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quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

TGW Awards: Top 10 Horror Movies of 2O17


Após um início mais soft com o TOP 10 ANIMATED MOVIES, chegou a altura de engolirem em seco, vamos falar sobre filmes de terror. Comparativamente com a edição anterior, considerei 2017 um ano mais fraco neste campo. Apesar de alguns sucessos inesperados de bilheteira, o certo é que o factor "medo" pouco ou nada foi explorado, pelo menos no sentido fantasioso da palavra. Ocorreu sim, uma exploração deste sub-género cinematográfico focando-se em questões sociais e humanas.

Consciente de que nem tudo podem ser Samaras Morgan ou espíritos malignos, tive que realizar um exercício interno e expandir os meus horizontes sobre o que é um filme de terror. Por esse mesmo motivo, resolvi incluir na lista obras que, embora catalogadas como tal, e em outros anos nunca as aceitaria como produções de "terror", merecem todo o crédito.

Um pequeno à parte, como nunca cheguei a terminar a saga SAW e não vi o primeiro Creep, não coloquei as mais recentes sequelas na lista por não as ter visto. No entanto, fica a nota de que se o tivesse feito, possivelmente teriam entrado no top 10.

MENÇÕES HONROSAS: MOTHER! | ALIEN: COVENANT | LIFE 

.10.. IT COMES AT NIGHT
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

Num cenário pós-apocalíptico, uma família luta pela sobrevivência face a um vírus altamente contagioso. Quando elementos externos pedem refúgio, estranhos fenómenos começam a acontecer. Desprezado pelo grande público por considerarem que os posters e trailers prometiam algo que o realizador nunca esteve disposto a desenvolver, It Comes At Night foi marginalmente injustiçado. Não chegando ao mesmo patamar do primo The Road (2005), é um filme sobre a paranóia colectiva, o pânico que povoa os pesadelos que "aparecem à noite", as mentiras, a desconfiança, basicamente tudo o que de podre existe na sociedade. O que considero mais interessante é o facto de em momento algum recebermos qualquer tipo de explicação sobre o que está a acontecer. Simplesmente estamos a observar as acções de uma família que tenta sobreviver a todo o custo e that's it. Se preferem mais acção, esta não é de todo a melhor aposta para vocês. Se, por outro lado, preferem algo mais subjectivo, com cenas de fotografia lindíssimas e uma crescente sensação de claustrofobia, então sejam bem-vindos.


..9.. HOUNDS OF LOVE
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

Vicky Maloney é sequestrada aleatoriamente, a duas ruas da sua casa, na Australia, por um casal perturbado. Enquanto refém e alvo de actos de violência física e sexual, ela observa a dinâmica entre os seus captores e rapidamente percebe que terá que criar uma divisão entre eles para conseguir sobreviver. Hounds of Love é a aposta mais pesada desta lista face a sua temática. Sem recorrer a efeitos especiais ou almas penadas, consegue mexer com o espectador de uma maneira que é impossível colocar por escrito. À primeira vista, podem cair no erro de pensar que estamos perante um exemplo de exploração, utilizando os tormentos da vítima como objectivo de chocar o público, mas não. Quando percebemos que a história não é sobre a jovem de 16 anos mas sim sobre Evelyn, uma mulher extremamente traumatizada que atende cegamente a todas as vontades do marido e serve como cúmplice nos seus crimes. Mais que a relação entre a vítima e os raptores, é o relacionamento entre o casal perturbado que move toda a trama. É um filme intimista, os diálogos são escassos, e há cenas de beleza que contrastam com outras extremamente revoltantes. A violência sexual na maioria das vezes é implícita, mas não diminui o nó que se cria no estômago. A actuação do trio de protagonistas é merecedora de todos os elogios, em especial a actriz Emma Booth, que mesmo com as suas acções deploráveis, é capaz de despertar em nós um sentimento de pena.

..8.. HAPPY DEATH DAY
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

Conheci o trailer deste filme quando fui ver o It ao cinema e inicialmente pensei que fosse uma produção juvenil da treta. WRONG. É raro fazerem obras de terror com humor como deve ser, mas aqui encontraram o balanço perfeito. Em Happy Death Day, Tree é uma universitária que, por razões desconhecidas, está presa no seu dia de aniversário, revivendo-o num loop que termina sempre com a sua morte. Enquanto espectadores, passamos exactamente pela mesma frustração que a rapariga, ao vermos a mesma história repetidamente. A evolução da protagonista até conseguir o dia perfeito é soberba, passando de uma menina pretensiosa a alguém por quem qualquer um quereria ser amigo ou algo mais. Não sendo o conceito inteiramente original, é refrescante pela sua abordagem. É uma produção que cumpre o seu propósito, reconhecendo os clichés em vez de os ignorar.


