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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

LADY GAGA ⤫ SUPER BOWL HALFTIME SHOW


Com uma produção digna da abertura dos Jogos Olímpicos, a actuação de Lady Gaga no intervalo do Super Bowl não precisou de convidados especiais e conseguiu o improvável ao agradar tanto aos seus little monsters como àqueles que lhe torcem o nariz.


Naquela que foi a performance mais cara de sempre na história do evento  custou cerca de 10 milhões de dólares  não houve vestidos de carne, mas sim um enorme aparato pirotécnico (300 drones) e um batalhão de bailarinos sim, também vi os memes do SpongeBob. Quem esperava ansiosamente para ouvir a cantora proferir críticas esmagadoras a Donald Trump pode ter ficado desiludido. No entanto, elas estiveram lá, mas camufladas. Aliás, a introdução subtil da sua actuação com "God Bless America" e "This Land is Your Land", foi suficiente para que Gaga se fizesse ouvir sem ferir susceptibilidades. Aberto a interpretações diferentes, as palavras podem ser consideradas como uma afronta às políticas do presidente norte-americano, mas também são apenas aquilo que a cantora sempre defendeu ao longo da sua carreira.


"Esta é a tua terra. Esta é a minha terra, da Califórnia até à ilha de Nova Iorque, da floresta da madeira vermelha até às águas de Gulf Stream. Esta terra foi feita para ti e para mim". A ideia de uma América partilhada foi repetida ao longo de todo o "discurso", que até referiu o infame muro que Trump pretende construir entre os Estados Unidos e o México. Ainda assim, fê-lo de maneira bem discreta: "Enquanto andava vi um sinal. E o sinal dizia: Não Passar. Mas no noutro lado não dizia nada. Esse lado foi feito para mim e para ti". Mesmo antes de se lançar do topo do NRG Stadium, em Houston (Texas), ouviu-se a tacada final One nation, under God, indivisible, with liberty and justice for all. Sem palavras.


A Gaga fez uma viagem à memory lane e escolheu algumas das suas músicas mais conhecidas para cantar no intervalo do Super Bowl. A lista incluiu os hits "Poker Face", "Born This Way", "Telephone" (não, a Beyoncé não apareceu mas transpirei com a possibilidade), "Just Dance", "Million Reasons"  momento mais emocionante da noite, em que o estádio se encheu de luzes e ela até disse um olá aos pais  e claro, "Bad Romance", que não só é a minha faixa favorita, como encerrou o espectáculo com chave de ouro.


Gostem ou não da Lady Gaga, é impossível negar as suas qualidades vocais e dedicação. Contrariamente à maioria dos artistas que recorrem a vocais pré-gravados, aqui o espectáculo é 100% ao vivo. Quando está a dançar e não consegue cantar, só se ouve a faixa de fundo e that's it. Essa é uma das coisas que mais admiro na mother monster. Se queria que ela tivesse cantado mais canções? Claro que sim, imperdoável não ter ouvido um pouco sequer da "Edge of Glory" ou "Alejandro", se bem que esta última entendo o porquê. Mas fiquei satisfeito? Completamente. Por mim ela e a Beyoncé podiam intercalar e actuava uma a cada ano.


Por entre as luzes, fogos e danças, uma das mensagens mais importantes foi precisamente a "Born This Way". Não é segredo nenhum que o mundo do desporto é extremamente homofóbico, sendo que na maioria das vezes a aversão é tão grande que milhares de crianças, especialmente rapazes, são massacradas por não se encaixarem no molde que lhes é imposto pela sociedade. Conseguem entender o quão importante é ecoarem pelo evento desportivo as letras:
"Don't be a drag, just be a queen
Whether you're broke or evergreen
You're black, white, beige, chola descent
You're Lebanese, you're Orient
Whether life's disabilities
Left you outcast, bullied, or teased
Rejoice and love yourself today
'Cause baby you were born this way
No matter gay, straight, or bi
Lesbian, transgendered life
I'm on the right track baby
I was born to survive
No matter black, white or beige
Chola or orient made
I'm on the right track baby
I was born to be brave"
Como ela referiu na conferência antes do jogo, o facto de pisar um dos palcos mais vistos do mundo e poder transmitir uma mensagem de aceitação e inclusão, seja cultural, sexual ou de género, é como se estivesse a dar voz a todos os misfits e mostrar que tudo é possível. Bastaram as mesmas canções que canta há anos, extremamente relevantes para o clima vivido nos últimos tempos, e deixou que a música falar por si. Bravo.




