de forma tão eficaz, Kesha apostou em combinações sonoras surpreendentes. Num registo mais indie/rock/country/pop, as colaborações com os Eagles of Death Metal e Dolly Parton são a cereja no topo do bolo multicolor que é este Rainbow. A Glitter Queen continua lá (ouçam a "Boots", uma das minhas favoritas e que me lembra imenso a "Americano" da Gaga), mas transcendeu para algo digno de adoração. Não é por acaso que os seus vocais estão mais fortes do que nunca. Sem dúvida um dos meus álbuns favoritos deste ano.

..1.. Lorde  Melodrama
MUST LISTEN: GREEN LIGHT | SOBER | LIABILITY | WRITER IN THE DARK | HOMEMADE DYNAMITE | PERFECT PLACES | THE LOUVRE

Assim que ouvi a brilhante "Green Light" pela primeira vez tive a certeza de que o álbum seria bombástico. Quando finalmente chegou, foi com enorme satisfação que pude comprovar: Melodrama é O melhor disco de 2017. 

O sucessor de Pure Heroin ficou em gestação durante quatro longos anos, mas valeu a pena cada segundo. Com uma produção inegável do Jack Antonoff, dos Bleachers, a Lorde passou de outsider a observadora. Normalmente existe sempre uma música que podia ter ficado de fora da lista, mas aqui isso não acontece. Do início ao fim, somos convidados a assistir a uma espécie de biopic da vida sentimental da cantora. É mais drama que melo, talvez porque o que o Frank Ocean é para o R&B, a Lorde aspira ser para o pop, isto é, uma poeta lírica. Missão cumprida.

Há muito tempo que não ficava em êxtase com álbum mas este Melodrama marcou pontos em todas as áreas. Vocalmente, o timbre continua igualmente assombroso e angélico, enquanto as letras são absolutamente geniais. As associações que a jovem cantora faz são, literalmente, fruto de uma mente incrível. Tudo isto com uma vibe à la 80's? Parece que foi feito especialmente para mim! A Lorde não é uma liability, mas pode ser um forest fire


Conheciam os álbuns todos? Qual ou quais foram os vossos favoritos de 2017?

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

TGW Presents: Top 50 Albums of 2O15


Chegámos ao fim! Se têm prestado atenção, sabem que partilhei o "TOP 10 UNDERRATED SINGLES", "TOP 10 EP's", "TOP 10 MUSIC VIDEOS", "TOP 10 TV SHOWS", "TOP 10 ANIMATED MOVIES" e o "TOP 20 MOVIES". Para terminar em grande e me despedir de vez de 2015, porque não um TOP 50 com os melhores álbuns que ouvi no ano passado? No que me fui meter, é o que vos digo!

Como devem calcular não passo de um mero crítico amador, como tantos de vocês, portanto não levem a peito algumas das minhas opções. Normalmente gosto de fazer esta lista porque é fácil identificar quais os discos que consigo ouvir do início ao fim sem me cansar e aqueles que passado umas três faixas já estou farto. Dito isto, quero frisar que isso não significa que, por exemplo, um álbum que se encontre em #40 seja necessariamente pior ou menos tolerável que outro em #20.

Tenho plena consciência que colocar uma Ellie Goulding ou Fifth Harmony a cima da Florence + The Machine é uma afronta, mas tudo se resumo a qual disco eu gostei mais de ouvir. Cada pessoa tem os seus gostos pessoais, portanto é normal que discordem de algumas classificações ou omissões.

Se o vosso favorito não se encontrar na lista, é possível que não o tenha ouvido. Para ouvirem as minhas músicas favoritas de cada álbum, basta clicarem nos títulos em "MUST LISTEN".

Sem mais demoras, let the games begin!

