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sexta-feira, 13 de outubro de 2017

MOVIE LOUNGE ⤫ BLADE RUNNER 2049 (2O17)


Considerado por muitos como o melhor filme de ficção científica de sempre, e um dos pioneiros no estilo neo-noir, Blade Runner (1982) voltou a materializar-se no grande ecrã. Trinta e cinco anos depois da obra-prima de Ridley Scott, a sequela realizada pelo canadiano Denis Villenueve surge como um alívio personificado ao prolongar e reinventar o universo original.

A acção toma lugar trinta anos após os acontecimentos em Blade Runner: Perigo Iminente, na versão portuguesa. Humanos e replicantes continuam a coexistir, embora a linha que os separa seja cada vez mais ténue. Os Blade Runners continuam a perseguir e "reformar" replicantes ilegais mas, até que ponto serão estes alvos realmente robôs? E afinal, quem é verdadeiramente humano? A premissa original de Hampton Fancher e David Peoples é, assim, preservada.



Não é segredo o meu amor pelo original e desagrado com as notícias de uma sequela (AQUI). Dito isto, tenho que dar a minha mão à palmatória e admitir que Blade Runner 2049 esforçou-se ao máximo para manter a visão de Ridley Scott. Através de paisagens futuristas, fruto de um genial trabalho de fotografia (Roger Deakins) e cenografia (Dennis Gassner), é assegurada a ambientação sombria e iluminação néon que tanto cativaram os fãs desde a década de '80.

O argumento não é revolucionário, mas oferece ideias que nos deixam a remoer a perpétua problemática do que significa estar vivo e consciente. O ritmo da narrativa é lento, algo arriscado num filme de quase três horas, mas os pontos altos justificam tal decisão. Confesso que nem dei pelo tempo passar. Estava de tal modo imerso na acção e maravilhado com a vertente visual que pouco me importou o facto de nem ter tido tempo para almoçar antes da sessão.


O principal problema desta produção prende-se ao casting. O elenco até é bastante a cima da média, mas existem duas escolhas que... não compreendo. Como temi desde o início, Ryan Gosling não se insere propriamente bem nesta temática. Tudo se resume a uma questão de gosto pessoal, mas é impossível não perceber que o actor assumiu uma espécie de "piloto automático" que parecia não ter percebido que o seu agente K, o protagonista, estava a viver um conflito interno sobre a questão da existência ou não da alma. Não posso revelar spoilers portanto permitam-me esta análise superficial. Digamos que para alguém que desenterra um segredo potencialmente perigoso para o equilíbrio da humanidade, falta ali qualquer coisa.


Ana de Armas foi uma autêntica revelação. Confesso que não estava familiarizado com o seu trabalho mas, tal como a maioria dos espectadores, fiquei rendido à sua performance fantasiosa de Joi. Aliás, praticamente cada vez que partilhava a cena com Gosling, afastava os holofotes dele e direccionava todas as atenções para ela. O mesmo acontece com o regresso de Harrison Ford, atirando o actor de La La Land (e o canastrão Jared Leto) para fora das luzes da ribalta. Não há qualquer dúvida de que Joi e Deckard são as personagens mais fascinantes desta longa metragem. De realçar ainda pela positiva a Robin Wright e Sylvia Hoeks.


Por muito que dispensasse uma sequela, não vos consigo descrever o que senti assim que a primeira frame aparece no ecrã e a música começa a ecoar pela sala de cinema. A banda sonora de Hans Zimmer e Benjamin Wallfisch é simplesmente mágica e transportou-me de imediato para a primeira vez em que vi Blade Runner, numa aula de Psicologia, há alguns anos atrás. Foi quase bizarro por sentir nostalgia de algo que nunca vivi, pelo menos na época certa. 


Blade Runner 2049 não chega aos calcanhares do irmão mais velho, mas é uma relíquia visual que merece ser vista de olhos bem abertos. Por ser um filme tão difícil como o primeiro, arrisca-se a ter uma recepção igualmente pouco interessada do grande público, mesmo com um elenco apelativo à la Hollywood e das várias reacções positivas.