Independentemente se apreciam ou não a Lady Gaga, gostaram da actuação?
Músicas/momentos favoritos?

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Portugal, this one's for you


Nunca gostei de futebol, não gosto e provavelmente nunca vou gostar. O fascínio ao ver um grupo de homens a correr atrás de uma bola é algo que ainda não desmistifiquei mas, ontem à noite, tive um vislumbre. Numa versão moderna da fábula "A Lebre e a Tartaruga", de La Fontaine, Portugal venceu a França por 1-0 e sagrou-se campeão da Europa. 

Durante toda a semana o povo e media franceses ridicularizaram-nos. Ofenderam os jogadores, agrediram portugueses nas ruas e até a nossa bandeira queimaram. Em campo a mentalidade não mudou. Num jogo do mais sujo possível, repleto de agressões que, curiosamente, não foram assinaladas ou receberam cartões amarelos, a equipa francesa parecia estar a praticar wrestling. 

Portugal é um país sofrido. Desde a Era dos Descobrimentos que não conseguimos reconquistar a glória que em tempos tivemos. "Somos o país do fado e temos um povo que alimenta a tristeza", dizia uma psicóloga clínica ao JN, no mês passado. Não é por acaso que foi eleita a população mais triste da OCDE.

Além de infelizes, somos ingratos. Com a mesma rapidez com que um jogador é o maior por marcar um golo, não vale nada por falhar outro. Que o diga o Cristiano Ronaldo, que esteve num autêntico torneio de ping pong com a opinião pública internacional. Por entre ofensas e elogios, acabou como herói. Até para as traças.

Comentei várias vezes que algo me dizia que este Europeu seria dos pequeninos. Só nunca pensei que fossemos nós. O karma existe e ontem ficou provado. Com a humildade e trabalho árduo que nos estão tão enraizados como o azeite ou o bacalhau, calámos um país arrogante e enchemos uma nação de orgulho. Alcançar a vitória contra tantas adversidades, e ainda para mais, sem o CR7, teve um gosto melhor. Justiça poética. A emoção foi contagiante e nem eu consegui ficar indiferente.

Mas não é só de futebol que Portugal é feito. Erradamente, confesso que muitas vezes me esqueço das vitórias, igualmente importantes, em outras modalidades. Há que aplaudir Patrícia Mamona (ouro no triplo salto), Sara Moreira (ouro na meia-maratona), Jessica Augusto (bronze também na meia-maratona), Dulce Félix (prata nos 10.000 metros) e Tsanko Arnaudov (bronze no lançamento do peso), nos Europeus de Atletismo em Amesterdão. Podemos não ser muitos, mas somos bons.

A área de desporto já está, resta saber se algum dia conseguiremos o mesmo feito na Eurovisão, ah!


Não podia deixar de partilhar este vídeo que anda a correr o mundo. Embora apreciados, não são títulos mas gestos destes que me deixam o coração cheio de orgulho. Viva Portugal.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Só no Verão é que se lembram


Verão. Altura em que as temperaturas aumentam e as roupas diminuem. Ao mínimo raio solar, multidões arrastam-se para a praia, movidas por um desejo incessante de colocar os presuntos a assar. Dos 8 aos 80, fatos de banho, ainda a cheirar a mofo, são retirados das gavetas e, apertados ou não, colocados sob corpos suados a precisar de arejar.

Mundialmente, existe toda uma preparação pré-época balnear. Podemos identificar dois grupos distintos de aficionados: aqueles que ao soar das 12 badaladas, e sob pretexto de resolução de ano novo, se inscrevem no ginásio, e aqueles que esperam até Abril/Maio para levar o corpo à exaustão em prol de selfies à beira da água.

Um pouco por todo o lado somos relembrados de que o relógio não pára e se queres dar um mergulho no mar, é bom que faças alguma coisa em relação a esse saco de gelatina a que chamas corpo. O ultraje. Começa a enchente de receitas à base de saladas, água e para os mais desesperados, um dedo na goela.

Seria hipócrita se dissesse que nunca sucumbi a este problema (não me refiro ao dedo na goela). Sim, raparigas que ainda pensam ser as únicas afectadas pelas pressões da sociedade em relação à imagem, o cromossoma Y passa pelo mesmo. Quando começo a pensar no suplício que é tirar a t-shirt em público sem ter um six-pack, sinto-me automaticamente uma porcaria.