50. Fleur East - "Love, Sax and Flashbacks"
49. Momford & Sons - "Wilder Mind"
48. Jess Glyne - "I Cry When I Laugh"
47. Adam Lambert - "The Original High"
46. Coldplay - "A Head Full of Dreams"
45. MS MR - "How Does It Feel"
44. Katherine Mcphee - "Hysteria"
43. Halsey - "Badlands"
42. Demi Lovato - "Confident"
41. Ciara - "Jackie"

40. Miley Cyrus - "Miley Cyrus and Her Dead Pets"
39. Kate Boy - "One"
38. Alessia Cara - "Know-It-All"
37. Ivy Levan - "No Good"
36. Drake - "If You're Reading This You're Too Late"
35. Hurts - "Surrender"
34. Benjamin Clementine - "At Least For Now"
33. Kelly Clarkson - "Piece By Piece"
32. Hilary Duff - "Breathe In. Breathe Out."
31. Soak - "Before We Forgot How To Dream"

30. Chvrches - "Every Open Door"
29. Little Mix - "Get Weird"
28. Josef Salvat - "Night Swim"
27. Kacey Musgraves - "Pageant Material"
26. Justin Bieber - "Purpose"
25. Disclosure - "Caracal"
24. The Weeknd - "Beauty Behind The Madness"
23. Florence + The Machine - "How Big, How Beautiful, How Blue"
22. Fifth Harmony - "Reflection"
21. Ellie Goulding - "Delirium"

20. Neon Indian - "Vega Intl. Night School"
19. FKA Twigs - "M3LL155X"
18. Melanie Marinez - "Cry Baby"
17. Madonna - "Rebel Heart"
16. Say Lou Lou - "Lucid Dreaming"
15. Marina & the Diamonds - "Froot"
14. Tame Impala - "Currents"
13. Years & Years - "Communion"
12. Selena Gomez - "Revival"
11. Brandon Flowers - "The Desired Effect"


.10.. Miguel  Wildheart
MUST LISTENCOFFEE | NWA | WAVES | FLESH | LEAVES | FACE THE SUN

Seguindo o mesmo tipo de composições marcadas por um intenso desejo sexual, loucura e agressividade, presente nos anteriores All I Want Is You (2010) e Kaleidescope Dream (2012), Wildheart é musicalmente mais refinado. Um disco coeso, marcado por um R&B hipersexual mas com uma alma e substância igualmente presentes. Ainda que seja o trabalho mais extenso lançado por Miguel  com quase 50 minutos de duração —, o cantor está mais confiante do que nunca e o facto de, apesar da constante evolução, se manter fiel ao seu estilo, faz com que seja uma presença importante na indústria musical.


..9.. Lana Del Rey  Honeymoon

Não é segredo para ninguém que a Lana Del Rey ocupa uma posição confortável no meu infinito top de cantoras favoritas. Depois de um segundo disco decepcionante, a cantora norte-americana resolveu presentear-nos com aquele que poderia ser o filho de Born To Die Ultraviolence. Elogiado pela crítica, em Honeymoon a cantora sustenta uma espécie de narrativa dramática que se estende da primeira à última faixa. Trata-se de uma selecção de vivências musicais, poemas de amor (que na voz da Lana mais parecem de luto), que retratam o sofrimento vivido pelos apaixonados.

Para minha felicidade, a grandiosa e sombria sonoridade orquestral mantém-se um dos pontos fortes da produção, envolvendo-nos, novamente, num sentimentalismo ao típico cinema Noir dos anos 1940/50, reforçando a veia cinematográfica do álbum. A anos luz do universo POP actual, a Lana continua fiel ao que estilo musical que a tornou famosa. Bravo.


..8.. Troye Sivan  Blue Neighbourhood
MUST LISTENBITE | BLUE (ft. Alex Hope) HEAVEN (ft. Betty Who) | YOUTH | TAKE ME DOWN | LOST BOY

Seguindo o sucesso do EP Wild, do qual falei (AQUI), o jovem youtuber lançou o primeiro álbum de estúdio, Blue Neighbourhood. Acompanhado de sintetizadores suaves e baterias electrónicas dignas de uma produção à la Lorde ou Taylor Swift  os "Hey!" ecoantes nas faixas "Wild" e "Fools" remetem-nos de imediato para uma "Bad Blood" — já recebeu elogios de nomes como Sam Smith e até Adele.

Nascido na África do Sul e criado na Austrália, o jovem de 19 anos afirma que as letras são autobiográficas, inspiradas nos subúrbios de Perth, cidade onde cresceu, e que considera o seu Blue Neighbourhood. Com uma sonoridade ao estilo de Broods, James Blake e Jessie Ware, a única crítica possível de se fazer é o facto de sofrer da mesma doença da Adele: todas as músicas são sobre desgostos de amor, mas tal como no caso da britânica, resulta de maneira sublime.


