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quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Sound the Alarm ⤫ Album Reviews #36


MUST LISTEN:
DON'T SAY YOU LOVE ME

SAUCED UP
LONELY LIGHT
HE LIKE THAT

1. Fifth Harmony  Fifth Harmony

Após a saída abrupta, mas nada surpreendente, da Camila Cabello, as restantes integrantes das Fifth Harmony tinham muito a provar. Com a vaga deixada pela come-refrões do grupo, finalmente chegou a oportunidade das outras poderem brilhar. O resultado foi um mini-álbum com sabor a EP pouco inventivo mas eficiente.

Auto-intitulado Fifth Harmony, o conjunto de 10 faixas não é mais que uma reciclagem da sonoridade do projecto procedente, 7/27. Aliás, o primeiro single "Down" é uma tentativa desesperada de recriar o sucesso astronómico de "Work From Home" mas sem o mesmo impacto. Por entre tantas canções super-produzidas, existem boas passagens como a balada "Don't Say You Love Me", a animada "Sauced Up", ou a trap-tastic "Angel". O grande problema, além da falta de originalidade, são as letras. Digamos que não percebo como enchem o peito para dizer que ajudaram a escrevê-las se depois há passagens poéticas como "Pumps and a bump, pumps and a bump / He like the girls with the pumps and a bump". Tenho dito.

MUST LISTEN:
YOUNGER NOW

MALIBU
BAD MOOD
SHE'S NOT HIM

2. Miley Cyrus  Younger Now

Younger Now tinha tudo para ser o canalizador das opiniões políticas que a Miley tanto tem expressado mas não. Em vez disso, o álbum é o mais seguro possível, consistindo numa colecção de canções pop country  que mais parecem ter sido retiradas do arco da velha.

Rapidamente ficamos com a ideia geral do que aí vem, com a combinação das duas faixas iniciais, "Younger Now" e "Malibu". Ambas são óptimas e expressam a mesma ideia de que os tempos da língua de fora foram substituídos por viagens de carro ao longo da costa com o irmão do Thor. Não há nada de errado com mudança e crescimento, mas fiquei não posso deixar de expressar uma valente decepção. De tantos adjectivos que foram utilizados para descrever a Miley nos últimos anos, nunca pensei que enfadonho fosse ser um deles. Dito isto, é impossível negar o poder vocal dela, especialmente em baladas como "I Would Die For You". De salientar também a comovente "She's Not Him" que, se não entenderam pelo título, aborda o tema da bissexualidade.

MUST LISTEN:
BEAUTIFUL ONES
SOMETHING I NEED TO KNOW

PEOPLE LIKE US
CHAPERONE

3. HURTS  Desire

Uoh-oh, os HURTS beberam o kool-aid mainstream. Após oito anos juntos e três álbuns fortes, Desire fica um pouco à quem das expectativas. Nesta quarta produção de inéditas, é evidente que o ambiente está drasticamente mais leve. Batidas dançantes e melodias bem pop não significam necessariamente uma descida de qualidade, mas algo de muito errado se passa aqui.

A faixa de abertura e primeiro single, a soberba "Beautiful Ones", é provavelmente uma das minhas favoritas do ano e o vídeo é absolutamente comovente. Aproveitando tópico da importância da expressão de género, aconselho-vos vivamente a verem o vídeo se ainda não o conhecem. O que se segue é uma falta de direcção bastante óbvia. Não existe um fio condutor que ligue as ideias presentes em Desire e isso é um grande problema. O facto de existir algo como a "Boyfriend", um semi-clone do "Kiss" do Prince", é algo que me supera. Ainda assim, seria um crime catalogar este trabalho como mau. Apenas tem umas arestas por limar. Faixas como "Something I Need To Know" e "Chaperone", são razão mais que suficiente para darem uma oportunidade a este Desire.

