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segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Já chega, não? | Queridas Melosas


Apesar do meu aparente humor ácido, até sou uma pessoa bastante acessível. Admito que por vezes possa parecer um tipo frio e extremamente analítico no que toca à minha opinião sobre os meus colegas terráqueos. É inevitável. Mas se há algo que não me vão ver a fazer é dar graxa a alguém. Existe uma diferença entre admiração e bajulação, só é pena que cada vez menos pessoas compreendam isso.

Não há nada de errado em exprimir o nosso fascínio sobre determinados indivíduos ou coisas. Aliás, é algo bastante saudável e que deveria ser praticado mais vezes. Em vez disso, o que mais vemos por aí, especialmente nas redes sociais, é toda uma comunidade de queridas, cujo vocabulário não vai muito além de expressões como maravilhosa, gata ou ai, que linda coração. Tragam-me um balde que vou bolsar.

Serei o único que fica com uma reacção alérgica quando se depara com contas do instagram repletas de dezenas de comentários a bajularem a utilizadora como se fosse a última bolacha do pacote? Um tipo de comportamento que antes era direccionado para celebridades agora alastrou-se para pessoas comuns mas que, por algum motivo, leia-se grupos de auto-promoção, mais parecem rainhas da noite.  O que é que elas fizeram de tão importante para merecer esse tipo de atenção? Tirarem uma selfie a comer um croaissant?

Compreendo perfeitamente a mecânica de "uma mão lava a outra", mas até que ponto isso passa os limites do aceitável? Lamento mas não acredito que metade das parasitas que deixam os seus testemunhos fora de série estejam a ser totalmente honestas. O intuito é conseguir um comentário, likes ou quem sabe follow de volta, simples. Chamem-me cínico, mas recuso-me a aceitar que exista assim tanta gentinha melosa no mundo. Caso contrário, a humanidade não estava como está.

O mesmo acontece em plataformas como o blogspot. Existe um núcelo de bloggers que, por algum motivo, é colocado num pedestal como se fossem a reencarnação de Jesus Cristo. Podem até ficar anos sem aparecer mas quando acontece, é garantido receber um banquete de boas-vindas com um discurso que descreve o quão fantásticos e "únicos" (algo que claramente perdeu o seu significado) eles são. Não percebo, a sério.

Não é ressabiamento por não brincarem comigo no recreio, apenas irrita-me profundamente este tipo de mentalidade tão fútil e absurda. Não se conhecem de lado nenhum nem nunca tiveram uma conversa na vida, mas tratam-se por "querida" ou "amor", what? Mais hilariante ainda é quando soltam um "és a minha inspiração", não por terem partilhado uma história relevante mas devido a coisas triviais como cometer o acto heróico de cortar o cabelo. #sobrave

Correndo o risco de que alguns, ou devo dizer, algumas, de vocês que estão a ler esta publicação se insiram neste grupo tão genuíno de seres, resta-me realçar que este não é mais que um desabafo sobre algo cada vez mais comum. Partilhem as vossas opiniões mas de forma sincera e sem segundas intenções. Retirem a vossa subscrição às queridas melosas e sejam vocês próprias. That's all.


Bajulação nas redes sociais, existe? Irrita-vos ou desvalorizam?

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

5 Coisas que detesto no Instagram


#1. Ignora contas com +10K seguidores

Não se dêem ao trabalho de seguir de volta contas com mais de 10K. A esmagadora maioria só quer tentar apanhar-vos na teia deles e fazer com que os sigam somente para aumentar ainda mais os seus valores. Assim que têm o que pretendem, deixam de vos seguir num ápice. Por muito que uma conta dita "popular" me agrade, o facto de saber que isto vai acontecer irrita-me profundamente e só surte o efeito oposto.

#2. Likes > Followers

Quando entramos num perfil o que chama mais à atenção não é o feed mas sim o número de seguidores. Neguem quanto quiserem, mas é verdade. Não há anda mais triste que entrar numa conta com um número gordo de followers e depois constatar que as fotos não têm mais do que 100 likes. Além de não fazer qualquer sentido, é um alerta gigante para uma possível utilização de bots de seguidores fantasma  algo cada vez mais comum, especialmente nas contas brasileiras.

