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domingo, 18 de setembro de 2016

Pocket Reviews | O que tenho andado a ver #24


Classificação IMDb: 6.7/10
Classificação Ghostly Walker: 7/10
SINOPSE: Ansel Roth é um homem atormentado. Após anos a ganhar a vida a tratar pessoas que sofreram lavagens cerebrais, perdeu toda a credibilidade. Quando um casal de idosos lhe pede ajuda para salvar a sua filha, que entrou para um culto, ele vê a oportunidade que precisava para recuperar a sua carreira.

OPINIÃO: Há uns meses atrás resolvi ter uma Mary Elizabeth Winstead movie night e assisti a alguns dos seus projectos. Tenho uma queda para um bom filme indie, isto é, produções que apesar de baixo orçamento, são ricas em criatividade. Sem conhecer o trailer ou sinopse, não fazia ideia que a história abordava o tópico "cultos"  brilhantemente trabalhados como em Martha Marcy May Marlene (2011).

Embora não seja tão séria como a história referida a cima, Faults é um mistério que nunca acaba, nem quando a tela escurece. Aliás, não me admirava se a cena final fosse um autêntico choque para a maioria dos espectadores. A visão do escritor e director Riley Stearns é fascinante por nos colocar no lugar das personagens, deixando-nos completamente desorientados. Aliado a prestações hipnotizantes do duo de protagonistas, Winstead e Leland Orser, aconselho vivamente a visualização deste filme.


Classificação IMDb: 5.8/10
Classificação Ghostly Walker: 6/10
SINOPSE: Viciada no trabalho, a vida de Alex é virada do avesso quando o marido a deixa. Agora, terá que enfrentar a sua nova realidade que passa por momentos banais a completamente catastróficos. No processo, a jovem advogada uma vulnerabilidade e força interior que desconhecia.

OPINIÃO: Ao contrário do anterior, este filme não me encheu totalmente as medidas. Não é bom nem é mau, é morno. No que toca à representação, acertaram no jackpot ao escolher a Mary Elizabeth Winstead como protagonista. A intensidade que coloca nas diferentes camadas da Alex são impressionantes e revelam uma excelente capacidade interpretativa.

O verdadeiro problema desta produção é o roteiro. A narrativa não é exactamente interessante, e sinceramente fiquei com a sensação que nem era essa a intenção. A moral da história é importante, especialmente porque é um problema sofrido por milhares de pessoas: a vida não é só trabalho e responsabilidades, é preciso apreciar as coisas que damos por garantidas. Não existe problema nenhum em apresentar um tema comum, mas ao menos que o façam de forma a manter o espectador colado ao ecrã. Não sei, fiquei a querer mais. 


Classificação IMDb: 7.3/10
Classificação Ghostly Walker: 8/10
SINOPSE: Socialmente incapaz e altamente impopular, Oliver Tate considera-se um autêntico génio literário e um cool guy. Para o Verão, o jovem de 15 anos estabeleceu dois objectivos: perder a virgindade antes do seu próximo aniversário, com Jordana, e evitar que a mãe troque o seu pai por um "guru" new age.

OPINIÃO: Anos. Levei anos a assistir a este filme e quando finalmente o fiz, só me quis esbofetear por ter demorado tanto. Submarine está mergulhado num mar de sarcasmo e, por vezes, chega a tornar-se irritante. Especialmente por causa do protagonista. Dei por mim a querer saltar para dentro da acção e abanar, tanto o Oliver como o panhonha do pai, a ver se eles acordavam para a vida.

Tecnicamente, adorei o modo de gravação em sequência. Com várias cenas visualmente apelativas, a banda sonora foi uma tacada de génio. Na voz de Alex Turner, vocalista dos Arctic Monkeys, as seis faixas são um autêntico festim para os meus ouvidos. É por todos estes factores que Submarine é uma aposta vencedora.


Classificação IMDb: 5.2/10
Classificação Ghostly Walker: 6/10
SINOPSE: Acabado de sair da prisão, Kermit volta a casa, um parque de roulotes em Mississipi, EUA. Enquanto se tenta meter longe de problemas, conhece Rachel, a vizinha que trabalha como stripper para pagar as contas médicas da mãe. Determinados a superar as suas circunstâncias, o casal de amantes tenta uma última jogada antes de partirem rumo a uma nova vida.

OPINIÃO: Mais uma para a lista interminável de produções sobre ex-presidiários e strippers. Ainda que bem mais dramático, foi impossível não me lembrar do filme Bare do qual falei (AQUI).

Confesso que nem tinha chegado a meio e já estava farto. Os clichés eram tantos que só mesmo o núcleo de actores competentes é que conseguiu elevar a fasquia da narrativa tão cansada e pouco original.

Uma das particularidades interessantes deste filme é o facto das interpretações dos actores secundários serem largamente superiores ao duo de protagonistas. A conhecida cantora country, Faith Hill, foi uma autêntica revelação no papel de mãe do Kermit. Foi refrescante vê-la num registo completamente diferente àquele a que nos habituou ao longo dos anos.

Já viram algum dos quatro filmes? Qual é o vosso favorito e o que gostaram menos?

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Favorite Movie Franchises ⤫ Part II


Se pensarmos que faltam apenas quatro meses até ao final do ano e a oferta de filmes, até ao momento, tem sido do mais pobre de sempre, o melhor mesmo é voltarmo-nos para o passado. Após revelar as minhas franquias cinematográficas favoritas (AQUI)apresento-vos a segunda parte.

