
Chegámos ao fim! Se têm prestado atenção, sabem que partilhei o "TOP 10 UNDERRATED SINGLES", "TOP 10 EP's", "TOP 10 MUSIC VIDEOS", "TOP 10 TV SHOWS", "TOP 10 ANIMATED MOVIES" e o "TOP 20 MOVIES". Para terminar em grande e me despedir de vez de 2015, porque não um TOP 50 com os melhores álbuns que ouvi no ano passado? No que me fui meter, é o que vos digo!
Como devem calcular não passo de um mero crítico amador, como tantos de vocês, portanto não levem a peito algumas das minhas opções. Normalmente gosto de fazer esta lista porque é fácil identificar quais os discos que consigo ouvir do início ao fim sem me cansar e aqueles que passado umas três faixas já estou farto. Dito isto, quero frisar que isso não significa que, por exemplo, um álbum que se encontre em #40 seja necessariamente pior ou menos tolerável que outro em #20.
Tenho plena consciência que colocar uma Ellie Goulding ou Fifth Harmony a cima da Florence + The Machine é uma afronta, mas tudo se resumo a qual disco eu gostei mais de ouvir. Cada pessoa tem os seus gostos pessoais, portanto é normal que discordem de algumas classificações ou omissões.
Se o vosso favorito não se encontrar na lista, é possível que não o tenha ouvido. Para ouvirem as minhas músicas favoritas de cada álbum, basta clicarem nos títulos em "MUST LISTEN".
Sem mais demoras, let the games begin!

Tenho plena consciência que colocar uma Ellie Goulding ou Fifth Harmony a cima da Florence + The Machine é uma afronta, mas tudo se resumo a qual disco eu gostei mais de ouvir. Cada pessoa tem os seus gostos pessoais, portanto é normal que discordem de algumas classificações ou omissões.
Se o vosso favorito não se encontrar na lista, é possível que não o tenha ouvido. Para ouvirem as minhas músicas favoritas de cada álbum, basta clicarem nos títulos em "MUST LISTEN".
Sem mais demoras, let the games begin!
50. Fleur East - "Love, Sax and Flashbacks"
49. Momford & Sons - "Wilder Mind"
48. Jess Glyne - "I Cry When I Laugh"
47. Adam Lambert - "The Original High"
46. Coldplay - "A Head Full of Dreams"
45. MS MR - "How Does It Feel"
44. Katherine Mcphee - "Hysteria"
43. Halsey - "Badlands"
42. Demi Lovato - "Confident"
41. Ciara - "Jackie"
40. Miley Cyrus - "Miley Cyrus and Her Dead Pets"
39. Kate Boy - "One"
38. Alessia Cara - "Know-It-All"
37. Ivy Levan - "No Good"
36. Drake - "If You're Reading This You're Too Late"
35. Hurts - "Surrender"
34. Benjamin Clementine - "At Least For Now"
33. Kelly Clarkson - "Piece By Piece"
32. Hilary Duff - "Breathe In. Breathe Out."
31. Soak - "Before We Forgot How To Dream"
30. Chvrches - "Every Open Door"
29. Little Mix - "Get Weird"
28. Josef Salvat - "Night Swim"
27. Kacey Musgraves - "Pageant Material"
26. Justin Bieber - "Purpose"
25. Disclosure - "Caracal"
24. The Weeknd - "Beauty Behind The Madness"
23. Florence + The Machine - "How Big, How Beautiful, How Blue"
22. Fifth Harmony - "Reflection"
21. Ellie Goulding - "Delirium"
20. Neon Indian - "Vega Intl. Night School"
19. FKA Twigs - "M3LL155X"
18. Melanie Marinez - "Cry Baby"
17. Madonna - "Rebel Heart"
16. Say Lou Lou - "Lucid Dreaming"
15. Marina & the Diamonds - "Froot"
14. Tame Impala - "Currents"
13. Years & Years - "Communion"
12. Selena Gomez - "Revival"
12. Selena Gomez - "Revival"
11. Brandon Flowers - "The Desired Effect"

.10.. Miguel — “Wildheart”
Seguindo o mesmo tipo de composições marcadas por um intenso desejo sexual, loucura e agressividade, presente nos anteriores All I Want Is You (2010) e Kaleidescope Dream (2012), Wildheart é musicalmente mais refinado. Um disco coeso, marcado por um R&B hipersexual mas com uma alma e substância igualmente presentes. Ainda que seja o trabalho mais extenso lançado por Miguel — com quase 50 minutos de duração —, o cantor está mais confiante do que nunca e o facto de, apesar da constante evolução, se manter fiel ao seu estilo, faz com que seja uma presença importante na indústria musical.


