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terça-feira, 19 de setembro de 2017

EMMYS 2O17



Com Game of Thrones fora da corrida, a 69ª edição dos Emmys, que ocorreu este domingo, em Los Angeles, foi dominada pelo programa Saturday Night Live, a série The Handmaid's Tale e a mini-série Big Little Lies

Conduzida pelo fenomenal Stephen Colbert que presenteou os espectadores com um dos melhores monólogos dos últimos anos, a cerimónia teve como principais tópicos as sátiras políticas contra o actual Presidente dos Estados Unidos, mas não só. A violência doméstica, falta de diversidade e sexismo também foram assuntos abordados.


Nomeada em 22 categorias — a par de Westworld que foi arrasada — o talk show "Saturday Night Live" levou o maior número de estatuetas para casa, nove (incluindo cinco técnicos). Entre eles estão um para Alec Baldwin e outro para Kate McKinnon, pelas suas brilhantes imitações de Trump e Hilary Clinton, respectivamente.



Quanto às séries, foi feita justiça e The Handmaid's Tale foi uma das grandes vencedoras da noite (8). Baseada na adaptação do romance homónimo de Margaret Atwood sobre uma distopia na qual as mulheres norte-americanas férteis são usadas como escravas sexuais e máquinas de reprodução, foi distinguida como "Melhor Actriz Dramática" (para fantástica Elisabeth Moss que, ao fim de sete nomeações, finalmente venceu), "Melhor Actriz Secundária" (Ann Dowd), "Melhor Actriz Convidada" (Alexis Bledel), "Melhor Realizador", e "Melhor Guião". Por se tratar de uma produção da Hulu, fez história ao se tornar na primeira produção de um serviço de streaming a levar o cobiçado troféu de "Melhor Série Dramática".



Outra das minhas grandes favoritas e que também se destacou foi Big Little Lies. Confesso que este ano a luta na categoria de "Melhor Actriz: Mini-Série" foi o equivalente a um Game of Thrones para qualquer amante de boa representação. Entre nomes de gigantes como Jessica Lange e Susan Sarandon (ambas nomeadas pelo excelente desempenho em Feud) e Felicity Huffman (American Crime), a Nicole Kidman foi a grande escolhida pelo seu desempenho transcendente enquanto Celeste Wright, uma mãe que abdicou da sua carreira devido ao marido obsessivo que lhe batia.

O discurso da australiana foi precisamente ao encontro da história de vida da sua personagem e sem dúvida importante para qualquer vítima de abuso. Num total de oito Emmys, Big Little Lies, foi considerada ainda a "Melhor Mini-Série", "Melhor Realizador", e "Melhor Actor e Actriz Secundários" (Alexander Skarsgård e Laura Dern — merecia mais a Judi Davis, "Feud" ).



O fenómeno Black Mirror venceu na categoria de "Melhor Telefilme" e "Melhor Guião" pelo episódio "San Junipero". Sterling K. Brown, o Randall da série This Is Us, ganhou o prémio de "Melhor Actor Dramático", algo que não acontecia a um actor afro-americano desde 1998. Riz Ahmed foi brindado com o título de "Melhor Actor: Mini-Série" (The Night Of).

Na área da comédia, a série "Veep" varreu a concorrência ao ser novamente considerada a "Melhor Série" e "Melhor Actriz" do género. Desta forma, a Julia Louis-Dreyfus tornou-se oficialmente na primeira pessoa a receber o maior número de Emmys pelo mesmo papel (este foi o sexto). Quanto ao "Melhor Actor" foi para Donald Glover (Atlanta).

Para a lista completa de nomeados e vencedores cliquem AQUI.


Viram os Emmys? Concordam com os vencedores?

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

EMMYS 2O16


A série Game of Thrones voltou a repetir a proeza do ano passado e foi a grande premiada na 68ª edição dos Emmys. A adaptação televisiva dos livros de George R.R. Martin estava nomeada para 23 e levou para casa as estatuetas de Melhor Direcção, Melhor Roteiro e Melhor Série Dramática, estabelecendo um novo recorde. Com 38 estatuetas, Game of Thrones conseguiu, finalmente, superar as 37 da comédia "Frazier" (1993-2004), e tornou-se oficialmente na série mais premiada de sempre.

Conduzida pelo apresentador Jimmy Kimmel, a gala não foi só dedicada ao mundo dos dragões. Com 22 nomeações na categoria de "Mini-Série", The People v. O.J. Simpson: American Crime Story, venceu cinco, incluindo Melhor Mini Série, Melhor Actor Secundário (Sterling K. Brown), Melhor Actor (Courtney B Vance) e Melhor Actriz (Sarah Paulson  que levou a verdadeira Marcia Clark, à gala). Foram precisas 6 nomeações para que o trabalho sublime da veterana de American Horror Story, ainda que noutro registo, fosse justamente reconhecido.

Sarah Paulson e Sterling K. Brown - The People v. O.J. Simpson: American Crime Story
Na categoria de comédia venceram os suspeitos do costume. Veep conquistou o troféu de Melhor Série e Julia Louis-Dreyfus também fez história ao vencer pela quinta vez seguida o prémio de Melhor Actriz. Jeffrey Tambor também recebeu pelo ano consecutivo o prémio de Melhor Actor, pelo seu papel em Transparent, onde interpreta um transsexual

Louie Anderson recebeu o troféu de Melhor Actor Secundário (Baskets) e a hilariante Kate McKinnon o de Melhor Actriz Secundária (Saturday Night Live), ambos de comédia. É de realçar que, em 42 temporadas, a comediante foi a primeira a receber uma distinção pelo seu contributo no programa ao vivo.