MUST LISTEN:
WATCH

COPYCAT
OCEAN EYES

MY BOY

4. Billie Eilish  Don't Smile At Me

Decorem este nome: Billie Eilish. Numa altura em que o mercado está saturado de ritmos tropicais e cantores de playback, é tão refrescante quando surgem pérolas como esta jovem de 15 anos. Sim, fiquei perplexo quando descobri a idade desta legend-in-the-making.

Don't Smile At Me é o primeiro EP da Billie e é um dos melhores do ano. As comparações à Lorde e Melanie Martinez são inevitáveis, mas a diversidade artística da Eilish e excelente composição de letras é extraordinária, especialmente para alguém da sua idade. Cheia de atitude e ironicamente hilariante, estou rendido. Com uma voz etérea capaz de nos hipnotizar, as fundações para uma carreira de sucesso já estão criadas e agora só nos resta acompanhá-la na viagem. Bravo!


(+) ALBUM REVIEWS (HERE)

Já ouviram algum dos quatro álbuns? Qual é o vosso favorito?

sábado, 2 de setembro de 2017

MUSIC ⤫ AUG'17 Playlist


Num abrir e fechar de olhos, chegámos a Setembro. A três meses do final do ano, o mundo do entretenimento entrou oficialmente na época de caça. Não é por acaso a quantidade absurda de lançamentos de artistas que se consideravam adormecidos. Parecendo que não, o limite para a corrida ao Grammy está mesmo ao virar da esquina e a luta vai ser renhida. Entre os suspeitos do costume, leia-se, Lorde, Taylor Swift e Sam Smith, preparem as pipocas que vai ser interessante.

Enquanto o confronto não chega, resta-nos saborear as novidades musicais que tem brotado que nem flores num campo primaveril. A Miley deixou as ervas daninhas de lado e está a voltar ao que era. Por aqui, não tenho qualquer crítica, pelo contrário. "Younger Now" é uma das minhas faixas/vídeos favoritos do momento. Dito isto, não chega aos calcanhares da genialidade que a Kelela criou com a fervorosa "LMK"  a canção do século , do comeback do ano = "Take Me" das irmãs Aly & AJ, ou da psicadélica "Without Love" da Alice Glass. 

Agosto foi especial por reunir várias cantoras underrated que adoro e me apresentar a outras que nunca pensei vir a apreciar. No primeiro grupo encontramos a Allie X ("Paper Love"), Bonnie Mckee ("Thorns"), Jessie Ware ("Midnight"), AlunaGeorge ("Last Kiss"), e claro, a Kesha ("Learn To Let Go"). No segundo aglomerado aparecem não uma mas duas canções da banda sonora do filme "Descendants 2" da Disney. Nem acredito que a "Chillin' Like a Villain" e a "What's My Name" se tornaram em autênticos hinos na minha vida. O mesmo aplica-se à "R U" da dupla de youtubers Niki & Gabi. Pop trash no seu expoente máximo. Julguem-me, também o estou a fazer.

Lentamente tenho redescoberto o meu amor pela música brasileira e parece que voltou com tudo. Da "Baldin de Gelo" da Cláudia Leitte", ao "Decote" da Preta Gil + Pablo Vittar ou a "K.O" do último nome referido, é só opções para abanar a pandeireta e rebolar seja sozinhos no vosso quarto ou numa party. A Marta detesta este género musical e faz sempre pouco de mim por eu achar piada mas não tenho culpa, é genético.

Não estranhem a omissão dos trabalhos mais recentes da Taylor, Demi, e companhia, da playlist. Apesar de as ouvir todos os dias, só vão aparecer na próxima compilação. Para não perderem nenhuma actualização e, possivelmente, conhecerem músicas novas, já sabem, sigam a página do Ghostly Walker no Spotify!

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segunda-feira, 28 de agosto de 2017

MTV VIDEO MUSIC AWARDS 2O17


Se não resistiram à tentação e preferiram assistir à final do Game of Thrones em vez dos VMA's, parabéns! Foram inteligentes o suficiente para evitar mais um espectáculo atroz produzido pela MTV. Cumprindo a tradição dos últimos anos, a gala foi um desfile de mediocridade do início ao fim. 