Classificação IMDb: 8.6/10
Classificação Ghostly Walker: 8/10


Já viram o filme? Conhecem o original? Se sim, qual o vosso favorito?

segunda-feira, 25 de maio de 2015

"Blade Runner 2": É mesmo necessário?

Quando soube que iam fazer uma sequela ao Blade Runner de 1982, fiquei para morrer. O Ridley Scott anda a provocar os fãs há anos, mas só no mês passado se tornou oficial. Não só vai haver um segundo filme, como o Harrison Ford vai voltar a representar o papel de Deckhard. Só há um senão, o Ryan Gosling está em negociações para um papel.

Inspirado no livro Do Androids Dream of Electric Sheep (1968) de Philip K. Dick, Blade Runner é considerado pela crítica como o melhor filme de ficção científica de sempre, e um dos pioneiros no estilo neo-noir.

A história passa-se em Los Angeles, num futuro próximo, 2019. Com a deterioração do planeta e a consequente extinção de animais, o uso de "replicantes" (andróides) tornou-se num modo de vida. Produzidos pela corporação Tyrell, estes seres, geneticamente modificados, assemelham-se em praticamente todos os aspectos aos seres humanos, excepto na falta de empatia. Os replicantes são exclusivamente utilizados como escravos para o trabalho pesado em colónias fora do planeta, estando proibidos de viajar para a Terra. Aqueles que desafiem a proibição e voltem, são caçados e "aposentados" (mortos), por agentes especiais da polícia conhecidos como "Blade Runners". O enredo centra-se no polícia Rick Deckhard (Harrison Ford), cuja missão é capturar quatro replicantes desesperados por saberem o segredos para prolongar a sua longevidade.

Apesar de ceder a cadeira de director a Denis Villeneuve (Prisoners), Ridley Scott vai estar envolvido na sequela como produtor executivo. Segundo Scott, o Harrison Ford (72 anos) disse que o guião de Michael Green "é a melhor coisa que alguma vez li". Hum. O director de Alien - O 8º Passageiro, revelou ainda que a estrutura da história está dividida em três partes e que Ford só aparece na terceira. Tendo em conta esta informação, parece-me óbvio que o Ryan Gosling vai ser a estrela deste segundo filme. Ao fim ao cabo é uma espécie de passagem de testemunho do antigo Indiana Jones para uma nova geração e possível franchise.

Aparentemente a sequela vai decorrer 30 anos após o original, em 2049. Espero que o estilo sombrio, as iluminadas paisagens urbanas nocturnas e a estética futurista continuem presentes. Ah, e já me esquecia! As narrativas filosóficas que perpetuamente questionam a ideia do que significa estar vivo e consciente. Embora alguns dos replicantes que Deckhard caça sejam claramente dementes e perigosos, eles são simultaneamente motivados por um forte instinto de auto-preservação e atormentados com questões existenciais típicas dos humanos. 

Por norma prefiro ver primeiro antes de julgar, mas neste caso é difícil. Não me interpretem mal, o Blade Runner é dos filmes que melhor cotei no IMDb (9/10). Exactamente por gostar tanto é que tenho receio que, tal como acontece na maioria das vezes, não faça jus ao original. Às vezes é preferível terminar em alta do que prolongar e estragar tudo (Pirata das Caraíbas 10?). É certo que sempre quis saber o que aconteceu ao Deckhard e à Rachael, mas não agora, e muito menos com o Gosling à mistura. Calma, não odeio o Ryan. Apenas acho que existem melhores opções para um filme com esta temática, mas posso estar enganado.

Da esquerda para a direita: Harrison Ford em 1982 com 40 anos, agora com 72, e Ryan Gosling, 34 anos.

Ainda não há data de lançamento, mas como a fotografia vai começar a ser gravada no Verão do próximo ano, é possível que o Blade Runner 2 veja a luz do dia em 2017.

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