..7.. Sufjan Stevens — Carrie & Lowell

Sufjan Stevens é o derradeiro contador de histórias. No activo desde 1999, poucas foram as vezes que o cantor de Michigan partilhou o seu universo íntimo com tamanha clareza e sensibilidade, como em Carrie & Lowell. O sétimo trabalho de inéditas é mais que um regresso aos planos acústicos que o lançaram, é um verdadeiro confessionário sobre a sua conturbada estrutura familiar.

Desde a imagem desgastada da capa do álbum  o casal real Carrie e Lowell, a mãe e o padrasto  passando pelos versos e passagens comoventes, tudo peças do mesmo puzzle que contam a história da mãe esquizofrénica, depressiva e alcoólatra  que deixou o filho e ex-marido em meados dos anos 70, voltando a revê-los anos mais tarde quando casou com Lowell, e que morreu em 2012 vítima de cancro. Uma viagem emocionante apoiada do habitual violão e um controlo fora do comum de sentimentos, capaz de converter detalhes tão particulares em peças relacionáveis a qualquer ouvinte.


..6.. Dumblonde  Dumblonde

Assim que ouvi o EP homónimo com cinco faixas, no Verão passado, tive a certeza que esta dupla estava no caminho certo. Duas das ex-integrantes de um dos meus grupos de eleição de todos os tempos, as Danity Kane – a primeira girlband na história da Billboard a estrear os dois primeiros álbuns em nº1 – uniram forças e deram origem às Dumblonde. Contrariamente ao que possam pensar, o nome da colaboração pretende acabar com estereótipos que as cantoras experenciaram desde que entraram na indústria musical. 

O resultado é um álbum coeso que nos transporta para um período futurista dos anos 80. Criando, produzindo e editando todos os visuais dos vídeos, o duo não está para brincadeiras. Tenho noção que nem todos vão apreciar a sonoridade POP dance e que é quase um ultraje estarem posicionadas a cima de certos artistas, mas digo-vos que não há uma única canção que desgoste neste trabalho.


..5.. Adele  25
MUST LISTEN: HELLO | WHEN WE WERE YOUNG | I MISS YOU | WATER UNDER THE BRIDGE | SEND MY LOVE (TO YOUR LOVER)

Com uma lista interminável de recordes desde que foi lançado em Novembro do ano passado, 25 é descrito pela cantora como um "álbum de reconciliação consigo mesma". Embora Adele continue a lamentar dissabores românticos, desta vez não se encontra no papel da vítima que implora uma segunda oportunidade  tema central em 19 e 21  está mais segura de si e pronta para seguir em frente. Seguindo a fórmula de sucesso do trabalho anterior, poderosas baladas a piano  como o fantástico "Hello" que se mantém há 10 semanas no 1º lugar da Billboard Hot 100 — o segundo single "When We Were Young" ou a ode à maternidade, "Remedy".

Além da sonoridade a que já estamos habituados, é refrescante ouvir alguma experimentação com outros géneros musicais. Há uma guitarra aqui e ali como na animada "Send My Love" e na triste "Million Years Ago"; uma pitada de country/folk com "Sweetest Devotion", e um pé no território POP com uma "I Miss You" que nos remete para algo digno dos Florence and the Machine.


..4.. Jamie XX — In Colour
MUST LISTENSLLEEP SOUND | OBVS | GOSH | I KNOW THERE'S GONNA BE (GOOD TIMES) | LOUD PLACES feat. Romy

Brilhante, fantástico e sensacional. Começando pelo ritmo crescente que abre In Colour na faixa "Gosh", seguindo pelo jogo de ritmos que vão do dubstep ("Hold Tight") ao hip-hop ("I Know There's Gonna Be Good Times"), passando pela familiar sonoridade à la XX em "Loud Places", e terminando com a simplicidade de "Girl", Jamie XX fortaleceu a sua posição de génio musical.

Ainda que perto do material criado com The XX, é nítida a intenção do artista em produzir um som singular, original até. Deixando os tons cinzentos do grupo britânico, Jamie deixou a cor entrar na sua vida e eu não podia estar mais satisfeito.


