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segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

TGW Awards: Top 10 EP's of 2O17


Finalmente, chegámos à minha época favorita do ano: os Ghostly Walker Awards  ou The Ghostly's como gosto de lhes chamar. Antes digerirmos o facto de já estarmos em 2018, chegou a altura de celebrar o melhor que o ano passado nos proporcionou na área do entretenimento. Se são novos leitores e não estão a perceber o que está a acontecer, ao longo dos próximos dias vou partilhar convosco os meus favoritos nas categorias de Música, Cinema e Televisão.

A lista de hoje poderia ser facilmente confundida com um top 10 de underdogs musicais. À excepção de dois ou três nome mais conhecidos, os restantes artistas são relativamente novos no mercado. Por esse mesmo motivo é que nunca me canso de dizer que "popularidade não é sinónimo de qualidade".

Para quem não está familiarizado com o termo, um EP (diminutivo de extended play), é uma colecção de faixas com um número superior a um single e inferior a um álbum. Por norma não excede as 4/8 canções.

No que toca à indústria musical, 2017 foi um ano sensacional. Há muito que não acontecia um boom de lançamentos tão variados e igualmente fantásticos. Foram produções atrás de produções de faixas viciantes, alternativas e extremamente cativantes. Felizmente os ritmos tropicais perderam um pouco o gás  atenção, não confundir tropical com latino , e nessa transição surgiram autênticas pérolas.

Nunca é de mais referir que o critério principal na selecção de trabalhos para qualquer TOP 10, provém única e exclusivamente do meu gosto pessoal, tendo em conta aquilo que ouvi. Até pode ter sido lançado um EP fenomenal de um cantor qualquer, mas se não o ouvi, é evidente que não o posso colocar na lista.

MENÇÕES HONROSAS: AMBER MARK - "3:33AM" | HALF WAIF - "FORM/A" |  ALICE GLASS - "ALICE GLASS" | BECKY HILL - "EKO" | THE ACES - "PHYSICAL" | KIRSTIN - "LOVE" | SOCCER MOMMY - "COLLECTION" | ANOHNI - "PARADISE" | BEA MILLER - "CHAPTER TWO: RED" | ASTRID S - "PARTY'S OVER"

.10.. Saudin  Before I Met You
MUST LISTEN: SUNSET | THE ROAD | PASSANGER

Se há algo que gosto é de descobrir artistas novos e, em 2017, o Saudin foi um deles. O ex-Degrassi trocou a representação pela música e o resultado foi surpreendente. Num estilo que se aproxima de algo que um Frank Ocean lançaria, Before I Met You foi sem dúvida um dos meus EP's do ano.

Perfeito para ser ouvido quando estamos numa viagem, seja de que meio de transporte for, a sonoridade tem uma vibe verdadeiramente chill. Faixas como "The Road", "Sunset" e "Passanger" criam a atmosfera perfeita para nos perdermos nos nossos próprios pensamentos enquanto abanamos a cabeça discretamente no processo. Para um primeiro trabalho, o resultado é bastante positivo e deixa-me entusiasmado com o que ainda está por vir.


..9.. Sigrid  Don't Kill My Vibe
MUST LISTEN: DON'T KILL MY VIBE | PLOT TWIST | STRANGERS

Com uma imagem forte e apoiada de cores sólidas, a Sigrid entrou oficialmente para o núcleo de cantoras como MØ, Lorde e até o trio HAIM. Refiro-me a artistas alternativas, determinadas a quebrar estereótipos da música Pop contemporânea através das suas letras afiadas e personalidades fortes.

Aos 20 anos tornou-se numa das revelações de 2017 graças ao EP Don't Kill My Vibe. Sim, é inevitável não pensar no clássico do Kendrick Lamar. Composto por quatro faixas, este trabalho é um pop grandioso, recorrendo a sintetizadores electrónicos e percussões crescentes que nos lançam numa espécie de abismo do qual não queremos sair. A faixa-título é simplesmente surreal. Cansada de um relacionamento não correspondido, a jovem norueguesa não perde tempo e utiliza os versos da canção como um pedido para a deixarem em paz. Same!