Não é de mais relembrar que, por norma, as histórias que rendem sequelas acabam por perder qualidade a cada novo capítulo. Dito isto, há algumas que nos ficam na memória ou nos marcaram por motivos variados, nem que seja o fascínio infantil.

Aproveito para explicar, novamente, que optei por incluir produções com mais do que três filmes. Quer isto dizer que por muito que adore algumas duplas ou trilogias, não as considero propriamente franchises.

.#5. X-MEN
FILMS: 8 | TRAILER: AQUI

O universo dos super-heróis é extremamente confuso no que toca a fazer contas. Se nos focarmos única e exclusivamente no complexo "X-Men", foram feitos 6 filmes - três com o elenco original e outros três com novos actores. Contudo, tecnicamente, devemos incluir as duas produções realizadas do Wolverine  também o deveria fazer com o Deadpool, mas é ainda mais rebuscado. Colocando de parte questões logísticas, o meu fascínio com os mutantes nasceu na infância. Antes de se tornar numa das maiores franchises de Hollywood, não perdia um episódio da série animada, na SIC. Escusado será dizer que quando anunciaram que iam transportar a história para o grande ecrã, fritei a pipoca. Independentemente de adorar os novos actores, confesso que vi com algum desagrado a mudança no castNão duvido que ainda existam planos para fazerem mais filmes mas, por mim, bastava mais um a encerrar definitivamente a história e that's enough.

#4. AMERICAN PIE
FILMS: (8) | TRAILER: AQUI

Mais um exemplo de como o que é de mais enjoa. Aquela que começou por ser uma história ridiculamente divertida e sem qualquer sentido, tornou-se numa enorme fonte de vergonha alheia. Esquecendo os quatro spin-offs, absolutamente terríveis, as quatro fatias da American Pie principal marcaram uma geração. Certamente não foi pela divulgação de morais e bons costumes, mas por distribuírem valentes doses de riso. Entendo que tudo tem o seu tempo, mas se em vez de produções separadas, tivessem apostado numa continuação com o elenco original, calculo que muitas pessoas ficariam satisfeitas. Falo por mim, claro.

#3. THE HOBBIT
FILMS: 6 | TRAILER: AQUI

Lord of the Rings The Hobbit geraram duas trilogias de sucesso, mas como a segunda se trata de uma prequela à primeira, tive que as colocar no mesmo saco. Confesso que a magia d'O Senhor dos Anéis me passou um pouco ao lado. Tenho plena consciência da magnitude técnica destes filmes, mas não me moveram tanto como o The Hobbit  imagino que para os fãs isto seja uma verdadeira blasfêmia. Talvez se deva ao facto de ser bem mais velho quando a grande jornada do Bilbo Baggins saltou para os ecrãs, ou por não ser tão confuso, mas o certo é que adorei as três partes da narrativa. Os cenários, guarda-roupa e caracterização são tão bons que dava tudo para os voltar a ver em acção.

#2. SAW
FILMS: 7 | TRAILER: AQUI

Digam o que disserem, Saw é das franchises mais completas e melhor escritas das últimas décadas. That's right, I said it. Desde os tempos de A Nightmare on Elm Street (9), Friday the 13th (12), Halloween (10), e The Texas Chainsaw Massacre (7)  todos eles brilhantes mas que não constam da lista por apenas ter assistido a 2 ou 3 filmes de cada  que não existiam uma produção de terror tão elaborada. O facto de ter saído um filme por ano e todas as peças do puzzle se encaixarem na perfeição, revela que os criadores fizeram que hoje em dia é raro, dar importância aos pormenores e certificarem-se que tudo faz sentido. Lembro-me que quando saiu o primeiro fiquei absolutamente petrificado com a imagem do palhaço (aka a beldade na fotografia a cima) e da máscara do porco. Não nego, ainda hoje me dão arrepios.

#1. HANNIBAL
FILMS: 4 | TRAILER: AQUI

Nunca escondi o meu amor pelo género cinematográfico de terror, mas se pensarmos que este contou com grandes nomes do cinema como o Anthony Hopkins, Jodie Foster e Julianne Moore, está tudo dito. Pensar que o primeiro e icónico, The Silence of the Lambs, ganhou 5 Óscares, incluindo o de Melhor Actor, Melhor Actriz, Melhor Director e Melhor Filme. Vocês têm noção o quão raro este feito é tendo em conta que estas cerimónias privilegiam sempre os dramas? O quarto filme foi completamente desnecessário mas os dois primeiros são fantásticos. Tenho pena que não apostem mais neste tipo de terror, psicológico/criminal, e não necessariamente de "entidades".


Gostam de alguma destas franchises? Tem outras favoritas?

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Favorite Movie Franchises ⤫ Part I


Não é segredo nenhum que o meu amor pela sétima arte é do mais puro possível. A par da música, o cinema é uma das áreas que mais prazer me dá. Tenho consciência que por vezes sou um pouco "severo" nas minhas críticas, mas prometo que é justificado. Com o tempo aprendi que um elenco popular não é sinónimo de qualidade.

Sendo um ávido defensor de conteúdo rico e interessante, tenho uma opinião dispare sobre sequelas. Geralmente arruínam por completo a magia do original, mas existem excepções. Descendo temporariamente do meu pedestal de um wannabe film critic, reuni algumas das minhas franquias cinematográficas favoritas. Para não fazer desta publicação um testamento, dividi-a em duas partes. Como tal, não se espantem se faltar aqui alguma mais popular.