Tatiana Maslany (Orphan Black) e Rami Malek (Mr. Robot).
Justiça foi servida e a Tatiana Maslany recebeu o seu primeiro Emmy de Melhor Actriz de Drama. Após ser absurdamente excluída da lista de nomeadas pelas duas primeiras temporadas de Orphan Black, a actriz canadiana foi indicada no ano passado mas perdeu para Viola Davis (How To Get Away With Murder). Nem imaginam a felicidade que senti ao ouvir o seu nome a ser chamado ao palco. Como é que uma actriz que desempenha 6 personagens diferentes só teve o seu trabalho reconhecido agora? Enfim, mais vale tarde que nunca. 

Após ter sido roubado no ano anterior, Rami Malek recebeu o seu primeiro Emmy (Melhor Actor de Drama), pelo seu papel em Mr. Robot. Ainda no tópico de representação dramática, Maggie Smith venceu a sexta estatueta na categoria de Melhor Actriz Secundária por Downton Abbey e voltou a não colocar lá os pés , e Ben Mendelsohn levou o prémio de Melhor Actor Secundário (Bloodline).

Para a lista completa de nomeados e vencedores cliquem AQUI.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

EMMYS 2O15


Ao fim de seis anos, Game of Thrones foi finalmente a grande premiada na noite dos Emmys. Apesar da adaptação televisiva dos livros de George R.R. Martin somar nomeações todos os anos, são poucos os prémios recebidos. Isto é, até agora. Na 67th edição da cerimónia televisiva, com a decepcionante apresentação de Andy Samberg, o drama venceu nada mais anda menos que 12 das 24 estatuetas a que estava indicado, incluindo Melhor Série Dramática, Melhor Realização e Melhor Argumento. 


A série bateu o recorde de maior número de prémios arrecadados numa só gala dos Emmys. O recorde anterior pertencia a "The West Wing" (Os Homens do Presidente, em português), que em 2000 venceu 9 estatuetas. A produção de David Benioff e D.B. Weiss também ajudou a que a emissora televisiva HBO fizesse história. Contas feitas, a produtora somou 43 prémios no final da noite.


Nas categorias de representação, Peter Dinklage venceu o prémio de "Melhor Actor Secundário" pelo seu Tyrion Lannister, uma das personagens favoritas do público. O mesmo papel já lhe tinha rendido em 2011, o Emmy na mesma categoria. As oito estatuetas restantes foram ganhas nas categorias técnicas como som, efeitos visuais, etc.


Para a despedida de Mad Men, a série estava nomeada nas principais categorias e limitou-se a conquistar apenas um prémio. À sétima e última temporada, Jon Hamm finalmente conseguiu o tão cobiçado Emmy de "Melhor Actor Dramático". Há oito anos que o actor norte-americano era indicado nesta categoria mas sem sucesso. A sua subida rastejante ao palco disse tudo.


Numa noite de estreias, Viola Davis foi escolhida para "Melhor Actriz", tornando-se na primeira afro-americana a vencer um Emmy na mais importante categoria de representação numa série dramática. Num discurso arrepiante, a estrela de How To Get Away With Murder citou Harriet Tubman, uma escrava negra que se tornou numa das figuras centrais do movimento abolicionista norte-americano, para afirmar que ainda existe desigualdade racial e de género em Hollywood. "A única coisa que separa as mulheres de cor de qualquer outra pessoa é a oportunidade. Não podes vencer um Emmy por papéis que simplesmente não existem", disse Davis, agradecendo aos argumentistas e produtores da série, especialmente Shonda Rhimes, por "redefinirem o que significa ser bonita, ser sexy, ser uma líder, ser negra".

Embora acompanhe as duas séries, confesso que estava a torcer pela Tatiana Maslany. Depois de ser ridiculamente excluída da lista de nomeados pelas duas primeiras temporadas de Orphan Black, a actriz canadiana finalmente foi indicada ao Emmy de "Melhor Actriz". Não existem quaisquer dúvidas sobre a tremenda prestação de Viola como Annalise Keating, mas se pensarmos que a Maslany estava nomeada por desempenhar 6 personagens diferentes... Talvez para o ano.


Uzo Aduba conhecida pelo seu papel de Suzanne "Crazy Eyes" Warren, na série Orange is the New Black, também fez história ao vencer o Emmy de "Melhor Actriz Secundária". A vitória rendeu-lhe o título de primeira actriz a receber dois prémios nas categorias de comédia e drama pela mesma personagem, uma vez que OITNB mudou de classificação. Regina King fecha o talentoso triângulo afro-americano ao ganhar a estatueta de "Melhor Actriz Secundária" numa mini-série ou telefilme, com American Crime, série que de resto perdeu nas restantes categorias para Olive Kitteridge.

Logo a seguir a Game of Thrones, a mini-série baseada no romance homónimo de Elizabeth Strout, também da HBO, foi quem conquistou mais estatuetas. Olive Kitteridge venceu oito Emmys, entre eles, "Melhor Mini-Série", "Melhor Actor e Actriz", e "Melhor Actor Secundário".

Para a lista completa de nomeados e vencedores cliquem AQUI.

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