..9.. Lana Del Rey — “Honeymoon”
MUST LISTEN: ART DECO | MUSIC TO WATCH BOYS TO | THE BLACKEST DAY | HIGH BY THE BEACH | GOD KNOWS I TRIED | SALVATORE
Não é segredo para ninguém que a Lana Del Rey ocupa uma posição confortável no meu infinito top de cantoras favoritas. Depois de um segundo disco decepcionante, a cantora norte-americana resolveu presentear-nos com aquele que poderia ser o filho de Born To Die e Ultraviolence. Elogiado pela crítica, em Honeymoon a cantora sustenta uma espécie de narrativa dramática que se estende da primeira à última faixa. Trata-se de uma selecção de vivências musicais, poemas de amor (que na voz da Lana mais parecem de luto), que retratam o sofrimento vivido pelos apaixonados.
Para minha felicidade, a grandiosa e sombria sonoridade orquestral mantém-se um dos pontos fortes da produção, envolvendo-nos, novamente, num sentimentalismo ao típico cinema Noir dos anos 1940/50, reforçando a veia cinematográfica do álbum. A anos luz do universo POP actual, a Lana continua fiel ao que estilo musical que a tornou famosa. Bravo.

Seguindo o sucesso do EP Wild, do qual falei (AQUI), o jovem youtuber lançou o primeiro álbum de estúdio, Blue Neighbourhood. Acompanhado de sintetizadores suaves e baterias electrónicas dignas de uma produção à la Lorde ou Taylor Swift — os "Hey!" ecoantes nas faixas "Wild" e "Fools" remetem-nos de imediato para uma "Bad Blood" — já recebeu elogios de nomes como Sam Smith e até Adele.

Para minha felicidade, a grandiosa e sombria sonoridade orquestral mantém-se um dos pontos fortes da produção, envolvendo-nos, novamente, num sentimentalismo ao típico cinema Noir dos anos 1940/50, reforçando a veia cinematográfica do álbum. A anos luz do universo POP actual, a Lana continua fiel ao que estilo musical que a tornou famosa. Bravo.

..8.. Troye Sivan — “Blue Neighbourhood”
Seguindo o sucesso do EP Wild, do qual falei (AQUI), o jovem youtuber lançou o primeiro álbum de estúdio, Blue Neighbourhood. Acompanhado de sintetizadores suaves e baterias electrónicas dignas de uma produção à la Lorde ou Taylor Swift — os "Hey!" ecoantes nas faixas "Wild" e "Fools" remetem-nos de imediato para uma "Bad Blood" — já recebeu elogios de nomes como Sam Smith e até Adele.
Nascido na África do Sul e criado na Austrália, o jovem de 19 anos afirma que as letras são autobiográficas, inspiradas nos subúrbios de Perth, cidade onde cresceu, e que considera o seu Blue Neighbourhood. Com uma sonoridade ao estilo de Broods, James Blake e Jessie Ware, a única crítica possível de se fazer é o facto de sofrer da mesma doença da Adele: todas as músicas são sobre desgostos de amor, mas tal como no caso da britânica, resulta de maneira sublime.

..7.. Sufjan Stevens — “Carrie & Lowell”
Sufjan Stevens é o derradeiro contador de histórias. No activo desde 1999, poucas foram as vezes que o cantor de Michigan partilhou o seu universo íntimo com tamanha clareza e sensibilidade, como em Carrie & Lowell. O sétimo trabalho de inéditas é mais que um regresso aos planos acústicos que o lançaram, é um verdadeiro confessionário sobre a sua conturbada estrutura familiar.
Desde a imagem desgastada da capa do álbum — o casal real Carrie e Lowell, a mãe e o padrasto — passando pelos versos e passagens comoventes, tudo peças do mesmo puzzle que contam a história da mãe esquizofrénica, depressiva e alcoólatra que deixou o filho e ex-marido em meados dos anos 70, voltando a revê-los anos mais tarde quando casou com Lowell, e que morreu em 2012 vítima de cancro. Uma viagem emocionante apoiada do habitual violão e um controlo fora do comum de sentimentos, capaz de converter detalhes tão particulares em peças relacionáveis a qualquer ouvinte.

