Pages

Mostrar mensagens com a etiqueta exercício físico. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta exercício físico. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Ginásio em 5 pontos


1. Sistema de duplas

Provavelmente uma das coisas que mais me irrita no ginásio é o sistema de duplas no que toca à utilização dos equipamentos. Como sou novo nestas andanças, qual é o meu espanto quando começo a ver pequenas parelhas de duas pessoas a partilharem a mesma máquina. Embora compreenda o pensamento, no sentido de tentar abreviar o período de espera, o facto é que se pensarmos bem, atrasa ainda mais um terceiro elemento que pretenda avançar. Já fui abordado três vezes para entrar nesta espécie de pacto de testosterona e só aceitei por ser alguém simpático que, felizmente, não leva uma eternidade a fazer os exercícios e até altera os pesos para as minhas medidas cada vez que termina um set.

2. Grunhidos 24/7

Soltar-se um ou outro gemido ou som enquanto nos estamos a exercitar é bastante compreensível dado o esforço físico. O que não nos preparam é para a sinfonia que começa na sala dos pesos e continua até ao balneário, através de "ais" ou suspiros por clemência. Pois é, aquela área do ginásio é notoriamente utilizada por elementos do sexo masculino que, por vezes, se entusiasmam nas suas projecções vocais. Como se um gato atropelado se tratasse, aqueles seres com aparência semelhante à de um tomate prestes a explodir, conseguem gritar mais alto e agudo que muitas mulheres quando estão em trabalho de parto. Quantas vezes não olhei instintivamente para o lado, confuso com o que raio se estava a passar. Ao menos ainda dá para nos rirmos, mas sem ninguém ver, claro.

3. Locker Room Talk

Terminei o ensino secundário há alguns anos portanto queiram-me desculpar por já não me lembrar do que era frequentar um balneário. Se tivesse que o fazer, podia dividir os alvos em análise em dois grupos, os calados e os fanfarrões. O primeiro grupo limita-se a fazer a sua rotina, sossegadinho e sem chatear ninguém. O segundo, é todo um circo digno de uma feira bem popularucha. "Mano, já viste o cu da Ângela?" pergunta um deles que tem como resposta, "Ya, puto. É memo grossa. Mas a Liliana não lhe fica atrás". It's just boys being boys, podem dizer os mais antiquados mas, por favor. Uma coisa é falar nesses termos com um amigo outra é fazê-lo com plateia. Este exemplo até nem é nada de mais, o pior é quando começam a tentar falar de coisas que claramente ultrapassam os seus QI's e o resultado é digno de um concorrente da Casa dos Segredos.

4. Antro dos mirones

Como qualquer outro animal, racional ou não, é normal observarmos o que acontece à nossa volta. Se algumas pessoas são mais despistadas ou não querem saber, existem outras que não compreendem quando o olhar fixo atinge o limite predatório. Não há nada mais desconfortável que estarmos a fazer determinado exercício e sentirmos, literalmente, os olhos de alguém postos em cima de nós. Uma coisa passageira e casual é comum e aceitável, mais que isso não, obrigado. Como referi anteriormente, alguém estar com trajes de desporto diminutos ou com roupa interior à mostra não é um convite para olharem. Há que respeitar o espaço pessoal de cada um.

5. Há pessoas que vão pela companhia

Uma realidade triste mas bem presente no dia-a-dia. Muitas vezes apercebo-me de pessoas mais velhas (não necessariamente idosos) que vão para o ginásio pela companhia. Pouco ou nada se exercitam, andam a paço de caracol entre um ou dois locais e acabam por pousar quando encontram alguém com quem conversar. Claro que alguns dos indivíduos que vi podem ter algum tipo de condicionante física que os impede de serem mais activos, mas há certos casos que são bastante óbvios. Sendo verdade, tenho imensa pena. Deve ser tão triste ter que se recorrer a um lugar destes só para ter dois dedos de conversa. Mas há que ver as coisas pelo lado positivo, ao menos saem de casa e sempre convivem com outras pessoas.


Frequentadores de ginásio, concordam com os pontos? 

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

5 Regras básicas de etiqueta no ginásio


Se praticam exercício físico numa área comum, as chances de se terem irritado com algo que outra pessoa fez são mais que muitas. Quer sejam vocês os culpados ou vítimas, o facto é que existem certas regras básicas de etiqueta a seguir no ginásio. Lá por estarmos a dar no duro para conseguir trabalhar alcançar objectivos pessoais, não significa que não possamos facilitar a convivência com os outros durante o processo.