O Kendrick Lamar iniciou as apresentações com uma performance bastante a cima daquilo que a ocasião merecia, das canções "DNA" e "Humble". Apesar de não apreciar o género musical e, particularmente, os trabalhos musicais dele, é impossível negar a criatividade visual que coloca em todas as produções, sejam elas em vídeo ou ao vivo. Começou a noite como o artista com o maior número de nomeações (8) e terminou com 6 vitórias. O vídeo "Humble" foi distinguido com os prémios de Melhor do Ano, Melhor Vídeo Hip-Hop, Melhor Fotografia, Melhor Direcção, Melhor Direcção de Arte e Melhores Efeitos Visuais.

Apesar de ser a cantora mais nomeada da noite, a Katy Perry não só foi um flop como apresentadora do evento, como não levou uma única estatueta para casa. Digam o que disserem, o título de Melhor Vìdeo Pop deveria ter ido para o fantástico "Chained To The Rhythm" em vez do aborrecidíssimo "Down" das Fifth Harmony. Por falar no grupo, o quarteto actuou uma mashup das músicas "Angel" e "Down" e ainda aproveitou para mandar uma mensagem bastante explícita para a antiga integrante, Camila Cabello. Aqui entre nós, foi uma das highlights da cerimónia.

O Ed Sheeran foi considerado o Artista do Ano, enquanto o Khalid conseguiu derrotar a Julia Michaels e levar o troféu de Melhor Artista Revelação. Nas categorias de dance music, o Melhor Vìdeo do género foi para a colaboração "Stay", do Zedd com a Alessia Cara, e a Melhor Coreografia, merecidamente, para o "Fade" do Kanye West. Quanto ao Rock, o vídeo "Heavydirtysoul", dos Twenty One Pilots" foi distinguido como o Melhor do género.

Mesmo sem estar presente, a Taylor Swift conseguiu roubar todas as atenções para ela. Além de vencer no grupo de Melhor Colaboração, juntamente com o Zayn, pelo vídeo "I Don't Wanna Live Forever", ainda aproveitou para lançar o tão aguardado vídeo do venenovo single, "Look What You Made Me Do". Continuo sem saber ao certo se gostei ou se achei a maior piroseira de todos os tempos. Talvez um pouco de ambos.


A P!nk foi a grande homenageada desta edição dos VMA's com o prémio Michael Jackson Video Vanguard Award, e fez uma apresentação de 7min com alguns dos seus maiores hits, incluindo o mais recente "What About Us". No fim ainda fez um discurso incrível direccionado para a sua filha mas importante para todas as pessoas.

Em termos de actuações houve de tudo um pouco. Uma Katy Perry em cima de uma bola de basketball gigante, os 30 Seconds to Mars com sensores de temperatura, uma Demi Lovato em directo de Las Vegas e uma Lorde que não cantou, mas "dançou" ao som da música "Homemade Dynamite". Com gripe, esteve a soro e foi impedida de cantar pelo médico para não ferir as cordas vocais. Em vez de cancelar a actuação não, presenteou o público com algo bizarro mas que tendo em conta a moda do playback, tem a sua pitada de ironia.

        
Lista completa de vencedores (AQUI).

O que acharam dos vencedores? Qual foi a vossa actuação favorita?

sábado, 1 de julho de 2017

MUSIC ⤫ JUN'17 Playlist


Ainda que com um dia de atraso, habemus playlist!

Apesar de tão simples, estas publicações mensais acabam por ser das minhas favoritas. A música foi o meu primeiro amor e, como tal, nunca me canso de falar dela. Eterno amante do universo pop e tudo o que nele existe, seja alternativo ao indie, em Junho estive de barriga cheia. A quantidade de canções "novas" que podia incluir na lista eram tantas que até já comecei a preparar a deste mês.