..8.. Julia Michaels  Nervous System
MUST LISTEN: ISSUES | WORST IN ME | PINK | DON'T WANNA TALK

Bendita a hora em que a Julia Michaels decidiu trocar os bastidores pelos holofotes. Compositora de mão cheia e responsável por vários hits de artistas como Selena Gomez, Britney Spears e Ed Sheeran, a jovem de 23 anos é uma lufada de ar fresco.

Nervous System é o primeiro EP da sua promissora carreira e se o single de estreia, "Issues", não foi indicativo suficiente, permitam-me que esclareça: salvou a música POP. O conteúdo lírico é honesto e serve como uma espécie de diário. As letras são bem elaboradas mas sem nunca perder o carácter "simples" que caracteriza a Julia. É nessa simplicidade que ela brilha e de que maneira. As baladas "Worst In Me" e "Don't Wanna Talk" são sublimes e a sua voz rivaliza com a de um anjo. Os instrumentais "despidos" de instrumentos e apoiados em sons produzidos por ela própria, são simplesmente geniais. A sério, estão à espera do quê para ouvir este trabalho?


..7.. Mabel  Bedroom
MUST LISTEN: BEDROOM | FINDERS KEEPERS | TALK ABOUT FOREVER

Mabel é mais um nome da nova geração de cantoras que veio para dominar a indústria musical. Filha da cantora Neneh Cherry e do produtor Cameron McVey, escusado será dizer que a jovem tinha as bases necessárias para se aventurar numa carreira a solo. Se o single "Thinking of You", lançado em 2016 não foi o suficiente para captar a atenção do mundo, o EP de estreia, Bedroom, encarregou-se disso.

A colecção de quatro faixas combina estilos como R&B, Pop e electrónica, encaixando na perfeição na forma sensual e leve com que a artista interpreta o seu material. Os singles "Bedroom" e "Ride or Die" são um óptimo exemplo disso. "Finders Keepers" é, possivelmente, a música que mais se desenquadra das restantes, talvez por incluir uma pitada de reggaeteon (ainda bem altamente disfarçados entre a veia R&B da cantora).


..6.. Sarah Close  Caught Up
MUST LISTEN: CAUGHT UP | CALL ME OUT | MAESTRO

Conheci a Sarah Close por acaso e agradeço todos os dias por isso. Confesso que desconhecia o facto de ela fazer covers no youtube há alguns anos, mas isso explica a precisão do seu primeiro EP. Caught Up tem apenas quatro faixas mas são tão boas que ficamos satisfeitos.

O single de estreia, "Call Me Out" é uma faixa energética e infecciosa, perfeita para os amantes de indie-pop. Em entrevista à Clash Magazine, a Sara explicou que queria escrever uma canção divertida sobre o processo de namoriscar com alguém e a incerteza de saber o que vai acontecer a seguir. Missão cumprida. A sério, a jovem britânica tem tudo para se tornar numa estrela e se forem fãs da Halsey, Melanie Martinez ou até mesmo da Sigrid, então vão adorar esta produção.


..5.. Superfruit  Future Friends: Part Two
MUST LISTEN: DENY YOU | HURRY UP! | KEEP ME COMING | GUY.EXE.

Se não conhecem os Superfruit a única coisa que me ocorre perguntar-vos é, how dare you?. A dupla composta pelo Mitch Grassi e Scott Hoying, dois dos elementos do grupo Pantatonix, é adorada por milhões no youtube, e não só pela sua música. As suas personalidades divertidas, quirky e altamente relatable ultrapassam os vídeos, ajudando a criar uma ligação quase que pessoal com o duo. Para satisfação dos fãs, os dois cantores resolveram unir forças e lançaram-se a solo com dois EP's sensacionais.