..3.. Grimes  Art Angels
MUST LISTENFLESH WITHOUT BLOOD | REALITI | VENUS FLY (ft. Janelle Monáe) | ARTANGELS | BUTTERFLY | KILL V. MAIM

Três anos depois do aclamado Visions, a canadiana Claire Boucher, mais conhecida como Grimes, voltou com o quarto álbum de estúdio, o aguardado Art Angels. Após o mau desempenho do single "Goem 2014— canção originalmente escrita para a Rihanna e que pessoalmente adoro  e acusações de que a cantora se tinha "vendido", ela deitou todo o material fora e começou a reescrever um novo projecto do zero. Às vezes há males que vêm por bem. O génio musical canadiano experimentou com diferentes sonoridades e o resultado foram 14 faixas estranhas e mágicas. 

Se fiquei obcecado com a "Oblivion", o que dizer sobre a "Flesh Without Blood", uma das faixas mais interessantes que alguma vez lançou. Posso dizer-vos que só numa noite ouvi-a mais de 40 vezes e não, não estou a exagerar. Art Angels prova que o mundo POP e o alternativo podem conviver na perfeição, quando bem construídos através de uma produção coerente.


..2.. Carly Rae Jepsen  E•MO•TION

Apesar de ter ganho o jackpot com a "Call Me Maybe", não se pode dizer o mesmo sobre o, injustamente ignorado, álbum Kiss. Três anos depois, a Carly foi atingida pela febre dos 80's, e o resultado é o melhor disco POP do ano. Aclamado pela crítica como um registo coeso, melodias e composições brilhantemente trabalhadas, e experimentação com outros géneros musicais,  é uma vergonha que E•MO•TION não tenha sido um sucesso comercial e ignorado pelos Grammy's. Desde a dreamy "All That" (a minha favorita) produzida pelo Dev Hynes, à viciante "Run Away With Me" e a estranhamente fantástica "Warm Blood", não restam dúvidas que E•MO•TION é O álbum da Carly.


..1.. Susanne Sundfør  Ten Love Songs

Quando Susanne Sundfør começou a trabalhar no sexto álbum, pretendia montar uma colecção focada em violência. Inevitavelmente, o tema dominante acabou por ser o amor, e assim nasceu Ten Love Songs. Destruindo a concepção de POP como conhecemos, a cantora norueguesa brinca com a electrónica, synthpop, new age, e a melhor parte, elementos de música clássica. Uma complexa colecção de dez canções, simultaneamente alegre e desesperada, tanto directa como extremamente detalhada.

Os arranjos musicais são fora de série, especialmente quando além da nítida e celestial voz da Susanne, são apoiados de coros vibrantes e órgãos de igreja que me paralisam em êxtase. Para os poucos que fizeram o sacrifício de ver o vídeo, referi no "TOP 10 UNDERRATED SINGLESque queria morrer ao som da "Accelerate", canção que ocupou a terceira posição, e mantenho a mesma opinião. Se ainda não ouviram Ten Love Songs não percam mais tempo, é uma viagem sonora da qual não quero voltar.


Conheciam os álbuns todos? Qual ou quais foram os vossos favoritos de 2015?

sábado, 2 de janeiro de 2016

TGW Presents: Top 10 Underrated Singles of 2O15



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Antes de mergulhar de cabeça em 2016, chegou a altura de recordar o melhor do ano passado na área de entretenimento. Durante esta semana vou partilhar os meus favoritos das indústrias Musical, Cinematográfica e Televisiva. Realizo estas listagens há alguns aninhos, mas sendo o primeiro na blogosfera portuguesa, desconhecia que fosse uma prática comum. Dito isto, foi com enorme alívio que constatei ser o único a utilizar este modelo de vídeo  esperemos que continue assim. É trabalhoso, mas dá-me tanto prazer criar tudo de raiz que o resto não interessa.

Comecemos com aquela que é a lista dos underdogs musicais, dedicada exclusivamente aos singles que, apesar da sua qualidade e potencial, são pouco conhecidos ou não atingiram o sucesso merecido. Ou seja, não tem nada a ver com "melhores músicas do ano".
Em Novembro comecei a organizar os escolhidos e só me consegui decidir quanto ao pódio, durante o processo de edição do vídeo  tanto que a canção em terceiro lugar esteve durante muito tempo em primeiro. Gosto genuinamente das três canções como se fossem minhas filhas. Quero morrer ao som da terceira, saltar em cima da cama ao som da segunda, e cantar a primeira num bar dos anos 80.