Desde a imagem desgastada da capa do álbum — o casal real Carrie e Lowell, a mãe e o padrasto — passando pelos versos e passagens comoventes, tudo peças do mesmo puzzle que contam a história da mãe esquizofrénica, depressiva e alcoólatra que deixou o filho e ex-marido em meados dos anos 70, voltando a revê-los anos mais tarde quando casou com Lowell, e que morreu em 2012 vítima de cancro. Uma viagem emocionante apoiada do habitual violão e um controlo fora do comum de sentimentos, capaz de converter detalhes tão particulares em peças relacionáveis a qualquer ouvinte.

..6.. Dumblonde — “Dumblonde”
MUST LISTEN: REMEMBER ME | TAKE AWAY | WHITE LIGHTNING | YOU GOT ME | TENDER GREEN LIFE | YELLOW CANARY
Assim que ouvi o EP homónimo com cinco faixas, no Verão passado, tive a certeza que esta dupla estava no caminho certo. Duas das ex-integrantes de um dos meus grupos de eleição de todos os tempos, as Danity Kane – a primeira girlband na história da Billboard a estrear os dois primeiros álbuns em nº1 – uniram forças e deram origem às Dumblonde. Contrariamente ao que possam pensar, o nome da colaboração pretende acabar com estereótipos que as cantoras experenciaram desde que entraram na indústria musical.
O resultado é um álbum coeso que nos transporta para um período futurista dos anos 80. Criando, produzindo e editando todos os visuais dos vídeos, o duo não está para brincadeiras. Tenho noção que nem todos vão apreciar a sonoridade POP dance e que é quase um ultraje estarem posicionadas a cima de certos artistas, mas digo-vos que não há uma única canção que desgoste neste trabalho.


O resultado é um álbum coeso que nos transporta para um período futurista dos anos 80. Criando, produzindo e editando todos os visuais dos vídeos, o duo não está para brincadeiras. Tenho noção que nem todos vão apreciar a sonoridade POP dance e que é quase um ultraje estarem posicionadas a cima de certos artistas, mas digo-vos que não há uma única canção que desgoste neste trabalho.

..5.. Adele — “25”
MUST LISTEN: HELLO | WHEN WE WERE YOUNG | I MISS YOU | WATER UNDER THE BRIDGE | SEND MY LOVE (TO YOUR LOVER)
Com uma lista interminável de recordes desde que foi lançado em Novembro do ano passado, 25 é descrito pela cantora como um "álbum de reconciliação consigo mesma". Embora Adele continue a lamentar dissabores românticos, desta vez não se encontra no papel da vítima que implora uma segunda oportunidade — tema central em 19 e 21 — está mais segura de si e pronta para seguir em frente. Seguindo a fórmula de sucesso do trabalho anterior, poderosas baladas a piano — como o fantástico "Hello" que se mantém há 10 semanas no 1º lugar da Billboard Hot 100 — o segundo single "When We Were Young" ou a ode à maternidade, "Remedy".
Além da sonoridade a que já estamos habituados, é refrescante ouvir alguma experimentação com outros géneros musicais. Há uma guitarra aqui e ali como na animada "Send My Love" e na triste "Million Years Ago"; uma pitada de country/folk com "Sweetest Devotion", e um pé no território POP com uma "I Miss You" que nos remete para algo digno dos Florence and the Machine.
Além da sonoridade a que já estamos habituados, é refrescante ouvir alguma experimentação com outros géneros musicais. Há uma guitarra aqui e ali como na animada "Send My Love" e na triste "Million Years Ago"; uma pitada de country/folk com "Sweetest Devotion", e um pé no território POP com uma "I Miss You" que nos remete para algo digno dos Florence and the Machine.

..4.. Jamie XX — “In Colour”
MUST LISTEN: SLLEEP SOUND | OBVS | GOSH | I KNOW THERE'S GONNA BE (GOOD TIMES) | LOUD PLACES feat. Romy
Brilhante, fantástico e sensacional. Começando pelo ritmo crescente que abre In Colour na faixa "Gosh", seguindo pelo jogo de ritmos que vão do dubstep ("Hold Tight") ao hip-hop ("I Know There's Gonna Be Good Times"), passando pela familiar sonoridade à la XX em "Loud Places", e terminando com a simplicidade de "Girl", Jamie XX fortaleceu a sua posição de génio musical.
Ainda que perto do material criado com The XX, é nítida a intenção do artista em produzir um som singular, original até. Deixando os tons cinzentos do grupo britânico, Jamie deixou a cor entrar na sua vida e eu não podia estar mais satisfeito.

Ainda que perto do material criado com The XX, é nítida a intenção do artista em produzir um som singular, original até. Deixando os tons cinzentos do grupo britânico, Jamie deixou a cor entrar na sua vida e eu não podia estar mais satisfeito.

