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quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Sound the Alarm ⤫ Album Reviews #36


MUST LISTEN:
DON'T SAY YOU LOVE ME

SAUCED UP
LONELY LIGHT
HE LIKE THAT

1. Fifth Harmony  Fifth Harmony

Após a saída abrupta, mas nada surpreendente, da Camila Cabello, as restantes integrantes das Fifth Harmony tinham muito a provar. Com a vaga deixada pela come-refrões do grupo, finalmente chegou a oportunidade das outras poderem brilhar. O resultado foi um mini-álbum com sabor a EP pouco inventivo mas eficiente.

Auto-intitulado Fifth Harmony, o conjunto de 10 faixas não é mais que uma reciclagem da sonoridade do projecto procedente, 7/27. Aliás, o primeiro single "Down" é uma tentativa desesperada de recriar o sucesso astronómico de "Work From Home" mas sem o mesmo impacto. Por entre tantas canções super-produzidas, existem boas passagens como a balada "Don't Say You Love Me", a animada "Sauced Up", ou a trap-tastic "Angel". O grande problema, além da falta de originalidade, são as letras. Digamos que não percebo como enchem o peito para dizer que ajudaram a escrevê-las se depois há passagens poéticas como "Pumps and a bump, pumps and a bump / He like the girls with the pumps and a bump". Tenho dito.

MUST LISTEN:
YOUNGER NOW

MALIBU
BAD MOOD
SHE'S NOT HIM

2. Miley Cyrus  Younger Now

Younger Now tinha tudo para ser o canalizador das opiniões políticas que a Miley tanto tem expressado mas não. Em vez disso, o álbum é o mais seguro possível, consistindo numa colecção de canções pop country  que mais parecem ter sido retiradas do arco da velha.

Rapidamente ficamos com a ideia geral do que aí vem, com a combinação das duas faixas iniciais, "Younger Now" e "Malibu". Ambas são óptimas e expressam a mesma ideia de que os tempos da língua de fora foram substituídos por viagens de carro ao longo da costa com o irmão do Thor. Não há nada de errado com mudança e crescimento, mas fiquei não posso deixar de expressar uma valente decepção. De tantos adjectivos que foram utilizados para descrever a Miley nos últimos anos, nunca pensei que enfadonho fosse ser um deles. Dito isto, é impossível negar o poder vocal dela, especialmente em baladas como "I Would Die For You". De salientar também a comovente "She's Not Him" que, se não entenderam pelo título, aborda o tema da bissexualidade.

MUST LISTEN:
BEAUTIFUL ONES
SOMETHING I NEED TO KNOW

PEOPLE LIKE US
CHAPERONE

3. HURTS  Desire

Uoh-oh, os HURTS beberam o kool-aid mainstream. Após oito anos juntos e três álbuns fortes, Desire fica um pouco à quem das expectativas. Nesta quarta produção de inéditas, é evidente que o ambiente está drasticamente mais leve. Batidas dançantes e melodias bem pop não significam necessariamente uma descida de qualidade, mas algo de muito errado se passa aqui.

A faixa de abertura e primeiro single, a soberba "Beautiful Ones", é provavelmente uma das minhas favoritas do ano e o vídeo é absolutamente comovente. Aproveitando tópico da importância da expressão de género, aconselho-vos vivamente a verem o vídeo se ainda não o conhecem. O que se segue é uma falta de direcção bastante óbvia. Não existe um fio condutor que ligue as ideias presentes em Desire e isso é um grande problema. O facto de existir algo como a "Boyfriend", um semi-clone do "Kiss" do Prince", é algo que me supera. Ainda assim, seria um crime catalogar este trabalho como mau. Apenas tem umas arestas por limar. Faixas como "Something I Need To Know" e "Chaperone", são razão mais que suficiente para darem uma oportunidade a este Desire.

MUST LISTEN:
WATCH

COPYCAT
OCEAN EYES

MY BOY

4. Billie Eilish  Don't Smile At Me

Decorem este nome: Billie Eilish. Numa altura em que o mercado está saturado de ritmos tropicais e cantores de playback, é tão refrescante quando surgem pérolas como esta jovem de 15 anos. Sim, fiquei perplexo quando descobri a idade desta legend-in-the-making.

