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quarta-feira, 15 de março de 2017

CINEMA ⤫ Pocket Reviews #25










SINOPSE: Elaine é uma jovem bruxa que, após a morte do marido, muda-se de São Francisco para uma cidade do interior em busca de um novo amor. Através dos seus feitiços e poções mágicas, ela consegue colocar qualquer homem aos seus pés. Infelizmente, nem tudo corre como era suposto e os alvos masculinos acabam por sofrer terríveis efeitos secundários, talvez até mortais... 

OPINIÃO: Considerado por muitos como um dos melhores filmes do ano passado, The Love Witch, é uma espécie de comédia com elementos de terror que homenageia o cinema exploitation das décadas de 60 e 70. A combinação do guarda-roupa, penteados e até técnicas de filmagem retro, típicos da altura, e carros, telemóveis e outros objectos mais modernos, resultam num verdadeiro orgasmo visual.

Escrita, produzida, dirigida e editada por Anne Biller, a obra não descansa na componente visual. O conteúdo é bastante pertinente ao utilizar a temática da bruxaria para abordar problemáticas relevantes como o feminismo, a independência e potencial das mulheres, assim como os seus desejos.

Não sendo um filme que nos faça rir ou tão pouco assustar, The Love Witch, é uma longa-metragem que merece ser acompanhada com calma e prazer. Aliás, o único ponto negativo é mesmo a duração excessiva de 2h. A protagonista, Samantha Robinson, evoca ícones como a Morticia Adams e a Elvira, enquanto demonstra na perfeição aquele bad acting típico de muitos clássicos de época. Garanto-vos que se o tivesse visto a tempo, entraria para o meu TOP 20 MOVIES OF 2016.



SINOPSE: Elizabeth Sloane é uma lobista que todos temem e desejam por ser capaz qualquer coisa para atingir os seus objectivos. Quando à sua empresa chega um magnata que quer ajuda para um caso que envolve o comércio de armas, ela tem outros planos.

OPINIÃO: Admito que me deixei influenciar pela papelão da Jessica Chastain quando classifiquei este filme, portanto relevem aquele número. Longe de ser memorável, Miss Sloane, só vale mesmo pela actriz principal e pelas suas reviravoltas  se bem que um tanto ao quanto previsíveis.

A actriz de Zero Dark Thirty e The Help já tinha trabalhado com o realizador, John Madden, em Doubt, e este reencontro foi... insonso. Arrisco-me a dizer que Elizabeth Sloane é das personagens mais sombrias, perturbadas e frias que ela já interpretou. Sozinha, infeliz e extremamente manipuladora, a única coisa que abona a seu favor é o corte de cabelo e o guarda-roupa.

A Chastain entregou-se de corpo e alma a um papel que, apesar de tudo, era exigente e com um guião demasiado extenso (mais um com 2h). Não fosse a sua bitchiness e carisma, o resultado final teria sido absolutamente desastroso. 











SINOPSE: No futuro a humanidade foi infectada por um fungo que transforma as pessoas numa espécie de zombies, sedentos de carne humana. Numa base militar, conduzem-se experiências em crianças infectadas que parecem conseguir controlar os instintos animalescos. Quando o laboratório é invadido, um grupo de sobreviventes e a pequena Melanie partem em busca de um porto de abrigo.

OPINIÃO: Sou um fã assumido do sub-género zombie, em parte graças a produções soberbas como os britânicos 28 Days Later, a sequela, 28 Weeks Later, e Shaun of the Dead. Escusado será dizer que o grau de excitação era elevado. Felizmente, esta Girl With All The Gifts não decepcionou e provou, mais uma vez, que os brits do it better.

Baseado no livro homónimo de Mike Carey, que também assina o argumento, a história é contada quase inteiramente do ponto de vista da Melanie (Sennia Nanua), uma jovem que foi infectada no útero da mãe. Apesar da temática já saturada, a produção consegue inovar, e o facto de não utilizar a violência como consequência directa do sofrimento, é refrescante. 

Um ponto interessante a salientar é o facto de ser complicado apontar quem são os heróis e vilões. Se por um lado os "bonzinhos" passam por riscos desnecessários devido à sua ingenuidade, os "malvados" tomam atitudes racionais para a continuidade da civilização e que, dentro do contexto, é difícil condenar. Esta questão é brilhantemente personificada pela Glenn Close e Gemma Arterton.