É com enorme felicidade que vi a Rita Ora renascer das cinzas, mais uma vez, e lançar a viciante "Your Song". Demorou, mas finalmente a faixa começa a ganhar alguma visibilidade, nem que seja por ter sido escrita com o Ed Sheeran (que também faz coro no refrão). Apaixonei-me pela viciante "Wearing Nothing" da norueguesa Dagny e até pela Shea Couleé, finalista do RPDR, e a surpreendentemente fantástica "Feeling So".  

Provavelmente a canção que mais ouvi nos últimos 30 dias foi a "Strangers" da Halsey com a Lauren das Fifth Harmony que, por sua vez, também nos brindaram com o primeiro single oficial enquanto quarteto. "Down" não é mais que uma versão ligeiramente inferior que "Work From Home", mas não deixa de ficar no ouvido e de que maneira. Ainda no tópico de grupos/parcerias, as minhas adoradas BLACKPINK voltaram com mais um hit, desta vez a "As If It's Your Last", as HAIM continuam a provar que não estão para brincadeiras com a deliciosa "Want You Back", enquanto as Veronicas nos ofereceram uma balada arrepiante com "The Only High".

A Lorde não só tem um dos melhores álbuns do ano como, inevitavelmente, das melhores canções lançadas nos últimos tempos. "Perfect Places" é apenas uma de várias que poderia colocar aqui. A Carly Slay Jepsen descobriu o seu nicho e continua a produzir autênticas jams ("Cut The Feeling") dignas de adoração mundial. Além de ser um membro da minha família de séries, Nashville proporcionou uma das suas melhores faixas inéditas ever, com "Saved" da Lennon Stella. Embora não seja propriamente recente, tenho ouvido tantas vezes a "Bicicleta", do Carlos Vives & Shakira, que só me apetece apanhar um avião e ir visitar nuestros hermanos.

Se Julho for tão bom quanto o antecessor, espera-me muita música boa para desfrutar neste tempo que ainda não se decidiu entre nos congelar ou queimar.

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quinta-feira, 30 de junho de 2016

MUSIC | JUN'16 Playlist


Se me perguntarem qual é a minha parte favorita do Verão, a resposta é simples e imediata: a música! Quer sejam melodias com aroma tropical, batidas frenéticas ou baladas de nos querermos lançar ao mar, parece que nesta altura do ano tudo é amplificado.

Junho foi, sem dúvida alguma, devoto ao retorno do meu duo australiano favorito. As gémeas The Veronicas voltaram com o delicioso single "In My Blood" e, tal como previ na minha review, alcançou a primeira posição nos aussie charts.

Simultaneamente, nos últimos dias tenho ecoado, repetidamente, a brilhante canção "In Common" da Alicia Keys. Ainda que me tenha passado um pouco ao lado quando estreou, estou de total acordo com os críticos que a consideram "hipnótica e um possível Summer Hit". 

Em modo de apanhado geral e saltando os mais conhecidos, rendi-me finalmente aos encantos da Betty Who; as M.O, o trio britânico que tanto tenho promovido, continuam a justificar o meu apoio; o francês Martin Solveig conseguiu repetir a proeza e apresentar-nos outra jam óptima para os dias quentes e, pela primeira vez, inclui uma artista portuguesa, a Aurea (ainda que cante em inglês, mas vá).

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sexta-feira, 3 de junho de 2016

TGW RECOMENDA | Álbuns a ouvir #14


1. Ariana Grande | Dangerous Woman
MUST LISTEN: BE ALRIGHT | INTO YOU | LEAVE ME LONELY (ft. Macy Gray) | GREEDY | DANGEROUS WOMAN | EVERYDAY (ft. Future) | TOUCH IT

Dois anos depois da célebre frase "You need a bad girl to blow your mind", no smash-hit, "Bang Bang", em parceria com a Jessie J e Nicki Minaj, habemus Dangerous Woman. O sucessor do álbum My Everything, que diga-se de passagem continha autênticos bangers como "Problem" ou "Break Free", tem uma produção sensacional. Ainda que com alguma timidez, os temas líricos centram-se no desejo, independência e "bad decisions". 