Don't Smile At Me é o primeiro EP da Billie e é um dos melhores do ano. As comparações à Lorde e Melanie Martinez são inevitáveis, mas a diversidade artística da Eilish e excelente composição de letras é extraordinária, especialmente para alguém da sua idade. Cheia de atitude e ironicamente hilariante, estou rendido. Com uma voz etérea capaz de nos hipnotizar, as fundações para uma carreira de sucesso já estão criadas e agora só nos resta acompanhá-la na viagem. Bravo!


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terça-feira, 25 de abril de 2017

Sound the Alarm ⤫ Álbuns a ouvir #29


1. Charli XCX Number 1 Angel
MUST LISTEN: BABYGIRLLIPGLOSSROLL WITH ME3AM

Enquanto o aguardado terceiro disco de estúdio não chega, a Charli XCX continua em terreno experimental com a mixtape "Number 1 Angel". Menos pessoal que o primeiro disco "True Romance" e menos agressivo que o EP "Vroom Vroom", este trabalho tem batidas cativantes e esboços de trap comandados por um exército pop feminono.

Composto por 10 faixas, a mixtape conta com a colaboração de diversas artistas emergentes na cena musical como Uffie, ABRA, Starrah, Raye e até a divertida Cupcakke. Também nomes conhecidos dão uma mãozinha como a dinamarquesa mais famosa do momento, MØ, a voz por detrás de hits como "Lean On" e "Cold Water". Estamos perante um verdadeiro caso de "girl power" e o resultado não podia ser melhor.

"Number 1 Angel" pode não ser um êxito comercial e alcançar qualquer tipo de sucesso, mas é, sem dúvida alguma, uma lufada de ar fresco.

2. ANOHNI  Paradise
MUST LISTEN: IN MY DREAMS | RICOCHET | PARADISE

Menos de um ano após o lançamento do álbum Hopelessness, o mais político de sempre da sua carreira, e que ocupou a 6ª posição no meu "TOP 50 de Melhores Álbuns de 2016", Anohni mostrou que ainda tem mais para dizer. Sob o EP Paradise, a cantora mantém a mesma linha criativa do trabalho anterior, com letras que exercitam mensagens dolorosas que expressam diferentes fases de sofrimento, superação e melancolia, embrulhadas numa estética electrónica alucinante. 

Contrariamente ao disco do ano passado, este é um pouco duro de ouvir, mas é suposto. Com as suas distorções, repetições e dissonâncias, a narrativa passa por momentos de lamentação ("Paradise"), amargurados ("Jesus Will Kill You") e furiosos ("Ricochet"), mergulhadas em feminismo e contra o capitalismo que parece terem sido criadas precisamente para não serem êxitos comerciais, algo contrário ao que o POP sempre foi. Um paradigma musical de génio. Numa conferência sobre este EP, Anohni explicou que o objectivo é "apoiar conversas activistas e romper suposições sobre a música popular através da colisão do som electrónico e letras altamente politizadas". Segue-se uma longa mensagem sobre a opressão do sexo feminino por parte do masculino, inclusive dos nossos líderes políticos. Música com consciência é rara e não podia estar mais satisfeito com o resultado final destas seis faixas.

3. Muna  About U

Há algum tempo que vos queria falar de uma das minhas mais "recentes" obsessões, as Muna. Este trio de ex-colegas da University of Southern California, formado por Katie Gavin, Naomi McPherson e Josette Maskin, é uma das grandes promessas musicais deste ano. O amor pelo synthpop e pop dos anos '80 é bastante evidente ao escutarmos cada uma das 12 faixas de "About U", o. álbum de estreia.

Uma coisa é certa, as raparigas têm uma habilidade incrível para criar melodias viciantes, apoiadas de bons refrões e linhas melódicas convincentes. Têm uma veia dramática que aprecio e se revela em algumas letras, como no caso de uma das minhas favoritas, a "Crying on the Bathroom Floor"  o título diz tudo. O facto de serem uma voz activa na comunidade LGBT é importante, nem que seja pelas mensagens que as suas músicas carregam. Enquanto elas não explodem no mundo mainstream vou continuar desfrutar de "About U" e pensar que o trio é só meu. Mas vá, não me importo de o partilhar com vocês.

4. Fenech Soler  Zilla
MUST LISTEN: UNDERCOVER | KALEIDOSCOPE | NIGHT TIME TV

Seguindo a temática 80's que parece ser uma constante na minha biblioteca musical, chegou a altura de vos apresentar o duo Fenech Soler. Com a saída do fundador Daniel Fenech-Soler e Andrew Lindsay do até então grupo, restaram os irmãos Ross e Ben Duffy para continuar a deliciar os fãs com o terceiro álbum de estúdio, Zilla.