1. Usa desodorizante

Se pensavam que esta era óbvia, estão enganados. Por algum motivo que me ultrapassa, a maioria dos homens só parece preocupar-se em colocar desodorizante depois do banho. O problema é que até lá chegarmos, tivemos que passar por todo um processo tortuoso que envolve um cheiro a suvaqueira digno de um trolha num dia de Verão. Todas as pessoas transpiram, ainda para mais neste contexto, mas há que ter o mínimo de noção. Não se justifica a nuvem aromática de cebola estragada e suor que algumas pessoas arrastam atrás de si. 

2. Limpa o equipamento que usaste

Novamente, algo evidente que escapa à maioria. Por norma, todos os utilizadores de ginásio devem andar sempre com uma toalha atrás. A sua função não é apenas de limpar as gotas de suor que escorrem pela cara, também se aplica ao equipamento que usaram. Não há nada pior que chegarmos a uma máquina e encontrarmos material genético de outra pessoa. Ew. Leva-me a jantar primeiro. No meu ginásio existem funcionários de limpeza que estão constantemente a tratar disso mas, ainda assim, quando vemos que o equipamento que tanto queríamos vagou, não há tempo para esperar por eles, e é o mínimo deixarem tudo composto e não obrigarem os outros a ver a forma das vossas nádegas estampada no assento.

3. Não ridicules ninguém

O que não falta na internet são memes de gym fails e, apesar de ser divertido quando alguém não percebe como uma máquina funciona, eles estão a tentar e não deviam ser ridicularizados por isso. Ninguém nasce ensinado e é normal não acertarem em tudo à primeira. Falo por experiência, sou novo nestas andanças e são mais as coisas que desconheço do que o contrário. Fazer pouco de alguém recém-chegado (ou não) a este mundo, tal como em tempo vocês foram, é simplesmente triste. Em vez disso, sorriam e ajudem a pessoa, não custa nada.

4. Não olhes fixamente para as pessoas

Esta serve tanto para rapazes como para raparigas. Não olhem fixamente! As pessoas estão a trabalhar os corpos e se vos apanham a olhar, vão sentir-se constrangidas e imaginar um de dois cenários: que vocês são creepy e estão à espera de chegarem ao balneário para lhes saltarem em cima ou que estão a fazer pouco deles. Mesmo que uma rapariga esteja com um soutien de desporto ou um rapaz com os boxers à mostra enquanto faz abdominais, não é um convite para olharem. Respeitem o espaço pessoal de cada um.

5. Se não estás a usar, sai

Não há nada mais frustrante que queremos usar uma máquina e estar um marmanjo com o traseiro sentado às sms como se fosse um adolescente com o cio. Se querem exercitar os dedos, existem outros locais mais indicados para o fazerem em vez de estarem a atrasar os treinos de toda a gente. Uma coisa é fazer uma pausa de 1 minuto entre sets outra é os meus netos já terem nascido e os indivíduos continuarem ali, presos ao maldito equipamento sem sequer lhe darem uso.


Frequentam algum ginásio? Partilham de algum destes mandamentos?

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Ginásio ⤫ Culto do Corpo ou da Vaidade?


Não foi só a minha alimentação que mudou. Após anos a desejar fazê-lo, finalmente ganhei coragem e inscrevi-me num ginásio. Passaram-se quase três semanas e não podia estar mais satisfeito com a decisão. Dito isto, já tenho muita coisa a comentar.

Logo na primeira ida percebi que estava a entrar numa espécie de zoológico desportista. Há pessoas de todos os tipos e feitios a pavonearem-se pelo auditório que está dividido por diferentes habitats. Temos os búfalos que parecem seguranças de discotecas; as hienas que andam sempre em duplas e só vão lá para tirar fotos para partilhar nas redes sociais que são super activas; as preguiças que se arrastam para lá mas depois ficam a engonhar enquanto estão às mensagens; as avestruzes sénior que não perdem a oportunidade de se fazerem aos jovens instrutores e claro, os porquinhos da índia recém-chegados que, como eu, não percebem nada daquilo e só querem passar despercebidos.

No meio desta selvajaria, existe um elo de ligação entre todas as espécies: os espelhos. Numa espécie de ritual religioso, parece ser impossível levantar um peso sem apreciarem o seu reflexo no processo. Sim, compreendo perfeitamente o quão útil pode ser vermos se estamos a executar correctamente os exercícios, mas aquilo que eu vejo é algo de... surreal. 