Resolvi destacar Future Friends: Part Two porque é o meu favorito dos dois projectos. Além de inovador e sonicamente agradável, é interessante ouvir homens a cantar sobre amarem outras pessoas do mesmo género. Não devia de ser, mas a falta de representação em letras de canções da comunidade LGBT por parte de artistas ainda é enorme. Nesse aspecto, os Sperfruit estão a quebrar barreiras, provando que música é para ser celebrada independentemente do género ou orientação sexual.  


..4.. MØ — When I Was Young
MUST LISTEN: WHEN I WAS YOUNG | ROOTS | TURN MY HEART TO STONE

Após o álbum No Mythologies to Follow (2014) e um batalhão de singles de sucesso como "Kamikaze", "Final Song" e "Nights With You", a MØ está de volta com o EP When I Was Young. O trabalho apresenta seis faixas inéditas que marcam o regresso da cantora dinamarquesa às suas raízes.

A produção é crescente e recheada de synths que nos envolvem de uma maneira que é impossível não mexerem connosco. É MØ no seu melhor e isso vê-se no resultado final. Sem esquecer as influências da parceria com Diplo e Major Lazor, a jovem arrisca ainda pelo reggaepop juntamente com a electrónica actual. When I Was Young comprova o amadurecimento enquanto compositora e as suas músicas estão cada vez melhores. Que o próximo álbum chegue rapidamente!


..3.. K.A.R.D.  Hola Hola
MUST LISTEN: DON'T RECALL | OH NANA | HOLA HOLA | RUMOR 

Nos últimos dois anos voltei a apaixonar-me pelo K-POP e agora não quero outra coisa. Se as BLACKPINK foram a minha obsessão de 2016, no seguinte, o título foi para os K.A.R.D. Serem um dos poucos grupos mistos na actualidade não é motivo que chegue para o sucesso que eles têm vindo a conquistar. O que os diferencia dos restantes colegas de profissão é a quantidade de singles geniais que lançam. Literalmente, um atrás do outro, podemos sempre contar com uma canção pronta para incendiar o Verão, mesmo que estejamos em pleno mês de Dezembro.

O primeiro EP deles, Hola Hola junta todas essas canções que já lançaram e duas extra. Mesmo que exista uma barreira linguística que nos impede de entender o que estão a dizer, é inegável o poder que as melodias têm. Se estiverem em baixo, podem sempre recorrer a faixas como a título ou "Don't Recall" para vos alegrar.


..2.. Billie Eilish  Don't Smile At Me
MUST LISTEN: WATCH | COPYCAT | OCEAN EYES | MY BOY

Decorem este nome: Billie Eilish. Numa altura em que o mercado está saturado de ritmos tropicais e cantores de playback, é tão refrescante quando surgem pérolas como esta jovem de 15 anos. Sim, fiquei perplexo quando descobri a idade desta legend-in-the-making.

Don't Smile At Me é o primeiro EP da Billie e sem dúvida um dos melhores de 2017. As comparações à Lorde e Melanie Martinez são inevitáveis, mas a diversidade artística da Eilish e excelente composição de letras é extraordinária, especialmente para alguém da sua idade. Cheia de atitude e ironicamente hilariante, estou rendido. Com uma voz etérea capaz de nos hipnotizar, as fundações para uma carreira de sucesso já estão criadas e agora só nos resta acompanhá-la na viagem. Bravo!


..1.. Aly & AJ  Ten Years
MUST LISTEN: TAKE ME OUT | I KNOW | DISTANCE

São raras as vezes em que um projecto musical preenche todos os meus requisitos. Normalmente existe sempre um ou outro ovo podre que fazem o conjunto perder o seu nível. Este não é um desses casos. Exactamente dez anos desde que lançaram o último disco de estúdio como Aly & AJ, o Insomniatic, as irmãs Michalka voltaram com tudo no EP, Ten Years.