Com uma sonoridade semelhante aos Daft Punk, é impossível ficar quieto ao som das batidas com sabor a Verão que o duo nos oferece faixa após faixa. Energético, repleto de refrões infecciosos e diversidade, sem perder a coesão, Zilla só peca por se tornar um pouco repetitivo. Dito isto, é O disco a ouvir antes de qualquer saída à noite, ou se forem lobos solitários como eu, a qualquer altura do dia.


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segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Sound the Alarm ⤫ Álbuns a ouvir #22


1. Cruel Youth  +30mg
MUST LISTEN: DIAMOND DAYS | MR. WATSONHATEFUCK | ALEXIS TEXAS | FLORIDA BLUES

Após um ano arrasador devido à enorme controvérsia em volta das suas críticas absurdas enquanto jurada na última edição do X Factor Nova Zelândia, se há alguém que compreende os altos e baixos da indústria musical é a Natalia Kills. Com dois álbuns a solo absolutamente geniais (Perfeccionist e Trouble), uma das minhas artistas favoritas emerge agora como Teddy Sinclair, no projecto Cruel Youth, em parceria com o marido, Willy Moon.

Num contexto completamente diferente, dizer que fiquei desagradado com este casamento artístico é pouco. Sinceramente, continuo convencido de que ele se está a aproveitar do talento dela, visto que a sua carreira a solo era uma anedota e ela tinha algum sucesso, mas é melhor ficarmos por aqui. +30mg é o EP de estreia do casal e, felizmente, não decepcionou! Aliás, a habilidade vocal da cantora nunca esteve tão presente como neste trabalho.

Por muitas reencarnações artísticas que a Teddy Sinclair sofra, os géneros e produção até podem mudar, mas a sua essência de bad girl mantém-se intacta. As letras são inteligentes e capazes de evocar emoções fortes  não é por acaso que co-escreveu os hits "Holy Water" e "Kiss it Better" da Madonna e Rihanna, respectivamente. Numa evidente alusão ao consumo de drogas+30mg retrata alguns dos piores momentos da vida pessoal da vocalista. Singles como "Hatefuck" apontam o amor como sendo a pior droga de todas, e aquela a qual menos pessoas estão imunes. 

2. Bastille  Wild World
MUST LISTEN: THE CURRENTS | TWO EVILS | AN ACT OF KINDNESS | GLORY | OIL ON WATER | BLAME

De uma forma um tanto ao quanto inesperada, os Bastille tornaram-se num dos grupos mais predominantes da music scene com o lançamento do álbum de estreia, Bad Blood, em 2013. Enquanto o trabalho anterior foi inspirado em momentos históricos ("Pompeii"), na mitologia ("Icarus") e até em séries televisivas de culto ("Laura Palmer" - nome de uma personagem do Twin Peaks), o recém-nascido Wild World baseia-se na actualidade.

O tom distinto do Dan Smith continua a ser a galinha dos ovos de ouro do grupo britânico. Com uma habilidade tão natural de navegar entre canções mais pesadas e outras leves como uma pena, os Bastille conseguiram criar um disco pop triunfante. Não faltam as baladas que nos deixam a pensar, melodias dançantes com sabor a anos 90  nem que seja por incluírem snippets de filmes  e uma forte adição de guitarras. A edição especial de 19 faixas talvez seja demasiado para algumas pessoas, mas garanto que não se vão arrepender.

3. AlunaGeorge  I Remember
MUST LISTEN: MEAN WHAT I MEAN | I'M IN CONTROL | HOLD YOUR HEAD HIGH | MY BLOOD

Ao ficarem em segundo lugar na votação da BBC's Sound of 2013, AlunaGeorge foram apontados como uma das novas e mais excitantes promessas da música britânica. Infelizmente, não aconteceu. Embora o disco de estreia, Body Music fosse bom, nenhum dos seus singles conseguiu sucesso além da parceria com os Disclosure na electrizante "White Noise".

Três anos depois chega-nos I Remember. A colectânea mantém as melodias suaves e hipnóticas típicas do duo, mas não têm a força necessária para captar a nossa atenção do início ao fim. "Mean What I Mean" (de longe a minha favorita) e "Hold Your Head High" são ofertas tropicais sólidas e bestiais mas tentativas menos felizes como "In My Head" e "Wanderlust", parecem perder a garra inicial. A produção continua bastante actual e o resultado final é positivo, mas não suficientemente memorável.