..7.. ANABELLE: CREATION
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

Se há uns anos me tivessem dito que o filme Annabelle teria uma prequela e que eu a colocaria na lista dos meus favoritos de terror, provavelmente ria-me na vossa cara. À medida do que aconteceu com outra longa-metragem do género, Ouija, o assassinato pela crítica fez com que a história fosse completamente repensada e o resultado foi positivamente chocante. Recuando às origens da maléfica boneca de porcelana, somos apresentados a uma família que perdeu a sua filha num acidente trágico. O pai, um criador de bonecas, e a sua esposa acolhem uma freira e várias meninas em sua casa, depois do orfanato ter sido destruído. A partir desse momento, todos se tornam num alvo de uma entidade. Possivelmente este é o filme com o tipo de terror que todos nós procuramos, isto é, fácil, repleto de jump scares, músicas sinistras e figuras obscuras. Resultou, saltei, gritei, engasguei-me, etc. Pode não ser necessariamente inovador, mas a maneira como se conectou com o primeiro Annabelle, deixou-me com uma sensação de satisfação pura. Nada como conseguir encontrar aquela peça que faltava para completarmos um puzzle.

..6.. A CURE FOR WELLNESS
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

Neste filme um ambicioso jovem executivo é mandado a uma clínica de spa nos Alpes suíços, onde pessoas ricas tratam dos seus problemas de saúde, para ir buscar o CEO da sua empresa. Quando lá chega, percebe que os métodos para curar os pacientes são tudo menos comuns e, guess what, enquanto descobre os mistérios da instituição, é diagnosticado com o mesmo problema. Realizado por Gore Verbinski, A Cure For Wellness, foi um dos filmes que maior curiosidade despertou em mim no ano passado, maioritariamente pelos posters publicitários aquando do seu lançamento. Se ainda não viram, peço-vos que não cliquem no trailer. Conta praticamente tudo o que acontece. Além de um trio de protagonistas competente, o que me conquistou nesta produção foi a fotografia. É de cortar a respiração, um trocadilho que mais tarde vão perceber. Admito que o desfecho deixou muito a desejar, especialmente após quase 3h de filme, mas tudo o resto é satisfatório.


..5.. GERALD'S GAME
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

Realizado por Mike Flanagan, Gerald's Game acompanha a aventura de uma mulher que fica algemada a uma cama durante uma tentativa de reacender a paixão sexual com o seu marido. O problema é que a "brincadeira" inesperadamente passa a um caso sério de sobrevivência, quando ele morre devido a um ataque cardíaco, deixando-a algemada à cama. Uma adaptação do livro homónimo de Stephen King pela Netflix que, apesar da aparente premissa tola, é tudo menos isso. Com Carla Gugino e Bruce Greenwood como protagonistas, somos atirados para uma situação onde até um local seguro como um quarto se tornar num território fatal. Está fantástico e sim, há sustos!

..4.. RAW
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

Vencedor do prémio da crítica no Festival de Cannes, Raw causou polémica por causar desmaios numa das sessões de visionamento no Festival de Toronto, em 2016. Tal sensacionalismo retira o mérito a uma longa-metragem francamente superior a um mero shocker. Justine é uma jovem de 16 anos, virgem e vegetariana, que vai para a Universidade de Veterinária onde a irmã também estuda. Forçada a comer fígado de coelho cru, cortesia dos veteranos, algo de animalesco acorda dentro dela. A partir do momento em que comeu carne pela primeira vez, o apetite dela vai ganhar proporções drásticas, não se restringindo à palete alimentar animal (irracional). Se passarmos a barreira do canibalismo, esta longa-metragem oferece um contexto muito maior sobre os idealismos alimentares, e o facto da sociedade renegar tudo o que foge à norma. Justine acaba por ser uma representação da fraqueza que transforma as pessoas comuns em animais irracionais. Neste aspecto a protagonista, Garance Marillier, conseguiu transmitir todo o medo e ansiedade da sua personagem através do olhar. Olhar esse que descobre o mundo através do seu instinto, da atracção sexual, do seu próprio corpo, e do seu lado mais negro.