Aproveito para realçar que isto não é nada mais que uma selecção de gosto pessoal, como tal, é normal que possam discordar das posições/escolhas. Sem mais demoras:

20. Delta Goodrem - Wings
19. Hurts - Some Kind of Heaven
18. MØ - Kamikaze
17. Pia Mia - Do It Again
16. Troye Sivan - Wild
15. CL - Hello Bitches
14. Elliphant - Love Me Badder
13. Chvrches - Leave a Trace
12. Ciara - Dance Like We're Making Love
11. Brandon Flowers - Lonely Town

Descubram o TOP 10 no vídeo a baixo:


Conheciam as músicas? Quais são as vossas favoritas?

segunda-feira, 29 de junho de 2015

TGW Recomenda | Álbuns a ouvir #2


Nada me deixa mais feliz que músicas novas. Se no primeiro post vos disse que andava numa "onda de música com sabor a anos 80"... nada mudou. Felizmente parece que não sou o único. Nos últimos tempos a indústria musical tem andado bastante nostálgica. 

Os quatro álbuns que vos recomendo hoje são bastante diversificados. Até country introduzi na lista. Pois é, sou um grande apreciador deste género musical, especialmente quando é cantado por mulheres. Não me interessa nada ouvir homens sexistas com chapéus ridículos de cowboy cantarem sobre beber cerveja e conduzir carrinhas. Dêem-me um disco da Kacey Musgraves, Carrie Underwood ou Kelly Pickler e fico satisfeito. Agora que tirei isto do peito, passemos aos álbuns do dia.


1. Hilary Duff | Breathe In. Breathe Out.

Oito anos depois do seu último álbum, "Dignity" (vamos ignorar o Best Off de 2008), a ex Lizzie Mcguire junta-se à lista de cantoras que lançaram alguns dos seus melhores trabalhos depois de terem sido mães (Beyoncé, Kelis, Ciara, Madonna, M.I.A.). Começo a achar que a maternidade é o melhor remédio para música com qualidade. A Duff pode não ter uma voz muito potente, mas fiquei bastante surpreso com a quantidade de músicas viciantes que este quinto disco nos oferece. Qualquer uma das músicas abaixo mencionadas poderia entrar para o top 10 americano.

MUST LISTEN: "Sparks", "My Kind", "All About You", "Lies", "Confetti", "Rebel Hearts".


2. Carly Rae Jepsen | E•MO•TION

Apesar de ter atingido o jackpot com a Call Me Maybe, não se pode dizer o mesmo sobre o, injustamente ignorado, álbum "Kiss". Três anos depois, a Carly foi atingida pela febre dos 80's, e o resultado é um dos melhores discos do ano (até agora). Aclamado pela crítica, "Emotion" até pode nem vir a ser um sucesso comercial, mas tem os ingredientes certos para que isso aconteça: melodias e composições brilhantemente trabalhadas e experimentação com outros géneros musicais. Não podia estar mais surpreendido com a jovem canadiana.

MUST LISTEN"All That", "I Really Like You", "Making The Most of The Night", "Run Away With Me", "I Didn't Just Come Here To Dance".


3. Miguel | Wildheart

Bastou ouvir a música Adorn uma vez para ficar fã do Miguel. Este terceiro álbum de estúdio segue a mesma fórmula de sucesso do anterior, "Kaleidoscope Dream", e não podia estar mais satisfeito. Além de ter uma das melhores vozes do universo R&B, a sonoridade bastante sensual. É simplesmente genial.

MUST LISTEN: "Coffee", "NWA", "Waves", "Flesh", "Leaves", "Face The Sun".


4. Kacey Musgraves | Pageant Material

Estava tão ansioso por este álbum que vocês não têm noção. Depois de ganhar dois Grammys com o álbum "Same Trailer Different Park", a "princesa rebelde" (detesto esta expressão) está de volta com mais letras controversas. É impressionante que só porque as músicas falam de assuntos importantes como sexo e objectificação das mulheres, são consideradas polémicas para o mundo conservador do country. Queriam o quê? Outra cantora que se limita a escrever recadinhos infantis para ex-namorados? Please. Se além de boas melodias apreciarem letras de qualidade, recomendo-vos vivamente a ouvirem este álbum.

MUST LISTEN: "Biscuits", "Pageant Material", "This Town", "Somebody To Love", "Miserable".



Já ouviram algum dos quatro álbuns? Se sim, qual é o vosso favorito?

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