Aproveito para explicar que, optei por incluir produções com mais do que três filmes. Por muito que adore Kill Bill e The Ring, têm apenas duas continuações cada, não se podendo considerar propriamente uma franchise.

#5. FINAL DESTINATION
FILMS: 5 | TRAILER: AQUI

Tenho plena consciência que, de uma forma geral, este é capaz de ser um dos piores grupos de filmes de terror alguma vez produzidos. Dito isto, é um dos meus guilty pleasures. Considero os dois primeiros francamente bons. Só lamento que os seguintes tenham sido terríveis. Inspirado num episódio descartado de X-Files, a premissa valeu-se de uma originalidade que não existia em 2000. O facto da história se alterar a cada sequela, ajudou. Não existem planos para um sexto filme, mas tratando-se de Hollywood, tudo é possível.


#4. THE HUNGER GAMES
FILMS: 4 | TRAILER: AQUI

Tenho uma relação especial com esta saga. Devorei os livros  li o primeiro volume num dia  antes de saber que se tornariam filmes e posso dizer que gosto igualmente dos dois. Mantendo-se fiel ao original, senti-me satisfeito com o desfecho da trama. Lembro-me de ter ficado completamente submerso por este universo hipotético e não conseguir pensar em outra coisa. O elenco é fantástico e sinceramente penso que a Jennifer Lawrence teve uma interpretação soberba, especialmente nos últimos dois filmes. Aqui entre nós, bem superior às últimas que lhe deram a nomeação ao Óscar.


#3. HARRY POTTER
FILMS: 8 | TRAILER: AQUI

Nostalgia. É impossível referir esta saga sem a palavra "nostalgia" atrelada. Tinha 9 anos quando fui ver a "Pedra Filosofal" ao cinema e nem vos consigo explicar o que senti. Foi simplesmente mágico. Escusado será dizer que quis ser um feiticeiro, com direito a cicatriz e tudo. Mais de uma década e sete filmes depois, mantém um lugar predominante no meu coração. Cresci com aqueles actores/personagens e custou mais do que pensava despedir-me deles. Ainda assim, tenho um peso enorme na consciência por só ter lido duas das obras literárias. Não coloco de parte a possibilidade de ler tudo.


#2. RESIDENT EVIL
FILMS: 5 | TRAILER: AQUI

Critiquem-me, apedrejem-me mas adoro o Resident Evil. Era uma criança quando o primeiro saiu e fiquei literalmente aterrorizado com a temática zombie. Sem saber ao certo no que se estava a meter, a modelo Milla Jovovich acertou no jackpot ao ficar com o papel de Alice. Digam o que quiserem, mas o Resident Evil 1 é icónico. Vá, talvez esteja a exceder-me nesta afirmação, mas de qualquer forma, é fantástico. Após um começo quase perfeito, os restantes foram um autêntico desconsolo, piorando a cada fornada. Confesso que durante algum tempo tive uma tradição semi-anual de fazer uma maratona com a franchise, e só estou à espera que estreie o capítulo final para repetir a dose.

#1. ALIEN
FILMS: 6 | TRAILER: AQUI

Já o contei anteriormente, mas aos 9/10 anos comecei a assistir a algumas cassetes que o meu pai coleccionava. Foi assim que tive o primeiro contacto com filmes como Alien - O 8º Passageiro (1979). Há quem seja obcecado com Star Wars ou Lord of the Rings, eu sou com esta saga. 

Embora não seja, nem de perto, da minha "altura", assim que via capa da VHS parecia que estava numa loja de brinquedos, fiquei vidrado. Desde então já devo ter visto os primeiros quatro capítulos um milhão de vezes. Não, não me canso. Falando mais especificamente sobre o primeiro, é surpreendente como uma produção de 79 ter tamanha qualidade técnica que até um Óscar de Melhores Efeitos Especiais venceu. Em 2012 lançaram a prequela Prometheus (2012) e o amor foi o mesmo  vi-o, literalmente, duas vezes seguidas. Não estou a brincar.


Gostam de alguma destas franchises? Tem outras favoritas?

domingo, 3 de julho de 2016

Pocket Reviews #23 ⤫ "Lackluster Action Films"


Classificação IMDb: 5.2/10
Classificação Ghostly Walker: 2/10

SINOPSE: Quatro ondas de ataques cada vez mais mortais deixaram a maior parte do planeta Terra em ruínas. Num ambiente de medo e desconfiança, Cassie embarca numa missão para salvar o seu irmão mais novo, enquanto tenta escapar à inevitável e letal, 5ª onda.

OPINIÃO: Não há palavras para descrever o quão mau este filme é. Conseguiram o impensável e piorar o, já por si terrível, mercado de produções cinematográficas young adult.

Como se o amadorismo dos efeitos especiais não fosse suficientemente terrível, tanto a história como elenco não valem nada. Sem querer contar spoilers, como é que, no meio de uma fuga/luta pela vida, duas personagens que perderam as respectivas famílias e nem sequer se conheciam, se lembram de "hum, vamos fazer sexo". WHAT?!

O guião é uma atrocidade e estupidamente previsível. Pergunto-me se os livros são igualmente lixo. Passaram-se meses desde que o vi e ainda me questiono como é que a Chloë Grace Moretz, que considero uma pessoa e actriz decentes, aceitaram participar de algo de tão baixo nível.