#3. Cuidado com as raparigas russas

Calma, não é um comentário xenófobo! Aparentemente as ocasionais contas falsas que surgem nas nossas notificações costumam ser de supostas raparigas russas. Entramos na página e deparamo-nos com meia dúzia de imagens que se ficam por selfies e promoções para ganhar X seguidores. Tenho quase a certeza que aquelas fotos são "roubadas" e tenho imensa pena por as pessoas originais nem fazerem ideia do que está a acontecer. Por esse motivo, a acção automática é reportar. Ninguém precisa de seguidores falsos que não vão interagir com os nossos uploads

#4. O algoritmo dos infernos

Qualquer utilizador do instagram está a par do impacto que o algoritmo pode ter nas vossas contas. Nunca estranharam terem temporadas com imensos likes e depois descerem a pique? Digamos que ter imagens do mesmo tipo com 600 gostos e depois passarem para 180 é algo que não consigo compreender. Além desta brilhante facada nas nossas estatísticas, o facto de a vertente instantânea ter morrido, é absolutamente ridícula. Se antigamente as fotografias apareciam por ordem de publicação, agora é um surtido que pouco ou nada faz sentido. A primeira foto do meu feed tanto pode ser de há quatro dias atrás como de cinco minutos. É absurdo e prejudica imenso os utilizadores.

#5. Seguir e deixar de seguir

Não podia deixar de referir a já tão conhecida prática do "seguir" e "deixar de seguir". O raciocínio é o mesmo do primeiro ponto, mas aqui consegue ser ainda mais mesquinho. Fico possesso quando sigo de volta contas que até são giras, e não têm mais do que uns 700 seguidores, para depois clicarem no unfollow mais depressa do que trocam de cuecas. É tão patético que chega a ser cómico. Quantas vezes a mesma conta me segue 4x no mesmo mês, só porque não retribui o gesto. Inicialmente ainda participava neste jogo do gato e rato, mas agora aborrece-me tanto que são logo bloqueados. Se estão sedentos, lamento mas pararam na fonte errada.


O que é que mais detestam no Instagram? Temos pontos em comum?

segunda-feira, 3 de julho de 2017

The Selfie Effect


Não fui um dos primeiros passageiros a apanhar o comboio do instagram mas, assim que lá cheguei, não quis outra coisa. Se tivesse que descrever o meu feed em duas palavras seriam "natureza" e "arquitectura". Embora tente criar um ambiente pacífico entre tonalidades e temáticas, a verdade é que me limito a publicar fotografias que considere visualmente apelativas. Isto é, até cometer o sacrilégio de publicar uma selfie.

Reza a lenda que se em vez de uma paisagem aparecer a nossa cara, qualquer pessoa que a veja terá um de dois destinos: ou fica sedenta por mais ou apanha um susto de morte. Não acreditam, então experimentem e digam-me os resultados. Fora de brincadeiras, o fenómeno é real e se no início me incomodava por pensar "porra, sou assim tão feio?", agora até me diverte. Não é que me sinta bem por ver seguidores a pularem o navio como ratos depois de verem um monstro, mas sempre dá para descobrir quem é que nos seguia por gostar genuinamente do conteúdo.

Antes de mais, e porque este é um tema susceptível a más interpretações, é importante esclarecer que não estou de forma alguma à procura de qualquer tipo de atenção, de todo. Só estou a partilhar algo que é ocorrente e me despertou o interesse por solidificar a ideia de que vivemos num mundo onde uma imagem vale mais que mil palavras ou hashtags.

Como tudo na vida, não se pode agradar a gregos e a troianos. O que para mim é bonito, para vocês pode ser horrível e vice-versa. No entanto, é incrível a dualidade de reacções que existem quando decidimos partilhar a nossa aparência física. Por cada comentário com corações, são dois seguidores que se perdem. Se forem mais sensíveis, pode destruir-vos a auto-estima. Não digo que uma má recepção seja agradável, mas nem é isso que me incomoda. É estranho quando se tratam de pessoas que seguimos mutuamente há anos, e que além de conhecermos as suas caras, tínhamos um relação recíproca de likes and all, a desaparecerem precisamente naquele instante.