..3.. SPLIT
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

De uma certa forma, o início deste filme faz lembrar Saw ao vermos três raparigas num quarto fechado, sem qualquer aparente opção de fuga. Rapidamente percebemos o que aconteceu, elas foram raptadas e estão reféns de um indivíduo muito... especial. Este é interpretado de maneira sublime por James McAvoy, no seu melhor papel em memória recente. Aliás, é errado utilizar o termo no singular. Enquanto Kevin, um homem com um transtorno dissociativo de identidade, o actor vive nove identidades diferentes, sendo que a mais perigosa de todas, a décima, está prestes a vir ao de cima. Acabamos então por entrar num carousel de interpretações a cima da média, sem que haja qualquer ligação entre as diferentes personalidades. Estão a ver Orphan Black? É semelhante. Se existisse justiça, o McAvoy seria nomeado a um Óscar pelo seu trabalho neste filme. A rapariga co-protagonista, Anya Taylor-Joy (a leading lady do vencedor desta lista no ano passado, The Witch), também merece reconhecimento. A forma como contracena de forma mais intensa com o James, é simplesmente mágica.

..2.. IT
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

Um dos maiores blockbusters deste ano, o improvável remake de um dos maiores clássicos de Stephen King, IT, causou um valente prejuízo aos circos. A história que conta uma série de desaparecimentos de crianças na cidade de Derry, nos Estados Unidos, e acompanha um grupo de sete adolescentes que pretendem obter respostas, foi uma das surpresas do ano. Ainda assim, não é a obra-de-arte que muitos pregaram. Embora aprecie o facto de manter os elementos assustadores da versão de 1990, sob uma lente moderna, caiu na tentação do excesso de efeitos especiais, o que sinceramente dispensava. Por vezes a subtileza causa mais impacto que algo extremamente exagerado. 

Dito isto, há que elogiar o facto de abordarem temas importantes como a pedofilia e racismo. Assuntos desenvolvidos de forma bem realista e pesada, fazendo um contraponto interessante com o antagonista. Também o elenco está de parabéns, em especial o Bill Skarsgård que viveu o vilão Pennywise de forma verdadeiramente assustadora e tão convincente quanto o original de Tim Curry. Embora seja um filme de terror, existe momentos hilariantes que nos fazem criar vínculos afectivos com os jovens actores que, diga-se de passagem, são fantásticos.


..1.. GET OUT
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

Nos dias que correm são raras as produções que conseguem fazer jus à hype, leia-se, The Girl on the Train, mas esta conseguiu triunfar onde muitas erraram. Get Out é um filme de terror psicológico com a capacidade de se tornar num clássico dos tempos modernos. Sem se limitar a recorrer aos habituais truques de luz e som para provocar sustos no público, esta longa vai construindo uma narrativa sólida com personagens fortes e bem desenvolvidos. Algo muitíssimo raro no género em questão.

Na trama acompanhamos Chris, um afro-americano, que vai visitar os pais da namorada ao misterioso subúrbio caucasiano em que residem. Jordan Peele, a mente criativa por trás do guião, escreveu uma premissa com tensões raciais mas extremamente interessante. Mas atenção, seria um verdadeiro crime caírem no erro de pensar que este é apenas "mais um filme contra racistas". Não é, é muito mais que isso, é o vencedor do Ghostly Award de Melhor Filme de Terror de 2017.


Já viram estes filmes todos? Qual foi o vosso filme de terror favorito do ano?

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Horror Movies to watch on Halloween II


Por esta altura não é novidade nenhuma o facto de adorar o Halloween. Embora nunca o tenha celebrado devidamente, deixo-me sempre contagiar por esta aura fantasmagórica que paira no ar. Este ano fiquei encarregue de decorar o estúdio onde trabalho para fazer jus à época e foi a melhor coisa que me podiam ter feito. Mal posso esperar pelo Natal!

À medida do que fiz no ano passado, e após a boa recepção, voltei a elaborar uma pequena lista com algumas sugestões cinematográficas para o fim-de-semana pré-dia das Bruxas. Para fugir um pouco à maré de publicações que por aí vêm sobre o mesmo tema, optei por algo um pouco diferente.

Em vez de me concentrar em escolhas mais evidentes como Hocus Pocus, Halloweentown ou The Ring, apostei em longas metragens menos populares (excepto uma delas, vá). Como é óbvio o género em destaque é o terror, mas se forem de susto fácil não se preocupem, há variedade no que toca ao tipo, seja físico ou psicológico. Assim sendo, não faltam os thrillers e muito suspense, claro.

Para mais opções, podem consultar as listas "TOP 10 Classic Horror Movies" e "TOP 10 Horror Movies of 2016".


#1. It Follows (2014)
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

RESUMO: Jay era uma rapariga comum até ao dia em que, depois de uma noite de sexo com o namorado, acordou presa a uma cadeira de rodas. Desesperado, ele pede-lhe desculpa e explica que, através da relação sexual, lhe passou uma maldição de que foi vítima no passado. A partir daquele momento a vida da jovem vai mudar para sempre.