Não é segredo que tenho uma queda gritante para a era musical dos anos 80, ainda que nem sequer fosse nascido, portanto este EP foi uma espécie de prenda criada especialmente para mim. Literalmente cada uma das quatro faixas é genial à sua própria maneira. Com melodias de synthpop e refrões que ficam presos na nossa cabeça, é uma viagem deliciosa do início ao fim. A faixa de abertura e primeiro single oficial, "Take Me", foi de longe uma das melhores do ano passado. Produzida como uma espécie de hino, as irmãs entoam de forma descarada "I know that you would want it / If I could sink my teeth into you," a canção questiona a frustrante gray area entre a atracção mutua e acção. É impossível resistir ao impulso de gritar a letra "When you gonna take me out!".

O mesmo acontece com a soberba "I Know", escrita após a morte de alguém próximo. Numa atmosfera quase de sonho, as irmãs asseguram o ouvinte, e talvez a elas mesmas, que tudo vai ficar bem. "Who’s really gonna care about tomorrow?/ It’s gonna be fine / You’re gonna be fine / We’re all gonna be fine," cantam. É incrível como passados tantos anos, elas conseguiram provar que são muito mais que simples ex-estrelas da Disney. Cresceram enquanto artistas e isso reflecte-se no material que criaram. Estou absolutamente rendido e agora resta-me esperar por um álbum completo, se possível, com uma feature da Carly Rae Jepsen. 


Conheciam algum dos EP's? Quais são os vossos favoritos?

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

TGW Awards: Top 10 EP's of 2O16


A lista de hoje poderia ser facilmente confundida com um top 10 de underdogs, mas não é. À excepção de um nome mais conhecido, os restantes ainda se movem pelas sombras da indústria musical. Não é por acaso que tanto refiro, "popularidade nem sempre é sinónimo de qualidade".

Para os que não estão familiarizados com o termo, um EP (diminutivo de extended play), é uma colecção de faixas com um número superior a um single e inferior a um álbum. Por norma não excede as 4/8 canções.

Se 2015 foi um ano bom, neste campo, 2016 foi 3x superior. Esqueçam as fornadas ocasionais, o que aconteceu foi uma produção em massa de música cativante, variada e altamente viciante. Sim, ocorreu um fenómeno de repetição sonora enorme, mas se procurarem bem, conseguem encontrar autênticos tesouros escondidos.

Saliento, novamente, que o critério principal na selecção de trabalhos para o TOP 10, provém única e exclusivamente do meu gosto pessoal, tendo em conta aquilo que ouvi. Até pode ter sido lançado um EP fenomenal de um cantor qualquer, mas se não o ouvi, é evidente que não o posso colocar na lista.

MENÇÕES HONROSAS: Fletcher - "Finding Fletcher" | Parson James - "The Temple" | Bridgit Mendler - "Nemesis" | Sinead Harnett - "Rather Be With You" | The Japanese House - "Swim Against The Tide" | Hana - "Underwater" | Grace VanderWaal - "Perfectly Imperfect" | Chloe X Halle - "Sugar" | SG Lewis - "Yours" 

.10.. Cruel Youth  +30mg

Se há alguém que compreende os altos e baixos da indústria musical é a Natalia Kills. Com dois álbuns a solo absolutamente geniais (Perfeccionist e Trouble), uma das minhas artistas favoritas emergiu como Teddy Sinclair, no projecto Cruel Youth, em parceria com o marido, Willy Moon. +30mg é o EP de estreia do casal e, felizmente, não decepcionou! Aliás, a habilidade vocal da cantora nunca esteve tão presente como neste trabalho.

Por muitas reencarnações artísticas que a Teddy Sinclair sofra, os géneros e produção até podem mudar, mas a sua essência de bad girl mantém-se intacta. As letras são inteligentes e capazes de evocar emoções fortes  não é por acaso que co-escreveu os hits "Holy Water" e "Kiss it Better" da Madonna e Rihanna, respectivamente. Numa evidente alusão ao consumo de drogas+30mg retrata alguns dos piores momentos da vida pessoal da vocalista. Singles como "Hatefuck" apontam o amor como sendo a pior droga de todas, e aquela a qual menos pessoas estão imunes.