Confesso que já fugi de uns quantos perfis devido à quantidade de selfies que rivalizavam com o charme do Quasimodo, mas se o restante conteúdo fosse de meu agrado, isso não seria motivo para não seguir a conta. Não vou ser hipócrita e dizer que não gosto de ver coisas... interessantes, mas isso não é tudo e há com certeza outros sites mais indicados para tal.

No verso da moeda está a atenção que na grande maioria das vezes nem procuramos mas acabamos por receber. Nem é preciso serem deuses gregos para vos choverem mensagens privadas que ignoram por completo o vosso interesse ou relationship status. Se faz bem ao ego? Claro que sim, mas também pode ser extremamente constrangedor dependendo do indivíduo e consequente insistência. Um simples "olá", que interpreto de forma inocente, geralmente acaba por dar uma volta de 180º e levar a conversas que sinceramente dispenso.

A internet é um mundo enorme em que existe tudo para todos os gostos. Literalmente. O importante é sentirem-se bem convosco próprios e serem capazes de se abstrair (ou não) das reacções das pessoas, sejam elas boas ou más.


Já foram vítimas do 'Selfie Effect' seja ele pela positiva ou negativa?

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

5 coisas a mudar no Instagram


Prometo que não sou um promotor do Instagram. Dito isto, e enquanto frequentador assíduo da rede social mais popular do mundo, existem sempre coisas a melhorar. Foi a pensar nessas supostas inovações que organizei uma pequena listagem com algumas das que considero mais urgentes:

#1. Alterar ordem das fotografias

Algo me diz que este desejo é partilhado por uma multidão de utilizadores. Com certeza já vos aconteceu estar a olhar para a vossa página e aperceberem-se que aquela foto não está nada bem ali e ficava melhor aqui. Seja devido às tonalidades ou tipo de imagem, este é o problema que encontro com maior frequência e gostava que fosse resolvido.

#2. Generalização dos updates

Compreendo que não seja possível fazer uma actualização geral cada vez que surge uma nova definição, mas parece-me absurdo que alguns recebam as coisas com décadas de antecedência. Por exemplo, estão a ver as "histórias"? Nem eu fazia ideia que o Instagram ia plagiar o Snapchat e já a minha namorada tinha esse novo brinquedo há meses. MESES. O mesmo voltou a acontecer com a opção de fazer um "Directo". Desde Novembro/Dezembro que ela tem essa definição e os mortais comuns como eu, nada. Adorava saber qual é o critério de selecção para testar estas invenções (estou à espera de uma resposta bitchy da parte dela).


#3. Ocultar fotografias

Quanto a vocês não sei, mas há alturas em que me apetece apagar um batalhão de fotografias do meu feed. Seja por não combinarem esteticamente ou porque o feitiço é quebrado e percebo que afinal não são grande coisa, já me livrei de umas quantas. Só existe um senão, o número de likes que algumas têm. Custa-me imenso apagar imagens com 300 "gostos". Tal como no Facebook, deveria existir a possibilidade de "ocultar" fotografias e deixá-las só para os nossos olhos. Sempre é melhor do que depois nos arrependermos de algum delete spree inconsciente.

#4. Avisar automaticamente quando o nosso conteúdo for re-publicado

Não me perguntem como, mas que devia existir um alerta para quando outras contas "roubam" as nossas fotografias, devia. É prática comum lojas ou contas especializadas fazerem o re-upload de imagens e, por norma, tagarem o proprietário original. No entanto, nem sempre é o caso. Desconheço se alguma vez sofri deste problema, mas já o vi acontecer com outras pessoas. Claro que se pode denunciar o conteúdo, mas é uma situação chata e desnecessária. 