Saltando "Moonlight", a canção de abertura, é com "Dangerous Woman" que começa a verdadeira aventura. Embora não concorde com a escolha para primeiro single, não posso negar a potência vocal da Ariana. Seguindo o clima intenso da faixa-título, "Be Alright" e "Into You"  as minhas favoritas  são igualmente viciantes e absolutamente geniais.

No meio deste projecto de 15 faixas, as colaborações são pouco interessantes e altamente desnecessárias. Enquanto Future só repete "Everyday" vezes sem conta durante o refrão, a Nicki Minaj não inovou e o Lil Wayne... enfim, só Macy Gray conseguiu brilhar. A mistura da voz rouca de uma com os vocais potentes da outra merecia o Grammy de Melhor Colaboração. É a combinação perfeita!

Dangerous Woman perde um pouco a energia na segunda metade do disco, mas o veredicto final é positivo.

2. Anohni | Hopelessness
MUST LISTEN: 4 DEGREES | DRONE BOMB ME | WHY DID YOU SEPARATE ME FROM THE EARTH | WATCH ME

Por sugestão de uma colega de trabalho, apaixonei-me pela vulnerabilidade crua do, na altura, Antony Hegarty, dos Antony and the Johnsons. Seis anos depois do último álbum de estúdio do grupo, volta a solo e com uma nova identidade. Aclamado pela crítica, Hopelessness é definido pela cantora como "an electronic record with some sharp teeth", e a descrição não podia ser mais acertada. 

Com uma voz do outro mundo e letras comoventes, Hopelessness exterioriza uma agressividade enorme face o estado da humanidade e a sociedade capitalista. Serve como uma espécie de desabafo para os excluídos, na esperança de encontrar o amor, paz e alguma felicidade. Colocando-a no mesmo patamar de artistas-activistas como M.I.A., Anohni utiliza a sua música para transmitir mensagens ricas em conteúdo  algo extremamente raro hoje em dia.

O duo de abertura, "Drone Bomb Me" e "4 Degrees", são de tal forma poderosos que ficamos com a sensação de ter levado um murro no estômago, mas in a good way. A primeira é cantada da perspectiva de uma rapariga Afghan, que implora por destruição, para desaparecer deste mundo e juntar-se à sua família na vida após morte. A segunda é referente a um estudo recente que descobriu que a temperatura da Terra vai aumentar quatro graus Celsius se as emissões de gases não forem paradas.

Hopelessness não é apenas um exame violentamente catártico e inteligente da realidade geopolítica de hoje, é um dos melhores álbuns do ano (até agora).

3. Radiohead | A Moon Shaped Pool
MUST LISTEN: BURN THE WITCH | DAYDREAMING | IDENTIKIT 

Por incrível que pareça, os Radiohead nunca fizeram parte da minha biblioteca musical. Sim, estou familiarizado com os hits mais conhecidos como a eterna "Creep", mas pouco mais. O certo é que assim que ouvi o single "Burn The Witch" entrei numa espécie de transe e rendi-me por completo ao Thom Yorke e companhia. 

Sendo "A Moon Shaped Pool" o primeiro álbum que ouço do grupo, não tenho qualquer forma de comparação com os oito anteriores. Com uma sonoridade a lembrar Bon Iver ou James Blake, mas sob ácidos, funciona como uma espécie de exorcismo musical. É o tipo de disco feito para desfrutar sozinho, mesmo que no meio de uma multidão.


4. Fifth Harmony | 7/27
MUST LISTEN: WORK FROM HOME | WRITE ON ME | THE LIFE | DOPE | ALL IN MY HEAD (FLEX) | BIG BAD WOLF

Após ocuparem a 22ª posição no "TOP 50 ALBUMS OF 2015" com o álbum de estreia, Reflection, as Fifth Harmony estão de volta com 7/27  o dia em que o grupo foi formado. Não me considerava propriamente um fã, mas assim que a batida da "Work From Home"  o maior hit da carreira delas, ocupando neste momento o 4º lugar na Billboard Hot 100  entrou nos meus ouvidos, o resto foi história.