É o "culto do corpo", dizem. A questão é, só devemos seguir um estilo de vida saudável de Junho a Agosto? Por onde andam essas reportagens, anúncios e publicações durante o resto do ano? Trata-se de uma generalização e como tal, existem excepções. No entanto, a esmagadora maioria das pessoas tem este tipo de pensamento, governado pelo receio de fazer má figura no seu fio dental ou calçonete.

É o que digo, só no Verão é que se lembram.

quarta-feira, 16 de março de 2016

Jogging to Hell


Após um longo período vegetativo, no ano passado, tive um vislumbre do que seria uma vida mais activa. Completei um plano de exercício de dois ou três meses, do qual falei (AQUI), fiz caminhadas e tentei começar a correr. Ênfase na palavra tentei

Uma vez que, na era pré-histórica das aulas de educação física, as minhas actividades favoritas pertenciam à vertente de atletismo (leia-se, salto em altura, comprimento e estafetas), pensei que aguentaria bem com as corridas. Bastou-me fazê-lo umas duas vezes para perceber que não era assim tão simples. Pode ser gratificante, mas consigo apontar uma mão cheia de dificuldades nada agradáveis.


#1. Mirones
Gostava de ser uma daquelas pessoas que não se importa com a opinião dos outros, mas não sou. Fico genuinamente desconfortável se estiver a correr e passarem carros ou pedestres por mim. Na minha cabeça perturbada, não há espaço de manobra, penso sempre que vão gozar comigo. A vergonha é tanta que fico mais embaraçado que uma prostituta na Igreja. Só de saber que me estão a ver, todo desengonçado e despenteado, dá-me vontade de cair numa valeta.

#2. Dor de burro
Qual dor de costas, mais famosa do mundo será sempre a de burro. De todas as vezes que fui correr era perseguido por esta maldita maleita metafórica. Será que se tivesse continuado a correr a sensação penosa passaria ou é algo permanente? Tão cedo não vou descobrir. 

#3. Cabelos ao vento
Engane-se quem pensar que os rapazes não sofrem com problemas de foro estético-capilar. Enquanto as raparigas podem fazer um rabo de cavalo e estão prontas para um furacão, connosco não dá. A não ser que tenham um corte muito curto ou mais longo, só nos resta penteá-lo de dois em dois minutos ou parecermos loucos todos despenteados. Além de irritante, desconcentra-me imenso. Se ao menos ficasse bem de boné, mas nem isso.

#4. Fones em queda-livre
Entre este ponto e o anterior nem sei qual me irrita mais. Não bastava ter dor de burro e ficar despenteado, como ainda tenho que estar constantemente a enfiar os fones nos ouvidos. Pudera que tenha tanto medo que me vejam a correr. Não sei que truque de magia as pessoas utilizam para conseguir manter os fones no sítio, mas gostava.

5. Boxers = Demo
Os soutiens são para as mulheres o que os boxers são para os homens, uma obra do demónio. Sim, oferecem o suporte necessário mas, neste contexto, não consigo encontrar um único factor positivo. Mesmo que sejam especificamente de desporto, o desconforto na zona das virilhas merecia uma dissertação. A cada passada os calções puxam-os para cima, apertando a circulação e massacrando a zona envolvente. Finalmente compreendo o porquê dos jogadores de futebol serem todos fãs do clássico cuecão branco. Se um dia voltar a correr, já sei em que investir.


Gostam de correr? Já passaram por algum destes inconvenientes?

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Insanity | *60 dias de tortura em vão*


Há dois meses atrás falei-vos (aqui) da minha dificuldade em conciliar a preguiça com a vontade de ter o chamado "corpo perfeito". Nos últimos anos ter mantido sempre o mesmo peso, mas não fico satisfeito por ser "magro". Como a minha namorada diz, "parece que tens braços da Betty Spaghetti". Apesar de comentários do género, a minha motivadora pessoal apresentou-me ao Insanity. Basicamente é um programa de exercício físico intensivo de 1h por dia. Segundo o site oficial, garantem resultados em dois ou três meses (dependendo do que a pessoa pretende). Para quem não tem possibilidade de frequentar um ginásio, é uma boa solução, visto que não são necessários quaisquer tipo de materiais como pesos

Terminado o regime de insanidade, é caso para dizer "quero o meu dinheiro de volta". Pela primeira vez na minha vida, consegui seguir um plano de exercício físico até ao fim e estou bastante orgulhoso. Para alguém que prefere ficar sentado em frente ao computador a ver uma série, é uma grande vitória. Se não fosse este sentimento de conquista, estaria bastante irritado. Não vou chegar ao ponto de dizer que me "sinto enganado", mas anda lá perto. Chamem-me ingénuo, mas depois de ver uns quantos testemunhos de pessoas que seguiram este treino, tinha esperança de conseguir melhorar o meu físico.