#5. Bloquear automaticamente contas de spam

Outro dos grandes males desta plataforma é a quantidade de contas falsas ou de spam que existem. Calculo que já vos aconteceu serem bombardeados com identificações em contas para ganhar seguidores ou então comentários com o mesmo fim. Não estando em nenhuma dessas redes duvidosas para angariar tráfego, não compreendo porque é que me vêm sempre chatear. Antes limitava-me a ignorar ou apagar (se fossem comments), mas agora bloqueio logo. Não há paciência. Deviam criar uma espécie de filtro que limpasse logo essas contas fantasma. Aposto que iam ver muitas pessoas a perderem milhares de followers.



São utilizadores frequentes do Instagram? Concordam com estes pontos? O que mudavam?

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Pequeno update da minha vida

Quem me segue no instagram já percebeu duas coisas, não tenho publicado histórias e quando o faço é a resmungar com algo relacionado com trabalho. Assim se resume a minha vida, basicamente. 

Agora a sério, a minha vida profissional sofreu algumas mudanças. Sem entrar em grandes detalhes, até porque eventualmente falarei melhor sobre o tema em questão, digamos que o meu contracto não ia ser renovado e nem imaginam o porquê (depois conto). Entretanto uma colega precisou meter baixa devido a uma gravidez de risco e voilá, de repente eu já fazia falta. Resumindo e concluindo, agora além das minhas funções antigas, também sou "Director de Produção"  é bem mais trabalhoso do que as séries fazem crer. Melhor parte, continuo a ganhar o mesmo. E sim, o valor é uma anedota.

Escusado será dizer que tenho andado esgotado, tanto física como psicologicamente. Se as cabeçadas de sono nas viagens de comboio, ao final do dia, aconteciam com regularidade, agora é em qualquer lado. Até em pé, à espera de metro, dou por mim a fechar os olhos e a adormecer. Isto porque, obviamente, à noite levo uma eternidade a apagar os meus pensamentos. A única coisa que me ajuda a relaxar são os vídeos de ASMR.

Este é o principal motivo pelo qual tenho andado mais ausente das vossas páginas. Sorry! Chegar a casa às 20h, depois de andar a saltitar, literalmente, entre dois postos, é extremamente cansativo. Percebem agora o porquê de raramente sair e preferir ficar em casa? Não nego que gosto do(s) trabalho(s), mas a motivação é zero. Por muito que queira, ir ler publicações e comentá-las torna-se num processo penoso quando não deveria ser. A solução que encontrei é começar a fazê-lo na hora de almoço. Como agora fico sozinho, sempre é um tempinho que tenho para respirar.

Pensar que quando éramos mais novos queríamos ser adultos. Idiotas.

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

5 tipos de pessoas a evitar no Instagram


1. Seguem e deixam de seguir

Comecemos pelo mais comum e irritante. Compreendo o desejo de querer aumentar o número de seguidores numa rede social com tanto impacto como o instagram, mas não há necessidade de recorrer a jogos sujos. Acordar com menos 20 followers acontece com tamanha frequência que já passou de ridículo a frustrante. Não aceito de maneira nenhuma esta brincadeira de gato e rato que algumas pessoas, incluindo bloggers "acarinhados" por muitos de vós, impõem aos outros. É tão simples quanto isto, se gostam do conteúdo, sigam, caso contrário, continuem a fazer scroll.

2. Promovem-se nos comentários

São raras as vezes que comento publicações no instragram. Não se trata de não gostar de nada do que vejo, mas porque morro de vergonha. Não vos consigo explicar o porquê, portanto não percam muito tempo a pensar nisso. Certo é que cada vez mais surgem casos de usuários que, quer façam likes ou não, resolvem deixar nas nossas páginas um belo "follow 4 follow" ou "click here for more followers". Why?! Visto que os apago numa questão de segundos, é uma autêntica perda de tempo. 

3. Tentam copiar a estética alheia

A par do primeiro, este é o tipo de pessoas com maior afluência nas terras instagrâmicas. A linha entre inspiração e cópia é muito ténue e são muitos os que a ultrapassam. Embora nunca me tenha acontecido pessoalmente, basta abrir a aplicação para encontrar várias situações destas. Conheço uma pessoa que se deu ao trabalho de comprar flores e luzes decorativas IGUAIS às de uma amiga com algum sucesso só para poder recriar as suas fotografias, posições dos objectos e tudo. Infelizmente não estou a inventar, existem mesmo pessoas tristes por aí. Outro caso muito popularizado é o daquele namorado que fotografava a namorada de costas e de mão dada. A quantidade de gentinha que já os imitou é maior do que a arrogância do Trump. Agora pensem.