7/27 pode ser descrito em dois adjectivos: nostálgico e tropical. Numa clara homenagem ao estilo de música lançada no início dos anos 00's, as cinco jovens fizeram o trabalho de casa e obedeceram às tendências e formatos de rádio dos últimos tempos. Apesar de já se terem estabelecido individualmente enquanto vocalistas, o ouvinte continua sem saber qual é a verdadeira identidade sonora do grupo.

Levou algum tempo, mas já consigo apreciar o segundo single, "All In My Head (Flex)", é uma pena que tenham "desperdiçado" a fantástica "Write On Me" como faixa promocional.



OUTROS ÁLBUNS A OUVIR (AQUI)

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terça-feira, 31 de maio de 2016

MUSIC | MAY'16 Playlist






























Ainda que a medo, o Verão começa a dar o ar de sua graça aqui e ali. Com o aumento ligeiro de temperaturas o que é que se quer? Músicas bem-dispostas, está claro. De todas as playlists que já criei, esta é capaz de ser uma das minhas favoritas. 

Em 2010 estava tão consumido pela brilhante "Dancing On My Own" que não prestei a atenção merecida à igualmente viciante "Call Your Girlfriend" da Robyn. Seis anos depois, foi a música que mais ouvi neste mês. É caso para dizer, "mais vale tarde que nunca".

As restantes escolhas recaem sob os suspeitos habituais, Ariana Grande, Rihanna, Fifth Harmony, Meghan Trainor e novas adições como Cruel Youth, Elle King, Leo Kalyan e até Radiohead por quem finalmente me converti.

Como Maio também é sinónimo de Eurovision Song Contest, aproveitei e criei um mix com 20 dos meus participantes favoritos deste ano.

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segunda-feira, 23 de maio de 2016

Billboard Music Awards 2O16

The Weeknd confirmou o favoritismo e dominou os Billboard Music Awards ao receber 8 prémios dos 20 a que estava indicado. Entre elas, o cantor levou para casa as estatuetas de Melhor Artista no Top 100 (top de singles), Melhor Artista de Rádio, Melhor Artista de RB, Melhor Álbum R&B" por "Beauty Behind The Madness" e Melhor canção R&B para "The Hills".

Em segundo lugar no total de vitórias (5 em 8), Adele venceu o prémio mais importante da noite, Melhor Artista do Ano, assim como, Melhor Artista Feminina, Melhor Artista e Álbum Top 200, e Melhor Canção com "Hello". Por estar em tour a cantora não esteve presenta na cerimónia, mas ainda assim, deixou vários vídeos a agradecer e ainda estreou o vídeo para música "Send My Love (To  Your New Lover)".

Com duas vitórias cada ficaram Justin Bieber (Melhor Artista Masculino e Melhor Artista nas Redes Sociais) e o grupo WALK THE MOON (Melhor Música Rock e Melhor Música Rádio com "Shut Up and Dance With Me"). As estatuetas de Melhor Artista de Rap e Rock foram atribuídas, respectivamente, a Drake e twenty one pilots.

Entre os prémios fora de disputa e escolhidos pelo júri com base na carreira das cantoras, Britney Spears foi coroada com o Millenium Award e Celine Dion com o Icon Award. A Miss American Dream abriu a gala com um medley altamente robótico e em playback (óbvio) de alguns dos seus hits - "Work Bitch", "Womanizer", "I Love Rock 'n' Roll", "Breathe On Me", "I'm a Slave 4 U", "Touch of My Hand" e "Toxic". Já a Celine cantou uma emocionante versão da épica "The Show Must Go On" dos Queen deixou a plateia em lágrimas com o discurso de aceitação.