Classificação IMDb: 6.1/10
Classificação Ghostly Walker: 3/10

SINOPSE: Criados como membros do exército da Rainha do Gelo Freya, o caçador Eric e a companheira Sara, tentam esconder o seu amor proibido enquanto lutam para sobreviver à dupla de irmãs Freya e Ravenna.

OPINIÃO: Tendo em conta que dei ao original uma classificação de 7/10 e este levou 3/10, está tudo  dito. Mais uma para a lista de sequelas que nunca deveriam ter sido feitas. Quando soube que havia planos para continuar a história de 2012 fiquei entusiasmado, mas sem a Snow White, não faz qualquer sentido. Quero lá saber do raio do caçador!

Além da narrativa ser aborrecida, não há qualquer tipo de conteúdo ou propósito de acção. Sinto que perdi o meu tempo, sinceramente. Por muito que adore o trio feminino em cena, Charlize Theron, Emily Blunt e Jessica Chastain, não me convenceram. Tendo em conta o material que tinham para trabalhar, não as condeno.

Se pertencem ao grupo escasso de pessoas que preferiu a sequela ao original, por favor contem-me o que tomaram durante a sessão. O final do filme sugere uma continuação, esperemos que aprendam com os erros deste.


Classificação IMDb: 5.9/10
Classificação Ghostly Walker: 4/10
SINOPSE: Após as revelações arrebatadoras de Insurgent, Tris vai escapar com Four para o outro lado das paredes que guardam Chicago e finalmente descobrir a verdade chocante sobre o mundo em seu redor.

OPINIÃO: Boas notícias: falta mais um filme. Más notícias: ainda falta mais um filme. Tentando desesperadamente recriar o sucesso arrebatador de Hunger Games, a série Divergent simplesmente não consegue chegar ao mesmo patamar.

A história não é suficientemente interessante e, à excepção da protagonista, o elenco juvenil não convence nada nem ninguém. Nem com a adição de grandes nomes do cinema como Naomi Watts ou Kate Winslet conseguiram reverter a situação. No one cares!

Esta terceira parte foi a gota final. O pouco de "mistério" perdeu-se e a justificação deixou um sabor amargo na boca. O espectador é deixado com mais questões do que quando começou. Além do mais, a duração é extremamente longa e cansativa. Se ainda não viram, preparem-se para duas horas perdidas da vossa vida.


Classificação IMDb: 7.4/10
Classificação Ghostly Walker: 6/10

SINOPSE: Adorado como um Deus desde o início da civilização, Apocalypse foi o primeiro e mais poderoso mutantes do mundo. Ao acordar depois de milhares de anos, está desiludido com a desordem no mundo e recruta quatro cavaleiros para purificar a humanidade e criar uma nova ordem mundial. Cabe à equipa X-Men impedir o seu maior inimigo e salvar o planeta da destruição total.

OPINIÃO: Destruído pela crítica, não considero que seja assim tão mau. Tecnicamente falando, está fantástico. Os efeitos especiais complementam lindamente a acção, e os actores são altamente qualificados. O único senão é mesmo a narrativa que deixou um pouco a desejar. Perdeu-se o factor novidade graças ao modelo de "linha de montagem" que produz sequelas em massa.

Sou suspeito por gostar bastante deste universo desde criança. Apesar de não ler os comics, ainda me lembro de delirar quando os desenhos animados passavam na SIC de manhã. Inicialmente detestei o rejuvenescimento forçado das personagens, considerando uma espécie de desrespeito para com os actores. Quando finalmente me rendo ao novo núcleo, o resultado é uma história redundante.

Já viram algum dos quatro filmes? Qual é o vosso favorito e o que gostaram menos?

domingo, 26 de junho de 2016

Pocket Reviews | O que tenho andado a ver #22


Classificação IMDb: 6/10
Classificação Ghostly Walker: 6/10
SINOPSE: Uma vendedora numa loja de tecidos escapa da sua vida mundana e rotineira através do poder da imaginação. Inspirando-se nos clientes que conhece durante o dia, cria cenários coloridos e hilariantes.

OPINIÃO: Com apenas 18 minutos de duração, Darby Forever é a primeira curta-metragem de Aidy Bryant e do projecto "Share the Screen", criado pela Vimeo. Para estimular a presença feminina cinema, o serviço de streaming vai apostar em trabalhos de pelo menos mais quatro cineastas ao longo deste ano.

Não podia ter começado de melhor forma. Por entre tons pastel esteticamente agradáveis, a personalidade de Aidy Bryant  criadora e protagonista deste filme  salta da tela. Sou suspeito por ser um grande apreciador dela no SNL mas, enquanto Darby, solidificou um lugar no meu coração. 

O casamento entre a realidade e imaginação da personagem principal é harmonioso e facilmente identificável. A loja de tecidos é caracterizada por luzes florescentes enquanto que nos seus sonhos prima a luz natural. Uma história demasiado curta com a qual qualquer um de nós se pode identificar.


Classificação IMDb: 6.9/10
Classificação Ghostly Walker: 7/10


SINOPSE: Uma mulher excêntrica e solitária, sacrificou a sua vida para cuidar da mãe, agora falecida. Na casa dos 60 anos, e motivada por um seminário de auto-ajuda, Doris interessa-se por um colega de trabalho, 30 anos mais novo que ela.