OPINIÃO: Numa era em que os clichés de género são mais que muitos, é incrível quando surgem obras como esta, com elementos originais e uma premissa deliciosa (tendo em conta a temática talvez este último adjectivo não tenha sido o melhor). It Follows parte do princípio que existe uma maldição à solta cuja única forma da vítima se livrar dela é passando a outra pessoa. Personificada por diferentes versões de pessoas, esta "entidade" maléfica persegue a vítima até a matar, sendo que o ritmo lento da tarefa acaba por ser mais tortuoso do que o desfecho. Conhecem a frase, "Podes fugir, mas não vais escapar?", é literalmente isso, o "ser" segue-os até ao fim. Ah, como é que passam a maldição adiante? Através de relações sexuais. alvez por isso as cenas de sexo são tudo menos excitantes, altamente frias e mecânicas. A ironia é tanta que é impossível não aplaudir a genialidade criativa aqui presente. Outro aspecto que vale a pena referir é a utilização de zooms no jogo de câmaras, criando uma sensação de voyerismo que acaba por criar um clima de tensão.


#2. The Craft (1996)
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

RESUMO: Uma recém-chegada a um colégio católico cai nas mãos de um trio de adolescentes marginais que pratica bruxaria, evocando feitiços e maldições contra qualquer pessoa que as irrite.

OPINIÃO: Apesar de se passar num ambiente de highschoolThe Craft é bastante obscuro e "pesado". O que começa por ser uma viagem interessante pelo mundo da magia e feitiços básicos como mudar a cor de cabelo, transforma-se num autêntico pesadelo. Quando as raparigas decidem praticar magia negra em busca de mais poder, começa a verdadeira acção. A Fairuza Balk é sublime no papel de Nancy Downs, a antagonista mais assustadora de sempre e má como as cobras, literalmente. O olhar maníaco dela ainda assombra os meus pesadelos. Este fim-de-semana quero rever este filme pela milésima vez e com direito ao ambiente certo, à luz das velas.


#3. The Invitation (2015)
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

RESUMO: Will era casado com Eden mas, após a morte acidental do filho deles, ela desapareceu. Dois anos depois, ela volta com um novo marido e convida o anterior para um jantar, juntamente com velhos amigos dele, a sua namorada, e outras pessoas que ele desconhece. Digamos que o jantar toma rumos inesperados e a questão presente é, há ali algo de errado ou é apenas paranóia?

OPINIÃO: Provavelmente a escolha mais "soft" desta lista. Estive aqui a debater de que maneira classificar este filme. Parece um drama, com toques de suspense, thriller, mistério, e terror psicológico. Bem, a verdade é que é uma mistura de todos esses elementos e o resultado é estranhamente positivo. O desenvolvimento da acção parece ser uma ode à lá Hitchcock. O mistério está presente do início ao fim. Ainda que a construção seja um tanto ao quanto lenta, somos imediatamente colocados no lugar do protagonista e expostos ao nosso instinto. Confesso que o motivo do jantar pareceu-me bastante evidente, tanto que percebi de imediato o que se tratava. No entanto, quando pensava saber tudo, heis que surge algo mesmo na cena final que me deixa surpreso.


#4. The Eyes of My Mother (2016)
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

RESUMO: The Eyes of My Mother mostra-nos uma família rural onde a filha, Francisca, é ensinada pela mãe a ser forte e não se incomodar face a acontecimentos chocantes e mórbidos. Anos depois de uma infância repleta de isolamento e solidão, a jovem deixa o seu lado sombrio tomar as rédeas da sua vida.

OPINIÃO: A premissa que poderia servir como história de superação, revelou-se um verdadeiro espectáculo de horrores. Aliás, foi classificada como tal, "terror", se bem que não concorde inteiramente com isso. Filmado a preto e branco e falado parcialmente em português — a família protagonista é de origem lusitana — a protagonista Kika Magalhães conquistou a crítica. Num registo digno de uma Norma Bates, a actriz consegue assustar e cativar empatia, em doses equilibradas, sem nunca perder noção do que é realidade, ou seja, os mortos continuam mortos e algumas pessoas já nascem más.  Com momentos poéticos, representados pelos lamentos de Amália Rodrigues, que ecoa pela casa vazia, o fado serve como aviso para a mudança psicológica da jovem. 


#5. IT (2017)
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

RESUMO: Em Derry, nos Estanos Unidos, uma série de desaparecimentos de crianças deixa a cidade assustada, mas os únicos que parecem reparar são 7 adolescentes, vítimas de bullying e que se auto-intitulam de "Losers Club". É quando unem forças que se apercebem que algo de errado se passa naquela localidade, e essa coisa tem a forma de um palhaço que regressa a cada 27 anos.