 .............................Britney Spears ....................................................................Celine Dion

As performances mais memoráveis ficaram a cargo da dupla Ke$ha e Rihanna. Após uma enorme controvérsia, a cantora de "Tik Tok" apresentou-se com uma versão absolutamente sublimeda música "It Ain't Me, Babe" de Bob Dilan, mostrando de uma vez por todas as suas verdadeiras capacidades vocais. Antes de receber o Billboard Chart Achivement pelo seu desempenho nos tops de música norte-americanos, a cantora dos Barbados arrasou com a melhor faixa de "Anti", Love On The Brain. Uma surpresa tanto pela escolha musical como pela sua voz que está cada vez melhor. Sem dúvida a melhor actuação da noite.


 ....................................Ke$ha ........................................................................Rihanna

P!nk aproveitou a gala para cantar "Just Like Fire", faixa oficial do filme Alice Through the Looking Glass. Tendo em conta aquilo a que estamos habituados, foi mais do mesmo. Por falar em estreias, Troy Sivan pisou pela primeira vez o palco com uma animada actuação de "Youth".


 ....................................P!nk ........................................................................Troye Sivan

Sem quedas, a Meghan Trainor cantou a viciante "NO" e as Fifth Harmony provaram que vieram para ficar com uma performance do maior hit da carreira delas, "Work From Home".


..................................Meghan Trainor..........................................................Fifth Harmony

Apesar de ter saído de mãos a abanar, Ariana Grande apresentou ao vivo o primeiro e novo singles, "Dangerous Woman" e "Into You" — finalmente fez uma escolha acertada. A cerimónia foi encerrada com uma homenagem ao falecido Prince, por Madonna e Stevie Wonder que contagiaram o público com as suas versões de "Nothing Compares 2 U" e "Purple Rain".


 .............................Ariana Grande ...............................................................Madonna & Stevie Wonder


Concordam com os vendedores? Qual ou quais foram as vossas performances favoritas?

quarta-feira, 9 de março de 2016

Música | Playlists JAN & FEB '16


Desde os meus tempos de escola que gosto de criar playlists para uso pessoal. Não há nada como encontrar um CD de 2006 e ouvir as minhas canções favoritas dessa época. Para algumas pessoas os cheiros são capazes de as transportar para certas alturas da sua vida, para mim são as músicas.

Quando comecei a planear as listas com o "Melhor de 2015", decidi que queria partilhá-las em algum lado. Como no youtube não conseguia encontrar nem metade das faixas que precisava, acabei por me render ao Spotify. Apesar de alguns cantores estarem desaparecidos, não há como negar que é uma das melhores plataformas musicais dos últimos tempos.

Há duas semanas consegui, finalmente, tirar alguns minutos e actualizei a página do Ghostly Walker com duas novas playlists referentes às canções que mais ouvi nos primeiros dois meses deste ano. Não faltam nomes como Adele, Sia e Rihanna e outros menos conhecidos como Petite Meller, Dua Lipa e Florrie. Tanto baladas como faixas mais mexidas, os géneros alternam entre o POP, dance, alternativo, R&B, country e até brasileiro.

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quarta-feira, 2 de março de 2016

Music Videos | Fresh out the oven #3


Se tivesse que resumir o mês de Fevereiro numa palavra seria work. Tendo em conta que agora toda a gente, leia-se Rihanna e Fifth Harmony, se lembrou de trabalhar, parece que estou em sintonia com o mundo musical, ah! Pelo meio temos este frio insuportável representado pela Demi Lovato, romance pelas mãos do Zayn, a vida social que sempre quis com o Troye Sivan, um amor proibido pela Halsey e uma viagem alucinante com o ZHU. Se não perceberam nada do que acabei de descrever, não percam mais tempo, desfrutem os vídeos abaixo.


1. Rihanna ft. Drake | Work

Embora tenha cancelado a actuação nos Grammys e algumas datas da Anti World Tour, a Rihanna conseguiu surpreender os fãs não com um, mas dois vídeos para o último single, "Work". Não morri de amores quando ouvi a música pela primeira vez, chegando mesmo a pensar que a cantora dos Barbados teria cometido um terrível erro. Algumas plays depois, já não conseguia ficar indiferente ao refrão nada original, mas contagiante. 