4. Publicam tudo a triplicar

Primeiro eram os blocos brancos para separar imagens ou temas, agora fazem upload da mesma fotografia 3x. Calculo que a ideia seja ser "original" ou "irreverente" mas só estão a conseguir ser irritantes mesmo. Já me aconteceu gostar tanto de uma foto que ponderei publicá-la duas vezes com filtros diferentes, mas se realmente o fizesse, seria com bastante tempo de diferença entre elas. Não percebo mesmo o porquê de colocar a mesma imagem três vezes de seguida. Além de poluir o nosso feed, do ponto de vista estatístico é um crime.

5. Meme Lovers

Que me perdoe quem gosta mas, detesto entrar numa conta e ver lá memes (com ou sem piada) em vez de fotografias a sério. Não querendo soar antiquado, existem plataformas específicas para todo o tipo de conteúdos portanto nem sempre as misturas dão certo. Algo ocasional ou minimamente relevante ainda passa, mas mais do que isso é um big no no for me. Para isso prefiro ir ao 9gag ou tumblr.


Conhecem pessoas/perfis assim? Há algum tipo específico de que não gostem?

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Instajekyll and Mr. Hyde


No início do ano declarei oficialmente o meu amor pelo instagram. Para alguém que pouco ou nada liga à maioria das redes sociais, foi quase inédito o interesse instantâneo que esta plataforma despertou em mim. Embora não esteja propriamente no mesmo patamar obsessivo de algumas pessoas, o certo é que partilho uma fotografia por dia.

Estava a fazer um scroll geral pelo meu perfil quando me apercebi de um factor curioso, o contraste entre tons frios e quentes. Correndo o risco de estar a soar filosófico ou simplesmente idiota, esta dualidade colorida representa perfeitamente a minha personalidade. Ora yay, ora nay.

Ninguém gosta de admiti-lo, mas tenho consciência que não tenho um feitio propriamente fácil. Da mesma maneira que sou a vida da festa, consigo ser a depressão em pessoa.


Apesar da qualidade miserável e inexplicável dos print screens expostos, acho que dá para perceber a diferença a que me refiro.

Durante muitos anos fui um amante da cor, quanto mais melhor. Não é que abominasse o preto e branco, mas não conseguia compreender quem preferia o good ol' black and white a toda uma palete de cores surtidas. Com o tempo, comecei a apreciar a beleza dos tons mais sóbrios. Sim, continuo a dar prioridade às tonalidades mais fortes (tenho uma queda para pores-do-sol florescentes), mas o conjunto de imagens a cima é provavelmente o meu favorito de sempre.

No que toca a roupas, é o total oposto. Sempre vesti peças mais escuras e só nos últimos anos é que permiti a entrada de tons mais alegres no meu armário um tanto ao quanto fúnebre. Bem disse que era complexo.

@ricardo.francisco

Nunca pensei que um mero feed fotográfico tivesse a capacidade de me fazer embarcar numa viagem auto-reflexiva. Parece que afinal as redes sociais têm mais camadas que a superficial.

Se ainda não me acompanham pelo instagram (rudes), basta clicarem AQUI.


São adeptos de cores fortes ou frias? O instagram reflecte a vossa personalidade?

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Já chega, não? | Don't follow back? Bye


Como reza a tradição, chegou a hora de mais um "Já chega, não?". Sendo o primeiro do ano, parece-me oportuno relembrar que este é um segmento mensal dedicado a críticas à blogosfera ou sociedade em geral. Não é um espaço de maldade ou capítulos soltos de um "burn book" à la Mean Girls, mas sim de diálogo e possível evolução (se for caso para isso). O tema de hoje é algo com que todos nós estamos familiarizados, unfollowers.

