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segunda-feira, 20 de julho de 2015

Os dentes do siso e o seu rasto de destruição


A moda dos adultos com aparelho dentário já se instalou em Portugal há alguns anos. Se por um lado acho muito bem que as pessoas tratem dos seus dentes, por outro considero um pouco ridículo ver um quarentão com um sorriso metálico. Quando pensava que nunca iria passar por esse tipo de dissabores, eis que um dos meus dentes do siso resolveu contrariar-me. Pois é, tenho oficialmente uma espécie de aparelho.

Há cerca de um ano atrás comecei a sentir os meus "dentes do juízo" ou como gosto de lhes chamar, "dentes do prejuízo" a crescer. Enquanto o superior esquerdo não me deu problemas nenhuns, o direito estava condenado desde o início. Totalmente incluso (ou seja, tapado pela gengiva), infectou e como resultado do seu mau posicionamento, entortou por completo o molar vizinho.

Tratada a infecção, a remoção do siso acabou por ser adiada até o meu irmão tirar o aparelho (a pobre criança não teve a minha sorte e tinha 80% dos dentes fora do sítio). Quando são os pais a financiar os procedimentos médicos, temos que facilitar. Assim sendo, na passada quarta-feira fui finalmente arrancar o dente do siso e logo no dia seguinte coloquei um aparelho específico para poder puxar o molar de volta ao lugar de origem. Que massacre!

Confesso que estava bastante assustado por ir arrancar um dente. Grande parte dos meus medos devem-se ao espectáculo de horrores que a minha namorada sofreu quando lhe aconteceu o mesmo. Não só arrancou logo os dois sisos do lado esquerdo de uma só vez, como ainda teve uma infecção que lhe causou dores terríveis que não a deixavam dormir. Depois de a ver em agonia durante uma semana, compreendem o meu pavor ao Sr. Dentista. 

Felizmente devo ser uma pessoa mesmo especial. Não tive dores quando os sisos cresceram (só mesmo quando tive a tal infecção, mas passou logo), quando retiraram o dente, nem com a colocação do aparelho. Yay! Não vou negar que é um pouco desconfortável ter um arame ao longo do céu da boca. Para comer então, é um massacre. Pareço uma velhota sem dentes a tentar tirar a comida que fica presa nos ferros. A única coisa boa no meio disto tudo é que ninguém repara que tenho aparelho. Como está colocado nos dentes traseiros, nem quando sorriu se nota. A imagem à esquerda é uma representação quase fiel do meu novo companheiro.

Como não vos quero maçar com explicações científicas sobre este tema, deixo-vos com algumas dicas úteis para quem vai remover os dentes do siso:
  • Palavras da dentista, "tenham uma refeição farta antes do procedimento porque não se sabe quando é que vão voltar a conseguir comer decentemente".
  • Se ficarem com a língua paralisada depois da anestesia não desesperem! Sendo hipocondríaco lembrei-me logo de 1001 histórias que li online sobre o assunto e temi o pior. Passado umas 5/6h perdi a dormência e recuperei a sensação. Tentem mexer a língua aos poucos e ela vai voltando ao normal. Se continuar dormente passado um dia, ai sim, chorem!
  • Nas primeiras 48h limitem-se a ingerir sumos, sopas e papas. Desde que não seja nada quente e que dê muito trabalho a mastigar, estão safos. Como tirei um dente e meti aparelho logo a seguir, os gelados e gelatinas foram os meus salvadores.
  • Dependendo das dores, coloquem gelo sob a bochecha do lado "afectado".
  • No meu caso nem precisei de medicação, mas se for o caso, sigam à risca as indicações do vosso dentista.
  • Custa mas não deixem de lavar os dentes. Tinha imenso receio de ferir a zona pós siso, mas nada justifica uma infecção. Com alguma calma e sem bochechos vorazes (evita a criação de coágulos), continuem com a vossa rotina de higiene oral.
  • Se tiverem um irmão mais novo que passou por experiências semelhantes, não o deixem menosprezar as vossas dores e desconfortos.

Já arrancaram os dentes do siso? Como correu?

quarta-feira, 8 de julho de 2015

10 dicas para evitar cabelos oleosos


Depois dos cuidados a ter com o couro cabeludo (aqui), vou falar de um tema que me é muito próximo, cabelos oleosos. As questões capilares sempre foram um mistério para mim. Com o passar dos anos passei de cabelos grossos para finos, e à caspa juntou-se a oleosidade. Uma autêntica desgraça.

O nosso cabelo fica oleoso pela mesma razão que a cara: as glândulas da pele produzem uma substância oleosa chamada sebo. É o sebo que humedece o cabelo e impede-o de manter-se seco. As glândulas sebáceas localizam-se junto às raízes do cabelo, na camada da pele chamada derme. O sebo sai da pele para o nosso couro cabeludo através de canais das glândulas sebáceas.

É importante compreender que devido a factores genéticos ou hormonais, todos nós produzimos diferentes quantidades de sebo. As hormonas responsáveis pelo aumento da produção de sebo têm um pique durante a puberdade, razão pela qual tantos de nós tivemos cabelos extra oleosos e acne.


1. Lavar o cabelo com frequência, mas não diariamente. Ao lavá-lo todos os dias podemos remover os óleos depressa de mais, encorajando-os a voltarem ainda mais oleosos para compensar a perda. Se for naturalmente oleoso, deve ser lavado, com um champô próprio para cabelos deste tipo, a cada 2 ou 3 dias.

2. Utilizar água morna/fria. A água quente estimula as glândulas sebáceas da região, responsáveis pela produção da oleosidade, que vão trabalhar a um ritmo mais acelerado.

3. Cuidado com condicionadores. Sempre que possível, é de evitar utilizá-los na raiz, visto que esta parte do cabelo já está naturalmente hidratada pelo óleos (gorduras), produzidos horas depois de lavar o cabelo.

4. Atenção a produtos como géis e ceras. Não se deve aplicar demasiado ou o cabelo vai ficar pesado e com resíduos acumulados. 

5. Evitar pentear ou mexer demasiado no cabelo. Como consequência as glândulas sebáceas são estimuladas e podem aumentar a produção de óleo. Para remover os nós, utilizem um pente, não os dedos. Má notícia para quem usa franja, se a vossa testa for oleosa, o cabelo pode absorver os óleos da pele.

6. Cortar as pontas do cabelo com frequência evita que fique mais danificado, e ajuda-o a parecer mais grosso e forte.

7. Os champôs secos são uma boa alternativa a outros mais comuns. É uma espécie de pó de talco que basta esfregar nas raízes, deixando o cabelo menos oleoso. Tenho que pensar em investir num produto destes.

8. Não usem alisadores regularmente. Além de danificar o cabelo, a quantidade de vezes em que lhe vão tocar juntamente com o calor, vai produzir ainda mais óleo.

9. Se possível, façam uma esfoliação capilar a cada 10 dias. Esta limpeza serve para remover células mortas do couro cabeludo, reduzir a oleosidade excessiva, tratar a comichão e escamações. Aliada à massagem capilar, os cabelos ficam mais fortes e saudáveis, diminuindo a queda e oleosidade, retarda o afinamento dos fios de cabelo e ainda acelera o crescimento dos mesmo.

10. Uma massagem no couro cabeludo, além de relaxar, ajuda a activar a circulação. Não precisa ser nada de muito complexo, basta pressionar as pontas dos dedos no couro cabeludo, por baixo dos cabelos, e fazer movimentos circulares durante uns 3 a 4 minutos, uma vez por semana.

Sofrem de oleosidade capilar? Espero que as dicas tenham sido úteis!

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