Enquanto corria pela minha vida na passadeira comecei a pensar mais a fundo sobre esta questão. Muito se fala do "culto do corpo" mas até que ponto não passa isto de pura vaidade? A busca pelo corpo perfeito atinge tanto as mulheres como os homens. Só que o exagero pode desenvolver um distúrbio psicológico conhecido como a vigorexia - insatisfação constante com o corpo, levando à prática exaustiva de exercício físico.

Como referi, isto não é mais que uma reflexão sobre algo que tenho observado diariamente. Não significa que seja o caso ou regra geral. Apenas considerei peculiar a aparente obsessão que certos indivíduos têm com o seu próprio reflexo. Quando já estão em modo armário e são incapazes de executar um único passo sem olharem para eles mesmos, roça o narcisismo. No balneário ainda compreendo porque estão a contemplar os frutos do seu trabalho, faz sentido e provavelmente se algum dia chegar à forma que pretendo, farei o mesmo. Mas tudo depende do contexto e maneira de como se faz.


 Frequentam um ginásio? Já se tinham apercebido deste fenómeno? É vaidade?

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Só no Verão é que se lembram


Verão. Altura em que as temperaturas aumentam e as roupas diminuem. Ao mínimo raio solar, multidões arrastam-se para a praia, movidas por um desejo incessante de colocar os presuntos a assar. Dos 8 aos 80, fatos de banho, ainda a cheirar a mofo, são retirados das gavetas e, apertados ou não, colocados sob corpos suados a precisar de arejar.

Mundialmente, existe toda uma preparação pré-época balnear. Podemos identificar dois grupos distintos de aficionados: aqueles que ao soar das 12 badaladas, e sob pretexto de resolução de ano novo, se inscrevem no ginásio, e aqueles que esperam até Abril/Maio para levar o corpo à exaustão em prol de selfies à beira da água.

Um pouco por todo o lado somos relembrados de que o relógio não pára e se queres dar um mergulho no mar, é bom que faças alguma coisa em relação a esse saco de gelatina a que chamas corpo. O ultraje. Começa a enchente de receitas à base de saladas, água e para os mais desesperados, um dedo na goela.

Seria hipócrita se dissesse que nunca sucumbi a este problema (não me refiro ao dedo na goela). Sim, raparigas que ainda pensam ser as únicas afectadas pelas pressões da sociedade em relação à imagem, o cromossoma Y passa pelo mesmo. Quando começo a pensar no suplício que é tirar a t-shirt em público sem ter um six-pack, sinto-me automaticamente uma porcaria.

É o "culto do corpo", dizem. A questão é, só devemos seguir um estilo de vida saudável de Junho a Agosto? Por onde andam essas reportagens, anúncios e publicações durante o resto do ano? Trata-se de uma generalização e como tal, existem excepções. No entanto, a esmagadora maioria das pessoas tem este tipo de pensamento, governado pelo receio de fazer má figura no seu fio dental ou calçonete.

É o que digo, só no Verão é que se lembram.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Insanity | *60 dias de tortura em vão*


Há dois meses atrás falei-vos (aqui) da minha dificuldade em conciliar a preguiça com a vontade de ter o chamado "corpo perfeito". Nos últimos anos ter mantido sempre o mesmo peso, mas não fico satisfeito por ser "magro". Como a minha namorada diz, "parece que tens braços da Betty Spaghetti". Apesar de comentários do género, a minha motivadora pessoal apresentou-me ao Insanity. Basicamente é um programa de exercício físico intensivo de 1h por dia. Segundo o site oficial, garantem resultados em dois ou três meses (dependendo do que a pessoa pretende). Para quem não tem possibilidade de frequentar um ginásio, é uma boa solução, visto que não são necessários quaisquer tipo de materiais como pesos

Terminado o regime de insanidade, é caso para dizer "quero o meu dinheiro de volta". Pela primeira vez na minha vida, consegui seguir um plano de exercício físico até ao fim e estou bastante orgulhoso. Para alguém que prefere ficar sentado em frente ao computador a ver uma série, é uma grande vitória. Se não fosse este sentimento de conquista, estaria bastante irritado. Não vou chegar ao ponto de dizer que me "sinto enganado", mas anda lá perto. Chamem-me ingénuo, mas depois de ver uns quantos testemunhos de pessoas que seguiram este treino, tinha esperança de conseguir melhorar o meu físico.

É certo que do ponto de vista alimentar, não segui nenhuma dieta especial, o que por sua vez não justifica os resultados (ou a falta deles). Cortei em certos produtos como as batatas fritas ocasionais, e até a minha adorada coca-cola foi esquecida. Por outro lado, comecei a comer frutas, algo que era evitado devido à preguiça em descascá-las (sim, leram bem!).