Qualquer pessoa com presença online, sabe que uma das formas mais eficazes de saber se o nosso conteúdo chega a alguém, é através dos seguidores. Especialmente no blogspot, por muitas visitas ou comentários que possamos receber, se forem feitos ao acaso, não há garantias de que possam voltar à nossa página. Independentemente dos motivos que nos levam a seguir alguém, (os meus são estes AQUI), a partir do momento em que o faço, é como se estivesse a dar o meu carimbo de qualidade à página.

É importante perceber que da mesma maneira que temos o direito de seguir quem quisermos, o mesmo aplica-se na situação inversa. Confesso que só o fiz uma única vez e porque a pessoa em questão deu uma volta de 180º ao conteúdo, transformando-se numa espécie de confessionário sexual a tempo inteiro. Não sou nenhum pudico, mas digamos que não é esse tipo de leituras que procuro nesta plataforma.

Já perdi uns quantos seguidores aqui no Ghostly Walker  ainda esta semana foi um  e embora seja irritante, a vida continua. O problema é quando alguém o faz só porque não seguimos o blog de volta. Se têm like na página do facebook já sabem desta história, mas basicamente isto aconteceu-me no final de Dezembro. Juntem-se crianças, está na hora do conto.

Era uma vez um daqueles comentadores migratórios (bastante conhecido por muitos de vocês, embora permaneça no anonimato) que aqui vinha quando as estações se alteravam. Numa dessas visitas, deixou a sua opinião que, diga-se de passagem, raramente ultrapassava cinco palavras, e seguiu-me. Passou-se um dia e já tinha levantado voo. Estando numa altura parada, não foi propriamente difícil perceber quem tinha sido o(a) Judas. Para me assegurar que não eram macaquinhos da minha cabeça, resolvi fazer uma pequena experiência: segui-o(a). O relógio não andou mais que duas horas e já tinha voltado ao mesmo número de seguidores. A audácia daquele ser foi tal que teve o descaramento de comentar outro post como se nada fosse. Concluída a minha mini-investigação, dei um unfollow que foi imediatamente correspondido, e fiquei seriamente na dúvida se aquele teria sido o primeiro ataque da ave rara. Vitória, vitória, acabou a nossa história. Dado o teor infantil da sequência de eventos, pareceu-me apropriada a temática.

Esta situação é o pão nosso de cada dia no Instagram mas ao menos está à distância de um mero clique. Pensar que alguém se dá ao trabalho de ir à homepage, depois a lista de leituras onde vai ter que encontrar, no meio de centenas, o terrível blog que cometeu o crime de não os seguir de volta, é no mínimo patético. Uma coisa é já não se identificar/gostar do blogger e/ou respectivo conteúdo, outra é iniciar uma missão criançolas de vingança só porque não teve o que queria. Que pessoa tão, tão triste.

Por incrível que pareça, este tipo de coisas acontece imensas vezes e por baixo dos nossos narizes. Quantas vezes não perdem seguidores e perguntam-se "porquê?". Agora têm outra razão para juntar à vossa lista de possibilidades. Compreendo o entusiasmo e desejo de ver os números a aumentarem  acreditem que faço uma festa sempre que recebo um  mas daí a vender a alma ao diabo vai uma diferença. Posso demorar mais a ganhá-los mas ao menos sei que cada seguidor é genuíno e não veio cá parar por uma troca de favores.

A seguir ainda há um nível pior, as pessoas que instalam programas para ganhar "seguidores fantasma" ou os compram. Sim, se não sabiam desta prática, tenho-vos a dizer que além de não ser nenhuma novidade, é algo cada vez mais comum. A moda começou no tumblr e espalhou-se para o instagram, onde existem contas com 9999 seguidores e fotografias que se ficam pelos 100 likes. Não faz sentido. Não me admira que o blogspot seja o próximo.


Já passaram por uma situação destas? 
Deixam de seguir quem não vos segue de volta? E comprar seguidores, yay or nay?