OPINIÃO: Considerado O filme de terror do ano pela crítica, foi com alguma hesitação e entusiasmo que fui ver este remake ao cinema. Ao longo dos anos foram várias as longas-metragens deste género que vi na grande tela, mas prefiro fazê-lo em casa. Normalmente são tão maus, que acaba por ser um desperdício de dinheiro. Felizmente não foi o caso. Ainda assim, não é a obra-de-arte que muitos pregam. O principal problema desta nova adaptação é cair na tentação do excesso de efeitos especiais. Por vezes a subtileza causa mais impacto que algo extremamente exagerado. 

Dito isto, há que elogiar o facto de abordarem temas importantes como a pedofilia e racismo. Assuntos desenvolvidos de forma bem realista e pesada, fazendo um contraponto interessante com o antagonista. Também o elenco está de parabéns, em especial o Bill Skarsgård que viveu o vilão Pennywise de forma verdadeiramente assustadora e tão convincente quanto o original de Tim Curry. Embora seja um filme de terror, existe momentos hilariantes que nos fazem criar vínculos afectivos com os jovens actores que, diga-se de passagem, são fantásticos.


Além do "IT", conhecem algum dos filmes? Se sim, qual é o vosso favorito?

domingo, 1 de janeiro de 2017

TGW Awards: Top 10 Horror Movies of 2O16



Por fim, a minha época favorita: os Ghostly Walker Awards  ou "The Ghostly's" como gosto de lhe chamar. Antes de nos lançarmos de pés e cabeça a 2017, chegou a altura de recordar o melhor do ano passado na área do entretenimento. Durante esta semana vou partilhar os meus favoritos nas categorias de Música, Cinema e Televisão. 

Nesta primeira sessão, começamos com uma novidade, um sub-top inteiramente dedicado ao Terror. Tal como aconteceu anteriormente com o mundo da Animação, apercebi-me que as produções deste género estavam a ser negligenciadas em prol das longas-metragens mais... dramáticas, vá. No meio de tanta desgraça, 2016 providenciou-nos um prato cheio de películas assustadoras de qualidade, algo praticamente inédito na actualidade.

Para serem elegíveis a uma posição no TOP 10, é necessário que as obras tenham sido oficialmente lançadas no ano em questão. Por outras palavras, se um filme estrear nos Estados Unidos em 2015 mas só chegar às salas de cinema portuguesas no ano seguinte  como aconteceu, por exemplo, com "The Lobster" ou "The Revenant" , não entra. Quanto ao processo de hierarquização, é o resultado de gosto pessoal e atenção às questões técnicas. É certo que não sou um entendido, mas gosto de apreciar todos os elementos cinematográficos para além da narrativa e representação.

Se algum dos vossos predilectos não se encontrar na lista talvez se deva ao facto de não o considerar propriamente um filme de terror (ex.: 10 Cloverfield Lane e The Shallows), ou então simplesmente não o vi.

MENÇÕES HONROSAS: VIRAL | THE OTHER SIDE OF THE DOOR | THE FOREST

.10.. THE AUTOPSY OF JANE DOE
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

Dirigido pelo cineasta norueguês André Øvredal, The Autopsy of Jane Doe foi uma das grandes surpresas do ano passado. Liderado por Brian Cox e Emile Hirsch, a competente dupla de actores interpretam pai e filho, ambos médicos legistas, responsáveis por determinar a causa de morte de uma jovem não identificada. Escusado será dizer que nada os preparou para a autópsia mais alucinante da vida deles. Embora a premissa e enredo geral não sejam necessariamente originais, o clima mórbido crescente deixa o espectador com uma sensação de insegurança bastante inquietante. Sem recorrer a rios de sangue ou monstros, este filme consegue cativar o público, ao lançar pequenas doses de informação, na altura certa, intercalando-as com alguns sustos competentes.


..9.. THE CONJURING 2
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

Na sequela do popular The Counjuring (2013), seguimos mais uma investigação paranormal do casal de investigadores de fenómenos sobrenaturais, Ed e Lorraine Warren. Os dois viajam até Enfield, no Reino Unido, para auxiliar uma mãe solteira que cria quatro crianças numa casa assombrada por espíritos malignos. Apesar de ser um pouco inferior em relação ao antecessor, The Counjuring 2, manteve os mesmos níveis de tensão e "medo" do original. Digamos que depois do terrível spin-off chamado Anabelle, não estava a contar com grande coisa mas, conseguiram surpreender-me (nesse campo).