O primeiro clip, dirigido por X, é uma autêntica twerk party com sabor a Jamaica, e uma coreografia a roçar, literalmente, no ordinário. A segunda versão do vídeo, a minha favorita, dirigida por Tim Erem, foca-se exclusivamente no duo musical Rihanna + Drake e na sua intensa química sexual. É uma espécie de sonho cor-de-rosa néon para adultos. O facto é que resultou e a canção alcançou a primeira posição na Billboard Hot 100, valendo-lhe o seu 14º hit.


2. Demi Lovato | Stone Cold

Uma eternidade depois, a Demi Lovato lançou, por fim, o vídeo para a excelente "Stone Cold". Filmado em Park City, Utah, nos Estados Unidos, a produção ficou a cargo de Patrick Ecclesine. Fico genuinamente irritado quando os cantores desperdiçam as suas baladas com visuais tão pouco inovadores. Este é mais um desses casos.

A esta altura qualquer produção do álbum Confident é desnecessária. Se a Demi se empenhasse mais na divulgação dos seus singles já tinha pelo menos um número 1 no seu currículo. Com uma voz poderosa, é um autêntico desperdício.


3. Troye Sivan | Youth

Após entrar na lista dos meus dez álbuns favoritos de 2015 com o espectacular disco de estreia, Blue Neighbouhood, Troy Sivan divulgou o vídeo para uma das minhas faixas favoritas, "Youth". Produzido por Malia James, o clip mostra o cantor australiano numa festa adolescente, pintada a tons neon e doses equivalentes de romance e diversão. É uma boa mudança em relação aos últimos trabalhos mais sombrios, mas é caricato que um youtuber, com tantos anos de experiência, consiga ser tão awkward em frente à câmara.


4. Zayn | It's You

Uma semana depois de estrear a canção ao vivo no programa televisivo The Tonight Show With Jimmy Fallon, Zayn divulgou o vídeo para "It's You". Uns levam anos entre os lançamentos de singles e outros fazem-no depressa demais. Ainda não me cansei da surpreendente "Pillowtalk" e já so presenteado com a sucessora. Felizmente é mais uma aposta fantástica. A elegante produção a preto e branco, é a cereja no topo do bolo desta balada, claramente inspirada na ex-noiva Perrie Edwards das Little Mix.


5. ZHU | In The Morning

Dono do meu EP favorito do ano passado, Genesis Series, o jovem produtor e DJ americano Steven Zhu (conhecido por ZHU), está de volta com um novo trabalho: "In The Morning". Criativo, sinistro e cativante, o vídeo só podia ser fruto de um génio musical.


6. Halsey | Colors

Se há coisa que a Halsey sabe criar além de música, são videoclips. Após "Ghost" e "New Americana", a cantora lançou os visuais para o terceiro single, "Colors" do álbum de estreia, Badlands. Acompanhada do actor Tyler Posey, protagonista da série juvenil Teen Wolf da MTV, o conceito não é nem um pouco original, mas a execução está perfeita. Espero apenas que para a próxima ela invista numa peruca melhor.


7. Fifth Harmony | Work From Home

Parece que agora toda a gente se lembrou de trabalhar. As protegidas do Simon Cowell estão de volta com o primeiro single, "Work From Home", do segundo álbum 7/27, previsto para 20 de Maio. Por muito que me irrite dizê-lo, estou completamente viciado nesta música! Num registo mais adulto e extremamente sexualizado, as Fifth Harmony não estão para brincadeiras.

Produzido por X (sim, o responsável pela versão rosa do "Work" da Rihanna), o vídeo anda a causar furor e já levantou algumas comparações ao "Work" (2009) da Ciara. Com uma coreografia digna de uma grupo à la Pussycat Dolls, ainda há espaço para um pouco de comédia ao ver a Camila tentar ser sexy.


Conheciam os vídeos? Qual é o vosso videoclip/música favoritos?

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