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Estou viciado no Instagram

Imagem original: x

Levei algum tempo a aceitar esta situação, mas não há como negar, estou viciado no Instagram

Tudo começou em finais de 2013, quando houve um surto daquela que é hoje considerada uma das redes sociais mais populares do mundo. Embora soubesse da sua existência, foi através da minha namorada que comecei, pé ante pé, a entrar neste universo. Na altura nem sequer tinha um smarthphone mas a curiosidade era tanta que procurei de tudo na internet para contornar o sistema. Sem sucesso, e como não sou o tipo de pessoa que gasta balúrdios a renovar telemóveis cada vez que sai um modelo superior, restou-me aguardar pelo dia em que precisasse arranjar um novo. 

Meses depois, por intervenção dos deuses electrónicos ou pura mediocridade dos fabricantes, o meu telemóvel morreu, literalmente. Finalmente com um aparelho compatível em mãos, assim que instalei a maldita app, tudo mudou.

No início parecia uma criança e o instagram era o meu recreio. Dava-me a permissão de publicar mais do que uma fotografia por dia e usava os filtros oferecidos como se recebesse à comissão. Trágico. Com o passar do tempo, comecei a perceber como é que se jogava com os meninos grandes e dei uma volta de 180º à minha abordagem. O resultado foi imediato, as estatísticas aumentaram consideravelmente, mas em contrapartida, passei a olhar para a minha página como o Gollum para o anel.

É assustador perceber o quão dependente me tornei de uma aplicação. A primeira e a última coisa que faço quando acordo/deito, não é ver se tenho mensagens, mas sim quantos números aparecem nas notificações, como se a minha vida dependesse disso. Chegou ao cúmulo de estabelecer um período de meia-hora todas as noites, durante o qual publico religiosamente uma imagem (às vezes sou rebelde e fico um dia sem postar nada). Quem me chamou à atenção foi a minha namorada, e por muito que me custe admitir, ela tem razão.

Tenho consciência que existem pessoas verdadeiramente viciadas que fazem 50 uploads diários e dão toques duplos em 5000 pics, mas não implica que, só por ser numa escala menor, eu esteja isento. Hoje em dia sinto que estou tão preocupado em tirar fotografias que me esqueço de apreciar o momento.


10 Sinais de que estás viciado no Instagram:

1. Se tiver potencial é fotografado, até uma pastilha elástica no chão
2. Ninguém toca na comida antes de a fotografares primeiro
3. Tiras 80 selfies na esperança que pelo menos uma fique decente
4. Fotografia com poucos likes? Delete
5. Julgas os filtros que os outros utilizam
6. Pessoas que utilizam 40 hashtags do género #cuteboy? Ew
7. Ficas ofendido quando não te seguem de volta
8. Ficas ofendido quando alguém que não seguiste de volta, deixa de te seguir
9. Quando a tua fotografia alcança os 100 likes sentes-te um social media mogul
10. Vives para os números na caixinha laranja


Partilhamos este vício? Já se sentiram assim com outras redes sociais?

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

#Instafood | Healthy Couture



Gretchen Röehrs levou o conceito de instafood a um novo extremo. Em vez de partilhar fotografias de comida como o utilizador comum, a ilustradora de moda resolveu transformar alimentos em vestidos de alta costura.

No caso de estarem a pensar no bife gigante que a Lady Gaga usou nos VMA's de 2010, não tem nada a ver. A Gretchen não veste comida, ajeita-a em cima de papel e desenha bonecas de a acompanhar. O resultado são autênticas obras de arte que mais parecem protótipos do Alexander McQueen.

(clicar na imagem para aumentar)







Sem saber, já acompanho o trabalho desta ilustradora norte-americana há algum tempo. Depois de um ano a ver alguns dos seus trabalhos aparecem anonimamente no tumblr, descobri acidentalmente a sua conta do instagram e fiquei fã.

(clicar na imagem para aumentar)












Não há nada que aprecie mais do que uma mente criativa. Isto de transformar uma casca de banana em macacões ou fazer com que uma alcachofra pareça um vestido de baile, tem que se lhe diga. Curiosamente a comida utilizada até é bastante saudável: frutas como morangos e amoras, brócolos e outras verduras, ostras, e uma fatia de pão (o único hidrato de carbono).

(clicar na imagem para aumentar)


Se tal como eu ficaram rendidos às peças originais da Gretchen Röehrs, podem ver mais projectos AQUI.

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