SINOPSE: Naufragado numa aparente ilha deserta, Hank ia suicidar-se quando vê um corpo dar à costa. Quando se apercebe que a pessoa está morta, o jovem baptiza o novo companheiro de Manny e através da amizade que surge entre os dois, encontra a força e esperança necessárias para embarcar numa viagem de volta a casa.

OPINIÃO: Se me dissessem que um dia ia ver um filme sobre um cadáver flatulento com genitais-bússola, interpretado pelo eterno Harry Potter, Daniel Radcliffe, e adorá-lo, provavelmente ia pensar que tinham fumado alguma coisa. Totalmente sóbrio, é com um enorme choque e apoiado de um discurso popularucho que admito, Swiss Army Man é um filme do caraças!

Ultrapassando a superfície bizarra, vamos encontrar uma mensagem extremamente importante sobre a perigosa relação entre a depressão e a solidão crónica. Através de momentos tão wtf que nos deixam simultaneamente a rir e confusos, chegamos ao final a torcer que a relação entre o Hank e o morto dure para sempre. A linha entre a imaginação e realidade é bem ténue.

É uma história bastante original, criativa, pura, e tecnicamente perfeita. Tanto a banda sonora, efeitos especiais, e realização estão perfeitos. Imaginem uma versão Cast Away sob efeito de substâncias ilícitas. Está sensacional, a sério.

Já viram algum dos quatro filmes? Qual é o vosso favorito e o que gostaram menos?

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Shitty Movies that I ♥


Com base nas minhas reviews cinematográficas, digamos que começo a ganhar uma reputação de tirano. Permitam-me que discorde. O meu único crime é dar uma opinião honesta, directa e justa sobre cada obra, independentemente do género, orçamento ou elenco.

Pode ser um choque para alguns mas, nem mesmo eu estou imune ao encanto de um filme de quinta categoria. Se pensarmos que a quantidade de produções miseráveis produzidas por ano supera, largamente, as de qualidade, parece-me inevitável.

Até organizar esta pequena lista  existem mais, mas estes são os principais  nunca me tinha apercebido nos elos de ligação entre as longas metragens. Além da temática mágica/sobrenatural (não me julguem, as crianças são impressionáveis), a maioria foi transmitida na SIC. Não sei se esse factor é positivo ou negativo. Fica ao vosso critério, ah!


#1. Coyote Ugly (2000)
NOTA: 6/10 | TRAILER: AQUI

SINOPSE: Decidida a realizar o sonho de se tornar numa compositora famosa, Violet muda-se para New York. Desesperada e sem um tostão, a rapariga tímida acaba por arranjar emprego num dos bares mais badalados da cidade, o selvagem e sensual Coyote Ugly.

OPINIÃO: Sempre que a SIC se lembra de transmitir esta preciosidade (uma vez por ano), podem encontrar-me colado ao ecrã. À primeira vista a premissa pode sugerir um teor completamente diferente à história. Não é uma promoção de nudez, muito pelo contrário, mas sim da importância de seguir os nossos sonhos. Talvez por me identificar com a protagonista, no que diz respeito à paixão pela música e não ter coragem de explorá-la por timidez, mas há algo neste filme que mexe comigo. Leve e bem-disposto, deixa-nos com aquela sensação de felicidade instantânea. Além da banda sonora contar com a intemporal "Can't Fight The Moonlight" da Leann Rimes, é impossível não gostar da bitchy Rachel.


#2. Practical Magic (1998)
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

SINOPSE: Sally e Gillian Owens são descendentes de uma família de bruxas que carrega uma maldição centenária: qualquer homem por quem as Owens se apaixonem, estará condenado a uma morte inevitável. Com a ajuda das tias, as duas irmãs vão ainda ter que resolver dois feitiços inesperados, uma alma gémea para uma e um morto-vivo para a outra.

OPINIÃO: Enquanto escrevia a sinopse só pensava que não faz jus nenhum ao filme. É com alguma vergonha que admito, esta é das minhas longas metragens favoritas. Tinha apenas 6 anos quando estreou em cinema, mas só o vi no ano seguinte quando passou na televisão. Dada a minha tenra idade, a simbologia, feitiços e afins, deixaram-me completamente encantado. Agora, por muito que tenha consciência que não é nenhuma obra-prima, não consigo deixar de vê-lo com aqueles olhos. A Sandra Bullock e a Nicole Kidman são fantásticas e a relação delas parece genuinamente verdadeira. É um autêntico chick-flick portanto podem contar com risos, lágrimas e um final com direito a "aw".


