Os últimos meses têm sido complicados no que toca a conseguir conciliar trabalho, desgaste e a minha presença online. Enquanto seres humanos e criativos, todos os anos passamos por períodos de crise imaginativa que, consequentemente, nos impedem de escrever o que quer que seja. Juntem a isso uma dose astronómica de preguicite aguda e está o caldo entornado. No passado, referi várias vezes que sofro bastante deste problema e a tendência tem sido piorar. Até ao momento, esta é a maior crise de procrastinação que alguma vez atravessei.
Não querendo apontar dedos a um problema que é meramente interno, existem factores exteriores que também não ajudam à festa. Um deles é a direcção que a blogosfera em geral está a tomar. Pode ser impressão minha mas... o factor novidade perdeu-se. Dou por mim a ler uma constante reciclagem de coisas já escritas, criadas, feitas. Não tenho sentido aquela curiosidade em abrir este e aquele post porque já sei perfeitamente o que vou encontrar, mais do mesmo. São rubricas-clone que nascem mas com um título e número diferente de "coisas" em observação, são os mesmos locais gastronómicos a visitar, as mesmas exposições, os mesmos filmes, os mesmos produtos de cosmética. Bah!
Sei que pode ser uma observação injusta, mas permitam-me que constante um facto que também se aplica a mim. Ao fim ao cabo, sou parte activa nesta problemática e tenho plena consciência disso. Por outro lado, é precisamente por isso que sempre tentei intercalar as ditas publicações em "cadeia" com outras mais aleatórias, por vezes com a sua pitada de wtf. É preciso inovar, sair da zona de conforto e explorar outros caminhos, temas, experiências. Sim, isto é tudo muito bonito mas na prática nem sempre é possível, especialmente se tiverem uma página direccionada a um só público-alvo. Contudo, é algo que estou a tentar com todas as forças aplicar de modo a não vos maçar com tretas.
Cada vez mais o tempo é precioso e ninguém merece desperdiçá-lo a ler um jornal com notícias do mês passado.



