OPINIÃO: A premissa tinha tudo para ser o maior cliché de sempre mas graças ao casting certeiro da fenomenal Sally Field como protagonista, "Hello, My Name is Doris", é uma aposta vencedora. Nas mãos de uma actriz medíocre, Doris poderia facilmente tornar-se numa caricatura, desrespeitando pessoas com problemas psicológicos (não vou aprofundar para não contar spoilers), mas graças a Fields, o retrato foi digno e eficaz.

Há histórias que nos aquecem o coração e esta é uma delas. Embora não seja a narrativa mais criativa do mundo, a dimensão e profundidade que a Miss Fields atribui à sua personagem são razão suficiente para assistir a esta produção.

O elenco é competente mas sem nunca ofuscar a verdadeira estrela. Com o seu estilo altamente quirky, é impossível o espectador não se derreter com Doris, mesmo quando comete acções condenáveis. Um plus é a banda-sonora extremamente viciante. Quem me dera que os Baby Goya and the Nuclear Winters fossem reais!


Classificação IMDb: 5.4/10
Classificação Ghostly Walker: 5/10
SINOPSE: Jude é uma aspirante a cantora/compositora que apesar de alguma experiência, continua a lutar para deixar a sua marca no meio artístico. Sem dinheiro e onde ficar, volta para casa do pai, um cantor romântico desesperado por um comeback.

OPINIÃO: Quantas mais vezes vamos ter que ver um filme sobre uma família disfuncional privilegiada? Aparentemente, pelo menos One More Time. Fora de brincadeiras, esta produção de Robert Edwards foca-se num enredo cansado e mais que explorado.

Esta é uma história repleta de pessoas miseráveis, sem sentido de humor e egocêntricas, apesar de todos os luxos e oportunidades que tiveram na vida. Contrariando a regra, não existe qualquer crescimento das personagens. Atrevo-me a dizer que terminam da mesma forma que começaram, infelizes e mimadas.

O Christopher Walker é um senhor mas confesso que foi doloroso vê-lo numa produção deste tipo. Já a Amber Heard, problemas pessoais de lado, foi competente no papel de Jude. A relação tumultuosa entre pai e filha é a peça central do filme mas nem isso foi devidamente aprofundado. Uma pena.


Classificação IMDb: 6.9/10
Classificação Ghostly Walker: 7/10
SINOPSE: Quando os pais vendem a casa de família e decidem mudar-se para fora da cidade, pedem a Bianca que acolha Jane em sua casa. É então que a jovem com síndrome de Asperger tenta encontrar o seu primeiro namorado, com uma pequena ajuda da sua irmã mais velha.

OPINIÃO: Numa noite de tédio resolvi ver este filme para passar o tempo e foi das melhor decisões que tomei nos últimos tempos. Apesar da premissa simples, Jane Wants a Boyfriend leva-nos numa viagem de sentimentos, do riso ao choro, literalmente

Para garantir que o retrato das aventuras amorosas de Jane eram honestas, a produtora Kerry Magro, que é autista, deu o seu selo de aprovação. A seriedade mascarada com que o tema foi abordado merece uma salva de palmas, que por sua vez é estendida à Louisa Krause. 

Quer seja enquanto bebe álcool pela primeira vez ou quando cita de cor e salteado os diálogos do filme de culto dos anos '50 "Kansas City Confidential"  onde aprendeu tudo sobre amor  o desempenho de Krause é absolutamente hipnótico e estranhamente realista. Até em momentos mais difíceis, não conseguimos tirar os olhos dela.

Já viram algum dos quatro filmes? Qual é o vosso favorito e o que gostaram menos?

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Pocket Reviews | O que tenho andado a ver #19



Classificação IMDb: 6.6/10
Classificação Ghostly Walker: 7/10
Após escapar de uma edição especial dos Hunger Games, nos quais os vencedores de anos anteriores teriam que lutar até à morte, Katniss está disposta a terminar com o reinado de terror do President Snow. Apoiada pelo 13º Distrito, que se pensava estar extinto, a jovem lidera uma rebelião organizada contra o Capitólio. Katniss entrega-se de corpo e alma ao que sabe ser a última oportunidade de revolta contra o poder instituído, reconstruindo assim uma sociedade justa, onde todos possam coexistir pacificamente.

Já cantava a Nelly Furtado, all good things come to an end. Tenho uma relação especial com esta saga. Devorei os livros antes de existirem filmes e posso dizer que gosto igualmente dos dois. Após um terceiro filme meio parado, mas completamente justificado para quem conhece a obra literária, esta quarta e última parte foi tudo o que esperava.

Mantendo-se fiel ao original, e sem revelar spoilers, senti-me satisfeito com a resolução da história. A Jennifer Lawrence teve uma interpretação fantástica, e aqui entre nós, bem superior às últimas duas que lhe deram a nomeação ao Óscar, e os efeitos especiais foram um óptimo complemento à trama.


Classificação IMDb: 8.2/10
Classificação Ghostly Walker: 8/10
Quando Wade Wilson, um ex-militar e mercenário, é diagnosticado com uma forma agressiva e cancro, voluntaria-se para uma experiência científica que causa uma alteração genética no seu organismo e lhe promete a cura para a doença. Após a intervenção, ele ganha uma nova vida como Deadpool, um anti-herói indestrutível com super-poderes e um sentido de humor negro. Além de tentar combater o mal e injustiças sociais, ele só se quer vingar do homem que destruiu a sua vida.