É certo que do ponto de vista alimentar, não segui nenhuma dieta especial, o que por sua vez não justifica os resultados (ou a falta deles). Cortei em certos produtos como as batatas fritas ocasionais, e até a minha adorada coca-cola foi esquecida. Por outro lado, comecei a comer frutas, algo que era evitado devido à preguiça em descascá-las (sim, leram bem!).

Durante 60 dias, andei a transpirar que nem um agorafóbico no metro em hora de ponta. Sou capaz de ter perdido uns quilinhos, mas nada de chocante. A maior mudança é provavelmente a questão da resistência. Na primeira semana de vídeos mal conseguia acabar o aquecimento. Na recta final já era capaz de fazer os exercícios durante mais tempo e com maior facilidade. Fisicamente, a única coisa que posso dizer que noto uma diferença mínima, é na barriga. Continua praticamente igual, mas se me recostar numa certa posição, quase parece que encontro vestígios dos meus tão desejados abdominais. Que tristeza.

De qualquer maneira, é completamente impossível ficar-se com um six-pack e com uns braços muito musculados só com os vídeos do Shaun T. Lamento, mas não acredito. Cada vez que olho para fotos do "antes e depois" de algumas pessoas, só me apetece rir.

Se realmente conseguirem manter uma alimentação saudável, horários de sono constantes, e querem perder algum peso, aconselho-vos o Insanity. Se como eu, estiverem à procura de um corpo mais definido, desliguem os computadores e inscrevam-se num ginásio.

Para os interessados, podem consultar o calendário de treino aqui e ver os vídeos aqui.

Já tiveram experiências semelhantes? Seguem algum treino online ou são adeptos de ginásio?

quinta-feira, 21 de maio de 2015

O Mundo Sexista dos Adeptos de Futebol

Uma repórter canadiana confrontou um grupo de homens que interromperam a transmissão com comentários sexistas. Shauna Hunt respondeu aos interlocutores dizendo que "é uma coisa repugnante de se dizer, é degradante para as mulheres".


Há uma semana atrás, uma correspondente desportiva disse "Basta!", após ser vítima de uma "partida" que tem vindo a ser excessivamente utilizada em repórteres femininas, glorificando a agressão sexual a mulheres.

Pouco tempo depois de Shauna Hunt iniciar a cobertura ao vivo de um pós-jogo em Toronto, um fã de futebol interrompeu a sua entrevista a dois adeptos para dizer "fuck her right in the pussy" (deduzo que não seja necessária tradução). Cansada deste tipo de comentários, Hunt resolveu confrontar um grupo de homens que, ao que parece, estavam à espera que a "brincadeira" ocorresse. 

"Isso é uma coisa repugnante de se dizer, é degradante para as mulheres", disse Hunt a um desses homens que defendiam o acto como divertido e inofensivo. "Humilhar-me-ia ao vivo na televisão?", perguntou. "Estou farta disto. Recebo comentários destes todos os dias. Dez vezes ao dia por homens rudes como você", explicou a repórter ao entrevistado.

Apesar de ser catártico para Hunt confrontar os seus agressores, eles parecem não partilhar da mesma opinião. "Não tem nada a ver consigo, tem tudo a ver com todos os outros", diz um homem, aparentemente a referir-se à quantidade de diversão que tanto ele como os seus amigos tiveram ao ver a "piada" acontecer.

O fenómeno FHRITP (fuck her right in the pussycomeçou em Janeiro de 2014 depois do comediante John Cain fazer upload de um vídeo onde se fazia passar por um repórter que numa transmissão ao vivo, "não sabia" que estava em directo e foi "apanhado" a dizer ao cameraman que "gostava de fod#$" uma jovem de 20 anos desaparecida (a notícia era falsa). "Não quero saber se ela tem 20 anos. (...) Não podes dizer que não a fod#$%. Talvez é mesmo isso que vou fazer quando a encontrarem (...) Vou fuck her right in the pussy.", disse o falso correspondente. Os adeptos masculinos de futebol acharam esta brincadeira genial e começaram a aplicá-la na vida real. 