..9.. Leo Kalyan  Outside In
MUST LISTEN: FUCKED UP | TOGETHER | SILHOUETTE

No seguimento do EP Silver Linings (2015), Leo Kalyan voltou mais confiante que nunca em Outside In. No curto espaço de um ano, as qualidades enquanto compositor do jovem britânico estão ainda mais fortes, oferecendo ao ouvinte uma experiência única, crua e emocional. As duas primeiras faixas desta colecção de seis, "Fucked Up"  uma balada bem smooth  e animada "Together" conseguem ser vulneráveis e incrivelmente viciantes ao mesmo tempo. Dizer que ficam no ouvido é pouco para descrever o poder que exercem sobre mim. Resta-me aguardar, impaciente, a chegada de um álbum de estúdio.


..8.. Anoraak  Figure
MUST LISTENWE LOST | FIGURE | ODDS ARE GOOD

Em 2011 não ganhei apenas um filme favorito com Drive, também fui apresentado a uma nova corrente de artistas do mundo electrónico. Anoraak (aka Frédéric Rivière), foi um deles. Mantendo-se fiel ao seu estilo, o músico francês presenteou-nos com a banda sonora ideal para o Verão. Só tem um defeito, serem apenas quatro faixas e um remix. Figure é um EP pequeno em quantidade mas grande em conteúdo. Por entre batidas synthpop e melodias hipnotizantes é impossível ficar indiferente a tamanha originalidade.


..7.. Charlotte Day Wilson  CDW
MUST LISTEN: WORK | FIND YOU | WHERE DO YOU GO

Uma das minhas descobertas favoritas de 2016. Com uma voz a fazer lembrar a britânica Jessie Ware, Charlotte Day Wilson tem um timbre absolutamente delicioso e carregado de emoção. O registo mais grave mergulhado em arranjos suaves, em parte como a icónica Sadé, provam que esta cantora canadiana merece um lugar de destaque entre os melhores do ano. O EP CDW foi gravado e produzido na íntegra pela própria Charlotte. O único contribuidor do projecto foi o músico conterrâneo, River Tiber, presente em "Where Do You Go". Aconselho-vos vivamente a clicarem no play e ouvirem a "Work". Sem palavras.


..6.. Rebecca & Fiona  Party Hard
MUST LISTEN: SHOTGUN | DRUGSTORE LOVIN'| 4 LIFE | PARTY HARD | SAYONARA

Se há algo com que podemos contar quando ouvimos a Rebecca & Fiona, é com boa disposição. Aproveitando o tempo disponível entre tours, o duo sueco lançou uma espécie de festa ambulante com o, apropriadamente denominado EP, Party Hard. Já as tinha debaixo de olho desde que ouvi a fantástica "Sayonara", e foi com uma valente satisfação que recebi esta extended play com salpicos de Icona Pop e Charli XCX. Ainda que as letras não sejam necessariamente inspiradoras, a composição experimental é algo bem diferente em relação a trabalhos anteriores. Sem dúvida um óptimo aperitivo ao terceiro disco de estúdio.


..5.. Terror Jr  Bop City
MUST LISTEN: 3 STRIKES | SUGAR | TRUTH | COME FIRST

Os Terror Jr. são um autêntico mistério. Composto por três elementos, dois deles produtores identificados, pensa-se que a vocalista, "Lisa", não é nada mais nada menos que Kylie Jenner. Além da faixa "3 Strikes" servir como banda sonora para o anúncio do Lip Gloss da jovem, a tonalidade e quantidade de autotune na voz da cantora só ajudam a fomentar os rumores.