..8.. OUIJA 2: ORIGIN OF EVIL
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

Se há um ano ou dois atrás me dissessem que o filme Ouija iria ter uma sequela, provavelmente teria gargalhado nas vossas caras. Felizmente a destruição geral por parte da crítica fez com que a Universal Pictures repensasse completamente a história e assim surgiu este Ouija: Origin of Evil. Deixando a actualidade e recuando até 1967, encontramos um trio familiar composto por uma viúva e as suas duas filhas que ganham a vida com sessões orquestradas de leituras espíritas. Quando a mãe resolve comprar um tabuleiro ouija para dar mais veracidade ao teatro, as coisas acabam por dar uma volta de 180º e a filha mais nova é possuída por um espírito. Contrariando todas as expectativas, esta produção foi uma verdadeira sessão de cardio. Não, não é original. Aliás, utiliza vários elementos de outras películas do género, mas a execução é tão boa que o resto não interessa. Só é pena que com o avançar do filme tenha começado a cair um pouco no ridículo.



..7.. DON'T BREATHE
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

Indicado por muitos como um dos melhores filmes em geral e de terror do ano, Don't Breathe não me encheu totalmente as medidas. Nesta longa-metragem que acompanha uma tentativa de assalto por parte de três jovens à casa de um idoso cego, o espectador é deixado completamente às escuras em relação ao enredo. Enredo esse que muitos elogiam como "original" mas talvez se deva ao facto de nunca terem ouvido falar do Wait Until Dark (1967), com a Audrey Hepburn. Não há como negar que é bom, mas não é nenhuma obra-prima do cinema actual. De facto cumpre o objectivo principal, mas a narrativa é um pouco básica e nem um pouco assustadora. Ainda assim, confesso que saltei uma ou duas vezes, vá. 

..6.. LIGHTS OUT
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

Sejamos sinceros, quem é que nunca teve medo do escuro? A premissa foca-se neste sentimento tão comum ao apresentar-nos Rebecca que, em criança, foi perseguida por um monstro chamado Diana. Com o tempo, percebeu que o ser só aparecia na ausência de luz. Anos mais tarde, e distante da família, a jovem descobre que o irmão mais novo está passar pelo mesmo. Inspirado numa curta do mesmo nome que se tornou viral no youtube, Lights Out deixou-me genuinamente assustado. Lamento imenso mas figuras estranhas com cabelos longos no escuro, hell no. Aliás, estou bastante arrependido por estar a escrever isto às 4 da manhã, no andar de baixo. O filme tem um roteiro coeso, mas pouco desenvolvido. A mais-valia é o uso inteligente da iluminação, que prende o espectador numa prisão de terror quase psicológico. Os sustos são constantes e existem momentos verdadeiramente previsíveis, mas o clima intenso compensa.


..5.. GREEN ROOM
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

Antes que me façam engolir o meu discurso inicial, estou ciente que Green Room não é propriamente um filme de terror, pelo menos no sentido convencional. Contudo, as constantes cenas de dilacerações, mortes e perseguições de nos tirarem o fôlego, fazem com que a minha consciência esteja tranquila. Nesta viagem pelo universo do terror alternativo, encontramos uma banda de punk/metal, sem dinheiro, que aceita o convite para actuar num bar de neonazis, no meio de uma floresta em Oregon, EUA. Uma dealer local é assassinada, a banda vê o cadáver e é detida no terrivelmente miserável camarim. O resto é um jogo de gato e rato para conseguirem escapar. Podem não saltar da cadeira, mas garanto-vos que chegam ao final sem unhas para roer. Está fantástico.

..4.. BASKIN
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

Elogiado pela crítica, Baskin é uma espécie de pesadelo até aos confins do inferno. Acompanhamos a história de cinco polícias de índole duvidosa que, numa ronda nocturna, são chamados de reforço para uma zona notoriamente conhecida por ser mal frequentada. Quando chegam ao local, um casarão abandonado, deparam-se com um verdadeiro espectáculo de horrores. Altamente macabra e explícita, esta produção turca impediu-me de dormir durante alguns dias. Não é que seja demasiado assustador, mas é tanta coisa a acontecer que o meu cérebro não conseguia parar de pensar no que tinha acabado de ver. Numa dança constante entre a realidade e a espiritualidade, o uso estratégico de flashbacks como "alívio" aos momentos mais intensos, é um dos pontos altos. Com várias pontas soltas, o final pode ser compreendido de várias maneiras, dependendo da imaginação de cada um. 