#3. The Craft (1996)
NOTA: 7/10 | TRAILER: AQUI

SINOPSE: Uma recém-chegada a um colégio católico cai nas mãos de um trio de adolescentes marginais que pratica bruxaria, evocando feitiços e maldições contra qualquer pessoa que as irrite.

OPINIÃO: Apesar de se passar num ambiente de highschool, The Craft é a obra mais obscura e "pesada" da lista. O que começa por ser uma viagem interessante pelo mundo da magia e feitiços básicos como mudar a cor de cabelo, transforma-se num autêntico pesadelo. Quando as raparigas decidem praticar magia negra em busca de mais poder, começa a verdadeira acção. A Fairuza Balk é sublime no papel de Nancy Downs, a antagonista mais assustadora de sempre e má como as cobras, literalmente. O olhar maníaco dela ainda assombra os meus pesadelos.


#4. Cursed (2005)
NOTA: 4/10 | TRAILER: AQUI

SINOPSE: Ellie e Jimmy sofrem um acidente de automóvel nocturno, numa estrada pouco movimentada em Los Angeles. Ao tentar ajudar a vítima do outro carro que caiu para a floresta, são atacados por um lobisomem, ficando apenas com ferimentos leves. A partir daí vão carregar uma maldição que os transformará, lentamente, em bestas assassinas. A única forma de reverter a situação é descobrirem a identidade humana do monstro que os atacou, matá-lo e separando a cabeça do corpo.

OPINIÃO: Sabem aqueles filmes que são tão maus, mas tão maus, que acabam por nos conquistar? Para alguém brutalmente honesto na classificação de obras cinematográficas, acreditem que me custa imenso admitir que aprecio esta bela trampa. Nem a direcção do lendário Wes Craven conseguiu salvar uma narrativa tão mastigada e pouco criativa. É o típico filme de terror adolescente, altamente cliché. Dito isto, e por uma razão que desconheço, já cheguei ao cúmulo de o ver duas vezes de seguida. Lord have mercy.


#5. The Witches of Eastwick (1987)
NOTA: 6/10 | TRAILER: AQUI

SINOPSE: Um trio de bruxas invocam o homem dos seus sonhos na sua terra de New England, Estados Unidos. Será a chegada do rico e irresistível Daryl Van Horne uma simples coincidência ou o resultado dos poderes inconscientes das três mulheres?

OPINIÃO: Digam o que disserem, esta longa metragem tem um elenco de luxo. Com nomes de peso como Cher, Susan Sarandon, Michelle Pfeiffer e claro, Jack Nicholson, The Witches of Eastwick é uma comédia bem divertida e óptima para passar o tempo. É incrível como existe aquele charme característico das produções à anos 80, mesmo numa história tão tola como esta. Existem várias versões quer na grande tela como na pequena, inspiradas no best-seller com o mesmo nome, mas esta ocupa um lugar especial na minha memória.


#6. Mamma Mia! (2008)
NOTA: 6/10 | TRAILER: AQUI

SINOPSE: Sophie está noiva e quer encontrar o seu pai antes do grande dia. O problema é que não tem a certeza de quem ele seja. Após ler em segredo os antigos diários da mãe, descobre que o progenitor pode ser um de três amores do passado. Apesar de saber que a mãe não vai concordar, a jovem decide convidá-los a todos para o casamento, na Grécia.

OPINIÃO: Sinceramente não compreendo o ódio todo que esta adaptação recebeu. Em Portugal quebrou recordes de bilheteira mas a crítica podia ter sido mais simpática. Os ABBA são o grupo predilecto da minha mãe, portanto ouvi muitas vezes o best-off na minha infância. Com musicas extremamente viciantes, um roteiro igualmente ridículo e divertido e as paisagens das Ilhas Gregas como fundo, o que é que se quer mais? Se não é o suficiente tenho apenas duas palavras: Meryl Streep. Agora a sério, é uma excelente opção para assistir em família ou então sozinhos, para poderem cantar sem pudores. 


Quais são os vossos shitty movies favoritos? Já viram/gostam de alguns destes?

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