O EP de estreia, Bop City é irreverente por combinar sintetizadores e melodias upbeat com temas que passam pela sexualidade ("Pray") à violência actual nos Estados Unidos ("Little White Bars"). Longe estão os dias em que a cultural pop musical servia apenas de refúgio para os problemas do dia-a-dia. O grupo norte-americano junta-se assim à enorme lista de cantores que denunciam problemas sociais, "Someone got shot on the TV / But it don’t feel like a movie / I think this world’s ’bout to leave me…" Independentemente das limitações vocais da "Lisa", o trio conseguiu reunir um conjunto bastante coeso de faixas efervescentes e francamente viciantes, prontas para combater os dias mais pesados.


..4.. Hayley Kiyoko — Citrine

She's done it again! Seguindo as pisadas do brilhante EP The Side of Paradise, lançado em 2015, a Hayley Kiyoko voltou em grande com Citrine. Se estão familiarizados com a canção "Girls Like Girls", vão ficar satisfeitos por saber que a cantora e actriz manteve a mesma temática do projecto anterior. 

Citrine é uma poderosa colecção de canções que oferecem letras sinceras e emotivas ("The Palace"), confiantes e melodias absolutamente viciantes. Dois meses depois, ainda não consegui tirar o fantástico primeiro single, "Gravel to Tempo", da cabeça. Além da parte lírica/sonora, uma das vertentes mais fortes da jovem de 25 anos é a componente visual dos seus vídeos. Poderia explicar o porquê, mas basta verem os vídeos das faixas a cima indicadas para compreenderem.


..3.. Charli XCX  Vroom Vroom

Para celebrar o lançamento da sua nova recording label, Vroom Vroom Recordings, a princesa rebelde do pop britânico ofereceu aos fãs um EP explosivo. Com os álbuns True Romance e Sucker no curriculum, arrisco-me a dizer que esta produção de SOPHIE, é o trabalho mais desafiante da sua carreira. Agora sim, entrámos em território I don't give a f*. Irreverente e por vezes ridículo, Vroom Vroom é surpreendentemente satisfatório. Desde uma sample da Uma Thurman no "Pulp Fiction" ao uso de batidas quase animalescas, garanto-vos que não vão conseguir manter-se quietos ao som destas quatro canções.


..2.. Sofi Tukker  Soft Animals
MUST LISTEN: DRINKEE | MATADORA AWOO | HEY LION

Num ano em que na rádio pareciam ecoar repetições rítmicas de qualquer projecto do Justin Bieber e companhia, os Sofi Tukker foram uma lufada de ar fresco. O duo nova-iorquino composto por Tucker Halpern e Sophie Hawley-Weld apresenta em Soft Animals um conjunto de faixas pop com sabor a selva. Com uma produção impecável e utilização de instrumentos/sonoridades provenientes de um melting pot de culturas, ouvi-la cantar em português causa-nos uma sentimento de familiaridade estranho e extasiante. Além das extremamente viciantes "Matadora" e "Awoo", destaque para a "Drinkee", cuja letra é o poema "Relógio", escrita pelo poeta brasileiro Chacal. Soft Animals é uma obra-prima e, de longe, uma das melhores propostas de 2016.


..1.. Carly Rae Jepsen  E•MO•TION: Side B
MUST LISTEN: CRY | HIGHER | BODY LANGUAGE | STORE

Após conquistar a crítica com o absolutamente genial E•MO•TION  ficou em 2º lugar no meu "Top 50 Albums of 2O15— a Carly Slay Jepsen, como foi apelidada, resolveu presentar os fãs com E•MO•TION: Side B. A compilação de oito faixas serve de continuação ao trabalho anterior, mantendo-se no mesmo registo: canções contagiantes e directas que resultam num POP ao mais alto nível.

Para um amante da década musical dos anos 80 como eu, Side B oferece uma dualidade de texturas melódicas que, embora fora de época, conseguem ser simultânea e genuinamente modernas. A dada altura dá para perceber que a direcção começa a dispersar-se um pouco, mas é compreensível se pensarmos que, aparentemente, a Jepsen escreveu 250 canções para o disco original. Considera-te oficialmente vingada Carly, este #1 ninguém te tira.


Conheciam algum dos EP's? Quais são os vossos favoritos?

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