..3.. THE MONSTER
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

Após sofrerem um acidente de automóvel, mãe e filha ficam presas no meio do nada à espera do reboque. Simultaneamente, passam a ser ameaçadas por uma criatura estranha que vive na floresta junto à estrada. À primeira vista, a premissa parece ser do mais genérico possível, mas não. Tal como em The Babadook, o monstro da acção serve de metáfora para evidenciar os problemas de relacionamento que as duas protagonistas têm. A negligência e alcoolismo da mãe fizeram com que a criança fosse forçada a crescer mais depressa. Desse primas, a criatura tem uma representação diferente para cada uma delas, culminando num sentimento comum de perda. Extremamente intenso, o facto de fazerem do monstro uma presença quase inexistente que ronda a estrada, é genial. Não é por acaso que as cenas mais assustadoras são aquelas em que a câmara está apontada para a floresta escura, deixando que a imaginação do espectador faça o resto. Só é pena que o verdadeiro aspecto do ser seja tão... falso.

..2.. UNDER THE SHADOW
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

Escrito e dirigido pelo iraniano Babak Anvari, Under The Shadow conta a história de uma mãe e filha que vivem assombradas por um mistério sobrenatural durante a Guerra das Cidades, em Teerã, na capital do Irão. Fui completamente apanhado de surpresa com este filme. A combinação entre o terror real de um cenário de guerra e iminência de ataques, com o fantástico, provoca no espectador uma sensação de claustrofobia constante. Dei por mim confuso entre temer pela queda de uma bomba ou do aparecimento de... algo sobrenatural. A atmosfera e constante insegurança presentes durante todo o filme, prendem de tal forma ao ecrã que é impossível desviar o olhar. Incrível como a utilização do "terror" é feita de várias frentes, sem nunca perder a qualidade ou recorrer a clichés do género. Além da brilhante interpretação de Narges Rashidi (a mãe), há que destacar a fotografia e banda sonora, que servem de build up perfeito para o desenrolar da acção. É original, provocador e ousado. Sem dúvida merecedor de uma posição no pódio da lista.


..1.. THE WITCH
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

Arrisco-me a dizer que nunca viram um filme de terror como o meticuloso e hipnótico The Whitch. Situado no século 17, em New England, uma família extremamente religiosa vive isolada numa floresta que alberga uma bruxa. Não é o típico filme assustador. Seguindo um molde semelhante a longas como The Village ou The Blair Witch Project, o terror é psicológico. Quando não vemos nada propriamente explícito e mesmo assim sentimos medo, é porque o trabalho está bem feito. O director e roteirista, Robert Eggers, fez um trabalho excepcional ao relacionar simbolismos religiosos, misticismo e natureza. A fotografia e elementos sonoros são de cortar a respiração, e o núcleo de actores no mínimo, sublime. Como previ em Junho, quando o apresentei numa sessão de "Pocket Reviews", ganha o TGW Award de Melhor Filme de Terror do Ano.


Já viram estes filmes todos? Qual foi o vosso filme de terror favorito do ano?

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Horror Movies to watch on Halloween


Com o Halloween aí à porta, resolvi elaborar uma pequena lista com algumas sugestões cinematográficas para o fim-de-semana. Ciente de que, muito provavelmente, vai ocorrer uma enchente de publicações do tipo, tentei fazer uma selecção um pouco diferente. 

Coloquei de lado escolhas mais óbvias como os veteranos Hocus PocusHalloweentown ou The Ring e apostei em longas metragens menos populares. Para ter alguma variedade, fiz uma espécie de viagem pelo tempo, incluindo propostas de décadas diferentes.

Sim, o género em destaque não podia deixar de ser o terror  mas, para os mais assustadiços, não faltam thrillers e muito suspense. Para mais opções, podem consultar o "TOP 10 Classic Horror Movies" do ano passado.


#1. What Ever Happened to Baby Jane? (1962)
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

RESUMO: Em criança, Jane Hudson era uma estrela conhecida por "Baby Jane". Com o passar dos anos, caiu no esquecimento do público e vive com a irmã Blanche - uma antiga actriz que ficou paraplégica -, na sua mansão. Face a decadêncie evidente, Jane mantem vivo o sonho de voltar a pisar os palcos e para que isso aconteça, está disposta a cometer as maiores barbaridades contra a própria irmã.

OPINIÃO: Cansado das contínuas referências ao icónico What Ever Happened to Baby Jane? na pop culture actual, resolvi vê-lo de uma vez por todas. Melhor decisão dos últimos tempos. Esquecendo os atritos vividos pela dupla de protagonistas, Bette Davis e Joan Crawford, durante a gravação deste filme, o produto final superou as minhas expectativas. A Davis desempenhou a mimada lunática Jane com tamanha perfeição que até me admira como é que não ganhou o Óscar a que estava indicada. Dada a época em que foi concebido, classificaram-no como terror (além de crime e thriller), mas asseguro-vos que não há nada de assustador. Quer dizer, só se for mesmo a duração de +2h ou a maquilhagem da Jane, ah! É por isto que adoro clássicos, são tão puros. Brilhante!