Provavelmente o meu filme de super-heróis favorito de sempre. Não sendo o meu género de eleição ou tendo sequer qualquer conhecimento sobre os comics, fiquei rendido ao altamente irónico Deadpool. O Ryan Reynolds redimiu-se depois do fiasco The Green Lantern e encontrou, finalmente, o papel da sua carreira.

Há quem critique esta produção devido ao factor "violência", mas estavam à espera de quê? Unicórnios e arco-iris? Poupem-me. A história não foge muito ao cliché habitual da Marvel, mas compensa pelo humor inteligente e certeiro. O protagonista é tão bitchy que só queria que fosse meu amigo. É impossível terminar Deadpool sem um sorriso nos lábios.


Classificação IMDb: 7.1/10
Classificação Ghostly Walker: 4/10
Após os acontecimentos de "Man of Steel" (2013), o Super-Homem divide opiniões. Enquanto muitos acreditam que seja um símbolo de esperança e protecção contra inimigos, outros consideram-o uma ameaça a ser contida. Para Bruce Wayne, vigilante de Gotham City, é um perigo para a Humanidade e deve ser combatido. Absorvidos na sua vingança pessoal, o duo de heróis terá que enfrentar uma nova ameaça que coloca o planeta Terra na iminência da destruição.

Um desperdício de tempo, é o que vos digo sobre este filme. Nunca morri de amores por nenhuma destes ícones imaginários mas ainda assim não entendo quem se lembrou de colocar o Ben Affleck na pele de Batman. O que é de mais enjoa e por mim a trilogia "Dark Knight" tinha sido o final perfeito, em alta.

Um dos poucos factores positivos são o leque de actores que habitualmente não associamos a este género Pontos extra pela participação da Amy Adams, que adoro. Tudo o resto é uma sequência de lutas desnecessárias e demasiado longas ou diálogos pobres e pouco criativos. Uma pena que a Wonder Woman tenha sido tão mal aproveitada.


Classificação IMDb: 8.3/10
Classificação Ghostly Walker: 7/10


Consequência de uma série de missões que originaram danos colaterais evitáveis, o Governo norte-americano decide que os Avengers precisam de supervisão adequada. É criado um sistema de registo dos super-heróis, cujo trabalho terá de ser sempre controlado por um membro governamental autorizado. Só podendo agir quandod solicitados, geram-se conflitos internos na equipa de super-heróis. De um lado está o Captain America que se rebela por considerar a liberdade dos Avengers essencial para as missões e do outro o Iron Man que aprova a decisão. Entre eles surge uma tensão que colocará em causa não só a sua amizade como a segurança da Humanidade.

Aproveitando os bilhetes grátis que a Disney deu à minha namorada, vimos a Civil War em Madrid. De todas as sub-franchises da Marvel, a do Capitão América é das poucas que consegue manter o mesmo nível de qualidade. Talvez por ser uma figura mais antiga, mas há algo de nostálgico à sua volta que aprecio.

Novamente, nunca li os comics mas adorei a participação de tantas personagens deste universo. Tal como em Deadpool, ainda que em menores doses, houve alguns elementos cómicos inteligentes e satíricos que ecoaram num jajajaja pela sala de cinema. A duração pareceu-me demasiado longa e apesar de interessante, podiam ter explorado melhor a história.

Já viram algum dos quatro filmes? Qual é o vosso favorito e o que gostaram menos?

sexta-feira, 18 de março de 2016

CINEMA | Pocket Reviews #17


Classificação IMDb: 4.6/10
Classificação Ghostly Walker: 2/10


Uma família muda-se para uma casa nova e descobre uma caixa com dezenas de cassetes de vídeo antigas. Quando as decidem ver, apercebem-se de algo bizarro, as imagens parecem comunicar directamente com eles. Simultaneamente, começam a ocorrer fenómenos paranormais que colocam a segurança da família em causa.

Sou o primeiro a admitir que passei noites acordado com medo do Paranormal Activity (2007). Riam-se se quiserem, mas é verdade. Por se tratar de um tipo de terror psicológico e gravado de modo quase amador, mexeu comigo. Infelizmente, o mesmo não pode ser dito sobre o resto da franquia.

Como de costume numa saga desta dimensão, uma história que criativa origina réplicas preguiçosas, cujo único propósito é facturar milhões. Ghost Dimension é o melhor exemplo desta moda. O último capítulo não podia ter sido pior. Arrisco-me a dizer que é mesmo o pior de todos. 

Prometeram que todas as questões seriam finalmente respondidas, não estava à espera é que se superassem na mediocridade. Curiosamente, o principal factor negativo é o uso vergonhoso dos efeitos especiais. A essência "caseira" que conquistou tantos fãs, morreu. Esperemos que continue assim.


Classificação IMDb: 4.9/10
Classificação Ghostly Walker: 6/10
Informada sobre o desaparecimento da sua irmã gémea na floresta de Aokigahara, no Japão, Sara teme o pior. Famosa por ser o local escolhido por centenas de suicidas, também são muitas as histórias relacionadas com fantasmas dos que morreram e de espíritos malignos característicos da mitologia japonesa. Decidida a encontrar Jess, a sua irmã, Sara ignora todos os avisos contrários e entra na floresta. Rapidamente a jovem percebe que cometeu um erro enorme. 