4. Hayley Kiyoko  Citrine
MUST LISTEN: GRAVEL TO TEMPO | PRETTY GIRLS | PALACE | ONE BAD NIGHT | EASE MY MIND

She's done it again! Seguindo as pisadas do brilhante EP The Side of Paradise, lançado no ano passado, a Hayley Kiyoko está de volta com Citrine. Se estão familiarizados com a canção "Girls Like Girls", vão ficar satisfeitos por saber que a cantora e actriz manteve a mesma linha temática do projecto anterior. 

Citrine é uma poderosa colecção de canções que oferecem letras sinceras e emotivas ("The Palace"), confiantes e melodias absolutamente viciantes. Dois meses depois, ainda não consegui tirar o fantástico primeiro single, "Gravel to Tempo", da cabeça. Além da parte lírica/sonora, uma das vertentes mais fortes da jovem de 25 anos é a componente visual dos seus vídeos. Poderia explicar o porquê, mas basta verem os vídeos das faixas a cima indicadas para compreenderem.

Se a última extendend play me passou um pouco ao lado, não vou cometer o mesmo erro duas vezes. Não se admirem se virem Citrine a ocupar um lugar no pódio dos melhores do ano.



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quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Sound the Alarm ⤫ Álbuns a ouvir #18


1. Shura | Nothing's Real
MUST LISTEN: 2SHY | TOUCH | WHAT'S IT GONNA BE?
Após conquistar a crítica com o brilhante single "Touch", Shura não se deixou abalar pela pressão e criou um disco de estreia brilhante. Nothing's Real é tudo aquilo que eu precisava neste momento, música à la anos 80, simultaneamente bem-disposta e chilled, com um enorme sentimento nostálgico. Podemos dizer que segue a mesma linha criativa do pop-alternativo do momento  leia-se, Days Are Gone das Haim, E•MO•TION da Carly Rae Jepsen, e até a "Everything is Embarrassing" da Sky Ferreira , mas mais polida. A voz suave da jovem inglesa juntamente com os seus depoimentos genuínos demonstram que não é preciso a mensagem ser demasiado complexa para tocar o coração de uma multidão. 




2. Anoraak | Figure
MUST LISTEN: WE LOST (ft. SLOW SHIVER) | FIGURE | ODDS ARE GOOD
Em 2011 não ganhei apenas um filme favorito com Drive, também fui apresentado a uma nova corrente de artistas do mundo electrónico. Anoraak (aka Frédéric Rivière), foi um deles. Mantendo-se fiel ao seu estilo, o músico francês presenteou-nos com a banda sonora ideal para este Verão. Só tem um defeito, serem apenas quatro faixas e um remix. Figure é um EP pequeno em quantidade mas grande em conteúdo. Por entre batidas synthpop e melodias hipnotizantes é impossível ficar indiferente a tamanha genialidade.


3. Gnash | Us
MUST LISTEN:  I HATE U, I LOVE U (Ft. Olivia Brien) | RUMORS (Ft. Mark Johns) | U JUST CAN'T BE REPLACED (Ft. Rosabeales)
Se vos perguntar quem é o Gnash provavelmente vão pensar que é o nome de uma personagem de um desenho animado, mas aposto que já devem ter ouvido a canção "I Hate U, I Love U". Na sequência dos EP's U e Me lançados no ano passado, chega-nos a última peça do puzzle, Us. Num registo mais radio friendly, o jovem produtor de Los Angeles prova o porquê de ser apontado como um dos nomes promissores da indústria musical. Aos 23 anos, Gnash leva-nos numa viagem pessoal pelos altos e baixos da vida até alcançarmos o amor próprio. Apoiado de um leque de colaborações bem conseguidas  Buddy, Goody Grace, Mark Johns, Liphemra, Wrenn, Quin e Rosabeales  a combinação minimalista de R&B com alternativo, é estranhamente perfeita.


4. Hana | Hana
MUST LISTEN:  UNDERWATER | CLAY | WHITE

Tropecei acidentalmente no EP Hana e foi das melhores coincidências dos últimos tempos. O trabalho homónimo composto por cinco faixas é minimalista mas eficaz. Etérea ou até mesmo mística, o único senão desta colectânea é a pouca variedade sonora. Se não forem fãs da canção de abertura, provavelmente não vão achar piada ao resto. Felizmente, não pertenço a esse grupo. Com uma dualidade vocal fascinante que lhe permite cantar de forma suave e igualmente poderosa, o potencial de Hana é enorme. Agora só nos resta esperar por um álbum de estúdio ou novos EP's.