..3.. Grimes — “Art Angels”
MUST LISTEN: FLESH WITHOUT BLOOD | REALITI | VENUS FLY (ft. Janelle Monáe) | ARTANGELS | BUTTERFLY | KILL V. MAIM
Três anos depois do aclamado Visions, a canadiana Claire Boucher, mais conhecida como Grimes, voltou com o quarto álbum de estúdio, o aguardado Art Angels. Após o mau desempenho do single "Go" em 2014— canção originalmente escrita para a Rihanna e que pessoalmente adoro — e acusações de que a cantora se tinha "vendido", ela deitou todo o material fora e começou a reescrever um novo projecto do zero. Às vezes há males que vêm por bem. O génio musical canadiano experimentou com diferentes sonoridades e o resultado foram 14 faixas estranhas e mágicas.
Se fiquei obcecado com a "Oblivion", o que dizer sobre a "Flesh Without Blood", uma das faixas mais interessantes que alguma vez lançou. Posso dizer-vos que só numa noite ouvi-a mais de 40 vezes e não, não estou a exagerar. Art Angels prova que o mundo POP e o alternativo podem conviver na perfeição, quando bem construídos através de uma produção coerente.

Se fiquei obcecado com a "Oblivion", o que dizer sobre a "Flesh Without Blood", uma das faixas mais interessantes que alguma vez lançou. Posso dizer-vos que só numa noite ouvi-a mais de 40 vezes e não, não estou a exagerar. Art Angels prova que o mundo POP e o alternativo podem conviver na perfeição, quando bem construídos através de uma produção coerente.

..2.. Carly Rae Jepsen — “E•MO•TION”
MUST LISTEN: ALL THAT | RUN AWAY WITH ME | WARM BLOOD | MAKING THE MOST OF THE NIGHT | I DIDN'T JUST COME HERE TO DANCE
Apesar de ter ganho o jackpot com a "Call Me Maybe", não se pode dizer o mesmo sobre o, injustamente ignorado, álbum Kiss. Três anos depois, a Carly foi atingida pela febre dos 80's, e o resultado é o melhor disco POP do ano. Aclamado pela crítica como um registo coeso, melodias e composições brilhantemente trabalhadas, e experimentação com outros géneros musicais, é uma vergonha que E•MO•TION não tenha sido um sucesso comercial e ignorado pelos Grammy's. Desde a dreamy "All That" (a minha favorita) produzida pelo Dev Hynes, à viciante "Run Away With Me" e a estranhamente fantástica "Warm Blood", não restam dúvidas que E•MO•TION é O álbum da Carly.


..1.. Susanne Sundfør — “Ten Love Songs”
MUST LISTEN: ACCELERATE | FADE AWAY | KAMIKAZE | DELIRIOUS | DARLINGS | MEMORIAL | TRUST ME | INSECTS
Quando Susanne Sundfør começou a trabalhar no sexto álbum, pretendia montar uma colecção focada em violência. Inevitavelmente, o tema dominante acabou por ser o amor, e assim nasceu Ten Love Songs. Destruindo a concepção de POP como conhecemos, a cantora norueguesa brinca com a electrónica, synthpop, new age, e a melhor parte, elementos de música clássica. Uma complexa colecção de dez canções, simultaneamente alegre e desesperada, tanto directa como extremamente detalhada.
Os arranjos musicais são fora de série, especialmente quando além da nítida e celestial voz da Susanne, são apoiados de coros vibrantes e órgãos de igreja que me paralisam em êxtase. Para os poucos que fizeram o sacrifício de ver o vídeo, referi no "TOP 10 UNDERRATED SINGLES" que queria morrer ao som da "Accelerate", canção que ocupou a terceira posição, e mantenho a mesma opinião. Se ainda não ouviram Ten Love Songs não percam mais tempo, é uma viagem sonora da qual não quero voltar.
Os arranjos musicais são fora de série, especialmente quando além da nítida e celestial voz da Susanne, são apoiados de coros vibrantes e órgãos de igreja que me paralisam em êxtase. Para os poucos que fizeram o sacrifício de ver o vídeo, referi no "TOP 10 UNDERRATED SINGLES" que queria morrer ao som da "Accelerate", canção que ocupou a terceira posição, e mantenho a mesma opinião. Se ainda não ouviram Ten Love Songs não percam mais tempo, é uma viagem sonora da qual não quero voltar.
Conheciam os álbuns todos? Qual ou quais foram os vossos favoritos de 2015?



