Liderada por prestações convincentes de Natalie Dormer (Game of Thrones e Hunger Games) e Tyler Kinney (Chicago Fire), foi o melhor filme de terror que vi nos últimos tempos. Dito isto, está a milhas de distância da perfeição. Tendo em conta que a fasquia deste género cinematográfico é tão baixa, algo que seja minimamente diferente já me deixa entretido. 

As referências aos mitos da cultura japonesa são extremamente interessantes e, juntamente com cenas bastante creepy, um dos pontos positivos do filme. Quando tudo parecia encaminhado, a meio da história há uma quebra na qualidade narrativa, culminando num final altamente previsível e insonso.


Classificação IMDb: 3.8/10
Classificação Ghostly Walker: 3/10



Duas raparigas são sequestradas por um grupo de fanáticos que acreditam no poder do martírio e sacrifício. Crentes de que novos conhecimentos podem ser obtidos através de tortura psicológica e física, uma das jovens é exposta a cruéis actos de violência. Quando a amiga consegue escapar, só lhe resta fazer com que o culto pague pelos seus crimes.

O cinema americano voltou a atacar e a re-filmar uma longa-metragem estrangeira. Dirigido pelos irmãos Kevin e Michael Goetz, Martyrs é um remake do francês de 2008. Sou suspeito por não ter visto o original, mas tendo em conta que foi aclamado pela crítica enquanto que esta versão foi deixada para morrer na beira da estrada, tirem as vossas próprias conclusões.

Protagonizado pela Troian Bellisario aka a Spencer das Pretty Little Liars, é uma história de vingança pura. Com imagens de violência gratuita contra mulheres, cenas de tortura chocantes e sangue à mistura, nem todas as pessoas terão estômago para assisti-lo.

O único motivo pelo qual não recebeu uma cotação mais baixa, é pelo teor fresco da exploração dos eternos mártires. Só é uma pena que se tenham esquecido de tudo o resto: boas interpretações e um guião inteligente.


Classificação IMDb: 4.4/10
Classificação Ghostly Walker: 2/10
Uma rapariga é misteriosamente morta depois de se gravar a jogar, sozinha, com uma tábua de Ouija. Recusando-se a acreditar que a melhor amiga se suicidou, Laine convence os restantes elementos do seu círculo de amigos a investigar. O grupo de jovens acaba por tentar contactar a amiga no além, através da placa  da Ouija, mas eventualmente apercebem-se que cometeram um terrível erro ao abrirem um portal para o mundo dos mortos.

Pensar que estive quase dois anos a querer ver este filme. A premissa é razoável, mas muito mal aproveitada. Os elementos típicos do género estão lá: o plot twist, a heroína teimosa, as personagens secundárias — que só servem para irem morrendo enquanto os protagonistas sobrevivem, obviamente, a tudo —,e a lição de moral mais antiga que o Ambrósio, "não se brinca com os mortos".

Ouija tenta causar medo mas, não passa de um terror genérico e até infantil. O guião não presta, está mal realizado e chegamos ao final com uma sensação de perda de tempo. 

O elenco conta com nomes conhecidos das séries norte-americanas, como Olivia Cooke (Bates Motel) e Shelley Hennig (Teen Wolf). Ainda bem que ambas têm outros trabalhos, porque este projecto é uma nódoa no currículo.

Já viram algum dos quatro filmes? Qual é o vosso favorito e o que gostaram menos?

segunda-feira, 7 de março de 2016

+ Cinema

Na época de ano novo referi que me deixei de metas. Talvez não tenha sido totalmente sincero. Sim, continuo a pensar que muitas vezes são uma pressão desnecessária que colocamos em cima de nós, mas nem sempre é caso para tanto. Dietas e outros clichés de lado, foquei-me numa das minhas paixões, o cinema.

Embora não seja da área, ninguém me tira a quantidade obras da sétima arte que visionei ao longo da minha vida. Dos clássicos aos contemporâneos, dos europeus e americanos aos asiáticos, já vi um pouco de tudo. Ainda assim, não estou satisfeito. A par da minha vontade incessante de aprender, quero aumentar o meu repertório cinematográfico.

Quando criei este blog, oficialmente, em 2014, comecei a apontar religiosamente todos os filmes que via  assim nasceu o separador "Watchlists". Como no primeiro ano não consegui alcançar uma centena, ficando-me pelos 84, a meta manteve-se para o ano seguinte. Em 2015 consegui quebrar o meu próprio recorde e ver 168 filmes. Ah, the perks of beeing unemployed  brevemente numa sala de cinema perto de vocês.

Agora que comecei a trabalhar e tenho horários a cumprir, os fins-de-semana são a única altura em que me sinto livre para fazer aquilo que realmente gosto, refastelar-me na cama e assistir a uma boa história, independentemente do género. Na luta semanal entre séries e filmes, confesso que tenho negligenciado a segunda opção, mas pretendo alterar essa situação.

Escusado será dizer que é praticamente impossível superar o número gordo de visualizações no ano passado, mas secretamente tenho os olhos fixos no 170. Visto que em três meses só consegui ver 17, e a minha lista de séries continua a aumentar, se chegar aos 50 vou com sorte. No entanto, não estou muito incomodado. O facto de conseguir conciliar tudo no pouco tempo livre que tenho, deixam-me estranhamente satisfeito e com uma sensação de superação que vai além dos números.