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segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

TGW Presents: Top 10 EP's of 2O15


A lista de hoje poderia ser uma extensão do "TOP 10 UNDERRATED SINGLESvisto que praticamente nenhum dos cantores que escolhi são conhecidos do grande público. Só demonstra aquilo que referi na publicação de ontem, "popularidade nem sempre é sinónimo de qualidade". 

Não me canso de dizê-lo, 2015 foi um excelente ano na indústria musical. Não me lembro da última vez que houve uma fornada tão extensa e variada, tanto de canções como de álbuns e EP's, de alta qualidade. 

Saliento, novamente, que o critério principal na selecção de trabalhos para o TOP 10, provém única e exclusivamente do meu gosto pessoal, tendo em conta aquilo que ouvi. Até pode ter sido lançado um EP fenomenal de um cantor qualquer, mas se não o ouvi, é evidente que não o posso colocar na lista.

MENÇÕES HONROSAS: Hailee Steinfield - "HAIZ" | DNCE - "SWAAY" | ASTR - "Homecoming" | Romans - "Overthinking Part. 1" | Grace - "Memo" | Léon - "Treasure".


.10.. Bebe Rexha  I Don't Wanna Grow Up

O nome Bebe Rexha até pode não vos dizer nada, mas de certeza que já ouviram alguns dos seus hits. A cantora e compositora de 25 anos tem estado a lutar por uma carreira há alguns anos, mas só em 2015 conseguiu alcançar um certo reconhecimento, especialmente com a colaboração na faixa "Hey Mama" do David Guetta, e com o seu EP de estreia, "I Don't Wanna Grow Up". Composto por cinco canções banhadas em POP e sintetizadores pulsantes, nem sei de qual gosto mais, se do estrondoso primeiro single "I Can't Stop Drinking About You" ou do rebelde "I'm Gonna Show You Crazy".



..9.. Zara Larsson  Uncover
MUST LISTEN: ROOFTOP | I WANNA BE YOUR BABY | NEVER GONNA DIE | UNCOVER

Ano após ano a conquistar os top's Suecos, a Zara Larsson finalmente aventurou-se por terras do Uncle Sam e lançou o seu primeiro EP "Uncover". Composto por seis dos seus hits (três deles versões alternativas), foi com imensa pena que não encontrei a "Lush Life" entre as escolhidas. Ainda assim, deliciou-nos com uma "Wanna Be Your Baby" à la anos 80 e a "Never Gonna Die" com vibe à Rihanna. Com o sucesso comercial Europeu da "Never Forget You" em parceria com o MNEK, não tenho dúvidas que a jovem cantora da Escandinavia se vai tornar numa estrela internacional.



..8.. Bonnie McKee  Bombastic

Responsável por ter escrito 6 nº1's da Katy Perry ("California Gurls", "Teenage Dream", "Last Friday Night", "Roar" e "Part of Me"), a "Hold It Against Me" da Britney Spears, e mais uns quantos para outros artistas, a mesma sorte não se aplica à sua carreira de vocalista. Decidida a não desistir, a cantora-compositora lançou o EP "Bombastic", representando fielmente a essência da música POP: melodias poderosas, vocais fortes, e letras fantásticas. Numa ode clara à era disco dos anos 80, aos meus olhos a Bonnie McKee é uma vencedora.



..7.. Kelela — Hallucinogen
MUST LISTENA MESSAGE | REWIND | THE HIGH

Após estrelar a tão desejada lista de apostas da BBC e de partilhar a mixtape "CUT 4 ME", a norte-americana Kelela lançou o tão aguardado EP, "Hallucinogen". Embora as suas influências sejam bastante evidentes — Janet Jackson, FKA Twigs, The Weeknd — a cantora consegue superar quaisquer eventuais acusações de imitação através da sua capacidade de inovação e experimentação com diferentes sons. Considerado por muitos como um dos melhores trabalhos de 2015, "Hallucinogen" encontrou o equilíbrio perfeito entre auto-confiança e sensualidade.