#2. Fright Night (1985)
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

RESUMO: Charley é um amante de filmes de terror. Quando a casa ao lado ganha novos vizinhos, o jovem fica convencido que o seu comportamento estranho se deve ao facto de serem vampiros. Como se não bastasse esta situação, a sua mãe encanta-se pelo suposto vampiro e convida-o a entrar na casa deles.

OPINIÃO: Foi a colecção de cassetes do meu pai que me apresentou a este tesourinho. Embora seja considerado um filme de terror, Fright Night tem momentos absolutamente hilariantes. O charme dos anos 80 está mais presente que nunca, do guarda-roupa, aos penteados e música. Ainda assim, a melhor parte é mesmo a caracterização tão rudimentar dos ditos "vampiros". A história foi tão bem recebida pela crítica que até deu origem a um remake em 2011. De qualquer forma, se quiserem rir-se, esta versão é a ideal.


#3. Ginger Snaps (2000)
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

RESUMO: Durante um passeio nocturno por um parque, Ginger é atacada por uma espécie de lobo que a deixa gravemente ferida. O que se segue é uma série de mudanças físicas que deixam a jovem quase irreconhecível. Convencida de que o que se passa com a irmã mais nova é algo sobrenatural, Brigitte, a irmã mais nova, tenta encontrar uma cura para a maldição que se apoderou das suas vidas.

OPINIÃO: Aclamado pela crítica, Ginger Snaps é um dos poucos filmes de terror do início dos anos 2000 com qualidade. Contrariamente a outras produções da época, o sub-género teen horror é trocado por um clima à anos 80, com pinceladas de humor e muito gore. A narrativa e interpretações são surpreendentes, especialmente do duo protagonista. Relacionar a puberdade feminina com o mito do lobisomem poderia originar uma manifestação feminista, não tivesse sido escrito de forma inteligente, e por uma mulher. Lembro-me tão bem de ter uns 12 anos e de o ver umas três vezes, no mesmo mês, na MGM. Deu para perceber que fiquei impressionado? Uma pena que tenha passado despercebido pelo público.


#4. The Descent (2005)
NOTA: 8/10 | TRAILER: AQUI

RESUMO: Numa viagem dedicada ao desporto e aventura, seis mulheres ficam presas numa gruta, depois de uma rocha se soltar e bloquear a saída. Enquanto tentam encontrar uma forma de escapar, descobrem que estão a ser perseguidas por criaturas estranhas que se escondem na escuridão. 

OPINIÃO: À primeira vista o enredo parece ser o maior cliché de todos os tempos. Quase todas as produções cinematográficas apostam no mesmo tipo de raciocínio no que toca a viagens a lugares "estranhos". Dito isto, The Descent consegue quebrar os moldes pré-concebidos ao criar um clima intenso e genuinamente assustador. Quando as criaturas que habitam a caverna surgem em cena, o director descarta a luz e apoia-se nos sons para causar o pânico. O resultado é uma verdadeira viagem inquietante por parte do espectador. Não me considero claustrofóbico, mas este filme deixou-me seriamente na dúvida. Um dos factores positivos é o facto do elenco ser totalmente composto por mulheres, demonstrando que "frágil" é algo que elas não são. Dentro do género, mantem-se até hoje como um dos meus favoritos. 


#5. Don't Breathe (2016)
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

RESUMO: Três criminosos ganham a vida a assaltar casas. Um dia, recebem uma dica de que a habitação de um velho veterano num bairro pobre da cidade está cheia de dinheiro que ele recebeu quando uma senhora rica matou a sua filha num acidente de viação. Durante a vigia, os jovens descobrem que o homem é cego e que por esse motivo a tarefa está muito facilitada. O oposto acontece e corre tudo pior do que esperavam.

OPINIÃO: Vi-o ontem à noite e confirma-se o alarido que causou nos Estados Unidos, está bom! Vá, não vos quero deixar com as expectativas demasiado elevadas. Não é uma obra-prima do cinema actual mas cumpre o objectivo principal, deixar o espectador completamente às escuras em relação à história. Apesar da narrativa um pouco básica, e de não ser necessariamente assustador, confesso que ainda saltei uma ou duas vezes. Se preferirem longas metragens de suspense, esta é a opção indicada para vocês.


Além do "Don't Breathe", conhecem algum dos filmes? Se sim, qual é o vosso favorito?

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