Para 2016 a minha meta é simples, + Cinema.

domingo, 31 de janeiro de 2016

CINEMA | Pocket Reviews #13


Classificação IMDb: 7/10
Classificação Ghostly Walker: 7/10



Jay Cavendish é um jovem escocês de 16 anos que viaja até ao Colorado (EUA), determinado a encontrar Rose, a rapariga por quem está apaixonado. Confrontado com os perigos do Oeste no século XIX, decide juntar-se a Silas, um misterioso viajante que, em troca de dinheiro, concorda em protegê-lo. O caminho do rapaz pelo suposto país das "oportunidades", vai estar repleto de perigo, traição e violência.

A história de Slow West não é assim tão diferente de outros westerns conhecidos, mas o modo como a história é contada é que interessa. O britânico John Maclean optou por uma desconstrução do habitual ambiente sombrio da época, optando por uma paleta de cores alegres e imagens que mostram a vastidão e solidão do velho oeste. É muito simples, a cinematografia está perfeita.

Como o título refere, a narrativa consegue ser um pouco lenta, mas neste contexto, resulta. Apesar de haver poucos diálogos, as interpretações do núcleo de protagonistas  Kodi Smit-McPhee, Michael Fassbender, Ben Mendelsohn e Caren Pistorius  são positivas. Vencedor do Prémio do Júri no Sundance 2015, não sou minimamente apreciador do género mas fiquei tal modo surpreso que o considerei uma das melhores longas-metragens do ano passado.


Classificação IMDb: 6.7/10
Classificação Ghostly Walker: 7/10


A jovem americana Edith Cushing, uma escritora de contos fantásticos, apaixona-se por Sir Thomas Sharpe, um homem misterioso que, tal como ela, se interessa pelo sobrenatural.  A jovem casa-se e muda-se para a casa de família dele, uma mansão em ruínas, no Norte de Inglaterra. Depressa descobre que o marido não é quem diz ser e que a sua nova morada abriga fantasmas e forças ocultas que tanto Thomas como a sua irmã, Lady Lucille, tentam manter em segredo.

Desde que vi o filme "O Labirinto do Fauno" numa aula de Espanhol no Secundário que me converti ao génio mexicano, Guillermo del Toro. Tal como no hit que o levou a Hollywood, tudo em Crimson Peak roda à volta da história: uma jovem inocente forçada a um percurso de sofrimento por um labirinto de segredos e farsas, até se libertar e encontrar a sua verdadeira identidade/felicidade.

Tecnicamente só tenho elogios a fazer, os efeitos especiais são dos melhores que vi nas últimas produções do género. Os cenários e a caracterização da casa  a lembrar a mítica mansão do clássico The Haunting de 1963   estão fantásticos. O jogo de cores primárias como o vermelho, branco e preto que, associados ao simbolismo barroco, dominam a imagem, é no mínimo mágico. O único ponto negativo é o enredo extremamente previsível, sem qualquer efeito surpresa ou sustos. 


Classificação IMDb: 7.1/10
Classificação Ghostly Walker: 7/10
Whitey Bulger, irmão de um senador norte-americano, tinha ligações ao IRA (Irish Republican Army) e à máfia irlandesa. O seu grupo, os Winter Hill Gang, tornou-se perito no tráfico de droga, extorsão, chantagem e intimidações. Para impedir que a máfia italiana invadisse o seu território, Bulger tornou-se informador do FBI e em troca desses dados, os agentes ignoraram, durante anos, as suas ligações à criminalidade.

Inspirado na história verídica de James Joseph "Whitey" Bulger, um dos mais perigosos e implacáveis criminosos a actuar nos EUA durante as décadas de 1970/80, Black Mass foi com demasiada sede ao pote. Acaba por ser uma espécie de "apanhado geral" de uma narrativa interessante mas que precisava de outro ritmo para resultar. A acção tanto se arrasta em momentos desnecessários como parece querer abordar todas as questões (lealdade, corrupção, honestidade) de uma vez. Nem mesmo um elenco recheado de bons actores é suficiente.

Porquê 7/10? Johnny Depp. Finalmente conseguimos ver o actor (no sentido literal da palavra) e não a versão ridicularizada em que se tornou desde que vendeu a alma ao diabo para interpretar o pirata mais popular das Caraíbas.


Classificação IMDb: 6.9/10
Classificação Ghostly Walker: 7/10
No início do século XX, as mulheres passaram a reivindicar o direito de participar na política e a exigir leis mais justas que as incluíssem nas decisões parlamentares. No Reino Unido, criaram a União Nacional pelo Sufrágio Feminino, onde Emmeline Pankhurst e um grupo de mulheres de classe operária se juntaram para lutar pelo direito das mulheres, expor leis sexistas e mudar a forma como eram olhadas. Radicalizadas e recorrendo à violência como protesto, elas estavam dispostas a perder tudo em prol da igualdade.

Numa altura em que a diferença salarial entre homens e mulheres está na boca do mundo, até custa a acreditar que este filme foi escrito e realizado por dois elementos do sexo feminino. Uma história de tamanha importância merecia ser melhor retratada.

Apesar da interpretação forte da Carey Mulligan, óptima caracterização vestuário/cenários, o argumento de Suffragette é um tremendo cliché. Vi-o com a minha namorada e embora revoltados com o retrato da condição feminina, decepção é a palavra de ordem. Faltou a coragem e ousadia necessárias para expor aqueles que criaram, legitimaram e justificaram as desigualdades de género durante anos e anos.

Já viram algum dos quatro filmes? Qual é o vosso favorito e o que gostaram menos?

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