..6.. Lauv  Lost In The Light

Numa tarde em que estava saturado da infinita lista de músicas do meu iTunes, resolvi efectuar uma mini-expedição online e encontrei uma mina de ouro, Ari Leff, conhecido por Lauv. Nunca tinha ouvido falar dele mas bastou-me ouvir a "Reforget" para me converter aos seus encantos musicais. O EP de estreia chegou, oficialmente, em Setembro, e é francamente bom. A colecção de faixas é marcada por uma produção sublime, melodias crescentes, e letras que remetem para sentimentos de introspecção, sem nunca se tornarem deprimentes. Se pensarmos que ele produziu as músicas todas e ajudou a escrevê-las, é no mínimo impressionante.


..5.. MNEK  Small Talk

O britânico Uzo Emenike ou MNEK, está finalmente a cair nas bocas do mundo. Tendo cantado para músicas de Duke Dumont, Gorgon City, Rudimental e participar da produção do disco "Rebel Heart" da Madonna, lançou por fim o EP de estreia, "Small Talk". Além de um compositor extremamente talentoso, tem uma das vozes mais poderosas da actualidade. É sem quaisquer surpresas que me deparei com um trabalho rico em melodias viciantes e influências no disco house, soul, funk dos anos 90 e sintetizadores. Simplesmente brilhante.



..4.. Annie — Endless Vacation
MUST LISTEN: CARA MIA | DADADAY | OUT OF REACH | WORKX2

Sem qualquer aviso prévio, a Norueguesa Annie voltou, depois de uma pausa de dois anos, com um dos melhores projectos POP do ano. Produzido por Richard X, "Endless Vacation" transporta-nos para uma praia num destino paradisíaco, fazendo jus ao título do EP. Perdi a conta à quantidade de vezes que ouvi a tropical "Cara Mia" e pensei "epá o início da 'Dadaday' parece mesmo a 'Isla Bonita' da Madonna". Se estão cansados do frio, não se sentem junto à lareira, ouço antes estas quatro canções que ficam logo prontos para o Verão.



..3.. Allie X  CollXtion I
MUST LISTEN: SANCTUARY | CATCH | BITCH | HELLO | PRIME

Passou um ano desde que a Allie X surgiu com os fantásticos singles "Catch", "Prime" e "Bitch", e não percebo como é que continua no anonimato. A cantora canadiana lançou o seu primeiro trabalho, "Collxtion I" em 2015, e desde então caiu nas graças dos críticos da blogosfera internacional graças à sua potencia vocal e visuais criativos. A colectânea de canções é sofisticada, coesa, provocadora e o sonho de qualquer amante de música POP. Digamos que se a Lady Gaga e a Kate Bush tivessem uma filha, seria a Allie X. Não é todos os dias que encontramos uma visionária assim, ainda para mais quando nos oferece de bandeja um dos melhores EP's do ano. Preciso de um álbum de 20 canções para ontem.




..2.. Kylie Minogue  Kylie + Garibay
MUST LISTEN: IF I CAN'T HAVE YOU (feat. Sam Sparro) | BLACK AND WHITE (feat. Shaggy) | YOUR BODY

Nunca pensei colocar a Kylie Minogue numa lista de favoritos, ainda para mais em segundo lugar. Embora aprecie alguns singles mais conhecidos, nunca me considerei propriamente um fã. Dito isto, a segunda colaboração com o produtor Fernando Garibay provou ser um verdadeiro homerun para a cantora Australiana. Em comparação ao EP "Sleepwalker" de 2014, este é mais livre e animado, encaixando perfeitamente na prateleira de canções electro-pop futuristas a que a Kylie nos habituou nos últimos anos. É impossível ouvir o refrão da "Black and White" sem mexer pelo menos um dos pés.




..1.. ZHU  Genesis Series
MUST LISTEN: WORKING FOR IT | AUTOMATIC | MODERN CONVERSATION | HOLD UP, WAIT A MINUTE! |

Depois de brilhar nos Grammy's de 2014 com a música "Faded", o jovem produtor e DJ americano Steven Zhu (conhecido por ZHU), está de volta com o seu melhor trabalho até à data. Em 2015 deu início ao projecto Genesis Series, uma compilação de faixas que contam com a colaboração de Skrillex ("Working For It"), AlunaGeorge ("Automatic"), A-Track ("As Crazy As It Is"), Gallant ("Testarossa Music"), entre outros. O produto final é um set inovador. Misturando os mais variados estilos musicais desde dance, house, jazz, R&B até reggae, é impressionante como se conectam tão bem. Genious!


Conheciam algum dos cantores? Quais são os vossos favoritos?

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