Durante 60 dias, andei a transpirar que nem um agorafóbico no metro em hora de ponta. Sou capaz de ter perdido uns quilinhos, mas nada de chocante. A maior mudança é provavelmente a questão da resistência. Na primeira semana de vídeos mal conseguia acabar o aquecimento. Na recta final já era capaz de fazer os exercícios durante mais tempo e com maior facilidade. Fisicamente, a única coisa que posso dizer que noto uma diferença mínima, é na barriga. Continua praticamente igual, mas se me recostar numa certa posição, quase parece que encontro vestígios dos meus tão desejados abdominais. Que tristeza.

De qualquer maneira, é completamente impossível ficar-se com um six-pack e com uns braços muito musculados só com os vídeos do Shaun T. Lamento, mas não acredito. Cada vez que olho para fotos do "antes e depois" de algumas pessoas, só me apetece rir.

Se realmente conseguirem manter uma alimentação saudável, horários de sono constantes, e querem perder algum peso, aconselho-vos o Insanity. Se como eu, estiverem à procura de um corpo mais definido, desliguem os computadores e inscrevam-se num ginásio.

Para os interessados, podem consultar o calendário de treino aqui e ver os vídeos aqui.

Já tiveram experiências semelhantes? Seguem algum treino online ou são adeptos de ginásio?

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Dad Bod: Uma pança sensual


Portanto, existem os metrossexuais (homens com cuidados estéticos), os spornssexuais (homens muito musculados preocupados em despertar o desejo através do corpo), os lumberssexuais (despreocupados com a aparência e com barbas compridas), e agora temos o dad bod (basicamente significa "corpo de pai").

A nova moda foi criada por uma estudante universitária norte-americana para definir os homens que apesar de terem uma "barriga de cerveja", preocupam-se, minimamente, com actividade física. Falamos portanto de uma barriga saliente e braços pouco tonificados. Segundo a jovem, os dad bod são aqueles homens que "vão ao ginásio de vez em quando, gostam de beber cerveja aos fins-de-semana e não dispensam comer oito fatias de pizza de uma vez". Nunca digo que não a pizza, mas daí a querer parecer que estou a gerar uma vida dentro de mim, vai uma grande distância.

Não são os homens com excesso de peso, "mas também não são modelos com abdominais definidos". "Apesar de todas as mulheres adorarem um homem musculado, há qualquer coisa no dad bod que faz com que os homens pareçam mais humanos, naturais e atraentes", explica Mackenzie Pearson de 19 anos, no seu blog The Odissey

(Chris Pratt antes e depois de Hollywood)
Até aqui tudo bem. Embora deteste a ideia de colocar rótulos, especialmente em pessoas, agradam-me o facto de se estar a celebrar um tipo de corpo. Não fiquei satisfeito foi com o que a estudante disse em relação às "vantagens" para as mulheres em andarem com um homem assim. "Não nos intimida. Não precisamos de um homem com um corpo esculpido ao nosso lado. Já somos inseguras o suficiente." Ou seja, ela aceita que as mulheres têm mais dificuldades do que os homens quando se trata de questões de imagem corporal, mas usa-os para que elas se sintam melhor. 

A Mackenzie continua, "As mulheres gostam de ser a parte bonita do casal. Queremos parecer magras, e quanto maior for o homem, menor nos sentimos e melhor ficamos ao lado dele numa fotografia." Afinal o dad bod não é sobre gostar verdadeiramente do corpo do homem, é sim sobre como o corpo faz a mulher se sentir. Além de extremamente egoísta, também assume que o dad bod tem mau aspecto, caso contrário, não faria a mulher sobressair. 

Para o escritor Brian Moylan, o dad bod é uma "atroxidade sexista". "O problema do dad bod é que continua a reforçar a desigualdade sobre o que é aceitável para homens e mulheres. Enquanto as senhoras têm que ir à aula de pilates para controlar as calorias, os homens podem ser preguiçosos, comer as batatas fritas que quiserem e ainda esperam que as suas companheiras estejam em forma", critica na revista Time.

Sim, a definição é sexista. O surpreendente é que os homens gostam. Verdade seja dita, a maior parte dos homens adora ser tratada como objectos sexuais. Resta saber é se quem apoia esta tendência também reconhece o corpo das mulheres, principalmente as mães, que ficaram com os seus corpos alterados depois da gravidez.

Estão a favor ou contra esta moda?

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...