Sempre tive uma certa aversão ao futebol precisamente por ter sofrido na pele comentários nada agradáveis de praticantes. Um rapaz que não goste de jogar futebol? Não é preciso pensar muito para saber o que diziam. Ainda assim, fico chocado pela forma como as mulheres são tratadas neste meio. Pergunto-me se gostavam que as suas mulheres, irmãs ou mães fossem alvos de comentários vis e nojentos como os anteriormente referidos. Qual é a piada? Humilharem-se em directo na televisão? Não entendo. É preocupante constatar, mais uma vez, que os sentimentos das mulheres são completamente ignorados como motivo de maior satisfação.

Poucos dias depois do vídeo de Shauna Hunt se tornar viral, o maior fornecedor de electricidade de Ontario, a Hydro One, identificou um dos homens como sendo um dos seus funcionários e demitiu-o. O agora desempregado engenheiro destacou-se no vídeo ao admitir "Não quero saber, é hilariante como o caral$%#", dizendo depois que a repórter tinha sorte por ninguém lhe ter colocado um vibrador no ouvido como, supostamente, aconteceu num incidente semelhante no Reino Unido. 

Quando questionado por Hunt sobre o que a mãe dele ia achar do seu comportamento, o adepto respondeu "A minha mãe ia morrer a rir". Vejamos se é esse o caso agora que ficou sem o seu ordenado de $106,510 mil dólares canadianos por ano (€78,354.06).

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Corpo de sonho vs Preguiça


No que toca a exercício físico sou das pessoas mais preguiçosas de sempre. Desde novo que queria ter o chamado "corpo perfeito" mas dá tanto trabalho! Pensar que há pessoas que só por serem magras já tem um six-pack, e a única coisa que consegui quando estive extremamente magro foi parecer uma caveira. Não é justo.

Não posso dizer que já fui "gordo". Sempre tive dentro dos limites aconselhados ao meu índice de massa corporal. O que é certo é que nunca me senti bem com o meu corpo. Todos os dias ouvimos falar da pressão que as mulheres sentem da sociedade para serem magras, mas nunca se fala dos homens. Hoje em dia homem atraente é sinónimo de corpo decente. Longe estão os dias em que bastava ter uma carinha bonita e o trabalho estava feito. Por muito que digam que o importante é a personalidade, não são rapazes "normais" que as raparigas querem ver quando vão à Abercrombie & Fitch.

De tempos a tempos ganho uma motivação que me faz crer que vou conseguir manter-me empenhado em fazer exercício. Houve uma altura em que até utilizava garrafões de água para fingir que eram pesos (há que ser criativo quando não se tem os materiais). Deram-me uma bicicleta para exercício e no início usei-a. Agora é um cabide. Durante um ano fiz 100-200 abdominais por noite, na esperança de finalmente ter os abdominais que sempre quis. Nada. Sou um bocado impaciente, portanto se não vir o mínimo possível de resultados, fico extremamente desmotivado. 

Sempre quis correr mas detestava a ideia de ser visto por alguém que conhecesse. Há uns meses atrás descobri um caminho praticamente deserto, semi-perto da minha casa, e comecei. O primeiro dia foi ridículo. Imaginava-me a correr rapidamente e a fazer umas três voltas sem parar... Uau, como estava enganado. Parecia uma velhota a tentar andar do quarto até à cozinha, foi vergonhoso! Mas tenho que admitir que quando cheguei a casa fiquei feliz por ter tentado. Depois disso, posso dizer que fui correr mais cinco vezes e parei. Porquê? Novamente a preguiça. Ter que acordar cedo e saír da cama quentinha não ajudou nada.

A minha motivadora de serviço (a namorada), falou-me do Insanity. Já tinha ouvido falar, mas resolvi pesquisar. Basicamente é um programa de exercício intensivo de 1h por dia, que garante resultados em dois ou três meses (dependendo do que a pessoa pretende). Não são precisos quaisquer tipo de materiais, e é em formato de vídeo, portanto pode ser que ter alguém a fazer de personal trainer me ajude. Não prometo nada, mas vou tentar fazer esta Insanity. Depois dou-vos updates.

Fazem exercício físico regularmente ou são daqueles que só se lembram quando chega o Verão? Andam num ginásio ou preferem correr ao ar livre?

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